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alavancar a produtividade

6 passos para alavancar a produtividade da minha equipe de serviços profissionais

Dobrar a produção do time de consultoria e conseguir assumir mais projetos sem precisar contratar novos colaboradores. Qual gerente de projetos não sonha em alavancar a produtividade?

Apesar da rotina atribulada, validação de entregas, atendimento ao cliente e alterações no escopo, é possível, com planejamento e foco, ampliar as entregas e resultados. Para ajudá-lo, separamos os 6 passos para que você consiga alavancar a produtividade da sua equipe de desenvolvedores mantendo o nível de qualidade das entregas:

1) Identifique os gargalos 80 – 20, conheça bem a sua equipe e respectivas habilidades

A Lei de Pareto (também conhecido como princípio 80-20), afirma que para muitos fenômenos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. A lei foi sugerida por Joseph M. Juran, que deu o nome em honra ao economista italiano Vilfredo Pareto.

Aplicando a lei de Pareto a prestação de serviços profissionais, assumimos que 80% do seu resultado vem de atividades que concentram 20% do seu esforço. Independente do seu dia-a-dia, são essas ações que você deve garantir que serão feitas. Analise como otimizá-las e como liberar o tempo da sua equipe. Normalmente gastamos uma quantidade de tempo significativo preparando apresentações e relatórios. Uma maneira de reduzir esse tempo é automatizando esse processo. Encontre os gargalos onde seu time gasta mais tempo.

2) Automatize a distribuição de tarefas

Pesquisas realizadas com nossos clientes que conseguiram atingir um ROI significativo com adoção de uma ferramenta, identificaram que um membro da equipe perdia um grande tempo tentando saber quais as atividades ele deveria realizar no dia, assim como os gestores de projetos perdiam enviando emails solicitando que uma tarefa seja feita e cobrando se a mesma foi executada.

Para distribuir as tarefas de maneira que elas sejam realizadas corretamente e no tempo determinado, você deve saber delegá-las de forma simples e automatica. Uma ferramenta de gestão de projetos colaborativa te ajuda significativamente com esse processo. Em uma pesquisa realizada com nossos cliente identificamos que membros da equipe tiveram uma economia média de 30 minutos por dia e gerente de projetos pelos gestores leva 20 minutos a menos, por dia (por projeto) no gerenciamento.

3) Defina uma metodologia de trabalho

Tenha sua equipe alinhada a uma única metodologia de trabalho. É importante que os processos estejam claros e bem executados por todos. Isso o ajudará a conversar com toda a equipe em uma mesma linguagem, minimizando ruídos. Além disso, algumas metodologias de projetos, como a CCPM (Gerenciamento de Projetos por Corrente Crítica) já citado aqui no blog anteriormente, têm ganhado destaque ao apontar excelentes resultados na otimização da produtividade sem comprometer prazos de entrega.

4) Meça a produtividade sempre

Há diversas formas de medir a produtividade de seus desenvolvedores. Porém antes é preciso definir os indicadores de fato importantes para esta resposta conforme a necessidade da sua equipe, empresa ou até mesmo projeto.

Para mensurar, é interessante utilizar sistemas de gerenciamento de projetos que permitam a emissão de relatórios de produtividade periódicos. Através deles, é possível conferir relatórios com o andamento diário, semanal ou mensal, além de poder optar por avaliar o trabalho de um membro ou de toda a equipe. Este tipo de ferramenta é muito útil dentro das empresas para encontrar as falhas e aumentar a produtividade.

Analisar a quantidade de horas gastas em determinado período separando-as em urgentes, importantes, rotinas e não planejadas pode trazer dados consideráveis para administrar o tempo gasto em cada etapa do processo e como este tem sido aproveitado. Um profissional que tem seu tempo e produtividade sob controle consegue realizar entregas de 75 a 100% do que foi planejado. Caso o resultado apresentado seja inferior, é hora de reavaliar as definições e reestruturar algo.

5) Converse com os seus funcionários

Gerir pessoas é uma tarefa complexa que pode impactar diretamente na produtividade de sua equipe. Lidar com motivações pessoais, interesses e objetivos diferentes para realizar uma mesma entrega exige muito jogo de cintura. Por isso, manter um diálogo com seus desenvolvedores, seja para esclarecimentos, orientações, feedbacks ou uma simples reunião de alinhamento é muito importante.

6) Adquira um software para gestão de projetos

Uma ferramenta tecnológica para gerir projetos pode auxiliá-lo não apenas a acompanhar a execução das tarefas delegadas, mas também para evitar procrastinação dos desenvolvedores. Através de um software é possível avaliar o tempo médio gasto em cada atividade, extrair relatórios de progressos da equipe (comparando o que foi planejado e o que foi executado), minimizar riscos, facilitar o acesso à documentação e até mesmo apontar falhas em processos. Ainda é possível planejar o esforço necessário para cada atividade, analisar o atual comprometimento do membro da equipe, bem como a alocação de recursos e padronizar o apontamento de horas (o famoso timesheet). Tudo isso ajudará consideravelmente a aumentar o nível de produtividade do projeto.

Com estes passos você terá maior envolvimento com sua equipe e controle das respectivas entregas, além de poder aumentar a produtividade.

Para mais dicas sobre gestão de projetos, equipes e produtividade, acompanhe o nosso blog. Deixe também sugestões, dicas e dúvidas nos comentários abaixo, quem sabe não vira assunto para o nosso próximo encontro? Até a próxima!

Aprendeu como alavancar a produtividade? Compartilhe!

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Primeiros passos para um futuro sustentável: Como iniciar sua jornada ESG!

ESG (Environmental, Social, and Governance) refere-se a três pilares centrais usados para avaliar a sustentabilidade e o impacto ético das práticas de uma empresa. Cada componente serve como um guia para medir a responsabilidade corporativa e o potencial de longo prazo de uma organização. Vejamos cada um:

+ Environmental (Ambiental): avalia o desempenho da empresa em relação à sua gestão de recursos e seu impacto no meio ambiente. Isso inclui a eficiência energética, o uso de recursos naturais, a gestão de resíduos, a redução da poluição e a mitigação das mudanças climáticas.

+ Social (Social): este pilar examina como a empresa lida com as pessoas e as comunidades onde opera. Isso abrange desde a saúde e a segurança dos trabalhadores até as práticas de trabalho justo e a inclusão. Também considera o impacto da empresa na comunidade local e seu compromisso com os direitos humanos.

+ Governance (Governança): relaciona-se com a governança corporativa, incluindo a estrutura de liderança da empresa, as práticas de remuneração, as auditorias, os controles internos e os direitos dos acionistas. Uma boa governança busca garantir que haja responsabilidade, transparência e alinhamento de interesses entre a gestão e os acionistas.

O conceito de ESG está revolucionando a maneira como as empresas operam, impulsionado não apenas pela necessidade de desenvolvimento sustentável, mas também por uma demanda crescente de diversos grupos de interesse. Clientes, financiadores, colaboradores e stakeholders em geral estão cada vez mais exigentes quanto à adoção de práticas responsáveis e sustentáveis. Originalmente adotado por investidores, o termo ESG ganhou um significado amplo e agora abrange uma vasta gama de ações sustentáveis em empresas de todos os setores, independentemente das exigências do mercado financeiro. Em suma, ESG deixou de ser um jargão de nicho para se tornar um padrão essencial na gestão de qualquer negócio que visa o futuro.

Tendências Futuras para ESG

  1. Integração Profunda na Gestão Estratégica

Empresas estão começando a integrar ESG em todos os aspectos de suas operações e estratégias de negócios, não apenas como um complemento, mas como um pilar central que direciona a inovação e o desenvolvimento.

  1. Regulamentações Mais Rigorosas

Espera-se um aumento nas regulamentações relacionadas a ESG, com governos em todo o mundo estabelecendo padrões mais rigorosos e requisitos de divulgação mais detalhados para as empresas.

  1. Tecnologia e Dados

O uso de tecnologias avançadas, como inteligência artificial e Big Data, para monitorar e relatar o desempenho de ESG está se tornando mais prevalente. Isso permitirá análises mais precisas e oportunidades de melhoria contínua.

  1. Investimento Sustentável

Os investidores estão cada vez mais considerando fatores de ESG ao tomar decisões de investimento. Portanto, empresas com boas práticas de ESG podem atrair mais capital e, possivelmente, alcançar uma avaliação de mercado mais alta.

  1. Demanda do Consumidor

Com um crescente número de consumidores valorizando práticas sustentáveis, as empresas que adotam e comunicam eficazmente suas iniciativas de ESG podem ganhar vantagem competitiva e fidelidade de marca.

  1. Transparência e Engajamento

Espera-se que as empresas se tornem mais transparentes em suas práticas de ESG, comunicando não apenas seus sucessos, mas também seus desafios e falhas, engajando stakeholders de maneira mais eficaz e construindo confiança.

A importância de ESG continuará a crescer à medida que mais empresas, investidores e consumidores reconhecem a interdependência entre sustentabilidade, ética e sucesso financeiro a longo prazo.

A implementação eficaz de práticas ESG em uma organização exige uma abordagem estratégica e comprometida. Aqui estão os primeiros passos essenciais para iniciar esse processo, destacando também o papel crucial das lideranças:

  1. Compromisso da Liderança

Definir o tom no topo é fundamental. As lideranças devem demonstrar compromisso genuíno com os princípios ESG, integrando-os na missão e nos valores da empresa. Eles também precisam comunicar a importância de ESG para todos os níveis da organização e garantir que esteja alinhado com a estratégia de negócio.

  1. Avaliação de Linha de Base

Assegurar que haja recursos suficientes para realizar uma avaliação detalhada das práticas atuais da empresa em relação aos critérios ambientais, sociais e de governança. A liderança deve apoiar a transparência e a honestidade durante este processo para identificar áreas de melhoria.

  1. Definição de Objetivos e Metas

Participar ativamente na definição de objetivos claros e mensuráveis para cada pilar ESG, de acordo com a visão e as capacidades da empresa. Eles devem garantir que essas metas sejam alcançáveis e alinhadas com os objetivos globais do negócio.

  1. Estruturação de Equipes e Governança

Criar estruturas dedicadas, como comitês de ESG ou funções específicas dentro da empresa para liderar iniciativas. A liderança deve garantir a inclusão de talentos diversos e qualificados nessas equipes para promover uma abordagem abrangente.

  1. Desenvolvimento de Políticas e Práticas

Aprovar e apoiar o desenvolvimento de políticas claras e práticas responsáveis que reflitam os compromissos ESG da empresa. Isso pode incluir desde políticas de sourcing sustentável até códigos de conduta ética e protocolos de governança.

  1. Implementação e Integração

Supervisionar a implementação de práticas ESG nas operações diárias da empresa. Isso envolve integrar considerações ESG em decisões de negócios, desenvolvimento de produtos e até estratégias de marketing.

  1. Monitoramento e Relatório

Assegurar a implementação de sistemas robustos de monitoramento e reporte para acompanhar o progresso em relação aos objetivos ESG estabelecidos. A liderança deve apoiar a divulgação regular e transparente dos resultados para stakeholders internos e externos.

  1. Feedback e Melhoria Contínua

Encorajar a avaliação contínua das práticas ESG e apoiar a adaptação e melhoria contínuas. Eles devem promover uma cultura de aprendizado e inovação, onde o feedback é valorizado e utilizado para otimizar as abordagens ESG.

A liderança tem um papel decisivo em cada etapa deste processo. Um compromisso visível e consistente das lideranças com ESG pode não apenas melhorar o desempenho sustentável da empresa, mas também reforçar sua reputação e relação com investidores, clientes e a comunidade em geral.

A implementação de práticas ESG pode enfrentar diversos obstáculos ao longo do caminho. Entender esses desafios é crucial para desenvolver estratégias eficazes que possam superá-los. Aqui estão alguns dos principais obstáculos para o progresso em ESG:

  1. Falta de Comprometimento da Alta Direção

Sem o apoio ativo e visível da alta liderança, as iniciativas de ESG podem falhar em ganhar a atenção e os recursos necessários para serem bem-sucedidas. A falta de comprometimento no topo pode resultar em esforços descoordenados e falta de prioridade para essas práticas.

  1. Restrições Orçamentárias

Implementar práticas sustentáveis e éticas muitas vezes requer investimentos significativos em tecnologia, treinamento, processos e pessoas. Em muitas organizações, principalmente em períodos de aperto financeiro, pode haver relutância em alocar recursos para iniciativas de ESG.

  1. Resistência à Mudança

Mudar processos estabelecidos e comportamentos pode enfrentar resistência interna, seja devido à inércia, desconforto com o novo ou medo de que as mudanças possam afetar negativamente os resultados atuais. Esse desafio é acentuado em organizações com culturas corporativas rígidas.

  1. Falta de Conhecimento ou Capacitação

A falta de entendimento sobre o que ESG realmente implica e como implementá-lo pode ser um grande obstáculo. Isso pode incluir desafios como a falta de conhecimento técnico para avaliar impactos ambientais ou a falta de expertise para integrar considerações sociais nas operações da empresa.

  1. Dificuldades de Mensuração e Reporte

Medir o sucesso em iniciativas de ESG pode ser complexo devido à falta de padrões uniformes e métricas claras. A complexidade aumenta com a necessidade de integração de dados de diversas fontes e a elaboração de relatórios que sejam transparentes e confiáveis.

  1. Pressão por Resultados de Curto Prazo

Muitas empresas são pressionadas por resultados financeiros de curto prazo, o que pode desviar a atenção e os recursos das iniciativas de ESG, que frequentemente requerem visão de longo prazo e investimentos contínuos.

  1. Desafios Regulatórios e de Conformidade

Conformidade com as regulamentações locais, nacionais e internacionais pode ser complicada, especialmente quando as leis estão em constante evolução. Isso pode criar incerteza e aumentar o custo de implementação de práticas de ESG.

  1. Conflitos de Interesse e Prioridades

Em algumas ocasiões, pode haver conflitos entre objetivos ESG e outros objetivos empresariais. Por exemplo, um investimento em tecnologia limpa pode conflitar com a necessidade de manter baixos custos operacionais.

Superar esses obstáculos requer uma combinação de liderança comprometida, estratégias claras, comunicação eficaz e, frequentemente, uma mudança cultural dentro da organização. Além disso, o compromisso contínuo com a educação, o treinamento e a adaptação às mudanças regulatórias e de mercado são essenciais para o sucesso das iniciativas de ESG.

A Tecnologia e a Gestão de Projetos são dois elementos cruciais que podem desempenhar um papel significativo na superação dos obstáculos associados à implementação de práticas ESG nas organizações. Aqui estão algumas maneiras pelas quais esses dois recursos podem ser aplicados efetivamente:

Tecnologia

  1. Automatização e Eficiência

A Tecnologia pode automatizar coleta e análise de dados, tornando os processos mais eficientes e reduzindo a possibilidade de erro humano. Por exemplo, softwares de gestão ambiental podem rastrear emissões de carbono ou consumo de água em tempo real, ajudando a empresa a monitorar e gerenciar melhor seu impacto ambiental.

  1. Ferramentas de Análise de Dados

Big Data e analytics avançados permitem que as empresas processem grandes volumes de dados para identificar padrões, tendências e áreas de risco ou oportunidade em suas operações ESG. Isso pode incluir desde análises preditivas para prever o impacto ambiental até modelagem de cenários para estratégias de sustentabilidade.

  1. Comunicação e Transparência

Plataformas digitais podem facilitar a comunicação entre a empresa e seus stakeholders, incluindo consumidores, investidores e reguladores. Isso melhora a transparência e permite que a empresa divulgue seus progressos e desafios em ESG de maneira mais eficaz.

  1. Inovação Sustentável

A Tecnologia pode ajudar a desenvolver novos produtos e serviços que são mais sustentáveis. Por exemplo, o uso de materiais recicláveis em processos de produção ou o desenvolvimento de soluções de energia renovável.

Gestão de Projetos

  1. Estruturação e Planejamento

A Gestão de Projetos oferece uma estrutura formal para organizar e planejar todas as atividades necessárias para a implementação de iniciativas ESG. Isso inclui a definição de objetivos claros, a alocação de recursos, o estabelecimento de cronogramas e a identificação de responsáveis.

  1. Monitoramento e Controle

Métodos de Gestão de Projetos permitem o monitoramento contínuo do progresso em relação aos objetivos estabelecidos. Isso ajuda a identificar rapidamente quaisquer desvios ou problemas, permitindo correções em tempo hábil para manter o projeto em curso.

  1. Gestão de Stakeholders

A Gestão de Projetos envolve técnicas eficazes para o gerenciamento de stakeholders, assegurando que todas as partes interessadas estejam engajadas e informadas sobre o projeto. Isso é vital para manter o alinhamento e o apoio ao longo da implementação das iniciativas ESG.

  1. Flexibilidade e Adaptação

Os Gestores de Projetos são treinados para serem adaptáveis e responderem a mudanças, seja no escopo do projeto, nas condições de mercado ou nas regulamentações. Essa flexibilidade é crucial para manter a relevância e a eficácia das práticas ESG em um ambiente empresarial em constante mudança.

  1. Lições Aprendidas

Uma abordagem baseada em Gestão de Projetos enfatiza a importância de documentar e aprender com cada projeto. Essas lições são vitais para melhorar continuamente as práticas de ESG e para o desenvolvimento de estratégias futuras mais robustas.

Combinando a Tecnologia avançada com práticas sólidas de Gestão de Projetos, as empresas podem aumentar significativamente suas chances de sucesso na implementação de iniciativas ESG, superando os obstáculos comuns e alcançando seus objetivos de sustentabilidade e responsabilidade social de forma mais eficiente e eficaz.

A implementação de práticas ESG em empresas de todos os portes e setores é mais do que uma tendência ou uma exigência regulatória; é uma necessidade estratégica que redefine a forma como as organizações operam dentro da sociedade contemporânea. Adotar ESG não é apenas sobre cumprir com responsabilidades éticas ou ambientais, mas sobre posicionar a empresa de maneira competitiva e sustentável para o futuro.

  1. Valor Sustentável

Empresas que integram critérios ESG em suas operações tendem a ser vistas como mais responsáveis e confiáveis, o que pode fortalecer a marca e a reputação corporativa. Isso atrai não só consumidores, que estão cada vez mais conscientes e exigentes quanto às práticas empresariais sustentáveis, mas também investidores que buscam mitigar riscos e assegurar retornos a longo prazo por meio de investimentos responsáveis.

  1. Atratividade para Investidores

No cenário financeiro atual, um robusto desempenho ESG pode melhorar o acesso a capital. Investidores e financiadores estão progressivamente mais propensos a alocar recursos em empresas que demonstram comprometimento com práticas sustentáveis e éticas, reduzindo assim potenciais riscos reputacionais e operacionais.

  1. Inovação e Competitividade

A adoção de ESG estimula a inovação ao encorajar as empresas a desenvolver novas tecnologias e processos que sejam não apenas eficazes, mas também sustentáveis. Isso pode abrir novos mercados e oportunidades de negócio, além de oferecer vantagens competitivas em setores onde os consumidores valorizam fortemente a sustentabilidade.

  1. Resiliência e Gerenciamento de Riscos

Práticas ESG eficientes ajudam a empresa a antecipar e gerenciar riscos ambientais, sociais e de governança de uma maneira mais proativa. Isso inclui desde questões ligadas às mudanças climáticas até normas trabalhistas e de segurança. Assim, a empresa não apenas protege sua operação contra riscos imediatos, mas também fortalece sua resiliência a longo prazo.

  1. Atração e Retenção de Talentos

Empresas comprometidas com valores ESG tendem a atrair e reter talentos, especialmente as gerações mais jovens que valorizam ambientes de trabalho que refletem suas preocupações sociais e ambientais. Isso resulta em equipes mais motivadas, engajadas e produtivas.

  1. Impacto Social Positivo

Além dos benefícios operacionais e competitivos, adotar ESG é fundamental para gerar um impacto social positivo. Empresas têm o poder de influenciar comunidades, mercados e governos, liderando pelo exemplo no combate à desigualdade, na promoção da educação e na proteção do meio ambiente.

 Conclusão

A implementação de práticas ESG não é apenas uma estratégia corporativa; é um imperativo ético e uma base para o sucesso e a sustentabilidade a longo prazo. Independentemente do tamanho ou setor, empresas que assumem seriamente suas responsabilidades ESG estão melhor equipadas para enfrentar os desafios do futuro, mantendo-se relevantes, resilientes e respeitadas em um mundo em rápida transformação. Assim, ESG deixa de ser uma opção e se torna uma parte essencial da estratégia de qualquer empresa que aspira não só a prosperar, mas também a fazer a diferença.

software com kanban

Porque você deve usar um software com Kanban para gerenciar sua equipe?

Os ganhos que uma empresa obtém ao adotar uma metodologia ágil de gerenciamento de projetos com o uso de um software com  Kanban são vários. Não é a toa que o 1º princípio do Manifesto Ágil é “Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas”. As empresas que valorizam os indivíduos mais do que processos, atraem colaboradores motivados e inovadores. Mas nem tudo são flores, o gerente de projetos deve ter atenção redobrada em manter a equipe motivada e organização nestes ambientes mais livres.

Neste artigo vamos aprofundar nos ganhos que essa mudança traz para a sua equipe de gerenciamento de projetos, e eles são muitos. Veja a seguir:

 Maior controle das atividades

Quando você gerencia uma equipe utilizando um software com Kanban, delegar tarefas fica muito mais fácil, já que a caráter visual dessa ferramenta permite um maior controle sobre o que ainda precisa ser feito e a quantidade de atividades que cada colaborador já está desempenhando.

Outra vantagem é desse sistema é que o gerente de projetos consegue acompanhar o andamento das tarefas de forma mais fácil, com notificações sobre atrasos e gargalos.

Com a adoção do kanban, gerenciar vários projetos fica bem mais simples, pois cada um gera o seu quadro, o que facilita bastante a vida do gerente.

Melhora a Comunicação

Ao usar uma ferramenta on-line dessas, o feedback dos colaboradores é imediato. E em empresas que usam a metodologia ágil, feedback constante é fundamental. As interações na equipe também evoluem muito quando o kanban é usado. Quer mais dicas para melhorar a comunica~ção da equipe? Então esse e-book é leitura obrigatória!

Gerenciamento de Prazos

Usando essa ferramenta, o gerente consegue definir melhor os prazos para todas as tarefas, e quando há atrasos é o sistema que notifica o funcionário, economizando tempo do gestor e evitando desgastes.

Outra vantagem é a redução do Work in Progress (colocar o artigo Porque o trabalho em andamento (work in process) pode matar sua empresa), o trabalho em andamento, o que traz um ganho de eficiência enorme na sua equipe, que reduz a alternância entre tarefas e assim consegue se concentrar e concluir mais rapidamente as que estão em andamento no momento.

Estratégia

Com um sistema com esse recurso, a gestão se torna mais precisa, facilitada e assertiva, o que permite acompanhar constante mente os resultados e fazer ajustes para os projetos e a empresa não saiam dos trilhos. Outra vantagem, é que as colunas do kanban não são fixas, o que possibilita também realizar o planejamento para melhorar a organização interna.

Comprometimento

Uma palavra chave para entender o impacto da Kanban na empresa é transparência. O andamento, quantidade de tarefas por colaborador e gargalos / atrasos ficam visíveis a todos da equipe e da gerencia. Assim como quem é quem não é produtivo, o que pode ser um desafio no momento da implantação, mas deve ser superado em prol do bom funcionamento do escritório de Gestão de Projetos.

Mas na maioria das vezes, o que se percebe no ambiente de trabalho é um aumento na sensação de pertencimento e colaboração entre os membros da equipe. Quando todos estão a par do que se passa, é mais fácil ser ser eficiente, seja ao começar uma tarefa que na qual o colaborador tem capacidade para realizar, ou mesmo ajudar um colega que está preso em uma atividade e que pode atrasar todo o projeto.

E essas foram apenas os destaques dos ganhos que a sua empresa pode conseguir ao adotar um software com Kanban para gerenciar sua equipe. Já adotou esse sistema e mais vantagens para compartilhar? Comente no blog!

Retorno de Investimento de projetos

Como mensurar o ROI de um projeto?

Lucrar mais, evitar os riscos e conhecer a verdadeira rentabilidade de uma iniciativa são ingredientes que aguçam qualquer gestor, não é mesmo? Justamente por isso, saber calcular o Retorno de Investimento de projetos traz inúmeras vantagens para qualquer ação de uma empresa.

Uma das mais clássicas metodologias para estimar o potencial de um investimento, esse indicador é também muito prático e fácil de trabalhar. Ao contrário de outros cálculos, ele não requer procedimentos complexos.

Enfim, trata-se de um método compreensível para antever os ganhos e evitar as perdas. Então, ficou interessado? Continue lendo este post e confira nossas dicas para usar o ROI e alavancar sua carreira!

Entenda o conceito

O ROI (Return On Investment ou, em português, Retorno Sobre Investimento) é uma das maneiras mais tradicionais de se fazer a previsão dos prováveis proventos até pela facilidade de sua utilização. Grosso modo, ele aponta uma relação entre o capital investido e os possíveis ganhos.

Outras operações, como o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Payback, exigem processos intrincados, que podem ser difíceis demais para quem não é da área econômica, financeira ou de contabilidade.

Já o Retorno de Investimentos de projetos mantém uma precisão bastante alta, mas dispensando contas baseadas em muitos detalhes numéricos.

A correlação entre dinheiro aplicado e lucro, na verdade, é como uma radiografia da aptidão de uma iniciativa qualquer para alcançar o sucesso. Organizações que utilizam a taxa conseguem projetos mais eficazes justamente porque aliam a ousadia aos pés no chão ao decidir sobre novos investimentos, negócios e expansões.

Além de medir as chances de êxito, o parâmetro mostra onde estão os erros e as distorções. Assim, num cenário em que algo não está dando certo, as boas práticas de administração recomendam o monitoramento do índice.

O ROI permite detectar os principais gargalos de produção de uma companhia. Por meio dele, os líderes podem enxergar os departamentos que mais lucram e os que mais dão prejuízo, por exemplo.

Aprenda a calcular o Retorno de Investimento de projetos

Como já foi mencionado, o método para calcular o ROI é simples, e deve seguir esta fórmula:

(Ganhos obtidos – gastos) / Gastos x 100

Traduzindo: encontre primeiro as expectativas de lucro de um empreendimento e reduza, desse total, aquilo que a organização investiu para viabilizá-lo. O resultado dessa subtração deve ser dividido pela quantidade despendida, e o quociente (solução que surge depois da divisão) precisa ser multiplicado por cem.

Vejamos um exemplo mais prático: suponha que uma indústria obteve proventos de 100 mil reais mediante a aplicação de 10 mil. Nesse caso, a conta ficaria:

(100.000-10.000) / 10.000 x 100.

Assim, o Retorno de Investimento de projetos obtido foi de 900% — ou nove vezes o valor aplicado. Se o ROI fosse de 30%, isso significaria que a cada 100 reais injetados seriam retornados outros 130, dos quais 30 seriam de lucro. Simples, não?

Calcular essa projeção é elementar, mas computar os ganhos e todo capital aplicado, sem deixar nenhum item de fora, talvez não seja tão acessível assim. Por isso, veremos agora uma lista com três passos que vão servir de apoio preliminar. Confira!

1. Defina o valor do investimento

Embora o cálculo do ROI seja relativamente fácil, será necessário encontrar o valor do investimento e da perspectiva de ganhos.

Para obter o quanto de capital foi empregado, inclua os custos diretos adicionais de infraestrutura e de mão de obra, como aquisição de equipamentos, máquinas e softwares, treinamentos, seleção de novos profissionais e reformas de instalações.

Em seguida, faça uma estimativa sobre as despesas permanentes, aquelas que serão incorporadas aos custeios da firma para que o produto ou serviço seja disponibilizado ao mercado.

Nessa conta entram dados como novos profissionais contratados, aluguel para acomodações, assinaturas para uso de softwares, manutenção, energia elétrica, água, entre outros.

2. Estabeleça os ganhos

Esta é a fase na qual serão efetuadas as aferições de rendimentos. E o segredo, aqui, é inserir no bolo as expectativas de redução de custos que, ao final, representarão economia e menos gastos.

Por exemplo: a instituição adotou um sistema para captar água da chuva e utilizá-la no processo de produção. Com isso, existe a probabilidade de uma redução de 15% no consumo mensal de água da companhia. E essa diminuição entra como ganho — bem como, evidentemente, as previsões de novas receitas.

3. Estipule ROIs para, pelo menos, três cenários diferentes

Outra dica importante é recordar que a administração é ciência, não magia. Lembre-se que nem mesmo as agências de risco norte-americanas foram capazes de antecipar a bolha no setor imobiliário dos Estados Unidos em 2008. Por isso, seja cauteloso em suas previsões.

Ao estabelecer, pelo menos, três enquadramentos para a economia, sua organização terá menores chances de desvios na hora de encontrar o indicador. Imagine, então, um quadro pessimista, um realista e outro otimista.

Na prática, na hora de fechar as contas, você deve jogar para baixo as conjecturas sobre os ganhos no contexto menos favorável e, ao mesmo tempo, ampliar as chances de haver mais gastos nesse quadro mais hostil.

No cálculo realista, insira informações mais próximas do cotidiano mesmo. Já na última hipótese, na qual são programados resultados mais animadores, faça o contrário: aumente suas perspectivas de ganhos e reduza as de despesas.

Além disso, vale ressaltar que, na atual conjuntura brasileira, há muitas dificuldades de se realizar prognósticos — até para economistas renomados.

Isso porque a economia é diretamente afetada pela situação política: por causa da demanda por obras públicas, pela legislação que rege os segmentos e pela baixa confiança dos investidores em circunstâncias de incertezas.

Por essas razões, boa parte das empresas está preferindo aderir aos aplicativos especializados para calcular o ROI. Seja qual for a sua escolha, o índice será muito útil para manter o posicionamento da firma no mercado, assim como para tentar elevá-lo.

Conheça as aplicações práticas

Já dizia o poeta Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena” — mas, no mundo dos negócios, não é bem assim. Cada vez mais tem sido exigida de profissionais de gestão a habilidade de identificar os possíveis riscos. É um talento para poucos, mas muito apreciado em qualquer ramo.

E o que isso tem a ver com o ROI? É que, na prática, o índice mostrará se um negócio vale a pena ou não.

Outro apontamento dessa projeção é a eficácia de determinada ação para alcançar um objetivo específico. Até porque, com a análise, é possível comparar as opções de transações comerciais entre si e obter um prenúncio de qual delas oferece o maior potencial de lucratividade.

Bom, o conceito do índice se ampliou nos últimos, e vem abrigando novas aplicações.

Hoje, é viável usar o Retorno de Investimentos de projetos tanto de forma global, como em tarefas e iniciativas segmentadas. Assim, fica fácil perceber qual das filiais de uma rede vem conseguindo mais destaque positivo, por exemplo.

Também é simples descobrir qual delas tem mais prejuízos ou menor rendimento. Com esse quadro bem definido, torna-se mais provável o encontro de soluções para as unidades em que estão os problemas mais graves.

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, a empresa terá ainda mais condições de potencializar as áreas que já são um sucesso atualmente. E é por isso que o ROI é uma das ferramentas mais práticas para amparar novos empreendimentos.

Muitos profissionais de gestão de projetos têm dificuldades de visualizar a performance, e até de conhecer a verdadeira rentabilidade dos processos. Se for o seu caso, essa taxa vai ser a melhor opção, porque pode incidir sobre todo um projeto, ou seja, uma realização empresarial com início, meio e fim.

Quanto ao cálculo, valem as mesmas regras, seja para uma companhia, globalmente, ou para um setor específico de uma instituição que tem andamento regular, permanente. Será necessário fazer a previsão de gastos e antever, com a máxima exatidão, os valores estimados de lucro.

Dessa forma, a avaliação de retorno mostrará o impacto financeiro do projeto, ajudará a definir as prioridades e medirá a eficiência e a influência dessa atividade em questão no sucesso de um negócio.

Por fim, essa análise ainda proporciona previsões sobre ações e objetivos mais difusos.

Suponha que a meta, em vez de lucrar por meio de uma expansão ou do lançamento de um novo produto, por exemplo, seja a de melhorar a imagem corporativa e institucional de uma firma. Imagine ainda que a companhia, para alcançar tal propósito, está investindo pesado em marketing.

Nesses casos, basta somar a quantia empregada nas estratégias de persuasão e programar quanto elas devem trazer de benefícios financeiros.

Descubra a infinidade de ramos que pode ser beneficiada

Além do enquadramento global e setorizado de uma mesma organização, o ROI oferece a oportunidade de contemplar uma diversidade imensa de setores.

O indicador tem serventia para projetos de tecnologia da informação, de indústrias papeleiras, de uma instituição da construção civil, de escolas, de lojas de varejo, e até mesmo de marketing. Afinal, como a propaganda serve a quase todos os setores da economia, o leque de opções da análise fica ainda mais aberto.

Falando em publicidade, vejamos um exemplo que está muito na moda dentro da área: o marketing digital.

Apenas para esse modo de propaganda, dá para calcular, no mínimo, cinco tipos de ROIs diferentes: um para o e-mail marketing, outro para as mídias sociais, um terceiro para as campanhas do Google AdWords, outro para o blog corporativo e, finalmente, um quinto específico para as técnicas de SEO (Search Engine Optimization, da sigla em inglês).

Assim, ao aplicar a projeção sobre as táticas de marketing digital, serão encontradas respostas para perguntas como:

  • Qual canal gera mais lucro?
  • Qual tem maior visibilidade?
  • Qual deles tem taxas significativas de rejeição?
  • O atendimento ao cliente está contribuindo para a fidelização ou deixa a desejar?

Também é uma alternativa adequar o ROI para empresas de tecnologia da informação. Nessa hipótese, no instante em que for calcular os gastos, procure levantar o volume de falhas em determinado período, o tempo médio para resolvê-las e o custo do sistema parado por hora.

Acrescente esses dados nas contas sobre as despesas, use a mesma fórmula e chegue ao resultado específico para o ramo de TI.

Ainda, o indicador pode ser aproveitado pela indústria, e não apenas na relação entre os produtos e os clientes. Há situações em que a análise é feita para circunstâncias muito específicas, como, por exemplo, para avaliar a eficácia do designer de uma embalagem.

As caixas de leite que substituíram as antigas sacolas de plástico, por exemplo, reduziram o desperdício de gigantes dos laticínios.

O que houve foi uma melhora no método de estoque, que favoreceu as companhias — embora a praticidade das Tetra Park tenha trazido benefícios também aos compradores da mercadoria.

Aliás, o recipiente que guarda um produto influi muito na hora de o consumidor fazer a escolha por ele. E o melhor disso é que é possível mensurar a capacidade de uma embalagem de atrair compradores pela taxa que estamos apresentando neste texto.

Enfim, como podemos ver, o ROI tem a competência de efetuar projeções sobre qualquer ação, investimento ou empreendimento que tenha como propósito alcançar melhores rendimentos no futuro.

Ele ressalta onde o trabalho está sendo bem-sucedido e os lugares ou estágios nos quais erros e desvios têm sido mais comuns.

Grosso modo, ele oferece suporte técnico para que os profissionais exerçam na prática as suas vocações e competências. E é por isso que é um instrumento para aprimorar e aperfeiçoar as habilidades essenciais de líderes e de colaboradores.

O Retorno de Investimento de projetos, portanto, proporciona mais condições para identificar e cortar gastos desnecessários, apoiar a detecção de erros e desvios, obter resultados positivos mais duradouros, dar suporte às tomadas de decisões e — o mais importante — para ajudar a aumentar os lucros.

Então, se a sua empresa estiver à procura de crédito para um novo projeto, esse indicador vai contribuir para o convencimento do credor de que se trata de uma opção viável. Afinal, com o ROI em mãos, será possível demonstrar mais transparência e ética profissional.

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valor do PMO

5 motivos que farão (ou já fizeram) a implantação do seu escritório de projetos (PMO) falhar

Segundo o estudo de benchmark de 2013 (atual pm.survey.org) 63% Organizações falharam na implementação de PMOs. Se você analisar a estatística da percepção de valor do PMO, em apenas 1/3 das empresas a alta administração percebe claramente o valor do PMO. Isso significa que dos felizardos 47% conseguiram ter sucesso na implantação de PMOs. Na grande maioria dos casos (3/4) a alta administração ainda não está segura de quanto valor o escritório gerará para o negócio. Isso não é culpa da gestão de projetos, nem tão pouco dos profissionais do PMO.

O problema está relacionado a uma simples palavra: Mudança. Segundo uma pesquisa de John Kotter, apenas 30% dos programas de mudança são bem sucedidos. Recentemente McKinsey & Company publicou uma pesquisa que indica que a porcentagem de programas de mudança bem sucedidos, hoje é menor que 30%.

Por incrível que parece, muitos profissionais da área de projetos negligenciam os aspectos culturais das organizações e esquecem da nossa resistência natural à mudança, se preocupando muito mais com a construção de processos, templates e metodologia de gestão de projetos, ignorando que o desafio maior está nas pessoas.

Pensando nisso separamos os 5 maiores motivos responsáveis em minar a implantação de um escritório de projetos, com base nos principais estudos já publicados no mercado. Esses motivos servem também para quem está implementando uma metodologia ou um software de gestão de projetos. Vamos lá:

 1 – Resistência e questões culturais não foram tratadas adequadamente

Não levar em conta a cultura da organização é um grande risco de qualquer estratégia empresarial. Cultura é tudo aquilo que fazemos sem pensar. Toda organização possui padrões e processos que são executados no automático e qualquer tentativa de modificar esses padrões será resistida com toda força pelos envolvidos. Existem pouquíssimas verdades absolutas e uma delas é: Ninguém gosta de mudança. E quanto maior for essa mudança mais complexo será incorporá-la a cultura da organização.

Uma dica importante que ajuda no processo de mudança é a necessidade. Os momentos de maior evolução da humanidade foram justamente durante as crises. A convicção de que existe a necessidade de fazer mudanças será um importante aliado. Uma mudança tática pode ser feita por meio da implantação de um novo software de gestão de projetos ou por um novo método, onde fica claro que algo que não funciona hoje será melhorado, focando sempre na venda dos benefícios que serão conquistados, assim fazendo com que as pessoas desejem o novo cenário.

2 – Falta de patrocínio da alta administração

A forma como as pessoas agem dentro de uma organização, em geral, reflete a postura da liderança. Se a mudança não vier de cima, o resto tende a continuar do mesmo jeito, mesmo que as pessoas sejam treinadas para fazer diferente. Logo, um ponto que não pode ser negligenciado é o patrocínio da alta direção.

Independentemente do processo, metodologia ou gabarito dos profissionais envolvidos na implantação, ter a alta direção patrocinando o projeto é requisito obrigatório. Se você já iniciou o trabalho e ainda não tem alguém do topo da organização no “barco”  é hora de parar tudo. Seu principal foco será conseguir um patrocinador, todos os seus esforços terão que estar direcionadas a isso.

Evidenciar os benefícios que serão conquistados com o PMO são argumentos importantes que te ajudarão na venda da ideia. Analise também quais são os objetivos estratégicos da companhia que serão conquistados mais facilmente com um escritório de projetos funcionando. Já escrevemos artigos sobre como conquistar os stakeholders, sua principal meta nesse momento.

3 – Recursos insuficientes (humanos ou financeiros) para operacionalizar o PMO

Assim como em uma viagem, precisamos calcular qual é a distância, para saber quanto  combustível necessitaremos, e na implantação do PMO não poderia ser diferente. Não ter os recursos necessários para implantar o PMO é o terceiro maior motivo de fracasso. Por essa razão trate-o como um projeto, “casa de ferreiro espeto de ferro”.

Com as atividades definidas e o cronograma realista planejado é hora de envolver os recursos humanos e materiais ,não esquecendo de verificar se seu projeto tem combustível para chegar até o final.

Não deixe de incluir na sua lista um orçamento para treinamentos, visitas a congressos, implantação de um software de gestão de projetos e outras aquisições necessárias para ter um PMO de alta perfomance.

4 – Falta de conhecimento e habilidades técnicas para estruturação do PMO

Nesse momento o grande desafio é uma reflexão fria e sincera. Temos conhecimento suficiente dentro da organização para implantar o PMO? Alguém na equipe já vivenciou essa experiência no passado? Todos os principais obstáculos da implantação são conhecidos pela equipe e temos uma estratégia clara para superá-lo? Essa é a primeira tentativa de implantar um PMO na organização ou já foi tentado algo semelhante no passado e não tivemos sucesso? Se sim, o que estamos fazendo diferente dessa vez?

Se você respondeu mais de duas dessas perguntas com um não, talvez seja melhor buscar a ajuda de um especialista, existem várias maneira para isso. Uma delas é contratar um profissional de mercado que tenha vivenciado essa experiência. Outra é buscar por uma consultoria especialista ou buscar um curso sobre implantação de PMO. De acordo com o orçamento e com o volume de projetos da organização será necessário optar por uma ou mais dessas opções.

Na Project Builder acompanhamos de perto a implantação dos escritórios de projetos de nossos clientes e incentivamos a troca de experiência entre eles, assim conseguimos compartilhar acertos e dificuldade entre pessoas que já passaram pelo mesmo desafio.

5 – Expectativas acima das reais possibilidade de geração de valor do PMO

Já sabemos o quanto é difícil vender uma iniciativa dentro da organização, e em alguns momentos nosso lado “lobo de wall street” pode querer falar mais alto, mas muito cuidado. Tão importante quanto superar todos os outros pontos citados, é lidar com expectativas. É muito importante vender o valor que o PMO trará para organização, mas não se esquecer que esse valor vendido será cobrado.

No lugar de elevar a expectativas para resultados de curto prazo evidencie o que será conquistado em longo prazo, deixando claro que mais do que melhorar os processos de gestão de projetos o PMO trará mais resultados ao negócio.

Sabemos o quanto é difícil mensurar esse valor e chegar a um cálculo realista de ROI da gestão de projetos eficiente. Mas é importante minimamente criar um acordo das reais possibilidade da geração de valor do PMO, assim como uma linha do tempo desse retorno.

O desafio de implantar um PMO é grande, mas o retorno é certo tanto para organização quanto para o currículo do gerente de projetos que passa por um experiência dessas. Não negligencie as estatísticas e tenha muita atenção a cada um desses pontos.

Já passou pela experiência de implantar um PMO? Conte para a gente!

Visite nossa página de PMO: https://www.projectbuilder.com.br/software-pmo/

ferramentas ageis

Quais são os principais tipos de métodos ágeis?

Diante dos desafios do mundo corporativo, marcado pela alta tecnologia e competitividade, o desenvolvimento de produtos e serviços de software precisou acompanhar esse ritmo. Para isso, surgiram os métodos ágeis (do inglês Agile Software Development). Como o próprio nome diz, eles envolvem um conjunto de metodologias que servem para acelerar o ritmo dos processos de desenvolvimento de software.

Neste conteúdo, vamos explicar a origem das ferramentas ágeis e apresentar os principais tipos existentes. Além disso, vamos falar sobre as suas vantagens para os clientes e para as equipes. Aqui, você vai descobrir detalhes sobre scrum, lean, Kanban, Smart e vai entender como usar cada um deles nos projetos da sua empresa.

Gostaria de saber mais sobre os principais tipos de métodos ágeis? Continue a leitura deste artigo!

Como surgiram e para que servem os métodos ágeis?

Com sua origem datada em meados dos anos 1990, o conceito de Agile não demorou a ser difundido entre os especialistas, o que resultou na criação de diferentes modelos que dão suporte à gestão de projetos. A razão pela qual sugiram os métodos ágeis é fazer frente aos modelos tradicionais, apontados como lentos e burocráticos, com o objetivo de reduzir o ciclo de desenvolvimento em semanas ou meses — nos modelos “conservadores”, esse ciclo pode durar anos.

Vale destacar que o termo “projetos”, no universo do desenvolvimento de software, de acordo com o PMBoK (Project Management Body of Knowledge), significa “esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo”.

Portanto, partindo do princípio de que os projetos têm início e fim definidos, e que eles são planejados e desenvolvidos em etapas, algumas das principais características — além da agilidade — dos métodos ágeis são:

  • processo incremental (quase uma antítese do tradicional modelo de cascata);
  • colaboração do cliente;
  • adaptabilidade (cada projeto está sujeito a passar por várias modificações);
  • simplicidade;
  • feedback constante;
  • equipes pequenas (mas com alto nível técnico) etc.

Em 2001, foi lançado o Manifesto Ágil, no qual o conceito é explicado detidamente e os seus 12 princípios estão disponibilizados — recomendamos que confira o texto oficial para melhor compreender o Agile. Após essa breve introdução sobre os métodos ágeis, daremos prosseguimento ao conteúdo apresentando:

  • os benefícios do Agile para os clientes;
  • as principais vantagens para a equipe;
  • os principais tipos de métodos ágeis.

Quais são as vantagens dos métodos ágeis para os clientes?

Eles geram diversos benefícios para todas as partes envolvidas em um projeto e, principalmente, para os clientes de uma organização. Abaixo, estão algumas vantagens que merecem destaque!

Agilidade

O tempo de entrega do produto é um dos maiores benefícios dos métodos ágeis na perspectiva do cliente. O ciclo extremamente reduzido — em comparação aos outros métodos — é um atrativo que faz toda a diferença.

Por exemplo, imaginemos como o consumidor — potencialmente interessado em adquirir soluções desenvolvidas “na medida” e que atenda todas as suas necessidades — receberia a notícia de que a previsão de entrega é de 10 meses. Ou seja, durante todo esse tempo, a empresa terá que se conformar em ficar estagnada, sendo atropelada pela concorrência, adquirindo produtos de software prontos para mitigar os efeitos negativos do atraso.

Colocando-se no lugar do cliente, qual seria a sua resposta? Valeria a pena aceitar que o processo é demorado, custa caro e é dificultoso em termos de implementação? Esse panorama muda completamente quando o desenvolvedor usa métodos ágeis, pois o prazo de entrega é consideravelmente reduzido e, de quebra, se baseia em várias entregas, em vez de uma.

Múltiplas entregas

Dando continuidade ao tema, as múltiplas entregas que fazem parte do ciclo ágil permitem que o cliente adquira expectativas de como o software funcionará, muito antes de chegar à versão final.

Outro destaque é que a equipe pode desenvolver uma versão do software a ser usada pelo cliente, antecipando o desenvolvimento das partes funcionais do programa, assegurando que ele veja um retorno de investimento (ROI, return on investment) quase imediato. Por fim, as eventuais falhas apresentadas pelo software podem ser detectadas pelo cliente e, assim, corrigidas com antecedência pelos desenvolvedores.

Participação no projeto

Além da entrega contínua de versões do software, as metodologias ágeis integram o consumidor ao projeto, de modo que suas solicitações e feedbacks sejam prontamente assimilados pela equipe. O diferencial dessa intensa participação do cliente está, acima de tudo, na transparência agregada ao ciclo do projeto. Isto é, o cliente fica a par do que acontece, dos recursos que são desenvolvidos no momento etc.

Em adição a isso, o cliente tem a oportunidade de estimar as novas funcionalidades em cada fase do projeto. Portanto, sempre que uma nova fase se iniciar, o cliente terá uma expectativa bastante realista dos recursos que receberá.

Customização do produto

Por último, está a possibilidade de customizar o produto de acordo com necessidades e preferências, pois os métodos ágeis têm alta adaptabilidade. Suponha que, devido a mudanças em alguns processos do negócio, o cliente precise solicitar modificações — tanto sutis quanto radicais — de última hora, como a exclusão de recursos recentemente adicionados e a inclusão de outros até então não cogitáveis.

Pela excelência técnica e conhecimento das práticas envolvidas nas metodologias, a equipe estará pronta para atender às solicitações e, então, entregar um produto em conformidade com as novas especificações.

Quais são as vantagens dos métodos ágeis para a equipe?

Agora que você já entendeu quais são as vantagens das ferramentas ágeis para os seus clientes, confira a seguir os benefícios que eles oferecem à sua equipe!

Entregas rápidas e frequentes

Logicamente, esse é um benefício que abrange tanto as perspectivas do cliente quanto da equipe. No caso da empresa, a maior vantagem é ter que gerenciar equipes menores e com profissionais experientes, o que facilita todo o processo.

Na prática, as equipes são subdivididas de maneira que cada uma se responsabilize por determinada funcionalidade do produto, ou seja, cada grupo tem suas metas e responsabilidades que, ao fim de cada estágio, se integram às demais partes. Isso traz vantagens em dois aspectos: o foco e a qualidade final de cada entrega.

A primeira delas é porque, simplesmente, os desenvolvedores se concentram em uma quantidade limitada de atribuições — inclusive, é o que ajuda a manter o pessoal motivado. Em adição ao foco vem a qualidade do produto, pois, com menos atribuições, os desenvolvedores têm mais tempo para aplicar a excelência técnica no código e no design.

Qualidade do produto

Em métodos tradicionais, o cliente só é ouvido quando o produto está finalizado, correndo sérios riscos de apontar erros logo na implementação e, também, de contrariar boa parte das suas menores exigências. Os métodos ágeis, por outro lado, consistem nas entregas em escala semanal ou mensal, integrando o cliente ao processo de desenvolvimento — no caso, prestando auxílio por meio de feedbacks.

Isso faz notável diferença para a qualidade final do software, visto que todas as falhas e modificações foram feitas muito antes do último lançamento. Assim, a expectativa do cliente tende a ser atendida com incomparável eficiência.

Previsão de cronograma e custos

Conforme veremos no decorrer do artigo, os métodos ágeis têm como parte do processo os Sprints, mas para facilitar a explicação, vamos nos adiantar sobre o seu conceito. Basicamente, o Sprint nada mais é que uma reunião formada pelos envolvidos no projeto. Em cada Sprint é estabelecido um conjunto de atividades a serem executadas em determinado espaço de tempo (Time Box).

Sendo assim, como em cada Sprint é definido o que será feito, é possível prever o tempo que o time levará para entregar o release, bem como planejar um cronograma para otimizar a agilidade e estimar o custo de cada recurso adicionado. Desse modo, a equipe define junto ao cliente quais recursos devem ser priorizados. A partir dos detalhes do Sprint, as duas partes analisam se haverá necessidade de iterações extras e quantas.

Mitigação de riscos

Considerando a participação do cliente no processo e os constantes testes de software feitos pela equipe, os bugs e as falhas que surgem durante o projeto são rapidamente identificados, seja pelo loop de feedbacks, seja pelos resultados dos testes. Essa vantagem se deve muito à liberdade que os projetos têm em relação às numerosas restrições impostas pelo planejamento. Supondo que o modelo de cascata fosse seguido, os bugs seriam detectados tardiamente e, sem dúvida, levariam mais tempo para serem corrigidos.

Quais são os principais tipos de métodos ágeis?

Daqui em diante, abordaremos brevemente os principais métodos ágeis aos quais a sua equipe pode aderir (FDD, XP, MSF, DSDM e Scrum). Vale salientar que não há a “melhor metodologia”, mas a solução mais adequada dentro do contexto da empresa.

Então, sem mais delongas, vamos a elas!

Feature Driven Development (FDD)

Criado em Cingapura, entre 1997 e 1999, o FDD é um método ágil que reúne as melhores práticas de outros métodos, como o Coad. A sua premissa básica tem o foco em funcionalidades, o que permite à equipe do projeto fazer um planejamento incremental, isto é, por fases.

Esse tipo de atuação ajuda a dar agilidade ao desenvolvimento de soluções em ambientes de extrema incerteza, nos quais as mudanças são inevitáveis. A programação por FDD começa com a visão global do negócio, já que esse método considera a soma de tudo mais importante de cada uma das partes separadamente.

Então, passa-se para o detalhamento do produto, com a subdivisão por áreas a serem modeladas, culminando na descrição de cada funcionalidade. Por se tratar de uma ferramenta com foco no desenvolvimento — assim como o XP, que veremos a seguir —, o FDD pode ser perfeitamente integrado ao Scrum, outro método ágil muito usado que também tem foco no planejamento e na execução do projeto.

Assim como os demais métodos ágeis, o FDD também apresenta melhores práticas que visam criar o ambiente ideal para o desenvolvimento de projetos. São elas:

  • desenvolvimento por funcionalidades;
  • um único programador é responsável pela funcionalidade desenvolvida;
  • controle de qualidade em todas as fases do projeto;
  • gerenciamento de configurações;
  • integração contínua das funcionalidades;
  • planejamento incremental;
  • teste de software.

eXtreme Programming (XP)

Também criado na década de 1990, o eXtreme Programming, chamado de XP, é um método ágil com foco no desenvolvimento de softwares com base em três pilares: agilidade no desenvolvimento da solução, economia de recursos e qualidade do produto final.

Para chegar à excelência nos serviços prestados, uma equipe XP deve se basear em valores, isto é, um contrato de atitudes e comportamentos que levam ao sucesso. Esses comportamentos e atitudes norteiam as ações da equipe XP em cada atividade a ser desempenhada, garantindo a integração e a sinergia necessárias para o bom desempenho. No caso, esses valores são:

  • comunicação;
  • simplicidade;
  • feedback;
  • coragem;
  • respeito.

Além dos valores, o método ágil XP também considera as melhores práticas de trabalho, que têm como objetivo garantir a efetividade da equipe XP, assim como a satisfação do cliente, durante todo o processo de desenvolvimento. São elas:

  • cliente sempre à disposição;
  • uso de metáforas;
  • reuniões de planejamento (planning game);
  • reuniões diárias, de 15 minutos, para alinhamento (stand up meeting);
  • integração contínua dos módulos desenvolvidos;
  • mudanças incrementais;
  • entregas frequentes ao cliente (small releases);
  • design simples e funcional;
  • testes de aceitação;
  • refatoração (refactoring) ou melhoria contínua.

Microsoft Solutions Framework (MSF)

O MSF é um dos métodos ágeis mais usados por se destinar ao desenvolvimento de soluções tecnológicas por equipes reduzidas, com foco na diminuição de riscos para o negócio e no aumento da qualidade do produto final.

O propósito é identificar as falhas mais comuns em projetos de tecnologia, mitigando-as e aumentando as taxas de sucesso de cada iniciativa. Dessa forma, assim como o Scrum, o MSF tem mais foco na gestão de projetos que no desenvolvimento da solução em si. As suas premissas são:

  • alinhamento da tecnologia desenvolvida com os objetivos de negócio do cliente;
  • escopo bem estruturado e detalhado;
  • desenvolvimento iterativo;
  • gerenciamento de riscos;
  • agilidade na resposta a mudanças.

Assim como os outros métodos ágeis, o MSF também tem melhores práticas que devem ser observadas pela equipe para atingir os níveis de excelência buscados:

  • comunicação aberta e transparente entre todos os envolvidos;
  • visão compartilhada do negócio;
  • equipe capacitada;
  • atribuição de papéis e responsabilidades desde o início do projeto;
  • entregas incrementais;
  • flexibilidade para mudar sempre que necessário;
  • qualidade das entregas;
  • aprendizado constante com as experiências adquiridas;
  • parceria com clientes internos e externos.

Dynamic System Development Model (DSDM)

O DSDM é um dos métodos ágeis mais antigos empregados não só no desenvolvimento de projetos como no meio tecnológico. Um tanto diverso dos demais métodos ágeis, ele é destinado ao desenvolvimento de projetos com orçamento fixo e prazos curtos, considerando que o cliente não tem como saber quanto custará a solução final.

Entre as suas melhores práticas estão o desenvolvimento incremental e iterativo, a colaboração entre cliente e equipe, além da integração de funcionalidades, o que também vemos nos demais métodos ágeis.

Vale ressaltar que o DSDM diverge dos demais métodos ágeis tanto em sua estrutura — que é composta por processos interligados de modelagem, concepção, construção e implementação — como na gestão do tempo — que não é flexível, até permitindo que as funcionalidades mudem, mas desde que os prazos de execução continuem os mesmos.

Scrum

Esse é, sem dúvidas, o método ágil mais usado nos dias de hoje, principalmente porque pode ser integrado a outros métodos ágeis com facilidade, aplicando-se não só ao desenvolvimento de softwares como a qualquer ambiente de trabalho.

Com foco na gestão de projetos, o Scrum tem como base o planejamento iterativo e incremental, que se dá, conforme já explicado, pelas reuniões conhecidas como Sprints — dessa vez, abordaremos o conceito em detalhes. Ele reitera, desde o início do projeto, a lista de funcionalidades a serem desenvolvidas — prática também chamada, no caso, de product backlog.

No andamento do processo, cada funcionalidade se torna um Sprint, cujos detalhes a serem criados e desenvolvidos passam do product backlog para o Sprint Backlog. Do Sprint Backlog, as atividades são distribuídas entre os membros do Scrum Team, que devem desenvolvê-las dentro de um prazo, que geralmente não leva mais de quatro semanas.

Ao fim de cada Sprint é feita a Sprint Review Meeting, uma reunião de alinhamento sobre o que foi entregue. A partir daí, começa-se a planejar o próximo Sprint. Essas etapas acontecem sucessivamente até que o produto final esteja pronto para a entrega. Diferentemente dos demais métodos ágeis, o Scrum tem papéis muito bem definidos e absolutamente essenciais para o sucesso do projeto:

  • indivíduos e interação mais que processos e ferramentas;
  • software em funcionamento mais que documentação;
  • colaboração com o cliente mais que contratos e negociações;
  • respostas a mudanças mais que planejamento.

Lean

Essa ferramenta ágil, normalmente, é usada pelas startups, porque maximiza o valor para os clientes e minimiza os gastos desnecessários pela redução do uso de recursos. Ele valida hipóteses e ideias referentes ao desenvolvimento de produtos e soluções, além de fazer a identificação e a eliminação dos desperdícios na execução de projetos.

O Lean oferece aos colaboradores um fluxo de trabalho compreensível e claro, com a localização de gargalos e entregas rápidas. Portanto, gera economia para os empreendimentos, tornando-os mais competitivos e propiciando o gerenciamento inteligente do setor financeiro. Observe alguns princípios dessa metodologia:

  • amplificar o aprendizado;
  • construir qualidade;
  • eliminar o desperdício;
  • decidir o mais tarde possível;
  • empoderar o time;
  • entregar o mais rápido possível;
  • otimizar os processos.

O método se baseia em 3 passos, que são: construir, medir e aprender. Trata-se, ainda, de uma filosofia de gerenciamento que tem a finalidade de alcançar um desenvolvimento eficiente e enxuto com o investimento mínimo de tempo possível. Dessa forma, reduz complexidades, combate excessos, otimiza resultados e elimina possibilidades de problemas.

Kanban

O Kanban conta com um sistema intuitivo e fácil, cujo diferencial é a visibilidade das tarefas feitas pelas equipes responsáveis pelos projetos. É uma excelente opção para os profissionais que trabalham com checklists, visto que é fácil de aplicar e bastante simples, com foco em fluxos de trabalho. O método divide as tarefas em 3 etapas ou cartões:

  • to do ou tarefas a serem feitas;
  • doing ou o que já é feito;
  • done ou aquelas que já foram entregues e finalizadas.

Os cartões com as demandas dos projetos podem ser colocados em um quadro digital ou físico em forma de colunas. Para que a ferramenta funcione de maneira apropriada, os colaboradores terão que estar engajados, pois ela exige acompanhamento contínuo e atualização constante das demandas efetuadas nos registros.

Apesar de não ser exatamente uma metodologia, o Kanban organiza o trabalho sem descrever de que forma as tarefas serão executadas. É um sistema de gestão de projetos que aponta status em quadros e, de forma resumida, mostra o que se tem a fazer, o que é feito no momento e aquilo que está pronto para possibilitar o controle visual.

O gerente de projetos faz a limitação das tarefas que progridem, mas na coluna daquelas que são executadas serão colocadas somente 5 que estejam em andamento. Quando uma atividade é concluída, outra nova poderá ser iniciada com o uso apenas dos recursos indispensáveis para a diminuição dos custos.

A separação precisa e a visualização clara das tarefas permite a aplicação dos recursos de modo inteligente. É a visão organizada do projeto que possibilita ao gestor e a sua equipe a divisão das atividades em partes, bem como a seleção das prioridades e a eliminação daquelas que não agregam pontos positivos aos resultados.

Scaled Agile Framework (SAFe)

Proporciona o fornecimento de mais recursos em menos tempo, tendo em vista que foi projetado para facilitar a expansão do desenvolvimento ágil nas corporações. O SAFe permite que o XP e o Scrum sejam usados em grandes empresas para gerenciar tarefas em ambientes que tenham vários desenvolvedores interligados.

Esse método ajuda a gerenciar, de maneira eficaz, os projetos quando as corporações precisam aprimorar suas ofertas para os clientes e melhorar a sua posição no mercado. Para isso, é necessário fazer alguns passos importantes, tais como:

  • exibir o modelo ágil em vários ambientes e ouvir os colaboradores sobre os motivos que impedem o surgimento dos efeitos almejados;
  • selecionar mentores que instruam as equipes e expliquem os erros geralmente praticados, para a construção do sucesso;
  • fazer avaliações periódicas de produtos e negócios com os gerentes;
  • alinhar o desenvolvimento dos produtos com os objetivos do negócio para obter transparência nos feedbacks.

O Scaled Agile Framework eleva as capacidades e os recursos dos empreendimentos, reduzindo o número de colaboradores. Além do mais, permite que os times mantenham o foco na entrega de produtos e na criação de soluções inovadoras, ainda antes que sejam demandadas pelo mercado. As equipes conseguem cumprir as suas demandas ao mesmo tempo que atendem às exigências do público.

O SAFe tem características interessantes, já que conta com funções diferenciadas para organizações maiores. A sua metodologia é escalável e engloba gestores, sistemas, analistas de negócio e gerentes em uma única estrutura. Por outro lado, a ferramenta é sofisticada e gratuita, você não precisará comprar uma licença e nem pagar mensalidades. Confira outros aspectos relevantes:

  • aprendizagem rápida das equipes;
  • diagrama The Big Picture mostra como funciona o fluxo, as atividades e os papéis;
  • escala empresarial dividida em 3 níveis, conhecidos como gerencial, estratégico e operacional;
  • unificação de metodologias ágeis conhecidas no mercado;
  • certificações e consultores capacitados disponíveis.

Vale destacar que o método refina as funcionalidades e a estrutura dos projetos, de modo que eles se tornem sustentáveis e sem restrições técnicas. Várias ferramentas inovadoras podem ser usadas para manipular os itens de backlog do SAFe e controlar Sprints, por exemplo, o conjunto de recursos Rational Team Concert (RTC).

Smart

A Smart é útil para que metas realistas e objetivas sejam traçadas pelos empreendedores para as empresas. A ferramenta é baseada em 5 princípios que foram distribuídos de acordo com as letras que formam a sua denominação. Achou interessante? Então, confira abaixo:

  • S (Specific) – as metas devem ser específicas e claras, sem margens para interpretações;
  • M (Measurable) – as metas devem ser mensuráveis em números exatos, para avaliar a eficácia dos processos;
  • A (Attainable) – os desafios devem ser criados para as equipes com metas atingíveis e visão realista;
  • R (Relevant) – as metas precisam ser relevantes e gerar impactos para obter resultados;
  • T (Time-related) – os prazos devem ser definidos para o alcance das metas de maneira que os colaboradores aumentem o foco e evitem procrastinação.

Agora, você já sabe quais são os principais tipos de métodos ágeis e conhece detalhes de cada um deles. Saiba, ainda, que a Project Builder tem a solução ideal para o seu empreendimento, já que atua no segmento e se tornou uma referência no Brasil e no exterior. A empresa fornece o melhor software de gerenciamento de projetos e suporte especializado.

Agora, queremos saber de você: o que achou dos métodos ágeis? Entre em contato conosco e solicite mais informações sobre o tema!

Gestor de Projetos

Entenda a Importância do Gestor de Projetos durante a Crise

O cenário de crise e recessão econômica está fazendo com que as empresas se tornem mais enxutas, inclusive no que se refere ao quadro de gestão. As funções que não são indispensáveis começam a ser eliminadas ou reabsorvidas, enquanto apenas os gestores realmente essenciais para a empresa permanecem.

Esta situação revelou que o Gestor de Projetos é, sim, um profissional importante para a empresa. Essa figura, que atua no planejamento e execução de projetos, tem um papel relevante tanto no momento da crise quanto depois que a recessão acabar. Entenda melhor sobre a importância desse colaborador para as empresas no artigo de hoje!

O GESTOR DE PROJETOS E O CORTE DE GASTOS

Uma das primeiras coisas que as empresas tendem a fazer, quando surge um cenário de crise econômica, é cortar gastos. O problema é que, sem informação, a tomada de decisões pode ser feita de maneira errada.

O gestor de projetos é um profissional que não apenas planeja e executa, mas também monitora e analisa. Portanto, é importante ouvir sua opinião antes de fazer o cancelamento de um projeto.

Ele pode ter insights únicos para fazer com que um projeto se torne mais rentável e sugerir alternativas melhores ao cancelamento. Talvez alguns ajustes sejam suficientes para mudar completamente os resultados.

O GESTOR DE PROJETOS E A OTIMIZAÇÃO DE RECURSOS

O gestor de projetos tem os conhecimentos necessários para fazer mais com menos. Essa otimização dos recursos, que se converte em mais produtividade, é especialmente importante em uma época de crise. Afinal, a maioria das empresas está reduzindo o orçamento de seus projetos.

Assim, surge o desafio de obter bons resultados mesmo sofrendo um corte financeiro. Este, aliás, é o maior dilema do profissional que atua nesta área — garantir a qualidade e a entrega do projeto no prazo, dispondo de recursos limitados.

O GESTOR DE PROJETOS E A COORDENAÇÃO DO TRABALHO

Coordenar o planejamento e a execução de um projeto não é fácil. Em tempos tranquilos, delegar essa tarefa a um profissional que já tem suas próprias atribuições ainda é possível. Porém, em tempos de crise, todos os gestores já estão sobrecarregados com atividades específicas de seus respectivos departamentos.

Para coordenar o trabalho em um projeto é essencial que haja muita comunicação e sincronia entre todas as partes. Um gestor comercial, financeiro ou logístico ocupado não terá condições de fazer esta coordenação da melhor forma. Por esse motivo é tão importante ter uma figura que se dedique somente a trabalhar em projetos — e que atuará fazendo a ponte com outros gestores quando for necessário.

O GESTOR DE PROJETOS E A QUESTÃO DO TEMPO

A crise pegou muitas empresas de surpresa, e exigiu que elas fizessem alterações drásticas em sua estratégia e seu modo de operação. Essas alterações tiveram que ser implementadas rapidamente, antes que a incompatibilidade entre o cenário econômico e o trabalho da empresa trouxesse consequências mais graves ao seu desempenho.

Nesse momento, o gestor de projetos é um grande trunfo, pois ele tem os meios necessários para agilizar a execução de projetos.

O GESTOR DE PROJETOS E A PERENIDADE DO NEGÓCIO

Diante da crise, muitas empresas buscam realizar mudanças de curto prazo para resgatar sua lucratividade. No entanto, o gestor de projetos não é importante apenas para agilizar projetos imediatos. Outro papel que ele desempenha na empresa é colaborando para a perenidade do negócio — ou seja, para a sua perspectiva de sobrevivência a longo prazo.

Assim, o gestor de projetos pode fazer um trabalho visando aumentar a competitividade da empresa com foco em um momento posterior, quando a recessão acabar. Se a empresa investe nessa preparação agora mesmo, ela vai emergir mais adiante com uma grande vantagem sobre a concorrência quando o cenário econômico se recuperar.

O GESTOR DE PROJETOS E A REDUÇÃO DE RISCOS

Devido à incerteza trazida pela crise, muitas empresas assumem uma postura mais resistente ao risco. Nesta situação, o gestor de projetos tem o importante papel de assegurar que os projetos — que exigem um investimento financeiro da parte da empresa — estejam mais protegidos.

O gestor de projetos tem conhecimento de técnicas para identificar riscos ainda na fase de planejamento, e pode elaborar ações para evitar, mitigar, transferir ou simplesmente lidar com eles. Assim, a empresa como um todo (e, especialmente, os sócios e investidores) podem ter mais confiança no sucesso dos projetos e no retorno de seus investimentos.

COMO APROVEITAR O MOMENTO PARA ALAVANCAR A CARREIRA

Quando afirmamos que a crise aumentou a procura por gestores de projetos, isso não é apenas uma especulação. No final de 2014, a revista Exame realizou uma pesquisa com 18 empresas de consultoria de recrutamento profissional.

Nos resultados, “gestor de projetos” surgiu como uma das profissões mais promissoras para 2015. Antes disso, em 2013, a mesma revista Exame já havia divulgado uma reportagem afirmando que “todo mundo quer contratar gerentes de projeto”.

Para aproveitar as oportunidades que o cenário está proporcionando, é preciso estar preparado. Há cerca de 20 anos, qualificação não era tão importante porque gestor de projetos não era uma carreira ou um cargo real.

A gestão de projetos era uma tarefa absorvida por profissionais de outras áreas, e aprendida na prática. Hoje, porém, há formação específica através de especializações e MBAs.

Além disso, também é importante desenvolver algumas características que a própria natureza do trabalho vai exigir do gestor de projetos. Para desenvolver estas características, você pode participar de treinamentos e workshops. Dentre elas, podemos destacar:

  • Habilidade de gerir recursos;
  • Inovação para propor soluções;
  • Multidisciplinaridade e flexibilidade;
  • Habilidade de comunicação;
  • Capacidade de trabalhar de forma colaborativa;
  • Liderança de equipes;
  • Desenvoltura para lidar com mudanças e incertezas.

Vale a pena, ainda, lembrar que o gestor de projetos pode atuar em qualquer segmento: vários tipos de indústria, comércio, empresas de serviços, terceiro setor e até mesmo em órgãos públicos. Portanto, quando você estiver em uma determinada empresa, também vai precisar dedicar seu tempo a aprender mais sobre o segmento em que ela atua, a dinâmica do mercado e os processos internos.

E para você? Como o gestor de projetos pode colaborar com uma empresa frente ao cenário de crise? Deixe sua opinião nos comentários deste post!

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escritórios de projetos

Escritórios de Projetos – A bola está com o Brasil

Há um novo setor em expansão no Brasil. Os chamados Escritórios de Projetos, também conhecidos pela nomenclatura em inglês, Project Management Office (PMO), são unidades voltadas exclusivamente para o gerenciamento de projetos, um trabalho que será fundamental em todas as áreas da nossa economia nos próximos anos.

Além da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no futuro próximo, a economia brasileira vive um momento de prosperidade, em que se multiplicam fusões, aquisições e uma grande quantidade de investimentos de capital externo. Ou seja, um panorama promissor para a área de planejamento de projetos. Um dos diferenciais serão os Escritórios de Projetos, que são centros de excelência nesse ramo.

A atuação dos PMOs é diversa e ampla, envolvendo tanto as funções essenciais como a Tecnologia da Informação ou as áreas estratégicas de desenvolvimento e gerenciamento de projetos, quanto o alinhamento dos objetivos organizacionais e demais funções. O crescimento da economia exige cada vez mais profissionais capacitados para essa área. E essa exigência não será apenas para novas empresas. Mesmo companhias já estabelecidas dentro de suas áreas terão de investir maciçamente no gerenciamento de projetos.

Em organizações voltadas especificamente para a elaboração de projetos, o PMO já se tornou um setor obrigatório. Na estrutura organizacional, o Escritório de Projetos se tornou o setor responsável por organizar as ferramentas para a gestão de projetos, atuando como um pilar para equipes de outras áreas se manterem atualizadas sobre os trabalhos e também para organizar a informação entre as camadas hierárquicas de uma organização.

Assim, cada vez mais a oferta de emprego para o gerenciamento de projetos vai utilizar a sigla PMO. Um mercado que abre as portas e que vai exigir profissionais qualificados para o desenvolvimento da nossa economia. A bola está com o Brasil, basta nos prepararmos para saber como jogar e ganhar esse campeonato.

gerenciamento de escopo

Guia da gestão de projetos: gerenciamento de escopo

O sucesso da gestão de um projeto não é causado por sorte. Na verdade, isso é a soma de vários fatores, que convergem juntos para esse objetivo.

O planejamento, a organização, a dedicação do time, o acompanhamento de métricas e um cronograma bem definido são alguns dos pontos que podem ser apontados como fatores que influenciam diretamente nos resultados de um projeto. Cada um impacta no sucesso da estratégia da sua forma, o que exige uma grande atenção do gestor para garantir que eles sejam capazes de gerar bons resultados.

Por outro lado, muitos empresários não percebem que o cerne da gestão de um projeto é o gerenciamento do seu escopo. É ele que define todo o trabalho que precisará ser desenvolvido, possibilitando uma ampla visão do que deverá ser feito. E mal estruturado, o escopo pode causar um grande impacto nos resultados de cada etapa.

Em outras palavras, o escopo é crucial para a definição de todas as rotinas do planejamento. Isso permite ao gestor entender se ele está alinhado aos objetivos da empresa e avaliar os benefícios em potencial da iniciativa. Além disso, ele torna o planejamento mais eficaz e evita que rotinas sejam executadas mais de uma vez.

Você quer saber mais sobre o tema e como definir o escopo para os seus projetos? É só continuar a leitura deste post e esclarecer suas dúvidas!

Mas, afinal, o que é o escopo do projeto?

O escopo pode ser visto como todo o trabalho que será executado para atingir as metas e objetivos de um projeto em cada uma das etapas. Basicamente, ele é o conjunto dos requisitos necessários para que o produto, serviço ou resultado esperado com o projeto seja entregue para o cliente. Sem ele, a empresa pode ter dificuldades para avaliar até que ponto vão as obrigações de um time.

A definição desse escopo é feita nas etapas iniciais do planejamento, uma vez que por meio dele que serão definidos os recursos, os times, os investimentos e outros detalhes operacionais de cada etapa. Esse é um dos momentos mais importantes da iniciativa, uma vez que um escopo mal projetado pode gerar grandes riscos para o negócio.

Como o gerenciamento de escopo afeta a rentabilidade de um projeto?

O gerenciamento de escopo é crucial para o sucesso do projeto. Para alguns especialistas, ele é visto como um dos pontos mais importantes de um projeto corporativo, uma vez que a sua definição implica diretamente na distribuição de recursos, na estrutura interna de times e nas metas de performance. Além disso, ele também impacta nos prazos e gastos que serão realizados para viabilizar cada etapa.

Se o escopo não for bem definido, atrasos serão mais frequentes e o planejamento terá dificuldades para garantir a qualidade do projeto. Isso será fruto de modificações não programadas ocorrendo com mais frequência e da dificuldade de identificar as melhores estratégias para atingir os objetivos propostos.

Conforme os atrasos se tornam mais recorrentes, a rentabilidade do projeto cai. Multas pela não entrega de resultados em dia poderão ser aplicadas, além dos riscos da iniciativa ser cancelada e a empresa perder todos os recursos investidos.

Já a presença de erros em grande quantidade afeta a capacidade da companhia de evitar desperdícios. As taxas de trabalho serão maiores, o que cria um fluxo de gastos não programados. Já o investimento em novas matérias-primas será necessário, uma vez que a companhia deverá refazer parte dos seus produtos.

É fundamental, portanto, que a empresa trabalhe lado a lado com todos os envolvidos para documentar cada requisito, métrica ou objetivo da maneira mais clara e direta possível. O gestor também deve atuar para que o controle sobre o escopo seja mantido com precisão, ainda que mudanças aconteçam.

Essas ações minimizam desvios no planejamento e favorecem a gestão diária dos fluxos de trabalho. Cada time terá uma noção exata do que deve ser feito, reduzindo drasticamente as chances de um resultado estar fora do esperado. Ou seja, a companhia terá um fluxo de trabalho muito mais inteligente e dinâmico.

Como efetuar o gerenciamento de escopo com qualidade?

O gerenciamento de escopo deve ser feito a partir de uma série de estratégias, que reduzem riscos e melhoram a capacidade do gestor de compreender todos os pontos que impactarão no sucesso do projeto. Portanto, nas etapas iniciais do planejamento, a companhia precisa estar atenta a cada um dos itens de risco. Assim, as chances de alcançar os resultados esperados serão muito maiores.

A seguir, saiba quais são os quatro pontos mais importantes da definição e avaliação do escopo de um projeto e saiba como atingir os seus resultados mais facilmente!

1. Planejamento

A fase de planejamento do escopo é crucial para o sucesso do projeto como um todo. É nessa fase que são definidos os objetivos, as métricas, as validações, os controles, os parceiros e os agentes envolvidos.

É também nesse momento que o gerente do projeto precisa ser escolhido de acordo com as aptidões necessárias para o desenvolvimento da tarefa. Além disso, é aqui o momento em que os times são estruturados: os profissionais devem ser divididos em equipes multidisciplinares, com qualidades interdisciplinares e que possam atuar juntos para solucionar problemas de forma inovadora.

Um planejamento mal feito impactará em todo o resto do plano, dessa forma, não se preocupe com o tempo gasto na fase de construção ou em reuniões. O fundamental aqui é chegar em um resultado que deixe todo o time bem orientado e integrado ao início do projeto.

Sendo bem estruturado, o planejamento inicial conseguirá orientar todos os times ao longo de cada etapa. Os profissionais terão uma visão ampla sobre o que é necessário fazer para atingir os resultados esperados e quais as melhores ferramentas que podem ser empregadas. Além disso, prazos e papéis estarão bem definidos, reduzindo riscos.

2. Definição de objetivos

Aumentar o faturamento, controlar os gastos, incrementar o lucro são três objetivos corporativos comuns, mas eles pouco acrescentam ao escopo de um novo projeto. É complicado mensurar o sucesso desse empreendimento apenas por um objetivo final, pior ainda quando ele pode ser influenciado por todos os outros setores da empresa.

Assim, crie objetivos específicos para cada fase do escopo. Divida esses objetivos em metas menores ou tarefas, dando mais agilidade para os times.

Alinhe as metas com o restante do time e veja se todos estão de acordo. Isso será importante para manter um bom controle sobre expectativas.

Criar objetivos inalcançáveis na esperança de obter um resultado mágico, apenas servirá para desmotivar seu time. Portanto, as expectativas devem estar alinhadas com o perfil do time e a sua capacidade técnica.

3. Definição de verificações e métricas de performance

Tão importante quanto planejar e definir os objetivos do escopo, é escolher as verificações e métricas do processo. Muitos projetos não têm uma clara visão do seu andamento ou do seu sucesso: uns por serem complexos demais, outros porque apenas gerarão resultado em longo prazo.

Dessa forma, estabeleça métricas de acordo com o perfil do projeto e do escopo. Faça verificações periódicas e permita que os profissionais envolvidos tenham acesso aos resultados.

Se forem elevadas, os erros serão frequentes, uma vez que a carga de trabalho e o estresse serão altos. Porém, se os objetivos forem muito baixos, os profissionais não terão incentivos para melhorar as suas rotinas e habilidades. Em outras palavras, métricas mal estruturadas causam um grande impacto nos resultados do projeto.

Para que o gestor possa cobrar maior dedicação ou envolvimento, é fundamental que ele mesmo seja parte atuante desses resultados. As métricas devem ser vistas como um investimento estratégico, que ampliam a visão do gestor sobre todos os resultados do projeto: elas orientam os profissionais a avaliar, em tempo real, quais pontos necessitam de melhorias e o que poderá ser feito para impulsionar resultados a médio e longo prazo.

4. Controle e melhorias de resultados

Por fim, una métricas e verificações a um modelo de controle de qualidade e melhorias do escopo. Incrementar o projeto com esse tipo de controle facilitará a entrega de resultados mais satisfatórios, seja na forma do projeto em si ou de outros objetivos estabelecidos no escopo.

Portanto, documente tudo o que ocorre durante o projeto. Marque os resultados de cada etapa, os erros encontrados e as soluções adotadas. Não se esqueça de replicar boas práticas.

As otimizações servirão como pequenas correções ao escopo original, para que o resultado final esteja de acordo com os objetivos da empresa. A identificação a análise dos erros reduz os riscos nas etapas seguintes, uma vez que a companhia poderá preparar-se com mais precisão para evitá-los. Assim, os resultados serão impulsionados com muito mais facilidade.

Como dar mais segurança para projetos corporativos?

O gerenciamento de escopo tem um papel fundamental para o sucesso do seu projeto. Ele auxilia profissionais a terem uma visão abrangente sobre todas as etapas, melhora a definição de prazos e a distribuição de recursos em toda a iniciativa.

Por isso, não negligencie nenhuma das etapas do gerenciamento de escopo em um projeto corporativo. Trabalhe para ter um escopo bem claro e conhecido por todos.

Lembre-se que entender todos os fatores que contribuem para o sucesso da iniciativa é papel do gestor, mas isso será possível apenas se todo o trabalho estiver embasado em um bom escopo. Portanto, o gerenciamento de escopo deve ser adotado como uma ferramenta básica para garantir bons resultados.

Quer saber como um software de gestão de projetos pode contribuir para o sucesso das suas políticas de gerenciamento de escopo? Então, veja uma demonstração!

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gerenciamento de projetos

Precisamos conversar sobre o futuro do gerenciamento de projetos

Fazer um gerenciamento de projetos bem feito demanda tempo e dedicação por parte do gerente de projetos. Entretanto, hoje já existem soluções gratuitas e online para tornar a vida dos GPs mais fácil e dinâmica. Algumas ferramentas são mais genéricas, outras especificas para quem trabalha com gestão de projetos ou lidera um PMO (Escritório de projetos), mas todas podem ajudar os gerentes de projetos a ganhar tempo, eficiência no controle de seus projetos e na evolução da maturidade da organização. Pois então, aqui vão 8 ferramentas que usamos e indicamos para todo gerenciamento de projetos:

1- PMSURVEY.ORG: O PM Survey (entenda melhor neste vídeo) é uma pesquisa anual realizada pelo PMI – Project Management Institute. Ela reúne organizações de diferentes partes do mundo que respondem a questões relacionadas ao gerenciamento de projetos em seu ambiente de trabalho, possibilitando identificar o seu benchmarking e utilizá-lo na sua estratégia de evolução. Benchmarking é um método sistemático de procura por melhores processos, ideias inovadoras e procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior. PM Survey é gratuito é irá te ajudar a identificar as principais práticas adotas, assim como, comparar sua organização com outras empresas do seu setor.

2- Dropbox: Dropbox é um serviço para armazenamento e compartilhamento de arquivos. É baseado no conceito de “computação em nuvem” (“cloud computing”). Nele, é possível criar uma pasta virtual no seu computador que ficará armazenada na nuvem.

A beleza disso é que você pode trabalhar com ela como se fosse uma pasta normal sabendo que todos seus arquivos estão protegidos na nuvem caso algo aconteça com seu computador. Fora isso, você pode também compartilhar documentos, templates e arquivos do seu projeto com membros da equipe, patrocinadores, clientes e etc. Como a sincronização e automatização acabamos com aquela história de com quem está a última versão do plano de projetos (para quem ainda não trabalha com um software colaborativo de projetos).

3- Xmind: XMind é uma ferramenta de código aberto para a elaboração de mapas mentais, uma espécie de diagrama usado para representar e relacionar aspectos distintos de uma ideia ou projeto a ser executado. Dessa forma, fica mais fácil visualizar o “problema” ou memorizar algum conteúdo. É claro que com caneta e papel você também pode construir um mapa mental, mas com a ajuda de um XMind fica muito mais simples editar os diferentes elementos que o formam. Além disso, o XMind facilitará também o compartilhamento do mapa com outras pessoas, possibilitando até mesmo a exportação do trabalho para formatos populares, como PDF, Word e PowerPoint.

4- Prezi – O Power Point está constantemente presente nas reuniões de projetos, do kickoff, passando pelas reuniões de status report até a tão esperada reunião de encerramento do projeto. Mas, com a evolução da maneira de navegar na Internet, já estava na hora de trazer mais dinamismo para as palestras. Prezi é uma ferramenta online gratuita totalmente diferente dos programas para a criação de apresentações em slide, a começar pelo simples fato de que o aplicativo não se limita ao espaço retangular dos slides.

5- PM Canvas (IOS ou Android)- A época em que se criava solitariamente planos de projetos com múltiplas páginas para depois enviá-lo aos demais stakeholders passou. Com ele, o usuário poderá organizar seu Canvas como se fosse um WhatsApp, de modo participativo. Os usuários poderão compartilhar seus argumentos e juntos escolher quais entram ou não no Canvas. Disponível para os sistemas operacionais IOS e Andorid, o app pode ser baixado gratuitamente na APPSTORE ou na Google Play.

6- PMO MATURITY CUBE: O PMO MATURITY CUBE® é um modelo inédito, especialmente desenvolvido para avaliar a maturidade de PMOs. O PMO MATURITY CUBE® é a principal referência mundial hoje no tema maturidade para PMOs .

7- Calculadora de ROIDiante de todos os desafios que esse ano promete precisamos, mais do que nunca, defender muito bem todo dinheiro investido. Pensando nisso, a Project Builder criou uma ferramenta gratuita que te ajuda a calcular quanto sua empresa pode economizar ao implantar uma gestão de projetos profissional. Com essa ferramenta você consegue saber quantas horas é possível salvar da equipe e do gestor de projetos automatizando a gestão de projetos e quanto dos custos dos projetos podem ser reduzidos com uma gestão de projetos profissional, por exemplo.

8- PMO MIX MANAGER: O PMO MIX MANAGER® é um modelo inovador, que tem como objetivo identificar quais funções seriam recomendadas para um PMO, com base nos benefícios esperados por seus clientes e na experiência de líderes de PMOs com um alto nível de maturidade.

E aí, o que achou da nossa lista? Você conhece mais alguma ferramenta que pode ser útil para gestão de projeto? Compartilhe com a gente nos comentários!