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gestão da inovação

Como incorporar a gestão da inovação no seu negócio?

A importância de inovar para se manter competitivo levou à necessidade de implementação de técnicas de gestão da inovação, que vão mudar a cultura de sua empresa.

Criar produtos, serviços e encontrar novas oportunidades de negócio não é só questão de pesquisa e muitas horas de trabalho. A cultura empresarial, sua equipe e o modo como os gestores posicionam a importância de fazer diferente é fundamental para que ela funcione e dê resultados.

Muitos gestores cometem o erro de se preocuparem apenas com operações em curto e médio prazo, perdendo a oportunidade de detectar o que o negócio pode fazer além dos concorrentes. A disciplina de gestão da inovação surge como uma maneira de guiar esses marinheiros de primeira viagem na condução de iniciativas que tornarão sua empresa um celeiro de ideias, oferecendo a oportunidade para que seus colaboradores integrem esse processo de maneira ativa.

Outros conhecem a necessidade de inovar para se manterem atuantes, mas conduzem o processo de forma pouco produtiva e não aproveitam tudo o que a inovação pode fazer por suas companhias.

Horas de brainstorming, equipes isoladas e projetos descontinuados lhe parecem familiares? Aprenda como aprimorar tais instrumentos e obter mais do processo de inovação com a ajuda deste artigo!

Planejamento, definição de metas e estruturação do processo inovativo

Um dos erros mais comuns é a definição de como inovar. A busca por atividades que conduzem a soluções criativas pode ser um grande desafio, levando a horas de trabalho desperdiçadas e poucos resultados. Para evitar isso, é preciso ter um plano de ação e saber o que seu empreendimento pretende obter do processo inovativo.

Mas como criar algo novo de forma direcionada, se não sabemos quais serão as soluções e propostas adequadas ao problema que temos em mãos?

Limitar o escopo da inovação não é exatamente sinônimo de direcioná-lo, o que deve ser prioridade aqui. Ao dar início a uma busca por soluções, temos algumas variáveis conhecidas: a sua área de atuação, as especialidades de seu time e o problema em questão.

Fazer com que essas variáveis funcionem de maneira harmoniosa é o desafio, que passa pela definição de quem participará do processo e de um orçamento para a geração de resultado, o que direciona os esforços de sua equipe de forma clara. Quando falamos em definir metas, essa deve ser a prioridade de gestores ao pensar em inovação.

Configurando equipes eficientes para a gestão da inovação

Multidisciplinaridade deve ser palavra de ordem na hora de escolher quem vai compor seu time de inovação e é um dever dos gestores conhecer bem o bastante seus negócios para que isso não seja um desafio. A composição deve ser feita com pelo menos um profissional de cada uma das suas áreas de atuação e priorizar os mais dinâmicos. Busque quem sabe trabalhar em equipe e consegue ouvir as ideias dos outros, construindo parcerias fortes entre profissionais de nichos distintos. É essa comunicação integrada entre eles que vai oferecer espaço para descoberta. E garantir que ela aconteça de forma harmoniosa, é parte de uma boa gestão da inovação.

Integrando equipes e combinando ideias

Combinar ideias e construir conhecimento novo só será possível se esse processo tiver alguém para conduzí-lo, mantendo em mente aquele planejamento que foi feito na primeira etapa. Sua empresa pode se beneficiar também do uso de ferramentas colaborativas que vão encurtar distâncias e diminuir os custos nessa inovação, como o Google Docs e OneDrive.

Misturar ideias para chegar a novas conclusões é a forma mais fácil de dar início a este processo. Com um problema em mãos é hora de fazer uma reunião entre os departamentos e um brainstorming com sugestões, críticas e comentários da equipe designada. Muitas vezes o erro é investir demais numa solução que só tem aspectos de uma natureza, como uma nova estratégia de marketing que não leva em consideração as capacidades logísticas do seu empreendimento. Para fugir desse tipo de problema tente misturar um pouco as coisas, combinar insights de múltiplos profissionais e construir a partir daí uma solução única e com a sua marca.

É isso que vai garantir que estamos realmente trabalhando com inovação e não apenas aperfeiçoando aquilo que já fazemos. Comunicação, integração e troca de aprendizados são essenciais para uma boa gestão da inovação.

Avaliação contínua

O que torna o processo de gestão da inovação eficiente para seu negócio é a avaliação contínua de como esse processo está sendo realizado. É preciso reavaliar durante todo o tempo como as soluções criadas se diferenciam do que já existe, se elas funcionam do ponto de vista do custo-benefício e qual o potencial na criação de novas oportunidades de negócio para sua empresa que pode advir delas.

Avaliar a qualidade da geração de ideias e das ideias em si é o que diferencia um processo inovativo de sucesso, e deve ser feito ao longo de todas as etapas. Isso garante que sua empresa não vai investir errado em soluções que não são tão viáveis tecnicamente ou podem custar mais caro que as já atualmente implementadas.

Senso crítico será essencial durante todo o processo, da geração de ideias até a prototipagem.

Implementar uma boa gestão da inovação vai garantir que sua empresa esteja na frente dos concorrentes, gere conhecimento e construa para si um futuro. Processos e operações estão em constante evolução, mas também negócios. Entender que eles devem se adaptar e ampliar seus escopos para que estejam prontos para o futuro é parte do processo inovativo, que não funciona apenas na hora de diferenciar o que você faz dos concorrentes.

Para inovar, será preciso estabelecer uma liderança clara, criar equipes capazes e perder a vaidade, aprendendo a ouvir as ideias de todos ao seu redor e retirar delas o que tem maior potencial para impactar seu negócio.

E aí, gostou desse conteúdo? Agora recomendo que você conheça os benefícios da liderança situacional e aprenda por que a figura do gestor será tão importante nesse processo.

gestão de clientes

6 formas de fazer a correta gestão de clientes durante o projeto

Como uma das partes interessadas mais importantes de qualquer iniciativa é o cliente, é fundamental mantê-lo informado e envolvido em tudo o que está acontecendo, não concorda? É impensável pensar, por exemplo, que a gestão de um projeto pode ser bem-sucedida sem que se tenha atendido as expectativas do contratante e feito uma boa manutenção da gestão de clientes! Então, nada mais essencial que estabelecer relações estreitas com esse decisivo stakeholder.

Por essas e outras, a organização, o gerente e a equipe devem mover montanhas para captar quais são as impressões, as necessidades e os objetivos dos clientes. Assim será possível exercer uma boa gestão e, consequentemente, obter sucesso com o projeto. Está achando tudo muito complicado? Não se preocupe, porque não é tão difícil quanto parece! Atentando-se para as dicas que selecionamos para o post de hoje, fazer a gestão de clientes de forma correta, se tornará uma tarefa bem mais simples do que espera. Confira!

Consistência na postura

gerente de projetos precisa agir de modo firme, sabendo exercer sua liderança tanto em relação à equipe como no que diz respeito ao cliente. Assim ele se torna uma referência como sendo o direcionador dos esforços para a produção de tudo aquilo que deve ser entregue. Esse comportamento, além de contribuir para a finalização gradual do escopo, permite que a gestão de projetos conquiste e trabalhe em conjunto com a gestão de clientes.

A propósito, as periódicas reuniões normalmente realizadas são ótimas oportunidades para o gestor exercitar essa habilidade, mostrando seu comprometimento com os resultados e evidenciando sua preocupação junto a esse importante stakeholder.

Outro ponto importante é que uma postura consistente impede a ocorrência do engessamento dos processos, fenômeno que ocorre quando a equipe adota diferentes metodologias ou normas em diversos pontos do projeto. Esse contexto torna as atividades mais burocráticas do que deveriam ser e atrapalham, principalmente, a fluidez das interações com fornecedores externos ou com os próprios clientes do projeto.

Diferenciação das partes

Os clientes obviamente têm um interesse expressivo nos resultados da iniciativa. E vale lembrar que isso inclui não só a empresa contratante que efetivamente fará uso do produto final, mas também o patrocinador ou qualquer outro executivo que disponibilize recursos para um projeto interno.

Com isso em mente, a equipe deve saber diferenciar bem o que abrangem os termos partes interessadas e clientes, de forma a ter consciência de que esses últimos são indivíduos com necessidades dos serviços da equipe, bem como da entrega no final do projeto. Com base nessa premissa, a organização passa a ter condições de melhor atender e priorizar as demandas.

Estabelecimento de valores

Mas não basta apenas saber diferenciar o cliente das demais partes interessadas, é necessário saber o que exatamente o cliente entende como importante. É necessário desenvolver a gestão de clientes. Isso automaticamente torna as ações dos gerentes de projeto mais conscientes. O entendimento dos critérios de valor é crucial, devendo ser definidos em conjunto com o cliente, de acordo com suas próprias percepções sobre o que é ou não importante.

Tendo a gestão de projetos focada em tais critérios de valor, os serviços podem ser alinhados às exigências e às necessidades dos clientes. Já que projetos são feitos por pessoas para outras pessoas, manter um diálogo aberto e claro entre os envolvidos é essencial para garantir que o resultado estará de acordo com as expectativas das partes.

Informações de status

É importante manter o cliente informado sobre o status do projeto, o andamento das atividades e os marcos alcançados. Acredite: relatórios simples já podem evitar muitas confusões e mal-entendidos. Ao mesmo tempo, uma notícia comunicada em tempo hábil pode viabilizar uma intervenção a solicitada pelo cliente.

Por meio de reports periódicos, o cliente tem a oportunidade de fornecer feedback sobre o cronograma e também, se for o caso, questioná-lo. Não importa qual seja a ferramenta utilizada para manter essa atualização, o que é preciso guardar é que clientes participativos e comprometidos são também vitais para o sucesso do projeto.

Necessidade de auditoria

Em determinado momento (principalmente no caso de projetos internos), o cliente poderá questionar sobre a aplicação do dinheiro. Onde exatamente cada parte do orçamento foi investida? Nessa hora, ter um projeto bem auditado faz toda a diferença. Muitos gestores consideram desnecessário exercer um controle minucioso de gastos, contudo, na medida em que o dinheiro vai sendo consumido, pode acabar surgindo um buraco negro se não houver um monitoramento de onde o capital foi aplicado. Nesse contexto, como explicar?

Como essa é uma situação que, com certeza, comprometeria muito a relação do gestor com o cliente, é necessário definir padrões sobre como o projeto será acompanhado, quais processos precisam ser estabelecidos e seguidos. Do contrário, dados importantes podem se perder, frustrando não só a credibilidade junto ao cliente como prejudicando a formação de índices comparativos para o uso em empreendimentos futuros.

Gestão de fornecedores

Assim como é necessário realizar uma boa gestão da equipe, o gerenciamento dos recursos externos também é importante. Por mais que seja comum contratar fornecedores, terceirizando alguns trabalhos, a gestão desses stakeholders não pode ser delegada. A principal vantagem de contratar um terceiro é a possibilidade de transferir a responsabilidade de entrega (desde que o contratado tenha capacidade para tal, é claro). Contudo, é fundamental que o gerente de projetos tenha movido esforços para deixar claro aquilo que é valor, ou seja, o que é realmente importante para o cliente final.

Esse é o aspecto mais importante ao contratar um parceiro para fornecimento: explicitar que existe um padrão de entrega que deve ser atingido tendo como foco as necessidades e expectativas do cliente. Para tanto, a gestão deve considerar a especificação de métricas de qualidade e, é claro, definir muito bem os prazos para os fornecedores.

Como você pôde perceber, maiores ganhos e melhores resultados podem ser alcançados quando se estabelece um adequado relacionamento com o cliente, ou seja, quando existe a gestão de clientes. É fundamental que haja diálogo e real compreensão daquilo que é requisito de sucesso para os participantes do projeto. E não só o gestor como também a equipe toda devem reconhecer os clientes não como geradores de aborrecimentos, mas sim como membros de uma relação de cooperação e parceria, frutífera para ambos os lados!

Agora nos conte aqui, como anda a relação gestão de clientes na sua empresa?

divisão de tarefas no trabalho

7 dicas para estabelecer uma boa divisão de tarefas no trabalho

Realizar a divisão de tarefas no trabalho tornou-se corriqueiro, mas não mais simples.

Muitos líderes de empresa ficam ansiosos para visualizar uma expansão empresarial saudável. Nessa expectativa, é comum que o gestor acumule tarefas e tente abraçar o mundo. Essa atitude, embora possa parecer a ideal, pode ser bastante prejudicial ao desenvolvimento dos projetos. Para uma liderança produtiva, o ideal é implementar métodos para a divisão de tarefas no trabalho e deixar tudo fluir.

Aprender a praticar o desapego com a rotina da empresa é essencial para a expansão dos negócios, já que estimula o foco da equipe que você tem à disposição. Outra vantagem é que você desafoga sua agenda e consegue se dedicar ao que realmente precisa da sua atenção.

Quer saber como implementar uma divisão de tarefas no trabalho realmente eficaz? Confira as sete dicas que separamos para você e veja agora as mudanças na sua empresa!

1. Delegue tarefas

Essa primeira dica parece redundante ao assunto do post, mas é preciso bater nessa tecla. Se você quer implementar uma divisão de tarefas justa no seu trabalho, é importante abrir mão de algumas atividades.

Confie na equipe que você formou e divida as atividades de acordo com a função de cada colaborador.

A boa seleção evita que você ou outro funcionário sinta-se sobrecarregado. Isso compromete a produtividade e pode ser bastante estressante.

Outra vantagem é que o colaborador, que recebe as tarefas certas, se sente motivado. Isso faz com que ele queira sempre mostrar suas habilidades e desempenhar um bom trabalho na sua empresa.

É preciso mostrar ao colaborador que você confia no trabalho dele, inclusive para que ele crie autonomia e ofereça soluções antes que você as solicite. Um bom gestor não quer ser melhor em tudo, mas ter no quadro de funcionários aqueles que são os melhores.

2. Conheça sua equipe

Entender os talentos e aptidões de cada funcionário é fundamental para uma boa divisão de tarefas no trabalho.

É esse conhecimento que possibilita que sua divisão seja eficiente. Delegar atividades de acordo com as reais funções de cada colaborador agiliza o desenvolvimento do trabalho e minimiza a incidência de erros.

Outra vantagem de conhecer sua equipe é que a conclusão dos projetos fica mais rápida, já que haverá menos refações e ajustes.

É importante testar as habilidades de quem trabalha com você, mas faça isso na hora certa e de maneira adequada.

Se tiver dificuldades em mapear os talentos, peça ajuda ao setor de Recursos Humanos (RH), que, certamente, conhece as competências de cada funcionário.

3. Entenda seu projeto

Se você quer um bom desenvolvimento do trabalho, é necessário conhecer seu projeto do início ao fim.

Você precisa entender as etapas necessárias para a finalização satisfatória do trabalho. Uma dica é utilizar um software de gestão de projetos, que ajuda você a listar o que deve ser feito e por quem.

Esse tipo de recurso de gestão também mostra o status de cada tarefa, facilitando o repasse de atividades a outro funcionário, caso isso seja necessário.

O bom entendimento do trabalho otimiza o progresso e pode ser determinante na hora de implementar uma divisão de tarefas de forma justa e produtiva.

4. Assuma tarefas de forma estratégica

Ok, nós sabemos que é tentador assumir prazos e tarefas, mas isso pode não ser eficaz se for feito de forma desmedida.

Procure assumir apenas aquelas atividades que dependem exclusivamente de você. São aquelas que dependem da sua decisão e precisam do aval do líder da equipe.

Um líder de verdade assume suas dificuldades e sua impossibilidade em desempenhar uma tarefa. Ele aproveita os talentos da equipe e consegue deixar na mão dos colaboradores as tarefas para as quais eles foram admitidos na empresa.

Faça um planejamento semanal e diário, elaborando um check list e entendendo o que precisa, realmente, da sua mão.

5. Utilize um software de gestão

Adotar os recursos tecnológicos pode facilitar muito a vida de um gestor de projetos. Além de facilitar a visualização das tarefas e ajudar na estimativa do tempo que elas levam, ele ajuda na comunicação entre os membros da equipe.

Com um software de gestão de projetos, é possível dividir as tarefas e enxergar, de fato, quem está tomando conta do quê.

É uma forma bastante funcional de entender a dinâmica do trabalho e evitar a procrastinação, já que o software possibilita que você estime o tempo de cada tarefa.

Também é importante para otimizar o andamento do trabalho e dar um prazo possível para o cliente, que pode entender o porquê de cada projeto precisar de um tempo específico para sua conclusão.

Não podemos deixar de evidenciar que esses softwares melhoram a segurança de informações da sua empresa, ou seja, só há vantagens.

6. Acompanhe o desempenho da equipe

Uma forma de você se tranquilizar e adquirir confiança no seu time é acompanhar o desenvolvimento do projeto.

Se você não quer passar por frustrações no andamento das atividades, olhe tudo de perto. Se for realmente necessário, intervenha ou delegue essa “intromissão” ao coordenador da equipe responsável.

Você não deve acobertar erros em demasia ou se contentar com a mediocridade, mas identificar o que, de fato, está comprometendo a entrega de um projeto.

Entenda que funcionários são pessoas como você e, portanto, passíveis de erros. Nessa hora, você age e aponta soluções para os problemas pelos quais a equipe está passando.

Se você diagnosticar que a equipe carece de alguma ferramenta, providencie-a. Esse é o seu trabalho.

7. Aceite erros de funcionários

Não adianta você criar uma boa divisão de tarefas no trabalho, se, a cada erro, você tomar a tarefa para si.

O líder de verdade entende as falhas da equipe e procura meios de evitar a repetição dos erros.

Essa é uma prática muito comum entre os gestores que centralizam as tarefas, já que eles acreditam que vão desempenhar o trabalho melhor que o funcionário.

Se o seu colaborador optou por um caminho que não é de seu agrado, converse com ele. Explique por que a decisão vai contra o que você acredita, aponte o que não deu certo e confie que ele vai fazer diferente.

Entender a importância de uma boa divisão de tarefas no trabalho é essencial para ser um bom gestor. Por isso, compartilhe seus conhecimentos com seus funcionários e confie nos talentos de cada um. Sente-se mais seguro para dar início a novos projetos? Aproveite para compartilhar o post em suas redes sociais e ajude outros amigos a se tornarem bons líderes!

scrum

Scrum: o que é sprint e como executá-lo?

Muitos desenvolvedores passaram a adotar metodologias ágeis para aumentar a velocidade de entrega de suas soluções de TI. Trabalhando com rotinas como o Scrum, eles se tornaram capazes de atuar lado a lado em busca de uma estratégia mais robusta, segura e que permitisse a entrega contínua de partes do produto, todas completamente funcionais.

Neste cenário, o sprint se integra ao método Scrum como uma forma de facilitar a divisão de um projeto em etapas ao longo do tempo. Com reuniões diárias, definição de metas e um bom fluxo de trabalho, o time de desenvolvimento pode criar um software diferente com a agilidade necessária para os tempos modernos.

Além disso, o uso de sprints permite uma melhor classificação de prioridades, hábito extremamente útil em atividades mais complexas ou que envolvam um número maior de pessoas. A classificação de prioridades, no caso do Scrum, tem a participação de toda a equipe, em diferentes partes do processo de planejamento, o que democratiza e torna mais eficiente o processo.

Quer saber mais sobre sprints e como essa prática da metodologia Scrum pode ajudá-lo no seu dia a dia? Acompanhe:

Afinal, o que é um sprint?

Um dos pilares de um projeto de desenvolvimento baseado na metodologia Scrum consiste em sua divisão em etapas. Cada uma dessas fases possui um tempo definido, que pode ser um ciclo com duração de uma semana, duas semanas ou até um mês.

O sprint pode ser considerado o principal evento do método Scrum, porque é nele que serão aplicados os demais eventos, utilizados os artefatos produzidos anteriormente e desenvolvido de fato o produto. É nele que ocorre a produção de um produto ou parte dele.

Esses são os sprints! Eles não só devem possuir um conjunto de requisitos e metas a serem implementados pelos desenvolvedores, como também, precisam buscar o desenvolvimento de funções, de acordo com a ideia de sistema do cliente.

E como realizar um sprint?

A criação de um sprint envolve um trabalho constante de comunicação entre os times de desenvolvimento, o Scrum Master e o Product Owner. Eles devem compartilhar suas necessidades, sua capacidade de produção e sua evolução no alcance das metas, a fim de evitar a quebra de expectativas ao final de cada etapa.

No entanto, antes de se criar os sprints de um projeto, é preciso definir quais são as funcionalidades do produto a ser desenvolvido e que são desejadas pelo Product Owner. Para isso, constrói-se um artefato chamado Product Backlog, que contém as principais características do produto a serem desenvolvidas.

O Product Owner também tem a função de definir as prioridades do Product Backlog feito por ele. Assim, uma vez que todas as funções do backlog estejam classificadas de acordo com as prioridades de cada parte, a primeira reunião do time de desenvolvimento com o Product Owner é realizada.

Alinhamento

Compartilhando informações, os profissionais deverão alinhar com o Project Owner quais funções serão implementadas, assim como as tarefas a serem executadas. Essa parte é chamada de Sprint Planning. Ele é o primeiro evento realizado no sprint, e deve responder duas perguntas primordiais para o decorrer do método Scrum: o que será feito? Como será feito?

Logo, o Sprint Planning é dividido em duas partes, cada uma com tempo sugerido de quatro horas. A primeira definirá quais os itens do Product Backlog serão desenvolvidos no sprint. Enquanto a segunda parte, definirá como esses itens serão abordados durante o trabalho, ou seja, quais serão as tarefas executadas para que os elementos selecionados sejam entregues no fim dessa etapa.

O resultado é um novo Backlog, que se caracteriza por ser uma parte do Product Backlog, porém, com maior detalhamento de tarefas e funções para cada item selecionado. Esse novo artefato gerado a partir da reunião inicial do sprint é chamado de Sprint Backlog.

Normalmente, a atribuição de prioridades nos Backlog é feita por pontuação. Tarefas mais importantes para o Product Owner, mais difíceis de executar, mais demoradas ou que possuem alguma incerteza ou risco técnico recebem maior pontuação.

Cada Scrum Team tem uma pontuação limite aferida, com base na produtividade da equipe. Com isso, o grupo fica limitado a pegar um conjunto de tarefas que não exceda o limite. Esse parâmetro é criado para diminuir o número de tarefas não entregues devido ao sobrecarregamento da equipe.

Assim que o Product Owner define os itens do Backlog a serem desenvolvidos, fica a cargo do Scrum Team dizer o que é possível de ser entregue dentro do prazo final do sprint. Nesse ponto, é necessário que o time aceite apenas uma quantidade de tarefas que não exceda a pontuação máxima que a equipe é capaz de desenvolver.

Em alguns casos, pode ser mais interessante dar prioridade para as atividades que envolvem um maior risco técnico ou de segurança. Em outros casos, os gestores podem optar por priorizar os trabalhos que agregam mais valor ao produto. Nesse momento, a opinião do Product Owner deve ser levada em consideração.

Duração

No método Scrum, todo evento ou processo é Time-boxed. Ou seja, tudo que será realizado no método tem uma duração, um prazo pré-definido, determinado com base em uma análise anterior ou a um padrão já conhecido de trabalho.

Assim, cada sprint deverá ter sua duração de acordo com a capacidade de trabalho do Scrum Team, responsável pelo desenvolvimento da arquitetura do produto. Normalmente, em equipes que estão no início da implantação do método, é adotado um período de 30 dias para a execução da carga de tarefas padrão.

Assim que ela passar a dominar o método, esse período pode ser reduzido para 21 dias e em seguida para 14 dias. É importante que a duração do sprint seja dada em semanas exatas, o que facilita a organização da equipe. Da mesma forma, as tarefas a serem feitas devem ter no máximo 8 horas, ou seja, um dia de trabalho.

Se o sprint contar com muitas tarefas, será necessário reduzir a quantidade de atividades do Product Backlog que a equipe tentará executar. Caso o número de trabalhos seja baixo, mais itens do Product Backlog podem ser adicionados ao sprint.

Trabalho

Uma vez finalizado o Sprint Backlog, as atividades são efetivamente iniciadas. Nesse momento, o Product Owner deverá se afastar um pouco do time de desenvolvimento, que subdividirá as tarefas de modo a conseguir um maior controle sobre os trabalhos a serem realizados.

O método Scrum procura criar um ambiente de trabalho que facilite a solução de problemas por meio da cooperação coletiva. Para isso, é sugerido que o Scrum Team seja composto por pessoas de diferentes áreas técnicas, a fim de criar um grupo multidisciplinar, o que estimula novas ideias e soluções.

Além disso, a comunicação interpessoal e acompanhamento de resultados devem ser bastante motivados dentro do sprint, para que não haja atrasos ou tarefas não realizadas.

Acompanhamento

Regularmente, a equipe de produção deve efetuar reuniões para discutir os avanços dos trabalhos, promover brainstorms a fim de encontrar soluções para eventuais falhas e compartilhar informações. Essas reuniões são chamadas de Daily Scrum.

Sugere-se que as Daily Scrum sejam realizadas todos os dias, durante o sprint. Nelas serão discutidos o andamento do projeto. Assim, fica mais fácil identificar rapidamente gargalos e se reorganizar para eliminá-los. Nesses encontros, o Project Owner pode até estar presente, mas não deve realizar intervenções a não ser que seja solicitado.

Progresso

A partir do Daily Scrum é possível analisar o progresso e desempenho do trabalho da equipe, buscando as soluções necessárias para os problemas. Para verificar o progresso de cada sprint, um gráfico de burndown pode ser utilizado a partir de três perguntas:

  • O que foi realizado no dia anterior?
  • O que será realizado hoje?
  • Quais são os obstáculos que impedem o avanço do projeto?

A partir do resultado apresentado no gráfico, a equipe pode identificar se está ou não cumprindo com as obrigações firmadas no início do sprint. Caso não esteja, ela analisa o motivo desse desempenho inferior ao esperado. A equipe pode buscar solução em conjunto com o Product Owner, para que todas as etapas desejadas sejam entregues.

Teste

Para que um item seja considerado completo, ele deve ser codificado, testado e devidamente documentado. Falhas de segurança devem ser rastreadas para garantir a confiabilidade do produto, assim como bugs.

Além disso, todo código deve ser otimizado, para garantir o melhor funcionamento possível na máquina do usuário final. É no teste que o time garante que a funcionalidade está bem desenvolvida e o valor esperado será gerado. Isso vale para qualquer tipo de projeto.

Revisão

Ao final de cada sprint, o time de desenvolvimento realiza uma reunião de revisão, conhecida como Sprint Review. Essa reunião deve incluir o time de desenvolvimento, o gerente do projeto e o Product Owner para compartilhar as funções implementadas durante o sprint e apresentar os resultados obtidos.

Na Sprint Review, a equipe de desenvolvimento apresenta o tudo o que foi desenvolvido do Backlog, o que não foi desenvolvido e as dificuldades presenciadas. Normalmente, é feita uma apresentação formal em slides e reservado um tempo para o teste das plataformas já desenvolvidas.

De acordo com a avaliação do Project Owner, a equipe de desenvolvimento pode efetuar melhorias no projeto ou implementar novas funções. O que for reprovado deverá retornar ao Product Backlog, onde ficarão disponíveis para consulta futura.

Com o Sprint Review passa-se transparência ao cliente, ao mostrar o que já foi executado e o que falhou e será refeito, além de permitir que ele acompanhe as etapas de desenvolvimento, sem correr o risco de um produto final indesejado ou malfeito.

Reflexão

Após o encontro de revisão, a equipe de desenvolvimento deve se reunir com o Scrum Master para compartilhar sua opinião sobre o projeto e refletir sobre as práticas adotadas. Esse evento é chamado de Sprint Retrospective e tem o objetivo de analisar o processo de desenvolvimento do produto, não o produto em si.

  • Será que podem ser empregadas em outras iniciativas?
  • Quais foram os pontos positivos e negativos verificados?
  • O que pode ser melhorado?

É importante que o Scrum Master encoraje todos os membros a darem a sua opinião sobre o trabalho realizado. Esse é momento de corrigirem qualquer falha processual detectada. Com isso, é possível tanto reforçar os métodos que devem ser repetidos, desde que alterados ou mesmo, abandonar de vez determinado procedimento.

As metodologias de desenvolvimento evoluíram bastante nas últimas décadas, sempre com o objetivo de atender às diversas necessidades da comunidade. Assim, seja para criar produtos mais seguros ou reduzir prazos de entrega de resultados, é sempre possível encontrar um método que atenda ao perfil de um projeto.

No caso da metodologia Scrum, os sprints são indispensáveis para garantir a qualidade dos trabalhos, pois permitem que tanto os gestores quanto os clientes acompanhem diariamente a evolução de um projeto.

Quanto mais próximos da execução do produto estão os stakeholders (os interessados no desenvolvimento do produto), quanto mais oportunidades eles têm de avaliar e participar das etapas de criação do produto, maior a chance de satisfação e sucesso do produto final.

Além disso, o método permite uma rápida mudança de foco, que auxilia na resolução de problemas, no atendimento a uma mudança repentina no mercado e na redução de retrabalhos e problemas de comunicação. Tudo isso, influencia no tempo de execução e na satisfação do cliente.

Junto aos pontos positivos externos estão também os internos. As Daily Scrum, as reuniões diárias, são ótimas chances para que as equipes identifiquem e melhorem suas práticas, implementando novas rotinas, apontando soluções para problemas críticos e aumentando a qualidade final do produto.

Além disso, a Sprint Review dá espaço para a crítica externa, dos stakeholders, que passam a ser parte fundamental do processo de construção do produto. A Sprint Retrospective fecha o sprint, sendo o mecanismo de correção de erros, discussão de novos procedimentos e afirmação do método.

Quer dicas para aliar o Scrum às boas práticas do PMBoK? Então, você gostará deste e-book.

E você, como trabalha com seu time de desenvolvimento para aumentar a eficiência dos trabalhos? Já conhecia o poder dos sprints para o Scrum? Compartilhe suas experiências e impressões conosco!

gerenciamento de tarefas

Gerenciamento de tarefas: como estimar prazos?

Uma das atividades mais importantes da gestão de projetos é também uma das aparentemente mais simples: o dimensionamento do tempo, ou seja, o gerenciamento de tarefas. Afinal de contas, depois que a duração das tarefas é devidamente calculada, o planejamento passa a tomar forma. E isso se alinha ao sequenciamento dos trabalhos e, consequentemente, permite a elaboração do cronograma completo do projeto.

Nesse contexto, é extremamente importante manter em mente que os esforços de gestão não são nada independentes. Assim, ao calcular a conclusão de uma demanda em 10 dias em vez de 5, por exemplo, é possível aumentar a força de trabalho em tempo hábil. Ou seja, os recursos humanos e a organização da equipe como um todo estão intimamente ligados ao gerenciamento de tarefas conectado com o tempo.

Mas uma gestão de projeto realmente eficiente tem como premissa estimar valores realistas, o que quer dizer que não basta determinar o tempo com base em suposições infundadas ou em palpites simplistas. Lembre-se: é o nível de precisão dessas estimativas que determina a confiabilidade do planejamento. Que tal aprender a atingir esse nível? Então confira as dicas que separamos para o post de hoje, que certamente o ajudarão a compor estimativas assertivas, proporcionando um gerenciamento de tarefas consistente e o consequente sucesso do projeto! 

 

Regra geral da divisão das tarefas

Antes que qualquer empenho seja empreendido no sentido de estimar tempo, o gestor deve estar seguro de que a atividade foi dimensionada adequadamente. É preciso ter bastante cuidado para que uma tarefa macro seja quebrada em atividades menores, porque só isso já contribui para a organização geral, tornando o trabalho melhor gerenciável. Caso contrário, os esforços envolvidos tanto na elaboração do plano como em sua execução se tornam desnecessariamente maiores.

Imagine, por exemplo, que no projeto de construção de uma casa a fase do acabamento não seja dividida em unidades menores. Nesse caso, a atribuição de recursos humanos ficaria comprometida por requerer diferentes disciplinas de mão de obra. Nesse caos, o monitoramento sofreria prejuízos por ter que medir diferentes trabalhos em uma única unidade. O ideal seria criar, então, subdivisões, tais como: “reboco”, “massa corrida” e “azulejos”. Percebe a diferença?

Essa diluição contribui para a redução do nível de complexidade da demanda, assim como dos riscos envolvidos. É como lidar com um problema complexo, mas em partes menores. Dessa forma, o que era grande acaba se tornando pequeno e totalmente sob controle.

Estimativa análoga ou top-down

Essa estimativa pode tanto ser aplicada a um projeto como um todo como somente a uma tarefa. Assim, no caso do panorama mais amplo, se os últimos 3 projetos similares foram concluídos em 14 meses, por exemplo, é provável que esse próximo projeto também se estenda por esse prazo. E no caso mais restrito, aplicado apenas a uma tarefa, a lógica é a mesma: se nas ocasiões em que essa atividade foi desempenhada foram consumidos 5 dias, logo, essa deverá ser a duração considerada.

A técnica em questão se baseia no exame de documentos, registros, lições aprendidas de projetos passados, dados de concorrentes ou de demais organizações que desempenharam trabalhos parecidos. Com base nesse levantamento histórico é possível estabelecer uma estimativa mais confiável. E por ser um método que tem como suporte apenas a consulta de informações, apresenta como vantagem uma dupla economia: de tempo e de pessoal envolvido.

Consulta a opiniões especializadas

Caso não exista domínio por parte do gerente de projetos ou mesmo se houver qualquer tipo de insegurança sobre o assunto, convém considerar a intervenção de especialistas — que podem ser os próprios membros da equipe ou terceiros contratados. Pense bem: se não há conhecimento suficiente, arriscar com base em suspeitas ou presunções não é nada prudente, além de não ser essa a postura esperada de um gestor responsável.

Guarde desde já o seguinte: é necessário, antes de mais nada, ter cautela e reconhecer as próprias limitações. Dessa forma, quando não há consenso ou não se tem a noção adequada da complexidade da demanda, a avaliação especializada de consultores pode sim ser a melhor alternativa, buscando identificar as variáveis envolvidas e prever a duração do trabalho.

Estimativa de três pontos ou técnica PERT

A técnica de PERT (Program Evaluation and Review Technique) leva em consideração três cenários possíveis para determinar o tempo de uma atividade: duração pessimista (P), duração otimista (O) e duração mais provável (MP). Esse método também pode contar com o suporte de opiniões especializadas citado acima e, inclusive, ser usada também para as estimativas de custo. É dada pela fórmula (P + 4 x MP + O) / 6 e o resultado fornece a duração esperada.

Note que a fórmula atribui peso 1 para os contextos pessimista e otimista, enquanto atribui peso 4 ao cenário mais provável. E ainda assim o peso pode ser alterado, desde que a soma não ultrapasse 6, conforme a realidade do projeto ou a tolerância a riscos do gestor. A fórmula do desvio padrão — dada por P – O / 6 — também pode ser aliada a essa técnica com o objetivo de chegar ao intervalo da estimativa. Digamos, por exemplo, que com a técnica de PERT tenham sido calculados 9,5 dias para a tarefa X. Nesse caso, sendo a duração otimista igual a 10 e a pessimista igual 15, o desvio seria de 0,8. Assim, a tarefa levaria 9,5 + 0,8 ou 9,5 – 0,8 dias, que é igual ao intervalo entre 8,6 a 10,3 dias.

Estimativa paramétrica

Para a utilização dessa técnica surge a necessidade de se trabalhar com dados muito bem consolidados, sob o prejuízo de o método se tornar impreciso. Afinal de contas, essa metodologia observa os relacionamentos entre as variáveis e uma determinada atividade para calcular as estimativas. Dessa forma, se o desenvolvedor João escreve 50 linhas de código por dia, por exemplo, naturalmente se conclui que ele desenvolverá 500 linhas de código em 10 dias, certo?

O segredo está em, sempre que possível, calcular a duração das atividades com o apoio do time envolvido. Isso gerará maior credibilidade e engajamento dos integrantes. Claro que sabemos que é impossível definir com extrema exatidão a data em que um projeto será terminado, mas é plenamente factível alcançar valores bastante próximos. E esse deve ser o foco do gerente de projetos. Se não for dessa forma, o planejamento se torna figurativo, desacreditado e sem valor para a organização.

É importante ainda ressaltar que o cronograma, o gráfico ou qualquer outro documento que contenha a duração das atividades requer a publicidade necessária, não devendo ser um arquivo ou uma ferramenta de uso exclusivo do gerente de projetos. Os prazos a serem atendidos devem ser facilmente visíveis por todos, permitindo o acompanhamento da produtividade esperada por parte da equipe, assim como suas responsabilidades. Dessa forma, os colaboradores adquirem um maior senso de urgência e de priorização, que poupam a necessidade de intervenção contínua para o gerenciamento de tarefas por parte do GP.

E você, por acaso conhecia todas essas técnicas? Já teve a oportunidade de usar alguma delas em seus projetos? Comente aqui e compartilhe suas experiências conosco!

garantia da qualidade

Entenda o que é a garantia da qualidade em seus projetos

Qualquer que seja o seu projeto, ele deve apresentar bons atributos, não é verdade? Ou seja, é necessário que ele tenha garantia da qualidade.

Esse conceito tem sido muito útil para os empreendimentos modernos de qualquer segmento, pois eles priorizam a qualidade final do resultado, que, certamente, garante a eficiência do projeto e a satisfação do cliente.

Leia o post para compreender melhor o que é garantia da qualidade e como tal aspecto pode influenciar em seus projetos de forma positiva!

O que é garantia da qualidade

A garantia da qualidade corresponde à realização de uma auditoria dos requisitos de qualidade e dos resultados das medições de controle de qualidade. Ela tem a finalidade de assegurar que sejam usados os padrões de qualidade e as definições operacionais adequadas em um projeto. Esse processo utiliza os dados que são criados durante a gestão de qualidade.

Quem coordena esse processo é o Setor de Garantia da Qualidade ou outro setor similar. Esse suporte de supervisão deve ser oferecido à equipe envolvida no projeto, ao gerente da organização responsável pela execução, ao patrocinador do projeto, ao cliente e/ou a quaisquer outras partes que não se envolvam de forma direta com o projeto.

O que faz o processo Realizar a Garantia da Qualidade

A efetuação da garantia da qualidade se propõe a aperfeiçoar continuamente o projeto, investindo na melhoria dos atributos dos processos envolvidos.

A melhoria continuada dos processos contribui para reduzir desperdícios e extinguir aquelas atividades inúteis que implicam em custos. Ela permite, também, que os processos sejam realizados com níveis mais elevados de eficácia.

Veja, a seguir, as divisões e as etapas na realização da garantia da qualidade.

As entradas

As entradas dividem-se em:

  1. plano de gestão do projeto;
  2. métricas da qualidade;
  3. informações sobre o desempenho do trabalho;
  4. medições de controle da qualidade.

Plano de gestão

O plano de gestão se compõe de informações importantes para a garantia da qualidade: explica como a garantia da qualidade será usada dentro do projeto (plano de gerenciamento da qualidade) e detalha os passos para avaliar os processos e identificar quais atividades realmente agregam valor (plano de melhorias no processo).

Métricas da qualidade

A medição de métricas da qualidade é uma definição operacional cuja finalidade é descrever especialmente um atributo do projeto, determinando como o controle do processo de qualidade vai medi-lo. Trata-se, portanto, de um valor real.

Elas envolvem questões como: desempenho dentro do prazo acordado; frequência de defeitos; controle do orçamento; taxa de erros; confiabilidade; disponibilidade; cobertura de testes.

Informações sobre o desempenho

As informações sobre o desempenho das atividades devem ser coletadas regularmente durante a execução do projeto. Alguns importantes resultados de desempenho são: as mensurações do desempenho técnico; o curso de andamento de entregas do projeto; a evolução do cronograma; os custos envolvidos.

Medições de controle de qualidade

As medidas de controle de qualidade derivam das operações de controle de qualidade. Elas servem para analisar os processos e os padrões de qualidade da empresa que executa o projeto.

Aquelas medições são documentadas conforme o formato determinado pelo planejamento de qualidade.

As ferramentas e as técnicas

As ferramentas e as técnicas usadas na efetivação da garantia da qualidade dividem-se em:

  1. ferramentas e técnicas de planejar a qualidade e realizar o controle de qualidade;
  2. auditorias da qualidade;
  3. análise de processos.

Ferramentas e técnicas de planejar a qualidade e realizar o controle de qualidade

O business case de cada atividade de qualidade efetua a comparação do custo de cada etapa de qualidade com o benefício almejado. Cumprindo os requisitos de qualidade, é possível reduzir o retrabalho e os custos, bem como aumentar a produtividade e a satisfação de todos os envolvidos (análise de custo-benefício).

Já o custo de qualidade (CDQ) envolve todos os custos acontecidos durante a vida do projeto: investimentos na prevenção do não cumprimento dos requisitos; avaliação do projeto sobre o cumprimento dos requisitos; retrabalho (não-cumprimento dos requisitos).

Os custos relativos a erros geralmente são classificados como internos (identificados pelo projeto) e externos (identificados pelo cliente). São chamados de custos de má qualidade.

Auditorias da qualidade

Uma auditoria de qualidade trata-se de uma revisão estruturada para definir se as operações estão seguindo as políticas e os procedimentos do projeto e da organização responsável.

A auditoria deve: identificar as melhores práticas que estão sendo desenvolvidas; identificar deficiências e lacunas; aplicar as práticas eficientes em outros projetos na empresa e/ou no departamento específico; disponibilizar suporte para a equipe melhorar os processos e otimizar a produtividade; elencar os benefícios de cada auditoria para aumentar o nível de aprendizado da organização.

Análise de processos

Essa análise considera todas as etapas do plano de melhoria dos processos, identificando as melhorias mais urgentes. Tal atividade envolve ainda os problemas que surgiram, as restrições apresentadas e as atividades que não têm valor agregado.

A análise de causas-raiz é uma técnica específica para detectar um problema e as causas mais ocultas que o motivaram, desenvolvendo estratégias preventivas.

As saídas

As saídas, por sua vez, dividem-se em:

  1. atualizações em ativos de processos organizacionais;
  2. pedidos de mudanças;
  3. atualizações no plano de gerenciamento do projeto;
  4. atualizações nos documentos do projeto.

Atualizações em ativos de processos organizacionais

Para efetuar a garantia da qualidade, é preciso atualizar ativos de processos organizacionais relacionados aos padrões de qualidade.

Mas vale a pena lembrar que não são somente ativos de qualidade que podem ser atualizados.

Solicitações de mudanças

O cumprimento da garantia da qualidade implica em aplicar ações que aumentem a eficiência dos processos da organização que executa o projeto.

Os pedidos de mudanças podem ser usados tanto para a adoção de ações corretivas quanto de prevenção ou para efetuar a correção dos defeitos.

Atualizações no plano de gestão

Essas atualizações envolvem: plano de gestão da qualidade; plano de gestão do cronograma; plano de gestão de custos.

Atualizações nos documentos

Entre os documentos do projeto que podem sofrer atualizações no Realizar a Garantia da Qualidade, destacam-se: os relatórios emitidos pelas auditorias de qualidade; os planos relativos ao treinamento da equipe e os documentos processuais.

Já sabe agora como realizar a garantia da qualidade de seus projetos? Aproveite para seguir a Project Builder nas redes sociais: Facebook e Youtube!

consultoria autônoma

4 motivos para começar uma consultoria autônoma

Dependendo da área de atuação e do nível de qualificação do profissional, a possibilidade de estabelecer uma consultoria autônoma pode até ser mais atrativa do que se manter vinculado a uma empresa já estabelecida. Na área de gestão de projetos, por exemplo, atuar por conta própria pode significar mais chances de trabalho, já que o consultor passa a se dedicar a atender vários clientes, o que consequentemente gera mais ganhos, tanto financeiros como profissionais.

Se essa ideia já passou por sua cabeça, mas você ainda não se dispôs a arriscar, confira nosso artigo de hoje e analise as possibilidades. Você vai ver como se tornar um consultor autônomo pode significar uma guinada — para muito melhor! — em sua carreira! Confira:

Ser seu próprio chefe

Tomar as próprias decisões profissionais: essa é uma das maiores vantagens de se trabalhar como autônomo, o que faz os olhos de muita gente brilhar. Afinal, quem nunca teve que lidar com um chefe que, por ser extremamente fechado a novas ideias, acabava barrando o crescimento dos funcionários e da própria empresa, não é mesmo? Trabalhando por conta própria, as decisões sobre quem e como atender, de que forma realizar o trabalho e quais são as metas a serem alcançadas são todas suas! Nesse contexto a responsabilidade aumenta, é claro, mas a liberdade também!

Controlar melhor sua rotina

Atender clientes à tarde, planejar projetos e responder e-mails à noite e deixar a manhã para organizar a casa e ficar com os filhos: esse cronograma passa a ser possível quando se trabalha por conta própria. É claro que há um limite, afinal, o horário comercial continua sendo o momento em que você terá as reuniões e os encontros com os clientes, mas já fica mais fácil organizar aquela ida ao banco e a saída para comparecer à reunião de pais do colégio, por exemplo. Não que você vá trabalhar menos — talvez, no início, você até mesmo trabalhe mais! —, mas a questão aqui é de organização do tempo. Como autônomo você não terá que se restringir aos horários impostos por ninguém. Assim quem sabe você até consegue voltar a frequentar a academia?

Faturar cada vez mais

Dependendo da empresa onde você trabalha, faturar mais ou menos — para a empresa, é claro — não significa muita coisa, já que seu salário continuará igual. Nesse caso pode até existir algum tipo de bônus, mas essa compensação sempre é limitada, com o ganho maior continuando em poder da organização. Já como autônomo, suas possibilidades se ampliam, uma vez que é você quem coloca o preço no seu trabalho. E não se esqueça de que quanto mais seu trabalho vai sendo reconhecido pelo mercado, mais possibilidades de ganho se abrem!

Continuar evoluindo na carreira

Nem sempre é fácil ascender na carreira trabalhando dentro de uma empresa, por maior que ela seja, não é verdade? Muitas vezes, por mais esforçado que seja, o funcionário esbarra em protecionismos, processos burocráticos e chefes pouco afeitos a inovações, o que pode significar muitos anos realizando o mesmo trabalho, sem nenhum tipo de reconhecimento. Como consultor autônomo, por outro lado, é você quem decide se vai ficar parado ou se quer continuar crescendo! Para tanto, invista em formação, em novos contatos e novas parcerias e veja como as possibilidades sempre têm para onde se ampliar!

Atuando por conta própria, com organização e disciplina, sua carreira só tende a evoluir!

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projetos que nunca acabam

Projeto que nunca acaba: 5 dicas para resolver este problema

Os projetos de sua empresa, quando bem delineados, têm seu prazo de conclusão definido logo no desenvolvimento do escopo. Contudo, quando analisamos a realidade, é comum nos depararmos com muitos projetos que nunca acabam. Os motivos para isso são diversos: má definição dos objetivos, mudanças de mercado durante o desenvolvimento, um novo posicionamento estratégico pela empresa, falta de recursos, dentre vários outros fatores.

Se identificou com esta realidade e não sabe como resolver este problema? Então você não pode perder este post com 5 dicas para encerrar aqueles projetos que nunca acabam!

1) Redefina um prazo final conforme as variáveis necessárias para a conclusão

Existem dois tipos de projetos: os de prazo determinado e os de caráter contínuo. Os do segundo tipo são mais raros. Por isso, para a maioria dos projetos é necessário definir uma data para que ele se encerre. Caso os objetivos não tenham sido alcançados, reavalie, faça modificações e crie um novo prazo, levando em consideração os fatores que impediram a conclusão com sucesso. Para isso, evite manter tarefas abertas por “tempo indeterminado”. O prazo permite planejar os recursos que serão investidos e as prioridades da empresa.

2) Estabeleça metas intermediárias

Mesmo definindo um prazo final para o seu projeto, a equipe pode acabar se perdendo no meio do caminho. É isto o que, geralmente, acontece quando há constante revisões de prazos. Neste caso, o prazo não vale de nada porque não é cumprido. Para evitar este problema, defina metas intermediárias e também dê prazos para a conclusão delas.

Com esta definição você consegue saber exatamente em que ponto está o projeto, onde serão necessários ajustes e o que precisa ser feito para que ele seja concluído dentro do prazo estimado. Se a equipe conseguir cumprir todas as metas intermediárias, você saberá que o objetivo final será cumprido dentro do prazo estabelecido. Na situação inversa, você visualizará uma oportunidade para a definição de um plano de ação que contribua para reverter o caso.

3) Crie maneiras de medir o desempenho

Além de criar as metas intermediárias, é preciso também desenvolver maneiras de medir o desempenho de sua equipe no projeto. Quantas horas estão sendo gastas em cada atividade por cada um dos funcionários? Elas estão de acordo com o planejado? Quantos recursos estão sendo investidos em cada parte do projeto? Ele está sendo suficiente para a conclusão dos objetivos?

A partir destes e de outros dados você conseguirá realocar os recursos sempre visando o cumprimento das metas intermediárias e do prazo final. Nesta questão, um software para o gerenciamento dos projetos é a melhor ferramenta para fazer essas medições de forma rápida e integrada com outros processos.

4) Mantenha vivo os canais de comunicação

A falta de comunicação é uma das principais raízes de problemas de todos os tipos nas empresas. Não seria diferente em relação aos projetos que nunca acabam. Um gerente de projetos deve favorecer ativamente os canais de comunicação entre os funcionários e com ele próprio, para que a equipe possa apresentar suas dificuldades e cooperar para buscar soluções para os problemas. Trabalhar de forma colaborativa é uma excelente estratégia para manter o time mais envolvido e comprometido com as entregas!

5) Reavalie as necessidades

Muitas vezes o problema de projetos que nunca acabam é de solução bastante fácil: simplesmente termine-o. Alguns projetos, especialmente os de caráter contínuo, vivem indefinidamente quando não há sequer necessidade que eles existam. Por isso, é preciso fazer uma avaliação contínua sobre a real função de cada um dos projetos abertos para os objetivos da empresa.

Mesmo que um projeto não tenha cumprido seus objetivos originais, muitas vezes a melhor solução é simplesmente encerrá-lo ou mesmo considerar a reavaliação de necessidade e prioridades. A economia de tempo, dinheiro e a possibilidade de focar no que realmente importa são compensadoras.

Como vimos, com exceção dos que possuem caráter contínuo, todos os projetos devem ter um fim. Caso contrário, serão consumidos muitos recursos e o objetivo não será alcançado de maneira satisfatória. Para evitar este problema, sempre estabeleça um prazo final e metas intermediárias. Também tenha maneiras de avaliar o desempenho e recursos gastos em cada etapa do projeto, além de manter vivo seus canais de comunicação. Por fim, sempre esteja aberto para encerrar projetos que já se estenderam por tempo demais, mesmo que eles não tenham cumprido seus objetivos ou rever todas as questões que os envolvem, visando maneiras de concluí-los com excelência.

E você, já se deparou com este tipo de situação? O que fez para resolver estas questões? Complemente nossas dicas através dos comentários abaixo!

importância da liderança

Série: Importância da liderança para gestor de projetos: Liderando a si mesmo

É comum ouvirmos falar sobre liderança de equipes, mas poucas vezes vemos alguém falar sobre a importância da liderança de si mesmo, requisito essencial para que possamos liderar os outros.

Liderar a si mesmo é saber identificar seus pontos fortes e fracos, eliminar maus comportamentos e substituí-los por melhores práticas, visando tornar-se um profissional mais qualificado. Não é um trabalho fácil, por isso muitas pessoas procuram sessões de coaching e mentoring para desenvolver essas competências tão essenciais ao líder.

Mas a ajuda profissional nem sempre é necessária, a partir da identificação de seus comportamentos e reflexão sobre o que teria sido melhor, é possível fazer uma análise e procurar mudar sozinho, afinal, a importância da liderança é um comportamento que pode ser aprendido.

Para que você não fique às voltas, sem saber quais tipos de comportamento um líder de si mesmo deve ter, listamos a seguir alguns deles. É claro que essas qualidades podem sofrer alterações de empresa para empresa e até mesmo de projeto para projeto, mas serve como base para que você as desenvolva, já que mais cedo ou mais tarde serão necessárias.

Equilíbrio emocional

Grande parte dos conflitos gerados em equipes de projetos se deve à falta de equilíbrio emocional das pessoas. Levar uma discussão de trabalho para o lado pessoal ou ainda ficar remoendo situações em casa, além de não contribuir para a efetividade do projeto, faz mal para quem está passando por esta situação.

Neste sentido, procure desenvolver o seu equilíbrio emocional e controlar suas emoções sempre que uma situação de estresse surgir. Pense racionalmente e, se for preciso, peça licença e saia por um momento para esfriar a cabeça. O que é dito não pode ser revertido, e muitas vezes isso pode prejudicar você.

Autogestão

A autogestão também faz parte da liderança de si mesmo. Se você não consegue organizar seus próprios afazeres, como cobrará de outras pessoas que façam o mesmo? Ser líder é ser o exemplo, portanto, lidere a si mesmo para depois encarar o desafio de liderar outras pessoas.

Tomada de decisão

Líderes indecisos não contribuem para a produtividade da equipe, tampouco são respeitados no ambiente de trabalho. Desenvolva seu poder de tomada de decisão, assuma os riscos e as responsabilidades pelas decisões tomadas. Com o tempo você se sentirá mais seguro para tomar as decisões, mas sem praticar, não vai a lugar algum.

Autodidatismo

O líder de si mesmo é aquele que sabe identificar seus gaps de competência e ir em busca de capacitação para saná-los. Seja através de leituras, cursos, workshops, especializações, você é responsável pela sua carreira e deve buscar o conhecimento seja onde for. Não dependa da empresa para melhorar o seu conhecimento, afinal, ele é seu e de mais ninguém.

Adaptabilidade

Em um mercado tão competitivo e acirrado, é preciso ter adaptabilidade para enfrentar as situações recorrentes do trabalho. Você pode mudar de projeto ou até mesmo de emprego, e as condições do ambiente serão diferentes, exigindo que você se adéque a elas.

Autoconhecimento

Por fim, busque o autoconhecimento, pois sem ele é inviável liderar a si mesmo e aos outros. Quanto mais você se conhece mais oportunidades de melhoria tem, portanto, invista em si mesmo. Busque as ferramentas e recursos necessários para conhecer seus pontos positivos e negativos e desenvolver cada vez mais competências positivas, que contribuam para a sua performance profissional.

Você acredita que é um bom líder de si mesmo? Por quê? Deixe seu depoimento nos comentários!

marcos do projeto

Milestones: saiba como definir os marcos do projeto

Ao definir e divulgar os marcos do projeto — também chamados de milestones, em referência ao termo inglês —, o gestor lança mão de uma tática bastante eficiente. Ele define o cronograma das entregas e fragmenta os desafios, estimulando a equipe a enfrentá-los de acordo com sua sequência de prioridades.

Na prática, os milestones são instrumentos muito úteis no cotidiano gerencial de projetos, pois permitem o acompanhamento visual de demandas e favorecem o controle dos resultados. Esse tipo de domínio assegura respostas rápidas e, se necessário, ajustes significativos.

Se você quer se aprofundar no assunto, continue a leitura! A seguir, vamos entender um pouco mais sobre o conceito dos marcos e a importância de adotá-los no seu cotidiano de trabalho. Além disso, você conhecerá os tipos de milestones e terá acesso a dicas para defini-los em seus próprios projetos. Vamos lá?

Do que se trata e por que os marcos são importantes?

O termo “milestones”, no inglês, é utilizado para indicar um ponto de referência. No campo da gestão de projetos, a expressão foi apropriada com uma nobre missão: delimitar a fragmentação de projetos em entregas individuais.

Quando a demanda é robusta, há muitos profissionais envolvidos e o prazo é rigoroso, podendo existir certa dificuldade em controlar as entregas. É justamente por isso que os milestones despontam como ótimos recursos de monitoramento, já que conferem autonomia e segurança aos gestores.

A missão dos marcos é, portanto, organizar e priorizar as entregas, estruturando ciclos e períodos claros para que sejam entregues. A cada milestone atingido, outro marco passa a figurar no horizonte de trabalho.

Vale mencionar, ainda, que a estratégia é largamente utilizada pelas empresas contemporâneas e tem grande respaldo entre as lideranças — o que atesta sua pertinência e reforça sua viabilidade.

Quais são os principais tipos de marcos de projeto?

Uma vez esclarecido o conceito de milestone e a importância dos marcos de projeto, é válido promover um aprofundamento mais detalhado sobre a ação prática dessa estratégia.

Não há, por exemplo, uma regra absoluta sobre os milestones que devem ser pontuados. Cada empresa, em consonância com sua necessidade, é livre para escolher a melhor forma de organizar suas entregas. Se a demanda final é a participação em um evento de negócios, o cronograma deve fixar datas para a:

  • autorização do projeto;
  • escolha do tema;
  • seleção de fornecedores;
  • convocação dos colaboradores que participação;
  • escolha dos produtos que serão exibidos etc.

Na prática, os milestones organizam as prioridades e designam as atividades, definindo responsabilidades aos envolvidos. Ainda que não exista uma só “verdade” no que se refere aos marcos, por certo há um entendimento padrão e teórico para os níveis mais pertinentes de milestones. São eles:

  • marcos executivos, que são empregados para submeter propostas e entregas à aprovação do corpo diretivo;
  • marcos financeiros, que objetivam mapear os momentos em que deve haver interferência do Financeiro na atribuição de investimentos;
  • marcos-chave, que evidenciam as etapas de alto impacto para o projeto, tais como “finalização de design” e “instalação completa”.

Também há algumas esferas que podem nortear a distribuição dos marcos, organizando-os por categorias. Veja alguns exemplos:

  • eventos, que sinalizam o encerramento de cada fase (“conclusão de projeto”, por exemplo);
  • calendário, que pode servir para pontuar atividades de recorrência, como rodadas de desenvolvimento;
  • orçamento, que demarca a avaliação do andamento do projeto em relação aos recursos que já foram gastos.

Essas conceituações auxiliam na disposição dos milestones e favorecem um planejamento mais orgânico, enxuto e eficiente. Dessa forma, a equipe permanece focada no objetivo da entrega, assegurando que os gestores possam visualizar o andamento do trabalho.

Como definir os milestones do seu projeto?

Diante de tudo o que já abordamos, não seria exagerado dizer que os milestones são recursos valiosos na gestão de projetos. A implantação da metodologia permite que haja mais rigor na delimitação do escopo, no esclarecimento das necessidades e no monitoramento das entregas.

Em suma, todo projeto — independentemente do escopo, da complexidade e das equipes envolvidas — pode ser positivamente impactado pelos marcos. Para isso, basta levantar as demandas e se concentrar na organização delas, certificando-se de que estejam completas e sejam viáveis.

Levante todas as entregas-chave

Todo projeto é composto por uma sequência de demandas que, quando concluídas com êxito, resultam em entregas que atendem plenamente às exigências e superam as expectativas iniciais.

Por isso, a missão de levantar os principais aspectos do projeto — ou seja: aqueles que simbolizam avanços significativos rumo à finalização — é fundamental para o sucesso do desenvolvimento.

O gestor precisa, portanto, conhecer profundamente o escopo de seu projeto. Assim, ele terá mais segurança para desmembrá-lo em entregas coesas e funcionais.

Trabalhe na descrição de cada etapa

Uma vez identificadas as entregas-chave do projeto, é hora de esmiuçar o que cabe a cada etapa da execução. Isso significa que o gestor precisa descrever as atividades que a compõem e, assim, quebrá-las em processos distintos e complementares.

Esse esforço é essencial para garantir um panorama crível e condizente com a realidade, capaz de conferir previsibilidade à execução e favorecer uma organização focada em resultados. Lembre-se: por “descrição”, entende-se a fragmentação completa dos marcos e o detalhamento daquilo que cada fase do projeto engloba.

Designe os responsáveis

Por fim, embora não menos importante, não se esqueça de que o sucesso do projeto é possibilitado e favorecido pelo sucesso das entregas individuais. Ele está diretamente relacionado ao comprometimento dos profissionais envolvidos.

definição de equipes, bem como a designação de responsáveis, é parte fundamental da fixação de milestones e do correspondente detalhamento da execução. Assegure-se, portanto, de esclarecer a dinâmica do projeto e sua relevância, motivando os times a completarem as fases de entrega com dedicação e senso de urgência.

Disponha (e proveja) das ferramentas necessárias para estimular posicionamentos coesos e proativos, permitindo que todos trabalhem de modo organizado e produtivo. A mensagem final, portanto, é bastante clara: os marcos do projeto são recursos valiosos para sua eficiência e sua qualidade. Invista neles!

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