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A cultura organizacional e o gerenciamento de projetos: qual a relação?

Infelizmente, muitas empresas encontram dificuldades em amadurecer no gerenciamento de projetos por questões puramente culturais. Dependendo da cultura organizacional implementada, os colaboradores podem se acomodar, sentindo-se desestimulados para toda e qualquer tentativa de inovação, revisão de processos ou mesmo melhoria. Muitas vezes, portanto, a cultura organizacional acaba funcionando como uma barreira quase impenetrável, fazendo com que muitos gestores tenham dificuldade para implementar um gerenciamento de projetos eficiente.

Mas o que é essa tal cultural organizacional e como ela se relaciona com o gerenciamento de projetos? Veja como funciona essa interação nos tópicos seguintes!

Cultura organizacional

cultura organizacional pode ser resumida a um conjunto de padrões de comportamento, determinadas posturas ou filosofias de trabalho que dominam as rotinas da empresa. É uma mentalidade impregnada no modo de agir de cada colaborador, estabelecendo modelos e direcionando o comportamento diário das equipes.

No cotidiano, é muito simples observar aspectos culturais de uma empresa. Poder desfrutar de uma jornada de trabalho flexível, possuir determinados padrões relacionados à qualidade dos projetos, instituir o uso de roupas formais ou informais, apresentar níveis de controle e de autonomia estruturados, estabelecer políticas de reconhecimento de resultados e de valorização dos profissionais são apenas alguns exemplos.

Modelos culturais

Antes de efetivamente relacionarmos o gerenciamento de projetos à cultura da empresa, precisamos esclarecer que a literatura apresenta, basicamente, 4 tipos de cultura. São eles:

Cultura do poder

A cultura do poder incide mais em organizações menores, especificamente porque o poder permanece canalizado em um ponto central, com poucos processos, regras e procedimentos. Logo, não são o que se pode chamar de organizações processuais. Valorizam o colaborador (sobretudo por seus resultados) e apresentam um alto índice de rotatividade na área intermediária da hierarquia.

Cultura de papéis

A cultura de papéis se destaca por sua lógica e racionalidade excessivas. Nesse tipo de empresa, há descrição de tarefas, definição de autoridade, lista de procedimentos para comunicação e regras para a solução de conflitos. Enquanto na cultura do poder a organização reage de forma rápida às ameaças, na cultura de papéis a organização é vagarosa para consolidar a identificação de mudanças.

Cultura da tarefa

O terceiro tipo é a cultura da tarefa, orientada, sobretudo, para o trabalho e projetos. Em organizações com esse tipo de cultura, a determinação de equipes multidisciplinares para resolver problemas é valorizada e fomentada, consequentemente viabilizando uma reação rápida e criativa. Embora o clima tenda a ser agradável, as organizações com a cultura da tarefa costumam concentrar disputas por recursos, proporcionando um maior rigor do controle por meio do estabelecimento de normas e procedimentos.

Cultura da pessoa

O quarto e último tipo é a cultura da pessoa, considerada de ocorrência rara pela literatura especializada, pois está condicionada aos indivíduos e a seus respectivos valores. Uma empresa de consultoria que em seu corpo de especialistas conta com alguém que é considerado referência em determinada área é um bom exemplo.

Responsabilidade gerencial

Conhecidos os tipos de cultura, é importante deixar claro que o processo de mudança cultural tem sua origem, sobretudo, nos líderes. Afinal, são eles que emanam os valores da empresa. Sendo assim, não importa se de forma direta ou indireta, todos os gerentes de projeto, por meio de suas próprias iniciativas, são responsáveis pela consolidação, pela mudança da cultura na organização e também por manter uma postura crítica onde atuam.

Vale ressaltar também que existem fatores externos que transcendem o controle do gerente de projetos. No caso da ocorrência de um acontecimento grave ou muito expressivo, por exemplo, uma mudança cultural drástica pode ser necessária. Você sabe o que ocorreu com a antiga Telefônica? Diante de uma reputação fragilizada, a companhia adquiriu a Vivo, revestindo-se da marca e de seus padrões de qualidade na prestação de serviços. Essa estratégia comercial resultou na mudança radical da cultura organizacional da empresa.

Gerenciamento versus cultura

É possível afirmar que, se a cultura organizacional for voltada para as tarefas ou para os papéis, é bem provável que determinados ofensores ao gerenciamento de projetos já tenham sido eliminados ou se encontram em fase de resolução. Assim sendo, cabe ao gerente de projetos incentivar esse processo de evolução, agindo com iniciativa ao propor ferramentas e técnicas que tenha experimentado com o objetivo de amadurecer a cultura de gestão.

Contudo, no caso de a organização estar baseada na cultura do poder ou mesmo na cultura da pessoa, os esforços serão ainda mais árduos. Afinal, para evidenciar os benefícios que a organização obterá com a implementação de uma metodologia de gerenciamento de projetos, é provável que se tenha que percorrer um longo caminho até alcançar aquele o principal responsável pela tomada de decisão.

De todo modo, o que se deve ter em mente é que a cultura organizacional é extremamente dinâmica, uma vez que está solidificada em experiências e valores, dentre outros aspectos. E não é preciso pensar muito longe para entender esse dinamismo. Há apenas algumas décadas, por exemplo, as bicicletas eram meios de transporte muito usados para a locomoção. Mais tarde, foram deixadas de lado, consideradas como um meio de locomoção de pessoas com menor poder aquisitivo. Atualmente, contudo, andar de bicicleta é visto com bons olhos, pois não só é uma prática saudável como faz sua parte no quesito ecologicamente correto.

Por mais que interferir na cultura organizacional não seja uma tarefa simples, definitivamente não é impossível. Exigindo dos gerentes de projetos atributos que vão além da sua determinação e de suas habilidades (incluindo também a influência da variável tempo). Com paciência e atenção aos resultados que se apresentam ao longo dos trabalhos, o gestor tem tudo para ser um agente de mudança na cultura organizacional e na melhoria dos processos de gerenciamento de projetos.

Estamos passando agora por um momento de mudança cultural quanto às práticas de gestão de projetos, por exemplo. As metodologias tradicionais estão perdendo cada vez mais espaço para Os métodos ágeis estão ganhando espaço e muitas vezes, empresas com metodologias tradicionais podem se beneficiar de práticas ágeis como tarefas em Kanban ou o modelo de reuniões e planejamento do Scrum. Que tal aproveitar, então, para entender como os métodos ágeis afetam os resultados de uma empresa?

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