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Startups: como planejar em um cenário de grande incerteza?

Startups são empresas que normalmente nascem em ambientes de incerteza, cenários em que é preciso ousar para alcançar o sucesso. Suas grandes armas contra a competitividade acirrada são o crescimento rápido e escalável, a replicação do modelo de negócio sem perder no quesito qualidade do que é oferecido e uma grande capacidade de inovação. Mas a verdade é que, mesmo com essas características, é preciso saber como planejar o empreendimento para que ele cresça ordenadamente. Caso contrário, o caos pode tomar conta.

Na prática, a falta de planejamento se mostra como uma das maiores responsáveis pela mortalidade das startups pelo mundo afora. No Brasil, segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral, 25% morrem em menos de um ano. 50% fracassam em menos de quatro anos. E dentre os fatores que contribuem para esse alto nível de mortalidade estão a quantidade de fundadores (quanto maior, menos chances de sobrevivência), o capital investido para manter a operação e o local onde essas empresas são instaladas.
O site CB Insights elaborou um R.I.P. Report mostrando os motivos que geralmente levam as startups ao fracasso. Nesse levantamento, 79% das empresas que deixaram de existir eram ligadas ao setor de internet, enquanto 15% envolviam as áreas mobile e telecom. Ou seja, mesmo com toda a tecnologia do mundo, sua iniciativa pode sim falhar sem o devido planejamento. E como erros acontecem, estamos aqui para ajudá-lo a entender como planejar uma startup de sucesso e fugir desses números aterrorizantes. Quem sabe sua ideia não se transforma na próxima revolução tecnológica? Confira:

STARTUPS: DO NASCIMENTO AO CRESCIMENTO

Uma das principais características definidoras das startups é sua escalabilidade, ou seja, sua ilimitada capacidade de replicar produtos ou serviços. Para entender melhor o conceito, pense em como o Facebook se expandiu rapidamente pelos Estados Unidos e depois para diversos outros países. Não há limites para o número de usuários de uma rede social como essa. Em contrapartida, um negócio local (como um restaurante) não possui essa capacidade, apresentando limitações que impedem seu crescimento escalável.

E para crescer tão rapidamente, uma startup não pode seguir os mesmos mecanismos que qualquer outro tipo de empresa. Nesse caso, criar um plano de negócios, fazer intermináveis pesquisas de mercado e buscar investidores para, só então, colocar o negócio em funcionamento não é uma alternativa. Uma startup nasce trabalhando, validando seu modelo de negócio na prática.

Para tanto, utiliza-se o Business Model Canvas a fim de entender a cadeia de valor da startup e saber como chegar aos clientes oferecendo algo inovador e interessante. Esse documento conta com apenas uma página, na qual é possível visualizar toda a operação da empresa em um encadeamento de ações bastante simples. A validação da ideia de negócio é feita diretamente com os consumidores, mas não com pesquisas, com a aplicação de uma versão beta daquilo que será ofertado. Essa versão beta é criada a partir de um Minimum Viable Product (MVP) ou produto mínimo viável.

Na área de tecnologia, é bastante comum vermos softwares em versões beta, isto é, em teste, para validar funcionalidades e aprimorar a solução. Em uma startup, essa validação ocorre no mercado, com a oferta do produto ou serviço mesmo antes de ele ter sido finalizado.

Lean startup: planejamento de modo ágil

Para quem está acostumado ao modelo tradicional de desenvolvimento de empreendimentos, com planos de negócio sendo o foco das atenções durante meses, o processo de criação de uma startup pode parecer uma verdadeira loucura. E na verdade é mesmo, já que startups nascem de grandes ideias e precisam aproveitar o time to market para gerar receita e se manter firmes no mercado. E uma das estratégias utilizadas para planejar é a metodologia lean startup, baseada no lean manufacturing (ou produção enxuta).

Na metodologia lean startup, tem-se um tripé que sustenta todas as ações de planejamento, execução e controle do processo:

• Desenvolvimento ágil: uso de metodologias ágeis de gerenciamento de projetos (como Scrum ou XP) para realizar o planejamento de forma iterativa e incremental, reduzindo o número de atividades de cada sprint (funcionalidade) para chegar a um produto perfeito, aceito pelo mercado.
• Customer Development: processo de validação do produto ou serviço junto ao mercado-alvo, que acontece por meio da oferta de uma versão beta para uso dos consumidores e da respectiva coleta de feedbacks.
• Tecnologia como canal de comercialização: como é no uso adequado da tecnologia que as startups ganham escalabilidade, a internet se tornou seu principal canal de comercialização.

O desenvolvimento incremental e iterativo proporcionado pelo uso de metodologias ágeis é o grande diferencial que faz com que as startups organizem seu processo evolutivo e consigam chegar à maturidade do negócio.

Desenvolvimento ágil: por que startups devem investir

Ambientes complexos exigem respostas rápidas à dinâmica do mercado, caso contrário, seu negócio corre o risco de falhar. Pegando como exemplo uma das startups de maior sucesso de todo o mundo (o Facebook), já reparou quantas alterações são realizadas na plataforma regularmente para otimizar a experiência dos usuários? Caso a empresa (que hoje já não é mais uma startup) levasse meses ou, quem sabe, anos para desenvolver as mudanças necessárias, já teria perdido uma boa fatia de mercado para outras redes sociais menores, com maior capacidade de flexibilização e personalização da experiência do cliente.

Outro exemplo marcante no mundo da tecnologia é o da Kodak, que não agiu rapidamente para se adaptar ao mercado que estava mudando para câmeras digitais. Por isso, perdeu de vez seu marketshare, tendo sido há anos líder no segmento de câmeras fotográficas. A lição a tirar desses dois exemplos é de que a metodologia lean startup permite que você responda rapidamente às demandas do mercado consumidor, aprimorando produtos e serviços constantemente e mantendo sua startup em crescimento contínuo. E mesmo depois que deixar de ser uma startup, você ainda pode manter o espírito de desenvolvimento ágil na empresa, ganhando competitividade e poder de inovação.

Existem várias metodologias ágeis que podem ser aplicadas no desenvolvimento de startups, basta você conhecer suas opções e aprender como se planejar com cada uma delas. Já aproveitamos para sugerir que conheça o que é scrum e como ele pode ajudá-lo nessa empreitada!

business intelligence na gestão de projetos

O que é Business Intelligence e onde ela é aplicada?

O Business Intelligence está se tornando uma das principais estratégias de análise de dados para se manter eficiente. Externamente, por exemplo, essa estratégia dá ao negócio a capacidade de identificar tendências de mercado e otimizar o planejamento de produtos, serviços e campanhas de vendas. Internamente, as rotinas de análise ampliam a capacidade de os gestores rastrearem falhas internas e pontos que podem ser otimizados.

Isso ocorreu pois, nos últimos anos, os processos de análise passaram a ser capazes de lidar com uma grande quantidade de dados. Para os processos de análise de mercado, foram criadas ferramentas de Big Data capazes de processar uma grande quantidade de informações em tempo real.

Já para lidar com os registros internos, negócios utilizam o Business Intelligence. Também conhecido apenas como BI, ele tem um papel de destaque para gestores que querem melhorar os processos de tomada de decisão e dar mais capacidade para a companhia vencer os seus desafios.

Ficou curioso? Então confira no post abaixo o que é Business Intelligence, como ele é estruturado e o seu papel para o negócio!

O que é Business Intelligence?

O Business Intelligence é um conjunto de estratégias voltadas para o ambiente corporativo pautadas pela análise de dados. O objetivo principal é o de melhorar o desempenho da empresa a partir de um processo de tomada de decisão mais inteligente e eficaz, amparado em informações precisas, detalhadas e atualizadas.

Quando a análise de dados é levada para o centro dos processos corporativos, o gestor passa a ter mais capacidade para criar uma visão abrangente sobre a cadeia operacional. As rotinas internas, a sua relação com os lucros da empresa e os pontos que necessitam de melhorias ficarão mais claros e fáceis de serem identificados.

Graças ao BI, empresas passaram a ter maior capacidade para tomar decisões estratégicas, que levam a companhia a atingir facilmente as suas metas de médio e longo prazo. Investimentosprojetos internos e rotinas terão uma estrutura mais inteligente, flexível e funcional. Assim, qualquer iniciativa interna terá mais capacidade de atingir os objetivos esperados.

Como o Business Intelligence pode ser implementado no negócio?

A adoção do Business Intelligence, dentro de ambiente corporativo, deve contar com uma série de estratégias para que a análise de dados consiga atingir todo o seu potencial. O gestor deve ter a flexibilidade para compreender como dados estruturados e não estruturados conseguem levar a companhia a atingir um elevado nível de performance.

Ao mesmo tempo, toda a equipe de analistas precisa compreender as necessidades dos funcionários. Assim, será fácil direcionar a tomada de decisões. Existem três pontos básicos para criar uma estratégia de Business Intelligence dentro do ambiente corporativo. Confira a seguir.

Tenha dados de qualidade

A qualidade das informações utilizadas nos processos de Business Intelligence é algo fundamental para que o negócio consiga extrair o máximo dessa estratégia. Todas as estratégias de BI bem-sucedidas contam com registros de qualidade, que são acessíveis e fáceis de serem interpretados. E, para isso, a companhia deve investir em uma boa governança de dados.

A governança de dados é o processo que orienta a empresa no seu dia a dia em todos os pontos que estão ligados ao modo como informações são coletadas, salvas e utilizadas pelos profissionais. Essa política é abrangente e, por isso, deve incorporar medidas de segurança, armazenamento, prevenção de riscos e delegação de responsabilidades.

O local em que as informações são salvas, por exemplo, é o primeiro ponto que merece a atenção do gestor. Escolha uma infraestrutura de qualidade, capaz de entregar os registros com rapidez e integridade. Isso evitará gargalos na hora de salvar, acessar ou realizar alguma modificação em qualquer registro.

Da mesma forma, crie regras de acesso e controle que evitam o acesso não autorizado aos registros, impedindo também a ocorrência de problemas de segurança para o negócio. O controle de acesso precisa ser montado considerando o perfil de cada time, assim como o uso que será das informações. Isso evitará que vazamentos ou modificações não autorizadas ocorram.

A política de governança de dados também precisa estruturar normas para orientar os times a coletar informações de qualidade. Elas devem definir os meios de obtenção de dados, as regras de filtragem e demais pontos que, conforme as normas internas do negócio, auxiliem o gestor a sempre ter registros de alta qualidade.

Estabeleça uma visão clara sobre os objetivos do BI

Para que a análise de dados seja bem executada, os analistas responsáveis pela estratégia de Business Intelligence devem ter objetivos claros. Portanto, saiba identificar quais são as metas do negócio, os seus pontos fracos e os gargalos que podem ser otimizados com os processos de BI.

Assim, os profissionais poderão capturar dados em e-mails, na Internet, em bancos de dados internos ou em outras fontes, evitando desperdício de recursos. Consequentemente, a obtenção de insights será mais ágil e inteligente.

Para ter um conjunto de objetivos claros, os processos de BI devem envolver todas as áreas da empresa. Os times precisam manter uma comunicação ativa, auxiliando no alinhamento de metas e planos de médio e longo prazo. Isso evitará conflitos, reduzirá o número de recursos utilizados durante as análises e auxiliará os times a entregar resultados com mais facilidade.

Utilize os insights para realizar mudanças de acordo com as metas do negócio

A análise de dados do Business Intelligence torna-se tão eficaz quanto forem modificados os processos com problemas na empresa. Portanto, saiba rastrear a origem dos problemas e identificar sempre como otimizar a rotina da companhia e os seus processos de tomada de decisão a partir de uma análise detalhada de atividades e informações internas. Assim, os investimentos serão mais lucrativos e o planejamento terá maior capacidade de dar a competitividade necessária para a companhia gerar negócios a médio e longo prazo.

Sempre monitore os resultados

Uma vez que o BI tenha sido instalado no ambiente corporativo, a empresa deve avaliar sempre o resultado obtido após cada processo de análise ser finalizado. As decisões tomadas com o apoio de um processo de análise de dados devem ter o seu impacto mensurado, o que facilitará a busca por melhorias no futuro, a identificação de problemas e a avaliação do que pode ser replicado em outras áreas. Assim, o BI conseguirá ser um real agente de mudanças positivas para o negócio.

Como o Business Intelligence é estruturado?

O BI é estruturado em quatro etapas. Em conjunto, elas auxiliam a empresa a obter meios para otimizar os seus resultados e atingir mais sucesso a médio e longo prazo. Confira cada uma abaixo!

Implementação

Esse é o ponto em que a estratégia de BI é adotada pela empresa. Informações sobre os problemas corporativos são levantadas, assim como as rotinas em que o Business Intelligence pode ser aplicado e gerar bons resultados.

Nesse momento, é importante que o gestor invista em um sólido treinamento da equipe. Quando os timessão instruídos sobre a importância do BI para o seu dia a dia, assim como os modos corretos de utilizar essa estratégia, a sua aplicação será mais abrangente e eficaz.

Não se esqueça, também, de investir em bons sistemas. O negócio precisa escolher soluções de TI capazes de auxiliar nos processos de gestão, monitoramento e análise de informações com alta performance, disponibilidade e segurança. Se necessário, invista na nuvem: essa tecnologia pode permitir o uso do BI de modo mais escalável e econômico.

Coleta de Dados

Nessa etapa, os analistas farão a busca por informações que possam ser úteis para o processo de Business Intelligence. A partir do levantamento de quais são os pontos em que o BI será utilizado, os seus objetivos e questões, a empresa precisa buscar em meios offline e online informações que possam ser úteis para a análise.

Sempre tome cuidado com a origem da informação, a sua qualidade e o nível de integridade. O ideal é que o negócio busque registros de uso fácil e que sejam atualizados.

Para avaliar como melhorar a qualidade do perfil de atendimento, por exemplo, informações muito antigas não são recomendadas. Elas não conseguem passar para o gestor uma visão dos problemas que impactaram o trabalho do time nos últimos meses e, com isso, levar a resultados inconsistentes.

Integração de informações

Essa é a etapa em que todas as informações coletadas são integradas. A integração de dados é um dos momentos mais importantes do BI pois é nele em que os insights começam a ser produzidos.

Além disso, nesse momento as ferramentas voltadas para a filtragem dos dados entram em ação. Elas eliminarão registros de baixa qualidade ou que não sejam úteis para a análise, auxiliando a empresa a ter melhores resultados.

Análise das informações

Nesse momento, o gestor utilizará todos os dados levantados, filtrados e integrados para obter insights. Tendo como base as informações coletadas, os questionamentos criados e as metas, o analista buscará, nos dados do negócio, respostas para as demandas existentes.

As respostas obtidas orientarão as decisões tomadas pela companhia. Assim, mudanças no ambiente corporativo, investimentos e o planejamento de projetos serão feitos com mais segurança e menor chance de darem errado.

Como o BI consegue gerar competitividade e alta performance no ambiente corporativo?

O uso do Business Intelligence tem se espalhado por vários setores como uma forma de gerar mais competitividade para as empresas. Companhias de investimento, por exemplo, adotaram o BI para evitar fraudes e realizar aplicações mais inteligentes e seguras. Cruzando diferentes dados de consumidores e do mercado, o negócio pode avaliar o risco  de um investimento, o perfil de crédito do cliente e se uma compra é realmente fraudulenta ou não. Isso evita prejuízos e melhora a confiabilidade das decisões tomadas pela companhia.

Já as seguradoras utilizam-no para compreender maneiras mais lucrativas de estruturar os seus serviços de acordo com as demandas do mercado. Avaliando o perfil de seus clientes e os indicadores de gastos, a empresa pode reestruturar os seus planos a partir de um modelo com custos mais precisos, serviços mais bem segmentados e outros pontos que contribuem para tornar o portfólio mais lucrativo.

Na indústria, o Business Intelligence permite que gestores tornem a cadeia operacional mais inteligente e com um número de gargalos menor. Todas as rotinas são analisadas e, assim, o empreendimento pode adotar uma abordagem mais eficaz e voltada para atingir todas as metas de médio e longo prazo. A cadeia operacional será reformulada e terá como base um modelo mais eficiente e alinhado com as demandas do mercado.

Quem depende da infraestrutura de TI para executar várias tarefas pode utilizar o Business Intelligence para maximizar a sua performance e eliminar problemas de segurança. Todas as informações relativas ao funcionamento da infraestrutura serão cruzadas para que vulnerabilidades e pontos que interferem negativamente no desempenho dos serviços de TI tornem-se mais visíveis, de modo que o gestor possa realizar correções precisas.

Já na gestão de projetos, o BI pode ser aplicado em várias etapas do planejamento a análise final de resultados. A viabilidade do projeto, os pontos que podem ser otimizados nas etapas futuras e os impactos nas receitas da empresa são identificados com mais facilidade e precisão. Isso auxiliará a companhia a sempre buscar melhores estratégias para executar os seus projetos e, com isso, atingir mais receitas e lucratividade.

O mercado atual não abre espaço para empresas cometerem erros. No seu dia a dia, o negócio deve estar preparado para tomar decisões com agilidade, segurança e baixo risco.

Afinal de contas, se um investimento ineficaz é tomado ou se um projeto não atinge os resultados esperados, a companhia pode perder muitas oportunidades de vendas. Por isso, ter um ambiente de alta performance e uma rotina de gestão capaz de entregar bons resultados é algo crítico.

Esse cenário pode ser atingido com o apoio de processos de análise de dados. Apoiadas em novas tecnologias, estratégias como o BI permitem que a empresa lucre mais investindo de forma mais inteligente.

O Business Intelligence, portanto, deve ser visto como uma maneira de orientar a empresa para uma cultura de contínua melhoria nos serviços do negócio e no seu posicionamento no mercado. Gestores terão processos mais integrados e de alta performance e, ao mesmo tempo, a tomada de decisões será baseada em uma rotina de análise com alto retorno. Isso garantirá que a empresa sempre conseguirá atingir as suas metas de mercado sem se expor a situações de risco ou ter um posicionamento menos eficaz do que o da concorrência.

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papel do gerente de projetos

Qual o papel do gerente de projetos nos métodos ágeis?

Figura de extrema importância, o papel do gerente de projetos é também muito importante quando o assunto é desenvolvimento com utilização de métodos ágeis. Sobre isso conversaremos neste post. Aqui você verá quais são as funções e atribuições deste profissional. Acompanhe! 

 O profissional

Antes de entrarmos propriamente em projetos guiados por métodos ágeis, devemos relembrar a importância do gerente em qualquer tipo de projeto, especialmente nos complexos. Ele é peça fundamental na organização dos os envolvidos (equipe, clientes, fornecedores etc.), da comunicação à mediação dos conflitos, passando por muitas outras atividades no meio.

Além de ser um profissional capacitado para liderar, é papel do gerente de projetos equilibrar orçamentos, escopos, prazos etc. e garantir que todos os processos serão implementados corretamente.

Scrum pode tornar o gerente de projetos desnecessário?

O método Scrum é baseado em três papéis: Scrum Master, Equipe de Desenvolvimento e Product Owner. Há outros profissionais envolvidos, leia mais aqui, ne nos aprofundamos no Scrum Team. Muitas das responsabilidades do tradicional gerente de projetos são cobertos por esses outros papéis:

• Foco do processo (Scrum Master);
• A alocação de tarefas (Equipe de Desenvolvimento);
• Gerenciando de problemas e dependências (Scrum Master / Product Owner);
• Priorização de requisitos (Product Owner);
• Suprimento (Product Owner);
• Gestão de risco (todos, através de planejamento do sprint, demos e retrospectivas).

Assim, dado que o todo é coberto, existe algum valor na atribuição do papel de um gerente de projetos para a equipe? Depende. O que é importante é considerar a dimensão e a complexidade do projeto e do ambiente.

Podemos pensar em projetos em um espectro de escala e complexidade através de uma série de fatores. Para projetos pequenos, em que a equipe Scrum deva entregar um produto de software com os riscos gerenciáveis e um ambiente de projeto muito simples a resposta provavelmente é não. Neste caso, é melhor seguir um princípio de núcleo Agile. Não há valor em ter um gerente de projetos na equipe apenas para o bem dela. Nesta situação, muitas vezes basta atribuir um Scrum Master da equipe, que deve assumir essas atividades tradicionais de gerenciamento de projeto.

No entanto, há projetos que assumem uma ordem superior de complexidade através de uma série de fatores (tamanho, perfil de risco, distribuição física da equipe, complexidade do processo de entrega etc.). Isso coloca diferentes exigências sobre a equipe, o que gera a necessidade de um gerente de projetos.

3 razões pelas quais o papel do gerente de projetos é guiados por métodos ágeis

Quando se trata de Agile, por mais que o termo “time auto gerenciado” esteja na moda, a figura do gerente de projetos ainda é fundamental. Apesar de os melhores resultados possíveis resultam da organização da equipe e da gestão em si, isso pode ser percebido como uma ameaça para alguns profissionais de gerenciamento de projetos, porque sugere uma diminuição do seu papel.

A seguir, veja três fortes razões que comprovam a importância do gerente de projetos em Agile:

1 – Liderança

Garantir que o time vá aderir aos métodos e processos é papel para um líder. Através de reuniões, definições de papeis e feedbacks constantes, o gerente de projetos atua como um verdadeiro líder: ele é um facilitador como o Scrum Master.

2 – Prestação de contas

O gerente de projetos garante a resolução de conflitos em relação ao que é esperado pelos usuários, ajudando a definir melhor, adequar, a escalada de histórias de usuários. Ele também faz a ponte entre a equipe e o cliente, assegurando, como Product Owner a prestação de contas.

3 – Proteção da equipe de influências externas

Também é papel do gerente de projetos garantir que a equipe terá “proteção” de influências externas. Ou seja, ele se coloca à frente do time para dialogar com os demais envolvidos no projeto e só repassar aos profissionais de desenvolvimento o que é realmente necessário para o projeto avançar. Ele também remove as barreiras que possam surgir durante o desenrolar do projeto como o Scrum Master.

O gerente deve assumir tarefas especializadas em projetos guiados por métodos ágeis

É importante salientar que a passagem do projeto tradicional para métodos ágeis não deve tornar o papel do gerente inútil. Pelo contrário, sua função na equipe torna-se mais especializada para determinadas tarefas de gerenciamento de negócios que não são abarcadas pelo Scrum Master, por exemplo. As tarefas que podem ser supervisionados pelo gerente de projetos em equipes agile podem incluir:
• Finanças do projeto;
• Relatórios de status;
• Governança do projeto;
• Identificação de papéis em falta e/ou recursos;
• Comunicação das partes interessadas de negócios;
• Comunicação e gestão de riscos;
• Planejamento do projeto;
• Gestão da mudança.

O PRINCÍPIO DA GESTÃO DE PESSOAS É O MESMO NOS MÉTODOS ÁGEIS

Métodos ágeis são excelentes para desenvolvimento de software. Eles ajudam a resolver algumas das rugas do processo cascata tradicional. Mas, por si só, não são trunfos para o sucesso do projeto. São as mesmas pessoas que têm de trabalhar e executar. E quando se trata de pessoas, é sempre um desafio.

Nenhuma metodologia pode fazer com que um gerente seja desnecessário em um projeto, pois as pessoas não são perfeitas e precisam de apoio e direcionamento. 
Ao mesmo tempo, os gestores também são seres humanos. Eles pertencem ao mesmo mundo feito de imperfeições. Determinadas decisões de gestão também pode falhar. As partes interessadas devem aceitar isso.

Como estão seus projetos de desenvolvimento ágil? E o papel do gerente neles? Deixe seu comentário!

gerente de projetos

A importância do gerente de projetos

Os tempos estão bons para novos projetos. Apesar dos engasgos que alguns países estão tendo, gerando desemprego e falta de crédito, o Brasil consegue manter a economia aquecida. Impulsionados pela Copa do Mundo, muitos setores têm investido em novas contratações, ampliações e reestrutura. Isso significa que todos os dias novos desafios são criados e é papel do gerente de projeto encará-los.

Da criação de um novo software para a gestão de um hotel até a expansão da indústria aeronáutica, todos os setores dependem de gerentes de projeto para o planejamento, execução e coordenação do time. Isso gerou uma grande demanda por profissionais da área e, segundo levantamento do Project Management Institute (PMI), elevou o salário médio para este cargo para 12 mil reais.

Ainda assim, muitos empresários não estão seguros sobre a importância desse profissional na sua empresa e, por não tê-los, acabam não alcançando os objetivos determinados.

A importância de um gerente de projetos

O gerente de projetos é fundamental em todas as fases, do planejamento às medições de resultado. Ele é um dos poucos agentes envolvidos que terá visão do todo e será capaz de coordenar o time em busca dos melhores resultados dentro do investimento e do cronograma utilizados.

Dessa forma, é preciso contratar alguém que tenha conhecimento do mercado e do produto ou serviço oferecido pela empresa. Quanto mais experiente o gerente, mais caro ele se torna, mas melhores podem ser os resultados, afinal, nada melhor do que alguém que conhece os imprevistos e os principais desafios de um projeto. Mesmo  projetos complexos são conduzidos por gestores que têm a responsabilidade de mantê-los dentro do cronograma. Será o gerente também que irá reportar os resultados e os problemas para os diretores da companhia.

Muitas vezes será necessário que sua empresa assuma projetos que fogem do conhecimento do seu time, nesses casos é ainda mais essencial a figura do gerente e do seu conhecimento.

Características de um bom gerente de projetos

O sucesso de um projeto pode ser determinado pela qualidade do seu gerente. É grande a importância de se escolher um bom profissional para o cargo. Conhecer sua experiência na área, projetos que deram certo, que deram errado e os motivos disso são apenas as primeiras dicas para a contratação.

Como o gestor será constantemente pressionado por resultados, é preciso saber como ele lida com essa ação. Muitas pessoas podem não se dar bem com prazos apertados ou mesmo cobranças em público, tornando insustentável para todo o time a tarefa de entregar o projeto. Junto disso, é fundamental que o gerente saiba delegar tarefas e lidar com pessoas. Afinal, projetos são entregues por um time, não apenas pelo gestor.

Por último, tenha certeza que o candidato à gerente conhece as principais metodologias de gestão. Atualmente, a grande maioria das empresas prefere métodos ágeis no desenvolvimento dos seus projetos. Isso significa que já há uma preocupação maior pelo uso otimizado dos recursos do negócio e o gestor precisa estar alinhado à essa nova gestão.

Contratar um bom gerente de projeto irá elevar sua empresa e seus projetos a um novo nível de profissionalização. Além de melhores resultados, você estará criando um novo diferencial competitivo.

Alguma dúvida sobre a importância de um gerente de projeto? Aproveite os comentários abaixo para entrar em contato.

PM Canvas APP

PM Canvas APP: Passo a Passo de como criar seu Canvas usando o aplicativo.

Com o grande sucesso do PM Canvas APP e a grande demanda por utilizar o aplicativo, disponível para iPhone e Android, lançamos a integração dele com o Project Builder. Neste artigo vamos explicar como criar do zero um Canvas com a sua equipe e como importá-lo para o Project Builder.

Com o PM Canvas APP você consegue construir um Canvas em tempo real, cada usuário interagindo em seu próprio Smartphone (Se você ainda não baixou faça download aqui para IOS ou para Android. No aplicativo, o resultado pode ser projetado também em tempo real ao longo da criação do Canvas, e ao final da sessão, um PDF pode ser compartilhado com os stakeholders ou importado para o Project Builder.

O PM Canvas APP permite que o Canvas seja construído por times geograficamente distribuídos. Se você ainda não conhece a metodologia, assista este vídeo, onde o Professor José Finocchio ensina de maneira muito didática como utilizá-la. Leia também o livro Project Model Canvas – Gerenciamento de Projetos Sem Burocracia. Aqui vai um pequeno guia sobre como proceder.

1) Peça aos participantes que baixem gratuitamente o PM Canvas APP em seus smartphones ou tablets, na Appstore ou na Goolge Play.

2) Registre-se por e-mail ou pelo Facebook. Quando você entrar pela primeira vez no aplicativo, ele vai pedir seu nome e o e-mail base, pelo qual você será convidado para participar dos projetos. Para usuários do Project Builder que desejam fazer a importação, é necessário utilizar o mesmo e-mail do PB no aplicativo.

Para quem optar pelo login via e-mail, o sistema enviará um e-mail de confirmação com um número de autenticação, que deverá ser inserido no aplicativo.

3) Agende uma sessão com os participantes, marcando dia e hora de início e término. Para melhorar a experiência, se as pessoas não estiverem todas no mesmo local, assegure-se que exista um canal de voz, como por exemplo o Skype, conectando todos os participantes.

3) Cuide da logística da(s) sala (s), por exemplo: garanta que exista um projetor ou TV, para que todos possam visualizar em conjunto o Canvas sendo produzido em tempo real (pode também ser numa tela grande de um micro).

4) Escolha um gerente de projeto facilitador da sessão. Entre na tela do APP e na tela “Canvas”, clique em “+” no canto superior direito para criar um novo projeto.

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O gerente de projeto escolhido vai propor um PITCH- uma frase que resume o projeto e criar esse projeto no APP em seu aparelho.

Logo em seguida ele deverá inserir os convidados informando seus respectivos e-mails. Cada convidado receberá um e-mail de convite, e também o PITCH do projeto criado, que aparecerá automaticamente na lista do Canvas de cada um dos participantes, basta eles selecionarem o projeto e começarem a participar.
Obs: Os projetos nos quais você assumiu o papel de gerente de projeto, aparecem no topo da lista com o símbolo “GP” num círculo azul.

Quando você estiver numa tela, perceba que ao lado esquerdo superior de cada post existe um ícone de post-it. Este símbolo determina se o que foi digitado é um post válido para ser publicado no Canvas do grupo ou apenas um comentário visível a todos.

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Ao selecionar um projeto você vai se deparar com uma lista dos 13 componentes do Canvas, conforme mostrado na figura abaixo:

IMG 3307

Se aparecer uma bolinha vermelha com número dentro, exibida ao lado de cada componente, isso mostra o número de posts que seus colegas de projetos já digitaram e você ainda não leu.

Se estiver selecionado o post-it vai ficar amarelo e aparecer no Canvas que está sendo construído. Se não estiver selecionado o post fica branco e não aparece no Canvas.

Se você quiser projetar o Canvas, basta conectar o micro no projetor e abrir o browser com o link enviado.

Importando o Canvas para o Project Builder

integracao-canvas-projectbuilder

Para importar o Canvas planejado para dentro do seu ambiente Project Builder basta acessar > Projetos > Importação PM Canvas.

Neste momento o PB irá enviar um e-mail com um código, então basta informar esse código e confirmar a importação do seu Canvas. Feito isto, cada um dos 13 blocos é alimentado dentro do Project Builder. Em breve faremos um webinar sobre isso.

Realize a dinâmica e nos conte como foi!

gestão de custos e receitas

Afinal, por que é importante a gestão de custos e receitas de um projeto?

A gestão de custos e receitas é um dos maiores desafios de gestores durante a execução de projetos corporativos. Fatores como erros operacionais, desperdício de recursos e atrasos podem comprometer o orçamento do negócio e prejudicar o retorno que é obtido sobre o seu investimento.

Nesse cenário, os processos preventivos são fundamentais para que o gestor possa preparar-se para lidar com cada problema e, assim, garantir o sucesso de uma iniciativa.

Quando falamos de gastos excessivos, a prevenção de desperdícios é feita por meio dos processos de gestão de custos e receitas. Esse conjunto de estratégias reduz riscos, evita desperdícios e garante que o orçamento seja seguido a risca. Se você quer saber mais sobre o tema, continue a leitura!

A importância da gestão de custos e receitas

Projetos corporativos podem ter problemas ocasionados por um grande número de fatores. O excesso de gastos, por exemplo, pode ser um dos mais graves. Quando ele ocorre, a companhia estoura o seu orçamento e diminui a sua capacidade de adaptar-se a mudanças.

Em outras palavras, sem um autocontrole de custos, os projetos de um negócio podem não atingir os resultados esperados. Os recursos necessários para executar as etapas ausentes, em muitos casos, podem faltar. Assim, o retorno obtido com a iniciativa cai, prejudicando a competitividade da companhia.

É nesse cenário que surgem os processos de gestão de custos e receitas. Eles são estruturados para que empresas possam identificar a viabilidade de uma iniciativa, reduzir desperdícios e manter as finanças equilibradas. Além disso, o custo final do projeto cai, dando ao negócio mais margem para investir em novas soluções e ofertar serviços mais fáceis de serem adquiridos.

Política de controle de custos

Uma política de controle de custos é feita a partir de três bases. Juntas elas permitem ao negócio ter um planejamento mais abrangente e eficaz. São elas a definição das estimativas de custos, a determinação do orçamento base e a aplicação dos processos de controle de gastos, que podem ser definidas da seguinte forma:

  • no cálculo de estimativas, o negócio levanta informações sobre tudo o que será necessário para a execução do projeto, inclusive os custos para lidar com os riscos identificados;
  • a determinação de um orçamento transparente, objetivo e direto;
  • a aplicação e o monitoramento de estratégias para controle de gastos.

A primeira etapa facilita a identificação de pontos de atenção e fatores de riscos que possam comprometer o sucesso do projeto. Muito focada em análise de dados, ela dá ao gestor as bases para que ele tenha uma visão abrangente sobre todos os custos que podem influenciar os gastos da empresa.

Na definição do orçamento, a colaboração é um ponto chave. Com ela, o gestor conseguirá definir a quantidade (e o destino) de recursos necessária para atingir os objetivos da iniciativa.

Mas lembre-se que essa etapa sempre deve ser feita tendo como base os dados levantados no cálculo de estimativas. A empresa deve utilizar tais informações como um fator estratégico para calcular a quantidade de recursos necessária em cada etapa e, assim, evitar a falta de verba para a compra de materiais.

Por fim, a aplicação das estratégias de gestão de custos deve ser vista como um processo contínuo. Quando ela ocorre, a equipe consegue trabalhar com mais qualidade, corrigindo erros rapidamente. O gestor terá um forte controle dos fatores que influenciam o sucesso do projeto e já terá medidas prontas para atacá-los.

Vantagens de se possuir uma boa política de gestão financeira

Uma boa política de gestão de custos e receitas pode trazer uma série de vantagens para a empresa. Confira as principais e saiba porque adotar essa estratégia em seus projetos pode ser uma boa ideia!

1. Maior controle da rentabilidade do negócio

Toda empresa busca maximizar a sua rentabilidade. E eliminando desperdícios por meio de uma boa gestão de custos, o negócio pode aumentar o retorno sobre os seus investimentos facilmente, uma vez que gastos imprevistos ou desnecessários serão evitados.

2. Possibilidade de resolver rapidamente contratempos

A gestão de custos e receitas trabalha com a criação de uma série de mecanismos de controle. Dessa forma, se algum erro ou imprevisto ocorrer, os profissionais terão como solucionar as ocorrências de maneira rápida, evitando o aumento dos prejuízos.

3. Rotinas de tomada de decisão mais eficazes

Quando o planejamento é otimizado, a companhia pode otimizar as suas rotinas de tomada de decisão. Os gestores terão dados mais precisos e atualizados sobre todos os fatores que envolvem a lucratividade de cada etapa. Assim, eles podem desenvolver projetos com mais qualidade e precisão, adotando as melhores estratégias para atingir os objetivos esperados.

4. Diminuição de riscos

O controle de custos aplicado à gestão de projetos reduzirá grande parte dos riscos que podem impedir o seu sucesso. A empresa saberá exatamente todos os fatores que influenciam na lucratividade da iniciativa e, assim, conseguirá fazer um planejamento orçamentário de alta qualidade. Dessa forma, os riscos de imprevistos afetarem os seus processos será muito menor.

Utilizando a tecnologia para otimizar processos de gestão de custos e receitas

No ambiente corporativo, a tecnologia pode ter um papel chave para que empresas consigam otimizar as suas políticas de gestão de custos e receitas. Ferramentas de gestão de projetos permitem que o gestor acompanhe com alta precisão os gastos de todas as áreas, evitando erros e gargalos operacionais. Além disso, desperdícios são encontrados com mais facilidade e exatidão, evitando prejuízos.

Com softwares de comunicação e armazenamento de dados na nuvem, a empresa também pode eliminar parte dos seus gastos operacionais. A troca de informações estratégicas será mais ágil e precisa. E com erros de comunicação sendo menos frequentes, os índices de retrabalho caem.

Além disso, as soluções para monitoramento e distribuição de tarefas auxiliam gestores a acompanhar a evolução de cada rotina em tempo real. Os processos serão distribuídos com mais agilidade e precisão, evitando falhas no dia a dia da companhia. Assim, a empresa pode atingir os seus resultados com maior facilidade, sem comprometer o seu orçamento.

Além das práticas citadas, existem uma série de outras estratégias que podem ser implementadas para otimizar os processos de gestão de custos e receitas. Conheça as melhores no nosso blog!

Architecture Owner

Agile Team: quais as funções do Architecture Owner em métodos ágeis?

Falamos recentemente sobre as funções dentro de um Scrum Team, apresentando o Scrum Master, o Product Owner, o DevOps, o User Experience e o Growth Hacker. Mas sabia que, quando se trata de metodologia ágil, existem outros papéis de suma importância? Pois é o caso do Architecture Owner. Esse profissional tem como missão facilitar a modelagem da solução, atuando como um mentor do Agile Team no que se refere à arquitetura do software. Neste post vamos entender direitinho qual é o papel do Architecture Owner dentro do Agile Team e como ele contribui para o sucesso do gerenciamento de projetos ágeis em geral. Pronto? Então confira:

A atuação do Architecture Owner

O Architecture Owner é o responsável por definir a estrutura, a organização e a forma de manutenção do software, atuando junto ao Agile Team em uma abordagem colaborativa e incremental. Isso significa que ele não toma as decisões sozinho, planejando os passos e compartilhando com o time a fim de receber feedbacks e alinhar os requisitos às necessidades do cliente.

Ele pode ser membro do Agile Team, dedicando-se em tempo integral à solução, pode atuar como um consultor para um portfólio de projetos ou ainda assumir o papel de Product Owner. Lembrando que, quanto maior for a complexidade do projeto, maior também é a necessidade de ter esse profissional dedicado em tempo integral à solução, acompanhando a evolução do software dia após dia.

É por esse motivo que vemos o Architecture Owner em grandes times de projetos ágeis, em que há a necessidade de se construir subequipes de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, manter a mesma arquitetura em todo o processo de desenvolvimento.

Os princípios da arquitetura ágil

Assim como há um conjunto de melhores práticas para o desenvolvimento de softwares por meio de métodos ágeis, existe também um conjunto de objetivos e princípios que norteiam a atuação dos Architecture Owners. É importante conhecer esses objetivos e princípios para entender a complexidade da atuação desses profissionais e desenvolver essas habilidades para se tornar um Architecture Owner de sucesso. Então confira:

Objetivos do arquiteto ágil

• Foco na entrega de soluções;
• Maximização de valor para todos os stakeholders do projeto;
• Desenvolvimento de soluções que atendam às necessidades dos stakeholders;
• Ativação do próximo esforço, isto é, do próximo passo;
• Gestão da mudança e da complexidade do projeto.

Princípios do arquiteto ágil

• Foco nas pessoas, mais do que nas ferramentas e tecnologias;
• Comunicação clara e assertiva com todos os stakeholders;
• Simplicidade no desenvolvimento da solução;
• Abertura e flexibilidade a mudanças;
• Priorização da solução certa para a empresa e não para determinado stakeholder;
• Entrega de um software de qualidade;
• Documentação ágil e simples.

As atribuições do arquiteto ágil

De maneira geral, podemos listar as funções do Architecture Owner da seguinte forma:
• Identificar os requisitos arquitetônicos da solução;
• Comunicar aos stakeholders sobre esses requisitos e como serão desenvolvidos;
• Descrever metáforas, princípios e padrões de arquitetura para o software;
• Definir as tecnologias e ferramentas a serem utilizadas durante o desenvolvimento;
• Determinar as especificações e interfaces dos componentes;
• Verificar a adequação da solução aos requisitos previamente identificados;
• Treinar o Agile Team para o desenvolvimento da arquitetura do software.

Além das atribuições técnicas, o Architecture Owner também tem uma função gerencial, no sentido de mediar conflitos e orientar o Agile Team no desempenho de suas atividades. Esse profissional também atua na integração da comunicação entre stakeholders, fazendo com que todos entendam o software da mesma forma e saibam como ele será desenvolvido a fim de atender aos mais diversos interesses.

As características de um Architecture Owner

Já vale ressaltar que não existe uma formação específica para se tornar um Architecture Owner, portanto, qualquer profissional com habilidades para planejar, organizar e controlar os requisitos de arquitetura de um software pode se aventurar por esses caminhos. Contudo, a verdade é que quanto maior for seu conhecimento sobre a área em que está inserido, melhor será seu desempenho.

Em vez de pensarmos em formação técnica, vamos então listar as características que melhor definem um arquiteto de soluções nos métodos ágeis:

Visão à frente

A capacidade de enxergar além dos requisitos técnicos permite ao Architecture Owner se antecipar a mudanças, prever tendências e estar preparado para oferecer sempre a melhor solução e no menor tempo possível. Sendo assim, procure se manter um passo à frente, olhando para o futuro em vez de ficar preso somente ao que está sendo solicitado no momento.

Ótica dos usuários

O Architecture Owner deve sempre ver a solução sob a ótica dos usuários, pensando em como o software contribuirá para melhorar o dia a dia das pessoas que o operarão. A ferramenta é funcional, intuitiva e fácil de manusear? O olhar cuidadoso sobre esses requisitos permite que o profissional desenvolva uma solução com maior valor agregado, que realmente atenda às necessidades do cliente.

Abertura a novidades

Mudar o processo, trazer inovações para o Agile Team e desenvolver novas formas de arquitetar um software também são habilidades inerentes ao Architecture Owner, que por isso deve estar sempre atualizado sobre as inovações tecnológicas, experimentar novas ideias e instigar o Agile Team a fazer o mesmo.

Mediação de conflitos

Por mais que as discordâncias façam parte do a dia a dia das equipes autogerenciáveis, elas nem sempre elas conseguem chegar a um consenso sozinhas. É aí que entra a figura do Architecture Owner, orientando sobre as melhores práticas e ajudando o Agile Team a prosseguir com o trabalho de forma harmônica.

Relacionamento interpessoal

A capacidade de lidar com pessoas com competências completamente distintas diariamente precisa ser exemplarmente desenvolvida por esse profissional. Compreender as motivações e limitações do Agile Team contribui para melhorar a integração entre os profissionais e aumentar a produtividade da equipe como um todo.

Experiência multidisciplinar

Uma experiência multidisciplinar é fundamental para que qualquer profissional desenvolva um bom trabalho como Architecture Owner. A multiplicidade de pontos de vista contribui para a atuação em diversos segmentos de mercado e traz novos olhares sobre os projetos desenvolvidos. Como cada situação exige uma postura diferente, a preparação se torna fundamental para assumir diversos papéis e funções durante o desenvolvimento ágil de projetos.

O gerenciamento de projetos por métodos ágeis vem se mostrando como a melhor forma de atender às necessidades mais recentes do cliente, gerando valor em todo o processo. Mas para obter êxito em cada iniciativa, é preciso pensar no Agile Team como uma integração de esforços para uma solução mais eficaz e rentável. Dentro dessa perspectiva, conforme aumenta a complexidade de cada projeto, é preciso agregar profissionais que entendam determinadas necessidades e requisitos da solução.  Esse é o Architecture Owner.

E você, já conhecia essa posição dentro do Agile Team? Sua empresa já conta com a experiência e o conhecimento desse profissional? Deixe seu comentário!

metodologia de gestão

Criando uma metodologia que combine com a sua empresa

Para realizar a gestão de um projeto ou de uma empresa é preciso adotar uma metodologia que padronize os processos e métodos com o objetivo de otimizar os recursos disponíveis, sejam eles humanos, materiais ou financeiros.

Nestes casos, além da direção da empresa é necessário também contar com uma equipe que irá gerenciar projetos, na qual esteja claro quem é o gerente do projeto. Esta pessoa não deve ser necessariamente o gestor da empresa e sua principal responsabilidade é manter o controle da equipe e garantir que os projetos sejam desenvolvidos de acordo com seu escopo.

É possível também adaptar as abordagens de gestão de projetos e criar uma metodologia própria, que atenda às demandas específicas de sua empresa. Confira a seguir o que você deve saber para criar uma metodologia de gestão que combine com seu negócio.

Melhores práticas

Antes de pensar em criar uma metodologia própria para sua empresa é preciso se espelhar no que já existe. Afinal de contas, se boa parte das companhias utilizam como referência o PMI, Project Management Institute e sua publicação PMBOK, Project Management Body of Knowledge, sua empresa deve pelo menos conhecê-lo para criar algo novo.

Em resumo, o PMBOK considera 10 áreas do conhecimento que devem ser gerenciadas nos projetos de uma empresa:

1. Integração
2. Escopo
3. Tempo/Prazo
4. Custos
5. Qualidade
6. Recursos Humanos
7. Comunicações
8. Riscos
9. Suprimentos e Contratos (Aquisições)
10. Partes Interessadas

Tenha em mente estas áreas antes de criar a metodologia para sua empresa. Pense na importância de cada uma delas para seu negócio, em especial as áreas de escopo, prazo, custo e qualidade. Você deverá levar em conta também a gestão de documentação e conhecimento se deseja adaptar esta metodologia para sua companhia.

Porte e setor

Outras questões importantes que se deve ter em mente ao criar uma metodologia de gestão de projetos específica para sua empresa são a análise do tamanho do negócio e área de atuação.

Como é a organização funcional de sua empresa? O grupo está comprometido com a proposta metodológica? No caso de pequenas e médias empresas, as PMEs, a implementação de uma metodologia de gerenciamento de projetos deve envolver todos os funcionários. Já em empresas de grande porte é recomendável trabalhar por equipes e prioridades com foco em treinamento.

O setor de sua empresa também influencia diretamente na adaptação ou criação de uma metodologia de gerenciamento de projetos. Com base nas melhores práticas do PMI os negócios podem dar mais foco a diferentes áreas do conhecimento. Na indústria, por exemplo, a gestão da qualidade merece bastante atenção. Já no setor do varejo, o gerenciamento de contratos se mostra essencial para garantir o bom desempenho da logística do negócio.

Abordagens Adaptativas de Gerenciamento de Projetos

A criação de abordagens adaptativas de gerenciamento de projetos está diretamente relacionada com o cenário instável e imprevisível dos negócios atualmente. Em essência, esta metodologia diferencia os projetos considerados estratégicos por cada uma das empresas. Estes podem ser um novo produto, um contrato importante, um lançamento, variando de acordo com o setor. É importante ressaltar que projetos com maior carga de inovação precisam adotar uma abordagem adaptativa para obterem sucesso.

Para elaborar uma abordagem adaptativa de gerenciamento de projetos para sua empresa, é preciso partir da premissa de que os projetos devem ser reconhecidos como diferentes entre si. Em consequência, a gestão de cada um deles deve ser ajustada para contemplar a variação com relação aos objetivos, atividades e meio ambiente. Na concepção de sua abordagem adaptativa leve em conta também as diferentes complexidades e incertezas específicas de cada projeto.

Alguns dos critérios adicionais que você pode adotar em sua metodologia adaptativa são a avaliação de segurança, operacionalidade, impacto do negócio e meio ambiente. Estas abordagens também se diferenciam por um foco específico na gestão de requisitos e construção do produto.

Por fim, lembre-se de criar uma metodologia adaptativa para seu negócio por etapas, investindo primeiramente em projetos considerados estratégicos, para depois adotar a prática em outros processos gerenciais de seu negócio.

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scrum ou kanban

SCRUM ou Kanban? Entenda suas diferenças e escolha qual adotar

Ao pensar em como lidar com prazos e organizar o fluxo de trabalho, é natural que os gerentes de projetos tenham dúvidas sobre qual a melhor escolha: Scrum ou Kanban. Afinal, ambos os métodos são tendências e apresentam benefícios específicos para os times.

Nesse sentido, é importante considerar não apenas as vantagens de cada modelo , mas também as características da sua empresa. A decisão varia conforme o tipo de trabalho realizado e a cultura instalada, logo, o que é adequado para uma organização pode não ser para a outra.

Para conhecer as metodologias e entender qual delas trará mais resultados, continue a leitura deste conteúdo. Ao longo do texto, apontamos as diferenças entre Scrum e Kanban, bem como os passos para encontrar o modelo ideal para o seu escritório de projetos. Não deixe de conferir!

O que são essas metodologias?

Scrum e Kanban são ferramentas alinhadas com a cultura ágil. Assim, priorizam o trabalho colaborativo, focam nos resultados, buscam a interação com os destinatários da solução e tentam responder às mudanças mais do que seguir um plano ou ter uma documentação abrangente dos projetos.

Scrum

O primeiro método se caracteriza pelo desenvolvimento por meio da repetição de ciclos curtíssimos de trabalho. A ideia é criar listas de melhoria para serem implementadas em períodos de 1 a 5 semanas, reiterando o processo várias vezes, de modo que o produto passe por melhorias contínuas, rápidas e incrementais.

Para que isso funcione, o Scrum traz papéis e etapas muito bem definidas. Cabe aos times — que precisam ser multifuncionais — se adaptarem ao modelo. Veja alguns conceitos que precisam ser assimilados no dia a dia:

  • product backloglista geral e atualizada de funcionalidades ou benefícios que se pretende implementar em um produto;
  • product owner: responsável por definir o conteúdo do product backlog, geralmente uma pessoa com contato direto com o cliente;
  • sprint: ciclo curto, de 1 a 5 semanas, em que serão destacadas, desenvolvidas e implementadas as funcionalidades ou benefícios da lista geral;
  • scrum team: equipe multifuncional que recebe a incumbência de atuar nos projetos;
  • scrum master: líder que coordena as atividades do time, garantindo que as pessoas sigam os valores do Scrum.

Perceba que há uma iteração de atividades. As melhorias são destacadas do product backlog, desenvolvidas no sprint e retornam com funcionalidades concretizadas à lista geral. Posteriormente, são identificadas novas melhorias e o processo se repete.

Kanban

Por sua vez, nessa segunda metodologia, o foco não é a concentração em uma parte das tarefas por sprint, mas a organização global do fluxo de trabalho. Todas as tarefas são divididas em quadros ou painéis visíveis, de modo que possam ser movimentadas conforme seu status: pendentes, em andamento ou concluídas.

A consequência é que a equipe terá clareza sobre o esforço necessário e realizado, tendo um controle rigoroso de todos os passos até a entrega do projeto. Assim, não há a mesma rigidez de regras e papéis, mas uma ferramenta que adere ao modo de trabalho do time.

Além disso, o Kanban permite um desenvolvimento ágil, pois sempre que uma tarefa passa do estágio de pendência até a conclusão, pode ser realizada uma entrega. Logo, a evolução do projeto ocorre de maneira contínua, de modo que os gerentes priorizam e terminam as tarefas gradativamente, até que tudo esteja concluído.

Também vale ressaltar que não há uma única forma de distribuir as atividades. Os pontos centrais — pendências (fazer), em andamento (fazendo) e conclusão (feito) — podem ser desdobrados em etapas específicas dos projetos da empresa, inclusive, já ensinamos como realizar a adaptação do Kanban.

Quais são as diferenças entre as metodologias?

Para que você possa decidir entre Scrum ou Kanban, é importante comparar as características de cada metodologia e, assim, entender qual delas melhor atende às necessidades dos projetos da sua empresa. Pelo que foi visto acima, alguns pontos de oposição são os seguintes:

  • Scrum
    • foco em poucas funcionalidades por vez;
    • organização do trabalho em ciclos curtos de desenvolvimento;
    • adaptação das equipes às regras e papéis;
    • entrega geralmente realizada em blocos de tarefas, que são concluídas após cada sprint;
    • modelo com incentivo à mudança, porque o sprint requer a identificação de melhorias.
  • Kanban
    • foco na gestão global do projeto;
    • organização do trabalho de forma contínua, em pendências, andamento e conclusão;
    • adaptação do modelo às características da equipe;
    • entrega é definida pela equipe e pode ser contínua;
    • modelo permite a mudança.

Resumidamente, o Scrum é utilizado para direcionar os esforços, pois impõe regras com o objetivo de promover incrementos de valor aos produtos. Já o Kanban organiza as atividades, melhorando a clareza sobre o fluxo de trabalho, mas sem impor uma forma de realizá-lo.

Como identificar o ideal?

O modelo de trabalho mais adequado depende do ajuste entre as características das metodologias e as necessidades e estratégias da sua empresa. Logo abaixo, há uma lista de pontos que devem ser considerados ao definir o cenário ideal.

Modelo atual

A primeira comparação é saber se é mais vantajoso importar o modelo atual para o Kanban ou mudar tudo e implementar o Scrum. O quadro de perdas e ganhos pode ser uma boa ferramenta para entender os pontos positivos e negativos. Para usá-lo, responda a quatro perguntas.

  • O que se ganha ao implementar o Scrum?
  • O que se perde ao implementar o Scrum?
  • O que se ganha ao não implementar o Scrum?
  • O que se perde ao não implementar o Scrum?

Posteriormente, repita o procedimento em relação ao Kanban, considerando a possibilidade de reaproveitar muitas das atividades que já são desenvolvidas na empresa.

Características do time

A resistência dos profissionais à mudança também deve ser considerada. Procure entender se o time se adaptará ao modelo proposto pelo Scrum, principalmente se terá a disciplina para trabalhar em sprints. Isso porque o Kanban se adapta melhor aos diferentes tipos de cultura.

Desafios enfrentados pelo escritório de projetos

Um último ponto é entender qual é a principal demanda. Isto é, se, de fato, o escritório de projetos busca uma nova maneira de criar valor e promover melhorias ou se o ponto-chave é a falta de clareza, dificuldade em cumprir prazos e outras questões relacionadas à organização e à gestão do fluxo de trabalho.

Enquanto um método oferece um procedimento para melhorar os produtos incrementalmente, o outro apresenta flexibilidade e adere aquilo que já é concretizado dentro da empresa.

Portanto, decidir sobre Scrum ou Kanban exige a reflexão sobre quais são os desafios enfrentados pelo escritório. Cada um atende a um conjunto de necessidades diferentes e saber quais são as dificuldades enfrentadas pela sua equipe é fundamental. Reúna o time, colha feedbacks e reflita sobre a melhor opção.

Se quiser aprender mais sobre as metodologias ágeis, acesse nosso texto sobre como aliar essa cultura aos métodos tradicionais!

Equipes de Alta Performance

Como formar equipes de alta performance em projetos?

O gerenciamento de projetos deve ser feito seguindo algumas boas práticas para que ele retorne os resultados desejados pelo negócio. Nesse sentido, a formação de equipes de alta performance é um dos pontos mais relevantes.

Mesmo reconhecendo essa importância e necessidade, pode ser difícil chegar a esse objetivo. Para que seu caminho até lá fique mais fácil, veja, a seguir, algumas dicas imperdíveis:

Preocupe-se com o projeto e com as pessoas

Como gestor, você tem uma responsabilidade que vai além de gerenciar e acompanhar resultados ou de pensar no sucesso do projeto, apenas. É preciso agir de forma a gerenciar as pessoas de maneira realmente efetiva, já que elas são as grandes responsáveis por conseguir transformar o projeto em um sucesso.

Não adianta selecionar as pessoas certas para a equipe e não dar estímulo para produzir de maneira adequada, por exemplo. Também não adianta criar um ambiente pouco condizente com as metas e objetivos, o que prejudica todo o andamento do projeto.

Sendo assim, o papel do gestor é, sim, se preocupar com os resultados do projeto, mas ele também deve olhar para as pessoas que compõem a equipe de execução. Ser empático e altamente inspirador funciona muito melhor para conquistar a alta performance.

Dê importância à gestão de pessoas para formar equipes de alta performance

Mais do que avaliar as capacidades e habilidades no processo de seleção para uma equipe, é fundamental saber como trabalhar e desenvolver essas habilidades em busca dos resultados.

É justamente isso o que faz a gestão de pessoas: desenvolver as capacidades dos colaboradores para que seja possível obter os resultados almejados — seja em um projeto ou na realidade da empresa como um todo.

Se esse tipo de gestão for colocada em prática do jeito certo, a equipe trabalha com sinergia e produtividade, diminuindo os erros e o tempo para conseguir chegar ao ponto de destino desejado.

Aposte na união da equipe e inove

Entendendo o papel do gestor e da gestão de pessoas, é hora de partir para a formação de uma equipe de resultados excepcionais. Para que isso seja possível, algumas recomendações incluem:

Capriche na comunicação

Não existe equipe de sucesso que não tenha a uma comunicação intensa, viva e contínua entre todos os seus integrantes. Caso os membros não troquem ideias entre si ou o próprio gestor não esteja disposta a dialogar, as chances de sucesso são mínimas.

Por isso, o ideal é criar um canal de comunicação aberto, livre e horizontal no qual a gestão pode falar com os colaboradores, os colaboradores podem falar com a gestão e os colaboradores possam dialogar entre si.

Além de estimular a criação de um ambiente colaborativo, busque também o alinhamento de expectativas desde o começo. Todos devem saber quais são os objetivos e estratégias e, conforme o projeto tenha início, como está o andamento. A transparência faz uma diferença positiva e oferece resultados diferenciados.

Delegue tarefas e dê autonomia

Como o objetivo é ter uma equipe de alta performance, o trabalho coletivo deve ganhar grande importância. Sendo assim, agir de maneira fortemente centralizadora não vai ajudar você, a equipe ou mesmo o projeto.

O ideal é delegar tarefas — apenas faça isso para as pessoas certas. Diante das necessidades específicas de cada uma dessas tarefas, encontre no grupo a pessoa ou as pessoas mais apropriadas para a sua execução. Dê orientações, treinamentos e auxílio, mas também dê autonomia.

Ao oferecer relativa liberdade, os laços de confiança se fortalecem e os resultados são obtidos mais facilmente. Apenas mantenha controle sobre os resultados e dê orientações em momentos específicos de avaliação.

Resolva conflitos internos

A busca por resultados muitas vezes se torna tão intensa que leva à geração de conflitos internos. Seja pela falha na comunicação ou pela competitividade propriamente dita, nada impede que a equipe se veja enfrentando dificuldades geradas pelos conflitos.

Embora essa situação não possa ser totalmente eliminada ou impedida, ela pode e deve ser gerenciada corretamente. Nesse caso, o gestor precisa agir como mediador, sem tomar lados e buscando a melhor solução não apenas para as pessoas, mas também para o projeto.

Quanto mais rápida for a solução, menores são os efeitos causados por esse tipo de situação. Além disso, um ambiente sem conflitos gera um clima organizacional melhor e mais adequado.

O impacto disso é o aumento da motivação e, por consequência, o aumento da produtividade. Também há uma diminuição na insatisfação e na taxa de rotatividade, deixando a equipe mais unida. Com isso, é mais fácil conquistar resultados diferenciados no projeto.

Não tenha medo de quebrar paradigmas

O objetivo não é conseguir alta performance? Então é fundamental ter em mente que nem sempre isso é obtido pelo caminho mais comum. Muitas vezes, aliás, vai ser necessário seguir por direções muito pouco usuais ou mesmo inexploradas.

Como gestor, você deve estar disposto a assumir responsabilidades e correr alguns riscos controlados, se for para o sucesso do projeto. Sendo assim, use o sucesso como seu melhor indicador e não tenha medo de quebrar alguns paradigmas.

Desde que os valores da empresa sejam respeitados e as pessoas geridas da maneira certa, o caminho para chegar até os resultados pode seguir por direções inesperadas. Tenha a mente aberta e esteja atento a todas as possibilidades, de modo a aproveitar boas oportunidades que surgirem.

Como o gestor também deve inspirar as pessoas, tomar a frente e ousar em certos pontos, funciona como uma força motriz ideal para conseguir mais engajamento e soluções que fogem do óbvio. Além de economizar tempo e dinheiro, isso também oferece mais confiança e coesão para a equipe.

A formação de equipes de alta performance em projetos é só uma das muitas atribuições que são dadas a um gestor. Usando a gestão de pessoas da forma certa — como com comunicação, delegação e resolução de conflitos e desafios — o projeto é capaz de oferecer resultados que ficam muito acima da média.

O que você tem feito para conseguir melhores resultados? Quais são seus desafios? Deixe um comentário aqui embaixo, contando pra gente!