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gestão da documentação

O que é, afinal, a Gestão de Projetos

O que caracteriza os projetos, como surgiu essa abordagem nas empresas e quais as oportunidades para profissionais da área. O que é gestão de projetos?

O mercado de trabalho para o gerente de projetos não para de crescer. Basta ver os anúncios de emprego na área de administração. As empresas estão se dando conta da importância desse profissional em suas equipes para obter melhores resultados. O ambiente competitivo dos negócios, acelerado pela constante busca pela inovação, faz com que cada detalhe faça a diferença.

Mas, afinal, o que é gestão de projetos, como surgiu, quem é o profissional que deve assumir essa responsabilidade e quais as oportunidades no mercado? Vamos responder a essas questões, passo a passo. A começar do começo:

1) Definição de Projetos

“Projeto” é uma palavra amplamente usada em diversas áreas do conhecimento. Existem projetos de lei, projetos gráficos, projetos paisagísticos, projetos de vida, entre outros. Quando falamos em projetos nas empresas, nos referimos a uma ideia para se executar ou realizar algo, no futuro, dentro de um plano definido.

Projeto é uma atividade organizada para resolver um problema específico. É formado por uma sequência de eventos, tem começo e tem fim, o que o diferencia de operações contínuas. O objetivo do projeto é alcançar uma meta predefinida. Gera um único produto ou serviço final, e os resultados podem ser tangíveis ou intangíveis.

2) Origens da Gestão de Projetos

É possível afirmar que a gestão de projetos acompanha a humanidade desde as primeiras civilizações da Antiguidade. Tome como exemplos a construção dos templos gregos,as pirâmides do Egito, a Muralha da China e o Coliseu em Roma, são todas obras que provavelmente exigiram coordenação de recursos, prazos, escopo e qualidade para agradar clientes poderosos.

No entanto, a gestão de projetos como a conhecemos hoje, enquanto uma disciplina específica, surgiu no século 20. Os programas de defesa criados após a Segunda Guerra Mundial foram os primeiros a usar esse termo, a partir dos anos 1950. Com o tempo, a gestão de projetos extrapolou a área militar. A prática é usada em áreas diversas como engenharia, indústrias em geral, tecnologia da informação, comunicação, saúde, educação, administração pública, entre outras.

A instituição referência em gerenciamento de projetos foi criada em 1969. O Project Management Institute (PMI) é uma associação de profissionais da área que desenvolve pesquisas, capacita pessoas, documenta conceitos e promove acesso a informações e recursos. Com sede em Atlanta (EUA), o PMI está presente em mais de 160 países e tem acima de 240 mil associados.

3) O que é Gestão de Projetos

Gerir é administrar. O que difere a gestão de projetos de outros tipos de gestão é o tempo definido de início e fim. Exige ações específicas e envolve administração, manutenção, integração, prazo, custo, qualidade, recursos, comunicação, riscos e aquisições.

Criado pelo PMI, o Guia PMBOK – Projetc Management Body of Knowledge – assim define a gestão de projetos: é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas com o objetivo de atingir ou superar as expectativas dos clientes e stakeholders (as partes interessadas) sobre metas pré-definidas.

Perceba que a gestão de projetos envolve diversas disciplinas da administração. Cada projeto tem seus próprios desafios, como falta de recursos, prazo apertado, escopo indefinido. Quanto mais organização e documentação de cada entrega e cada marco do projeto, melhor aproveitamento o gerente de projetos terá.

4) O papel das empresas

Como já dissemos no início, as empresas estão acordando para a importância de um gerente de projetos em suas equipes. As oportunidades não param de crescer.

O que motiva essa situação é a alta velocidade da evolução da tecnologia. Quem não correr atrás de ideias inovadoras, ficará para trás no mercado. O consumidor está mais exigente por qualidade e atualidade, e produtos tornam-se rapidamente obsoletos. Para suportar esse ambiente de mudanças rápidas, as empresas precisam se organizar e se antecipar às tendências. O ambiente de trabalho está se voltando para projetos para acompanhar essa evolução.

5) Mercado de trabalho

Quem está no mercado como gerente de projetos tem grandes chances de evoluir na carreira, seja na sua própria empresa ou não. A disputa pelo know-how desses profissionais está acirrada. Mas o que é preciso para ser um bom gerente? Em primeiro lugar, deve ter competência técnica e conhecer a fundo o negócio em que atua, os produtos e serviços que sua empresa entrega. Além disso, deve entender de gestão de pessoas para envolver e motivar sua equipe na execução de suas tarefas, conquistando a confiança de todos. Entender de conceitos de administração, negócios, marketing e finanças também são características desejáveis. Saber se comunicar e ser organizado são fundamentais.

A formação desses profissionais é a mais diversa. Existem cursos que seguem os princípios do Guia PMBOK espalhados por todo o país. Os melhores estão concentrados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Recomenda-se buscar os Chapters do PMI para ter referências de bons cursos.

6) Ferramentas de trabalho

Existem normas que norteiam a gestão de projetos, como o Guia PMBOK. O conceito é uma importante ferramenta de trabalho. Claro que podem e devem ser feitas adaptações conforme o projeto.

Algumas empresas criam seus próprios programas de gestão de projetos. Mas é possível encontrar softwares pagos e gratuitos disponíveis na internet. A complexidade do software varia conforme a necessidade dos projetos da empresa.

7) Oportunidades futuras

O horizonte para o gerente de projetos é bastante promissor. Projetos podem ser considerados como mudanças nas organizações. O gerente de projetos é um agente dessas mudanças e, portanto, tornou-se indispensável. É ele quem vai planejar os passos das empresas em direção às ações de curto, médio e longo prazos, com metas definidas de sucesso.

Como partes interessadas nesse processo, as organizações têm promovido cursos de capacitação para seus profissionais. Aproveite essas oportunidades para se desenvolver e retornar à empresa o investimento feito em você. A recompensa virá.

Mantenha suas certificações atualizadas, estude sempre e tenha contato com outros gerentes de projetos para trocar ideias, referências e experiências. Filiar-se a uma instituição é recomendável nesse sentido.

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modelo de projeto

Conheça as 5 fases de um modelo de projeto

Por maiores que sejam os esforços empregados no gerenciamento de projetos, se não houver um modelo de projeto a ser seguido, a empresa acaba tendo que lidar com vários problemas. Os imprevistos incluem inconsistências, retrabalhos e, o pior, atrasos.

É por isso que adotar um modelo de projetos é algo fundamental. Esse investimento proporciona maior agilidade e organização ao planejamento de todas as etapas.

Em outras palavras, os modelos de projeto são ativos essenciais para que a empresa passe a contar com uma cultura de gerenciamento. Mesmo que exista um grande esforço na fase inicial de concepção, os formulários, registros e templates produzidos acabam se transformando em uma biblioteca valiosa para o uso da empresa por toda a sua existência.

Em oportunidades anteriores, já explicamos como montar um modelo e os passos que devem ser seguidos. Veja os tópicos seguintes e saiba mais sobre as cinco fases de um modelo de projeto!

O planejamento prévio é realmente importante?

Ter um projeto bem planejado é algo fundamental. Conhecendo profundamente os aspectos de cada etapa, o gerente evita que erros sejam cometidos, melhora a distribuição de seus recursos e pode mitigar riscos com maior precisão.

Além disso, os times poderão se preparar melhor para atingir os seus objetivos. Será mais fácil para a equipe avaliar quais são os resultados esperados e, assim, definir um plano de ação que esteja alinhado com as demandas externas. Isso criará um ambiente de trabalho integrado, de alta performance e com baixa tolerância a erros.

Qual é a importância de seguir todas as etapas?

O modelo de projeto traz uma base comum para todos os projetos do negócio. Ele é feito a partir de um conjunto de etapas básicas, que permeiam as iniciativas em várias companhias, independentemente dos objetivos finais.

Em função disso, é crucial que o modelo de projeto seja seguido à risca. As etapas funcionam de modo complementar, ou seja, o resultado de cada momento contribui para a qualidade dos processos futuros. Em função disso, executar as rotinas da forma correta é essencial para garantir uma qualidade contínua nas atividades internas.

Quais são as cinco etapas do projeto?

Como apontamos acima, conhecer e executar as etapas do projeto corretamente é algo fundamental. Além disso, o planejamento auxilia profissionais a terem mais agilidade e a conseguirem distribuir melhor os seus recursos.

Veja, a seguir, as cinco etapas que devem fazer parte dos seus modelos de projeto!

1. Iniciação

Esta é a primeira etapa de qualquer projeto. Nela, o gerente de projetos deve buscar compreender quais são as primeiras informações que devem ser conhecidas, os dados importantes e as restrições de escopo, de tempo e de custo.

Também é nesse momento que são registradas as premissas e o propósito do projeto. Esse é um momento crítico, pois os dados levantados e registrados aqui serão cruciais para definir todas as etapas posteriores do projeto, assim como a distribuição de recursos, as metas, as responsabilidades e o tamanho dos times.

Como consequência, durante a elaboração dos modelos de projeto correspondentes à fase de iniciação, a preocupação deve recair no entendimento macro do projeto. Ou seja, o gestor deve estar preocupado em conhecer as influências que interferem no sucesso de cada etapa, como os riscos existentes e os requisitos iniciais.

Os modelos de projeto dessa fase envolvem, por exemplo, o termo de abertura, a lista de partes interessadas, entre outros. Portanto, esteja atento ao modo como tais documentos são estruturados. Sempre busque uma linguagem clara, objetiva e alinhada com o perfil do projeto.

É durante a fase inicial de um projeto que se busca ter uma visão geral das tarefas e dos trabalhos que nela estão envolvidos. Tendo o conhecimento do propósito do projeto e de seus objetivos, o gerente de projetos deve submeter essas informações à aprovação, seja de um patrocinador, de um acionista, de outras partes interessadas ou, até mesmo, dos órgãos competentes.

Afinal, antes que o projeto comece, informações como as estimativas preliminares sobre o orçamento, o cronograma e a necessidade de recursos devem ser conhecidas e discutidas previamente. Isso evitará conflitos no futuro, além de alinhar expectativas e garantir que todos possam se preparar antecipadamente.

2. Planejamento

Já na fase de planejamento, as informações requerem um nível de detalhe maior. Chegar a esta etapa significa que o projeto foi aprovado e que a empresa acredita que os esforços vão gerar resultados.

Portanto, os modelos de planejamento devem ser consistentes para estruturar um bom plano que leve o projeto ao sucesso. Além disso, é crucial investir no melhor detalhamento possível de cada documento, evitando erros futuros, imprevistos e riscos desnecessários.

Os modelos de projeto devem prever a mensuração dos objetivos e do que será necessário para atender a esses pontos. Ou seja, é necessário listar todos os pontos, que vão desde valores monetários até a quantidade de força de trabalho envolvida. As ferramentas que serão utilizadas e o modo como as tarefas serão distribuídas também podem ser inseridos aqui.

Entre os documentos que são utilizados nesta fase podemos destacar a Estrutura Analítica de Projeto. Ela é utilizada para dividir entregas em partes menores e melhor gerenciáveis. Além disso, há o cronograma do projeto, que orienta os profissionais sobre as datas de suas entregas.

A fase de planejamento requer modelos de projeto que prevejam a profundidade na apresentação de informações. Ou seja, é fundamental ter bons dados (e em grande quantidade) sobre fatores como o volume de material utilizado, o número de equipamentos e o perfil da mão de obra que será envolvida.

A estruturação desses ativos organizacionais, sempre que possível, deve ocorrer em conjunto com a equipe. Em muitos casos, o projeto terá algumas particularidades, demandas ou novas ideias para uma determinada etapa. Sem uma boa comunicação, esses detalhes podem passar despercebidos pelo gestor.

Também é fundamental eliminar atividades irrelevantes. Ou seja, direcione o planejamento para que o escopo seja bem limitado e os times façam apenas aquilo que for necessário. Dessa forma, os recursos serão mais bem aproveitados e o orçamento não contará com custos de baixa relevância.

3. Execução

Durante a fase de execução, o foco é o exercício do que foi planejado. Ou seja, é nesse momento que todos os processos definidos no planejamento são executados.

Portanto, o gestor deve ter um conjunto de documentos que assegure o acompanhamento das atividades e o registro das entregas. Assim, ficará mais fácil mensurar a evolução do projeto e das atividades dos times.

Nesse sentido, é essencial que haja registro dos avanços de cada time e que sejam documentadas as conclusões parciais do escopo, tendo a prova do aceite de cada uma delas. Isso será útil, no futuro, para avaliar os resultados do projeto e o seu impacto.

Na execução, muitas vezes ocorrem mudanças no escopo e também nos requisitos de qualidade. Os modelos de projeto devem contemplar meios de realizar essas interações.

Em outras palavras, o projeto pode ser visto como um organismo vivo. Por mais eficiente que seja o planejamento, sempre existirão imprevistos e mudanças de rumo. Portanto, é fundamental que o time esteja pronto para lidar com alterações, incorporando as novas metas com fluidez e evitando que isso cause um grande impacto nos prazos e resultados finais.

Deve estar claro que, na execução, o gerente de projetos exerce o acompanhamento das atividades em comparação com os trabalhos realizados durante o planejamento. O GP é responsável pela supervisão da força de trabalho, por fornecer aos funcionários os recursos necessários e por manter a equipe informada sobre o andamento do projeto.

Enquanto o projeto está acontecendo, caso seja necessária uma intervenção com base no contraste entre o plano e a realização, o gerente realiza os ajustes no planejamento inicial para que problemas referentes ao orçamento, aos recursos insuficientes ou riscos não interfiram no resultado final do projeto.

Se esse tipo de mudança ocorrer no seu projeto, não deixe de comunicá-lo a todos os times. A comunicação é algo crucial durante todas as etapas do projeto, mas principalmente na sua execução.

Ela garante que os times se mantenham alinhados e prontos para enfrentar os novos desafios de forma integrada. Além disso, uma estrutura que mantém os times unidos permite que soluções inovadoras surjam, dando mais qualidade ao projeto como um todo.

4. Monitoramento e controle

Durante todo o projeto, é importante que o gestor acompanhe os resultados. Avaliar continuamente a evolução de cada etapa permite que erros sejam rapidamente mitigados e que o time possa definir uma rotina de qualidade, com foco em resultados.

Portanto, não deixe de inserir em seu modelo de projeto os mecanismos de controle alinhados com as demandas e o perfil da companhia. Assim, será mais fácil garantir uma boa qualidade em todas as etapas.

O monitoramento e o controle ocorrem paralelamente à execução, pois essa é a forma de assegurar que ela está em consonância com o planejamento. Por isso, os documentos concebidos para essa fase devem primar por medir o desempenho, pois são essenciais para a tomada de decisão do gerente de projetos.

Esses documentos envolvem gráficos de controle, acompanhamentos de indicadores de desempenho, ações corretivas e preventivas, entre outras métricas do seu negócio. Durante sua maior parte, esta fase lida com a aferição do desempenho do projeto e o progresso em relação ao plano de gerenciamento de projetos. Ou seja, ela corresponde à verificação do escopo e ao controle para verificar e monitorar os avanços.

O cálculo de indicadores-chave de desempenho, também chamados de KPIs (sigla para Key Performance Indicators), pode revelar a necessidade de ações corretivas ou preventivas. Portanto, os KPIs são aplicados para mensurar problemas referentes a fatores como o custo de uma etapa, o tempo gasto com os processos, os gargalos operacionais e o número de erros existentes nas rotinas corporativas.

As medidas preventivas são criadas a partir de uma análise dos riscos do projeto. O gestor deve avaliar quais são os problemas que podem afetar cada etapa, assim como os erros que já existiram em projetos anteriores. Dessa forma, é possível criar uma série de ações que evitam a recorrência de tais falhas.

Já os processos de mitigação de problemas são traçados, também, com a análise dos riscos do projeto. Eles devem ser conhecidos por todo o time. Dessa forma, sempre que algum problema ocorrer, será mais fácil aplicar medidas corretivas.

5. Finalização

Não é porque o projeto é concluído que as preocupações ou esforços terminam. Os modelos de projeto devem se concentrar em duas vertentes: no termo de aceite por parte do cliente e no registro das lições aprendidas.

Deve existir um documento que valide o encerramento do projeto e a entrega de todas as partes do escopo. Isso isenta a organização de responsabilidades futuras, salvo garantias, ou responsabilidades congêneres, por garantir que tudo o que estava acordado no começo do projeto foi cumprido.

Ao mesmo tempo, é a época em que devem ser documentadas as lições proporcionadas pelo projeto. Caberá ao gestor levantar quais foram as experiências relevantes que tendem a contribuir futuramente na elaboração de outros modelos de projeto.

O gerente de projetos pode convocar uma reunião final para a apresentação de um relatório e a exposição de informações gerais sobre a conclusão do projeto. Nesse momento, os profissionais poderão indicar quais foram os fatores que mais influenciaram nos seus resultados, quais riscos podem ser considerados para o futuro e a visão geral da equipe sobre o projeto.

Não se esqueça de que o feedback, nessa hora, é um processo de duas vias. Ele pode ser aplicado por todos e ser considerado, inclusive, para elogiar boas práticas. Assim, os acertos serão reconhecidos e todos terão a chance de otimizar as suas estratégias.

A elaboração de projetos é algo complexo. Com muitas etapas, definir cada passo inclui comunicação com todos os envolvidos, uma definição longa de objetivos e métricas de avaliação de qualidade.

Em função disso, utilizar modelos de projetos pode ser uma ótima escolha para a companhia. A partir de uma base comum, será possível definir as características de todas as etapas facilmente, evitando riscos, agilizando o planejamento e garantindo um bom nível de qualidade para cada rotina. Assim, os times poderão ter a confiança de que as suas atividades foram definidas com um bom processo de gestão.

Gostou deste post e quer o apoio de um time de técnicos especializados em planejamento de projetos? Então, fale conosco!

dividir um grande projeto

Por que é tão vantajoso dividir um grande projeto em pequenas etapas?

A execução de todo e qualquer projeto requer uma visão detalhada sobre como o escopo deve ser desenvolvido para que se chegue à solução final desejada pelo cliente. Quando o projeto é curto, envolvendo poucos recursos e menos tempo, fica bem mais fácil gerenciá-lo, certo? Mas para dividir um grande projeto, todo cuidado passa a ser pouco para que nada deixe a desejar e a equipe possa trabalhar adequadamente, realizando as entregas conforme o planejado.

Para não perder nenhum detalhe de vista, o gerente de projetos estipula o uso da Work Breakdown Structure (WBS) ou Estrutura Analítica do Projeto (EAP), um documento que tem como missão dar suporte à divisão do projeto em pequenas etapas, facilitando, assim, seu gerenciamento. Mas como uma simples decomposição do projeto em partes menores pode ajudar seu gerenciamento? Pois é exatamente o que você vai entender agora, acompanhando nosso post de hoje. Então confira:

Maior agilidade nas entregas

A primeira e óbvia percepção de melhoria no gerenciamento de um grande projeto que utiliza a WBS é relativa a seu controle sobre o cronograma, uma vez que passa a ser possível mensurar com muito maior precisão o tempo de realização de cada atividade, contribuindo, consequentemente, para a organização do tempo da equipe como um todo. Com etapas menores a serem cumpridas, a equipe do projeto mantém entregas mais rápidas e consistentes, deixando o cliente e demais envolvidos a par do desenvolvimento do projeto e cientes de quanto falta para sua completa conclusão.

Mais qualidade no planejamento

Quando já se tem a estrutura do projeto decomposta na EAP, não é mais preciso planejar todo o projeto de uma única vez. Nesse caso, o planejamento também pode ser segmentado de acordo com cada etapa, o que aumenta a precisão da equipe quanto à determinação de recursos e prazos efetivamente necessários.

Menor impacto na gestão da mudança

Grandes mudanças no escopo de um projeto impactam significativamente sua respectiva execução, podendo, inclusive, inviabilizar sua continuidade. Contudo, quando se tem um controle maior sobre cada etapa do projeto, as mudanças se tornam menores e menos prejudiciais, permitindo um controle de riscos muitos mais eficaz.

Mais dinamismo na gestão da equipe

Quando um grande projeto é dividido em etapas menores, o aproveitamento da equipe pode ser devidamente otimizado e direcionado segundo os esforços necessários a cada fase, facilitando a gestão e também a alocação dos profissionais em mais de um projeto por vez.

Maior precisão das métricas

Gerenciar dezenas de métricas de uma única vez pode não ser produtivo para uma equipe que precisa lidar com um grande projeto. Contudo, ao decompor a estrutura do projeto por meio da WBS, é possível determinar métricas específicas para cada etapa, facilitando o acompanhamento das ações.

Mais eficácia na mensuração de resultados

Com métricas mais próximas e certeiras a cada etapa do projeto, a mensuração dos resultados se torna bem mais fácil, otimizando o acompanhamento do desempenho da equipe por parte do gerente de projetos, que poderá tomar decisões corretivas em tempo real, contribuindo para a maximização dos esforços de todos.

Ainda não sabe como dividir um grande projeto em etapas menores? Pois clique aqui e confira nossas 5 dicas para facilitar a criação de uma EAP! E não deixe de comentar aqui para compartilhar conosco suas impressões e experiências! Participe!

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governança corporativa

Governança corporativa: entenda mais sobre esse conceito!

Em voga no mundo dos negócios, a governança corporativa tem deixado de ser exclusivamente dos grandes grupos. Ela vem ganhando espaço em instituições de todo porte, mas você sabe qual é o seu significado?

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, trata-se de um sistema que facilita a direção, monitoração e incentivo das empresas. O que envolve sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e demais partes interessadas.

Trata-se de um conjunto de regras, calcado em princípios de fairplay, que direciona as escolhas de gestão. Mas qual é seu objetivo? Apoiar todas as etapas do gerenciamento. Ficou interessado? Então leia mais nesse post sobre as vantagens de um gerenciamento ético e equilibrado. Acompanhe!

Seja transparente com a governança corporativa

Instituições que adotam a governança corporativa conseguem ser mais transparentes, porque lisura e honestidade são fortes pilares do organograma. É bem diferente de apenas cumprir as leis e regulamentos. É mais sobre estar aberto ao diálogo, para compreender e tentar atender cada um dos stakeholders.

Assim, a organização procura saber o que pensam todos seus parceiros estratégicos, além de descobrir do que eles precisam. É feita uma investigação significativa de como se pode ajudar a saciar essas necessidades. Seja qual for a resposta, as boas práticas determinam feedbacks claros e objetivos, mesmo que esse retorno seja eventualmente negativo.

Os benefícios para companhias que apostam em posturas transparentes são bem variados. Eles vão desde a valorização da marca a longo prazo até ao aumento do faturamento. É consenso: firmas com boa reputação atraem mais capitais e investidores.

Exerça a prestação de contas de maneira eficiente

O IBGC aponta, também, diretrizes para as prestações de contas (accountability). Elas devem ser feitas de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo. Deve-se assumir integralmente as consequências de quaisquer atos e omissões, sempre atuando-se com diligência, no âmbito de suas incumbências.

Ser transparente tem mais a ver com a pró-atividade de seu negócio ao informar os stakeholders, como vimos antes. A prestação de contas já abrange responsabilidades de maior latência. É um pilar que visa à redução das desconfianças. Assim como de qualquer eventual abuso de autoridade vinda de dirigentes, gestores ou de algum sócio.

Trate qualquer profissional de maneira igualitária

Outro alicerce da gerência ética é a equidade, ou seja, o tratamento isonômico de todas as partes envolvidas. Desde o faxineiro, o porteiro e a comunidade vizinha, chegando-se até clientes, fornecedores, diretoria e acionistas. Seguindo essas práticas consideramos direitos, deveres, motivações e expectativas de todos afetados pelo processo.

Uma das formas de garantir essa equivalência entre os participantes da rotina organizacional é conhecê-los a fundo. Mais do que implementar as regras de cima para baixo, a firma precisa criar uma cultura de governança corporativa.

Esse aprofundamento sobre quem são os partners e o que esperam dos empregadores pode ser levantado pela análise SWOT. Também contribui para a manutenção da equidade o estabelecimento de uma hierarquia nítida. Todos devem saber a quem perguntar e a quem responder.

A criação de conselhos consultivos é outra sugestão indicada pelo guia de condutas. Isso porque esses agrupamentos dão voz a profissionais diferentes e abrem portas para proposições e críticas.

Gere aumentos na responsabilidade corporativa

O código de bom comportamento orienta ainda sobre a prática da responsabilidade empresarial. Ela consiste em um dos preceitos básicos das instruções para procedimentos éticos.

Quem ocupa postos de comando deve cuidar para que a situação econômico-financeira esteja sempre saudável e produtiva. Denominados “agentes de governança”, eles têm de reduzir repercussões negativas e ampliar as positivas. Seu papel é impedir prejuízos e diminuir riscos do mercado, avaliando sazonalidades e outras peculiaridades do segmento.

Faz parte da governança corporativa, portanto, toda a superintendência institucional. Isso engloba orçamentos, pagamentos, estudos para a expansão, a busca de gargalos para produção, entre muitos outros itens.

Assim, os administradores mensuram os perigos de uma eventual transação comercial e seus potenciais retornos. No entanto, nem tudo são flores, não é mesmo? O que fazer, por exemplo, quando gestores ou acionistas não chegam a um denominador comum?

O guia da boa administração mais uma vez vem suprir essas lacunas. Ele ajuda o empresário a conciliar interesses diversos, por meio de métodos internos de resolução de disputas e diferenças.

São muitas as perdas envolvidas em iniciativas cujos administradores não se entendem. Até mesmo excelentes oportunidades de novos investimentos podem escoar pelo ralo, por causa de pequenos ou grandes desentendimentos.

Confira as principais ferramentas e como aplicar

Afinal, com que meios será possível aplicar a governança corporativa em sua empresa? Confira algumas de suas principais ferramentas e como utilizá-las.

1. Garanta uma ótima comunicação entre os sócios

Tópicos relativos aos sócios da empresa devem estar muito bem alinhados, com a governança corporativa. Não deve haver jamais qualquer desequilíbrio quanto aos propósitos do negócio, como ocorre com as “empresas de fachada”. Isso se aplica a questões patrimoniais, relativas aos bens da empresa e aos seus usos.

De tempos em tempos, deve-se agendar uma reunião societária, a fim de que todos interem-se sobre qualquer assunto profissional. O ideal é que os assuntos desses encontros sejam devidamente documentados, registrados e organizados.

2. Crie um conselho administrativo e consultivo

Outro ponto essencial da governança é a elaboração de conselhos consultivos e administrativos. Eles não podem representar empecilhos para os dirigentes, mas sim um time de mediadores-mentores na empresa. Esta equipe ajudará a manter sempre em mente e em dia os planos de estratégia do negócio.

Esse tipo de conselho monitoriza as relações da empresa perante outros stakeholders. Eles são mais ou menos como uma “ponte” unindo sócios ao restante do negócio. O modo como será composto esse conselho varia de acordo com as particularidades de cada empresa. Porém, normalmente reúnem-se cinco indivíduos para compor com equilíbrio essa equipe.

3. Invista em melhores ferramentas de controle

Aliado à criação do conselho administrativo, a governança corporativa tem de dispor de ferramentas de controle adequadas. Por exemplo: qualquer empresa precisa monitorar e acompanhar suas operações internas. Isso favorece uma produção de qualidade e prevê riscos. O setor contábil também tem que apresentar dados precisos e claros à empresa.

Deve haver ainda auditorias constantes, interna e externamente. O propósito disso é que se averigue se as atitudes corretas vêm sendo postas em prática.

4. Defina e estabeleça um bom código de conduta

Também é imprescindível que o empreendimento tenha códigos de conduta, ou melhor, normas de uso interno. Afinal, não só de regulamentos e leis externos vive uma corporação e seus colaboradores. Esses códigos complementam as leis, determinam valores, paradigmas para os comportamentos e a ética seguidos por todos ali.

Tudo isso se relaciona de forma bem profunda e íntima aos valores e culturas das empresas. Precisa ficar claro, também, que meios e canais serão utilizados quando forem necessárias as eventuais denúncias de caráter ético.

Confira o impacto ideal da governança corporativa

Podemos imaginar o que ocorre nos casos em que os gestores ou diretores das empresas aplicam demasiadas regras. Por outro lado, se não há quase restrição ou regra, o resultado também é desastroso.

Quando a governança corporativa é muito extrema, os chefes ficam inaptos a exercerem suas funções, desprovidos de autonomia. Eles permanecem “acorrentados” ao arbítrio de outros profissionais. É comum notarmos esse tipo de falha em grandes corporações ou no setor público.

Ao mesmo tempo, a governança sem força suficiente aumenta os riscos de os dirigentes agirem de maneira abusiva. Como quando atuam prioritariamente em seu próprio benefício ou de modo incompetente. É um modelo de governança frequentemente visto em empresas menores, como as startups.

A grande e desafiadora solução é achar um meio de se equilibrar a governança da melhor forma possível. É necessária muita atenção: as ferramentas de controle não podem gerar mais prejuízo do que os possíveis problemas do dia a dia corporativo. Pode-se adaptar a governança corporativa a outros aspectos administrativos, além dos organizacionais.

Todo indivíduo em uma organização precisa ter bem claro a que pessoas ele deve se reportar. Colaboradores que atuam em demasiadas áreas, de diferentes equipes, estão sujeitos a acúmulos de exigências. Isso compromete fortemente sua aptidão para entregar bons resultados.

Assim, tem de ser evidente quem é que exerce liderança diretamente sobre cada colaborador. Só assim eles poderão organizar suas tarefas e enxergar o que deve ser priorizado. Sem contar que, em casos de grandes impasses, precisa ficar claro quem é que tomará uma decisão definitiva. Pode ser um diretor, sócio, CEO, entre outros exemplos.

Valorize ainda mais a imagem dos seus negócios

Se bem realizados, os processos que explicamos exercerão forte influência positiva sobre a imagem vinculada ao seu negócio. É sem dúvida uma das formas mais eficazes de gerar maior engajamento do público com a sua marca. Com transparência e honestidade, a imagem interna e externa da empresa é elevada de maneira justa e efetiva.

Aproveite para chamar a atenção de investidores

Empreendimentos que são lembrados devido às suas boas práticas administrativas e honestidade têm mais chances de negociar com sucesso. Todos os clientes, parceiros ou mesmo os bancos enxergarão os resultados da boa governança corporativa. Mais e mais pessoas investirão em seu negócio, já que ele transmite confiança, segurança e organização.

Saiba como atrair, conquistar e reter os talentos

Considerando que se devem priorizar sempre as demandas dos stakeholders, você percebe que os colaboradores têm de ser igualmente satisfeitos? Porque, inclusive, trata-se de pessoas fundamentais a qualquer processo da empresa.

Em um sistema aplicado adequadamente, cada colaborador é devidamente valorizado. Dessa forma, você diminuirá rotatividade em sua empresa e obterá sucesso na retenção de talentos! A maneira positiva com que seu empreendimento é visto auxilia na atração dos grandes talentos. O nível de qualificação interno só tende a subir, em consequência.

Pense no sucesso de seu negócio décadas à frente

Fazer planos a respeito do futuro do empreendimento também integra as práticas da boa governança corporativa. Refletir sobre a empresa a curto prazo é ótimo. Mas planejar-se a médio e a longo prazo é igualmente importante.

Esses sistemas que abordamos ao longo do texto, se bem aplicados, tornam sua empresa mais longeva e sustentável. Afinal, enxergar possibilidades e prever eventuais quadros arriscados ficará bem mais fácil.

Conheça a verdadeira origem da nova expressão

Ainda de acordo com o IBGC, o vocábulo nasceu da própria evolução da globalização nos últimos anos do século 20. O comércio internacional se expandiu, ultrapassou fronteiras físicas e aproximou a relação comercial entre continentes. Como resultado, houve uma ruptura entre os conceitos de propriedade de uma indústria e a sua gestão.

O Instituto explica que a gênese da governança corporativa está ligada ao “conflito de agência clássico”. Nesse cenário, os dirigentes designam a outros profissionais a função de gerir seus empreendimentos. Conforme surgem vários novos proprietários, principalmente naqueles de empresas de capital aberto, aparecem choques de interesse.

A fim de superar essas divergências, foi preciso estabelecer um conjunto de regras para nortear as administrações. Dessa forma, nasce o conceito de normas adequadas de gestão.

A expressão começou a ser usada em países como Estados Unidos e Inglaterra, onde propriedades costumam ser mais diluídas. Aqui, embora haja bastante concentração de propriedade empresarial, os sócios das companhias vêm aumentando seu número.

Isso tem ocorrido nas empresas brasileiras por meio de novos acionistas e da multiplicação dos herdeiros. Desse modo, as boas práticas necessárias à coordenação forte e vigorosa estão conquistando cada vez mais espaço em território nacional.

As especificações são mais frequentemente seguidas pelas grandes indústrias. No entanto, elas podem ser aproveitadas por entidades de qualquer porte e pertencentes a todo tipo de segmento.

A competitividade fica mais refinada, assim como a capacidade de reação em situações de crise, que é aperfeiçoada. Além disso, nesse sistema todos os mecanismos acompanham duas linhas principais: a fiscalização e a motivação dos envolvidos.

A governança corporativa, portanto, é capaz de aprimorar a imagem institucional, reduzir as discórdias, apontar chances de crescimento e unir os colaboradores. Além de detectar ameaças e auxiliar no melhor aproveitamento do tempo ao se planejar, produzir e distribuir. É um aglomerado de táticas que garante que as atitudes dos dirigentes sejam compatíveis ao que é adequado à companhia.

Esperamos ter tirado todas as suas dúvidas a respeito do tema. Mas não pare por aí! Entenda agora, também, do que se trata a liderança positiva.

gerenciamento de escopo

Guia da gestão de projetos: gerenciamento de escopo

O sucesso da gestão de um projeto não é causado por sorte. Na verdade, isso é a soma de vários fatores, que convergem juntos para esse objetivo.

O planejamento, a organização, a dedicação do time, o acompanhamento de métricas e um cronograma bem definido são alguns dos pontos que podem ser apontados como fatores que influenciam diretamente nos resultados de um projeto. Cada um impacta no sucesso da estratégia da sua forma, o que exige uma grande atenção do gestor para garantir que eles sejam capazes de gerar bons resultados.

Por outro lado, muitos empresários não percebem que o cerne da gestão de um projeto é o gerenciamento do seu escopo. É ele que define todo o trabalho que precisará ser desenvolvido, possibilitando uma ampla visão do que deverá ser feito. E mal estruturado, o escopo pode causar um grande impacto nos resultados de cada etapa.

Em outras palavras, o escopo é crucial para a definição de todas as rotinas do planejamento. Isso permite ao gestor entender se ele está alinhado aos objetivos da empresa e avaliar os benefícios em potencial da iniciativa. Além disso, ele torna o planejamento mais eficaz e evita que rotinas sejam executadas mais de uma vez.

Você quer saber mais sobre o tema e como definir o escopo para os seus projetos? É só continuar a leitura deste post e esclarecer suas dúvidas!

Mas, afinal, o que é o escopo do projeto?

O escopo pode ser visto como todo o trabalho que será executado para atingir as metas e objetivos de um projeto em cada uma das etapas. Basicamente, ele é o conjunto dos requisitos necessários para que o produto, serviço ou resultado esperado com o projeto seja entregue para o cliente. Sem ele, a empresa pode ter dificuldades para avaliar até que ponto vão as obrigações de um time.

A definição desse escopo é feita nas etapas iniciais do planejamento, uma vez que por meio dele que serão definidos os recursos, os times, os investimentos e outros detalhes operacionais de cada etapa. Esse é um dos momentos mais importantes da iniciativa, uma vez que um escopo mal projetado pode gerar grandes riscos para o negócio.

Como o gerenciamento de escopo afeta a rentabilidade de um projeto?

O gerenciamento de escopo é crucial para o sucesso do projeto. Para alguns especialistas, ele é visto como um dos pontos mais importantes de um projeto corporativo, uma vez que a sua definição implica diretamente na distribuição de recursos, na estrutura interna de times e nas metas de performance. Além disso, ele também impacta nos prazos e gastos que serão realizados para viabilizar cada etapa.

Se o escopo não for bem definido, atrasos serão mais frequentes e o planejamento terá dificuldades para garantir a qualidade do projeto. Isso será fruto de modificações não programadas ocorrendo com mais frequência e da dificuldade de identificar as melhores estratégias para atingir os objetivos propostos.

Conforme os atrasos se tornam mais recorrentes, a rentabilidade do projeto cai. Multas pela não entrega de resultados em dia poderão ser aplicadas, além dos riscos da iniciativa ser cancelada e a empresa perder todos os recursos investidos.

Já a presença de erros em grande quantidade afeta a capacidade da companhia de evitar desperdícios. As taxas de trabalho serão maiores, o que cria um fluxo de gastos não programados. Já o investimento em novas matérias-primas será necessário, uma vez que a companhia deverá refazer parte dos seus produtos.

É fundamental, portanto, que a empresa trabalhe lado a lado com todos os envolvidos para documentar cada requisito, métrica ou objetivo da maneira mais clara e direta possível. O gestor também deve atuar para que o controle sobre o escopo seja mantido com precisão, ainda que mudanças aconteçam.

Essas ações minimizam desvios no planejamento e favorecem a gestão diária dos fluxos de trabalho. Cada time terá uma noção exata do que deve ser feito, reduzindo drasticamente as chances de um resultado estar fora do esperado. Ou seja, a companhia terá um fluxo de trabalho muito mais inteligente e dinâmico.

Como efetuar o gerenciamento de escopo com qualidade?

O gerenciamento de escopo deve ser feito a partir de uma série de estratégias, que reduzem riscos e melhoram a capacidade do gestor de compreender todos os pontos que impactarão no sucesso do projeto. Portanto, nas etapas iniciais do planejamento, a companhia precisa estar atenta a cada um dos itens de risco. Assim, as chances de alcançar os resultados esperados serão muito maiores.

A seguir, saiba quais são os quatro pontos mais importantes da definição e avaliação do escopo de um projeto e saiba como atingir os seus resultados mais facilmente!

1. Planejamento

A fase de planejamento do escopo é crucial para o sucesso do projeto como um todo. É nessa fase que são definidos os objetivos, as métricas, as validações, os controles, os parceiros e os agentes envolvidos.

É também nesse momento que o gerente do projeto precisa ser escolhido de acordo com as aptidões necessárias para o desenvolvimento da tarefa. Além disso, é aqui o momento em que os times são estruturados: os profissionais devem ser divididos em equipes multidisciplinares, com qualidades interdisciplinares e que possam atuar juntos para solucionar problemas de forma inovadora.

Um planejamento mal feito impactará em todo o resto do plano, dessa forma, não se preocupe com o tempo gasto na fase de construção ou em reuniões. O fundamental aqui é chegar em um resultado que deixe todo o time bem orientado e integrado ao início do projeto.

Sendo bem estruturado, o planejamento inicial conseguirá orientar todos os times ao longo de cada etapa. Os profissionais terão uma visão ampla sobre o que é necessário fazer para atingir os resultados esperados e quais as melhores ferramentas que podem ser empregadas. Além disso, prazos e papéis estarão bem definidos, reduzindo riscos.

2. Definição de objetivos

Aumentar o faturamento, controlar os gastos, incrementar o lucro são três objetivos corporativos comuns, mas eles pouco acrescentam ao escopo de um novo projeto. É complicado mensurar o sucesso desse empreendimento apenas por um objetivo final, pior ainda quando ele pode ser influenciado por todos os outros setores da empresa.

Assim, crie objetivos específicos para cada fase do escopo. Divida esses objetivos em metas menores ou tarefas, dando mais agilidade para os times.

Alinhe as metas com o restante do time e veja se todos estão de acordo. Isso será importante para manter um bom controle sobre expectativas.

Criar objetivos inalcançáveis na esperança de obter um resultado mágico, apenas servirá para desmotivar seu time. Portanto, as expectativas devem estar alinhadas com o perfil do time e a sua capacidade técnica.

3. Definição de verificações e métricas de performance

Tão importante quanto planejar e definir os objetivos do escopo, é escolher as verificações e métricas do processo. Muitos projetos não têm uma clara visão do seu andamento ou do seu sucesso: uns por serem complexos demais, outros porque apenas gerarão resultado em longo prazo.

Dessa forma, estabeleça métricas de acordo com o perfil do projeto e do escopo. Faça verificações periódicas e permita que os profissionais envolvidos tenham acesso aos resultados.

Se forem elevadas, os erros serão frequentes, uma vez que a carga de trabalho e o estresse serão altos. Porém, se os objetivos forem muito baixos, os profissionais não terão incentivos para melhorar as suas rotinas e habilidades. Em outras palavras, métricas mal estruturadas causam um grande impacto nos resultados do projeto.

Para que o gestor possa cobrar maior dedicação ou envolvimento, é fundamental que ele mesmo seja parte atuante desses resultados. As métricas devem ser vistas como um investimento estratégico, que ampliam a visão do gestor sobre todos os resultados do projeto: elas orientam os profissionais a avaliar, em tempo real, quais pontos necessitam de melhorias e o que poderá ser feito para impulsionar resultados a médio e longo prazo.

4. Controle e melhorias de resultados

Por fim, una métricas e verificações a um modelo de controle de qualidade e melhorias do escopo. Incrementar o projeto com esse tipo de controle facilitará a entrega de resultados mais satisfatórios, seja na forma do projeto em si ou de outros objetivos estabelecidos no escopo.

Portanto, documente tudo o que ocorre durante o projeto. Marque os resultados de cada etapa, os erros encontrados e as soluções adotadas. Não se esqueça de replicar boas práticas.

As otimizações servirão como pequenas correções ao escopo original, para que o resultado final esteja de acordo com os objetivos da empresa. A identificação a análise dos erros reduz os riscos nas etapas seguintes, uma vez que a companhia poderá preparar-se com mais precisão para evitá-los. Assim, os resultados serão impulsionados com muito mais facilidade.

Como dar mais segurança para projetos corporativos?

O gerenciamento de escopo tem um papel fundamental para o sucesso do seu projeto. Ele auxilia profissionais a terem uma visão abrangente sobre todas as etapas, melhora a definição de prazos e a distribuição de recursos em toda a iniciativa.

Por isso, não negligencie nenhuma das etapas do gerenciamento de escopo em um projeto corporativo. Trabalhe para ter um escopo bem claro e conhecido por todos.

Lembre-se que entender todos os fatores que contribuem para o sucesso da iniciativa é papel do gestor, mas isso será possível apenas se todo o trabalho estiver embasado em um bom escopo. Portanto, o gerenciamento de escopo deve ser adotado como uma ferramenta básica para garantir bons resultados.

Quer saber como um software de gestão de projetos pode contribuir para o sucesso das suas políticas de gerenciamento de escopo? Então, veja uma demonstração!

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retorno do projeto

Qual foi o retorno do Projeto?

É muito comum empresas se questionarem ao final, qual foi o retorno do projeto em relação a tudo que foi investido. Por mais elementar que seja essa pergunta, sua resposta não é fácil. Métricas, indicadores e benefícios gerados, por mais quantitativos que sejam, não são fáceis de serem medidos quando o projeto é concluído.

Mesmo métricas financeiras, como ROI (Retornos sobre o investimento), TIR (Taxa interna de retorno e VPL (Valor presente líquido) não são indicadores que conseguimos comparar assim que o projeto chega ao fim e entender o retorno do projeto, sendo necessário um tempo até a sua efetiva realização.

Pensado em ajudar o gerente de projetos a apresentar melhor o retorno conquistado por seus projetos, separamos algumas práticas que nós, e também alguns de nossos clientes, utilizamos em nossos projetos.

Benefícios Diretos

Todo investimento empresarial busca melhorar algum ponto da empresa e, por mais intangível que seja a meta do projeto, ele sempre irá gerar algum benefício direto. Pode ser redução de custo, otimização da rotina com foco em ganhar produtividade ou até mesmo a ampliação da capacidade comercial da empresa. É muito importante definir quais benefícios o projeto irá gerar. Uma vez identificado os benefícios, o próximo passo será definir as métricas e a periodicidade da medição.

Com os benefícios e as métricas, que serão medidas e definidas, o próximo passo será definir o intervalo de medição que o gerente irá monitorar.

No Project Builder utilizamos a funcionalidade ‘Qualidade’ para definir quando será o intervalo de medição e as metas definidas.

Benefícios de Curto Prazo

Os benefícios de curto prazo são as conquistas alcançadas quase que imediatamente ao termino do projeto. Uma descontinuidade de uma unidade de negócio deficitária elimina imediatamente uma despesa desnecessária. A mudança de uma tecnologia, como um CRM ou um ERP, gera ganhos que podem ser percebidos logo após sua implementação.

É muito importante criar marcos de medição – acompanhando-os no período determinado – para saber quanto foi o valor gerado neste período. Mesmo que a redução de custo seja muito mais perceptível, a geração de receita é um benefício com um potencial de geração de valor muito grande para qualquer negócio.

Benefícios de Médio / longo prazo

Infelizmente, a grande maioria das organizações focam muito mais nos objetivos imediatos do que na geração de resultado a médio e longo prazo. No entanto, ao longo da trajetória da Project Builder percebemos que clientes que desenvolvem estratégias mais perenes conquistam resultados 4 vezes mais relevantes do que os que criam estratégias imediatas.

Benefícios de médio prazo podem ser, por exemplo, a ampliação geográfica de atuação, a geração de receita com novos produtos, pesquisa e desenvolvimento, entre outros.

É muito comum empresas de sucesso combinarem benefícios de curto e de médio prazo de forma a decompor um grande benefício fracionado em marcos intermediários onde parte dos objetivos já foram conquistados.

Tão importante quanto analisar o retorno de um projeto é identificar o retorno de um portfólio. Pense que um projeto te conduz até um objetivo. O portfólio te conduz até a realização de uma estratégia. Empresas de sucesso focam seus esforços em fazer com que o planejamento estratégico aconteça conectado a estratégia e a operação por intermédio de projetos.

Os custos com a execução do projeto devem ser superados pelos valores gerados pelo projeto, seja a curto, médio ou longo prazo, o importante sempre será fazer a ‘conta fechar’.

E o papel do gerente de projeto não é apenas garantir que o escopo do projeto seja entregue, ele precisa garantir que o valor do projeto seja realizado. Adotar uma ferramenta que apoie essa medição ajuda a empresa tanto a focar mais na geração de valor e automatizar etapas mais manuais e burocráticas que tomam tempo do gerente e não ajuda no atingimento de seus objetivos.

Drive Consultoria – que hoje está entre as PMEs que mais crescem no Brasil –, um de nossos clientes, é um exemplo disso. Eles são uma empresa de consultoria de TI, e tinham dificuldade de acompanhar a rentabilidade dos projetos, o que impactava diretamente no crescimento ordenado da empresa. Hoje, com o planejamento apoiado pelo software, eles conseguem mensurar o orçamento planejado X realizado, dentre outros.

 

Estudo do PMI Brasil revela liderança do Project Builder como software WEB para gestão de projetos

O 4º Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos é o evento de lançamento do Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos Brasil. Criado em 2003, o Estudo já está em sua quinta edição, contando com a participação de empresas de todo o país, inclusive da Project Builder. Realizado por 13 Seções Brasileiras do PMI, o Estudo reúne informações sobre práticas mais utilizadas e resultados, segmentados em diversos setores da economia.

O Estudo aborda oito aspectos críticos: Cultura Organizacional, Estrutura Organizacional, Gestão do Portfólio de Projetos, Project Management Office, Processos e Metodologias, Desenvolvimento Profissional, Ferramentas de Suporte, Desempenho e Resultados.

Este evento, único em toda a América Latina, propicia aos seus participantes um verdadeiro ambiente de benchmarking, onde experiências de sucesso serão discutidas e analisadas, servindo de ponto de partida para novas iniciativas empresariais.

O Project Builder continua sendo o único software nacional a figurar entre os mais utilizados. Nesta edição do estudo, aparece em segundo lugar entre os softwares integrados e em primeiro entre as 100% WEB.

4º Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos

Realizado em: 22 e 23 de novembro de 2007
Local: FIRJAN – Rio de Janeiro

Resultado do estudo: http://www.pmirio.org.br/estudo2007/

Project Builder - único software nacional a figurar entre os mais utilizados

Imagem capturada da apresentação do estudo.

mentor

Veja o que fazer para se tornar um mentor para sua equipe

O papel de um líder nos dias atuais é muito mais complexo que apenas delegar funções. Em alguns casos, esses profissionais sentem a necessidade de ir além e colaborar efetivamente com o desenvolvimento de seus colaboradores. Se essa é a sua situação, talvez seja o momento de descobrir como se tornar um mentor para seu time.

O mentor é aquela pessoa que vai guiar o colaborador para desbravar o universo profissional, ajudando-o a superar dificuldades e encontrar oportunidades interessantes. Ele dá conhecimento de carreira e, em troca, recebe mais produtividade e bastante aprendizado sobre como lidar melhor com essa nova geração de talentos.

Quer saber o que é necessário para se tornar um gestor mais eficiente? Confira algumas dicas!

Alinhe objetivos

Antes mesmo de começar os ensinamentos da mentoria, é preciso que ambos os lados deixem claro o que esperam ensinar e aprender durante esse tempo. Dessa forma, você evita que as metas estejam fora de sintonia, o que pode causar uma resistência maior do funcionário em aceitar seus conselhos.

Essa conversa sincera também vai trazer uma clareza maior sobre a personalidade de cada colaborador, para que você busque as melhores ferramentas para orientá-lo. Assim, o desenvolvimento da equipe é mais eficiente, já que você entende o que o motiva e quais valores podem ser usados no processo de convencimento.

Ensine e aprenda

O processo de mentoria é baseado em uma relação em que os ensinamentos são trocados, e não concedidos apenas por uma parte. Durante essa fase, você pode se surpreender com tudo que aprenderá com profissionais mais novos.

Para isso, é preciso perder aquela atmosfera de “chefe” que circunda as pessoas em cargos de liderança. O respeito é necessário, mas você deve ser uma pessoa acessível e aberta a compreender novas formas de dar e receber conhecimentos.

Tenha comprometimento

Oferecer mentoria para alguém é uma grande responsabilidade. Se você deseja se colocar nessa posição, esteja comprometido a auxiliar essa pessoa, mesmo que isso signifique ter que se esforçar um pouco mais na rotina de trabalho para ajudá-la a se desenvolver nos campos necessários.

Saiba ouvir

Uma das principais tarefas do mentor é saber ouvir tudo o que o colaborador tem a dizer. Faz parte da função entender o que seu aprendiz está passando e, para isso, é preciso deixar que ele desabafe e passe um panorama completo da situação.

Muitas vezes, enquanto divaga nas próprias dúvidas e reclamações, o próprio funcionário consegue reorganizar suas ideias e chega à solução para os problemas. Isso é uma mentoria eficiente: ensinar a pessoa a encontrar as respostas dentro de si.

Tenha seu próprio mentor e um bom network

Ser um profissional de ponta na atualidade exige excelentes conexões e alguém para contar em situações difíceis, se possível. Como isso vale para os seus funcionários, também serve para você.

Cultive bons relacionamentos com líderes do mesmo setor de atuação e até mesmo de segmentos totalmente diferentes do seu. Procure outros chefes dispostos a atuar como mentores e troque ideias. Dessas conversas podem surgir estratégias interessantes para alavancar a produtividade da sua equipe.

Tenha a mente aberta

Lidar com profissionais mais jovens pode ser um processo disruptivo para um líder. Para aceitar formas de pensar diferentes das suas, no entanto, é preciso estar preparado. Haverá momentos em que será necessário entender profundamente quais os objetivos, desejos e sentimentos daquele profissional. E, muitas vezes, esses objetivos podem ser contrastantes com os seus.

Então, para conseguir criticar ou sugerir alguma mudança de uma maneira que ela seja bem aceita, é fundamental se colocar no lugar daquele profissional, sem preconceitos. É por isso que a compaixão e a empatia são características essenciais para ser um bom mentor.

Se necessário, antes de dar conselhos, tire um tempo de reflexão e avalie se está aceitando de uma boa forma as expectativas dos seus aprendizes.

Melhore sua inteligência emocional

Ser mentor se assemelha muito a ser pai. Às vezes, você vai dar conselhos, e os profissionais do seu time não vão segui-los. Ou, então, eles insistem nos mesmos erros, ainda quando você alerta sobre as consequências. Faz parte do processo de amadurecimento profissional, e pode ser muito cansativo para o mentor, exigindo paciência.

Por isso é tão importante que o mentor saiba controlar seus sentimentos, algo que a inteligência emocional proporciona. Além disso, você pode aproveitar outras vantagens desse conhecimento e trazer resultados para a mentoria, como ler a linguagem corporal, fazer as perguntas certas e até ajudar o aprendiz a controlar sua impulsividade no trabalho.

Dê o exemplo

Para ser um bom mentor, nada é mais vital do que ser uma pessoa admirável. Esse tipo de conexão sentimental vai trazer a confiança necessária para o processo, e agir de forma correta e ética durante sua atuação no trabalho pode ensinar mais do que todos os conselhos dados.

Por isso, em sua profissão, sempre aja de acordo com o que você ensina para seu time. Ser um modelo de atuação é um elemento instigante, que acaba trazendo benefícios para os dois lados. Tanto você vai se sentir estimulado a dar sempre o melhor de si, como a sua equipe será inspirada a seguir seus passos e ensinamentos no dia a dia.

Celebre os resultados

O processo de aprendizagem da sua equipe também precisa de motivação. Não deixe que a sua atuação seja focada apenas no lado negativo do profissional. Faz parte do processo encarar melhorias e reconhecê-las, mesmo quando pequenas. Esse tipo de incentivo premia a dedicação do funcionário e o ajuda a enxergar as dificuldades com mais positividade.

Sempre que seu time conseguir algum resultado importante ou evoluir em questões relevantes, celebre. Não é necessário premiá-los ou oferecer benefícios. Na mentoria, um parabéns e o reconhecimento pelos objetivos superados já são eficientes.

Evite alguns erros

O verdadeiro mentor deve conhecer e evitar alguns erros que podem comprometer sua liderança e interferir nos resultados. Vamos apontar alguns deles nos tópicos a seguir.

Não permitir que o mentorado erre

Todos os profissionais são passíveis de falhas, o próprio mentor não está livre delas. Se o líder se julga acima dos outros em relação a isso, ele estará fadado ao fracasso, pois os profissionais não o perdoarão quando ele cometer algum equívoco. Por isso, o mentor não precisa ser um tirano, já que o tirano cobra dos outros o que ele mesmo não é capaz de fazer.

É preciso ser tolerante com os erros do mentorado, agir com flexibilidade, mas sem perder o domínio da situação. Quando o líder é fraco, deixa-se controlar pelos outros e relaxa sua administração, o que gera um caos no trabalho e na produção. Há erros que podem ser relevados; outros não. É fundamental discernir entre estes e aqueles.

Infelizmente, entre um líder tirano e um relaxado, o primeiro ainda é melhor, porque, apesar de usar meios errados, ele consegue controlar a maior parte das situações; já o relaxado é facilmente dominado. O ideal é encontrar o meio-termo. O mentor deve agir como um parceiro que está à frente de uma equipe e, como tal, precisa ser compreensivo com ela, ensinando e agindo com certo nível de tolerância e flexibilidade.

Não desenvolver um relacionamento salutar com o mentorado

Não há nenhum programa de mentoria que substitua um relacionamento genuíno e interpessoal entre o preceptor e o aprendiz. É importante que o líder seja capaz de ajudar, e isso só é possível quando ele mentora algo em que acredita. Daí em diante, fica mais fácil se identificar com o processo e manter um relacionamento sólido com o mentorado.

Assim, é um grande engano tentar mentorar em um terreno desconhecido, sobre um assunto do qual se tem pouco conhecimento ou com o qual não se identifica. Dificilmente, a pessoa conseguirá desenvolver uma relação saudável com a equipe. Poderá atuar de forma mecanizada, o que não costuma surtir bons resultados.

Também é um erro evitar o bate-papo, limitando-se a mostrar diagnósticos e soluções totalmente prontas a partir da análise empresarial. A descoberta dos problemas e de suas soluções faz parte do programa de mentoria. É preciso entender o porquê das coisas.

Concentrar-se mais na competência que no caráter

A mentoria não é um treinamento. Por isso, não se deve atentar exclusivamente ou de forma exagerada na aquisição de novas skills. Os grandes líderes vão além da linha voltada para o aperfeiçoamento de competências e buscam definir o caráter, a empatia e os valores.

É importante contribuir para que os indivíduos desenvolvam sua autoconsciência. A longo prazo, as soft skills (habilidades mais subjetivas que técnicas) são mais relevantes que o aprimoramento de algumas qualidades puramente profissionais.

Confundir coaching com mentorado

Não trate o mentorado como uma tarefa de natureza acadêmica. Os mentores transmitem seus conhecimentos respaldados em suas experiências. Não se trata de uma assessoria guiada, nem de uma capacitação. É algo mais espontâneo. Nesse sentido, é um trabalho de longo prazo e é possível construir um vínculo para toda a vida.

Não pense que sua liderança como mentor é igual ao coaching. O coaching está associado a um modelo previamente oferecido, com a necessidade de alcançar um determinado objetivo em um período específico. É algo mais parametrizado que o mentorado.

Conheça os benefícios da mentoria

O líder precisa saber quais são os benefícios que a mentoria oferece, pois assim ficará mais motivado a efetuar seu trabalho, com a certeza de que ele tende a trazer vantagens para a empresa. O verdadeiro líder se engaja com a organização, sentindo-se como parte dela, entendendo que sua ação pode influir de forma positiva ou negativa sobre o negócio.

A contribuição para que o funcionário deixe a zona de conforto

A mentoria não deve ser confundida com uma consultoria. A diferença entre elas está exatamente na retenção do conhecimento. Na consultoria, a empresa contrata um profissional especializado que faz uma avaliação do negócio e depois entrega ao gestor um relatório completo, mostrando o que deve ser efetuado.

Na mentoria, há uma transferência de conhecimentos para o mentorado, ou seja, para a equipe de funcionários. Com esses conhecimentos, os colaboradores podem se responsabilizar pelas transformações dentro da empresa. Dessa maneira, o líder instiga os profissionais à ação, à aplicação dos conhecimentos obtidos, saindo da zona de conforto.

A zona de conforto é aquela em que o funcionário se sente mais seguro e, por isso, não deseja sair dela, receoso de se expor aos riscos e mudanças. Ter medos é normal. Se o profissional não agir com prudência, poderá cometer graves erros. Mas não é aconselhável relaxar, isto é, acomodar-se e atuar sempre da mesma forma, fechar-se para as atualizações, para as transformações. O medo das mudanças é natural, mas é preciso ajustar-se a elas quando necessário.

O aumento da rede de contatos

Por contar com um mentor, a empresa tende a aumentar sua rede de contatos, assim, ela consegue melhorar seu networking. Ampliando a rede de contatos, a empresa encurta caminhos e cria parcerias. Também fica mais fácil conseguir a ajuda de investidores.

A redução de gastos com treinamentos

Outro benefício em contar com um mentor é a diminuição de gastos com treinamentos, pois o próprio mentor se responsabiliza por transmitir os seus próprios conhecimentos à equipe. Ele também poderá treinar os profissionais em determinadas ocasiões, tornando-os aptos a enfrentarem situações diversas, especialmente aquelas que envolvem problemas críticos.

Para as empresas que estão começando, isso é de muita relevância, já que os custos com treinamentos podem consumir uma quantia considerável do orçamento. Economizar recursos é uma regra para todas as companhias e, para aquelas que estão iniciando, uma orientação ainda mais valiosa a seguir. É inegável que ter capital disponível para sustentar o negócio e fazê-lo crescer é fundamental. Daí, a minimização de despesas é uma necessidade básica para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento de uma startup.

O aumento da produtividade

O aumento da produtividade gera mais potencial competitivo, pois nem toda organização consegue manter os funcionários trabalhando de modo a alcançar um nível de produção muito elevado. A mentoria contribui para o aumento da produtividade empresarial, considerando a ajuda na retenção de conhecimentos, na ampliação do networking e na diminuição de despesas.

Seguindo as orientações que trouxemos neste texto, você não só descobre como se tornar um mentor para seu time, como também se desenvolve profissionalmente e traz resultados eficientes para a empresa. Então, não deixe de aproveitar essa importante ferramenta de crescimento na profissão.

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Livro de Gerenciamento de Projetos de Desenvolvimento aborda a utilização do Project Builder

Em livro lançado recentemente, Peter Pfeiffer aborda o tema de Gerenciamento de Projetos de Desenvolvimento e mostra como a a utilização do Project Builder, através do eGAU, o ajudou em seus projetos na GTZ – Agência Alemã de Cooperação Técnica

Sinopse do Livro

Gerenciamento de Projetos de Desenvolvimento são dois termos muito usados. Projeto, porque é uma forma de organizar e realizar trabalhos dos mais diversos tipos, formas e tamanhos cada vez mais utilizada. Já faz tempo que o conceito saiu da esfera tradicional da construção civil e passou para todos os ramos de atividades, inclusive para as áreas governamental e social. O seu grande potencial está na possibilidade de racionalizar os escassos recursos e de gerenciar os processos com maior flexibilidade.

O termo desenvolvimento é geralmente associado ao progresso econômico e social de um país ou uma sociedade. Ele diz respeito a transformações e mudanças que vão além do crescimento econômico ou da simples construção de infra-estrutura, passando necessariamente pela cultura, hábitos, costumes e comportamento das pessoas. Entretanto, à diferença do projeto, que tem por definição um fim estabelecido, desenvolvimento é um processo permanente e infinito.

Assim, falar em Projeto de Desenvolvimento pode parecer uma contradição. Mas o livro visa mostrar que projetos, mesmo com as suas limitações de recursos e tempo, podem contribuir para o desenvolvimento. Para que isso seja possível, é necessário levar em consideração uma série de condições e características que se distinguem dos ambientes empresariais para os quais a maioria das publicações sobre gerenciamento de projetos está voltada.

Este livro apresenta as duas principais fontes teórico-conceituais que embasam o método GPD, através de uma série de conceitos, definições e instrumentos que levam a um marco referencial para um sistema de gerenciamento. Ele pretende ser uma contribuição prática e aplicável para que organizações públicas e privadas que lidam com projetos de cunho social consigam aprimorar a sua eficiência e assim aumentem a eficácia nas suas intervenções em prol do desenvolvimento.

Ficha Técnica

Editora: BRASPORT
ISBN: 8574522104
Número de páginas: 184
Lançamento: 15/3/2005
Mais informações: http://www.brasport.com.br/livro.asp?Cod=85-7452-210-4

super gerente de projetos

Manual do super gerente de projetos

Compreender o processo de gerenciamento de um projeto tem se transformado em algo vital para as empresas que geram cada vez mais negócios e, dessa forma, precisam de um profissional que muitas vezes não é encontrado dentro da própria companhia.

Muitas delas procuram profissionais que conseguem atuar em vários setores ou projetos ao mesmo. Por isso, preparamos este post sobre o Super Gerente de Projetos, que cada vez mais vem sendo valorizado dentro das empresas. Está interessado? Então confira!

O Super Gerente

O super gerente de projetos é o profissional que consegue lidar com os mais variados tipos de situações, projetos e compromissos dentro da empresa. A necessidade deste profissional vem se tornando cada vez mais essencial, já que o mesmo pode realizar tarefas que antes seriam de responsabilidade de várias pessoas.

Em épocas de crise, em que cortes são necessários, profissionais que tenham um abrangência de funções maior raramente são dispensados. Como este profissional está habituado a lidar com as mais diversas situações em seu dia a dia de trabalho, o mesmo consegue lidar com vários casos e resolver os problemas que podem surgir no decorrer do caminho, sempre alinhando diversos projetos ao mesmo tempo.

Alinhando Vários Projetos

Vale citar que um projeto é um empreendimento temporário, o que quer dizer que tem data de início e fim, com o objetivo de criar e assim aperfeiçoar um serviço ou produto. O gerenciamento de um projeto exige a conquista dos objetivos propostos dentro de um prazo e de um parâmetro de qualidade determinados, sempre cumprindo um cronograma e um orçamento.

O gerente de projetos precisa ter em mente que os trabalhos dentro da empresa exigem dedicação, cuidado, planejamento e o principal: muita organização. Somente com muita organização que um gerente normal se diferencia de um super gerente. Mas se você acha complicada esta tarefa, saiba que é claramente possível alinhar projetos simultâneos dentro de um prazo estabelecido pela empresa. Tendo dedicação, atenção, planejamento e organização, você pode dar conta de vários projetos e finalizá-los com sucesso. Um gerente de projetos somente é um super gerente se souber como se organizar durante todo o cronograma, para dessa forma cumprir os prazos sem maiores problemas no decorrer do processo.

Você tem alguma outra dica para quem também quer se tornar um super gerente de projetos? Compartilhe suas ideias com a gente nos comentários abaixo!

Se você gostou desse artigo também vai gostar de ler: A importância do gerente de projetos.