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gerenciamento de riscos

Gerenciamento de riscos em projetos: como lidar com incertezas?

Para muita gente, prever o futuro parece algo impossível. Mas não é preciso bola de cristal para conseguir identificar incertezas prováveis que possam afetar o desempenho de um projeto. Para isso, basta um bom gerenciamento de riscos em projetos.

Nem mesmo o melhor gerente de projetos consegue determinar com exatidão no seu planejamento tudo o que vai ocorrer durante a execução, especialmente quando o escopo é grande, a complexidade alta ou a duração é longa.

Diante disso, algo que pode ser feito é a avaliação dos riscos que envolvem essa atividade e a preparação para as prováveis consequências. Neste artigo, explicaremos como isso é feito no gerenciamento de riscos em projetos. Acompanhe.

O que é um risco em um projeto?

Antes de começar a entender o gerenciamento de riscos em projetos, é importante compreender melhor o que é exatamente o significado desse termo.

Riscos são todos os componentes de incerteza que podem afetar o resultado final de um projeto, de forma negativa ou positiva. Ou seja, além das ameaças que são capazes de prejudicar a execução, também são chamados de riscos as oportunidades que podem ser aproveitadas ao longo do caminho para se conquistar um desempenho melhor.

Um risco é incerto, mas não exatamente imprevisível. Afinal, é possível quantificar e qualificar o risco, determinando sua probabilidade e impacto, preparando-se para a eventualidade de que ele se concretize.

Logo, mais do que a simples preocupação com perigos que rodeiam o projeto, o gerenciamento de riscos é de fato uma forma de conhecer, administrar e se preparar para todos elementos incertos que fazem parte dele.

Quais são as principais fontes de risco?

As fontes de risco estão ligadas a diversos fatores externos e também internos, relacionados ao gerenciamento de projetos e seus processos interdependentes. Veja a seguir.

Fatores externos

Dentro desse nicho, temos alguns fatores imprevisíveis e outros previsíveis. No primeiro campo, estão inclusos requisitos regulamentares que não foram previstos, desastres naturais e outros efeitos colaterais da produção.

Os previsíveis podem ser tidos como riscos operacionais, sociais, interferências de comunicação e riscos financeiros. Os fatores técnicos como evolução da tecnologia também cabem neste ponto, assim como riscos legais, que envolvam a execução correta da legislação de trabalho ou das condições dos envolvidos no projeto.

Fatores internos

Entre os fatores internos causadores de riscos mais comuns estão o excesso de projetos sendo desenvolvidos ao mesmo tempo e um cronograma mal feito, que impede a execução da proposta em tempo hábil.

O fato de que o projeto não passa por um controle adequado ou não acompanha as mudanças desejadas pelo cliente também influencia bastante nesse ponto. Além de quando as prioridades das etapas entram em conflito ou para o caso de o responsável não conseguir realmente manejar o necessário para que o projeto ocorra.

Como planejar o gerenciamento de riscos em projetos?

O planejamento do gerenciamento dos riscos é a primeira etapa da gerência de riscos, segundo o PMBOK (Project Management Body of Knowledge). O objetivo desse processo é definir como esses riscos serão abordados, qual metodologia será utilizada e quem serão as pessoas nele envolvidas.

Com a técnica certa, o gerenciamento de riscos pode ser feito até no papel, mas ele fica mais preciso, veloz e confiável quando tudo é organizado e assegurado por um programa de computador adequado. Por isso, a dica aqui é contar com um software especializado em projetos para essa atividade.

Com as ferramentas, equipes e técnicas determinadas, é hora de partir para o próximo passo, que é a identificação dos riscos. Esse é o momento de listar todas as incertezas que podem afetar de forma significativa o resultado do projeto.

Para executar essa etapa, é possível se valer de premissas, dados históricos, conversas com especialistas e qualquer outra informação confiável que seja útil. É importante notar que todos os riscos devem ser catalogados nesse mapeamento inicial. Isso é claro, desde que sejam relevantes para o projeto.

Uma probabilidade de chuva forte, por exemplo, é um risco de alta relevância para um projeto de engenharia civil, mas normalmente não entra no mapeamento de riscos de um projeto de um novo software (talvez, apenas o risco de uma descarga elétrica).

Como fazer a avaliação e priorização dos riscos?

Uma vez que os riscos estejam identificados, é hora de determinar quais deles são mais importantes para o projeto e devem ser priorizados. Isso usualmente é feito em duas etapas, sendo que a primeira delas é análise qualitativa dos riscos enquanto a segunda é a quantitativa. Veja mais detalhes abaixo.

Análise qualitativa dos riscos

A análise qualitativa dos riscos consiste em determinar o impacto e a probabilidade de um risco e com base nisso saber qual é o seu valor para um projeto. Mais uma vez, isso é feito com base em estatísticas históricas, conversas com especialistas e dados confiáveis.

No método mais comum de análise, a probabilidade é estabelecida como um valor de porcentagem e o dano ou ganho financeiro desse risco é o seu impacto, que deve ser escrito em uma moeda qualquer, como o real brasileiro, por exemplo. O escore do risco, ou ES, é obtido com a fórmula de ES=P*I, sendo que P é probabilidade e I o impacto.

Com isso, no exemplo da chuva forte em uma obra, por exemplo, o gerente de projetos pode descobrir em suas pesquisas que a probabilidade de ela acontecer no período de execução estabelecido para o projeto é de 40% e que isso causaria, hipoteticamente, um prejuízo de R$ 300.000,00 em atrasos, materiais danificados e salários pagos para funcionários com produtividade comprometida pelo evento natural. Colocando essas variáveis na equação, chegamos à conclusão que o ES é de R$ 120.000,00.

É possível se aprofundar na análise qualitativa com mais técnicas, ou simplesmente acrescentando outras variáveis à fórmula do ES. Mas o importante de se saber aqui é que ela sempre será subjetiva, ainda que seja uma subjetividade bem esclarecida por dados reais e opiniões especializadas.

Análise quantitativa dos riscos

A segunda etapa dessa avaliação é a análise quantitativa dos riscos. Não vamos entrar em detalhes aqui, pois ela envolve números mais precisos e simulações de cenário, normalmente com técnicas mais avançadas.

Nem todo projeto conta com uma análise quantitativa e, quando isso acontece, normalmente apenas os riscos priorizados pela análise qualitativa são contemplados, pois esse processo costuma envolver um investimento maior de recursos para ser efetivo.

Em projetos com escopo pequeno ou baixa complexidade, a análise quantitativa não costuma ser feita, assim como naqueles em que os riscos identificados na análise qualitativa são pouco expressivos.

Como monitorar, controlar e responder aos riscos?

Com os riscos identificados, priorizados e qualificados, é possível traçar um plano de resposta para eles. Sobretudo, cada risco deve ser encarado de uma maneira diferente pelo gerente de projetos, mas em essência, existem quatro maneiras básicas de lidar com eles.

A primeira é evitar o risco sem nenhum tipo de custo ou consequência direta ao resultado do projeto, o que nem sempre é possível. A segunda é a tentativa de transferir esse risco para terceiros, algo que até acontece em alguns setores, mas também é incomum. Já a terceira forma é a alternativa mais usual quando se fala em gerenciamento de riscos em projetos: mitigar o risco, o que significa reduzir a probabilidade de que ele aconteça ou o valor do seu impacto.

Por fim, o gerente de projetos pode assumir um risco, o que é recomendável apenas quando o seu impacto ou ES é muito baixo ou quando a tentativa de mitigar não compensa sob o ponto de vista financeiro. Retomando mais uma vez o exemplo da chuva forte que ameaça uma construção, não é possível evitar nem transferir o risco. Assumir um risco com um ES tão alto também não é uma boa opção, logo, o caminho pode ser mitigar.

Uma forma simples de mitigar esse risco, seria alterar as datas de começo da execução da obra, evitando a estação chuvosa e reduzindo a sua probabilidade. Se isso não for possível, investir em equipamentos ou mais recursos humanos para aumentar a produtividade poderia ser outra alternativa a ser considerada para reduzir o valor do impacto.

Tipos de respostas para riscos

Para eliminar, evitar o prevenir riscos, o plano de gerenciamento precisa ser alterado para que a questão seja solucionada em primeira instância. Outra possibilidade é a transferência, em que o risco é repassado para terceiros, bem como a responsabilidade sobre suas respostas.

Essa é uma iniciativa que não necessariamente elimina o risco, mas apenas visa a redução do impacto. Outra resposta para riscos negativos é a mitigação. Ela se dá por meio de ações que diminuem a quantidade de ocorrências, assim como suas consequências. Um exemplo prático desse item é a trava do carro: ela não exclui as chances de roubo, mas sim as diminui.

Por último, mas não menos importante, existe a aceitação de riscos. Se nenhuma medida é realmente assumida diante de um risco, é preciso aceitá-la. Nesse caso, é fundamental estruturar uma reserva para contingência. Como não haverá tempo para decidir ações, é papel da equipe administrar o retorno conforme ele aconteça.

Não se deve esquecer que também existem riscos positivos, ou seja, aqueles que podem ser transformados em oportunidades. Primeiro, eles precisam ser explorados, para que essa oportunidade fique clara. Em um segundo momento, a ideia é melhorada e compartilhada para ser analisada. Caso aprovada, é a hora de maximizar seus impactos positivos e finalmente aceitar os frutos que poderão ser colhidos através dela.

Por que fazer o gerenciamento de riscos é tão importante?

Em primeiro lugar, toda decisão tomada em relação a um projeto envolve algum nível de risco. Isso quer dizer que sempre existirá alguma chance de que um impasse surja e interfira de forma negativa em alguma etapa ou atividade, o que pode afetar o resultado final ou o prazo de entrega.

Normalmente, quando as consequências são pequenas, é possível fazer algo a respeito com relativa calma e tempo. Mas também existem aqueles problemas praticamente irreversíveis, como a perda de documentos virtuais de um sistema ou a urgência em encontrar uma peça defeituosa bastante específica. Tais exemplos são considerados como catastróficos e a partir disso percebe-se a importância do gerenciamento de riscos na gestão de projetos.

Para completar, acompanhar riscos ajuda tanto na definição de valores de seu projeto quanto em outros detalhes de planejamento e prática. Sendo assim, é possível definir essa questão como a base para o sucesso de seu trabalho, inclusive financeiro.

Quais os principais erros a serem evitados no gerenciamento de riscos?

Por fim, é indispensável também se dedicar a evitar alguns erros no gerenciamento de riscos. Dessa forma, você consegue otimizar seus processos e garantir que tudo ocorra conforme o esperado. Aqui estão os principais problemas que acontecem com frequência e suas respectivas soluções!

Registrar ricos em excesso

É fundamental que você preserve a qualidade de sua lista de riscos. Evite registrar itens corriqueiros e de simples resolução. O foco deve ser apenas naquilo que realmente demonstra relevância e influencie na concepção do projeto.

Decidir resolver todos os riscos

Seja qual for o tamanho da sua lista de riscos, tente priorizar ao máximo aqueles que poderão impactar mais a sua empresa e seu projeto. Talvez não seja possível resolver tudo que foi listado, mas tirar o mais grave do caminho é essencial.

Usar o gerenciamento de riscos apenas na etapa de planejamento

Esse é um erro bastante comum entre gestores de projeto. Lembre-se, porém, de que riscos evoluem, e a maneira com a qual eles foram previstos durante o planejamento se modifica ao longo de seu desenvolvimento. Por isso, faça reuniões regulares para acompanhar essa questão.

Deixar de envolver todos os participantes do projeto

Um gestor jamais pode centralizar o gerenciamento de riscos para si. Essa é uma responsabilidade conjunta, que deve ser analisada por etapa e por setor. Até mesmo para facilitar a resolução dos impasses, visto que é impossível fazer tudo sozinho e delegar tarefas é a melhor opção.

Como um bom software pode ajudar nesse tipo de gerenciamento?

É interessante também contar um bom software de gerenciamento de riscos. Esses sistemas, em geral, são capazes principalmente de ajudar na identificação do risco. Contudo, também pode quantificá-lo e gerar um relatório completo de qual será o verdadeiro impacto dele no projeto.

Com isso, classificá-lo como aceitável ou inaceitável se torna uma tarefa mais clara. O software é capaz de confirmar a aceitação ou recusa de um risco e incentivar o gestor a analisar qual é o nível de tolerância dessa questão em relação à etapa em que esse processo se encontra.

Existem inúmeras alternativas e ferramentas para isso no mercado. Para escolher a melhor, vale a pena levar em conta os principais aspectos de seu negócio, bem como as restrições e opções que o sistema oferece, para que haja uma incorporação adequada e para que se tenha bons resultados.

Como você pôde acompanhar até aqui, prever o futuro com exatidão pode até ser impossível, mas com o gerenciamento de riscos em projetos é possível estar preparado para eventualidades, evitar prejuízos e aproveitar oportunidades.

Ainda assim, tenha em mente que o gerenciamento de riscos em projetos não termina com a elaboração desse planejamento de resposta. Depois disso, é importante estabelecer formas de controlar e monitorar esses riscos durante a execução, evitando ser pego de surpresa.

Gostou de saber um pouco mais sobre este assunto tão importante, mas ainda quer uma ajuda profissional para lidar com incertezas? Não se preocupe! Basta entrar em contato conosco, que vamos ajudar você.

scrum ou kanban

SCRUM ou Kanban? Entenda suas diferenças e escolha qual adotar

Ao pensar em como lidar com prazos e organizar o fluxo de trabalho, é natural que os gerentes de projetos tenham dúvidas sobre qual a melhor escolha: Scrum ou Kanban. Afinal, ambos os métodos são tendências e apresentam benefícios específicos para os times.

Nesse sentido, é importante considerar não apenas as vantagens de cada modelo , mas também as características da sua empresa. A decisão varia conforme o tipo de trabalho realizado e a cultura instalada, logo, o que é adequado para uma organização pode não ser para a outra.

Para conhecer as metodologias e entender qual delas trará mais resultados, continue a leitura deste conteúdo. Ao longo do texto, apontamos as diferenças entre Scrum e Kanban, bem como os passos para encontrar o modelo ideal para o seu escritório de projetos. Não deixe de conferir!

O que são essas metodologias?

Scrum e Kanban são ferramentas alinhadas com a cultura ágil. Assim, priorizam o trabalho colaborativo, focam nos resultados, buscam a interação com os destinatários da solução e tentam responder às mudanças mais do que seguir um plano ou ter uma documentação abrangente dos projetos.

Scrum

O primeiro método se caracteriza pelo desenvolvimento por meio da repetição de ciclos curtíssimos de trabalho. A ideia é criar listas de melhoria para serem implementadas em períodos de 1 a 5 semanas, reiterando o processo várias vezes, de modo que o produto passe por melhorias contínuas, rápidas e incrementais.

Para que isso funcione, o Scrum traz papéis e etapas muito bem definidas. Cabe aos times — que precisam ser multifuncionais — se adaptarem ao modelo. Veja alguns conceitos que precisam ser assimilados no dia a dia:

  • product backloglista geral e atualizada de funcionalidades ou benefícios que se pretende implementar em um produto;
  • product owner: responsável por definir o conteúdo do product backlog, geralmente uma pessoa com contato direto com o cliente;
  • sprint: ciclo curto, de 1 a 5 semanas, em que serão destacadas, desenvolvidas e implementadas as funcionalidades ou benefícios da lista geral;
  • scrum team: equipe multifuncional que recebe a incumbência de atuar nos projetos;
  • scrum master: líder que coordena as atividades do time, garantindo que as pessoas sigam os valores do Scrum.

Perceba que há uma iteração de atividades. As melhorias são destacadas do product backlog, desenvolvidas no sprint e retornam com funcionalidades concretizadas à lista geral. Posteriormente, são identificadas novas melhorias e o processo se repete.

Kanban

Por sua vez, nessa segunda metodologia, o foco não é a concentração em uma parte das tarefas por sprint, mas a organização global do fluxo de trabalho. Todas as tarefas são divididas em quadros ou painéis visíveis, de modo que possam ser movimentadas conforme seu status: pendentes, em andamento ou concluídas.

A consequência é que a equipe terá clareza sobre o esforço necessário e realizado, tendo um controle rigoroso de todos os passos até a entrega do projeto. Assim, não há a mesma rigidez de regras e papéis, mas uma ferramenta que adere ao modo de trabalho do time.

Além disso, o Kanban permite um desenvolvimento ágil, pois sempre que uma tarefa passa do estágio de pendência até a conclusão, pode ser realizada uma entrega. Logo, a evolução do projeto ocorre de maneira contínua, de modo que os gerentes priorizam e terminam as tarefas gradativamente, até que tudo esteja concluído.

Também vale ressaltar que não há uma única forma de distribuir as atividades. Os pontos centrais — pendências (fazer), em andamento (fazendo) e conclusão (feito) — podem ser desdobrados em etapas específicas dos projetos da empresa, inclusive, já ensinamos como realizar a adaptação do Kanban.

Quais são as diferenças entre as metodologias?

Para que você possa decidir entre Scrum ou Kanban, é importante comparar as características de cada metodologia e, assim, entender qual delas melhor atende às necessidades dos projetos da sua empresa. Pelo que foi visto acima, alguns pontos de oposição são os seguintes:

  • Scrum
    • foco em poucas funcionalidades por vez;
    • organização do trabalho em ciclos curtos de desenvolvimento;
    • adaptação das equipes às regras e papéis;
    • entrega geralmente realizada em blocos de tarefas, que são concluídas após cada sprint;
    • modelo com incentivo à mudança, porque o sprint requer a identificação de melhorias.
  • Kanban
    • foco na gestão global do projeto;
    • organização do trabalho de forma contínua, em pendências, andamento e conclusão;
    • adaptação do modelo às características da equipe;
    • entrega é definida pela equipe e pode ser contínua;
    • modelo permite a mudança.

Resumidamente, o Scrum é utilizado para direcionar os esforços, pois impõe regras com o objetivo de promover incrementos de valor aos produtos. Já o Kanban organiza as atividades, melhorando a clareza sobre o fluxo de trabalho, mas sem impor uma forma de realizá-lo.

Como identificar o ideal?

O modelo de trabalho mais adequado depende do ajuste entre as características das metodologias e as necessidades e estratégias da sua empresa. Logo abaixo, há uma lista de pontos que devem ser considerados ao definir o cenário ideal.

Modelo atual

A primeira comparação é saber se é mais vantajoso importar o modelo atual para o Kanban ou mudar tudo e implementar o Scrum. O quadro de perdas e ganhos pode ser uma boa ferramenta para entender os pontos positivos e negativos. Para usá-lo, responda a quatro perguntas.

  • O que se ganha ao implementar o Scrum?
  • O que se perde ao implementar o Scrum?
  • O que se ganha ao não implementar o Scrum?
  • O que se perde ao não implementar o Scrum?

Posteriormente, repita o procedimento em relação ao Kanban, considerando a possibilidade de reaproveitar muitas das atividades que já são desenvolvidas na empresa.

Características do time

A resistência dos profissionais à mudança também deve ser considerada. Procure entender se o time se adaptará ao modelo proposto pelo Scrum, principalmente se terá a disciplina para trabalhar em sprints. Isso porque o Kanban se adapta melhor aos diferentes tipos de cultura.

Desafios enfrentados pelo escritório de projetos

Um último ponto é entender qual é a principal demanda. Isto é, se, de fato, o escritório de projetos busca uma nova maneira de criar valor e promover melhorias ou se o ponto-chave é a falta de clareza, dificuldade em cumprir prazos e outras questões relacionadas à organização e à gestão do fluxo de trabalho.

Enquanto um método oferece um procedimento para melhorar os produtos incrementalmente, o outro apresenta flexibilidade e adere aquilo que já é concretizado dentro da empresa.

Portanto, decidir sobre Scrum ou Kanban exige a reflexão sobre quais são os desafios enfrentados pelo escritório. Cada um atende a um conjunto de necessidades diferentes e saber quais são as dificuldades enfrentadas pela sua equipe é fundamental. Reúna o time, colha feedbacks e reflita sobre a melhor opção.

Se quiser aprender mais sobre as metodologias ágeis, acesse nosso texto sobre como aliar essa cultura aos métodos tradicionais!

que é armazenamento em nuvem

Saiba o que é armazenamento em nuvem e como aplicar na gestão de projetos

Você sabe o que é armazenamento em nuvem e quais as vantagens dele na gestão de projetos? O cloud computing é uma tecnologia promissora. Por meio dela, é possível que vários usuários acessem e compartilhem conteúdos a partir de servidores remotos.

Neste momento, você pode estar se perguntando qual a relação desse tipo de armazenamento com a gestão de projetos, certo? A resposta é que ao investir nessa tecnologia, é possível aumentar a produtividade da equipe e melhorar custos, facilitando o trabalho do gestor.

Se você quer entender mais sobre o assunto e aprender a aplicar essa solução na sua empresa, continue lendo este conteúdo!

O que é armazenamento em nuvem?

O armazenamento em nuvem é um modelo de serviço que possibilita o armazenamento de dados e a transferência deles via internet, utilizando um sistema externo mantido por terceiros. Atualmente, existem várias empresas oferecendo esse serviço tanto para organizações quanto para pessoas físicas.

No caso das organizações, esse serviço é interessante pela possibilidade de terceirizar a responsabilidade do armazenamento dos dados, tendo sempre à mão um backup seguro. Além disso, o sistema é escalável, podendo se adaptar às diferentes necessidades ao contratar mais espaço sempre que for preciso.

Há três modelos principais:

  • serviço de armazenamento de dados em nuvem pública: ideal para dados não estruturados;
  • serviço de armazenamento em nuvem privada: proteção e redundância para garantir a segurança das informações;
  • nuvem híbrida: combina os dois serviços para ter uma flexibilidade maior.

Como o armazenamento na nuvem funciona?

Esse modelo é fornecido sob demanda e seus dados podem ser acessados em qualquer hora e lugar. Ele também elimina a necessidade de empresas comprarem e gerenciarem as suas próprias estruturas físicas.

O fornecedor externo se responsabiliza por todo armazenamento e criação de estrutura para que os dados estejam acessíveis quando o cliente requisitá-los, mantendo sua confiabilidade, integridade e disponibilidade (CID).

Antes de implantar esse sistema, o gestor precisa verificar informações como:

  • Qual a quantidade de dados da empresa?
  • Os possíveis provedores oferecem suporte técnico?
  • Quais são as garantias de segurança?
  • Qual a demanda dos gestores de projetos?
  • Quanto de verba está disponível para esse tipo de investimento?

Após essa análise, será possível identificar o sistema mais adequado.

Quais os benefícios dessa tecnologia?

Os gestores das empresas já reconhecem a necessidade e importância de utilizar novas tecnologias, porém, muitos acabam postergando essa mudança por não reconhecer os benefícios que ela traz. Confira alguns deles, a seguir.

Custo de investimento

Com o armazenamento em nuvem, é desnecessária a aquisição de hardwares robustos que sejam capazes de armazenar uma quantidade ilimitada de dados. No caso do sistema online, é possível assinar ou cancelar planos segundo a capacidade dos dados, ou seja, não há necessidade de investir e nem manter sistemas caros e complexos. ​

Tempo de implantação

Há empresas que contam com um time de TI extenso, mas outras têm apenas um ou dois funcionários exclusivos para essa função. Assim, ao terceirizar esse armazenamento, os profissionais podem ficar responsáveis apenas por gerenciar e disponibilizar as informações, sem a necessidade de cuidar de um servidor próprio.

Disponibilização de informações

O armazenamento em nuvem também possibilita que a informação seja acessada e gerenciada por vários gestores ao mesmo tempo. Dessa forma, será possível dividir informações, bloquear dados, executar tarefas, sem depender de uma cadeia para administrar esse conteúdo.

Qual a importância do cloud computing na gestão de projetos?

O armazenamento em nuvem facilita o acesso de dados para vários times, inclusive para a gestão de projetos. Essa tecnologia possibilita que o responsável faça o controle dos dados e da equipe, além de os colaboradores trabalharem ao mesmo tempo em um único arquivo.

Confira outros benefícios e veja como aplicá-los na gestão.

Aumento na produtividade

Ao centralizar as informações em um único local, a produção da equipe é aumentada uma vez que é possível acessar todo o necessário para executar uma tarefa. Quando esses dados são divididos entre equipes ou chefias, surge a necessidade de sempre pedir a disponibilização e isso pode travar fluxos e demorar na entrega dos projetos.

Além disso, os próprios funcionários ficarão mais tranquilos em relação à gestão dos dados, pois não precisarão se preocupar com os backups, tamanhos de arquivos ou atualizações de softwares.

Mais envolvimento da direção

É importante o envolvimento da alta direção nos processos para verificar o andamento das etapas. Se essas informações ficam armazenadas em sistemas internos, não é possível visualizá-las em uma viagem a trabalho ou uma reunião externa. Por isso, o armazenamento em nuvem facilita no envolvimento e, consequentemente, sucesso dos projetos desenvolvidos pelas equipes.

Maior segurança das informações

Como já dissemos, a segurança das informações é um fator muito crítico nas empresas. Imagine a possibilidade de um projeto ser hackeado ou copiado, caso os dados sejam divulgados. Por isso, todo cuidado é pouco.

Para ter sistemas internos que consigam suprir essa demanda, a empresa precisar investir alto, no entanto, isso não é necessário ao utilizar o armazenamento em nuvem. Os servidores externos contam com sistemas físicos imensos e protocolos específicos para cada possibilidade de acesso indevido. Por isso, ao terceirizar, é possível economizar sem abrir mão da segurança.

Sincronização automática

Na gestão de projetos, muitas pessoas estão envolvidas em um único processo. Assim, é preciso utilizar recursos, como o cloud computing, que facilitam a sincronização automática e o gerenciamento de mudanças.

Caso as alterações não sejam sincronizadas e identificáveis, ficará inviável ter o controle delas, impactando todo o andamento do projeto. Portanto, esse é outro benefício dessa tecnologia, que permite controlar várias alterações do documento, centralizando tudo em apenas uma versão.

Agora que você já sabe o que é armazenamento em nuvem e como ele se relaciona com a gestão de dados, fica mais fácil optar por essa tecnologia, não é mesmo? Essa solução é interessante para vários setores da organização, inclusive, para o gestor de projetos. Ao não necessitar de investimentos em hardware, instalações e manutenções, sobra tempo para a equipe gerir melhor o seu trabalho, além de diminuir custos.

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design thinking

O que é design thinking e o que ele tem a ver com gestão de projetos?

Quando nos deparamos com a palavra “design”, logo a relacionamos com a criação de objetos elegantes ou ao embelezamento do mundo ao nosso redor. Porém, ao contrário do que parece ser, o design vai além de criar coisas belas.

Em 2009, um novo conceito foi compartilhado com o mundo — o de design thinking. Mas, o que ele tem a ver com a gestão de projetos?

Associar o design thinking à gestão de projetos não é algo que ocorre nas metodologias tradicionais, mas, ao pensar fora da caixa, é possível estabelecer relações entre esses conceitos. Por isso, podemos dizer que essa abordagem surgiu da necessidade de pensar e criar produtos centrados na carência dos stakeholders.

Portanto, se você quer saber mais sobre o assunto e aprender como implementar o design thinking na sua rotina, leia este conteúdo!

O que é e como surgiu o design thinking?

O termo design thinking foi assumido e divulgado a partir de 2003 por uma das empresas mais criativas do mundo: a IDEO. Seu fundador, David Kelley, disse que a metodologia utilizada pelo grupo para a resolução dos problemas complexos dos seus clientes poderia ser chamada dessa forma.

Mais tarde, Tim Brown, CEO da IDEO, ficou famoso por compartilhar as ideias que levaram a marca a ser uma das empresas mais inovadoras do mundo.

Segundo Brown, design thinking é uma técnica que usa a sensibilidade e os métodos disponíveis para suprir as necessidades dos usuários, recorrendo a uma estratégia de negócios viável que resulta em valor para o cliente e oportunidade de mercado.

O design thinking foi se transformando em uma “ciência” de resolução de problemas, beneficiando-se da capacidade que todos temos, mas que é negligenciada por práticas mais convencionais.

Portanto, essa abordagem busca a solução de problemas de forma colaborativa, destacando as necessidades das pessoas interessadas no processo. Assim, o desenvolvimento do produto é focado em toda a cadeia — e não apenas no consumidor final.

Qual é a importância de utilizar inovação?

A gestão de projetos é construída de acordo com algumas regras, que são ancoradas por metodologias e planejamentos fixos. Assim, utilizar o design thinking aplicado à gestão pode ser encarado como uma inovação, que busca facilitar o entendimento e encontrar novas soluções.

Empresas como Airbnb e Nubank são exemplos de negócios inovadores que transformaram padrões existentes e mudaram a forma de consumir produtos e serviços. Logo, é preciso que o gerente de projetos entenda que, na gestão, a inovação deve funcionar do mesmo jeito.

Quando o consumidor demanda praticidade e agilidade na obtenção de resultados, a empresa deve oferecer opções inovadoras que atendam a essas necessidades. É fato que essa mudança requer a superação de desafios, mas é possível inovar sem perder a qualidade.

Como implementar essa metodologia na gestão de projetos?

Em um mundo cada vez mais competitivo, é necessário se destacar. Hoje, o que caracteriza as empresas como bem-sucedidas é a capacidade de inovar.

As organizações que já entenderam isso vêm buscando ferramentas para melhorarem seus processos e suas estratégias, e o design thinking auxilia na valorização da inovação para solucionar possíveis problemas.

Criatividade e inovação devem fazer parte das competências de um gerente de projetos. Contudo, sabemos que existem limitações que travam a inovação nos processos. Esses profissionais trabalham muito com o controle, a razão e o pensamento crítico, e o design thinking ajuda a estimular a capacidade de ser intuitivo e desenvolver ideias que tenham significado além do âmbito analítico.

A seguir, veja como implementar o design thinking às etapas da gestão de projetos.

Entendimento do problema

Na gestão de projetos, a etapa de entendimento dos problemas é primordial para garantir bons resultados finais. Utilizando o design thinking, é possível não só compreender o problema, mas também encontrar uma nova solução — uma inovação — com base nos fatores internos e externos em que a empresa está inserida.

É nessa fase que os pontos fracos do processo são elencados, verificando se eles fazem parte de fraquezas internas ou externas da empresa. Nessa identificação, é possível utilizar pesquisas com os consumidores, benchmarking e reuniões com colaboradores.

Para exemplificar, vamos usar uma situação em que uma empresa tem atraso nas entregas por falta de comunicação e organização entre os setores de produção e distribuição. Aqui, o problema foi identificado.

Colaboração

Depois de entender os problemas, é preciso pensar em alternativas para solucioná-los. É nesse momento que o serviço ou produto é desenvolvido. Dessa forma, ao utilizar a abordagem do design thinking, as análises extremamente frias são deixadas de lado, e as necessidades e percepções dos clientes e da equipe são levadas em conta para a criação de um produto.

Pode-se utilizar o processo heurístico para validar o diagnóstico e o processo criativo — como um brainstorm — para gerar possibilidades inovadoras. É interessante que essa reunião seja feita com pessoas de várias equipes diferentes e que cada uma delas colabore com uma ideia.

Continuando com o nosso exemplo: seria interessante que não apenas os colaboradores das duas áreas problemáticas participassem da reunião, mas também funcionários de atendimento, marketing e recursos humanos. Como resultado, depois de muita conversa, uma sugestão seria a criação de um aplicativo interno para os colaboradores da empresa.

Pesquisa e prototipagem

Depois de uma reunião com a proposição de várias ideias, é hora de definir quais são válidas e quais devem ser descartadas. É preciso que as ideias sejam embasadas por pesquisas e informações concretas, garantindo melhores resultados nos projetos propostos.

Na fase da prototipagem, as ideias precisam ser testadas e validadas até que se encontre uma que se adeque à real necessidade do cliente. Uma ótima dica é fazer um MVP — ou Minimum Viable Project —, uma versão mais simples do produto e que possa ser utilizada para testes, sem demandar muitos gastos de produção.

Assim, quando o produto ou serviço deixar de ser apenas uma sugestão e passar a ser um protótipo, é possível propor novos insights que vão aperfeiçoar ainda mais a ideia original.

Na nossa história, essa seria a fase em que o aplicativo é desenvolvido e utilizado por uma pequena parte da equipe. Se tudo der certo, ele poderá ser implementado; caso contrário, deverá ser modificado ou substituído.

Implementação

implementação é definida como a fase final. Depois do protótipo testado e aprovado, é hora de implementar o serviço ou produto em nível escalável para os seus clientes.

Na fase de implementação, o aplicativo interno desenvolvido para integrar as áreas de produção e entrega deverá ser disponibilizado para toda a equipe. Além disso, devem ser definidos os responsáveis para o monitoramento da eficácia, assim como a definição de indicadores de avaliação.

Outro fator importante sobre a implementação dessa abordagem é que qualquer empresa pode utilizar essa perspectiva inovadora e colaborativa. Caso as pessoas da sua equipe ainda não tenham familiaridade com essa abordagem, há diversos cursos e treinamentos que focam no desenvolvimento dessas habilidades.

Ao unir os dois conceitos, é possível conseguir um entendimento global e holístico do problema, bem como encontrar uma solução visionária e inovadora que não estava elencada nas metodologias tradicionais. Portanto, se bem implementada, essa junção melhora a entrega dos prazos, recursos e qualidade.

Como um gerente de projetos otimiza essas práticas?

Ao propor essas novas abordagens, não estamos sugerindo que as boas práticas do guia PMBOK sejam negligenciadas a favor da aplicação das técnicas do design thinking, mas sim que haja uma flexibilização em ambas as metodologias.

O design thinking é capaz de organizar informações e levar ações para uma série de etapas rígidas. Por exemplo, o Project Model Canvas, metodologia desenvolvida pelo professor José Finocchio Jr, está aí para provar que é possível combinar conceitos de gerenciamento de projetos, neurociência e design thinking para simplificar a elaboração do Plano de Projeto.

Em comparação com outros modelos, o design thinking se destaca por preencher lacunas deixadas pelas metodologias tradicionais. Quando aspectos humanos, como empatia, colaboração e cocriação entram em cena para descobrir as reais necessidades dos clientes, os projetos criados têm mais valor para quem os criou e para quem vai utilizá-los.

Dessa forma, ao implementar essa abordagem, a sua empresa estará mais competitiva em relação às demais e se diferenciará com produtos inovadores.

Como vimos, é preciso que os gerentes de projetos prezem por métodos, planejamentos estratégicos, processos e abordagens que otimizem a gestão e impactem positivamente nos resultados. É certo que não há um único caminho a ser seguido e nem um único método de gestão, mas a busca por inovação deve ser constante — e o design thinking surge para ajudar nesse campo.

Gostou do nosso conteúdo? Já tinha implementado o design thinking em algum projeto? Se você quer ter acesso a um guia completo sobre as operações desenvolvidas por um gerente de projetos, baixe agora o nosso e-book!

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padronização de projetos

Quais as vantagens da padronização na criação de projetos?

A execução de projetos no ambiente corporativo tem ganhado muito destaque na rotina de empresas. Tanto que investir na padronização da criação de projetos passou a ser uma das principais estratégias para que negócios consigam atingir bons resultados em todas as suas iniciativas.

Nesse sentido, a padronização de projetos pode ser vista como a definição de políticas, estratégias e rotinas de maneira clara e objetiva. Geralmente registrado em uma documentação própria, o padrão definido deve ser conhecido por todos, evitando erros e conflitos em todas as etapas.

Além disso, é possível contar com o apoio de softwares de gestão de projetos e metodologias de gerenciamento voltadas para o ambiente corporativo. Assim, o negócio consegue garantir um padrão mínimo de qualidade para todas as suas atividades.

Com projetos padronizados em todas as suas etapas, a companhia terá uma série de benefícios a médio e longo prazo. Quer saber quais são e como elas afetam os seus resultados? Então, basta continuar lendo!

Quais são as maiores vantagens da padronização de projetos?

A criação de um padrão específico — desde que ele seja bem executado — permite que os projetos atendam às necessidades de cada realização, otimizando os seus resultados e agregando valor ao empreendimento, como um todo. A seguir, explicaremos melhor por que isso acontece, para que você explore todas as vantagens!

Manutenção de uma qualidade linear em todas as rotinas

A adoção da padronização na criação de projetos dá um nível de qualidade contínuo em todos os setores da empresa. Logo, dos times de TI aos processos de gestão, todos conseguirão atuar com mais qualidade e agilidade.

Além disso, o atendimento a demandas de clientes será feito de maneira inovadora e com um direcionamento preciso. E, com esse alto nível de qualidade, o negócio se torna muito competitivo. A empresa não terá problemas para garantir a seus clientes a capacidade de atender às suas demandas e, assim, gerar mais receitas.

Em projetos desafiadores, inclusive, essa é uma característica altamente desejável. Afinal, o objetivo é entregar o melhor resultado para o cliente interno ou externo, certo?

Aumento dos níveis de produtividade

Os níveis de produtividade influenciam e são influenciados por vários fatores de um projeto. Erros na execução de rotinas ou conflitos e equipamentos mal direcionados, por exemplo, são variáveis que impactam o sucesso de cada etapa. Diante de questões desse tipo, a produtividade cairá — o que gera atrasos e custos maiores.

Por outro lado, a padronização de projetos pode auxiliar o negócio a ter maior taxa de sucesso nas suas iniciativas.

Quando são padronizadas desde o início, fica mais fácil para gestores e times avaliarem a melhor forma de executar as suas rotinas, uma vez que as orientações serão bem estruturadas. E, se os processos são bem planejados, a produtividade de todos será muito maior, gerando melhores resultados em todas as etapas.

Aderência a prazos

Em todos os projetos, os prazos têm uma grande influência nos impactos atingidos pelos profissionais. O gestor deve estar atento para que nenhum time tenha gargalos no seu dia a dia, os quais afetem sua produtividade e sua capacidade de atingir os resultados esperados. Feito isso, a empresa pode reduzir multas e sempre atender às demandas de clientes e parceiros comerciais, dentro do período esperado.

Nesse sentido, a padronização de projetos impacta diretamente o nível de atrasos que ocorrem em um projeto. Afinal, quando as rotinas são organizadas de forma clara e objetiva, o planejamento de cada time se torna mais preciso. Assim, com todos alinhados, os fluxos de trabalho serão contínuos.

Além disso, é possível diminuir os erros e os retrabalhos — duas condições que geram atrasos justamente porque influenciam o cronograma. Assim, não apenas a qualidade é maior, como a construção da solução passa a ser mais eficiente.

Facilidade em integrar times

integração de times é um fator-chave para o sucesso de projetos. Isso porque, quando todos os profissionais atuam lado a lado, a resolução de demandas e problemas se torna mais rápida e precisa. Além disso, conflitos e gargalos aparecerão com uma frequência menor.

O investimento na padronização de projetos auxilia os times a ter uma rotina de trabalho unificada. Como todos saberão o que deve ser feito e quais são as fórmulas de necessárias para atingir os objetivos, é viável definir uma estratégia de ação em que todos atuem de modo integrado para solucionar os principais desafios da empresa.

Se o negócio escolher uma metodologia de trabalho que estimule a integração, por exemplo, a padronização será ainda mais facilmente atingida. A companhia terá uma orientação precisa sobre o que pode ser feito para atingir os resultados esperados e, com isso, eliminar as chances de algo dar errado.

Maior capacidade de conseguir certificações

Certificações são documentos dados a empresas que executam suas rotinas a partir de determinados padrões. Elas podem, assim, atestar a habilidade de o negócio seguir normas de segurança, ter um padrão mínimo de qualidade exigido pela sua área ou mesmo atuar conforme uma metodologia de gestão de projetos, como o PMBOK.

Ao estabelecer uma padronização, o empreendimento tem mais facilidade para obter certificações de caráter internacional. Afinal, a empresa terá todas as suas rotinas executadas conforme um padrão mínimo de qualidade, sempre seguindo uma série de estratégias.

Além disso, ao validar as suas rotinas de acordo com padrões específicos a empresa se tornar mais competitiva, capaz de atrair um número ainda maior de oportunidades comerciais.

Redução de custos

Projetos corporativos podem ter custos elevados — isso ocorre, especialmente, quando erros se tornam frequentes e não há um bom controle sobre as rotinas da companhia. Com a padronização de projetos, porém, é possível evitar esse tipo de situação.

Graças a essa definição, como dissemos, será mais fácil orientar os profissionais a executar as atividades da forma esperada, evitando desperdícios. Isso prevenirá erros e diminuirá a necessidade de refazer algo em função da entrega de um produto com baixa qualidade. E, como as rotinas serão bem direcionadas, o uso de recursos será mais inteligente.

Desse modo, a companhia pode eliminar todos os gastos que prejudicam as suas receitas e ter mais verbas para aplicar em outros investimentos estratégicos.

Adaptação às necessidades específicas

Além de tudo isso, a padronização ainda traz outro aspecto muito positivo: a possibilidade de customização ou adaptação a cada exigência específica. Isso significa que cada organização pode desenvolver seus próprios padrões e formas de agir, desde o planejamento ao monitoramento dos resultados de um projeto.

Naturalmente, se a sua intenção é conquistar uma certificação, será necessário atender a certos padrões pré-definidos. No entanto, ainda é possível fazer várias outras modificações — do fluxo de trabalho às prioridades de execução, por exemplo — para conquistar bons resultados.

Toda essa customização é especialmente útil quando há alguma exigência pontual em uma realização. Assim, em vez de utilizar uma fórmula pronta, que nem sempre se encaixa em todos os casos, a empresa tem a chance de criar sua própria forma de atuar.

Qual é a importância desse processo?

Como você acabou de ver, a padronização de projetos oferece muitas vantagens, o que por si só já justifica a sua adotação. A verdade, no entanto, é que ela também é relevante por causa de outras questões. E a primeira delas diz respeito à complexidade das realizações previstas nas empresas.

Normalmente, um projeto tem várias etapas e exigências. Porém, partir do zero sempre que for preciso começar algo novo é contraprodutivo, pois gera uma falta de consistência. Ter um bom padrão, portanto, resolve esse problema.

Ele também é essencial para dar mais autonomia à gestão e até aos integrantes das equipes. Em vez de ser necessário dar ordens e responder dúvidas o tempo todo, essa solução permite que todos saibam como agir dentro de certas situações.

Não menos importante, a padronização serve ainda como uma ferramenta de controle. Com ela é possível saber, exatamente, onde ocorreram desvios e erros, quem foram os responsáveis por eles e quais são as soluções. Para reconduzir um projeto para o caminho certo, por exemplo, não há nada melhor!

Como elaborar a padronização de projetos?

Para consolidar os impactos desejados, é essencial realizar adequadamente cada etapa. Como vimos, dedicar tempo e esforço na criação de um bom padrão gera economia e qualidade mais à frente — então, vale a pena fazer tudo corretamente.

Para não ter dúvidas sobre esse assunto, confira a seguir quais são as fases de uma boa padronização de projetos!

Entenda os processos necessários para a realização

Compreender as exigências de cada projeto é o primeiro passo para entender como agir rumo à padronização. Nesse sentido, é bom mapear todas as etapas que deverão ser executadas, bem como as prioridades de cada uma delas e até a sua ordem de realização.

A ideia aqui é saber como as atividades impactam os resultados, o que é realmente importante nelas e quais são os impactos esperados a cada momento. Assim, é possível descobrir exatamente o que tem que ser feito — o que te ajuda a compor as medidas quando for a hora de colocá-las em prática.

Defina ações específicas para cada cenário

Depois de identificar todos os pontos, é a hora de determinar quais serão as ações essenciais. Nessa etapa, é preciso decidir como cada profissional deve agir, de modo a garantir a conquista da performance esperada.

É interessante trabalhar com o mecanismo de gatilhos e especificar o que tem que ser feito se determinada situação se concretizar. Além de orientar todos sobre o fluxo “normal” esperado, esse é um meio de pontuar como se deve proceder se algo sair do previsto ou se algum resultado diferente for alcançado.

Caso a intenção seja obter certificações, é essencial cumprir as normas previstas pelas autoridades avaliadoras. Então, não deixe de contemplar os padrões mínimos de qualidade ou as especificações para a ação.

Em suma, a ideia aqui é elaborar um tipo de manual com todas as ações, responsabilidades e expectativas em cada momento. A partir disso, as pessoas poderão agir de forma consistente em situações equivalentes.

Registre todos os aspectos do padrão

Tão importante quanto padronizar os projetos é garantir que a solução possa ser aplicada, continuamente, em outras oportunidades. Então, para consolidar a produtividade, a segurança e a consistência, é indispensável registrar todas as decisões e definições que forem feitas.

O objetivo dessa etapa é fazer com que todos os elementos estejam incluídos em algum recurso de fácil consulta, e que não possam ser alterados sem a devida autorização. Isso garante a confiabilidade necessária dessas informações.

Um dos melhores modos de atender a essa exigência de registro e obter a sua integração é usar um software de gestão de projetos. Ele permite a inclusão de tais especificações de maneira simples e garante que todos tenham acesso aos elementos sempre que precisarem. Inclusive, vale a pena escolher um modelo flexível e que atenda às suas demandas, de modo a facilitar essa fase.

Faça com que todos conheçam o padrão

Para permitir que tudo isso aconteça, é indispensável que todos conheçam muito bem o que diz o padrão criado. Somente dessa forma a sua padronização de projetos será mesmo incorporada à atuação e à consolidação dos resultados.

Pensando nisso, durante a própria composição do padrão é possível contar com a ajuda de profissionais interessados, como os gestores designados. Depois da consolidação, os profissionais envolvidos na execução precisam ficar por dentro do que foi definido. Esse desempenho pode ser alcançado por meio de divulgações internas e treinamentos, para que todos estejam preparados para colocar as ações em prática.

Meça resultados e otimize as etapas

Por fim, depois de ser elaborada e implementada, a padronização de projetos precisa entregar os resultados adequados, certo? Para tanto, é essencial definir métricas e indicadores de acompanhamento.

Após a primeira utilização — como em um projeto-piloto — colete todas as informações possíveis. Verifique, por exemplo, a taxa de retrabalho, a relação entre o que foi realizado e o que foi planejado, e até o índice de satisfação com a entrega. Desse modo, você poderá entender o que tem sido efetivo.

Com essas informações em mãos, é possível usá-las para realizar mudanças importantes. Com a ajuda dos dados, por exemplo, você pode reconhecer gargalos e dificuldades, bem como os pontos que devem ser alterados rumo a um aumento no desempenho.

Como vimos até aqui, quando feita desde o início, a padronização de projetos é um ponto essencial para que o negócio atinja bons resultados em cada etapa. Seus times terão rotinas com melhor estrutura e orientações claras sobre o que deve ser feito em cada caso. Assim, os atrasos serão menos frequentes e o nível de produtividade ficará elevado — bem como o de inovação!

Então, gostou do nosso post? Agora, se quiser receber outras dicas para tornar a sua gestão de projetos cada vez mais eficaz, aproveite para assinar a nossa newsletter e tenha acesso a conteúdos exclusivos diretamente na sua caixa de entrada!

implantação

Qual a diferença entre implantação e treinamento?

Modificar um processo, uma rotina ou a forma de trabalhar é um desafio para todas as organizações. No processo de adoção de um software de gerenciamento de projetos não é diferente. Seja por resistência cultural, seja pela dificuldade de lidar com o novo processo, é importante saber a diferença entre implantação e treinamento dos usuários. Isso se torna um momento fundamental para melhorar as chances de sucesso dessa nova operação.

No entanto, durante esse período, há alguma dificuldade de compreensão sobre a diferença entre implantação e treinamento, além de existir uma certa resistência em investir com mais afinco nesses dois processos durante a adoção de uma nova solução.

Esses processos, quando bem executados, reduzem a curva de aprendizado e deixam a ferramenta muito mais enraizada aos processos da companhia. É por isso que preparamos esse artigo, para ajudá-lo a entender melhor a diferença entre os dois, assim como evidenciar a importância em investir nesse momento. Confira.

Significado de implantação

Quando se trata de um software, a implantação é a fase em que se trabalha a sua inclusão dentro dos processos da empresa, tornando-o pronto para ser utilizado pelo cliente final ou para um futuro treinamento.

O processo de implantação do Project Builder, por exemplo, consiste em várias atividades com o objetivo de configurar as regras do negócio e os cadastros no sistema para se tornarem aderentes aos processos de um determinado cliente.

O facilitador se reúne com os responsáveis pelas definições de uso do sistema a fim de explicar o seu funcionamento e alimentar cadastros e configurações.

Essas atividades podem ser realizada presencialmente, virtualmente ou de forma mista. A implantação não tem uma duração determinada e pode ser realizada, no caso do Project Builder, durante o tempo de 16 a 42 horas, de acordo com a complexidade e a necessidade de cada companhia.

No final da implantação, as pessoas que tiverem participado das oficinas terão condições de navegar e operar o software, mesmo sem um treinamento formal. O tempo investido na implantação garante que o sistema esteja mais preparado à necessidade de gerenciamento da empresa.

Uma parametrização bem realizada facilita a adoção pelos demais usuários, acelera o go live da operação e reduz o tempo de retorno do investimento.

Conceito de treinamento

O treinamento, por sua vez, refere-se à operação de dinâmicas e conteúdo com objetivo de transferir conhecimento, habilidades e competências específicas. Durante o treinamento, a estrutura visa capacitar os envolvidos em uma determinada disciplina.

A realização de um treinamento corporativo é uma excelente prática que oferece aos seus colaboradores a chance de ampliarem seus conhecimentos e técnicas.

No caso do treinamento para uso do Project Builder, além da disponibilidade de temas e flexibilidade de duração, ele pode ser adequado ao panorama da companhia, mencionando assuntos referentes ao seu contexto para garantir um melhor aprendizado e assimilação do conteúdo.

Em nossos treinamentos, abordamos os principais assuntos relacionados à gestão de projetos, com o objetivo de ajudar a organização a ganhar maturidade. Todos os exercícios são práticos e ligados ao próprio software, garantindo o entendimento não só da ferramenta, como também do contexto e de tudo o que está por trás do Project Builder.

Combinação entre implantação e treinamento

Tanto a implantação quanto o treinamento têm aplicação e utilidades distintas. Enquanto na implantação arrumamos a casa e definimos as regras do jogo, durante o treinamento apresentamos a arrumação e explicamos como utilizar as funcionalidades e as ferramentas existentes, como melhor utilizá-las na rotina diária e conceitos de gestão de projetos.

Na Project Builder, acreditamos que combinar a implantação e treinamento na adoção de um sistema de gestão de projetos é uma grande alavanca para a empresa acelerar os resultados e melhorar a maturidade do negócio. O investimento feito no início da operação potencializa a aceitação à ferramenta, assim como aumenta significativamente as chances de sucesso da adoção da gestão de projetos.

Avaliação de processos

O ERP oferece diferentes vantagens para a empresa. Mas, para isso, precisa ser implantado em função da demanda que ela apresenta. Se não for assim, ele pode representar um investimento inútil, porque não melhora nem corrige os processos.

Como cada organização tem seus próprios interesses e meios diferentes de trabalhar, a implantação do software deve respeitar a avaliação das rotinas, pois, assim, será possível identificar de que modo o produto será útil.

É necessário um mapeamento dos processos da organização a fim de identificar de forma correta cada grupo que passará por mudanças. Depois dessa identificação, os funcionários devem ser avisados e notificados sobre a razão pela qual o sistema efetuou a busca.

A equipe será preparada conforme o projeto, e as atividades serão periodicamente atualizadas. O planejamento é uma etapa fundamental, pois, sem ele, fica inviável para a empresa desenvolver o processo de mudança interna para recebimento do software.

Definição das necessidades da empresa

Depois de realizada a análise inicial, deve-se registrar no papel tudo de que a organização precisa. Recomenda-se trabalhar com listas de necessidades e de resultados para ter um roteiro de implantação. Depois dessa etapa, o gestor já está em condições de consultar o mercado procurando soluções para aprimorar a rotina de trabalho.

A definição das necessidades assegura que o sistema alcance os objetivos do planejamento, evitando que sejam aplicados recursos com funções desnecessárias. A determinação dos critérios é responsabilidade do gestor. É a melhor forma de manter um recurso e mensurar os resultados e o desempenho.

Sabendo as reais necessidades do negócio, é possível encontrar soluções efetivas que resolvam os problemas e satisfaçam as exigências da organização.

Para identificar os pontos cruciais para a empresa, deve-se fazer um mapeamento com a ajuda de uma equipe preparada para essa tarefa. Algumas questões que podem ser propostas são:

  • Quais serviços necessitam de melhorias?
  • Qual o perfil dos clientes que também utilizarão o software?
  • Quais as características mais importantes desse público?

Ajuda de especialistas

Implantar um sistema não é tão simples. Os profissionais habilitados podem ajudar, garantindo que os métodos e os softwares sejam apropriados aos interesses da empresa.

Um bom atendimento ocorre quando o fornecedor revela conhecimento para, além de disponibilizar soluções para a empresa, capacitar e treinar os colaboradores, de forma que o trabalho seja otimizado. Não se trata de uma estratégia limitada ao início da implantação, mas que continua por um período longo, já que processos e recursos tecnológicos precisam de constante atualização.

Nesse sentido, espera-se do fornecedor a capacidade de atender satisfatoriamente ao cliente, de se comunicar bem e de revelar transparência em suas ações. O trabalho de bons profissionais garante que a empresa terá economia de dinheiro e de tempo, tornando mais simples o processo de adaptação.

Capacitação da equipe para se ajustar às mudanças

A mudança interna também é necessária. Os funcionários precisam se preparar para o novo sistema. Caso contrário, os resultados não serão os esperados.

O treinamento será efetivado antes de o sistema iniciar suas operações. A equipe precisa ser mobilizada antecipadamente para que, quando a nova solução se integrar à rotina, a quantidade de erros seja pequena porque os funcionários já se ajustaram ao novo cenário.

O treinamento dos colaboradores é essencial para o sucesso do software. São eles que utilizarão a solução nas atividades de rotina. É importante trabalhar com cronogramas, determinando etapas para a implantação. Organizando todas essas coisas, os resultados tendem a ser melhores.

Uma forma de preparar o terreno é focando na gestão de mudanças. Ela consiste na divulgação da transição para todos os funcionários, valendo-se de palestras, reuniões, apresentações, orientações de rotina. Essas ações poderão despertar a motivação dos colaboradores, facilitando seu engajamento.

O treinamento deve permitir que, no dia a dia, os colaboradores tenham condições de:

  • fazer o aproveitamento máximo da nova solução;
  • acostumar-se aos padrões de TI que a empresa passará a adotar;
  • prevenir-se contra problemas de aproveitamento pessoal (um funcionário mal preparado pode oferecer um desempenho abaixo do esperado).

Escolha do software mais adequado

É importante que o software atenda de forma mais específica o segmento do mercado ao qual sua empresa pertence. Dessa maneira, tanto os métodos quanto os serviços ofertados pelo fornecedor serão destinados ao cenário real em que a empresa desenvolve suas atividades. Se possível, evite as ferramentas genéricas, optando pelas mais específicas.

Informar-se sobre as soluções mais adequadas é um trabalho de pesquisa, que envolve consultas na internet e entre outros profissionais, colegas que podem orientar sobre os melhores fornecedores, serviços e produtos.

O que pode acontecer também, ainda que não seja destinado exclusivamente ao segmento no qual a empresa opera, é o software ser personalizável, isto é, ser ajustado às necessidades da organização.

Seja como for, é importante avaliar custos, estratégias e, até, as iniciativas pessoais em relação ao projeto. Avalie todos os requisitos antes de personalizar o produto.

A mobilidade é outro quesito a ser considerado antes de fechar negócio. A possibilidade de trabalhar com um Software como Serviço (SaaS) deve ser considerada, já que melhora a acessibilidade e promove a descentralização, que é uma das prerrogativas das empresas modernas. O software pode ser acessado diretamente em uma plataforma na nuvem, no computador, notebook, tablet ou celular.

Problemas quando não se tem um projeto de implantação e treinamento

Devido à não planificação para a implantação do sistema, algumas empresas enfrentam transtornos diferentes. O software não pode ser considerado apenas como uma solução de Tecnologia da Informação (TI), que automaticamente promoverá melhorias. Trata-se de uma ferramenta que deve ser utilizada respeitando a estratégia corporativa.

Uma delimitação contribuirá para selecionar as mais importantes funções para a empresa. Ajudará, ainda, no recorte das etapas que deverão ser seguidas para implantar e treinar a equipe que usará o ERP.

A implantação e o treinamento exigem um estudo prévio para que os colaboradores sejam capazes de explorar todas as potencialidades do sistema e apreender bem a nova cultura organizacional.

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product owner

Agile Team: quais as funções do Product Owner em métodos ágeis?

O sucesso ou insucesso de um projeto pode ser em grande parte creditado a uma figura imprescindível nos métodos ágeis: o Product Owner. Entender sua importância, funções, competências, responsabilidades e rotina ajuda na escolha da liderança ideal ao posto em questão.

A atuação desse profissional orienta o desenvolvimento do produto, todo o trabalho a ser feito, assegura a realização de revisões e adaptações constantes no processo, garante o escopo e aumenta as chances de atendimento às necessidades, interesses e expectativas do cliente.

Siga na leitura para entender melhor como o ocupante de mencionada função tem poder para impactar as entregas da sua empresa e, consequentemente, seu posicionamento no mercado.

A  importância do Product Owner na gestão de projetos

Também conhecido como proprietário do produto, esse profissional acumula essa função na companhia somada ao cargo que efetivamente ocupa. O PO tem a responsabilidade de expressar uma visão clara daquilo que se deseja construir, transmitindo-a de maneira simples e objetiva para a equipe do Agile Team do Scrum.

Ele estabelece os procedimentos e etapas necessárias ao desenvolvimento do produto, aponta as prioridades, altera essas listas, garante o gerenciamento do escopo, checa as entregas e acompanha o trabalho do Development Team.

Quando a intenção é o lançamento de um novo software no mercado, por exemplo, o Product Owner faz a ponte entre o público-alvo e a equipe técnica do projeto. Ele traduz as necessidades, interesses, anseios e expectativas dos clientes (sejam eles internos ou externos) em funcionalidades, orientando a conduta de engenheiros e desenvolvedores.

Basicamente, a chave para o sucesso no desenvolvimento ágil está na capacidade do PO de direcionar os esforços da equipe de maneira eficiente, com foco nos resultados esperados pelos usuários do produto. De tal forma, as entregas são feitas conforme as especificações acordadas.

O Product Owner na era da informação

Esse profissional ganha evidência no contexto atual, caracterizado pelo constante avanço tecnológico, inserção das inovações digitais na vida das pessoas, nas empresas e automatização de processos.

O mercado é altamente exigente e dinâmico, e a concorrência hoje é acirrada em escala global. Sendo assim, é importante investir em métodos ágeis como o Scrum para realizar os projetos de um jeito rápido e consistente, com máxima qualidade.

De tal forma as empresas atendem à demanda do público (em constante mudança) na hora certa, evitam perder espaço para a concorrência e lançar um produto pouco útil, obsoleto ou que em breve se tornará ultrapassado.

A atuação do PO se mostra importante na era da transformação digital também por causa do poder da informação nesse contexto — afinal, o PO precisa analisar variáveis micro (fornecedores e clientes) e macroambientais (condições político-econômicas nacional, internacional, regional e local) no desenvolvimento do produto.

As funções do Product Owner

De maneira ilustrativa, é possível dizer que ele é o motorista dirigindo o carro para o rumo certo. É o dono do produto quem determina o que precisa ser feito e quando o software deve ser enviado, enquanto a equipe decide quanto trabalho pode ter em um sprint e como as tarefas serão de fato realizadas. Veja algumas atribuições da função.

Elaboração e gestão do Product Backlog

A ferramenta em questão consiste em uma lista de itens necessários ao desenvolvimento do produto a partir dos requisitos estabelecidos. O documento contém quais funcionalidades precisam ser criadas, podendo estar incompleto no início do projeto e sujeito a alterações.

A priorização do Product Backlog e sua descrição à equipe são feitos pelo Product Owner no Sprint Planning Meeting. Essa função do PO confere aos técnicos respaldo para eles definirem quais itens serão completados no sprint que irá começar.

De tal forma os requisitos viram funcionalidades a partir da quebra das tarefas em atividades menores, jeito efetivo de executar as atribuições, realizar as entregas conforme os critérios definidos, controlar e corrigir o trabalho.

Coordenação do planejamento de sprints

O Product Owner detém as informações do projeto, faz a ponte entre o cliente e a equipe técnica composta por engenheiros e desenvolvedores que recorrem a esse líder em caso de dúvida. Sendo assim, cabe a ele a condução das reuniões nas quais os sprints são estabelecidos.

O PO é o responsável por descrever as estórias do usuário, maneira de exprimir para o Development Team as necessidades do público-alvo, evidenciando o que, para quem e por que o produto será criado. Assim, o ongoing do projeto melhora e o fluxo de trabalho permanece fluido enquanto o escopo é assegurado.

Fornecimento de feedback

O Product Owner pode participar da retrospectiva e do demo de forma a acompanhar o desenvolvimento do produto de perto (correção de bugs e otimizações operacionais), direcionando a tomada de decisão da equipe técnica e garantindo o cumprimento dos requisitos.

A participação desse profissional no Sprint Review Meeting, além de manter engenheiros e desenvolvedores nos trilhos, colhe informações sobre o andamento do projeto para os stakeholders. Por causa da necessidade de administrar os envolvidos no projeto, o PO precisa ser um bom comunicador, habilidade sobre a qual falaremos adiante.

Outras funções

O dono do produto ainda se encarrega de refinar o Backlog Product, aprovar estórias e mudanças nas prioridades, participar do desenvolvimento de critérios de aceitação das estórias e facilitar a implementação do software, razão pela qual é possível afirmar que ele trabalha como um facilitador ou intermediário.

Diferenças entre o Product Owner e o Product Manager

Em suma, o primeiro tem papel técnico e o segundo, estratégico. O PO atua diretamente com engenheiros e desenvolvedores, enquanto o PM tem sua rotina laboral e atribuições ligadas aos departamentos de marketing, vendas e finanças.

O Product Manager se encarrega de definir o mercado, realizar pesquisas, cuidar da precificação e do out to market. Ele olha o projeto como um todo enquanto o Project Owner elenca e desmembra as tarefas nos sprints com a equipe técnica.

Vale ressaltar: o PM geralmente só existe em corporações cujo produto desenvolvido já está maduro, razão pela qual é exigida uma maior governança. É comum essa função ser desempenhada pelo PO em startups e empresas de tecnologia menores. De qualquer maneira, ele precisa ter visão do negócio para atuar de forma completa.

Competências essenciais ao Product Owner

As empresas têm exigido cada vez mais conhecimento técnico desse profissional por causa da necessidade de implementar cada vez mais a tecnologia no desenvolvimento de produtos.

Você pode até não saber codificar — mas se souber, é um diferencial no mercado de trabalho —, porém precisa entender sobre linguagem de programação, por exemplo. Confira na sequências outras competências esperadas do Product Owner.

Visão sistêmica

O PO deve possuir sólida compreensão do público-alvo, do mercado, da concorrência, das tendências e do tipo de sistema que está sendo desenvolvido. Assim ele ajusta tempo, orçamento e qualidade orientando o Development Team dentro dos critérios de aceitação estabelecidos e especificações acordadas.

Alinhar t.i. e negócios fazendo a gestão de prioridades para uma entrega acelerada não é tarefa fácil. A visão sistêmica ajuda o Product Owner a analisar o MVP e, assim, maximizar o ROI, enquanto concentra seus esforços na satisfação do usuário.

Boa comunicação

Já citamos como uma das funções do PO a gestão de stakeholders. Lidar com executivos, equipe técnica e usuários atendendo o interesse de todos exige desse profissional clareza e objetividade nas informações prestadas.

Saber se comunicar bem garante a sinergia entre os grupos com prioridades distintas: os diretores estarão mais preocupados com o investimento enquanto os clientes focam na qualidade do produto, por exemplo. Ainda, mencionada competência do Product Owner é fundamental ao trabalho dos desenvolvedores, conforme os requisitos estabelecidos.

Liderança

Motivar e engajar os colaboradores, tomar decisões, calcular e assumir riscos, definir as diretrizes do projeto, realizar análises e dar feedbacks. O PO faz o trabalho acontecer e garante o alinhamento da equipe estimulando o trabalho de forma ordenada, rápida, consistente e focada na satisfação do usuário.

As características do Product Owner

Entre as que podem ser destacadas para o desempenho de um bom papel na função de dono do produto podemos citar uma decisiva: o poder. Esse profissional deve ter autonomia e autoridade para conseguir resultados ótimos promovendo métodos ágeis.

De fato, a maioria dos projetos com POs de autoridade frágil, sem efetivo poder na organização, certamente estarão submetidos a uma performance inferior. Por mais que orçamento e qualidade sejam atendidos, o terceiro elemento do tripé, o tempo, fica prejudicado com os projetos, tendendo a nunca chegar à velocidade máxima.

A performance fraca prejudica principalmente a produtividade, causando impactos negativos no cronograma. Se o um novo software vai ser lançado, prazos precisam ser estipulados porque o cliente espera o produto para tornar sua vida mais fácil. Extrapolar as datas estabelecidas gera frustração e pode comprometer a imagem da empresa.

Além da questão da autoridade, podemos elencar outras três características fundamentais para um Product Owner se destacar na função. Falamos sobre elas na sequência. Confira!

Compreensão das necessidades dos clientes

Assimilar completamente o que os clientes precisam para conseguir enxergar como o produto final satisfará essas demandas permite ao PO descrever, priorizar e comunicar o que é realmente importante ao Scrum Team. Além disso, dá a ele conhecimento para responder todas as perguntas relacionadas ao desenvolvimento do produto.

O Product Owner deve expressar o que fornece valor agregado a partir da perspectiva do cliente, forma efetiva de elaborar as user stories e orientar o trabalho de analistas, desenvolvedores, engenheiros, do Scrum Master e outros colaboradores envolvidos no projeto.

Gestão ativa das partes interessadas

A gestão proativa dos stakeholders é particularmente importante em grandes empresas pois o rol de partes interessadas inclui não somente os clientes, mas também técnicos, leigos, colaboradores, fornecedores, acionistas, executivos, diretores, conselheiros, parceiros comerciais de forte expressividade no mercado e a sociedade como um todo.

Isso obriga o Product Owner a levar em conta e saber priorizar diversos anseios e expectativas desde o início. Essa gestão ativa é fundamental para assegurar a entrega do produto de acordo com as necessidades identificadas, essencial para garantir o sucesso do método ágil.

Conhecimento básico do software

Saber como o software é desenvolvido torna a comunicação do PO com a equipe muito mais simples. Esse tipo de conhecimento auxilia os donos de produtos a compreenderem melhor a dinâmica de trabalho do Agile Team e como os sistemas como o Scrum são importantes para sustentar a alta velocidade de interações.

Esse conjunto de habilidades gerais implica dizer que, idealmente, o Product Owner seria um profissional híbrido, capaz de olhar para fora (entendendo as necessidades do cliente final) e ao mesmo tempo olhar para dentro (observando os processos internos para gerar valor ao produto).

Divisão de competências

É importante ressaltar: embora o PO priorize aquilo que deve ser feito durante a reunião de planejamento do sprint, a equipe de desenvolvimento seleciona a quantidade de trabalho que acredita ser capaz de realizar durante cada sprint e também quantos sprints precisam acontecer até completar o ciclo total.

A premissa é a seguinte: os membros do Agile Team detêm o conhecimento técnico imprescindível à realização do projeto e sabem melhor do que efetivamente são capazes de fazer dentro de um determinado prazo.

Comprometimento e alinhamento

Os melhores POs também mostram uma postura de elevado compromisso, fazendo absolutamente tudo o que for necessário para desenvolver o melhor produto possível enquanto engajam ativamente os componentes do time.

Ainda, cabe a esse profissional garantir o alinhamento da equipe, definir restrições e delegar tarefas. Suas diretrizes orientam não apenas o trabalho realizado mas a conduta dos colaboradores conforme as crenças, valores e políticas da empresa sem deixar de priorizar as necessidades dos usuários.

O PO ágil entende e assimila bem seu nicho de atuação, as dores do cliente e as peculiaridades do negócio, conhecimentos que lhe darão os subsídios necessários para tomar decisões, assumir riscos e se comunicar com os stakeholders.

Esclarecida a importância, as funções, competências e características do Product Owner, podemos afirmar que ele é o maestro do Agile Team. Sua atuação ganha evidência na era da transformação digital, principalmente pelo poder que ele tem detendo a informação em suas mãos.

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certificação pmp

7 dicas para se preparar para certificação PMP gastando menos

A certificação PMP (Project Management Professional) não é somente um requisito imposto por muitas empresas na hora de contratar alguém para uma vaga na área de projetos. Ela também dá ao profissional diferencial competitivo no mercado de trabalho.

Investir na sua capacitação com um título desse nível no currículo ainda resulta em salários melhores, compensando o alto investimento. No entanto, você não precisa gastar muito para ser um gerente de projetos credenciado pelo PMI® (Project Management Institute).

Confira algumas considerações a respeito da prova e 7 dicas sobre a preparação. Saiba como é possível fazer o teste e ser aprovado sem ter despesas exorbitantes.

Entenda como funciona o exame

É necessário estar ciente do formato da prova e verificar se você preenche os requisitos antes de começar a estudar a matéria — afinal, sua aprovação nada mais é que um projeto e todo o planejamento será orientado para haver sucesso nessa empreitada, sendo o teste aplicado da seguinte forma:

  • 200 questões de múltipla escolha;
  • com 4 alternativas cada;
  • 4 horas de duração.

Uma das principais preocupações de quem busca a certificação PMP é o tempo: 72 segundos para responder cada questão. No entanto, é perfeitamente possível concluir a prova com sucesso se você trabalhar a agilidade de raciocínio durante sua preparação.

O exame normalmente é feito em língua inglesa, mas há opção de um segundo idioma, então você pode eleger o português. Ele é realizado em um centro certificador autorizado pelo PMI®.

Pontuação

Fato interessante: 25 das 200 questões não são contabilizadas na sua nota final porque funcionam como um experimento, sendo impossível saber quais são essas perguntas. Então, você precisa obter ao menos 106 dos 175 pontos possíveis.

Reprovação

Nesse caso, é possível entrar com requerimento, até um ano após a realização do último exame, para ter uma outra tentativa mediante pagamento das taxas de reavaliação. Vale constatar que você pode realizar esse procedimento até 3 vezes.

Confira a inscrição e os requisitos da certificação PMP

Qualificações mínimas devem ser atendidas por quem deseja prestar a prova, exigências variáveis conforme o nível de escolaridade da pessoa, que pode ter formação de quatro anos em curso de bacharelado ou apenas diploma de nível médio. Além disso, é necessário comprovar:

  • experiência no gerenciamento de projetos;
  • horas de liderança e direção de projetos;
  • horas de formação em gerenciamento de projetos.

Os anos de prática e a carga horária mínima exigidos para quem é formado em ensino médio ou superior podem ser verificados na página do PMI® Brasil. Então, verifique sua elegibilidade.

Solicitação e resposta do instituto

A inscrição é feita pelo site do Project Management Institute mediante preenchimento de formulário com dados pessoais, informações sobre sua área educacional e de atuação em projetos.

O instituto retorna sua solicitação com um e-mail autorizando ou não o seu cadastro. Se a resposta for positiva, você pode proceder ao pagamento da taxa e receberá um código de elegibilidade para marcar a realização do exame.

É preciso fazer uma ressalva: 10% dos candidatos passam por uma malha fina do PMI®. O instituto pode requerer certificados de cursos, diplomas e declarações de profissionais que atestem a sua experiência em projetos e os dados apontados inicialmente por você na inscrição.

Nesse caso, o código de elegibilidade só será fornecido caso a documentação auditada seja aprovada. Então, fique de olho no seu e-mail para não perder nenhum contato ou prazo imposto pelo Project Management Institute.

Prepare-se para o exame sem gastar muito

O programa de certificação do PMI® é reconhecido pela International Organization for Standardization (ISO) 9001, evidenciando a notoriedade e credibilidade da titulação no mundo todo. O instituto ainda é referência global no gerenciamento de projetos, motivo pelo qual a taxa para realização da prova não é barata, assim como o material.

Usufruir da empregabilidade trazida pelo título de especialista na área, ganhar destaque e diferencial competitivo no mercado de trabalho, aumentar sua remuneração e atestar seu conhecimento gastando menos. Caso queira usufruir de todos os benefícios da certificação PMP gastando menos, trazemos na sequência algumas dicas valiosas.

1. Associe-se ao PMI®

Se você ainda não é membro do Project Management Institute, recomendamos que seja. O vínculo não é obrigatório para a obtenção do certificado, mas o associado tem vantagens econômicas substanciais quando deseja se candidatar para a prova em questão.

O custo de adesão é de apenas US$129 acrescidos de US$10 (taxa de inscrição), valor insignificante perto da economia que você poderá fazer. Primeiramente, quem se associa recebe uma cópia gratuita e atualizada em PDF do e-book “Project Management Body of Knowledge – PMBOK”, a bíblia do gerenciamento de projetos.

Ressalta-se: esse guia não é encontrado em lojas físicas ou virtuais por menos de R$260. Outra vantagem é a disponibilização de livros preparatórios para a certificação PMP no eReads PMI®, plataforma do instituto onde as obras podem ser lidas online.

Além disso, enquanto o não associado paga US$555 para realizar o exame, o associado do PMI® tem US$150 dólares de desconto. Faça as conversões e coloque as contas na ponta do lápis para concluir o quanto vale a pena se tornar membro do Project Management Institute.

2. Estabeleça um cronograma de estudos

Como tal medida ajuda você a gastar menos? O planejamento vai considerar o que você precisa estudar e quais recursos e materiais estão à sua disposição — ou seja, evita-se a perda de tempo e, consequentemente, de dinheiro.

Um bom ponto de partida na elaboração do cronograma de estudos é analisar a incidência dos temas nas questões. Enquanto responsabilidade profissional e encerramento correspondem a 18% das perguntas, 21% delas são sobre monitoramento e controle.

Planejamento e execução são as disciplinas mais recorrentes no exame de certificação PMP, com índices de 23% e 27%, respectivamente. Monte um cronograma realista conforme a sua disponibilidade de horários: passe no máximo 8 horas diárias em cima dos livros, fazendo resumos e simulados.

Canais de comunicação, gerenciamento do valor agregado e caminho crítico são exemplos de temas importantes para a sua prova, enquanto há apenas 10 questões sobre entradas e saídas, geralmente. Saiba estabelecer prioridades para realizar uma boa gestão de tempo e não jogar dinheiro fora.

3. Junte-se ao seu capítulo PMI®

Existem 15 unidades ligadas ao Project Management Institute no Brasil espalhadas por 14 estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Porto Alegre, Bahia, Pernambuco, Amazonas e Goiás.

Os associados PMI® podem frequentar os capítulos e aproveitar o espaço para entrar em contato com outros profissionais da área de gerenciamento de projetos. Você encontrará colegas que estão se preparando para a certificação PMP ou já foram aprovados no exame.

Aproveite a oportunidade para criar vínculos, estabelecer contatos, pegar dicas, trocar conteúdos e promover seu networking. Por vezes, as unidades locais oferecem cursos preparatórios com ótimo custo-benefício a quem deseja o título de especialista em gerenciamento de projetos pelo PMI®.

4. Compre materiais usados

Procure recursos de segunda mão. Eles podem não ser os ideais e recorrentemente estão desatualizados, no entanto, essa ainda é uma boa opção a quem deseja obter a certificação PMP, mas não pode investir muito dinheiro na preparação.

Mercado Livre, eBay e Estante Virtual são sites capazes de ajudá-lo nessa busca por materiais usados e mais em conta. Atende-se à edição e outras informações sobre a publicação para não cair na cilada de se ater meramente a valores. Você também pode tentar obter livros e simulados com os colegas que já prestaram a prova.

5. Pesquise cursos preparatórios

Há muitos disponíveis no mercado com metodologias diferentes e preços variados. Abra espaço na agenda para pesquisar, buscar recomendações, checar as informações com sua rede de contatos e fazer as devidas comparações.

Leia os comentários e depoimentos de quem já fez o curso preparatório, analise o histórico de aprovação. Se não encontrar nada no próprio site da empresa, procure nas páginas e comunidades das redes sociais e nos fóruns sobre o tema. As opiniões e experiências de outras pessoas podem ser muito valiosas, e são gratuitas.

Modalidade presencial, a distância, atendimento a rigorosos padrões de qualidade do PMI®, carga horária, didática, distribuição das aulas, simulados e formação do corpo docente são alguns itens a serem avaliados antes de tomar uma decisão.

Vale ressaltar: o curso preparatório mais caro nem sempre é o melhor e o mais barato não é necessariamente o pior. Você possivelmente vai encontrar um meio-termo conforme suas prioridades e o quanto pretende investir.

6. Procure qualidade

Quando se trata de produtos PMP® Exam Prep, como livros, flash-cards, aplicativos ou guias de estudo, não vale a pena comprar o material mais barato. Pesquise! Há muitas opções de alta qualidade e baixo custo no mercado.

Há produtos baratos lá fora, mas que oferecem muito pouco em relação ao valioso treinamento real. Procure recomendações de clientes, para garantir que seja uma compra de materiais preparatórios de qualidade, antes de fazer qualquer aquisição.

7. Monte grupos de estudo

Além de ser uma maneira interativa de estudar para obter a certificação PMP, é econômica, pois você aproveita a troca de material e as múltiplas fontes de acesso à informação.

Busque pessoas que estejam com a mesma determinação que você para obter a aprovação, afinal, os desdobramentos desse evento têm impacto direto e expressivo na sua vida profissional — além do mais, não é um exame fácil. A integração com o grupo ainda serve de estímulo para manter o ânimo e a disciplina.

Falando nela, garanta foco total nos seus objetivos, caso contrário, você só terá gastado dinheiro à toa. Será necessário abdicar de horas com a família, os amigos e compromissos, como um churrasco no fim de semana, para conseguir dar conta de toda a matéria.

Vale reiterar: a certificação PMP é um projeto, exige planejamento, execução e controle para o candidato cumprir o escopo e fazer a entrega final com sucesso. Caso você se considere um bom gerente de projetos, com certeza conseguirá adequar os recursos financeiros à sua capacidade de investimento para obter a aprovação no exame.

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acesso à informação

Entenda como o acesso à informação otimiza a gestão de projetos

Ter acesso à informação é algo tão importante que essa garantia já virou lei no Brasil. Esse respaldo é importante para que os cidadãos e as empresas tenham acesso a dados relativos aos governantes e às instituições públicas, podendo exigir mais transparência e objetividade nas atividades.

Assim como o setor público gera e disponibiliza dados, as empresas e indústrias privadas também precisam aprender a gerenciar e acessar essas informações para desenvolver processos e melhorar a gestão de projetos de uma equipe.

Se você está interessado em entender qual a relação da informação com a melhora na gestão de projetos, continue lendo este conteúdo.

Conceito de gerenciamento de dados e informações

O Data Management Association — DAMA — define o conceito de gerenciamento de dados como ” o desenvolvimento, execução e supervisão de planos, além das políticas e programas que controlam, protegem, entregam e aumentam o valor dos ativos de dados e informações.

Essa técnica começou a ser utilizada nas empresas na década de 1950 e foi se desenvolvendo. Atualmente, com a ascensão das tecnologias, a complexidade dos dados aumentou, bem como o número de informações disponíveis.

Assim, só é possível realizar um gerenciamento efetivo quando as informações estão fáceis de serem acessadas e organizadas.

A importância do gerenciamento da informação

A informação se tornou um ativo importante para as empresas. É a partir dela que gestores conseguem montar previsões, reestruturar processos e perceber mudanças dentro e fora do ambiente organizacional. Portanto, é preciso que haja uma captura e gerenciamento da informação dentro das organizações para que se alcance os objetivos.

É por meio da informação que há desenvolvimento científico e evolução gerencial. Contudo é preciso construir um sistema de gerenciamento que seja capaz de suprir grandes demandas, em que várias frentes de trabalho operam ao mesmo tempo. Dessa forma, diminuiu-se a chance de o fluxo conter falhas de informação.

Por isso, trabalhar com um sistema de gerenciamento de projetos (SGP) ou com um sistema de informações de gerenciamento de projetos (SIGP) facilita a disponibilização de informações, tanto para os executivos e líderes, que realizam o controle de desempenho, quanto para os gerentes de setores, que auxiliam no planejamento e organização do time.

Benefícios para a gestão com o acesso à informação

Empresas que utilizam a informação a seu favor conseguem se posicionar melhor frente aos concorrentes, além de melhorar a organização no seu âmbito interno. Veja alguns benefícios.

Organização dos fluxos informacionais

Ao dispor de informação de maneira prática e rápida, é possível construir fluxos informacionais bem organizados. A consequência disso é que o gestor e toda a equipe conseguem ficar mais bem informados criando oportunidades e insights baseados nos dados acessados.

Além disso, o acesso aos dados e a organização dos fluxos deve ser realizada de maneira automatizada, a fim de manter as informações atualizadas e garantindo que o compartilhamento seja realizado em tempo hábil para a tomada de decisões.

Otimização do trabalho

O acesso à informação também auxilia na otimização do trabalho. Quando um gestor utiliza um SIGP, ele consegue manter projetos organizados e a equipe engajada. Assim, procedimentos, informações sobre equipamentos, recursos, armazenamento e andamento de projetos ficam organizados em um só lugar, otimizando o trabalho.

Minimização de erros operacionais

Não é possível mensurar erros ou acertos sem uma base de dados robusta. Por exemplo, não há como contabilizar o número de produtos perdidos na fabricação por erro, se esses dados não forem organizados diariamente em um sistema.

Portanto, ao acessar as informações certas e organizá-las, o gestor do projeto identifica não só locais com falhas na produção, bem como os colaboradores responsáveis por cada etapa.

Tomada de decisões estratégicas

Em uma empresa, a capacidade de tomar decisões estratégicas é um grande diferencial de um líder. Para realizar escolhas rápidas e precisas, é preciso ter qualidade de informação e acessá-las com uma certa velocidade.

Além disso, ter acesso à informação não significa que todos esses dados devem ser públicos. De fato, muitas informações e dados devem ser disponibilizados tanto pela empresa quando pelo nicho atuante, a fim de construir pesquisas e relatórios do setor.

Contudo informações mais corporativas, que podem influenciar o mercado e a concorrência, devem ficar acessíveis apenas aos gestores responsáveis.

Padronização nos processos

O acesso à informação facilita no controle dos processos bem como sua padronização. Por exemplo, por meio das informações é possível criar padrões de compra com fornecedores, venda para clientes B2B e B2C e fluxos organizacionais. Além disso, a longo prazo, essas informações podem servir como base de dados para uma pesquisa do setor ou sobre os hábitos dos clientes.

Surgimento de oportunidades

Ao acessar e organizar dados, é possível identificar oportunidades e nichos que antes não eram explorados ou não eram conhecidos pela sua empresa. Portanto, aquele que acessar essas informações primeiro estará em vantagem competitiva frente às demais instituições.

Ademais, ao disponibilizar esses dados para equipe, você aumentará as chances de que alguém encontre alguma informação importante no meio de dados dispersos. Dessa forma, novas soluções podem surgir, inclusive novos produtos.

Software no gerenciamento dos dados

Antigamente, o volume de dados e informações de uma empresa era menor e produzido de forma mais lenta. Assim, era viável manter esses dados anotados em papéis e armazenados em espaços físicos. Mas sabemos que hoje a realidade é outra.

A tecnologia disponibilizou um número infinito de informações e é impossível que um gestor encontre e organize tudo que é necessário sem um software apropriado para ajudar na gestão de informações.

Um bom software auxilia na transparência, pois centraliza o local das informações e rastreia todas as tarefas e acessos, mostrando quais as pessoas envolvidas no processo.

Além disso, um sistema específico pode auxiliar no engajamento e comunicação entre os envolvidos. Assim, informações como alteração de prazos, novas demandas e mudanças de responsáveis podem rapidamente serem comunicadas.

Por fim, um software pode auxiliar nos planejamentos futuros e previsões do setor, haja vista que todos os dados estarão armazenados e documentados. Essas informações mostram o que pode funcionar ou não, o que já foi testado e o que deve ser abandonado.

Gostou do nosso conteúdo? Percebeu como o acesso à informação é importante para auxiliar na gestão de projetos? Se você está em busca de um software eficiente e ágil, a Project Builder pode ajudar. Entre em contato conosco e saiba mais sobre nosso produto.

matriz de priorização

Matriz de priorização: entenda o que é e como aplica-la na gestão de projetos

Quem atua no ramo corporativo sabe que tempo e outros recursos (como os financeiros) são limitados, exigindo do profissional o estabelecimento de algumas prioridades em detrimento de outras questões. Dentro desse contexto, fica a pergunta: você conhece a matriz de priorização?

Como a atuação em empresas pressupõe o desenvolvimento constante de projetos, essa ferramenta é eficiente para o colaborador estabelecer a quais tarefas deve dar atenção em primeiro lugar. A orientação promove a organização da rotina de trabalho e rende bons frutos à sua produtividade.

Deseja saber mais sobre o assunto? A seguir, confira como o desempenho e o cotidiano podem melhorar com o uso da matriz de priorização.

O que é uma matriz de priorização?

Um engenheiro civil tem vários compromissos em um dia e pode se dedicar simultaneamente a mais de um projeto. Suponha que suas tarefas incluam:

  • selecionar a equipe responsável pela construção que vai começar dali a três semanas;
  • apresentar a planta ao cliente X;
  • resolver o atraso na entrega de material com o fornecedor Y.

A matriz de priorização é uma ferramenta capaz de estabelecer quais responsabilidades devem ser cumpridas primeiramente. Ela é montada em tabela, quadrante ou gráfico. A avaliação ocorre com base em critérios claros e bem definidos, forma efetiva de colocar seus esforços nas iniciativas certas e no momento adequado.

Sua aplicação na gestão de projetos orienta a estruturação das tarefas e integra as diferentes áreas (gerenciamento de escopo, custos, aquisições, riscos, recursos humanos, comunicação e qualidade, entre outras), além de colocar equipe e parceiros comerciais em compasso.

Qual é a importância da matriz de priorização?

Com esse recurso, os problemas são classificados por ordem de importância e você não perde prazos tentando resolver tudo ao mesmo tempo — deixando escapar questões cruciais que passaram batido por falta de organização. Confira outras vantagens da ferramenta abaixo.

Foco na execução

O planejamento admitido pela matriz de priorização evita ponderações recorrentes. Ter critérios claros ajuda a definir quais tarefas realmente importam e precisam ser realizadas antes das demais, assim você pode colocar sua atenção nas iniciativas certas e efetivamente tirar o projeto do papel.

Agilidade na tomada de decisão

O timing perfeito é muito importante no setor corporativo. Como a matriz de priorização é um método fácil e consistente, as opções são analisadas com rapidez. Assim, elas respaldam as decisões estratégicas dos gerentes e admitem a execução das medidas com agilidade, garantindo o atendimento das necessidades do cliente e do mercado.

Mitigação de riscos

Consequentemente, fica mais fácil lidar com as imprevisibilidades inerentes ao desenvolvimento da atividade empresarial. Ter os critérios de urgência e importância pré-classificados ajuda os gestores a lidarem com imprevistos capazes de impactar seu rol de prioridades.

Integração da equipe

A matriz de priorização de um projeto pode ser desenvolvida em conjunto com seus colaboradores, sendo útil para estimular o engajamento de cada profissional com os propósitos da companhia e os colegas. Isso facilita a comunicação e garante que todos tenham ciência das atividades cruciais para atender às expectativas do cliente, por exemplo.

Melhoria no controle

É mais fácil avaliar custos, aquisições e prazos com as tarefas prioritárias pontuadas. Assim, são evitadas despesas desnecessárias, desperdícios e avarias de material — sem contar que o cronograma, essencial em qualquer projeto, é bem controlado. Também é viabilizada a negociação de mudanças, alterando a ordem de realização das demandas se for o caso.

Quais são as principais matrizes de priorização?

Agora que você já sabe do que se trata a ferramenta e qual é sua importância, vamos falar de alguns modelos pelos quais a matriz de priorização é aplicada. Siga na leitura e veja os principais formatos adotados no âmbito corporativo.

Matriz de priorização GUT

A matriz GUT classifica as demandas na gestão de projetos em gravidade, urgência e tendência. É aplicada uma escala de 1 (sem gravidade, sem urgência, sem tendência de piorar) a 5 (extremamente grave, extremamente urgente, agravar rápido) a cada uma das três categorias.

Matriz de priorização RICE

Já a matriz RICE é composta por Reach, Impact, Confidence e Effort, ou seja, Alcance, Impacto, Confiança e Esforço. Enquanto a primeira categoria se refere ao número de pessoas atingidas pela demanda, a última é relativa ao tempo necessário para sua realização. A segunda e a terceira categorias têm os seguintes níveis de classificação:

  • Impacto (da demanda): mínimo = 0,25; baixo = 0,5; médio = 1; grande = 2 e massivo = 3);
  • Confiança (no resultado): mínimo = 20%; baixo = 50%; médio = 80% e alto = 100%).

Para estabelecer prioridades nesse sistema, basta multiplicar os valores de Alcance, Impacto e Confiança. Em seguida, divida o resultado pelo Esforço (resumindo: R*I*C/E).

Matriz de priorização BASICO

A matriz BASICO leva em consideração seis categorias:

  1. benefícios da organização (B);
  2. abrangência de resultados (A);
  3. satisfação do cliente interno (S);
  4. investimento necessário (I);
  5. cliente externo satisfeito (C);
  6. operacionalidade simples (O).

Cada classificação é pontuada de 1 (pior cenário) a 5 (melhor cenário). Para chegar aos projetos ou processos que devem ser priorizados, é preciso somar os valores atribuídos a cada item.

Por que conhecer diferentes metodologias de gestão de projetos?

O sucesso e a credibilidade da empresa no seu setor de atuação dependem da qualidade da entrega e da satisfação do cliente. Em tempos de transformação digital, caracterizada pelo fácil acesso à informação e pela alta competitividade do mercado, o contratante ou comprador em potencial está cada vez mais exigente.

Portanto, conhecer várias metodologias de gestão de projetos ajuda a organização a ter um diferencial competitivo. Assim, ela mostra a capacidade de atender completamente às necessidades apresentadas pelo cliente e pode maximizar a produtividade organizacional conforme suas diretrizes e sua cultura.

De tal forma, as metas, os objetivos e as estratégias dos gestores são testados em sistemas distintos, atrelados ao PMBOK, Ágil, PM Canvas e Prince2, por exemplo. São múltiplas as possibilidades de eleger a modalidade mais adequada à prestação dos seus serviços, gerando melhoria nos resultados.

A matriz de priorização ajuda na gestão de projetos elencando por importância as demandas necessárias ao atendimento das expectativas dos clientes e as tarefas a serem desempenhadas. Que tal aplicá-la para otimizar seus processos?

Comece conferindo em detalhes como a matriz GUT, uma das mais populares no ambiente corporativo, é utilizada. Boa leitura e até a próxima.