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MBA em Gestão de Projetos ou certificação PMP?

Os profissionais que são novatos no mundo do gerenciamento de projetos ficam em dúvida sobre a melhor opção de capacitação profissional. As alternativas são fazer um MBA/pós-graduação em Gestão de Projetos ou obter a certificação PMP. O ideal é ter os dois, mas quando não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, veja qual é a melhor opção para você.

Em primeiro lugar, é preciso avaliar sua situação atual e saber como pretende estar no futuro. Tanto o MBA quanto a certificação PMP exigem um certo esforço pessoal, planejamento, tempo e dinheiro. Para quem está começando a trabalhar com gerenciamento de projetos, o MBA vale mais a pena. Por outro lado, se você é mais experiente, a certificação PMP torna-se imprescindível no mercado. Vamos aprofundar nas duas opções para lhe ajudar na sua escolha.

MBA em Gestão de Projetos

A procura por cursos de especialização em gerenciamento de projetos tem crescido bastante. Algumas instituições chamam de MBA, outras de pós-graduação, mas o nome não é tão importante assim. São todos títulos de especialização na área.
Até pouco tempo atrás, esses cursos eram bem raros. Em 2008, por exemplo, havia apenas cinco opções de especialização em gestão de projetos no Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do país. Mesmo assim, as instituições levavam semanas para preencher as turmas.

De lá para cá, o cenário mudou bastante. As principais instituições de ensino no Brasil oferecem especializações na área. Muitas delas têm parcerias oficiais com o Project Management Institute (PMI), e usam como base os conteúdos do guia PMBOK. Hoje, é mais provável encontrar filas de espera para entrar no curso. Centenas de profissionais são formados por ano, praticamente uma inundação de especialistas em gestão de projetos no mercado.

Além de ter aumentado em quantidade, a qualidade também melhorou. Os conteúdos atuais conseguem atender às necessidades mais urgentes e práticas dos profissionais, ao contrário dos cursos básicos e rápidos do passado, que ofereciam somente a teoria. Os MBA atuais oferecem conceitos e suas aplicações. O aluno apreende ferramentas e processos com cases reais e situações semelhantes ao dia a dia das empresas.

Com a ampla oferta de capacitação disponível, o mercado corporativo passou a exigir a especialização no currículo de seus gestores de projetos. É bem comum encontrar em anúncios de oportunidades de emprego o MBA em gestão de projetos como pré-requisito.

Certificação PMP

É um título reconhecido no mundo todo, porque garante que o profissional domina conceitos, processos e ferramentas da gestão de projetos. Sem dúvida, é a principal certificação profissional no mundo nessa área, obtida por centenas de milhares de pessoas.

O boom da Certificação PMP chegou ao mercado brasileiro entre 2003 e 2007, quando as empresas começaram a demonstrar preferência por gerentes de projetos certificados. Por “preferência”, leia-se salários bem mais elevados e benefícios generosos. Assim como ocorreu com o MBA, tornou-se comum encontrar anúncios de emprego com a exigência da certificação, especialmente na área de TI.

Passada a febre inicial, a Certificação PMP começou a ser questionada por profissionais, mas continua sendo um importante diferencial competitivo para gerentes de projetos. É que o título garante que o profissional tem experiência na área e domina conceitos e técnicas. Se o objetivo é dar um “up” no currículo – e na conta bancária – vale a pena investir.

Como já dissemos, o ideal é ter os dois títulos, tanto o MBA quanto a Certificação PMP. No entanto, avalie quais são seus objetivos profissionais para decidir qual será mais relevante para você neste momento. A especialização e a certificação, somados à sua experiência e ao conhecimento técnico, certamente lhe trarão vantagens competitivas no mercado.

7 coisas que você não deve fazer ao gerenciar um projeto

Um título que começa dizendo o que “não devemos” fazer é, no mínimo, estranho. Ao gerenciar um projeto, somos treinados para ser otimistas, olhar sempre para o lado bom, de forma positiva, e concentrar-se no que deve fazer. É difícil para nós aceitar que há coisas que não devem ser realizadas.

Mas, com o tempo, a experiência profissional ensina que há algumas áreas, práticas e comportamentos dos quais você desejará distância. 

Confira 7 comportamentos que você NÃO DEVE ter ao gerenciar um projeto: 

1 – Não acredite que a primeira resposta seja a verdadeira

Gerentes de projeto negociam o tempo todo. Diariamente lidam com horários, prazos, preços e resultados. Nunca aceite a primeira resposta se não atender às suas necessidades. Ao contrário, entenda como o início de uma negociação. Sempre tem aquela pessoa que dá um prazo absurdo para realizar uma tarefa simples. 

Quanto mais detalhes você conhecer do projeto e, com a experiência, você saberá quanto tempo leva para realizar certas tarefas. As pessoas tendem a esticar o trabalho pelo maior período de tempo possível. Gerentes de projeto devem reconhecer quando isso ocorre e inibir esse comportamento. 

2 – Não deixe o detalhe atrapalhar a visão do todo

É fácil pensar no gerenciamento de projetos como as atividades envolvidas em garantir que tarefas sejam cumpridas, checklists sejam atualizados, processos sejam seguidos, e procedimentos sejam implementados. Você pode ter tudo isso e, mesmo assim, seu projeto fugir ao controle. As ferramentas são diretrizes essenciais, mas não permita que se sobreponham à sua visão do projeto como um todo. Seu trabalho é tomar decisões sensatas e ter pensamentos inovadores e criativos. 

Pode ser um pouco confuso, pode exigir mais de você, ou procedimentos podem ser modificados. Isso é bom! Quando for concluído, você terá um projeto completo que acrescentou valor para a organização, e não apenas um monte de papéis assinados. 

3 – Não deixe que vejam seu desgaste

Gerenciar projetos é difícil e pode ser estressante. Lidamos com o desconhecido e muitas vezes com coisas impossíveis. Faz parte do jogo manter uma postura inabalável, sem atrapalhar o desempenho do resto da equipe.

O gerente de projetos lida com as políticas, as prioridades inconstantes, a indecisão, e a manipulação de recursos. Proteja sua equipe dessas turbulências, pense sobre o que deve ser feito e, só então, apresente uma direção para todos seguirem. 

Não exagere nas suas reações com tudo o que aparece pelo caminho. Em vez de tumultuar e piorar as coisas, é melhor esperar baixar a poeira e fazer melhor. Você pode virar noites tentando descobrir uma solução, mas o faça sozinho. As pessoas seguem e respeitam líderes que demonstrem controle sobre a situação, e não quem é indeciso ou confuso.

4 – Não faça o trabalho de membros da sua equipe

Imagine a cena. É fim de expediente e todos estão prontos para sair. Foi uma semana difícil e a equipe foi muito exigida. Ao verificar a integridade final de uma entrega que fazia parte do seu projeto, percebe que está errada. 

É uma coisa simples, que você pode corrigir sozinho. Mas não o faça. Peça para a pessoa responsável por essa entrega corrigir o problema. Não é questão de ser maldoso ou duro com a equipe. Ao contrário, é para que cada um respeite a função do outro. Sua função nesse projeto é de gerente de projetos e todas as responsabilidades que isso implica. Não é a de um engenheiro, desenvolvedor ou analista de negócios. Manter isso claro garante que as responsabilidades fiquem onde devem ficar, o que quase sempre significa melhores resultados no projetos.

5 – Não agrave as coisas muito cedo, nem muito tarde

Agravar as coisas é uma arte. Quando agrava muito cedo, as pessoas vão pensar que você é meio doido e vão querer tirá-lo da tomada. Se for muito tarde, perderá credibilidade e eficiência como gerente de projetos e poderá descobrir que sua carreira tem um problema. 

Não há ciência para o agravamento das coisas (saber quando fazer um grande negócio a partir de algo que está causando um grande risco ao projeto) que não seja aprender com as suas decisões erradas no passado. Como uma regra de ouro, sempre identifique as áreas que tem potencial para explodir em um projeto e impactar uma quantidade de outros departamentos e organizações. 

6 – Não se prenda aos detalhes

Sejamos sinceros: gerentes de projeto AMAM detalhes. Gostamos de saber como as coisas funcionam, a causa e o efeito, o que leva as pessoas a tomar decisões e agir. Essa fascinação com os detalhes, no entanto, pode nos deixar atolados em áreas difíceis de sair.

Pode ser que você se apaixone pela última tecnologia e queira entender os prós e contras. Ou, pode ficar envolvido em ajudar uma equipe em um problema complicado. Tente se manter longe desse tipo de atividade o máximo que puder. Esse é o trabalho que os peritos de sua equipe têm de resolver. Seu papel é continuar a pavimentar a estrada para o projeto seguir, como um todo.

7 – Não declare vitória antes do tempo

Foi um longo e árido caminho coberto de problemas e você finalmente pode ver a luz no fim do túnel: o projeto está prestes a acabar. Seu objetivo está próximo. Dá aquela vontade de diminuir o ritmo, não trabalhar tão duro, ou perder uma data do cronograma aqui e ali, já que está terminando.

Não caia nessa armadilha! Termine 100% do projeto. A realidade é que você “não sabe o imponderável”. Problemas e questões inesperadas podem estar à sua espreita, e você perceberá que precisa de cada minuto disponível para se dedicar a eles. Ou então você pode ter passado como uma brisa pelo resto do projeto, com tempo de sobra. Não há nada de errado em terminar a entrega mais cedo. 

A lista de “nãos” está longe de ser completa. Mas se os princípios descritos nessas sete áreas forem aplicados, logo você descobrirá que pode manter seus projetos em andamento com segurança até completá-lo e fora do buraco em que se enfiaram todos os outros projetos que foram mal. Apenas mais um motivo para usar nosso software em projectbuilder.com.br

Já sabe o que fazer quando estiver ao gerenciar um projeto? então compartilhe!