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Curva S: saiba o que é e como utilizá-la a favor dos projetos

No Brasil, a curva S é uma das ferramentas de acompanhamento mais utilizada e difundida no gerenciamento de projetos. No entanto, apesar de toda essa amplitude, ainda existem muitos mistérios e incompreensões em torno do assunto, causando dúvidas que se tornam comum entre os gestores.

Como identificar desvios e tendências em seus projetos? Analisando datas e custos? Comparando valores planejados e reais em busca de uma estimativa de progresso? Tentando adivinhar as tendências que surgirão no decorrer do projeto?

Neste artigo, mostraremos que existe uma ferramenta muito mais eficaz do que as opções acima. Continue acompanhando para entender como a curva S pode ajudar você em sua gestão.

Entendendo o que é a curva S

Conhecida como um modo bastante eficiente de apresentação dos dados gerenciais para o acompanhamento de projetos, a curva S se baseia em uma representação gráfica capaz de permitir o contraste entre os desvios do que foi planejado em comparação com o realizado.

A apresentação simultânea demonstra todo o clico de vida — e, por isso, as tendências podem ser traçadas a partir do monitoramento do histórico — e a saúde do projeto. Por meio dessa análise, o gestor passa a ter maiores chances de intervir em casos que poderão comprometer os prazos ou os custos do delineamento.

O nome “curva S” esta ligado à regularidade do desembolso financeiro (custos) e realização física (trabalho). Afinal, é comum que o início do projeto seja marcado pelo mínimo de desembolso e avanço físico, que ascende e se estabiliza conforme as atividades avançam. Daí o formato de “S”.

Comparando o que foi planejado

A linha de base do projeto deve ser guardada sob sete chaves para que não ocorra a inviabilização da comparação do que foi previsto inicialmente com o que foi executado. Isso significa que o uso da curva S depende do empenho do gestor ao comparar o que foi planejado com aquilo que realmente ocorreu.

Quem quiser realizar esse feitio precisará organizar bem as informações durante o planejamento, registrando as atualizações sempre que possível.

Mesmo sendo uma prática condenável, não é difícil achar projetos gerenciados com base na atualização da preparação, desconsiderando a comparação que favorece o acompanhamento do projeto.

Comparando o que foi realizado

A curva S também depende das informações do desembolso financeiro e do trabalho desempenhado no projeto. Seja a organização mensal, trimestral, semestral ou anual, é necessário manter a linha de base do projeto preservada. Para isso, os dados deverão representar o que realmente ocorreu do ponto de vista físico (trabalho) e financeiro (custos).

Cruzando o planejado com o realizado

Com o planejamento preservado e o conhecimento do desembolso financeiro e da realização física, você já tem o necessário para plotar o gráfico da curva S.

Vale dizer que, apesar de poder ser feita em diferentes períodos, a comparação costuma ser feita mês a mês. Portanto, o previsto no planejamento mensal e o resultado obtido no mês determinado devem ser inseridos no gráfico para demonstrar os desvios positivos ou negativos do projeto.

Essa organização permitirá que você extraia a curva S, contrastando a realização com o planejamento elaborado. Analisar essa representação gráfica abrirá caminho para uma melhor compreensão do status real do projeto. Isso sem falar dos subsídios oferecidos para uma tomada de decisão mais assertiva mediante a observação da tendência.

Analisando a funcionalidade do gerenciamento de custos de um projeto, segundo o PMBOK

Como sabemos, os custos operam com diversos tipos de efeitos sobre um projeto. A proposta de gerenciar esses custos têm a ver com o tratamento dessas consequências durante todo o ciclo de vida planejado.

Além de ser um processo capaz de fornecer suporte para a análise da performance futura do produto do projeto (sendo um bem ou serviço), ao gerenciar os custos, o gerente de projetos passa a calcular o Retorno do Investimento (ROI), tanto real quanto estimado.

Em planos com mesmos tempo, escopo, qualidade e custos, essa planificação se dá na divisão da utilização do capital operacional (OPEX) e do capital fixo (CAPEX).

Aplicando a Curva S em seus projetos

Você já percebeu que neste artigo mencionamos a linha de base, ou baseline. Ela é traçada durante o processo de planejamento com os números que atuarão como fundamento das entregas, conforme as etapas.

Depois que essa linha é estabelecida, uma nova é criada conforme o que está sendo posto em prática. Imagine se você pudesse comparar aquilo em que se acredita que será realizado com o que foi possível realizar. É isso.

Planejamento e execução costumam ser diferentes e, na análise das linhas, quanto maior for a abertura, mais atrasada estará a obra. Tal praticidade auxilia o gestor na identificação de tendências de redução ou aumento da capacidade do time, que precisa entregar a obra dentro do prazo determinado.

Uma curva de acumulação possibilita o acompanhamento periódico da evolução das variáveis do projeto, verificação da evolução do cronograma e dos impactos consequentes de atrasos ou adiantamento das tarefas.

Essa aplicação também permite que haja a criação de parâmetros comparativos entre a performance esperada com relação ao andamento físico ou progresso dos serviços (materiais, custos e equipamentos), isto é, com o desempenho realizado.

Um gestor que deseja checar os eventuais impactos causados pela falta de conformidade entre a preparação e a execução encontra na curva S uma alternativa para obter sucesso em seus resultados. Afinal, nada melhor do que estudar a representação gráfica do status do projeto e alocação dos recursos de maneira visual e prática.

O formato da Curva S faz com que os profissionais possam perceber melhor se a concentração das tarefas permanece dividida de acordo com o que foi determinado no planejamento. É basicamente um instrumento de análise relevante desde os projetos simples aos mais complexos e extensos.

Se você tem problemas com o gerenciamento de prazo, fluxo de trabalho ou no workflow de aprovação dos seus projetos, chegou a hora tomar o controle da sua gestão e passar a tomar decisões com base em dados concretos. Assista agora a esta demonstração do Project Builder e descubra uma solução única e capaz de alavancar sua administração.

Certificação PMP

Certificação PMP: vença essa luta

A conquista da Certificação PMP não cai do céu. É preciso muita luta e coragem para sair vencedor desse desafio. Pense no lutador de MMA Anderson Silva se preparando para levar o UFC. É por aí.

O lutador tem que praticar todo dia, suar muito, estudar os adversários, desenvolver suas habilidades e técnicas perfeitas. Chegar ao UFC (Ultimate Fighting Championship) não é para amadores. Se o cara chegou lá, é porque deu e levou muita porrada por aí, sem desistir. Anderson Silva treinou, perdeu, ganhou muitas vezes até conseguir suas 15 vitórias consecutivas desde 2006.

O desafio é similar ao do gerente de projetos que quer ter sua Certificação PMP (Project Management Professional). Exige um alto nível de dedicação, concentração e entrega para atingir sua meta. Só para ter o direito de fazer a prova, é necessário ter um curso de quatro anos e 4,5 mil horas dedicadas à liderança ou à direção de projetos, ou então 7,5 mil horas, se não tiver o curso. É muito tempo! São mais de 10 meses seguidos, sem descanso. Haja projeto para se dedicar!

Então, para não perder essa luta, acompanhe algumas dicas e conquiste sua Certificação PMP:

1)    Ler o PMBOK

Lamentamos informá-lo que não há como fugir do Project Management Body of Knowledge (PMBOK). Sabemos que o texto é árduo e duro, sem comparativos com exemplos práticos. Mas a prova está baseada nas informações contidas no livro, então o jeito é se encher de coragem e encarar o adversário sem medo.

Ao ler o guia, você talvez estranhe o fato de nunca ter vivenciado nenhuma das situações explicitadas. Não se preocupe: provavelmente é verdade. É que o PMBOK apresenta um mundo ideal, com o melhor cenário possível. Nós, reles mortais, vivemos num mundo imperfeito. O jeito é desligar-se um pouco da realidade e seguir o que o guia diz para conseguir sua Certificação PMP. As questões do exame estão baseadas no guia, e não em sua experiência profissional.

2)    Usar outras fontes de informação

Faz parte da preparação para o exame realizar leituras complementares. Existem diversos materiais que poderão lhe ajudar a estudar, muito além do PMBOK, o que é um alívio. São de extrema utilidade, porque trazem os preceitos do guia para o mundo real, o que facilita bastante o entendimento. Além de tornar o PMBOK mais plausível, esses materiais oferecem técnicas de memorização e “notas mentais” que ajudam a lembrar das principais fórmulas, processos, técnicas, entradas e saídas.

3)    Estudar em grupo

Estudar com outras pessoas que estão buscando a Certificação PMP tem algumas vantagens. Entre elas está o volume de recursos materiais que cada um acumulou durante os anos de experiência no gerenciamento de projetos. Compartilhar esses materiais pode lhe ajudar a economizar uns bons trocados e enriquecer o conhecimento de todos. Outra vantagem é o compromisso. É como treinar: se você vai com um amigo, fica mais motivado. O grupo favorece a disciplina, e os colegas não vão deixar ninguém para trás. Mas onde encontrar essas pessoas? Numa academia de MMA é meio difícil. Então procure no capítulo PMI mais próximo de você. Certamente haverá outras pessoas na mesma situação.

4)    Fazer simulados

Realizar provas similares às reais ajuda bastante nos estudos para a Certificação PMP. Assim, você fica sabendo como é o estilo das perguntas logo no início da sua preparação. É de praxe dos exames oferecer nas questões informações demais, que não têm necessariamente a ver com a resposta que esperam de você. Saber separar o joio do trigo é de suma importância para ganhar tempo e assertividade. Um detalhe pode fazer toda a diferença entre uma questão correta e incorreta. Faça muitos simulados. Tenha o cuidado de usar perguntas diversas para não decorar as respostas, sem querer. O objetivo dessas provas prévias é lhe ajudar a entender como o exame está estruturado e melhorar suas chances de acerto nas respostas. Se conseguir uma pontuação entre 85% a 90% nos simulados, estará bastante tranquilo para realizar a prova de verdade.
 
5)    Estudar em cursos de áudio

Existem cursos de áudio que preparam para a Certificação PMP. São bastante úteis porque economizam seu tempo. Você pode ouvir quando está no trânsito, em viagens, esperando ser atendido no consultório, ou até antes daquela reunião com o cliente que está atrasada. Há cursos que separam os capítulos do guia PMBOK, com exemplos de como as perguntas aparecem no exame. Você vai se surpreender com o quanto poderá absorver dos conteúdos enquanto escuta os cursos.

6)    Treinar múltiplas escolhas

Lembre-se das provas que você fazia na escola e como você se preparava para realizá-las. Eliminar alternativas em testes de múltipla escolha ajuda no seu exame PMP tanto quanto ajudava no colégio. Uma ou duas respostas são obviamente erradas. Isso facilita a escolha da alternativa correta entre as restantes. Além disso, a sua primeira resposta geralmente é a certa. Não tente adivinhar. E, se ficar preso em uma questão, siga em frente e retorne mais tarde. Não arrisque o resto do seu exame empacado em uma única resposta.

Uma dica bastante útil para o exame de Certificação PMP é memorizar as fórmulas. Escreva num papel tão logo você se prepare para a prova. É uma preocupação a menos, e assim você consegue se concentrar melhor no exame.

A preparação para a Certificação PMP exige bastante trabalho. Requer esforço, persistência e dedicação. Mas você verá que o resultado valerá a pena, ao passo que atingirá níveis de excelência em sua carreira. Você validará o que já sabe, aprenderá novas habilidades e, de quebra, ganhará mais dinheiro ao desenvolver-se em sua trajetória profissional.

gestão de processos

Gestão de processos: 5 dicas de como estruturá-los

Os processos são as etapas essenciais na conquista de resultados do negócio. Cada avanço depende deles e é por isso que o gerenciamento precisa ser efetivo e de qualidade. Para alcançar essa performance, o ideal é contar com uma boa gestão de processos. Graças a ela, há uma completa organização dessas etapas e o melhor aproveitamento de seus impactos. Para que seja eficiente, é preciso que ela seja implementada de maneira consistente.

Na sequência, confira 5 dicas para estruturar a gestão de processos e acerte em sua elaboração!

Como fazer a estruturação adequada?

Os processos de um negócio não podem acontecer de maneira aleatória ou improvisada. É indispensável consolidar uma atuação que considere as principais necessidades e as potencialidades. Por isso, o ideal é estruturar essas etapas segundo algumas práticas.

Para que não restem dúvidas, separamos 5 medidas para colocar em prática e acertar na estruturação. Confira!

1. Realize um diagnóstico e um mapeamento

Reconhecer a situação atual é o primeiro passo para ter sucesso nesse procedimento. Por isso, comece com um diagnóstico para entender quais são os processos atuais, onde estão os principais gargalos e o que se encaixa melhor na situação do negócio. É interessante elaborar um mapeamento para entender onde estão todos os processos e como as etapas se relacionam. Quanto maior for a visibilidade, melhores serão os resultados obtidos com a gestão.

2. Elabore um planejamento estratégico

Depois dessa identificação inicial, é o momento de montar um plano que gere resultados efetivos. O planejamento estratégico tem a ver com quais processos entram, quais ficam, quais saem e quais serão modificados. Para nortear as decisões, basta considerar os objetivos estratégicos do negócio.

Se a intenção for obter maior dinamismo, é preciso reduzir a burocracia e tornar as etapas mais ágeis. Já se a intenção for ampliar a qualidade, pode fazer sentido incluir etapas voltadas para esse assunto. É nesse momento que devem ser definidos aspectos como o desempenho a ser alcançado, as métricas que serão utilizadas e o cronograma de implementação.

3. Monte um planejamento operacional

Ao falar nas ações que serão executadas, é o momento de se preocupar com o planejamento operacional. A ideia é definir como tudo deve ser feito, dentro dos limites e dos recursos disponíveis. É nessa hora que são especificadas as mudanças e como elas serão colocadas em prática. Também, é nessa fase que devem ser definidos os novos fluxos de processos e a nova organização. Esse planejamento operacional traz diretrizes importantes sobre como consolidar as alterações e como fazer esse projeto dar certo.

4. Ajude a equipe no processo

Mesmo que a gestão de processos pareça simples e não envolva muitas mudanças, é importante considerar os recursos humanos. É indispensável que os colaboradores estejam engajados e, principalmente, preparados. Se for necessário, treine o time para se adaptar às mudanças e executar os novos padrões. Dessa maneira, é possível garantir que as pessoas estejam prontas para entregar os resultados esperados.

5. Acompanhe e melhore continuamente

A gestão de processos não envolve apenas o planejamento e a execução das mudanças. Ela também inclui tudo o que acontece depois e como isso se relaciona aos objetivos estratégicos. Por isso, é indispensável ficar sempre de olho na performance. Confira os resultados e, com base nas métricas e indicadores, planeje outras mudanças. Ao investir na melhoria contínua, é possível aproveitar tudo o que esse procedimento tem a oferecer.

Quais os benefícios de uma boa gestão de processos?

Adotar as medidas desse gerenciamento é essencial para consolidar resultados positivos no negócio. Inclusive, essas medidas são indispensáveis para fortalecer o crescimento e o sucesso da empresa. Na sequência, descubra quais são as principais vantagens de uma boa gestão de processos e tire todas as suas dúvidas!

Maior visibilidade

Com uma gestão organizada e bem fundamentada, é possível ter muita visibilidade sobre o negócio e as etapas que o compõem. Isso ajuda a tomar decisões melhores, bem como permite que a atuação seja mais efetiva, já que considera os possíveis impactos nos vários pontos de atuação. Para conquistar um bom gerenciamento, isso faz toda a diferença e garante que os resultados a longo e médio prazo sejam otimizados.

Aumento da produtividade

Outro ponto interessante da gestão de processos é que ela permite obter uma elevação no nível de produtividade. Afinal, é possível garantir uma atuação dinâmica, eficiente e que atende, especificamente, aos interesses do negócio. Também, ocorre uma redução no nível de retrabalho, o que eleva ainda mais a eficiência. Isso leva a um aproveitamento melhor das pessoas, dos suprimentos e até das oportunidades disponíveis.

Redução dos custos

Já que a produtividade se eleva, é natural que ocorra uma diminuição nos custos gerais. Dessa maneira, é possível cumprir orçamentos de projetos com mais facilidade, por exemplo. Também, é uma forma de melhorar o retorno sobre investimento e o nível geral de lucratividade.

Aumento da competitividade

Não menos importante, essa é uma maneira de garantir um nível reforçado de competitividade. Afinal, com menos custos, mais lucro e mais eficiência, seu negócio sai à frente dos demais. Isso é indispensável para gerar novos resultados e até consolidar outros projetos. Dessa forma, é possível fazer com que os objetivos sejam alcançados de modo sistemático.

Como a tecnologia pode ajudar?

A verdade é que a gestão de processos pode ser favorecida pelo uso da tecnologia. Ela agiliza as etapas, reduz os riscos de erros e melhora a centralização de informações. Dessa forma, é possível reforçar vários aspectos e atingir os objetivos.

Nesse sentido, é preciso buscar ferramentas que incluam esse uso. Vale a pena recorrer a softwares diversos, como um sistema de gestão de projetos. Como eles são importantes para consolidar resultados variados, incluem processos que devem ser executados da melhor maneira. É por isso que vale a pena adotar as alternativas adequadas. Assim, todo o gerenciamento sai favorecido.

A gestão de processos tem que ser colocada em prática de maneira estruturada, seguindo alguns passos. Com essas dicas, você terá a chance de obter os melhores resultados para a empresa.

Já que falamos em estrutura, entenda tudo sobre a padronização de processos e descubra como colocar tudo em prática.

consultor organizado

10 hábitos de um consultor organizado

Vamos falar sobre a batalha diária e necessária de se vencer no dia a dia: permanecer um consultor organizado. Afinal, quando o caos se instala na rotina, o trabalho fica bem mais complicado, ineficiente e até mesmo frustrante. Mas manter o caos bem distante pode não ser uma tarefa fácil, porque aquela “lei básica”, a Lei de Murphy, parece sempre tentar se fazer presente na agenda de qualquer consultor.

Fica então a pergunta: o que um consultor organizado pode fazer para não ficar à mercê das mudanças de planos? Há diversas formas para fazer isso – e você certamente terá uma surpresa, ao perceber que nem tudo se trata de listinhas de roteiros diários. É tudo uma questão de trabalhar de modo inteligente e eficiente em relação à gestão dos seus projetos. Com vocês, 10 hábitos que são os verdadeiros mandamentos do consultor organizado!

1. Planeje seu dia

Ao começar seu dia de trabalho, tenha à disposição um roteiro pronto para você, com horários e anotações importantes sobre os pontos centrais do seu dia. Evidente que é preciso haver flexibilidade e prioridades, sempre intercalando atividades mais duras, com outras suaves. Tudo isso sem jamais se esquecer do tempo para seu almoço, que pode revitalizar suas energias no meio do dia. Em resumo, antes de trabalhar na consultoria de gerenciamento de projetos de outras empresas, comece pela priorização dos seus.

2. Procure dirigir o mínimo possível

Infelizmente, consultores precisam dirigir bastante. Ir de cliente em cliente é parte do trabalho. Mas procure reduzir o tempo em trânsito sempre que possível. Se você tem quatro reuniões em lugares diferentes, procure marcá-las de um jeito que você consiga se locomover o mínimo entre uma e outra. Evite ir do Oeste para o Leste da cidade, só para depois voltar à região oeste no final do dia. Além de facilitar sua vida, agrupar os compromissos por localização vai reduzir o risco de atrasos e os custos com combustível também.

3. Compre um smartphone

Nesse meio profissional, todos costumam ter gadgets e dispositivos tecnológicos para acessar a agenda, consultar a internet, responder e-mails e localizar o endereço da próxima reunião. Para não andar com tablet, notebook, GPS e telefone para lá e para cá (se preocupando em carregar as diferentes baterias), procure centralizar a maior parte dessas funções em um smartphone. Seja iPhone ou telefone com sistema Android, o que importa é ter um único equipamento para ajudá-lo a se organizar ao longo do dia.

4. Armazene contatos

Com seu smartphone em mãos, certifique-se de que os principais aplicativos estejam atualizados e os novos contatos sejam sempre armazenados. Inclua o máximo de dados possível: não apenas nome e telefone, mas nome completo, empresa, telefone direto na empresa, número do celular e e-mails. Vai evitar que de repente você se depare com uma lista de 15 pessoas com o mesmo nome, sem saber exatamente a qual delas é a que você precisa dar retorno. Além disso, grave uma mensagem de voz solicitando contatos completos a quem deixar recado, como: “Não posso atender agora. Informe seu nome, empresa em que trabalha e telefone. Darei retorno assim que possível”. Serão muitos os momentos em que você estará em reunião, sem poder interromper e atender ligações. Checar a caixa de voz ao longo do dia pode ajudar a mantê-lo atualizado sobre o andamento de projetos e permitirá atender as dúvidas de clientes.

5. Possua informações básicas dos clientes

Valor total da receita bruta anual, receita líquida, principais fontes de receita, margem operacional e total do market share são alguns dos dados que você vai precisar ter à mão. Ao avaliar e ao executar os projetos dos clientes, se algum desses números gerar dúvidas, você vai precisar interromper o fluxo de trabalho para levantá-lo ou revisá-lo. Evite esse tipo de contratempo colhendo os dados já no início dos trabalhos e mantendo-os disponíveis para consultar a qualquer momento.

6. Pesquise sobre o corpo administrativo das empresas

Conhecer como a empresa aprova projetos internamente, quem é o responsável por cada área, o papel dos superintendentes, diretores e mesmo do CEO pode ser bastante vantajoso para qualquer consultor que planeja se destacar nesse concorrido mercado. Pelo site da empresa ou Linkedin, procure reconhecer inclusive os rostos dessas pessoas. Há muitas histórias de consultores novatos que tiveram uma conversa informal com um funcionário no refeitório da empresa e, uma semana depois, vieram a saber que aquela pessoa era, na verdade, um vice-presidente executivo.

7. Fique por dentro da concorrência

Não leva mais de algumas horas de pesquisa e faz com que você consiga perceber, de forma mais clara, qual a real posição do seu cliente no mercado. Para isso, tenha acesso a relatórios de pesquisa das empresas do setor que você atende, consulte analistas de mercado, sites de finanças e outras fontes.

8. Leia todo documento preparado pelo cliente

Essa é mesmo uma lei. Na véspera da reunião com o cliente, reveja as últimas versões dos documentos trocados, sempre com muita cautela. Dados imprecisos ou mal redigidos podem levar a problemas ao longo do trabalho e podem colocar em jogo a sua reputação profissional.

9. Faça backups

Siga o mandamento dos escoteiros e esteja “sempre alerta”. É óbvio que ninguém pedirá que você carregue cinco tablets, quatro laptops e HD externo. Mas faz parte do seu trabalho garantir que as informações estão seguras e fazer cópias dos documentos importantes em pastas na nuvem (usando Dropbox ou Google Drive, por exemplo). Pedir adiamento de prazo em cima da entrega de algum projeto com a desculpa de problema no computador ou perda de documentos é sinônimo de falta de profissionalismo.

10. Desenvolva bons hábitos… e rápido!

O quanto antes desenvolvermos bons hábitos na área de gerenciamento de projetos, melhor nos sairemos em nossos planejamentos. No caso dos consultores, isso significa ganhar novos e mais clientes, com base na reputação adquirida pelo sucesso de projetos entregues. O legado do árduo trabalho é a respeitabilidade e a visibilidade que ele permite alcançar. Portanto, não deixe para amanhã para começar a mudar sua conduta e vida profissional.

Que hábitos você tem que o ajudam a se manter um consultor organizado? Compartilhe suas dicas nos comentários!

ferramentas ageis

Quais são os principais tipos de métodos ágeis?

Diante dos desafios do mundo corporativo, marcado pela alta tecnologia e competitividade, o desenvolvimento de produtos e serviços de software precisou acompanhar esse ritmo. Para isso, surgiram os métodos ágeis (do inglês Agile Software Development). Como o próprio nome diz, eles envolvem um conjunto de metodologias que servem para acelerar o ritmo dos processos de desenvolvimento de software.

Neste conteúdo, vamos explicar a origem das ferramentas ágeis e apresentar os principais tipos existentes. Além disso, vamos falar sobre as suas vantagens para os clientes e para as equipes. Aqui, você vai descobrir detalhes sobre scrum, lean, Kanban, Smart e vai entender como usar cada um deles nos projetos da sua empresa.

Gostaria de saber mais sobre os principais tipos de métodos ágeis? Continue a leitura deste artigo!

Como surgiram e para que servem os métodos ágeis?

Com sua origem datada em meados dos anos 1990, o conceito de Agile não demorou a ser difundido entre os especialistas, o que resultou na criação de diferentes modelos que dão suporte à gestão de projetos. A razão pela qual sugiram os métodos ágeis é fazer frente aos modelos tradicionais, apontados como lentos e burocráticos, com o objetivo de reduzir o ciclo de desenvolvimento em semanas ou meses — nos modelos “conservadores”, esse ciclo pode durar anos.

Vale destacar que o termo “projetos”, no universo do desenvolvimento de software, de acordo com o PMBoK (Project Management Body of Knowledge), significa “esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo”.

Portanto, partindo do princípio de que os projetos têm início e fim definidos, e que eles são planejados e desenvolvidos em etapas, algumas das principais características — além da agilidade — dos métodos ágeis são:

  • processo incremental (quase uma antítese do tradicional modelo de cascata);
  • colaboração do cliente;
  • adaptabilidade (cada projeto está sujeito a passar por várias modificações);
  • simplicidade;
  • feedback constante;
  • equipes pequenas (mas com alto nível técnico) etc.

Em 2001, foi lançado o Manifesto Ágil, no qual o conceito é explicado detidamente e os seus 12 princípios estão disponibilizados — recomendamos que confira o texto oficial para melhor compreender o Agile. Após essa breve introdução sobre os métodos ágeis, daremos prosseguimento ao conteúdo apresentando:

  • os benefícios do Agile para os clientes;
  • as principais vantagens para a equipe;
  • os principais tipos de métodos ágeis.

Quais são as vantagens dos métodos ágeis para os clientes?

Eles geram diversos benefícios para todas as partes envolvidas em um projeto e, principalmente, para os clientes de uma organização. Abaixo, estão algumas vantagens que merecem destaque!

Agilidade

O tempo de entrega do produto é um dos maiores benefícios dos métodos ágeis na perspectiva do cliente. O ciclo extremamente reduzido — em comparação aos outros métodos — é um atrativo que faz toda a diferença.

Por exemplo, imaginemos como o consumidor — potencialmente interessado em adquirir soluções desenvolvidas “na medida” e que atenda todas as suas necessidades — receberia a notícia de que a previsão de entrega é de 10 meses. Ou seja, durante todo esse tempo, a empresa terá que se conformar em ficar estagnada, sendo atropelada pela concorrência, adquirindo produtos de software prontos para mitigar os efeitos negativos do atraso.

Colocando-se no lugar do cliente, qual seria a sua resposta? Valeria a pena aceitar que o processo é demorado, custa caro e é dificultoso em termos de implementação? Esse panorama muda completamente quando o desenvolvedor usa métodos ágeis, pois o prazo de entrega é consideravelmente reduzido e, de quebra, se baseia em várias entregas, em vez de uma.

Múltiplas entregas

Dando continuidade ao tema, as múltiplas entregas que fazem parte do ciclo ágil permitem que o cliente adquira expectativas de como o software funcionará, muito antes de chegar à versão final.

Outro destaque é que a equipe pode desenvolver uma versão do software a ser usada pelo cliente, antecipando o desenvolvimento das partes funcionais do programa, assegurando que ele veja um retorno de investimento (ROI, return on investment) quase imediato. Por fim, as eventuais falhas apresentadas pelo software podem ser detectadas pelo cliente e, assim, corrigidas com antecedência pelos desenvolvedores.

Participação no projeto

Além da entrega contínua de versões do software, as metodologias ágeis integram o consumidor ao projeto, de modo que suas solicitações e feedbacks sejam prontamente assimilados pela equipe. O diferencial dessa intensa participação do cliente está, acima de tudo, na transparência agregada ao ciclo do projeto. Isto é, o cliente fica a par do que acontece, dos recursos que são desenvolvidos no momento etc.

Em adição a isso, o cliente tem a oportunidade de estimar as novas funcionalidades em cada fase do projeto. Portanto, sempre que uma nova fase se iniciar, o cliente terá uma expectativa bastante realista dos recursos que receberá.

Customização do produto

Por último, está a possibilidade de customizar o produto de acordo com necessidades e preferências, pois os métodos ágeis têm alta adaptabilidade. Suponha que, devido a mudanças em alguns processos do negócio, o cliente precise solicitar modificações — tanto sutis quanto radicais — de última hora, como a exclusão de recursos recentemente adicionados e a inclusão de outros até então não cogitáveis.

Pela excelência técnica e conhecimento das práticas envolvidas nas metodologias, a equipe estará pronta para atender às solicitações e, então, entregar um produto em conformidade com as novas especificações.

Quais são as vantagens dos métodos ágeis para a equipe?

Agora que você já entendeu quais são as vantagens das ferramentas ágeis para os seus clientes, confira a seguir os benefícios que eles oferecem à sua equipe!

Entregas rápidas e frequentes

Logicamente, esse é um benefício que abrange tanto as perspectivas do cliente quanto da equipe. No caso da empresa, a maior vantagem é ter que gerenciar equipes menores e com profissionais experientes, o que facilita todo o processo.

Na prática, as equipes são subdivididas de maneira que cada uma se responsabilize por determinada funcionalidade do produto, ou seja, cada grupo tem suas metas e responsabilidades que, ao fim de cada estágio, se integram às demais partes. Isso traz vantagens em dois aspectos: o foco e a qualidade final de cada entrega.

A primeira delas é porque, simplesmente, os desenvolvedores se concentram em uma quantidade limitada de atribuições — inclusive, é o que ajuda a manter o pessoal motivado. Em adição ao foco vem a qualidade do produto, pois, com menos atribuições, os desenvolvedores têm mais tempo para aplicar a excelência técnica no código e no design.

Qualidade do produto

Em métodos tradicionais, o cliente só é ouvido quando o produto está finalizado, correndo sérios riscos de apontar erros logo na implementação e, também, de contrariar boa parte das suas menores exigências. Os métodos ágeis, por outro lado, consistem nas entregas em escala semanal ou mensal, integrando o cliente ao processo de desenvolvimento — no caso, prestando auxílio por meio de feedbacks.

Isso faz notável diferença para a qualidade final do software, visto que todas as falhas e modificações foram feitas muito antes do último lançamento. Assim, a expectativa do cliente tende a ser atendida com incomparável eficiência.

Previsão de cronograma e custos

Conforme veremos no decorrer do artigo, os métodos ágeis têm como parte do processo os Sprints, mas para facilitar a explicação, vamos nos adiantar sobre o seu conceito. Basicamente, o Sprint nada mais é que uma reunião formada pelos envolvidos no projeto. Em cada Sprint é estabelecido um conjunto de atividades a serem executadas em determinado espaço de tempo (Time Box).

Sendo assim, como em cada Sprint é definido o que será feito, é possível prever o tempo que o time levará para entregar o release, bem como planejar um cronograma para otimizar a agilidade e estimar o custo de cada recurso adicionado. Desse modo, a equipe define junto ao cliente quais recursos devem ser priorizados. A partir dos detalhes do Sprint, as duas partes analisam se haverá necessidade de iterações extras e quantas.

Mitigação de riscos

Considerando a participação do cliente no processo e os constantes testes de software feitos pela equipe, os bugs e as falhas que surgem durante o projeto são rapidamente identificados, seja pelo loop de feedbacks, seja pelos resultados dos testes. Essa vantagem se deve muito à liberdade que os projetos têm em relação às numerosas restrições impostas pelo planejamento. Supondo que o modelo de cascata fosse seguido, os bugs seriam detectados tardiamente e, sem dúvida, levariam mais tempo para serem corrigidos.

Quais são os principais tipos de métodos ágeis?

Daqui em diante, abordaremos brevemente os principais métodos ágeis aos quais a sua equipe pode aderir (FDD, XP, MSF, DSDM e Scrum). Vale salientar que não há a “melhor metodologia”, mas a solução mais adequada dentro do contexto da empresa.

Então, sem mais delongas, vamos a elas!

Feature Driven Development (FDD)

Criado em Cingapura, entre 1997 e 1999, o FDD é um método ágil que reúne as melhores práticas de outros métodos, como o Coad. A sua premissa básica tem o foco em funcionalidades, o que permite à equipe do projeto fazer um planejamento incremental, isto é, por fases.

Esse tipo de atuação ajuda a dar agilidade ao desenvolvimento de soluções em ambientes de extrema incerteza, nos quais as mudanças são inevitáveis. A programação por FDD começa com a visão global do negócio, já que esse método considera a soma de tudo mais importante de cada uma das partes separadamente.

Então, passa-se para o detalhamento do produto, com a subdivisão por áreas a serem modeladas, culminando na descrição de cada funcionalidade. Por se tratar de uma ferramenta com foco no desenvolvimento — assim como o XP, que veremos a seguir —, o FDD pode ser perfeitamente integrado ao Scrum, outro método ágil muito usado que também tem foco no planejamento e na execução do projeto.

Assim como os demais métodos ágeis, o FDD também apresenta melhores práticas que visam criar o ambiente ideal para o desenvolvimento de projetos. São elas:

  • desenvolvimento por funcionalidades;
  • um único programador é responsável pela funcionalidade desenvolvida;
  • controle de qualidade em todas as fases do projeto;
  • gerenciamento de configurações;
  • integração contínua das funcionalidades;
  • planejamento incremental;
  • teste de software.

eXtreme Programming (XP)

Também criado na década de 1990, o eXtreme Programming, chamado de XP, é um método ágil com foco no desenvolvimento de softwares com base em três pilares: agilidade no desenvolvimento da solução, economia de recursos e qualidade do produto final.

Para chegar à excelência nos serviços prestados, uma equipe XP deve se basear em valores, isto é, um contrato de atitudes e comportamentos que levam ao sucesso. Esses comportamentos e atitudes norteiam as ações da equipe XP em cada atividade a ser desempenhada, garantindo a integração e a sinergia necessárias para o bom desempenho. No caso, esses valores são:

  • comunicação;
  • simplicidade;
  • feedback;
  • coragem;
  • respeito.

Além dos valores, o método ágil XP também considera as melhores práticas de trabalho, que têm como objetivo garantir a efetividade da equipe XP, assim como a satisfação do cliente, durante todo o processo de desenvolvimento. São elas:

  • cliente sempre à disposição;
  • uso de metáforas;
  • reuniões de planejamento (planning game);
  • reuniões diárias, de 15 minutos, para alinhamento (stand up meeting);
  • integração contínua dos módulos desenvolvidos;
  • mudanças incrementais;
  • entregas frequentes ao cliente (small releases);
  • design simples e funcional;
  • testes de aceitação;
  • refatoração (refactoring) ou melhoria contínua.

Microsoft Solutions Framework (MSF)

O MSF é um dos métodos ágeis mais usados por se destinar ao desenvolvimento de soluções tecnológicas por equipes reduzidas, com foco na diminuição de riscos para o negócio e no aumento da qualidade do produto final.

O propósito é identificar as falhas mais comuns em projetos de tecnologia, mitigando-as e aumentando as taxas de sucesso de cada iniciativa. Dessa forma, assim como o Scrum, o MSF tem mais foco na gestão de projetos que no desenvolvimento da solução em si. As suas premissas são:

  • alinhamento da tecnologia desenvolvida com os objetivos de negócio do cliente;
  • escopo bem estruturado e detalhado;
  • desenvolvimento iterativo;
  • gerenciamento de riscos;
  • agilidade na resposta a mudanças.

Assim como os outros métodos ágeis, o MSF também tem melhores práticas que devem ser observadas pela equipe para atingir os níveis de excelência buscados:

  • comunicação aberta e transparente entre todos os envolvidos;
  • visão compartilhada do negócio;
  • equipe capacitada;
  • atribuição de papéis e responsabilidades desde o início do projeto;
  • entregas incrementais;
  • flexibilidade para mudar sempre que necessário;
  • qualidade das entregas;
  • aprendizado constante com as experiências adquiridas;
  • parceria com clientes internos e externos.

Dynamic System Development Model (DSDM)

O DSDM é um dos métodos ágeis mais antigos empregados não só no desenvolvimento de projetos como no meio tecnológico. Um tanto diverso dos demais métodos ágeis, ele é destinado ao desenvolvimento de projetos com orçamento fixo e prazos curtos, considerando que o cliente não tem como saber quanto custará a solução final.

Entre as suas melhores práticas estão o desenvolvimento incremental e iterativo, a colaboração entre cliente e equipe, além da integração de funcionalidades, o que também vemos nos demais métodos ágeis.

Vale ressaltar que o DSDM diverge dos demais métodos ágeis tanto em sua estrutura — que é composta por processos interligados de modelagem, concepção, construção e implementação — como na gestão do tempo — que não é flexível, até permitindo que as funcionalidades mudem, mas desde que os prazos de execução continuem os mesmos.

Scrum

Esse é, sem dúvidas, o método ágil mais usado nos dias de hoje, principalmente porque pode ser integrado a outros métodos ágeis com facilidade, aplicando-se não só ao desenvolvimento de softwares como a qualquer ambiente de trabalho.

Com foco na gestão de projetos, o Scrum tem como base o planejamento iterativo e incremental, que se dá, conforme já explicado, pelas reuniões conhecidas como Sprints — dessa vez, abordaremos o conceito em detalhes. Ele reitera, desde o início do projeto, a lista de funcionalidades a serem desenvolvidas — prática também chamada, no caso, de product backlog.

No andamento do processo, cada funcionalidade se torna um Sprint, cujos detalhes a serem criados e desenvolvidos passam do product backlog para o Sprint Backlog. Do Sprint Backlog, as atividades são distribuídas entre os membros do Scrum Team, que devem desenvolvê-las dentro de um prazo, que geralmente não leva mais de quatro semanas.

Ao fim de cada Sprint é feita a Sprint Review Meeting, uma reunião de alinhamento sobre o que foi entregue. A partir daí, começa-se a planejar o próximo Sprint. Essas etapas acontecem sucessivamente até que o produto final esteja pronto para a entrega. Diferentemente dos demais métodos ágeis, o Scrum tem papéis muito bem definidos e absolutamente essenciais para o sucesso do projeto:

  • indivíduos e interação mais que processos e ferramentas;
  • software em funcionamento mais que documentação;
  • colaboração com o cliente mais que contratos e negociações;
  • respostas a mudanças mais que planejamento.

Lean

Essa ferramenta ágil, normalmente, é usada pelas startups, porque maximiza o valor para os clientes e minimiza os gastos desnecessários pela redução do uso de recursos. Ele valida hipóteses e ideias referentes ao desenvolvimento de produtos e soluções, além de fazer a identificação e a eliminação dos desperdícios na execução de projetos.

O Lean oferece aos colaboradores um fluxo de trabalho compreensível e claro, com a localização de gargalos e entregas rápidas. Portanto, gera economia para os empreendimentos, tornando-os mais competitivos e propiciando o gerenciamento inteligente do setor financeiro. Observe alguns princípios dessa metodologia:

  • amplificar o aprendizado;
  • construir qualidade;
  • eliminar o desperdício;
  • decidir o mais tarde possível;
  • empoderar o time;
  • entregar o mais rápido possível;
  • otimizar os processos.

O método se baseia em 3 passos, que são: construir, medir e aprender. Trata-se, ainda, de uma filosofia de gerenciamento que tem a finalidade de alcançar um desenvolvimento eficiente e enxuto com o investimento mínimo de tempo possível. Dessa forma, reduz complexidades, combate excessos, otimiza resultados e elimina possibilidades de problemas.

Kanban

O Kanban conta com um sistema intuitivo e fácil, cujo diferencial é a visibilidade das tarefas feitas pelas equipes responsáveis pelos projetos. É uma excelente opção para os profissionais que trabalham com checklists, visto que é fácil de aplicar e bastante simples, com foco em fluxos de trabalho. O método divide as tarefas em 3 etapas ou cartões:

  • to do ou tarefas a serem feitas;
  • doing ou o que já é feito;
  • done ou aquelas que já foram entregues e finalizadas.

Os cartões com as demandas dos projetos podem ser colocados em um quadro digital ou físico em forma de colunas. Para que a ferramenta funcione de maneira apropriada, os colaboradores terão que estar engajados, pois ela exige acompanhamento contínuo e atualização constante das demandas efetuadas nos registros.

Apesar de não ser exatamente uma metodologia, o Kanban organiza o trabalho sem descrever de que forma as tarefas serão executadas. É um sistema de gestão de projetos que aponta status em quadros e, de forma resumida, mostra o que se tem a fazer, o que é feito no momento e aquilo que está pronto para possibilitar o controle visual.

O gerente de projetos faz a limitação das tarefas que progridem, mas na coluna daquelas que são executadas serão colocadas somente 5 que estejam em andamento. Quando uma atividade é concluída, outra nova poderá ser iniciada com o uso apenas dos recursos indispensáveis para a diminuição dos custos.

A separação precisa e a visualização clara das tarefas permite a aplicação dos recursos de modo inteligente. É a visão organizada do projeto que possibilita ao gestor e a sua equipe a divisão das atividades em partes, bem como a seleção das prioridades e a eliminação daquelas que não agregam pontos positivos aos resultados.

Scaled Agile Framework (SAFe)

Proporciona o fornecimento de mais recursos em menos tempo, tendo em vista que foi projetado para facilitar a expansão do desenvolvimento ágil nas corporações. O SAFe permite que o XP e o Scrum sejam usados em grandes empresas para gerenciar tarefas em ambientes que tenham vários desenvolvedores interligados.

Esse método ajuda a gerenciar, de maneira eficaz, os projetos quando as corporações precisam aprimorar suas ofertas para os clientes e melhorar a sua posição no mercado. Para isso, é necessário fazer alguns passos importantes, tais como:

  • exibir o modelo ágil em vários ambientes e ouvir os colaboradores sobre os motivos que impedem o surgimento dos efeitos almejados;
  • selecionar mentores que instruam as equipes e expliquem os erros geralmente praticados, para a construção do sucesso;
  • fazer avaliações periódicas de produtos e negócios com os gerentes;
  • alinhar o desenvolvimento dos produtos com os objetivos do negócio para obter transparência nos feedbacks.

O Scaled Agile Framework eleva as capacidades e os recursos dos empreendimentos, reduzindo o número de colaboradores. Além do mais, permite que os times mantenham o foco na entrega de produtos e na criação de soluções inovadoras, ainda antes que sejam demandadas pelo mercado. As equipes conseguem cumprir as suas demandas ao mesmo tempo que atendem às exigências do público.

O SAFe tem características interessantes, já que conta com funções diferenciadas para organizações maiores. A sua metodologia é escalável e engloba gestores, sistemas, analistas de negócio e gerentes em uma única estrutura. Por outro lado, a ferramenta é sofisticada e gratuita, você não precisará comprar uma licença e nem pagar mensalidades. Confira outros aspectos relevantes:

  • aprendizagem rápida das equipes;
  • diagrama The Big Picture mostra como funciona o fluxo, as atividades e os papéis;
  • escala empresarial dividida em 3 níveis, conhecidos como gerencial, estratégico e operacional;
  • unificação de metodologias ágeis conhecidas no mercado;
  • certificações e consultores capacitados disponíveis.

Vale destacar que o método refina as funcionalidades e a estrutura dos projetos, de modo que eles se tornem sustentáveis e sem restrições técnicas. Várias ferramentas inovadoras podem ser usadas para manipular os itens de backlog do SAFe e controlar Sprints, por exemplo, o conjunto de recursos Rational Team Concert (RTC).

Smart

A Smart é útil para que metas realistas e objetivas sejam traçadas pelos empreendedores para as empresas. A ferramenta é baseada em 5 princípios que foram distribuídos de acordo com as letras que formam a sua denominação. Achou interessante? Então, confira abaixo:

  • S (Specific) – as metas devem ser específicas e claras, sem margens para interpretações;
  • M (Measurable) – as metas devem ser mensuráveis em números exatos, para avaliar a eficácia dos processos;
  • A (Attainable) – os desafios devem ser criados para as equipes com metas atingíveis e visão realista;
  • R (Relevant) – as metas precisam ser relevantes e gerar impactos para obter resultados;
  • T (Time-related) – os prazos devem ser definidos para o alcance das metas de maneira que os colaboradores aumentem o foco e evitem procrastinação.

Agora, você já sabe quais são os principais tipos de métodos ágeis e conhece detalhes de cada um deles. Saiba, ainda, que a Project Builder tem a solução ideal para o seu empreendimento, já que atua no segmento e se tornou uma referência no Brasil e no exterior. A empresa fornece o melhor software de gerenciamento de projetos e suporte especializado.

Agora, queremos saber de você: o que achou dos métodos ágeis? Entre em contato conosco e solicite mais informações sobre o tema!

gestão de demandas

Como fazer uma gestão de demandas campeã

Um dos principais objetivos de um gestor com relação ao trabalho da sua equipe é conseguir mais organização e máxima eficiência, certo? Pois uma das principais formas de organizar melhor a rotina de trabalho é utilizando listas de tarefas e as organizando por prioridades. Mas o que fazer quando uma outra atividade que não estava contemplada na lista surge e precisa ser desenvolvida? No post de hoje vamos falar sobre como a gestão de demandas pode ajudar o gestor a organizar melhor a rotina do seu time e obter cada vez mais eficiência e melhores resultados. Então acompanhe:

 O que é a gestão de demandas?

Como se pode definir como demanda tudo aquilo que surge com a necessidade de ser realizado, a gestão de demandas nada mais é do que prever, identificar, planejar e gerir, de forma sistêmica, toda necessidade de trabalho que venha a surgir tanto para a empresa como um todo como especificamente para seus setores. Se você ainda ficou com dúvidas sobre o que é gestão de demandas, leia esse post.

Como ela pode ser feita?

Normalmente a gestão de demandas é feita utilizando dados históricos da empresa, bem como sua frequência de ocorrência. Mas vale lembrar que a gestão de demandas não se restringe somente à identificação das necessidades, sendo necessário saber gerenciá-las também. Que tal algumas dicas mais práticas? Dê só uma olhadinha:

Padrões de necessidade

Para se gerir devidamente as demandas, sejam elas de consumo interno ou externo, é preciso, em primeiro lugar, identificar padrões. Assim, como dissemos anteriormente, é necessário utilizar os dados históricos para entender como essas necessidades surgem e qual exatamente é sua frequência.

Para exemplificar melhor, podemos utilizar a previsão de vendas como gestão de demandas. Se os gestores identificam que, em determinado período do ano, as vendas aumentam, o que se repete sistematicamente, então a empresa deve se preparar para um aumento nas vendas nesse mesmo período, sabendo que seu faturamento será mais alto.

Trazendo isso para o contexto interno, vamos utilizar como exemplo o resultados dos custos do setor. Suponhamos que mensalmente o gestor precise reportar à área financeira os custos de seu departamento nesse período. Então o gestor, juntamente com sua equipe, deve compreender esse padrão e entender que todo mês existirá a demanda para envio desse relatório. Simples assim!

Planejamento da rotina

Agora que os padrões foram identificados, é possível que gestores e membros da equipe consigam planejar melhor o que deve ser feito. Quando a identificação das necessidades é realizada e bem planejada, é possível controlar melhor a rotina e lidar mais adequadamente com problemas inesperados, sem que essas demandas de última hora perturbem desnecessariamente a rotina do setor.

Gestão das demandas

Com a identificação das necessidades e o planejamento sendo realizados adequadamente, resta realizar a gestão propriamente dita de todas as demandas. Isso inclui planejar uma programação para o desenvolvimento de todas as atividades que já foram levantadas e, ainda, continuar com a identificação de futuras demandas, bem como com o planejamento de cada uma delas.

Viu como fazer a gestão das demandas é uma atividade cíclica, que busca se antecipar às necessidades e se programar para cada uma delas, de forma que a rotina do time seja bem mais organizada e produtiva? A partir daí os problemas e as atividades que eventualmente surgem de última hora podem ser encaixados sem desestabilizar a estrutura de todo o setor.

Agora nos conte aqui nos comentários se esse processo de gestão de demandas existe em sua empresa! Como essa administração é feita? Compartilhe suas experiências conosco e participe da conversa!

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Product Lifecycle Management

PLM – Product Lifecycle Management: entenda o que é!

O termo PLM significa, em português, gestão do ciclo de vida de produtos. Pode significar uma abordagem mais ampla de gestão ou mesmo um software específico que permita essa abordagem.

No mercado, há fornecedores de Product Lifecycle Management que dispõem de sistemas similares com funções variadas, conforme a origem de cada um. Saiba mais sobre PLM, lendo o post!

Os sistemas PLM conforme sua origem

Vejamos como os sistemas PLMs se dividem de acordo com sua origem.

Fornecedores de ERP

Primeiro, existem os sistemas de Product Lifecycle Management dos fornecedores de ERP. Os ERPs, antigamente, apresentavam módulos simples de engenharia — consistiam apenas na inserção dos dados de engenharia na base de dados do sistema ERP.

Aos poucos, os ERPs foram incorporando outras funções, mais avançadas, integrando soluções aos sistemas PDMs. Os PDMs, por sua vez, foram incorporando soluções de gestão de projetos. Certos fornecedores de ERPs passaram a produzir seus próprios módulos PDMs, integrados aos módulos financeiros, conferindo maior competitividade aos sistemas PLMs.

Essa mudança permitiu dividir os ERP em 3 suítes de sistemas:

  • CRM (gestão de gerenciamento do cliente);
  • SCM (gerenciamento da cadeia de suprimentos);
  • PLM.

Fornecedores de CAD/CAE

As empresas fornecedoras de CAD/CAE incorporaram funções de gestão de arquivos às soluções de seus sistemas. Também passaram a se associar a sistemas PDM ou a comprá-los.

Assim, os sistemas são unificados e permitem também interface com ERPs, pois necessitam de integração com funções que dão suporte aos processos produtivos e de gestão de finanças.

Fornecedores de PDM

Com o desenvolvimento dos PDMs, seus fornecedores ficaram especializados em certos nichos. Criaram interfaces com as soluções CAD/CAM mais famosas e também com os ERPs.

Assim, os PLMs envolvem todas as funções dos sistemas PDM/EDM/GED, CAD/CAE/CAM/CAPP, de gerenciamento de projetos, estando profundamente integrados com sistemas ERPs (CRMs e SCMs).

Enfim, o PLM é um sistema integrado que administra todas as informações e o processo de desenvolvimento de produtos.

As funcionalidades genéricas do Product Lifecycle Management

A base de um Product Lifecycle Management é a gestão de documentos (GDM) e a gestão dos dados da configuração de produtos (PDM). Eles são módulos acionados por usuários na efetivação de qualquer operação de desenvolvimento de produtos.

Na parte central de um PLM estão funções genéricas que apoiam a colaboração entre usuários que estão distribuídos geograficamente e a integração entre diferentes tipos de sistemas.

O nível mais inferior de colaboração envolve ferramentas simples de comunicação e compartilhamento de informações (e-mails, diretórios compartilhados na internet). O nível mais avançado de colaboração envolve, entre outras coisas, a gestão de projetos e o desenho compartilhado de elementos da internet.

Essas funções dão suporte e podem ser usadas pelos demais módulos, sendo o ponto de acesso um portal flexível. Esse portal permite a personalização conforme o perfil do usuário. A integração contempla toda a tecnologia que apoia a troca de dados entre diferentes aplicativos diferentes e também dá transparência ao trabalho colaborativo.

Outra característica central do Product Lifecycle Management é a existência de aplicativos que possibilitam criar informações e documentos associados aos produtos e seus SSCs (Sistemas, Subsistemas e Componentes). Esses aplicativos são CAD/CAE/CAM/CAPP e assim por diante.

Existem também aplicativos de gestão de programas, os quais contemplam a gestão de portfólios de projetos e dos próprios projetos. Pode-se definir um programa como uma série de projetos em desenvolvimento.

Todas essas funções podem ser encontradas em qualquer PLM — exceção feita para as funcionalidades de criação, que só podem achadas em PLMs desenvolvidos pelos fornecedores de CAD/CAE.

A gestão de conhecimento

Outra função importante do Product Lifecycle Management é a gestão de conhecimento. Essa função só pode ser encontrada em alguns sistemas de PLM. Contudo, as funcionalidades de gestão de conhecimento podem mesmo se confundir com as de GED. Todas as vezes em que há conhecimento explícito registrado em documento, a gestão é efetuada por GED.

Para determinar a gestão de conhecimento propriamente dita, é preciso levar em conta algumas funções extras:

  • gestão de arquivos não estruturados (por exemplo, notas e comentários sobre documentos);
  • registro de melhores práticas e de lições aprendidas;
  • currículo de candidatos;
  • ligação lógica entre todos os elementos anteriores.

As outras funções do Product Lifecycle Management

As outras funções de um PLM integram módulos específicos, os quais são soluções oferecidas por determinados fornecedores.

A busca e cotação de material, funcionalidade como e-procurement, dá suporte às atividades de aquisição de material. A gestão de ativos dá suporte às atividades de manutenção de equipamentos e de outros bens que são usados no PDP (Programmable Data Processor).

A gestão de qualidade envolve funções associadas a:

  • sistema de gestão de qualidade (gestão do manual de qualidade, registros, orientações);
  • controle de qualidade (gerenciamento do laboratório de metrologia, controle de estatísticas, gestão de ensaios, de atividades de inspeção, de testes, de calibração e outras coisas);
  • auditoria de qualidade.

A gestão de requisitos sistematiza todos os requisitos e seus desdobramentos, com a finalidade de reutilizá-los e validá-los durante o decorrer do PDP.

O gerenciamento de times, por sua vez, apresenta funções que se integram a aplicativos de gestão de recursos humanos, destinados à busca de competências (seleção de pessoal), organização da equipe, alocação (integração com sistema de gerenciamento de projetos) e recompensas.

Finalmente, a gestão do meio ambiente se responsabiliza pelos padrões técnicos e normativos relacionados à operação e ao planejamento relacionado ao fim de vida do produto.

Os benefícios do Product Lifecycle Management

Por meio do Product Lifecycle Management, torna-se possível compreender o funcionamento completo do ciclo de produção. A empresa poderá, então, identificar com mais precisão os pontos fortes e fracos do sistema operacional. Fica mais fácil deixar de lado práticas nocivas e recorrer à adoção de procedimentos benéficos que favoreçam o alcance dos objetivos e metas da empresa.

O PLM também favorece uma compreensão otimizada do mercado, tornando bem mais simples o processo de criar e desenvolver produtos novos, ampliando os percentuais de market share (participação individual de uma empresa na venda de determinado produto no mercado). Outros benefícios que podem ser elencados são:

  • maior produtividade;
  • aperfeiçoamento no atendimento das demandas;
  • redução dos custos de produção e de manutenção do ciclo de vida dos produtos;
  • redução do tempo entre a confecção de um produto e sua comercialização no mercado;
  • gerenciamento e medição de riscos e sucessos dos novos produtos;
  • melhorias em cada etapa do ciclo de produção;
  • aumento do potencial competitivo.

Agora que você tirou suas dúvidas sobre o Product Lifecycle Management, não deixe de seguir nossas páginas nas redes sociais para conhecer melhor o nosso trabalho: Facebook, Twitter, LinkedIn!

mentor

Veja o que fazer para se tornar um mentor para sua equipe

O papel de um líder nos dias atuais é muito mais complexo que apenas delegar funções. Em alguns casos, esses profissionais sentem a necessidade de ir além e colaborar efetivamente com o desenvolvimento de seus colaboradores. Se essa é a sua situação, talvez seja o momento de descobrir como se tornar um mentor para seu time.

O mentor é aquela pessoa que vai guiar o colaborador para desbravar o universo profissional, ajudando-o a superar dificuldades e encontrar oportunidades interessantes. Ele dá conhecimento de carreira e, em troca, recebe mais produtividade e bastante aprendizado sobre como lidar melhor com essa nova geração de talentos.

Quer saber o que é necessário para se tornar um gestor mais eficiente? Confira algumas dicas!

Alinhe objetivos

Antes mesmo de começar os ensinamentos da mentoria, é preciso que ambos os lados deixem claro o que esperam ensinar e aprender durante esse tempo. Dessa forma, você evita que as metas estejam fora de sintonia, o que pode causar uma resistência maior do funcionário em aceitar seus conselhos.

Essa conversa sincera também vai trazer uma clareza maior sobre a personalidade de cada colaborador, para que você busque as melhores ferramentas para orientá-lo. Assim, o desenvolvimento da equipe é mais eficiente, já que você entende o que o motiva e quais valores podem ser usados no processo de convencimento.

Ensine e aprenda

O processo de mentoria é baseado em uma relação em que os ensinamentos são trocados, e não concedidos apenas por uma parte. Durante essa fase, você pode se surpreender com tudo que aprenderá com profissionais mais novos.

Para isso, é preciso perder aquela atmosfera de “chefe” que circunda as pessoas em cargos de liderança. O respeito é necessário, mas você deve ser uma pessoa acessível e aberta a compreender novas formas de dar e receber conhecimentos.

Tenha comprometimento

Oferecer mentoria para alguém é uma grande responsabilidade. Se você deseja se colocar nessa posição, esteja comprometido a auxiliar essa pessoa, mesmo que isso signifique ter que se esforçar um pouco mais na rotina de trabalho para ajudá-la a se desenvolver nos campos necessários.

Saiba ouvir

Uma das principais tarefas do mentor é saber ouvir tudo o que o colaborador tem a dizer. Faz parte da função entender o que seu aprendiz está passando e, para isso, é preciso deixar que ele desabafe e passe um panorama completo da situação.

Muitas vezes, enquanto divaga nas próprias dúvidas e reclamações, o próprio funcionário consegue reorganizar suas ideias e chega à solução para os problemas. Isso é uma mentoria eficiente: ensinar a pessoa a encontrar as respostas dentro de si.

Tenha seu próprio mentor e um bom network

Ser um profissional de ponta na atualidade exige excelentes conexões e alguém para contar em situações difíceis, se possível. Como isso vale para os seus funcionários, também serve para você.

Cultive bons relacionamentos com líderes do mesmo setor de atuação e até mesmo de segmentos totalmente diferentes do seu. Procure outros chefes dispostos a atuar como mentores e troque ideias. Dessas conversas podem surgir estratégias interessantes para alavancar a produtividade da sua equipe.

Tenha a mente aberta

Lidar com profissionais mais jovens pode ser um processo disruptivo para um líder. Para aceitar formas de pensar diferentes das suas, no entanto, é preciso estar preparado. Haverá momentos em que será necessário entender profundamente quais os objetivos, desejos e sentimentos daquele profissional. E, muitas vezes, esses objetivos podem ser contrastantes com os seus.

Então, para conseguir criticar ou sugerir alguma mudança de uma maneira que ela seja bem aceita, é fundamental se colocar no lugar daquele profissional, sem preconceitos. É por isso que a compaixão e a empatia são características essenciais para ser um bom mentor.

Se necessário, antes de dar conselhos, tire um tempo de reflexão e avalie se está aceitando de uma boa forma as expectativas dos seus aprendizes.

Melhore sua inteligência emocional

Ser mentor se assemelha muito a ser pai. Às vezes, você vai dar conselhos, e os profissionais do seu time não vão segui-los. Ou, então, eles insistem nos mesmos erros, ainda quando você alerta sobre as consequências. Faz parte do processo de amadurecimento profissional, e pode ser muito cansativo para o mentor, exigindo paciência.

Por isso é tão importante que o mentor saiba controlar seus sentimentos, algo que a inteligência emocional proporciona. Além disso, você pode aproveitar outras vantagens desse conhecimento e trazer resultados para a mentoria, como ler a linguagem corporal, fazer as perguntas certas e até ajudar o aprendiz a controlar sua impulsividade no trabalho.

Dê o exemplo

Para ser um bom mentor, nada é mais vital do que ser uma pessoa admirável. Esse tipo de conexão sentimental vai trazer a confiança necessária para o processo, e agir de forma correta e ética durante sua atuação no trabalho pode ensinar mais do que todos os conselhos dados.

Por isso, em sua profissão, sempre aja de acordo com o que você ensina para seu time. Ser um modelo de atuação é um elemento instigante, que acaba trazendo benefícios para os dois lados. Tanto você vai se sentir estimulado a dar sempre o melhor de si, como a sua equipe será inspirada a seguir seus passos e ensinamentos no dia a dia.

Celebre os resultados

O processo de aprendizagem da sua equipe também precisa de motivação. Não deixe que a sua atuação seja focada apenas no lado negativo do profissional. Faz parte do processo encarar melhorias e reconhecê-las, mesmo quando pequenas. Esse tipo de incentivo premia a dedicação do funcionário e o ajuda a enxergar as dificuldades com mais positividade.

Sempre que seu time conseguir algum resultado importante ou evoluir em questões relevantes, celebre. Não é necessário premiá-los ou oferecer benefícios. Na mentoria, um parabéns e o reconhecimento pelos objetivos superados já são eficientes.

Evite alguns erros

O verdadeiro mentor deve conhecer e evitar alguns erros que podem comprometer sua liderança e interferir nos resultados. Vamos apontar alguns deles nos tópicos a seguir.

Não permitir que o mentorado erre

Todos os profissionais são passíveis de falhas, o próprio mentor não está livre delas. Se o líder se julga acima dos outros em relação a isso, ele estará fadado ao fracasso, pois os profissionais não o perdoarão quando ele cometer algum equívoco. Por isso, o mentor não precisa ser um tirano, já que o tirano cobra dos outros o que ele mesmo não é capaz de fazer.

É preciso ser tolerante com os erros do mentorado, agir com flexibilidade, mas sem perder o domínio da situação. Quando o líder é fraco, deixa-se controlar pelos outros e relaxa sua administração, o que gera um caos no trabalho e na produção. Há erros que podem ser relevados; outros não. É fundamental discernir entre estes e aqueles.

Infelizmente, entre um líder tirano e um relaxado, o primeiro ainda é melhor, porque, apesar de usar meios errados, ele consegue controlar a maior parte das situações; já o relaxado é facilmente dominado. O ideal é encontrar o meio-termo. O mentor deve agir como um parceiro que está à frente de uma equipe e, como tal, precisa ser compreensivo com ela, ensinando e agindo com certo nível de tolerância e flexibilidade.

Não desenvolver um relacionamento salutar com o mentorado

Não há nenhum programa de mentoria que substitua um relacionamento genuíno e interpessoal entre o preceptor e o aprendiz. É importante que o líder seja capaz de ajudar, e isso só é possível quando ele mentora algo em que acredita. Daí em diante, fica mais fácil se identificar com o processo e manter um relacionamento sólido com o mentorado.

Assim, é um grande engano tentar mentorar em um terreno desconhecido, sobre um assunto do qual se tem pouco conhecimento ou com o qual não se identifica. Dificilmente, a pessoa conseguirá desenvolver uma relação saudável com a equipe. Poderá atuar de forma mecanizada, o que não costuma surtir bons resultados.

Também é um erro evitar o bate-papo, limitando-se a mostrar diagnósticos e soluções totalmente prontas a partir da análise empresarial. A descoberta dos problemas e de suas soluções faz parte do programa de mentoria. É preciso entender o porquê das coisas.

Concentrar-se mais na competência que no caráter

A mentoria não é um treinamento. Por isso, não se deve atentar exclusivamente ou de forma exagerada na aquisição de novas skills. Os grandes líderes vão além da linha voltada para o aperfeiçoamento de competências e buscam definir o caráter, a empatia e os valores.

É importante contribuir para que os indivíduos desenvolvam sua autoconsciência. A longo prazo, as soft skills (habilidades mais subjetivas que técnicas) são mais relevantes que o aprimoramento de algumas qualidades puramente profissionais.

Confundir coaching com mentorado

Não trate o mentorado como uma tarefa de natureza acadêmica. Os mentores transmitem seus conhecimentos respaldados em suas experiências. Não se trata de uma assessoria guiada, nem de uma capacitação. É algo mais espontâneo. Nesse sentido, é um trabalho de longo prazo e é possível construir um vínculo para toda a vida.

Não pense que sua liderança como mentor é igual ao coaching. O coaching está associado a um modelo previamente oferecido, com a necessidade de alcançar um determinado objetivo em um período específico. É algo mais parametrizado que o mentorado.

Conheça os benefícios da mentoria

O líder precisa saber quais são os benefícios que a mentoria oferece, pois assim ficará mais motivado a efetuar seu trabalho, com a certeza de que ele tende a trazer vantagens para a empresa. O verdadeiro líder se engaja com a organização, sentindo-se como parte dela, entendendo que sua ação pode influir de forma positiva ou negativa sobre o negócio.

A contribuição para que o funcionário deixe a zona de conforto

A mentoria não deve ser confundida com uma consultoria. A diferença entre elas está exatamente na retenção do conhecimento. Na consultoria, a empresa contrata um profissional especializado que faz uma avaliação do negócio e depois entrega ao gestor um relatório completo, mostrando o que deve ser efetuado.

Na mentoria, há uma transferência de conhecimentos para o mentorado, ou seja, para a equipe de funcionários. Com esses conhecimentos, os colaboradores podem se responsabilizar pelas transformações dentro da empresa. Dessa maneira, o líder instiga os profissionais à ação, à aplicação dos conhecimentos obtidos, saindo da zona de conforto.

A zona de conforto é aquela em que o funcionário se sente mais seguro e, por isso, não deseja sair dela, receoso de se expor aos riscos e mudanças. Ter medos é normal. Se o profissional não agir com prudência, poderá cometer graves erros. Mas não é aconselhável relaxar, isto é, acomodar-se e atuar sempre da mesma forma, fechar-se para as atualizações, para as transformações. O medo das mudanças é natural, mas é preciso ajustar-se a elas quando necessário.

O aumento da rede de contatos

Por contar com um mentor, a empresa tende a aumentar sua rede de contatos, assim, ela consegue melhorar seu networking. Ampliando a rede de contatos, a empresa encurta caminhos e cria parcerias. Também fica mais fácil conseguir a ajuda de investidores.

A redução de gastos com treinamentos

Outro benefício em contar com um mentor é a diminuição de gastos com treinamentos, pois o próprio mentor se responsabiliza por transmitir os seus próprios conhecimentos à equipe. Ele também poderá treinar os profissionais em determinadas ocasiões, tornando-os aptos a enfrentarem situações diversas, especialmente aquelas que envolvem problemas críticos.

Para as empresas que estão começando, isso é de muita relevância, já que os custos com treinamentos podem consumir uma quantia considerável do orçamento. Economizar recursos é uma regra para todas as companhias e, para aquelas que estão iniciando, uma orientação ainda mais valiosa a seguir. É inegável que ter capital disponível para sustentar o negócio e fazê-lo crescer é fundamental. Daí, a minimização de despesas é uma necessidade básica para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento de uma startup.

O aumento da produtividade

O aumento da produtividade gera mais potencial competitivo, pois nem toda organização consegue manter os funcionários trabalhando de modo a alcançar um nível de produção muito elevado. A mentoria contribui para o aumento da produtividade empresarial, considerando a ajuda na retenção de conhecimentos, na ampliação do networking e na diminuição de despesas.

Seguindo as orientações que trouxemos neste texto, você não só descobre como se tornar um mentor para seu time, como também se desenvolve profissionalmente e traz resultados eficientes para a empresa. Então, não deixe de aproveitar essa importante ferramenta de crescimento na profissão.

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bem-estar físico e vida saudável

Saiba como o bem-estar físico e vida saudável estão ligados à produtividade

Um dos objetivos dos gestores é garantir que sua equipe seja cada vez mais produtiva. Mas você sabia que esse aspecto tem tudo a ver com o bem-estar físico e vida saudável? Muitas vezes negligenciados, esses dois elementos podem fazer a diferença quando a busca é por mais competitividade e lucratividade.

Eles também são fundamentais para elaborar políticas de gestão de pessoas realmente direcionadas aos colaboradores. Caso contrário, o resultado é uma equipe desmotivada, pouco produtiva e que executa muitos processos erroneamente. Em outras palavras, os resultados se tornam insatisfatórios.

Para evitar essa situação, neste post vamos mostrar como a produtividade está diretamente relacionada aos hábitos de vida saudáveis. Citaremos também os problemas que mais impactam o trabalho diário e apresentaremos dicas para solucionar essa questão. Vamos lá?

A relação entre produtividade e qualidade de vida

A manutenção de uma boa saúde é crucial para qualquer aspecto da vida. Com o lado profissional é a mesma coisa. Quando estamos bem, conseguimos produzir mais e melhor. Por outro lado, se temos alguma preocupação ou estamos com dor, por exemplo, nossa atenção está voltada para esse incômodo.

É por isso que a empresa obtém melhores resultados quando se preocupa com a saúde dos colaboradores. Conforme uma pesquisa feita pela Limeade e Quantum Workplace, divulgada pelo site Inteligência de Riscos, 38% dos profissionais se sentem mais motivados quando percebem esse interesse por parte da companhia.

Outro dado que confirma essa afirmação é o fato de o plano de saúde ser o benefício mais valorizado pelos colaboradores, segundo levantamento divulgado pelo jornal O Diário. Nesse caso os indivíduos têm mais interesse em colaborar e produzir porque se sentem valorizados e, consequentemente, mais motivados.

Os problemas na saúde que mais impactam a produtividade

A falta de cuidado com a vida saudável e o bem-estar físico influenciam a saúde negativamente. Um estudo realizado com 56 empresas brasileiras — e divulgado pela Revista Cipa — apresentou que o principal problema é o estresse (62%). Em seguida há falta de atividade física (44%), presenteísmo (42%), excesso de peso ou obesidade (40%) e maus hábitos alimentares (36%).

No mundo, o estresse também está em primeiro lugar. Somente no Brasil são perdidos 35 milhões de dias de trabalho por problemas de saúde, segundo o presidente da FIESC, Glauco José Cortês, em dados divulgados pelo blog Saia do Lugar.

Já os dados do Anuário do Sistema Público de Emprego e Renda do Dieese, que foram publicados no jornal Gazeta Online, apontam que os afastamentos devido a problemas de saúde ou qualidade do ambiente de trabalho aumentaram 25% em 10 anos, chegando a 181,6 mil casos em 2015.

A mesma matéria relacionou as estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundos os dados, 2,8 milhões de mortes ocorrem anualmente, sendo que 2,4 milhões são decorrentes de doenças derivadas do ambiente de trabalho. Para a entidade, há uma pandemia.

Esses índices demostram por que as empresas devem colocar a qualidade de vida no trabalho como uma preocupação central. Além disso, é importante saber que há diferenças entre os principais fatores de estresse.

Por exemplo: o salário baixo é o principal motivo de estresse para o profissional, mas está na 12ª colocação na visão do empresário. Por sua vez, os empreendedores acreditam que os cargos com pouca autonomia e muitas exigências estão no 4º lugar, enquanto para os colaboradores estão na 11ª posição.

Dicas para melhorar o bem-estar físico e vida saudável

Algumas ações são cruciais para garantir um bom ambiente de trabalho e assegurar uma alta produtividade. Veja o que fazer para melhorar esse critério na sua empresa.

Incentive a prática de atividades físicas

A realização regular de exercícios melhora o desempenho do profissional e previne o surgimento de doenças e estresse. Essa foi a constatação de uma pesquisa feita pelo Metropolitan University, de Londres. O levantamento também percebeu que os colaboradores que vão à academia com frequência conseguem gerir melhor o tempo, ficam mais satisfeitos e interagem melhor com os colegas.

Por isso, uma boa ideia é oferecer uma academia dentro da empresa ou promover convênios e parcerias com academias e clubes. Apostar na ginástica laboral é outra boa ideia, porque ajuda a manter o foco durante o trabalho. No entanto, seja criativo e pense em novas ideias. A IBM, por exemplo, criou o programa motivacional Star Bem para oferecer sessões de shiatsu, aulas de ginástica pela manhã e consultas com nutricionistas.

Estimule uma alimentação balanceada

A escolha pelos alimentos corretos mantém o equilíbrio do organismo e assegura que os nutrientes necessários sejam fornecidos. A consequência é o bom funcionamento de tecidos, órgãos e dos processos cerebrais, como a capacidade de concentração, memória e raciocínio lógico.

Essa questão é tão importante que um estudo da Alelo demonstrou que mais de 50% dos brasileiros almoçam em restaurantes. Desse total, 42% fica indisposto e sonolento após a refeição. Um levantamento da OIT ainda indicou que a alimentação inadequada no ambiente de trabalho pode reduzir a produtividade em até 20%.

Como solucionar esse problema? Há diversas ideias que podem ser promovidas, como a realização de palestras com nutricionistas, cafés de manhã saudáveis, espaço para lanches com frutas e outros alimentos positivos, e distribuição de livros e cartilhas que abordem o assunto.

Preocupe-se com os bons hábitos de sono

O ato de dormir bem é essencial para a alta produtividade dos colaboradores. Uma boa noite de sono melhora o funcionamento do organismo e evita o surgimento de doenças, como depressão e obesidade.

O sono também é essencial para:

  • fortalecer o sistema imunológico;
  • produzir e liberar hormônios de bem-estar;
  • consolidar a memória e o aprendizado;
  • oferecer a recuperação necessária ao organismo;
  • fornecer relaxamento muscular;
  • manter o estado de bom humor.

Atente à saúde mental

A integridade mental é um aspecto altamente relevante, especialmente para profissionais que atuam em atividades menos operacionais. Nesse caso é preciso investir em todos os pontos abordados até aqui, como melhora da alimentação, prática de exercícios físicos e criação de um bom ambiente de trabalho.

Perceba que a saúde mental é um critério geralmente ignorado, mas que tem um impacto relevante na produtividade. Conforme o gerente de Qualidade de Vida do Sesi–SP, médico Eduardo Ferreira Arantes, a maior incidência desse tipo de problema de saúde está localizada no Brasil.

O custo maior, segundo a Fiesp, é derivada dos Transtornos Mentais e Comportamentais. Esses e outros problemas podem ser enfrentados por meio de uma gestão de pessoas bem executada. O gestor deve atentar a mudanças de comportamento e/ou de produtividade. Conversar com o colaborador é outra atitude positiva, que pode resultar em benefícios.

Mantenha um ambiente de trabalho sem pressões psicológicas

Esse é outro fator que impacta diretamente a saúde mental do colaborador. Afinal, a pressão psicológica gera estresse, ansiedade, irritabilidade e insatisfação quando o colaborador não sabe como lidar com ela ou quando é continuamente executada.

Entre os motivos que ocasionam a pressão psicológica está a cobrança do chefe, colegas e do próprio mercado. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom), divulgada pelo portal Uai, assinala que 38% dos brasileiros indica a convivência com líderes e outros profissionais agressivos como a principal causa de estresse.

Além disso, o mesmo levantamento apontou que 43% dos profissionais acham péssimo o local de trabalho. Outros 65% se sentem infelizes. As causas para esse resultado são:

  • excesso de trabalho: 23%;
  • pressão por resultados: 18%;
  • busca por perfeição: 11%;
  • medo de demissão: 7%.

Por isso, o ideal é ter mais proximidade com os colaboradores e estabelecer um canal de comunicação aberto. Mostre que está disposto a ouvir e eliminar os obstáculos que surgirem. Deixe claro que todos são responsáveis pelos resultados e que o trabalho deve ser sempre colaborativo.

Incentive exames de rotina

Os gestores muitas vezes criticam o colaborador que vai ao médico com frequência. No entanto, a realização de exames de rotina é essencial para manter a saúde em dia. Incentive a prática e faça campanhas dentro do ambiente corporativo, por exemplo, de vacinação. Tenha em mente que essa é a ferramenta principal para promover a saúde, a qualidade de vida e a segurança aos profissionais.

Seguindo essas dicas, o bem-estar físico e vida saudável são assegurados na sua empresa e isso se refletirá na produtividade. E você, já adota alguma dessas práticas? Conte para a gente deixando seu comentário!

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Como o Big Data pode contribuir para a gestão de projetos

A análise de dados é parte integrada da rotina da gestão de projetos, já que são essas as informações que permitem conhecer melhor o mercado, o objetivo da proposta, sua condução, as melhores práticas para seu desenvolvimento e muito mais. Determinantes para um resultado positivo ao final do projeto, esses dados não podem, de maneira alguma, ser dispensados, mas podem, sim, ser melhor trabalhados para maximizar os esforços e tornar a gestão de projetos muito mais fácil, ágil e eficaz.

Apesar dessa otimização ainda não ser uma realidade para a maioria das empresas, essa transformação vem se desenhando aos poucos e trazendo consigo oportunidades únicas de melhoria que não poderiam ser realizadas de outra maneira — afinal, processar e analisar a fundo terabytes e petabytes de informações é, infelizmente, humanamente impossível. E é aí que entra o Big Data!

Essa solução praticamente mágica surgiu para reunir o maior número de dados possível sobre a gestão de vários projetos e analisar diversos pontos de vista ao mesmo tempo, detectando tendências e identificando padrões que possam contribuir para o desenvolvimento de projetos mais ágeis e com uma qualidade cada vez melhor. Mas o que será que o Big Data pode fazer especificamente pela gestão de projetos? Pois é o que você vai ver agora mesmo, conferindo nosso post!

O que é o Big Data?

O Big Data é uma tecnologia de análise de dados. Ela utiliza grandes quantidades de informações estruturadas e não estruturadas para orientar os times a obterem insights sobre o seu fluxo de trabalho. Desse modo, o planejamento da empresa se torna mais robusto e preparado para enfrentar os desafios do dia a dia do mundo corporativo.

Rotinas orientadas pelo Big Data, em outras palavras, são rotinas orientadas pela análise de dados. Esse tipo de estratégia garante mais previsibilidade para as decisões, reduz riscos e maximiza o nível de inovação das empresas. Afinal de contas, elas conseguirão encontrar tendências de mercado com mais facilidade e, assim, atingir mais lucratividade.

No caso do gerenciamento de projetos, ter o apoio do Big Data ajuda o negócio a melhorar a preparação de novas iniciativas e ter uma visão mais ampla sobre tudo o que pode afetar cada uma delas no futuro. Esse trabalho se dará a partir da análise das experiências anteriores cruzando informações diversas. Assim, o time poderá planejar um projeto mais robusto e preparado para lidar com os desafios do dia a dia.

Como utilizar o Big Data em projetos melhora resultados?

A adoção do Big Data em projetos corporativos consegue trazer grandes resultados para as empresas. Conforme ele é disseminado em etapas como as de planejamento e gerenciamento de risco, os times conseguem entregar melhores resultados e apresentar um trabalho de maior qualidade. Confira a seguir alguns dos benefícios do uso da análise de dados em rotinas de planejamento e gerenciamento de projetos!

Otimização do caminho crítico das atividades

Uma das maiores dificuldades na gestão de projetos é determinar o caminho crítico, ou seja, a sequência de atividades a serem desenvolvidas de tal forma que sejam encadeadas da melhor maneira possível, visando otimizar o tempo e os recursos da equipe.

Sendo o tempo um dos três pilares da gestão de projetos, com o auxílio do Big Data é possível determinar os pontos mais flexíveis, em que se pode permitir determinados atrasos, e os pontos em que simplesmente não é possível errar.

Certamente é um estudo aprofundado e depende muito da experiência do gerente de projetos, mas a tecnologia do Big Data está aí para que se calcule esse trajeto com a maior precisão possível, baseando-se em dados coletados de propostas anteriores, projetos da concorrência e relatos de lições aprendidas, por exemplo.

Análise eficiente de vulnerabilidades

Analisar as vulnerabilidades do projeto também requer uma boa base de experiência, que nem sempre pode — ou deve — estar unicamente baseada na memória do gerente de projetos ou de um membro da equipe.

Nesse cenário, o Big Data pode fornecer informações relevantes sobre pontos de vulnerabilidade no projeto apenas confrontando dados estruturados e não estruturados advindos de fontes diversas, criando, assim, padrões e detectando tendências, conexões que dificilmente a mente humana consegue fazer com a mesma precisão ou a devida agilidade.

Melhoria geral da qualidade do projeto

Saber exatamente em que ponto um problema ocorreu, quando ele foi detectado, em que momento foi solucionado e quanto do orçamento do projeto a solução consumiu é um conjunto de informações extremamente importantes para manter a qualidade do projeto.

O Big Data pode ser empregado para a análise mais inteligente dos dados dos projetos e etapas do passado. A partir desse cruzamento de informações, o gestor conseguirá conhecer como as equipes reagiram a diferentes cenários e, assim, montar rotinas mais robustas para o futuro. Como consequência, as chances de erros serão muito menores.

Redução de desperdício

O desperdício é um grande problema para projetos corporativos. Quando eles ocorrem os times gastam além do que deveriam e atrasam etapas. Além disso, a empresa passa a ter menos chance de sucesso ao longo do projeto.

Investir no Big Data permite aos times trabalharem com previsões de uso de recursos mais adequadas. A equipe de gestão empregará a análise de dados para identificar padrões a partir de projetos anteriores e, com isso, montar um planejamento mais robusto. Desta maneira, o projeto funcionará de maneira mais adequada e com mais habilidade de entregar tudo o que é esperado com um gasto final adequado.

Maximização de recursos

Um dos benefícios de reduzir desperdícios é maximizar o uso dos recursos disponíveis. Uma empresa que consegue fazer isso tem a habilidade de, por exemplo, aproveitar melhor os equipamentos. Isso contribui para a ampliação da sua vida útil e do investimento obtido com cada ferramenta.

No caso das soluções utilizadas durante o projeto, ter uma visão completa sobre como elas serão empregadas facilita a aplicação de medidas como manutenções preventivas. Elas ampliam a vida útil de cada material e reduzem os reparos não programados. Desse modo, o negócio gasta menos e tem ferramentas disponíveis por mais tempo.

Padronização a partir de parâmetros e especificações

Um projeto funcional muitas vezes é um projeto com padrões de qualidade e de recursos bem estruturado. A empresa que consegue manter times funcionando a partir de uma rotina unificada e um fluxo de trabalho bem padronizado tem menos erros e mais agilidade. Isso permite aos times entregarem um resultado mais robusto e com maior chance de sucesso.

Em outras palavras, o uso do Big Data para conhecer erros comuns e problemas crônicos do time ajuda a otimizar treinamentos e facilita a definição de atividades a médio e longo prazo. Dessa maneira, a empresa pode manter um time que atua de maneira uniforme, com todos executando as tarefas a partir de rotinas que são conhecidas do gestor e que tem alto nível de uniformidade. Como consequência, erros se tornam menos frequentes e todos chegam aos seus objetivos com a mesma facilidade.

Aumento da produtividade

A produtividade elevada é um fator crucial para qualquer projeto dar certo. Quando os times são ágeis eles conseguem mais tempo para lidar com mudanças inesperadas e corrigem erros com mais segurança. Tudo isso sem comprometer o prazo que foi definido nas etapas de planejamento.

A partir do Big Data, a empresa tem mais facilidade para montar um projeto conhecendo todos os seus pontos fracos e fortes. O gestor passará a ter uma visão completa sobre tudo o que for relevante antes mesmo de uma etapa ser iniciada. Dessa maneira, ele poderá atuar ativamente para mitigar possíveis problemas e, assim, maximizar a produtividade de todos os profissionais.

Mais previsibilidade de riscos

Todo projeto tem riscos que podem afetar o seu sucesso. Diante disso, muitos gestores empregam metodologias e estratégias que reduzem o seu possível impacto. Elas são voltadas para eliminar, facilitar a identificação e agilizar a correção de qualquer risco.

O Big Data facilita o trabalho de identificação e preparo para lidar com os riscos que envolvem os projetos. O negócio poderá utilizar experiências anteriores para validar possíveis problemas e criar técnicas de mitigação robustas. Assim, caso algum risco se torne realidade o time gastará menos tempo lidando com eles.

Por que contar com o apoio de um especialista?

A adoção de tecnologias inovadoras pode ser um desafio para qualquer negócio. Isso vale especialmente para cenários em que há alta demanda por entregas e um nível de complexidade operacional elevado. Afinal de contas, muitos profissionais e demandas estarão envolvidos no uso da nova ferramenta.

Neste cenário, ter o apoio de um grande especialista é crucial. A empresa que consegue adotar boas soluções de Big Data poderá integrar a análise de dados em mais projetos e, assim, maximizar o Retorno Sobre o Investimento em cada um deles. Além disso, terá menos erros, riscos e problemas nas suas etapas.

Portanto, não deixe de buscar um especialista como a Project Builder para utilizar o Big Data no seu dia a dia. Nossos especialistas estão a postos para orientar a sua equipe e garantir que o uso do Big Data seja feito da melhor forma possível. Tudo isso com base em soluções de ponta e que se adaptam às suas necessidades.

Como a gestão de projetos deve estar sempre baseada na eficiência, ou seja, na melhor utilização de recursos ao longo de todo o desenvolvimento das atividades, é preciso sempre buscar a otimização do processo. Com o Big Data, detectar antecipadamente eventuais falhas no projeto e determinar melhores práticas para o desenvolvimento de novas propostas se tornam procedimentos bem mais simples. Isso tudo sem mencionar a garantia da produtividade da equipe!

À medida que a utilização do Big Data for sendo colocada à prova na gestão de projetos, muitos outros benefícios virão à tona e poderão compor até mesmo uma solução personalizada de análise de dados. Basta confiar no potencial da ferramenta e trabalhá-la a seu favor!

Agora comente aqui e nos conte se ainda ficou alguma dúvida sobre a contribuição do Big Data para a gestão de projetos! Compartilhe seus questionamentos conosco e participe da conversa!