Teste Grátis
retorno sobre o investimento

PMO: por que sua empresa precisa de um?

Gerenciar projetos com excelência é uma necessidade que se apresenta cada dia mais urgente nas empresas, uma vez que trabalhos bem executados trazem como consequência natural retorno financeiro, credibilidade e competitividade. Contudo, o que se vê atualmente é que as empresas têm grandes dificuldades em controlar seus projetos com primazia e praticar o retorno sobre o investimento, o que impacta diretamente nos esforços investidos, assim como nos resultados, que acabam se mostrando muito aquém do esperado.

A dificuldade em mensurar o retorno sobre o investimento e outros indicadores de performance que demonstrem os ganhos reais da empresa a cada projeto concluído também são alguns dos desafios a serem superados, o que torna ainda mais importante a presença de um Project Management Office (PMO) na empresa. Quer saber por que exatamente sua empresa precisa de um PMO e como essa iniciativa pode garantir a sustentabilidade do seu negócio? Então confira agora mesmo nosso post de hoje:

O que o PMO pode fazer por sua empresa

Um PMO — também conhecido como escritório de projetos — é uma iniciativa da empresa que tem o intuito de instituir regras, procedimentos e melhores práticas para uma gestão de projetos mais eficiente. Considerado como um setor ou um departamento que concentra todos os esforços e os recursos físicos e pessoais envolvidos nos projetos da empresa, seu objetivo é melhorar o desempenho e atingir as metas do negócio com mais eficácia.

Sendo um setor estratégico na organização, o PMO deve ter certa autonomia para gerenciar projetos, programas e portfólios da empresa, a fim de gerar mais valor para o negócio a partir da priorização de iniciativas, da otimização dos recursos e da maximização dos esforços. Mas como ele faz isso?

Padronização processual

A primeira responsabilidade do PMO é padronizar processos, estratégias e ações que envolvam os trabalhos da empresa, visando implementar uma metodologia única de desenvolvimento de projetos, o que consequentemente permite um maior controle. Com um comando centralizado e alinhado à estratégia da empresa, o PMO passa então a otimizar os recursos utilizados, bem como a priorizar os projetos que apresentam maior potencial de retorno, elevando o valor agregado ao negócio.

Posicionamento consultivo

Mas o PMO não funciona apenas como um regulador, tendo também um posicionamento consultivo dentro da organização, o que o coloca como peça-chave para o sucesso dos projetos desenvolvidos. Além de coordenar a execução dos projetos, ele também orienta as equipes a respeito da metodologia a ser adotada, concomitantemente desenvolvendo uma cultura voltada a resultados e contribuindo para o aumento da produtividade, já que trabalha focado em metas e objetivos de negócio.

Treinamentos internos

Além de tudo isso, o PMO ainda conta com profissionais experientes que promovem treinamentos internos para elevar a qualidade dos projetos executados e potencializar o know-how da empresa por meio da capacitação de seus funcionários. Essas capacitações podem ser tanto técnicas quanto comportamentais, funcionando como um mentoring para o desenvolvimento de novos talentos, já que a demanda por profissionais qualificados em gerenciamento de projetos aumenta gradativamente, enquanto a oferta de profissionais não acompanha essa evolução no mesmo ritmo.

Os resultados esperados após sua implementação

A implementação de um PMO sempre causa um certo desconforto na empresa pela simples mudança de hábitos, mas a verdade é que, ao longo do tempo, não há quem não perceba suas vantagens e seus benefícios. Vamos ver o que essa iniciativa pode trazer de melhor para sua empresa?

Aumento do nível operacional

A padronização de procedimentos eleva o nível operacional dos funcionários na medida em que muitos desses processos passam, então, a ser automatizados e controlados a partir de ferramentas de gestão que facilitam a análise e o armazenamento de dados, otimizando o trabalho e minimizando possíveis erros.

Elevação da produtividade

Com o suporte tecnológico adequado e o acompanhamento necessário, as equipes passam a ter mais tempo para pensar no planejamento das próximas fases e se atentarem para detalhes que exijam maiores preocupações, o que aumenta a produtividade e a qualidade dos serviços prestados durante a execução de qualquer que seja o projeto.

Melhoria na comunicação

A comunicação é fator determinante para o sucesso de um projeto, já que é por meio do compartilhamento de dados e informações que as pessoas conseguem desempenhar suas obrigações de acordo com o esperado. Nesse sentido, o PMO contribui para uniformizar a comunicação e instituir canais abertos e compartilhados de comunicação, facilitando seu trânsito e acelerando a tomada de decisão.

Redução de riscos e falhas

Com um acompanhamento sistemático dos projetos, é possível detectar riscos com mais facilidade, reduzindo as incidências de falhas e atrasos e, assim, garantindo um desempenho ótimo dos projetos ao longo da execução. Com menos riscos e falhas, a qualidade fica garantida e a satisfação do cliente também. Assim todo mundo sai ganhando!

Avanço na satisfação dos clientes

Com a implementação de um PMO também é instaurado um alinhamento estratégico que permite conduzir os projetos de acordo com as necessidades de mercado da empresa, garantindo a maximização dos resultados e, por fim, a satisfação dos clientes com relação ao aumento do valor do negócio ao longo do tempo.

Redução significativa de custos

A redução de custos é outro benefício evidenciado com a implementação de um PMO na empresa, já que as equipes se tornam mais produtivas e integradas, coordenando esforços de maneira a otimizar o tempo e os recursos empregados em cada projeto.

Maximização do ROI

O retorno sobre o investimento é uma das métricas mais importantes quando se fala em projetos, mas é também o que nem sempre as empresas conseguem mensurar adequadamente sem o auxílio de uma metodologia de gestão eficaz. Nesse sentido, ao implantar um PMO na empresa é possível estipular com maior precisão os recursos a serem empregados para a execução do projeto, bem como seu ROI, a partir de uma análise detalhada da viabilidade do empreendimento e de seus desdobramentos durante e após a conclusão.

Contar com um PMO na empresa não apenas centraliza os projetos sob uma única gestão, mas faz com que se olhe para os trabalhos desenvolvidos ali como os motores que impulsionam os negócios para um crescimento sustentável e lucrativo para todas as partes interessadas. Não parece promissor?

Agora que você já sabe quase tudo sobre o PMO, comente aqui e nos conte o que achou deste post! Que tal compartilhá-lo com o restante da sua equipe ou com o CEO da sua empresa?

Visite nossa página de PMO: https://www.projectbuilder.com.br/software-pmo/

o que é project manager

Project Management Office: tudo o que você precisa saber

O Project Management Office, abreviado como PMO, é o departamento responsável por definir e manter os padrões de gerenciamento de projetos na empresa, a fim de otimizar o controle e a execução de propostas da organização como um todo ou de uma área específica.

Hoje, mais do que nunca, os executivos já entendem o verdadeiro valor do PMO, sendo que mesmo aqueles que ainda não o implementaram têm essa missão como prioridade dentro de um curto espaço de tempo. Já falamos aqui no blog sobre o escritório de projetos, também sobre como planejar a implementação de um PMO.

Além disso, já fizemos um checklist com 10 itens para verificar antes de começar a implantação do seu PMO. Já é um belo começo. Mas o objetivo desse artigo é tirar, de uma vez por todas, quaisquer que sejam as dúvidas ainda restantes sobre o que é Project Manager Office (PMO), oferecendo tudo o que você precisa saber para aumentar suas chances de sucesso.

Gostaria de saber um pouco mais sobre PMO? Acompanhe a leitura deste artigo e fique por dentro!

Saiba o que é o PMO

Um PMO ou escritório de projetos é uma estrutura empresarial que propicia a padronização dos procedimentos relativos à gestão de projetos e à governança. Ele pode ser operacional, departamental ou corporativo, contudo, sua missão é fornecer ferramentas, métodos e orientações para os gestores conduzirem as suas atividades profissionais. Sendo assim, engloba cada projeto da empresa relacionado às estratégias.

Entenda como funciona o PMO

O PMO departamental auxilia outras áreas na entrega dos seus resultados com um portfólio dos projetos, enquanto o PMO operacional faz o gerenciamento exclusivo de um programa ou projeto que, depois de concluído, será descontinuado. Os tipos de PMO não progressivos, eles indicam os modos como uma empresa precisa ter controle dos seus projetos e podem ser implementados separadamente.

Aplicação das boas práticas

Um escritório de projetos ajuda a consolidar os documentos e promove a disseminação de boas práticas na empresa, bem como garante o cumprimento das políticas de governança e das diretrizes. Ele ainda assegura o uso de ferramentas, modelos e metodologias, além de auxiliar os líderes a definir e monitorar os indicadores utilizados na gestão.

Capacitação aos gerentes

As principais funções do PMO estão relacionadas à priorização dos projetos, definição de métodos, gerenciamento de demandas, portfólio, capacitação e suporte aos gerentes, elaboração e revisão de processos gerenciais. Mas há outras atividades, tais como a realização de reuniões de monitoramento e alinhamento, geração de relatórios etc.

Atribuições dos gerentes

PMO não é um cargo de gerência de projetos. Um gerente de projetos tem as suas próprias atribuições, tais como informar os interessados a respeito do desempenho do projeto, fazer o controle dos recursos utilizados para a execução das atividades, coordenar as tarefas para que sejam alcançados os objetivos específicos de cada planejamento.

Fundamentos do PMO

Já o PMO tem como fundamentos o fornecimento de suporte ferramental e tecnológico para o gerente, a disponibilização de informações precisas, a otimização dos recursos que são compartilhados entre os projetos organizacionais, a coordenação dos esforços para atingir as estratégias predeterminadas pelos gestores. O PMO pode ser composto por apenas uma ou por várias pessoas, com sala fixa ou não.

Descubra como é a atuação do PMO

De acordo com o Relatório CHAOS Standish, de 2009, 68% dos projetos não atingem as metas de tempo, custo ou escopo, ou seja, apenas 32% dos projetos são concluídos no prazo combinado, dentro do custo previsto e entregando valor — benefícios mensuráveis — para o negócio e para as partes interessadas.

É justamente aí que entra o PMO, com a função de trabalhar dentro da organização para reverter esse quadro nada favorável. São muitos os motivos atribuídos a tais falhas. De acordo com uma pesquisa da PwC, de 1.524 organizações, planejamentos e estimativas inadequados são responsáveis por 30% das falhas de projeto.

Já a falta de patrocínio executivo constitui 16% desse rombo, mas metas e objetivos mal-definidos completam outros 12%. O mesmo estudo aponta que, ao adotar processos e metodologias de gerenciamento de projetos, aumentam-se significativamente as chances de sucesso. A pesquisa conclui que ter PMOs estabelecidos é uma das três principais razões que impulsiona a entrega de projetos com sucesso.

Compreenda as funções do PMO

PMOs podem assumir outras funções além da responsabilidade de definir processos e metodologias — como, por exemplo, participar da gestão estratégica do trabalho, quer como facilitador ou como responsável pelos processos de gestão de portfólio de projetos.

Entre as funções do Project Management Office pode-se incluir o monitoramento de relatórios sobre projetos e de portfólios em andamento, repassando o progresso para que a gestão de topo tome decisões estratégicas sobre quais projetos continuar e quais cancelar.

Segundo o Pulso da Profissão, do PMI, as funções primárias executadas pelo PMO são:

  • serviços de gerenciamento da entrega do projeto;
  • gerenciamento de cronograma, custos e escopo;
  • comunicações;
  • gerenciamento de recursos;
  • integração do projeto;
  • gerenciamento de riscos;
  • serviços de padrões, metodologias e processos;
  • definição de metodologia;
  • desenvolvimento e melhoria de processos;
  • definição de métricas;
  • serviços de governança e gerenciamento de desempenho;
  • relatório de desempenho;
  • distribuição de informações;
  • escalada de problemas.

Já o grau de controle e influência que os PMOs têm sobre os projetos depende do tipo de estrutura da empresa. Assim, ele pode servir de suporte, com um papel consultivo, de controle — ao exigir o cumprimento de um projeto, por exemplo — e diretivo, ao assumir a própria gestão de projetos.

Confira os tipos de PMO

O PMI descreve o PMO como um eixo estratégico para a excelência organizacional, que visa melhorar as práticas de gestão da execução, governança, liderança e mudança estratégica. E embora seja possível encontrar outras subcategorizações, pode-se afirmar que um PMO pode ser um dos três tipos listados abaixo — do ponto de vista organizacional:

PMO corporativo

Responsável pela definição dos padrões de gestão de projetos de toda a corporação. Normalmente subordinado à diretoria ou à presidência, seu papel está muito ligado à estratégia da empresa e, consequentemente, aos processos que a ajudem a atingir seus objetivos.

Seu maior desafio é gerar valor para a organização em um nível estratégico. Mas vale ressaltar que são poucas as empresas que têm um PMO corporativo 100% implantado.

PMO organizacional ou departamental

Esse PMO está diretamente ligado a uma área da organização — como o setor de TI, por exemplo. Seu papel é mais operacional e, normalmente, seus profissionais trabalham diretamente com os projetos do departamento.

Os PMOs departamentais são mais comuns, normalmente sendo embriões que motivam a organização a expandir o trabalho para outras áreas ou até mesmo para uma implantação corporativa.

PMO para fins especiais

São criados com objetivos específicos e têm função muito distinta — como gerenciar um programa estratégico, por exemplo. Normalmente são concebidos por um determinado período e, desde sua criação, já têm um marco claro de quando serão extintos. Um grande desafio dos gestores de PMOs especiais é manter a motivação do time, principalmente por seu caráter temporário.

PMO de suporte

O PMO de suporte é o escritório de projetos voltado para o coaching e que tem perfil consultivo. A sua principal atribuição é recomendar aos gestores de projetos as desvantagens e vantagens de cada ferramenta, técnica ou modelo para determinada organização. São eles que sugerem o que pode ser feito para que os projetos sejam bem-sucedidos.

O papel desse tipo de PMO também abrange a organização dos documentos e a garantia de que os dados de demandas anteriores, as quais já foram atendidas, sejam úteis para os projetos futuros. Geralmente a sua implantação é feita no momento em que a empresa ainda não tem maturidade nessa área e o seu grau de controle ainda é insuficiente.

Portanto, não devem ser criados controles rígidos demais, pois causaria frustração entre os envolvidos. Os gerentes precisam ser educados a respeito das boas práticas para depois ocorrer a aplicação de auditorias. Depois de algum tempo, pode ser realizado um monitoramento mais efetivo das atividades, mas o foco principal desse PMO é dar apoio aos líderes.

PMO de controle

O PMO de controle é o escritório de projetos que vai além de dar suporte aos gestores para a tomada de iniciativas e outras medidas. Ele faz avaliação de conformidade e averigua se os líderes e as equipes estão se baseando nas ferramentas, técnicas e modelos indicados para serem aplicados dentro da organização, já que receberam ordenações a serem seguidas.

Esse tipo específico faz o controle e a cobrança da aplicação prática dos conhecimentos transmitidos aos gerentes. Por esse motivo, faz uso de auditorias para verificar quais são os pontos que estão sendo seguidos de forma correta e aqueles que ainda não foram implementados. Os procedimentos são feitos para revisar os processos e aumentar a maturidade dos líderes.

A padronização e a uniformização dos processos que são coordenados pelos gerentes possibilita a mensuração da qualidade dos projetos entregues pela empresa. É avaliado o modo como os gestores estão executando as atividades, assim como é feito o controle de portfólio por meio da organização e priorização de tarefas e iniciativas. Capacitações e treinamentos também fazem parte desse PMO.

PMO diretivo

Já o PMO diretivo é o escritório de projetos que detém um controle ainda maior, por essa razão foi assim denominado. Esse tipo exclusivo faz o direcionamento dos recursos da empresa para cada projeto, seleciona os gerentes que vão gerenciar as atividades e define os montantes a serem gastos por cada iniciativa. Monitora a aderência das equipes às orientações fornecidas.

Ele é um centro de excelência em gerenciamento que faz recomendações aos gestores, dissemina as metodologias de gestão, faz auditorias de conformidade, verifica os processos etc. Todavia, o controle é maior que nos demais, já que o PMO diretivo direciona recursos específicos para determinados projetos. Os gerentes são subordinados e alocados de acordo com as demandas.

Como você pode ver, os aspectos de cada PMO dependem da maturidade e da complexidade da organização que faz a sua implantação. Os tipos diferentes de escritórios de projetos desempenham papéis distintos e suas responsabilidades são elásticas. Eles são classificados conforme o seu nível de influência e grau de controle.

Conheça os cuidados necessários para a implantação de um PMO

Para implementar um PMO de forma precisa e conseguir alcançar os resultados esperados, é necessário tomar alguns cuidados básicos que vão preparar a organização e a equipe, além de garantir que o propósito do Project Management Office seja cumprido. Veja:

  1. fazer a definição de quais serviços realmente serão realizados no escritório de projetos. Além disso, alinhar a visão do gestor do PMO com a da alta gestão da empresa, a fim de fazer com que os objetivos e estratégias sejam convergentes entre as áreas;
  2. definir quais são os papéis e responsabilidades da equipe do escritório de projeto — isso ajuda a identificar a dimensão do apoio que será recebido;
  3. definir a data de início do escritório e anunciar para a organização e os stakeholders;
  4. adotar uma estratégia de trabalho que permita entender e atender tanto as necessidades da alta gestão quanto dos gerentes de projetos. Com a criação do escritório, eles podem ser isentos de algumas atividades rotineiras, que passam a ser executadas pelo PMO;
  5. entender as necessidades do negócio e dos gerentes de projetos para alinhar a elaboração e execução dos serviços do escritório de projetos, alcançando a sinergia;
  6. ajustar as responsabilidades do PMO à medida que a demanda aumenta e a aceitação pela alta gestão cresce;
  7. garantir que a qualidade dos produtos e serviços entregues aos clientes internos, como os gerentes de projetos, seja a maior possível.

Para que a criação e o desenvolvimento do PMO seja bem-sucedida, é fundamental que se tenha o apoio dos clientes internos, principalmente a alta gestão — haja vista que o processo de implantação ocorre de cima para baixo dentro da estrutura empresarial. Esse também é um dos motivos que torna essencial o alinhamento entre os objetivos estratégicos da empresa com os objetivos do escritório de projetos.

Entre os principais clientes dos escritórios de projetos estão a alta gestão, os gerentes de projetos, as equipes de projetos, os gerentes das áreas e os stakeholders (quem recebe o resultado dos projetos).

Assim como a alta gestão, os gerentes de projetos são os principais clientes do PMO, já que eles são os principais usuários dos serviços oferecidos pelo escritório. Por meio do feedback, eles também podem se tornar peças essenciais no amadurecimento do Project Management Office.

Verifique a fase de implementação — passos básicos

Depois que os devidos cuidados foram observados e as definições iniciais foram criadas, é o momento de passar para a fase de implantação. É por meio dela que se consegue os recursos necessários para o funcionamento do PMO, é formada a equipe e instalado fisicamente o escritório de projetos (infraestrutura).

Nessa etapa é necessário realizar treinamentos com todos os envolvidos, além de migrar os projetos existentes para a gestão do escritório, dando início ao seu funcionamento. Feito isso, deve-se monitorar o andamento e os resultados, a fim de levantar dados que serão utilizados para avaliar a atuação do PMO e fazer possíveis correções.

Sendo assim, a fase inicial de implantação compreende 7 passos, sendo eles:

  • 1º Passo — criar o escritório de projetos no que diz respeito à estrutura;
  • 2º Passo — alcançar o engajamento de todos os envolvidos;
  • 3º Passo — definir o método de atuação e de análise, como ferramentas e relatórios;
  • 4º Passo — definir os projetos-piloto, que darão início ao funcionamento do escritório;
  • 5º Passo — identificar e suprir as necessidades de hardware e software;
  • 6º Passo — definir os procedimentos e a metodologia de trabalho;
  • 7º Passo — alcançar o envolvimento das pessoas dentro da organização.

Depois que esses pontos básicos são cumpridos, o escritório de projetos já está praticamente pronto para funcionar. Já a fase de operação é a etapa em que o PMO começa a atuar e se trabalha para que suas atividades sejam expandidas. Nela são feitas verificações de diversos aspectos, como a eficiência dos processos e da equipe.

O objetivo é permitir que um número maior de projetos sejam acompanhados e avaliados, sem que se perca a qualidade. Isso é feito por meio do atendimento eficaz das necessidades dos gerentes de projetos e do negócio.

Analise as vantagens do Project Management Office para a empresa

Já se sabe qual é a importância e o papel que o PMO exerce dentro das empresas. Agora vamos falar um pouco mais sobre as vantagens que o escritório de projetos pode proporcionar para o negócio. Acompanhe!

Aumento da rentabilidade

Um dos objetivos do Project Management Office é garantir um bom gerenciamento dos projetos. Quando bem implantado, ele ajuda a aumentar as taxas de sucesso e aprimorar os resultados da empresa, consequentemente elevando sua rentabilidade. Isso ocorre principalmente porque o retorno obtido passa a ser maior, em comparação com o investimento que foi realizado inicialmente.

Possibilidade de melhorar a taxa de sucesso dos projetos

Com a centralização dos projetos em uma única gestão e o aumento da organização na forma como eles são conduzidos, além do direcionamento adequado de recursos, as chances de conseguir aumentar a taxa de sucesso são bem maiores.

Ajuda a criar produtos melhores

Com o PMO, o individualismo é praticamente eliminado. As equipes passam a ser formadas por especialistas de diversas áreas que atuarão em conjunto para atingir um objetivo em comum.

Além de quebrar a rotina em que os departamentos atuam isoladamente — cada um preocupado com seu próprio resultado — o escritório ajuda a aumentar a integração e o engajamento de todos os times. Assim, por meio dessa cultura, torna-se possível alcançar maior eficiência e entregar produtos que têm mais qualidade.

Os gerentes de projetos podem focar no que é relevante

Sem um PMO implantado, o gerente de projetos passa muito tempo acompanhando o andamento das atividades, controlando os recursos e monitorando as informações. Com o escritório de projetos, esse tipo de atividade passa a ser de responsabilidade do PMO.

Assim, os gerentes deixam de ter essa preocupação e têm mais tempo disponível para focar nas questões que são realmente importantes para o andamento do projeto. Isso garante aumento da produtividade, além de permitir uma maior dedicação a atividades que podem realmente agregar valor aos produtos.

Qualificação dos colaboradores

A implantação de processos do PMO é consistente e padronizada. A constante interação com outras áreas do negócio e o compartilhamento de informações faz com que o escritório de projetos acabe assumindo um papel de consultoria dentro da empresa. Nesse sentido, os colaboradores são constantemente treinados e conscientizados sobre as melhores práticas de trabalho.

Aprimoramento dos processos

Por meio do PMO, torna-se possível identificar os processos ineficientes e os pontos em que as falhas ocorrem. A vantagem aqui é que o escritório de projetos ajuda a promover correções e ações de melhorias, contribuindo para a consolidação de uma gestão mais enxuta — reduzindo os desperdícios, a ocorrência de erros e a necessidade de retrabalhos.

O resultado disso é a eliminação de tarefas desnecessárias (que não agregam valor ao resultado), aumento da produtividade, ganho de eficiência e garantia de maior qualidade.

Projetos alinhados à estratégia da organização

As organizações recebem inúmeras demandas diariamente. No entanto, elas precisam atuar de acordo com os recursos limitados que têm. O gerenciamento de portfólio garante que sejam priorizados os projetos estratégicos e aqueles que vão melhorar os resultados sem desperdício de tempo e dinheiro.

Mais qualidade

O escritório desenvolve e dissemina metodologias de gerenciamento de projetos de modo seguro, adequado, efetivo e robusto. Os processos padronizados para a gestão possibilita o aumento da qualidade dos projetos, já que as ferramentas e métodos já foram testados anteriormente e, inclusive, adaptados para ampliar as possibilidades de sucesso.

Capacitação dos gestores

O PMO é um centro de referência para a gestão dos projetos executados pelas organizações. Por essa razão, os gerentes acessam um repositório de boas práticas e tiram as suas dúvidas sempre que elas surgem. Consequentemente, eles se desenvolvem e o capital intelectual passa a ser mais valorizado.

Tomadas de decisões facilitadas

Esse departamento mensura os indicadores, organiza os dados dos projetos e aponta o status das atividades nas reuniões. Os gestores conseguem tomar decisões mais acertadas por ter acesso aos relatórios, registros e documentos que confere clareza e segurança às escolhas que são embasadas em critérios precisos e confiáveis.

Transparência para os projetos

A centralização dos projetos cria um panorama das atividades que estão sendo executadas nas empresas de modo que as iniciativas se tornam mais visíveis. Também apresenta quais pessoas estão envolvidas com as etapas e os recursos investidos nas iniciativas. Em virtude disso, os gestores visualizam também os impactos sofridos pela organização.

Enfim, agora você já sabe o que é Project Management Office! A Project Builder é a melhor opção para a sua organização, tendo em vista que é uma empresa especializada em oferecer soluções em gestão de pessoas e de projetos, reconhecida dentro e fora do Brasil por fornecer o melhor software de gerenciamento do mercado.

O que achou deste post sobre o que é project manager? Se ainda tem dúvidas, entre em contato conosco e solicite um atendimento!

Visite nossa página de PMO: https://www.projectbuilder.com.br/software-pmo/

metodologia FEL

Metodologia FEL – Sistema de Validação por Portões de Entrada

A Metodologia FEL – Front End Loading, não pode ser traduzida ao pé da letra, ou seu significado não faria muito sentido, de fato ela quer dizer: Validar ou Autorizar por partes. O FEL foi idealizado pelo IPA (Independent Project Analysis), empresa de consultoria fundada em 1987, cujo portfólio de serviços atendem megaprojetos, de alta complexidade e orçamento elevado. Esse enorme banco de dados de projetos motivou a criação de um sistema que pudesse trazer confiabilidade e assertividade na aprovação ou rejeição de projetos, evitando assim, gastos desnecessários ainda na fase de iniciação. Veja o que costuma acontecer quando a metodologia FEL não é aplicada:

  •  Planejamento incorreto e custos altos provocados por contínuos replanejamentos. Lembre-se que nessa fase, já há um bom número de recursos alocados que eleva bastante o custo;
  • Paralisações recorrentes durante a fase de execução, devido a um estudo de viabilidade falho e simplista;
  • Atrasos exagerados e, de uma certa maneira, inimagináveis na entrega do produto final; e
  • Cancelamento do projeto durante a execução, pela percepção, tardia e inequívoca dos custos reais para sua execuçã.

Portanto, a metodologia FEL procura evitar que um projeto siga em frente sem a certeza e garantia de que seus objetivos serão atingidos, principalmente em relação às finanças, o que é avaliado pelo ROI – Return on Investment (Retorno sobre o Investimento).

É sempre importante recordar o significado da figura abaixo, que explica a motivação para aplicação dessa metodologia de aprovação segmentada, ainda na dase de iniciação do projeto.

metodologia-fel-sistema-de-validacao-por-portoes-de-entrada-1

Na prática, a figura acima mostra que quanto mais avançado estiver um projeto, maior será o custo da mudança, que no mundo privado significa grandes prejuízos, às vezes inviabilizando todo o projeto. No setor público, os prejuízos são repassados para os cidadãos pagadores de impostos, o que explica o descontrole e a ineficiência dos projetos tocados com orçamento público.

Como Funciona?

metodologia-fel-sistema-de-validacao-por-portoes-de-entrada-2

Para que as empresas tenham um nível de assertividade elevado na análise e aprovação de megaprojetos, a maioria das empresas que possui boa cultura organizacional em gerenciamento de projetos, utiliza o método de aprovação dos portões ou a metodologia FEL.

Nesse sistema, são estabelecidas três etapas consecutivas:

  • FEL 1
  • FEL 2
  • FEL 3

Onde ao final de cada uma delas, é exigido uma APROVAÇÃO formal da alta gerência, do PMO estratégico ou da diretoria, representada aqui por um PORTÃO ou GATE. Nesse momento, o conselho avalia as entregáveis da etapa em questão. A principal entregável e grande diferencial da metodologia, diz respeito à qualidade e estreita margem de erro do orçamento final em relação ao custo real do projeto.

A cada fase de validação – representado pelos portões (gates), o parecer do conselho permite apenas três resultados:

  1. Aprovado para continuar seu caminho à etapa seguinte (permissão para atravessar o portão);
  2. Abortar o projeto; ou
  3. Reavaliar o empreendimento.

Somente após o projeto ter passado pelos três portões, e ter tido sua aprovação final, ele estará pronto para entrar na fase de execução e operação.

Se quiser saber mais sobre a aplicação desta metodologia, clique aqui.

Método GTD

Gerenciamento de tempo: veja como o método GTD pode ajudá-lo

São cada vez mais comuns as reclamações sobre a dificuldade em conciliar os horários para realizar todas as tarefas do dia a dia. Muitas vezes, a falta de organização é um grande empecilho, já que a quantidade de obrigações vira uma bola de neve e atrapalha a produtividade. A melhor forma de resolver esse problema é apostar em ferramentas de gerenciamento de tempo, como o método GTD.

Essa ferramenta é uma ótima escolha especialmente para quem lida com grandes projetos. A sigla vem do inglês “getting things done”, que, em tradução livre, significa “fazendo as coisas acontecerem”. A metodologia foi criada pelo americano David Allen e descrita no livro que leva o mesmo nome. No Brasil, o título da obra foi traduzido como A arte de fazer acontecer.

Quer saber como aplicar o GTD na sua rotina? Confira a seguir e descubra como se tornar mais produtivo!

Como funciona esse método de gerenciamento de tarefas

A base do GTD é o esvaziamento da mente. A ideia é simples: ao tentar não esquecer as tarefas, a pessoa não se concentra no que está fazendo e ainda corre o risco de deixar passar algo importante.

Por isso, o primeiro passo da metodologia é anotar todas as obrigações em um local, como um bloquinho, sejam elas profissionais ou pessoais. Obviamente, não há a necessidade de usar especificamente um bloquinho. Pode ser uma agenda, um caderno, aplicativos de tarefas no celular ou o que for mais prático para você.

Quando todas as tarefas já tiverem saído de sua mente, analise cada uma delas e divida-as da seguinte forma:

Tarefas rápidas

Essas são as tarefas que podem ser realizadas em dois minutos ou menos. Também chamadas de tarefas ASAP (sigla para “As-Soon-As-Possible”, ou O Mais Cedo Possível, em português), as atividades dessa categoria podem ser executadas a qualquer momento, especialmente nas horas em que o profissional ficar instigado a procrastinar.

Projetos

Aqui você deve inserir todas as obrigações que podem ser divididas em vários passos. Se possível, você pode inserir a descrição, os resultados esperados e um prazo para cada projeto. E não se esqueça de sempre colocar uma etapa do projeto em sua lista de tarefas prioritárias, evitando que a ideia seja deixada de lado.

Espera

As tarefas que são classificadas em esperadas são aquelas em que há a necessidade de aguardar uma ação de terceiro para finalizar a atividade. É importante definir um prazo para essas rotinas, especialmente uma data para entrar em contato com a outra pessoa para buscar uma posição sobre o avanço da tarefa. Assim, você pode garantir que todos os envolvidos cumpram os prazos acordados.

Calendário

Você possui uma reunião ou evento em um dia específico? Ele deve ser marcado no calendário.

Esteja atento à maneira de organizar essa categoria. O calendário deve apresentar apenas as atividades que são sensíveis a atrasos. Tudo aquilo que não possui uma data certa pode ser incluída na categoria de próximas ações.

Algum dia

Aqui vão todas as tarefas e projetos que você quer realizar, mas não tem um prazo definido para isso. Aqui podem ser inseridas as atividades que, por alguma razão, não são adequadas à lista de próximas ações ou à de projetos.

Em outras palavras, nessa categoria são incluídas todas as atividades que podem ser executadas um dia, mas que, por alguma razão, não serão executadas em um futuro próximo.

Porém, esteja atento à necessidade de revisar essa lista regularmente para evitar que projetos que possam ser executados agora jamais sejam colocados em prática.

Próximas ações

Nesse ponto é inserido tudo que não é tão urgente a ponto de ser feito no mesmo momento, mas deve ser resolvido. Esteja atento aos processos que estão nessa categoria, pois ela deve ter uma rotatividade maior do que as outras. Caso contrário, isso pode indicar uma tendência a acumular rotinas e gerar atrasos.

Referências

Links, livros e outros documentos que sirvam como ajuda para outras tarefas estão neste item. Mantenha essa lista organizada e, se possível, utilize tags. Assim, ficará mais fácil identificar para qual atividade uma referência serve.

Uma vez elencadas, comece pelas tarefas rápidas e execute-as no mesmo instante. Faça disso um hábito diário, para começar o dia eliminando vários itens da sua lista de obrigações. As tarefas rápidas não devem ser deixadas justamente por isso: são processos fáceis de serem solucionados e que, diante disso, não precisam ocupar um longo espaço na nossa agenda.

Eliminadas as tarefas rápidas, elas podem ser esquecidas. Isso é algo que alivia a mente e dá mais foco nas atividades seguintes. Depois, chega o momento de partir para as demais obrigações.

Programe-se para que os projetos e as ações sem prazo não acabem interferindo nos processos com data. Reuniões e eventos devem ser executados sem atrapalhar em outras rotinas e nos prazos do seu dia a dia.

As bases do método GTD

O GTD deve ser visto como um sistema para organizar tarefas. Ele não estabelece normas sobre como cada processo deve ser executado, mas sim a maneira que você deve classificar suas rotinas para ter um foco maior naquilo que é importante. Na base de tudo isso, existem cinco pilares, que são:

Captura de ideias

Registre todas as suas ideias, atividades recorrentes e projetos. Seja em um aplicativo mobile ou em um caderno, mantenha o registro em uma ferramenta que melhor se adapta ao seu perfil de trabalho.

O importante, nesse caso, é que a barreira de uso da ferramenta de registro deve ser a menor possível. Ela deve estar moldada de tal forma que, assim que for necessário, você conseguirá criar uma tarefa ou anotação com o máximo de agilidade possível.

Clareza de rotinas

Tenha transparência e saiba fazer bons registros, com objetividade e detalhamento. Em vez de anotar “planejar férias”, divida o planejamento em etapas simples e claras. Isso diminuirá grande parte das barreiras mentais que criamos para executar uma longa tarefa.

Se existir algo que pode ser executado rapidamente e naquela hora, faça. Caso algo tenha que ser delegado para outra pessoa, delegue. Não deixe para depois algo que pode ser feito agora: isso servirá apenas para deixar a sua lista de tarefas mais longa e complexa.

Organização

Tenha uma boa organização. Use a classificação listada no tópico anterior para priorizar tarefas corretamente e não deixe de dividi-las em categorias. Se possível, faça um conjunto de listas de itens relacionados ao seu trabalho, estudo ou tarefas domésticas.

Mesmo que você não vá fazer algo agora, garanta que todos os seus processos estejam organizados da maneira correta e os devidos alertas estejam configurados. Dessa forma, você terá mais capacidade de identificar o momento certo para executar cada rotina.

A importância da contextualização das tarefas

Separe os passos de cada projeto como tarefas diferentes para ter uma visão global de tudo que deve ser feito. Agora, será necessário dividir essas obrigações por contextos. De forma geral, o contexto é onde ou como você precisa realizar a tarefa.

Por exemplo, as tarefas “mandar e-mails” e “pesquisar métodos de gerenciamento de tempo” são feitas no contexto computador. “Comprar pão” está no contexto mercado. “Contratar um estagiário” é do contexto trabalho. A ideia é que você elimine todas as obrigações de uma só vez sempre que estiver no contexto para tal.

Pare sempre para refletir

Sempre reflita sobre o estado atual da sua lista de tarefas. Avalie quais são os próximos passos que devem ser tomados, identifique o que está mal registrado e refaça a sua lista de prioridades sempre que necessário.

Se você encontrar algo que pode ser feito naquele momento, não deixe para depois. Não se esqueça de avaliar em quais pontos o progresso está ocorrendo em uma velocidade menor, de tal forma que seja possível melhorar o fluxo de trabalho, corrigir erros e manter-se com o máximo de produtividade possível sempre.

Mantenha o engajamento

Não se esqueça de manter-se engajado. No momento em que a próxima rotina for escolhida, execute-a. O seu sistema está estruturado, portanto, não há motivos para não colocá-lo em prática o tempo todo.

Esses são os princípios básicos do GTD. Em resumo, ele dará a qualquer pessoa que utilize o método uma forma mais ágil de lembrar o que deve ser feito, quando deve ser feito e os passos necessários para entregar o máximo de resultados todos os dias.

O método GTD é, em outras palavras, um sistema simples para classificar, organizar e priorizar tarefas diárias. Por meio dele, é possível evitar confusões, atingir um número maior de metas e conseguir focar melhor naquilo que é importante.

O método GTD na prática

As dicas anteriores já são ótimas para otimizar o gerenciamento do seu tempo, porém só uma parte da metodologia foi apresentada. Depois de coletar a lista de tarefas, processá-las de acordo com a prioridade e organizá-las por contexto, chegou a hora de cumprir as suas obrigações.

Quando as listas são feitas em papel, é indicado comprar uma bandeja de entrada, vendida em papelarias. Na parte de cima, ficam todas as tarefas em aberto, por ordem de prioridade. Embaixo, as que já foram eliminadas. Assim, conforme for realizando, você se livra das obrigações sabendo exatamente tudo o que ainda tem que fazer, evitando a procrastinação.

Uma vez por semana, é indicado que você tente revisar as tarefas da bandeja de cima. Nesse período de tempo, as prioridades podem ter mudado, novas obrigações entraram no ciclo ou você pode encontrar itens que está postergando por não saber como agir. Nesse caso, tente quebrá-los em mais tarefas para desenhar um modo de ação na sua mente.

Por último, chega a hora de executar o método. Agora que a ordem de importância está estabelecida, você pode ir se movendo de contexto em contexto e realizando uma a uma. Como o GTD é um método cíclico, dificilmente a bandeja ficará vazia. Porém, as tarefas não vão se acumular mais como antes, dando aquela sensação de dever cumprido.

Adaptando o método GTD à sua rotina

Um dos melhores pontos de usar o Getting Things Done como método de gerenciamento de tarefas é que ele é muito simples, facilitando a adaptação para as necessidades de cada um. Quem não quer ficar rodeado de papéis, por exemplo, pode usar aplicativos de celular, como Evernote, Wunderlist ou Todoist.

Cada uma dessas soluções digitais possui características próprias. Portanto, avalie como cada uma pode se alinhar ao seu perfil de trabalho e garantir os melhores resultados.

Evernote, por exemplo, é um serviço voltado para anotar várias ideias. Nele, a divisão de registros é feita em cadernos (nos quais os blocos de notas são inseridos). Cada nota pode conter listas de tarefas, anotações de textos e conteúdos multimídia.

Já o Wunderlist e o Todoist, por exemplo, possuem um foco maior na execução de atividades. O Wunderlist, por exemplo, permite que uma atividade inclua um anexo com anotações e arquivos, mas não são essas as suas principais funcionalidades.

Outro ponto que ajuda muito a adaptar o GTD às necessidades de cada um é fazer o processamento de tarefas diariamente. Em outras palavras, você escolhe o que dá pra fazer e encaixa as suas obrigações no calendário, junto às tarefas já programadas. Para evitar frustrações, tenha sempre uma hora em aberto para imprevistos.

O método GTD e o gerenciamento de projetos

A metodologia é especialmente útil para quem lida com projetos. Ao dividir o escopo em tarefas menores, a chance de esquecer de executar alguma ação diminui, tirando o peso da preocupação. Também fica mais fácil fazer as coisas caminharem, já que as ações são mais simples de executar.

Nesse sentido, para maximizar as chances dos projetos darem certo nos prazos definidos durante as etapas de planejamento, o gestor pode instigar os profissionais a terem essa metodologia aplicada no seu dia a dia. Portanto, demonstre como o método GTD pode otimizar o tempo e dê dicas para que todo o time tenha ele como principal forma de priorizar o que deve ser feito todos os dias.

Durante o dia a dia, não há mais com o que se preocupar. Em vez de ficar planejando e pensando no que fazer, você só terá que executar suas tarefas na ordem em que elas aparecem. Simples assim. A tentação da procrastinação e preguiça ainda existem, é claro, mas depois de organizar tudo tão bem, as chances de querer colocar as coisas em prática aumentam.

O GTD é uma poderosa metodologia de gerenciamento de tempo que pode ser usada em diversas situações, mas que encontrou nos gestores de projetos seu público mais cativo. Sua simplicidade pode até espantar a um primeiro olhar, mas é eficiente: quem experimenta, não consegue largar.

Gostou das nossas dicas de gerenciamento do tempo com o método GTD? Então compartilhe o texto nas redes sociais e ajude outras pessoas a terem uma rotina mais organizada e eficiente!

E não se esqueça de se inscrever em nossa NEWSLETTER para receber nossos conteúdos quinzenalmente.

Agricultura 4.0

Agricultura 4.0: entenda como o setor está se tornando cada vez mais tecnológico

A transformação digital é uma tendência marcada pela sua presença em vários setores. No agrícola, por exemplo, ela está mudando todos os processos de gestão e manipulação de informações. Esse processo de digitalização de rotinas ganhou o nome de Agricultura 4.0.

A Agricultura 4.0 é marcada pela automação, o uso intensivo de dados e o alto custo-benefício de todas as rotinas. Apoiadas nela, empresas podem melhorar o seu fluxo de trabalho, entender melhor o que pode ser feito para atingir maior produtividade e serem mais competitivas. Além disso, a digitalização garante a previsibilidade necessária para fazer negócios nesse setor.

Se você quer saber mais sobre a Agricultura 4.0 e como migrar para ela, leia o texto a seguir!

O que é a Agricultura 4.0?

A Agricultura 4.0 pode ser definida como a digitalização dos processos do setor agrícola. Assim como a Indústria 4.0, ela é marcada por grandes investimentos em ferramentas tecnológicas. Eles buscam digitalizar e automatizar rotinas, integrando a TI em áreas em que, tradicionalmente, ela não estava presente.

O investimento na Agricultura 4.0, portanto, é marcado por uma grande mudança na cultura do ambiente de trabalho. Os times terão conhecimentos de ponta para manusear, otimizar e aproveitar os benefícios de um fluxo de trabalho automatizado e rico em dados. Isso permitirá atingir melhores resultados e sempre ter uma rotina de alta performance.

Quais as inovações dessa tendência?

A Agricultura 4.0, como apontamos, é marcada por uma grande presença da TI no fluxo de trabalho. Confira a seguir quais são as inovações tecnológicas que fazem parte dessa tendência!

Uso do Big Data e do BI

A análise de dados é um ponto básico de qualquer setor que está em dia com a transformação digital. Para entender como automatizar rotinas, que decisões de planejamento tomar e que investimentos fazer, todo gestor precisa de informações de qualidade. Além disso, deve contar com meios para torná-los valor agregado para a companhia.

Nesse sentido, o Big Data e os softwares de BI são fundamentais para otimizar o uso de informações na Agricultura 4.0. Essas soluções são a base para equipes identificarem tendências, avaliar o impacto de decisões e entender o que fazer para lidar com as demandas de consumidores. Por isso, não deixe de contar com elas na sua jornada digital.

Implementação de sensores da Internet das Coisas

A Internet das Coisas é uma das principais tendências relacionadas à transformação digital. Os sensores da IoT permitem a negócios ter mais dados sobre o seu fluxo de trabalho. Ao mesmo tempo, facilitam a automação de rotinas.

Na Agricultura 4.0, por exemplo, a Internet das Coisas pode ser utilizada para otimizar o ambiente em que animais são criados. A partir da análise em tempo real de todos os locais em que eles se encontram, ajustes podem ser feitos na distribuição de alimentos, água ou nos sistemas de refrigeração. Isso garante o bem-estar de todos os animais da empresa.

Já nas plantações, a Internet das Coisas otimiza o uso de todos os recursos necessários para criar um produto. O nível de nutrientes e água do solo será mensurado continuamente. Assim, a empresa poderá aplicar apenas a quantidade de água e fertilizantes necessária, otimizando os seus gastos.

Internet 5G

Para garantir que a Internet das Coisas esteja presente até mesmo nos locais mais remotos sem exigir grandes investimentos em infraestrutura de rede, a internet 5G será crucial. Ela tem como maior novidade a possibilidade de enviar e receber grandes quantidades de informações de maneira contínua. Além disso, traz as bases para um número muito maior de aparelhos conectados simultaneamente.

No ambiente agrícola, isso será fundamental. Afinal de contas, quanto maior a plantação, maior a necessidade de rede que suporte vários aparelhos enviando e recebendo dados continuamente. E, como o leilão do 5G já foi realizado, quem trabalha nesse setor já pode começar a preparar os seus investimentos.

Rastreamento de cadeia de fornecedores

As mudanças que afetaram o setor agrícola nos últimos anos não estão afetando apenas o nível de tecnologia existente no fluxo de trabalho da área. Elas também estão ampliando a necessidade de negócios atentarem-se ao seu impacto ambiental. Isso vale tanto para as atividades internas quanto as dos fornecedores.

Afinal de contas, negócios devem garantir que toda a sua cadeia operacional esteja bem estruturada, seguindo boas práticas de manejo ambiental. A tecnologia, nesse cenário, está representando um papel de destaque: novas soluções, baseadas em blockchain, permitem o rastreamento otimizado de toda a cadeia operacional, reduzindo as chances de que atividades que fiquem fora da política de compliance interna aconteçam sem a fiscalização necessária.

Como os sistemas de gestão integrada ajudarão a Agricultura 4.0?

A transformação de qualquer setor em um ambiente digitalizado demanda um investimento maciço em boas práticas de gestão. Isso só pode ser feito se os times tiverem acesso aos dados certos, ou seja, a uma boa ferramenta de gestão integrada. Ela garante aos profissionais os recursos necessários para sempre estar à frente da concorrência e, ao mesmo tempo, compreender os pontos básicos para avaliar que caminhos seguir para digitalizar o seu dia a dia.

Ferramentas de gestão centralizam dados e integram equipes. Isso ajuda os profissionais a entender que áreas precisam de investimentos prioritários, quais áreas necessitam de melhorias e como projetos devem ser organizados. Portanto, não é errado ver o investimento em um ERP como algo estratégico para quem quer fazer parte da Agricultura 4.0.

O setor agrário é um dos mais importantes para a economia brasileira. Para se manter competitivo, profissionais da área apostam em novas tecnologias e melhores práticas de gestão. Elas ajudam a entender com precisão as áreas que precisam de melhorias e otimizam os custos operacionais.

Os investimentos que levaram à modernização do setor agrário criaram a Agricultura 4.0. Nesse sentido, quem não se atualiza pode perder competitividade e deixar de fazer negócios. Por isso, não deixe de adotar as tecnologias que indicamos neste artigo para tornar a sua empresa agrícola mais competitiva!

Quer saber mais sobre como sistemas de gestão podem te deixar mais alinhado com as tendências da Agricultura 4.0? Então, fale com os nossos especialistas!

modelos de maturidade

Gestão de projetos – entenda seus modelos de maturidade

Gerir projetos exige técnica, e não é simples como alguns imaginam. Os fatores envolvidos e os diversos ajustes necessários no decorrer de um desenvolvimento são capazes de fazer com que os critérios de sucesso sejam alcançados e que seja notada a maturidade do projeto.

Clientes satisfeitos com o resultado, prazos efetivamente cumpridos como acordado, ausência de desvios no orçamento e produtos dentro das especificações técnicas são alguns dos pontos que definem o êxito de um projeto. É importante ainda ressaltar que tais parâmetros estarão sujeitos a variações no ambiente e riscos que podem não ser previstos.

Para saber um pouco mais sobre gestão de projetos e os modelos de maturidade, continue a leitura.

O sucesso de um projeto

Existem barreiras para que os projetos não atinjam o resultado esperado. No entanto, não só problemas externos surgem. Outras dificuldades frequentes e referentes à própria gestão do projeto devem ser foco de atenção, como:

  • não ter clareza ao comunicar o que precisa ser feito;
  • basear o plano em informações insuficientes ou inadequadas;
  • estimar pouco tempo para que as atividades aconteçam adequadamente;
  • superestimar o conhecimento dos envolvidos para execução das atividades;
  • estabelecer metas imprecisas e impossíveis de serem alcançadas;
  • desconsiderar a percepção de pessoas não envolvidas, como o usuário final.

Assim, cada gerente de projeto deve observar e buscar maneiras de resolver da melhor forma possível seus riscos e suas dificuldades para que o sucesso integral seja obtido.

Sabendo da importância da gestão de projetos dentro de uma estrutura organizacional, foram desenvolvidos padrões e modelos específicos para cada tipo. O guia mais usado e reconhecido mundialmente é o PMBOK, que sinaliza a existência de mais de 27 modelos de maturidade de projetos.

O modelo de maturidade

Um modelo de maturidade é uma forma para avaliar o quão hábil é uma organização para gerenciar seus projetos. Isso significa que ele possibilita a identificação do nível da maturidade em gestão de projetos e, assim, ajuda o gestor a definir o melhor caminho para que o sucesso pleno seja alcançado.

Dessa forma, encontram-se caminhos para elevar a produtividade geral e o nível de satisfação dos envolvidos. Os modelos de maturidade derivam dos esforços para um gerenciamento de qualidade dentro da indústria ao longo dos anos, em que a melhoria contínua nos processos busca resultados mais interessantes.

São diversas as formas de fazer a análise da maturidade, mas elas se baseiam na ideia de avaliar a competência organizacional na realização de atividades-chave. Os fatores que influenciam nessa competência em gestão de projetos são provenientes da soma dos esforços da equipe disponível, do gestor do projeto e da organização como um todo.

Os principais modelos de maturidade

Como dito, são muitos os modelos de maturidade disponíveis. Contudo, listamos aqui alguns dos principais e mais utilizados.

CMM e CMMI

Entre todos os modelos que ajudam na avaliação da maturidade do projeto, o CMM pode ser considerado como o seu primogênito. Criado pelo Software Engineering Institute (SEI) em Pittsburgh (Estados Unidos), o Capability Maturity Model surgiu como forma de suprir a necessidade que alguns profissionais tinham na área de software, principalmente no setor de desenvolvimento.

O CMM se mostrou importante por meio de uma organização de modelos que tinha como objetivo principal comprovar o nível de maturidade que determinada empresa tinha atingido. A ferramenta garantiu a possibilidade da maturação nos projetos que a empresa desenvolvia.

Já o Capability Maturity Model Integration (CMMI) é tido como um modelo mais evoluído do primeiro, e que também foi desenvolvido pelo SEI, tendo sua publicação no ano de 1992. Com uma proposta mais abrangente e visando uma comunicação mais definida entre cada processo de um gerenciamento de projetos, o CMMI tem uma entrega mais otimizada em desenvolvimento de software.

O CMMI tem quatro etapas para a sua avaliação:

  • treinamento da equipe que vai fazer a avaliação;
  • planejamento para executar a avaliação;
  • diagnóstico para poder realizar a avaliação;
  • discussão sobre os resultados obtidos.

Tanto o CMM quanto o CMMI são modelos que podem ser aplicados nas áreas de sistemas.

OPM3

Fundada no ano de 1969, tendo sede em quase todo o mundo, o PMI é uma instituição sem fins lucrativos que tem o interesse de associar todos os profissionais que trabalham com gestão de projetos. Por meio do interesse dos seus associados, foi criado o PMBOK, visto como um conjunto de boas e atualizadas práticas dentro de um PMO.

Não seria surpresa que essa empresa acabasse criando seu próprio modelo de maturidade, certo? O Organizational Project Management Maturity Model (OPM3) tem como principal proposta criar um padrão mundial para a criação e a avaliação das competências em qualquer empresa que tenha um gerente de projetos.

O OPM3 é um modelo que busca avaliar a maturidade do projeto com mais de 60 boas práticas. Um dos seus principais benefícios é o de desenvolver a capacidade da empresa propagar projetos de uma maneira correta e que esteja de acordo com um orçamento justo e típico do mercado.

Além disso, esse modelo é compatível com qualquer tipo de organização e busca se adequar a qualquer área de negócio, permitindo que a empresa possa trabalhar com qualidade — com o objetivo de desenvolver processos eficazes e ligados a boas práticas de projeto.

PMMM

Esse é um modelo, que busca avaliar a maturidade do projeto, desenvolvido pelo centro de pesquisas PM Solutions — uma das áreas do Center for Business Practices. O PMM foi criado com o intuito de treinar e dar consultoria a todos os profissionais da área de gestão de projetos.

Se analisarmos seu modelo, podemos dizer que ele é uma junção das áreas de conhecimento contidas no PMBOK e os cinco níveis de maturidade presentes no Capability Maturity Model (CMM):

  1. processos iniciais;
  2. processos estruturados e padronizados;
  3. padronização organizacional e processos institucionais;
  4. processo gerenciado;
  5. processo otimizado.

KPMMM

Recebendo o mesmo nome que do modelo de maturidade do projeto anterior, o Project Management Maturity Model foi criado pelo engenheiro, gestor e professor — que recebeu destaque pelo seu título de emérito — Harold Kerzner. Depois do seu lançamento em 1999, seu método recebeu duas novas atualizações e ambos os livros foram publicados em 2001 e 2005.

Seu modelo é constituído por cinco níveis:

  • linguagem comum;
  • processos comuns;
  • método singular;
  • benchmarking;
  • melhoria contínua.

Muitas empresas no Brasil foram contempladas por alcançarem o nível quatro (benchmarking) e o nível cinco (melhoria contínua).

No primeiro nível (linguagem comum) é desenvolvido um conjunto de termos peculiares que buscam identificar a necessidade de ter um bom entendimento e contribuir com a comunicação. Isso acontece para que a empresa possa desenvolver, definir e aplicar processos que buscam o sucesso em suas execuções no nível dois.

Para atingir o nível três, a empresa deve ser conhecida pela sua inteligência em unir todos os procedimentos em um único método — para que haja cooperação entre todas as áreas. Isso possibilita a avaliação do nível quatro, que valida se essa união pode estar presente em um cenário competitivo de mercado.

No final temos a melhoria contínua, que avalia o benchmarking da empresa e mostra o que pode ser feito para que ela sempre busque o aprimoramento.

MMGP

Lançando em 2002, mesmo ano do PMMM, o Modelo de Maturidade em Gerenciamento de Projetos (MMGP) foi criado por Darci Prado e tem duas opções de avaliação: setorial e corporativa.

Como o próprio nome já diz, a setorial visa avaliar um setor da empresa, e a corporativa avalia a empresa como um todo. O modelo também tem cinco níveis de maturidade e vem com um questionário de múltipla escolha com mais de 40 questões.

Project Framework

Desenvolvido pela empresa ESI Internacional, o Project Framework tem como objetivo avaliar a maturidade do projeto e possibilitar que as empresas melhorem seu modo de gerenciamento. Ele é construído usando todo o conteúdo do PMBOK e procura otimizar todas as áreas de conhecimento do projeto.

Também tem cinco níveis e é recomendado para empresa que buscam melhorar seu benchmarking, pois foca na busca por melhorias, procura manter a ordem dentro da empresa e melhora a vantagem competitiva por meio de seus processos.

Modelo Berkeley

Para aquelas empresas que querem saber sobre impactos financeiros e administrativos, o Modelo Berkeley, resultante de uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, pode ser uma opção para avaliar a maturidade do projeto.

O modelo conta com um questionário com mais de 140 questões a respeito de todas as áreas de conhecimento contidas no PMBOK e também das fases que projeto passa. Sua principal vantagem é que ele ajuda a empresa a ter uma visão mais estratégica e a mantém dentro das boas práticas de projetos.

A única desvantagem que esse modelo apresenta é a falta de fluidez entre seus níveis — e não corrobora da mesma forma que o modelo desenvolvido por Harold Kerzner.

As características dos modelos de maturidade

Ao avaliar qual é o modelo mais adequado para sua organização chegar a um alto nível de maturidade, é importante que alguns critérios fundamentais sejam observados.

Disponibilidade

Corresponde à forma como o modelo é, efetivamente, disponibilizado. Basicamente, é como o material necessário para implementação é obtido.

Formato de questionário

Em si, qual é o formato das questões do modelo? Se são abertas, fechadas, se usam escala Likert ou outros formatos. A ideia é entender qual se adapta melhor à sua estrutura de gestão.

Avaliação

Determina a fórmula quantitativa com a qual a sua maturidade é matematicamente mensurada. Ela demonstra se faz ou não sentido e sua abordagem administrativa.

Aderência ao planejamento estratégico

Avalia se o modelo de maturidade se encaixa adequadamente ou não — fazendo os devidos ajustes — ao planejamento organizacional estratégico e mesmo operacional.

Plano e medição de melhorias

Referente à forma como se dá a implementação de melhorias na gestão de projetos.

No geral, qualquer processo de gestão de projetos pode ser desenvolvido a partir do foco em um novo nível de maturidade, em implementação e obtenção de resultados. Assim, modelos de maturidade do projeto podem ser muito bem adaptados ao seu processo de gestão. O segredo é que você saiba onde a sua empresa está e como ela pode chegar ao sucesso na execução dos projetos.

A Project Builder é reconhecida mundialmente e trabalha com um software para oferecer soluções em gestão de projeto. O que acha de fazer um teste grátis por 15 dias da nossa plataforma?

Sistema Kanban

Saiba como implementar um Sistema Kanban na sua empresa

A procura por inovações e recursos que otimizem o funcionamento das empresas aumenta cada vez mais, acompanhando o mercado, que se torna mais competitivo, e a tecnologia, que não para de crescer. Nesse sentido, surgiram conceitos como o da produção enxuta, sistemas ERPs e curvas ABC.

Outro importante conceito que se desenvolveu foi o do Sistema Kanban. Ele vem sendo usado por diferentes empresas há muitos anos e acompanhou o desenvolvimento tecnológico e as várias melhorias de muitas organizações.

Conheça mais sobre esse sistema, seus princípios e vantagens, e a forma de implantá-lo em sua empresa!

ORIGEM E FUNCIONAMENTO

O Sistema Kanban surgiu no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, como resultado da necessidade de melhorar o nível de produtividade da economia do país. O nome significa “cartão visual”, mas também pode ser chamado ainda de gestão visual, registro, placa visível.

Trata-se de um quadro, pode ser uma folha de papel ou um software, em que se organizam cartões. Estes representam as atividades, sempre correspondendo a um fluxo predefinido de etapas. Na medida em que o trabalho vai se desenvolvendo, os cartões vão mudando de estágio. A cada novo trabalho, um novo cartão é criado.

PRINCÍPIOS DO SISTEMA KANBAN

Como todo sistema de trabalho, o Kanban segue certos princípios. São eles:

  • Visualização da Cadeia de Valor: acontece através da visualização das etapas do trabalho, seja por um quadro, por um software ou por outro meio (a ciência já comprovou que o cérebro processa uma informação visual 60 vezes mais rápido que um texto);
  • Desenvolvimento Por Estágios ou Adaptativo: é um processo de gestão de mudanças, no qual ocorrem adaptações, sempre priorizando a entrega do que é mais importante;
  • Caráter Restritivo: tudo se desenvolve em torno de etapas, facilitando o controle, a medição e o aperfeiçoamento do processo.

VANTAGENS DO SISTEMA

Quais seriam as vantagens desse sistema para a empresa?

  • Desburocratização dos processos, já que dispensa os documentos formais de controle;
  • Tempos menores de ciclos, favorecendo a agilidade na entrega de materiais e produção dos itens;
  • Visibilidade otimizada dos projetos;
  • Redução de custos e desperdícios, incluindo os gastos com implantação e fabricação, e a redução de itens no estoque;
  • Motivação da equipe, valorizando a função do colaborador;
  • Não exige tanta organização;
  • A produção controla o processo (maior objetividade e eficiência, bem como o aumento da qualidade do produto final).

TIPOS DE SISTEMA

O tipo mais comum é o de Produção, cartão que autoriza a confecção de uma quantidade específica de itens da linha de produção. Nesse tipo, os cartões se deslocam entre o departamento de fornecimento e a produção, sendo colocados ao lado dos itens assim que eles são produzidos e sendo removidos quando os itens saem para o estoque ou cliente.

O Kanban de Requisição especifica a quantidade que o próximo processo deve retirar do armazém, para a confecção dos itens. Já o Kanban de Transporte autoriza o deslocamento dos itens entre fornecedor e cliente. Geralmente, é fixado no produto (substituindo o cartão de Produção), sendo retirado no processo subsequente, de onde retorna ao estágio inicial.

PREPARAÇÃO DA EQUIPE

Para instituir o sistema no seu negócio, é fundamental que a equipe tenha um preparo prévio para recebê-lo. Invista em treinamento, apresentando os conceitos relacionados ao cartão, os princípios do sistema, as vantagens que trará, um exemplo de sucesso no uso dele.

Assim conseguirá vencer possíveis resistências e preparar o ambiente para a implantação do sistema. Uma equipe aberta às novidades, e bem capacitada, vai ajudar bastante para que o sistema dê certo.

ETAPAS DE TRABALHO

Outro ponto a se observar na instauração do sistema é a identificação das etapas de trabalho que a equipe segue para produzir um item, para concluir um serviço ou projeto.

Em geral, o processo começa em “TO DO” (Fazer) e é concluído em “DONE” (Feito). No meio do processo, a etapa se define como WIP, sigla para “Working In Progress” (Trabalho Em Progresso). Porém, o sistema pode ser facilmente ajustável às necessidades da empresa.

Outra identificação necessária são as classes de trabalho, pois elas ajudam a organizar com mais eficiência o quadro, categorizando as funções. Como exemplos, temos as classes:

  • User Story (História do Usuário): corresponde à descrição sucinta de um recurso;
  • Tasks (Tarefas);
  • Epics (Épicos): corresponde a uma estória maior (caso uma requisição seja muito extensa, será necessário quebrá-la em partes menores, chamadas de estórias, para manter a agilidade do processo);
  • Bug (Erro).

E assim por diante. Nada impede que você use categorias definidas em português mesmo, como: defeito; requisito; testes; melhorias.

NECESSIDADE DE PRIORIZAÇÃO

A atividade que deve ser feita logo deve se situar na parte superior do quadro. A divisão em categorias pode permanecer, mas deve existir uma ordem de colocação (estrutura de priorização). Dessa forma, será possível entregar valor em tempo hábil (o valor equivale ao produto que vai ser vendido ou ao item que será utilizado de alguma outra forma).

Uma boa dica é usar cores ou figuras geométricas para destacar as prioridades. Por exemplo, usar a cor vermelha para destacar, circular as atividades principais, indicá-las com uma seta ou número e outras formas de destaque.

A priorização exige um controle apurado que identifique as necessidades de alterações na ordem ou a adição de novos cartões. Assim, reduzirá custos e potencializará a qualidade total, evitando atividades desnecessárias.

Estabelecendo priorização no Sistema Kanban, você não correrá riscos como: entregar produtos atrasados ou sem eficiência (inclusive softwares); não cumprir as metas definidas; não conseguir realocar seus times de trabalho; deixar o cliente insatisfeito e, consequentemente, perdê-lo.

MEDIÇÃO DE DESEMPENHO E DOS RESULTADOS

Medir o fluxo de trabalho é uma forma de avaliar o sucesso ou as limitações do sistema. Você poderá usar o sistema de medição que melhor se adapte ao perfil da sua empresa, como gráfico de consumo, lead-time (tempo necessário para que um item comece e conclua seu fluxo de valor), curva ABC, indicadores de produtividade e assim por diante.

Realize o gerenciamento de riscos, fazendo simulações e identificando gargalos. Dessa forma, você poderá agir de forma preventiva, evitando perigos desnecessários e falhas graves. Hoje, já é possível realizar essas simulações com ferramentas automáticas.

Nunca se esqueça de que sempre é possível melhorar. Aproveite as oportunidades para aprimorar o desempenho do sistema, reduzindo ou ampliando a quantidade de etapas, priorizando as atividades que geram mais valor, informatizando o sistema.

O Sistema Kanban pode ser um grande aliado para o bom funcionamento da sua empresa, para a gestão de projetos, de clientes e da sua equipe. Ele pode colaborar para que seus resultados sejam visualizados de uma maneira mais clara e direta, além de ser um aliado da produtividade, ajudando a otimizar o tempo.

tratamento de não conformidade

Como fazer um tratamento de não conformidades em projetos?

Com certeza, já aconteceu de você estar à frente de projetos e surgirem imprevistos ou situações que geraram um resultado insatisfatório. Essa situação negativa pode ser trabalhada, mas, para isso, é preciso fazer um tratamento de não conformidade. É importante, portanto, saber que os processos ineficientes podem acontecer a qualquer momento, mas devem ser reduzidos para que a sua empresa evite os prejuízos. E a questão é: como conseguir isso?

Neste post, vamos apresentar como tratar as não conformidades de um projeto. O foco são as técnicas e ações que podem ser adotadas para que o resultado seja mais eficiente e resolutivo. Se você tem esse objetivo, acompanhe o artigo a seguir!

Conceito de não conformidades

Esses elementos estão relacionados aos processos que ocasionam resultados insatisfatórios, como produtos não conformes ou que não cumpriram determinado requisito/legislação, por exemplo, ISO 9000, ISO 14001 e por aí vai.

Em alguns casos, as não conformidades se traduzem em defeitos. Em outros, como geralmente ocorre com os projetos, são situações que não seguem os quesitos de padronização de práticas e métodos. Em qualquer dos casos, o produto, serviço, ou projeto está aquém do que é esperado pelo cliente.

O ideal é reduzir ou até eliminar as não conformidades. O segundo caso, porém, é quase impossível. Por isso, deve-se trabalhar para diminuí-las e tratá-las a fim de que o cliente obtenha o resultado esperado.

Tratamento de não conformidade

A melhor forma de evitar as não conformidades em um projeto é definir se seu escopo é condizente com o prazo e o valor para investimento. No entanto, um erro bastante comum, nas empresas, é ter esses três fatores desalinhados.

O resultado? O gestor pode perder o emprego. Por isso, é preciso analisar diversos indicadores para equilibrar as questões e chegar a um bom posicionamento no mercado. Assumindo essa posição, o gestor compreende os riscos que corre e o fato de que os problemas aparecerão. A partir disso, usa sua experiência para capitalizar o que puder nos âmbitos administrativos e financeiros para ter mais chances de alcançar o sucesso.

A finalidade, aqui, é ter mais eficiência, especialmente nos recursos que atrapalham o alcance de bons resultados, como mão de obra desqualificada, prazos, orçamento, entre outros.

Para mapear essas questões, é preciso atuar em quatro frentes:

  • identificação dos problemas: o surgimento da não conformidade exige seu tratamento imediato de acordo com os padrões aplicados durante todo o processo;
  • análise das causas: a não conformidade exige um tratamento adequado, que vá além da simples correção. Assim, evitam-se erros, retrabalho, custos desnecessários e desperdícios;
  • planos de ação: a finalidade é traçar uma estratégia acertada e eficaz, que considere o que, onde e quando a não conformidade aconteceu;
  • verificação de eficácia: o acompanhamento contínuo é necessário para que o tratamento seja colocado em prática. Nesse momento, vale a pena considerar as ferramentas adequadas aos processos.

Tenha em mente que a preocupação com a qualidade tem um custo menor do que com a não conformidade. Esse sempre deve ser o foco. No entanto, você precisa direcionar e saber alocar os recursos para evitar que novos problemas surjam.

Alguns fatores que ajudam no processo são:

  • conhecer a causa da não conformidade;
  • estabelecer soluções;
  • dimensionar o problema;
  • ter atenção aos detalhes.

Além disso, a equipe toda deve colaborar para evitar as ocorrências. Veja alguns exemplos de ações que podem ser tomadas:

  • treinar os colaboradores para que eles reconheçam uma não conformidade e saibam como proceder;
  • determinar indicadores passíveis de mensuração para acompanhar as não conformidades;
  • envolver a equipe no tratamento, não somente a área da qualidade;
  • usar indicadores e ferramentas adequados à organização e que sejam facilmente compreendidos.

Dicas para evitar a reincidência de não conformidades

As empresas costumam cometer alguns erros que ocasionam o retorno dos resultados insatisfatórios. Confira alguns deles e veja como não cair na reincidência de não conformidades:

1. Má coleta de informações

A análise feita para a não conformidade varia conforme as informações obtidas. É necessário que elas sejam centralizadas e relevantes. Assim, é possível encontrá-las sempre que necessário.

Lembre-se de que, para ter boas informações, você precisa entender a não conformidade e coletar o máximo de detalhes. Observe também os dados que, a princípio, são menores, porque eles tendem a ter grande influência.

Algumas técnicas que podem ser usadas nesse momento são: brainstorming, diagrama de Ishikawa e 5 porquês.

2. Conclusões precipitadas

Alguns fatores ocasionam a situação e levam à formulação de hipóteses. Isso pode ocorrer, por exemplo, em razão do não conhecimento sobre o tema, da análise superficial da concorrência, de avaliações anteriores de não conformidades similares, da falta de tempo etc.

É importante evidenciar que a análise da causa por meio de uma hipótese faz com que você tente provar que a suposição está correta. No entanto, isso pode levar ao bloqueio de outras informações. Ou seja, o restante do processo é direcionado por subjetivismos, e não dados coletados, resultando em ineficácia e desperdício de dinheiro, recursos financeiros e esforço.

3. Ações óbvias

A obviedade, muitas vezes, faz com que você não saiba o que fazer para que a não conformidade seja evitada. Afinal, se tudo fosse tão óbvio, grande parte dos problemas teria soluções fáceis.

Então, pense fora da caixa e conte com sua equipe durante o processo. Lembre-se de que qualquer ideia é válida, até as que parecerem absurdas. Afinal de contas, é isso que pode fazer você chegar ao sucesso.

4. Falta de envolvimento da equipe

Sua atitude pode ser a de centralizar a análise, mas é importante contar com outras pessoas que compreendam os processos na prática. São elas que executam as atividades no dia a dia e têm como indicar se o conceito poderá ser implementado e quais serão as possíveis consequências dessa decisão.

Além disso, contar com a ajuda dos colaboradores é uma maneira de obter novas ideias e pensar em estratégias que podem ajudar o projeto a ser mais bem-sucedido.

E você, já aplica essas estratégias para o tratamento de não conformidade na sua empresa? Ou ainda precisa melhorar alguns aspectos? Pense sobre isso e coloque as sugestões em prática. E não deixe de conferir mais dicas sobre assuntos relevantes para o seu negócio seguindo a gente nas redes sociais — Facebook, LinkedIn, Twitter, Google+ e YouTube.

Definir o escopo do projeto

Keep It Simple, Stupid: Porquê é importante manter a simplicidade na hora de definir o escopo do projeto

Definir o escopo do projeto é um dos momentos mais importantes em qualquer projeto, mas também um dos mais propícios ao surgimento de problemas. Durante essa fase, é comum que os gerentes e profissionais envolvidos nele compliquem algumas questões que poderiam ser tratadas de forma mais simples e clara, aumentando as chances de a execução exigir mais recursos e tempo que o planejamento inicial.

Para contornar esses obstáculos, manter a simplicidade em foco na hora de redigir o escopo pode ser o grande diferencial entre o sucesso ou o fracasso de um projeto. Entenda porque a simplicidade é importante na hora de definir o escopo do projeto:

Keep it Simple, Stupid

O termo KISS (sigla em inglês para “Keep it Simple, Stupid”), que no português pode ser traduzido como “Mantenha isso simples, estúpido”, é um princípio cunhado por um engenheiro norte-americano na década de 60. Ao criar a expressão, o profissional tentava demonstrar à sua equipe que o projeto de um avião de guerra deveria ser tão simples que pudesse ser reparado por um mecânico qualquer no campo de combate.

A partir daí, o termo foi adaptado e utilizado em diversas áreas, especialmente no desenvolvimento de softwares e de outros projetos mais complexos, para que o sistema seja concebido de forma simples para beneficiar tanto programadores quanto usuários.

Aplicado à gestão de projetos, o princípio KISS pressupõe que o escopo deve ser definido de forma simples para que a sua execução e o produto final sejam bem-sucedidos.

Apesar de conter a palavra “estúpido”, o princípio não remete que os projetos sejam desenvolvidas para usuários ou por programadores alinhados ao termo em questão. No KISS, projetos inteligentes pressupõem simplicidade com o objetivo de evitar excessos e problemas de funcionamento.

Evitando o scope creep

Quando o escopo é planejado de forma simples, a empresa consegue evitar o chamado “scope creep”, termo em inglês para representar aquelas mudanças ou incrementos nos requisitos do projeto que acontecem de forma totalmente descontrolada.

Para que isso possa ser alcançado, os gerentes do projeto devem se fazer duas perguntas antes da definição do escopo: “O que o projeto deve entregar?” e “O que o projeto não deve entregar?”.

As respostas às duas questões são igualmente importantes. Na primeira, a empresa irá fazer um exercício para definir o que realmente é esperado do projeto, evitando a inclusão de requisitos desnecessários que dificilmente serão cumpridos. Na segunda, atuará de forma preventiva, evitando que, durante a execução, mudanças e incrementos no escopo atrapalhem as atividades.

Melhoria na comunicação entre os envolvidos

A definição do escopo de forma simples também facilita a comunicação entre as partes envolvidas no projeto, sejam gerentes, gestores, equipe, clientes ou patrocinadores.

A linguagem não pode ser excessivamente rebuscada, possibilitando que qualquer um dos profissionais atrelados ao desenvolvimento do projeto seja capaz de entender o que está escrito com apenas uma leitura. Além disso, é importante evitar ambiguidades, garantindo que o escopo não gere dúvidas mais adiante.

Essas medidas também são úteis em casos de mudanças na equipe do projeto. Quando o escopo é simples, o novo membro poderá ter um entedimento rápido dos objetivos, bem como o que é possível fazer para contribuir com ele, reduzindo o período de aprendizado e agilizando sua participação na execução.

E você, já utiliza o KISS no desenvolvimento dos projetos que gerencia? Tem alguma experiência ou dica para simplificar o escopo? Compartilhe conosco através dos comentários!

lidar com conflitos

Como integrar equipes e lidar com conflitos entre departamentos

Um dos trabalhos mais desafiadores de um gerente de projetos é realizar a gestão de conflitos entre as equipes. No dia a dia, impasses mal resolvidos podem tomar grandes proporções, gerando dificuldades e lentidão em projetos.

Por isso, como gerente, você deve ouvir todos os lados, entender os pontos críticos, promover ações para integrar os colaboradores e, quando for preciso, dar a palavra final. O líder é o responsável por garantir a coesão do grupo.

Neste post, você vai conferir algumas dicas sobre como resolver os conflitos entre departamentos e integrar as equipes envolvidas em um mesmo projeto. Continue a leitura e prepare-se para colher os benefícios de uma gestão adequada!

Entenda a importância da boa gestão de conflitos

Todo projeto depende da cooperação e integração entre times e departamentos. Afinal, os bons resultados são frutos de um trabalho multidisciplinar, em que as competências técnicas e comportamentais de diferentes áreas devem soar harmonicamente.

Em síntese, como os conflitos estimulam sentimentos e comportamentos contraproducentes nos profissionais, criando barreiras à interação, eles precisam ser geridos e pacificados para que não haja repercussão nos resultados do grupo.

Um exemplo clássico são as brigas entre setores, que fazem com que os profissionais não deem a prioridade devida às solicitações vindas de outros departamentos. Com efeito, os projetos, dependentes da cooperação e integração, ficam em segundo plano.

Outro problema ocorre com os conflitos interpessoais. Quando os profissionais não se falam, não haverá o compartilhamento de conhecimento e experiência, tampouco o alerta sobre condutas que possam gerar prejuízos às metas do grupo.

Por isso, ao investir em relações harmônicas no ambiente de trabalho, investe-se indiretamente na própria empresa, especialmente em sua capacidade de concretizar projetos.

Desenvolva uma comunicação eficiente

A chave para integrar as equipes e lidar com conflitos é a comunicação. Você deve manter um contato próximo com todos os envolvidos, atentar para as atividades de cada um deles, bem como as dificuldades expostas.

Muitos atritos podem ser evitados com uma simples conversa “olho no olho”, com cada integrante expondo seus argumentos e mostrando como suas ideias impactam o projeto. Porém, essa comunicação deve ser eficiente.

Reuniões constantes, sem pautas claras e com duração indefinida, costumam não trazer resultados efetivos. Sempre que reunir equipes de vários departamentos, tenha um objetivo cristalino e faça encontros rápidos, ouvindo todos os lados e buscando a solução para um “problema” preestabelecido. Ao fim da reunião, envie a ata e o que foi decidido para todos.

Além das reuniões, crie canais de comunicação direta. A porta do gerente de projetos deve estar sempre aberta. Você precisa se disponibilizar no surgimento de um conflito, na redefinição de estratégia e, até mesmo, para intermediar relações em busca de uma solução efetiva.

Criar canais para os setores conversarem entre si e tentarem resolver as questões sem necessitar do seu intermédio também é uma boa ideia. Estimule o uso inteligente do e-mail, telefone e, principalmente, encoraje os encontros pessoais entre as áreas quando for possível.

Não adie os problemas

O principal erro que gerentes de projetos cometem ao lidar com um conflito é adiar o problema esperando que, de alguma maneira, ele se resolva sozinho. Isso não vai acontecer e, quando você menos esperar, poderá ter tomado uma dimensão desnecessária e evitável caso tivesse intervindo antes. Como estará sempre conversando com as equipes, você conseguirá usar a sua percepção para entender quando determinado assunto pode gerar um conflito.

Assim que perceber um impasse, ouça os lados envolvidos e sente com cada um dos integrantes deles para resolver. Evite que as disputas tomem grandes proporções e, principalmente, que uma disputa de ego acabe entrando em jogo. Sendo rápido e incisivo na resolução dos conflitos, dificilmente eles crescerão.

Busque um denominador comum

Você deve ouvir atentamente todos os lados envolvidos e fazer com que eles dialoguem, tentando achar a melhor forma de resolver um problema. Caso aconteça um impasse, porém, você terá que tomar uma decisão. Busque sempre a melhor solução para todos, que não prejudique nenhum departamento e, ao mesmo tempo, influencie positivamente os projetos e a empresa.

Procure sempre uma resolução que seja “win-win”, ou seja, em que ambos os lados saiam ganhando, mesmo que pelo aprendizado. Claro que nem sempre isso é possível, mas tenha em mente encontrar um caminho que seja constituído pelas ideias de cada um desses lados. Faça com que ambos tenham que ceder um pouco pelo sucesso. Isso estimulará o trabalho em equipe de uma forma mais integrada!

Lide com a frustração de expectativas

Você vai tentar criar uma resolução que seja o melhor possível para todos os lados, porém, como gerente de projetos, o resultado deverá ser o melhor para o projeto e para a empresa. Por isso, pode acontecer de algum dos lados (ou talvez ambos) ficarem frustrados, por não terem suas expectativas totalmente atendidas.

Novamente, o segredo aqui é a comunicação. Explique como a sua decisão final foi o melhor para o projeto e de que maneira as ideias de cada um influenciaram essa decisão. Deixe claro que você deseja que todos participem com ideias, pensamentos e formas diferentes de trabalhar, mas que a decisão foi estrategicamente pensada. A transparência contribui bastante na mediação de conflitos!

Colha os benefícios de uma boa gestão de conflitos

Manter um contexto ameno e interações positivas pode refletir em uma série de benefícios, uma vez que as disputas internas repercutem na motivação e no desempenho dos profissionais. Basta imaginar como nos sentimos em ambientes pouco acolhedores.

A seguir, você conhecerá os benefícios de investir na gestão de conflitos e resolver os impasses das equipes e dos departamentos.

Melhoria do clima organizacional

Construir relações mais satisfatórias e um ambiente de trabalho mais ameno. Isto é, aqueles que participam de um projeto ficarão satisfeitos com o contexto em que estão inseridos e terão uma percepção mais positiva durante as suas fases.

Criação de planos de ação conjuntos

Estabelecer as condições para que as equipes e os departamentos atuem conjuntamente, de modo que todos os envolvidos terão maior facilidade para cumprir as suas metas. Isso é importante porque certos resultados só ficarão dentro das expectativas se houver a combinação de competências entre pessoas e setores.

Aumento da produtividade

Expandir a contribuição de cada profissional no dia a dia com a eliminação de comportamentos tóxicos à produtividade e criação de condições ideais de cooperação. Assim, a gestão de conflitos se refletirá na geração de valor, em termos quantitativos e qualitativos.

Redução de custos operacionais

Minimizar a necessidade de mão de obra e horas extras para concluir os projetos, uma vez que os profissionais estarão mais produtivos e inteiramente focados no trabalho. Os conflitos restringem a capacidade de cooperação das equipes e dos departamentos, deixando a conclusão dos projetos mais difícil para todo mundo.

Satisfação dos clientes

Aumentar a capacidade da empresa satisfaz as necessidades e desejos de seus clientes. Os avanços na produtividade e integração dos setores aumentarão a eficiência ao entregar valor para os contratantes, enquanto o clima organizacional tornará as equipes mais receptivas nos atendimentos.

Como você viu, a gestão de conflitos é fundamental para o desenvolvimento da empresa e também para o alcance de bons resultados na conclusão de projetos. Por isso, avalie seus processos e veja o que pode ser aperfeiçoado.

Se você quer ficar por dentro de outras dicas úteis para o seu trabalho, assine nossa newsletter! Assim, receberá conteúdos relevantes para a gestão de projetos e melhoria do desempenho da sua equipe. O que acha?