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Entenda a importância do Supply Chain na gestão de projetos

Dentro das empresas, o setor logístico ocupa posição estratégica e contribui para o aprimoramento de resultados e processos. O mercado é altamente competitivo e exige muito mais que qualidade para que uma organização ou marca consiga se destacar. Hoje, a velocidade de entrega e o atendimento personalizado ao cliente são fatores que fazem muita diferença. Isso tem algo a ver com Supply Chain?

Neste artigo, vamos explicar o que é Supply Chain e falar sobre a sua importância na gestão de projetos. Além disso, vamos mostrar como esse conceito pode auxiliar em processos logísticos e, consequentemente, na experiência do consumidor, se tornando essencial para a empresa. Por fim, vamos apontar como fazer uma gestão de projetos eficiente pode ajudar na sua aplicação.

Deseja obter mais informações sobre o Supply Chain na gestão de projetos? Continue a leitura!

Saiba o que é Supply Chain

Supply Chain é um termo de origem inglesa, cuja tradução significa cadeia de suprimentos e está relacionado aos caminhos e processos pelos quais os produtos passam, incluindo a captação de matéria-prima até que eles cheguem ao cliente final. Trata-se do relacionamento entre empresas que trabalham em conjunto para aprimorar e entregar mercadorias aos consumidores. Portanto, no conceito estão incluídas as seguintes atividades:

  • compra dos insumos ou produtos;
  • transporte e armazenamento;
  • transformação e embalagem;
  • gerenciamento interno;
  • venda e distribuição aos clientes.

Além disso, também estão englobadas nele os processos de suporte às operações, etapas de infraestrutura física, marketing, controle financeiro, atendimento ao consumidor e a criação de novos bens. Portanto, é indispensável a interação entre diversos profissionais e empresas, lojistas, distribuidores, fornecedores, produtores e logística, que possibilita o movimento de insumos e produtos.

Compreenda a importância do Supply Chain

A gestão da cadeia de suprimentos gerencia todas as informações e processos, para que haja um planejamento relativo ao atendimento com base na perspectiva do conjunto. Isso é importante para entender como as etapas se relacionam e para a realização de controle sobre as atividades dos fornecedores e demais pessoas envolvidas até que os bens cheguem ao público-alvo.

A logística e o Supply Chain estão intimamente ligados e são tão dependentes que fica difícil definir qual delas é um instrumento da outra. Logística é a atividade que cuida do movimento dos produtos de um local para outro e dos documentos referentes a esses procedimentos. Assim, as duas atividades envolvem transporte, análises estratégicas, uso de tecnologias para rastreio e controle etc.

Esses procedimentos são indispensáveis para que os produtos sejam entregues dentro do prazo e com segurança no seu destino. A logística fornece suporte para a movimentação das cargas, tendo papel fundamental na cadeia de suprimentos, uma vez que esta planeja o fluxo dos bens, o seu relacionamento com os clientes e os negócios.

Descubra como o Supply Chain pode auxiliar em processos logísticos

Como você pode observar, o Supply Chain valoriza a experiência dos consumidores, que precisa ser satisfatória para que as empresas se mantenham ativas no mercado. A adoção de ferramentas de gestão integrada e o acesso à informação são relevantes para obter os resultados almejados. Veja, a seguir, outros fatores que apontam a efetividade da cadeia de suprimentos!

Estoque reduzido

Manter níveis elevados de produtos em estoque eleva os custos com manutenção das estruturas físicas, aquisição de máquinas e equipamentos, mão de obra, entre outros. O gerenciamento da cadeia faz com que o fornecedor controle a quantidade dos itens armazenados ou consumidos e providencie a disponibilização desses dados periodicamente. Consequentemente, a empresa não precisa armazenar grandes quantias de produtos em seu armazém.

Avaliação de desempenho de fornecedores

O desempenho dos parceiros poderá ser avaliado para fazer uma seleção. A organização poderá limitar a quantidade de fornecedores da sua cadeia de abastecimento, selecionando apenas aqueles que se prepararam para aderir às mudanças necessárias. Aqueles que não pretendem trabalhar de forma integrada e com os recursos fundamentais à facilitação do gerenciamento e controle precisam ser dispensados.

Acompanhamento da qualidade dos bens

Os consumidores estão mais exigentes a cada dia. Com a cadeia de suprimentos fica mais fácil acompanhar a qualidade dos serviços e produtos ofertados, a eficiência das transportadoras e o comprometimento dos fornecedores. Estabeleça requisitos mínimos antes de fechar uma parceria, pois, isso poderá alavancar os seus negócios.

Flexibilidade

O Supply Chain possibilita a resolução ágil dos mais variados problemas com soluções precisas. Por meio da gestão integrada, faz-se o mapeamento dos processos, dos riscos das operações e das responsabilidades dos participantes. Isso é imprescindível, já que o transporte de mercadorias oferece riscos para as empresas que contratam as transportadoras. Uma equipe preparada para lidar com essas questões consegue identificar e resolver os desafios rapidamente.

Redução de custos

Gerenciar a cadeia de suprimentos permite a adoção de estratégias para promover melhorias na eficácia e eficiência dos envolvidos. A atividade auxilia os gestores a eliminar os desperdícios pela otimização de processos, reduzir os níveis de estoque e excluir tarefas redundantes que nada agregam aos resultados. Os participantes dos processos interagem como grupo, aumentando a força dos componentes e conferindo vantagem competitiva a todos.

Confira como a gestão de projetos ajuda na aplicação do Supply Chain

O gerenciamento do Supply Chain é bastante complexo, visto que envolve vários processos e fases até que os bens de consumo cheguem ao cliente final. A gestão de projetos é muito abrangente e auxilia na implantação de sistemas, ferramentas, novas tecnologias, desenvolvimento de soluções, aprimoramento de procedimentos etc. Com a gestão de projetos, o gestor e sua equipe conseguem:

  • definir metas e objetivos;
  • separar etapas;
  • organizar as tarefas com a criação de um cronograma;
  • definir prazos de entrega;
  • monitorar e controlar as atividades;
  • averiguar o desempenho dos colaboradores e parceiros;
  • analisar os resultados obtidos com as operações;
  • avaliar indicadores e identificar gargalos;
  • gerenciamento de riscos;
  • propor melhorias e muito mais.

Conseguiu entender a importância do Supply Chain na gestão de projetos? Os gestores ou gerentes desse ramo são profissionais especializados para conhecer e acompanhar os processos empresariais e propor resoluções, por exemplo, a realização de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos ou serviços que agregam valor à marca.

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projeto na nuvem

5 Motivos para gerenciar seu próximo projeto na nuvem

Há alguns anos, vem se falando muito das vantagens de aplicações na nuvem e até criação de projeto na nuvem como alternativa, a softwares instalados localmente, a exemplo da suíte empresarial da Microsoft com o Excel e o Word. Mesmo assim, muitas empresas ainda demoram a aceitar que seus projetos, clientes e operações já deveriam estar na web há muito tempo.

Um pouco desse receio vem da falta de informação. Quando se fala em software as a service ou cloud computing, muitos empresários pensam nos seus dados espalhados sem controle e acessíveis a todos na internet. A verdade é que os sistemas de gestão web já evoluíram a ponto de substituir softwares locais sem comprometer a segurança ou a operação da empresa.

Mas não são essas as únicas vantagens. Abaixo listamos cinco dos principais motivos para você começar a gerenciar seus projetos na nuvem.

 1. É rápido para implementar

Softwares instalados localmente, mesmo aqueles contratados especialmente para a sua empresa, são construídos após longas reuniões, desenhos de escopo, levantamento e mapeamento de demandas e necessidades. Todo esse processo é válido em certas situações, mas em outras, principalmente para pequenas e médias empresas, torna a aquisição lenta e burocrática.

Através de softwares na nuvem é possível fazer a implementação rapidamente com poucos cliques e alguns dados. Muitas empresas não exigem nem cartão de crédito no primeiro acesso. Essa velocidade pode ser um diferencial competitivo para a sua empresa.

2. É mais barato

Pequenas e médias empresas não pretendem gastar grandes quantias para ter um software de gestão dos seus projetos. Mesmo entre as alternativas locais, como o Excel, possuem licenças caras e, geralmente, não transferíveis. O que leva muitos empresários a optarem por pirataria.

Por outro lado, softwares na nuvem, além de serem mais baratos, possuem planos de assinatura que não forçam a empresa a comprometer muito dinheiro logo no início. Se a opção for uma solução vinda de uma startup, ainda se ganha um suporte diferenciado, já que esse tipo de empresa costuma dar uma atenção especial aos poucos clientes que possui.

3. Não é preciso um departamento de TI

Outro grande temor dos empresários é a ideia de que é necessário contratar um departamento de tecnologia para gerenciar projetos. Talvez para softwares locais seja realmente necessário, já que eles dependem de integrações, manutenções e consertos de bugs. Mas softwares na nuvem são mantidos pelas próprias empresas que os criaram, eliminando dessa forma a necessidade de um especialista em programação na empresa do cliente.
Inclusive, a maioria desse tipo de software é construída para clientes que não tem conhecimento algum em tecnologia.

4. É mais flexível

A flexibilidade de gerenciar um projeto na nuvem se dá em vários níveis: portabilidade e mobilidade estão entre os principais. Primeiro que você não depende de hardware, ou seja, mesmo computadores mais antigos mas com acesso à internet não terão problemas em “hospedar” softwares na nuvem.

O segundo ponto é que a mobilidade lhe possibilita acessar todas as informações a partir de um tablet ou smartphone em qualquer lugar do mundo, como se estivesse na sua empresa. Isso é útil para você ou para os seus funcionários pois proporciona um atendimento diferenciado para os clientes, criando mais uma vantagem competitiva.

5. Você tem mais opções

Quando você compra uma licença ou contrata uma empresa para construir um novo software local acaba aceitando que aquela solução irá ser a melhor. Não é incomum nesses casos que o cliente saia insatisfeito, já que o número de opções é limitado.

Levando toda a sua gestão para a nuvem é possível que você teste um serviço por um tempo, muitas vezes gratuitamente, e só depois decida se deseja se comprometer com a empresa ou não. Dessa forma, você facilita a migração entre um serviço e outro até encontrar aquele que mais agrade. Além disso, mesmo após o pagamento, você pode cancelar o serviço e partir em busca de outra opção. Sem dores de cabeça e sem complicações.

Restou alguma dúvida sobre as vantagens de ter sua gestão na nuvem? Aproveite os comentários abaixo para conversar conosco.

timesheets

Melhore a gestão do tempo com timesheets

É comum ter a sensação de que faltam horas no dia, não é mesmo? Fala-se em gestão do tempo como se, de alguma forma, pudéssemos controlá-lo, mas a realidade é dura: o tempo não para. Porém, existe uma alternativa. Você pode gerenciar a si mesmo para tirar o melhor proveito do tempo disponível – um grande desafio para muitos gerentes de projeto.

Preencher as fichas de controle de horas trabalhadas – os timesheets – dos funcionários parece ser mais uma tarefa para encaixar em seu dia bastante atribulado. Parece, mas não é. O timesheet pode ser uma ferramenta valiosa para o máximo aproveitamento do tempo de trabalho. Timesheets ajudam a identificar em que seu tempo está sendo gasto e, com um pouco de análise, fornece os dados para descobrir como dividir suas horas de trabalho de forma mais eficaz.

Se você ainda não está convencido que os timesheets são tarefas administrativas indispensáveis, listamos abaixo algumas razões para você acreditar que o timesheet on-line contribui para melhorar suas habilidades de gerenciamento de tempo. Aproveite as dicas sobre como usá-lo de forma eficaz.

 #1 Timesheets mostram por onde o tempo escapa

Existem inúmeras técnicas para melhorar seu gerenciamento de tempo. Cada pessoa deve escolher o software e as ferramentas que sejam mais adequados às suas necessidades. Um ponto em que a maioria das abordagens estruturadas para gerenciamento de tempo converge é: comece sabendo em que você gasta seu tempo. Timesheets podem ajudar nisso, pois mostram tudo o que você faz no trabalho.

Você vai se surpreender com os resultados. Basta meia hora para concluir um template de abertura do projeto, não é mesmo? Quando você identificar as interrupções ao pegar um café, atender ao telefone ou corrigir falhas no computador, provavelmente vai achar que completar essa tarefa leva muito mais tempo.

Peça aos membros de sua equipe para compartilhar seus timesheets ou configurar o software de gerenciamento de projeto on-line de modo que todos tenham acesso aos timesheets uns dos outros. Assim, você poderá identificar as atividades do grupo que ocupam muito tempo, como os workshops. Você poderá comparar a quantidade de tempo que as pessoas gastam em tarefas. Por exemplo, um indivíduo pode completar um trabalho do projeto em um tempo muito mais curto do que o colega. As duas pessoas podem se reunir e discutir essa tarefa: o mais lento pode aprender como fazer de forma mais rápida, ou o mais rápido pode aprender a fazer melhor de forma mais lenta, porém com mais qualidade. A proposta é nivelar a equipe.

#2 Timesheets ajudam a eliminar atividades desnecessárias

Agora que você sabe como gasta seu tempo, pode começar a identificar o tempo improdutivo. Tempo não produtivo é o que você gasta no trabalho sem estar trabalhando de verdade, como nas pausas. É surpreendente a quantidade de tempo improdutivo num dia normal de trabalho.

Sabe-se que não dá para evitar pausas para ir ao banheiro, tomar um café ou conversar com colegas sobre o fim de semana. No entanto, a identificação do tempo improdutivo pode mostrar se os seus 15 minutos de pausa para o chá se transformaram em meia hora no Facebook regularmente. Essa é uma atividade que você pode cortar para liberar mais tempo para outra coisa.

Outro lugar para procurar o tempo improdutivo é nas viagens. Calcule quantas horas são gastas na estrada ou em deslocamento entre escritórios. O que você pode fazer com o tempo de viagem para torná-lo mais produtivo? Se estiver viajando de avião ou ônibus, talvez possa adiantar algum trabalho no caminho. Se estiver dirigindo, fica mais difícil, mas ainda dá para fazer umas ligações, caso esteja em um engarrafamento. Independente do meio de viagem, se optar por trabalhar, o faça de forma segura. O carro não é o melhor lugar para ter uma conversa difícil com seu patrocinador do projeto sobre por que está acima do orçamento. O ônibus não é o melhor lugar para falar com os seus colegas de informações sigilosas sobre uma nova iniciativa. E se estiver trabalhando com documentos confidenciais, tenha cuidado sobre quem pode olhar por cima do seu ombro.

Participe de videoconferências, use espaços de trabalho colaborativos, mensagens instantâneas e outras ferramentas on-line para ajudá-lo a evitar deslocamentos, a menos que uma viagem seja realmente necessária.

#3 Timesheets ajudam a planejar as próximas semanas

Alguma vez você prometeu completar uma tarefa e percebeu que seria um desafio fazê-la dentro do prazo, porque tem uma oficina ou um evento na escola do seu filho? A maioria dos pacotes de software de gerenciamento de projetos com a funcionalidade de timesheet permite inserir os dados com antecedência. Você pode programar um tempo para férias e outros compromissos antes que aconteçam, para que seu timesheet efetivamente mostre quando estará disponível para outros trabalhos.

Compartilhe seus timesheets com os membros da equipe do projeto para que todos saibam quando as pessoas estão disponíveis para reuniões. Não preencha previamente os timesheets com as tarefas do projeto, a menos que seja um compromisso de um dia todo, como um treinamento.

Tentar preencher algumas horas aqui e ali, com base na previsão do que vai fazer no futuro é muito difícil e provavelmente dará errado. Se você inserir informações em seu timesheet para os dias que ainda não aconteceram, certifique-se de verificá-las antes de finalmente executá-las. Caso contrário, você vai acabar reservando tempo para uma oficina que foi cancelada ou um feriado que não aconteceu, no último minuto.

#4 Timesheets ajudam a melhorar o equilíbrio na vida profissional

A vantagem de ser bom em gestão do tempo é ter mais tempo disponível durante o dia. Você não tem que usar o tempo todo para trabalhar. Chegar ao final do dia de trabalho e ir para casa na hora, em vez de ficar até mais tarde, é o ideal. Se entender em que seu tempo está sendo gasto, corte (ou diminua) o tempo improdutivo, planeje suas semanas com antecedência. Você estará muito melhor posicionado para usar seu tempo de forma eficaz e organizar melhor seu dia de trabalho. Claro, você pode optar por passar esse tempo no trabalho – mas você não precisa!

Conclusão

Sim, completar os timesheets é outra coisa para a sua lista de afazeres. É uma tarefa adicional para se completar durante o dia. Você pode minimizar o esforço envolvido. Separe alguns minutos para mantê-lo atualizado e verá que não leva muito tempo. Vale a pena para obter as informações para que você possa avaliar adequadamente como está gastando seu tempo e tomar decisões informadas sobre como pretende gastá-lo daqui para frente.

CTA como implementar um pmo

gestão de projetos

Gestão de projetos: o que é e para que serve?

Uma boa gestão de projetos é vital para o sucesso de qualquer empreendimento. Afinal, mesmo as melhores ideias — mesmo quando orquestradas pelos mais capacitados profissionais — podem fracassar caso não haja um gerenciamento de projeto realizado de maneira minuciosa e articulada.

Para que isso não ocorra, é necessário que se implemente uma metodologia de gestão que abarque todos os setores da empresa, possibilitando uma manutenção e fluidez em todos os níveis operacionais da organização.

Já falamos bastante aqui no blog sobre a importância de um gestor de projetos e as melhores práticas nesse tipo de administração. Além disso, oferecemos dicas e orientamos sobre as mais diversas maneiras de extrair o melhor desempenho de sua equipe. O objetivo de todo esse esforço é fazer que, a partir desse conhecimento, você consiga levar os melhores resultados a seus clientes.

No entanto, é comum ainda nos depararmos com dúvidas sobre o que é gestão de projetos e para que ela serve. No artigo de hoje responderemos, com detalhes, a essas dúvidas. Você certamente já ouviu falar sobre controle, gerenciamento e administração de projetos e outros termos afins, mas será que sabe ao que efetivamente se referem essas nomenclaturas? Vamos entender.

Afinal, o que é e para que serve um projeto?

O bom e velho dicionário nos traz as seguintes definições para esse termo:

  1. Plano, intento, desígnio;
  2. Empresa, empreendimento;
  3. Redação provisória de lei;
  4. Plano geral de edificação na Arquitetura.

Esclarecido? Não muito, não é mesmo? De fato, esse é um termo bastante amplo e pode ser aplicado em várias situações. Mas, no nosso caso, existe uma definição bem mais específica e útil em ambientes corporativos.

Para responder melhor a essa pergunta, consultamos a “Bíblia” do gerenciamento de projetos, o Project Management Body of Knowledge (PMBOK), que é um guia elaborado pela instituição mais renomada do mundo na área, o Project Management Institute (PMI).

Neste manual, essa palavra está definida da seguinte forma: “Projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único e exclusivo”. Pronto, agora encontramos o fio da meada!

Um projeto difere de uma operação por ser temporário, ou seja, possui começo, meio e fim — diferentemente da operação, que é contínua. Assim, ele pode ser a concepção da construção de uma casa, o desenvolvimento de um software, a criação de um móvel sob medida, a implantação de uma nova linha de produção na fábrica, a escrita de um livro, a realização de uma viagem e por aí vai.

Resumidamente, as características de um projeto são:

  • Tem prazo definido de começo e fim, ou seja, é temporário;
  • Deve ser planejado, executado e controlado;
  • Entrega produtos, serviços ou resultados exclusivos;
  • É desenvolvido por etapas e tem evolução progressiva;
  • Envolve uma equipe de profissionais;
  • Possui recursos limitados.

E como é o ciclo de vida de um projeto?

Conforme mencionado acima, o projeto é planejado, executado e controlado. Até aí tudo bem, mas não é só isso! Existem também outras fases que compreendem o ciclo de vida de um projeto. Veja quais são:

Iniciação

Nessa primeira fase, deve-se tomar ciência de todas as informações essenciais, ou seja, equipe e gestor devem conhecer as restrições de qualidade, de tempo e de custo que afetam a realização do projeto. Lembrando que, durante a iniciação, é importante não só saber como também registrar essas premissas e limitações, combinado?

A preocupação deve recair, sobretudo, no entendimento macro, com o gestor buscando conhecer as influências que interferem de um modo geral — e de modo aplicado — no sucesso do projeto. Um bom exemplo de documento que se usa nessa fase é o termo de abertura.

Planejamento

Antes de se partir para o planejamento, deve haver consentimento da organização sobre os esforços que serão empregados para a realização do projeto, concordando que gerarão bons resultados. Dada a autorização, inicia-se o planejamento. Por isso, nessa fase há um nível de detalhamento muito maior, ao contrário da visão geral que satisfaz a iniciação.

O objetivo aqui é estruturar um plano consistente que leve o programa ao sucesso. Os documentos que contemplam essa fase são a Estrutura Analítica de Projeto (EAP), o cronograma da proposta, o plano de gerenciamento de riscos, outro de comunicações, mais um de qualidade e assim por diante.

Execução

Durante a fase de execução, a atenção passa a estar voltada para o exercício do que foi planejado. O intuito é, portanto, realizar as atividades da melhor forma possível, de acordo com o que foi estimado no plano.

É comum que nessa fase ocorram mudanças, como solicitações de alteração no escopo (tanto do ponto de vista do cliente como da organização que realiza o projeto), mas se foi feito um bom planejamento não há com o que se preocupar.

Guarde o seguinte: a palavra-chave da execução é qualidade! Por isso, o gerente de projetos precisar se atentar não só para seguir os processos, mas para melhorar continuamente, atendendo aos padrões acordados.

Monitoramento e controle

O monitoramento e o controle ocorrem paralelamente à execução, constituindo-se na forma de garantir que o que está sendo feito é compatível com o planejado. Nesse momento, ocorre a validação dos avanços. Assim, dependendo do progresso de determinada atividade, um desvio qualquer pode requerer uma intervenção, por exemplo.

No entanto, apesar de ocorrerem concomitantemente com a execução, o monitoramento e o controle partem da premissa de que indicadores já foram determinados e que metas foram devidamente estabelecidas na fase de planejamento. Ou seja, essa etapa lida apenas com a aferição do desempenho e do progresso em contraste com o plano.

Encerramento

Engana-se quem pensa que o fato de o projeto estar concluído resulta na eliminação de esforços de gerenciamento. Muito pelo contrário, na finalização surgem etapas que devem ser realizadas com o objetivo de oficializar a conclusão da pauta e agregar informações relevantes para empreendimentos futuros.

Entre as atividades que encerram um projeto, podemos destacar:

  • a assinatura do termo de aceite (documento que permite o encerramento da proposta, isentando a empresa de responsabilidade futuras);
  • o registro das lições aprendidas (que nada mais é que a documentação das experiências relevantes que contribuirão para futuros planejamentos similares).

Então, o que é gestão de projetos?

Agora que vimos o conceito e suas respectivas fases, fica mais fácil compreender o que é gestão de projeto. Simplesmente, “é a aplicação de técnicas, conhecimento e habilidades para garantir que um projeto tenha sucesso”.

Gerenciá-lo, administrá-lo, coordená-lo ou geri-lo envolve todas as etapas apresentadas, do início ao fim, com planejamento, execução e controle das atividades.

Não é à toa que cada vez mais empresas estão investindo nesse tipo de gerenciamento:

  • ministrando treinamentos aos colaboradores;
  • incentivando sua participação em eventos sobre o tema;
  • patrocinando especializações na área;
  • ou até contratando consultorias especializadas no assunto.

A gestão de projetos é uma realidade em economias desenvolvidas desde a década de 1990, entretanto, somente nos últimos anos é que as empresas brasileiras despertaram para a necessidade de planejamento e organização de suas pautas. Se não fosse assim, muitas delas provavelmente não teriam sobrevivido à crescente competitividade do mercado.

Com efeito, realizar uma gestão eficiente dos projetos, mais que um importante diferencial competitivo, significa tornar a empresa mais ágil, mais dinâmica e pronta para entregar muito mais valor a seus clientes.

Nesse sentido, sabemos que três conjuntos importantes de habilidades desse gerenciamento são necessários para projetos bem-sucedidos, sendo elas:

  • habilidades técnicas de gerenciamento;
  • habilidades de liderança;
  • habilidades de gerenciamento estratégico e do negócio.

De fato, são eles que viabilizam o alcance dos objetivos das empresas. E como o ambiente de negócios é altamente competitivo, as organizações que pretendem se destacar em meio à concorrência devem criar, inovar, inventar e desenvolver. Esses esforços nada mais são que projetos! Devem, portanto, contar com uma gestão adequada.

Qual é a principal diferença entre projeto e gestão de projetos?

Também é muito comum que as pessoas confundam o projeto, pura e simplesmente, com a sua gestão. Isso se deve ao fato de haver várias etapas para chegar até ao resultado desejado por meio desse esforço temporário.

Porém, é importante saber que a gestão vai muito além do planejamento, execução e finalização. Afinal, ela tem a ver com a capacidade de controle sobre toda essa questão, além de se relacionar com a gestão de mudanças.

Durante a execução de um projeto, é muito comum, por exemplo, que ocorram transformações no escopo ou que surjam imprevistos. Tudo isso pode impactar os custos, os prazos e os esforços necessários. É função da gestão, portanto, administrar e equilibrar para que o projeto seja o mais rentável e eficiente, dentro das mais diversas condições.

Naturalmente, não existe gestão sem um projeto e ele pode acontecer sem essa etapa de controle. Porém, é o gerenciamento desses esforços que garante que o negócio tenha melhores possibilidades e os efeitos mais satisfatórios desde o começo.

Quais são os indicadores de desempenho que devem ser acompanhados?

Parte da gestão significa reconhecer os resultados para saber qual é o momento de agir e buscar melhores efeitos. Para tanto, é necessário utilizar os indicadores de desempenho, que dão uma boa ideia do que está acontecendo quanto à execução, principalmente.

Acompanhar os indicadores corretos e estratégicos faz toda a diferença para que seja possível atuar no melhor momento. Assim sendo, veja quais são os principais para acompanhar:

Valor agregado

Esse é um dos elementos mais importantes e diz respeito à taxa de entrega realizada até o momento. Ou seja, corresponde à seguinte taxa:

Valor agregado = (Tarefas concluídas / Total a ser realizado) x 100%

Imagine que um projeto seja voltado para o desenvolvimento de um novo produto e conta com 20 etapas. Se 5 delas estão concluídas, o valor agregado é de 25%.

Quanto maior o VA, mais próximo da finalização o processo está. Porém, ele não deve ser avaliado sozinho, já que, do contrário, não trará perspectivas sobre a situação real do projeto.

Taxa de entrega em relação ao prazo

Para entender se o projeto está se desenvolvendo dentro ou fora do ritmo esperado, utiliza-se a taxa de entrega em relação ao cronograma. Para tanto, é necessário dividir:

Taxa de entrega = Valor agregado entregue / Previsão de entrega

Imagine, por exemplo, que nos três primeiros meses, a expectativa de conclusão é de 20% do processo. Se 25% já foram concluídos, o indicador é de 1,25.

Valores acima de 1 indicam adiantamento, enquanto os iguais ou muito próximos a 1 apontam que tudo corre como o planejado. Já aqueles abaixo de 1 indicam que há atrasos que devem ser corrigidos.

Taxa de custos em relação ao orçamento

O projeto também precisa se manter compatível com o orçamento, de modo a não estourar o valor que foi destinado a ele. Para isso, vale acompanhar a taxa dos custos em relação ao orçamento.

A fórmula é a seguinte:

Taxa de custos = Valor monetário das entregas / Custos previstos

Imagine que os processos iniciais são mais complexos, então 50% do orçamento são destinados a 25% do projeto. Se, ao entregar os 25%, o valor associado a essa parte é de 40%, então o índice é de 0,8.

Valores menores do que 1 indicam, portanto, o estouro do orçamento, enquanto os próximos ou iguais a 1, indicam o alinhamento com as expectativas. Aqueles acima de 1, por sua vez, denotam economia na execução.

Taxa de retrabalho

O retrabalho é um grande vilão de projetos, já que consome tempo e dinheiro. Além disso, se as tarefas precisam ser continuamente refeitas, há um sinal de que algo está errado e precisa ser repensado.

O cálculo é dado por:

Taxa de retrabalho = (Número de tarefas que precisaram ser refeitas / Número de tarefas realizadas) x 100%

Quanto maior for a taxa, maior é a atenção que deve ser dada à execução do projeto.

Desvio do prazo

Ao final, é importante entender se a execução excedeu ou não o prazo que foi inicialmente estabelecido, até mesmo para consolidar o aprendizado. Com isso, o desvio de prazo é calculado por:

Desvio do prazo = [(Data de entrega – Data prevista) / Duração prevista] x 100%

Um projeto que atrasa cinco dias e que teve duração prevista de 100 dias, por exemplo, tem um desvio de atraso de 5%.

Quanto mais alto ele for, maior é o atraso. Taxa nula significa que tudo foi entregue no prazo e valores negativos apontam para adiantamento na entrega.

Desvio do orçamento

Outro elemento que precisa ser conhecido é a fuga em relação ao orçamento. Assim, projetos que estouram o valor definido inicialmente precisam ser otimizados, pois impactam diretamente a matriz de custos.

Nesse caso, a taxa de desvio é dada por:

Desvio do orçamento = [(Custos totais – Custos previstos) / Custos previstos] x 100%

Se o projeto custou R$ 12 mil e os custos previstos eram de R$ 10 mil, então o desvio do orçamento é de 20%. Novamente, valores elevados indicam estouros maiores, enquanto taxa nula denota que tudo aconteceu como o previsto. Já se ela for negativa, houve economia no projeto.

Como implementar uma metodologia de gestão de projetos?

Uma gestão de projetos de qualidade é um pilar básico para o sucesso global de um plano de ação e, até mesmo para o negócio como um todo. Consequentemente, a metodologia influenciará de maneira benéfica todos os níveis da organização, proporcionando resultados promissores. Porém, antes da implementação da metodologia, é preciso preparar as equipes envolvidas no programa. Descubra como:

Conscientize e familiarize todos com mecanismos de gerenciamento

Antes da implementação da metodologia de gestão de projetos, um aspecto que faz toda a diferença é a familiaridade dos funcionários com atividades que exigem método. Por exemplo: a utilização de cronogramas, softwares que monitoram o andamento — como prazos, verba, pessoas envolvidas, atrasos, entre outros — de um projeto faz com que o uso de novos mecanismos de gerenciamento se torne muito mais simples para todos.

Estabeleça padrões de conduta e de protocolos na condução de todas as atividades desenvolvidas na empresa. Dessa maneira, além do ganho de produtividade, minimização de perdas, de retrabalhos e de atrasos, você ainda poderá contar com colaboradores mais bem preparados.

Capacite seu time

Mesmo após a fase de adaptação a um dia a dia mais “técnico” e com atividades que exigem padrões, seu time ainda precisará se adaptar às particularidades da nova realidade para que não se sintam desorientados em relação à metodologia de gestão e ao funcionamento dos métodos adotados.

Com esse treinamento, seu time passará a compreender a importância do método no cotidiano da empresa e, por isso, conseguirá se engajar muito mais, ganhando ainda mais qualidade do desenvolvimento de tarefas.

Adote somente uma metodologia

Uma vez que a metodologia seja escolhida, ela deve ser mantida durante todo o projeto, sendo necessário evitar ficar mudando de método a todo instante.

Essa recomendação é importante porque, do contrário, é mais difícil acompanhar os efeitos de cada ação e saber o que funciona de fato. Adicionalmente, isso prejudica a escalabilidade de ações e evita que pontos positivos sejam repetidos no futuro — tanto nesse projeto quanto em outros.

Além disso, há prejuízos quanto à capacitação do time, que precisará ter muito mais conhecimentos para adotar várias metodologias ao mesmo tempo. Por isso, o melhor é selecionar a mais adequada para cada projeto e ficar junto dela durante toda a execução.

Tenha objetivos claros e precisos

Para que uma metodologia de gestão de projetos atinja todo seu potencial, é necessário que seus objetivos e metas sejam claros desde o começo da sua implementação. Tais metas nortearão todas as atividades e funcionarão como uma espécie de referência para os funcionários, o que previne atrasos, falto de foco, desperdícios de recursos (humanos e financeiros), perda de produtividade, entre outros.

Além disso, essa “transparência” no estabelecimento de metas afeta diretamente na continuidade da motivação da equipe e torna o trabalho como um todo muito mais organizado e convidativo para os envolvidos.

Mantenha os pés no chão

Por mais que a economia de tempo e de dinheiro sejam desejadas, é fundamental manter os pés no chão na hora de definir os parâmetros de um projeto. Estabelecer custos e prazos muito pequenos só gerará distorções na hora de avaliar, pois os desvios serão praticamente inevitáveis.

Ao mesmo tempo, oferecer muita elasticidade quanto a esses elementos também é prejudicial, já que fará com que o projeto pareça ter sido mais eficiente do que foi.

O melhor, portanto, é ter uma visão realista sobre o projeto e seus efeitos, definindo parâmetros e objetivos que sejam efetivamente alcançáveis.

Descentralize o trabalho

Gestores que tentam desenvolver todas as atividades sozinhos ou, pelo menos, impedir que outros membros de equipe tenham autonomia na tomada de decisões acabam atrasando o andamento dos processos e diminuindo a produtividade.

Apenas para deixar claro, é importante sim que o gestor avalie e monitore todos os processos, porém, não é indicado que tente concentrar todos os poderes e decisões em suas próprias mãos.

Delegar tarefas permite um rendimento muito maior e ainda alimenta o espírito de equipe, pois funciona como um reconhecimento da capacidade do time em tocar o projeto e decidir temas importantes.

Acredite, seu time se sentirá muito mais motivado e inspirado se perceber que é valorizado e possui credibilidade o bastante para que decisões importantes os envolvam diretamente.

Escolha softwares de gestão de projetos de qualidade

Por fim, e provavelmente um dos aspectos mais importantes: lembre-se de estudar bastante suas necessidades, metas e as opções oferecidas no mercado antes de fazer sua opção de software de gestão de projetos.

Sobretudo, é indispensável que as plataformas e aplicativos que farão parte do dia a dia de trabalho na sua empresa sejam ferramentas que realmente facilitem o desenvolvimento de atividades e o ajudem a conquistar mais agilidade e eficiência operacional e organizacional — aprimorando os resultados globais de toda a empresa.

Inclusive, alguns recursos devem ser priorizados no momento da sua escolha de software — e geralmente só são encontrados nas versões de maior destaque no mercado. Alguns deles são:

  • indicadores de qualidade e de produtividade;
  • gerenciamento de riscos;
  • gestão de custos e despesas;
  • monitoração e apontamento de horas;
  • alocação de equipes;
  • cronogramas operacionais;
  • agendas globais e específicas;
  • antecipação de problemas e crises;
  • avaliação de resultados, como é o caso do ROI.

Além de todos esses recursos, o software deve possuir uma interface inteligente e de simples manuseio, permitindo maior e melhor estruturação dos seus projetos.

Muitos gestores ficam com tecnologias que não cumprem o esperado e não as trocam por receio de perda de produtividade no período de adaptação a uma nova — o que, obviamente, é um erro.

Saiba que existem opções altamente promissoras e referenciadas quando o assunto é Business Intelligence. Você não vai querer ficar para trás, não é verdade?

Documente tudo

Por fim, durante a execução, documente todas as mudanças realizadas e os efeitos ocorridos. Essa é uma forma de saber, com maior precisão, quais são os impactos de uma determinada atitude. Além disso, cria uma base de conhecimento para projetos futuros, oferecendo soluções práticas e que já foram testadas.

Ao final, documente a avaliação e o aprendizado quanto ao projeto, já que isso ajuda a ampliar a inteligência da gestão, especialmente para processos futuros.

Como você viu até aqui, uma boa gestão de projetos vai muito além de equipes preparadas ou objetivos bem estabelecidos. É preciso inteligência na escolha das ferramentas que serão utilizadas para o desenvolvimento das atividades e, principalmente, uma avaliação junto a essas tecnologias de todos os resultados apresentados em cada fase da execução para, assim, haver uma integração e potencialização de esforços.

Desse modo, sua equipe conquistará muito mais competência estratégica para a projeção da empresa no competitivo mercado.

Entendeu agora o que é gestão de projetos e para que serve? Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto ou gostaria de compartilhar sua opinião sobre o tema? Deixe seu comentário no espaço abaixo e participe do debate!

funcionário-chave

Como lidar com a perda de um funcionário-chave

Por mais que você tenha todo o cuidado para reduzir o turnover ou a saída dos funcionários que fazem parte do seu projeto, isto é algo muitas vezes inevitável. As pessoas podem abandonar a empresa por desejar atuar em outras áreas, por um salário mais atraente ou mesmo por uma nova oportunidade que consagre uma realização pessoal. Por isso, é importante que você saiba como agir quando perder um funcionário-chave para o seu projeto e o que pode fazer, como gerente, para evitar que essa perda causa grandes danos no futuro.

Busque alguém em sua equipe

Contratar alguém de fora para substituir o seu “funcionário-chave” é algo mais demorado. O processo de seleção e a adaptação do novo funcionário ao seu projeto consomem um tempo precioso, ainda mais porque ele substituirá alguém que exercia funções fundamentais para o desenvolvimento do projeto.

Por isso, o ideal é que você procure por substitutos dentro da sua equipe. Não precisa ser necessariamente apenas um trabalhador. Talvez seja necessário – e em muitos casos mais indicado – dividir as funções que ele exercia entre vários outros membros do seu time, de preferência pessoas que tinham contato com os trabalhos que o funcionário desempenhava.

É importante ter um cuidado com essa redefinição das funções para as pessoas da sua equipe. Para muitos, pode parecer injusto fazer os trabalhos que já faziam além de novas funções. Já que passaram a exercer atividades fundamentais para o projeto, você pode desonerar o funcionário das funções menos importantes, fazendo com que elas sejam exercidas por outras pessoas.

Busque uma nova contratação

Em grande parte dos casos, as atividades que desempenhadas por um  “funcionário-chave” são muito específicas, o que exige conhecimento e habilidades que nenhum dos membros da sua atual equipe possui. Neste caso, será necessário contratar alguém de fora, que esteja disponível no mercado.

O primeiro passo, quando estiver analisando os currículos, além da experiência e conhecimento em si, é saber quanto tempo o funcionário ficou em cada um dos seus empregos anteriores e quais foram os motivos que o fizeram sair. Isto é importante porque você não poderá perder novamente um funcionário que exerça funções que são fundamentais para o desenvolvimento do seu projeto.

Mesmo que o novo membro da equipe seja muito competente e tenha conhecimentos sobre o tipo de trabalho que seu “funcionário-chave” exercia, é preciso saber que o projeto vai desacelerar. Uma pessoa de fora precisará de tempo para conhecer e entender o projeto, se adaptar à equipe e alinhar-se à filosofia de trabalho de sua empresa. Por isso, será necessário ter paciência.

Construa uma cultura em que a gestão do conhecimento prevaleça

Para evitar que você sofra novamente com a perda de um “funcionário-chave” no futuro, o melhor a se fazer é não contar com um colaborador deste perfil. Para isso, é fundamental que você entenda quais são os processos que compõem o trabalho desenvolvido dentro do seu projeto. Isto demanda muito tempo. Por isso, sempre priorize os processos de trabalho que são mais importantes e quais os pontos primordiais ficariam debilitados caso o funcionário que os faça saia da empresa.

A partir daí, é fundamental trabalhar na gestão do conhecimento. Estabeleça quais são as competências necessárias para desenvolver cada uma das atividades e quais pessoas dentro do seu projeto podem executá-las. Caso alguma função fundamental só possa ser realizada por um funcionário, já comece a treinar um ou dois possíveis substitutos. Dessa forma, seu projeto ficará dependente de processos e não apenas de uma pessoa.

Você já teve a perda de um “funcionário-chave” em sua empresa? Como conseguiu contornar a situação? Conte para a gente nos comentários!

Gerente gerenciando projetos na pandemia

Gestão de projetos na pandemia: como funciona e qual é o futuro?

A pandemia de COVID-19 impactou o ambiente empresarial e trouxe incertezas para empresários de todos os ramos do mercado. Aqueles que estão mais preparados para lidar com crises financeiras enfrentam diversos desafios, por exemplo, alteração nas demandas dos clientes, dificuldades com a cadeia de suprimentos, redução de custos etc. As exigências aumentaram inclusive para os gestores de projetos em andamento.

Neste post, vamos falar sobre como a gestão de projetos na pandemia se tornou ainda mais importante para as empresas. Além disso, vamos explicar como os projetos funcionam em épocas de crise como causada pelo novo Coronavírus com o gerenciamento remoto. Aqui, você vai descobrir como se adaptar e como será o futuro dessa área, já que a tecnologia está cada dia mais presente nas empresas.

Gostaria de saber mais sobre gestão de projetos na pandemia? Acompanhe a leitura!

Qual é a importância da gestão de projetos na pandemia?

As mudanças ocasionadas pela pandemia afetaram a atuação profissional em todos os segmentos. O novo modelo de atuação baseado em trabalho remoto e métodos inovadores de gerenciar equipes teve que ser implementado para garantir a sobrevivência das organizações. Porém, esse ainda não é o “novo normal”, já que toda a sociedade está em fase de aprendizado e de muitas dúvidas.

O “novo normal” está se formando há alguns meses e a tendência do mercado é promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das ferramentas que estão sendo projetadas para atender as necessidades de uma nova realidade. Alguns recursos utilizados antes da crise estão sendo melhorados para que o nível de entrega se eleve ainda mais.

A gestão de projetos é muito importante porque os profissionais dessa área já estão habituados com situações incomuns e podem ajudar a lidar com a nova realidade e com os desafios. É preciso criar um senso de pertencimento para os profissionais que já não compartilham mais do mesmo espaço físico.

Como funcionam os projetos no período de pandemia de COVID-19?

Durante a pandemia de COVID-19 ocorreram alterações consideráveis nos projetos de negócios do mundo inteiro. Os profissionais que estavam habituados a trabalhar lado a lado em escritórios foram dispersos devido ao distanciamento e isolamento social. Os empresários tiveram que lidar rapidamente com questões operacionais para evitar o colapso de suas organizações.

Nesse contexto, os gerentes de projetos são os profissionais que estão bem posicionados para trabalhar com essas circunstâncias. Eles estão inseridos em um mundo virtual e desenvolveram habilidades de liderança para projetos, utilizam ferramentas e softwares colaborativos no gerenciamento de projetos. Observe abaixo detalhes sobre o funcionamento de projetos durante a pandemia!

Comunicação virtual

Esse é um elemento de extrema importância no gerenciamento dos projetos. Os planos de comunicação estão sendo colocados em ação por meio de ferramentas virtuais que facilitam a colaboração entre os interessados. Os gestores estão fazendo uso de programas de mensagens instantâneas, plataformas de videoconferência, softwares de gerenciamento de projetos, compartilhamento e armazenamento de arquivos em nuvem para a troca e o acesso de materiais e informações.

Gerenciamento remoto

As equipes trabalham remotamente, por isso o método de comunicação precisa funcionar para todos, inclusive em relação às preferências e necessidades individuais. Ferramentas são utilizadas em conjunto com um plano para rastrear o fluxo de trabalho, as expectativas e o progresso das tarefas, aumentando a eficiência dos colaboradores. É claro que existem outros aspetos importantes e que vão além da comunicação, mas eles dependem dela para que os projetos sejam executados.

Mudança cultural

O cuidado com a saúde e a proteção dos colaboradores é crucial para aumentar a resiliência e a confiança entre as equipes que estão cultivando a cultura digital. A disseminação do novo Coronavírus levou os gerentes de projetos a auxiliar as equipes para que se adaptem às atuais condições. Eles estão intensificando e capacitando os times para usar ferramentas e desenvolver habilidades para trabalhar de maneira digital.

Os líderes procuram tratar os funcionários com empatia e transparência por meio de grupos de mídia social e aplicativos. Na cultura digital, a colaboração, o compartilhamento de aprendizados e de insights entre os colaboradores é indispensável para que a produtividade seja mantida. Por isso os gestores incentivam a interação e essa troca de informações e de experiências.

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Gerenciamento de riscos

Os gerentes de projetos também fazem análises e gerenciamento de riscos em seus projetos. Os planos foram revisados para identificar os pontos negativos que surgiram com os novos métodos de trabalho durante a pandemia. Os projetos estão sendo preparados para imprevistos, com a revisão das finanças, tecnologia, comunicação, recursos e áreas-chave.

Inicialmente, o gestor precisa avaliar quais tarefas ou etapas do projeto serão atingidas e tentar antecipar as chances de interrupção. Em seguida, a mitigação dos efeitos da crise pode ser realizada com a implementação de ações, o uso de ferramentas e de habilidades básicas que fazem parte do seu perfil.

Como se adaptar para manter a gestão de projetos durante a crise?

Diante da crise nas relações político-sociais, economia e saúde, a gestão de projetos é fundamental para a busca de soluções equilibradas para as empresas. Não existe uma resposta pronta para as ações que devem ser tomadas, mas os gestores precisam definir as melhores estratégias para minimizar os prejuízos. Veja algumas para se adaptar durante a crise:

  • estabeleça equipes para a tomada de decisões urgentes;
  • avalie os riscos e esclareça mecanismos de respostas, planos e divisão de tarefas;
  • defina mecanismos de comunicação para fornecedores, clientes e funcionários;
  • mantenha o bem-estar físico e emocional dos colaboradores;
  • desenvolva soluções para riscos e para relacionamento com clientes.

Os gestores de projetos também são competentes para participar de processos de seleção e ajudar a escolher colaboradores conforme as suas habilidades, comportamento, flexibilidade e resiliência. A pandemia poderá atingir a comunicação de projetos que precisarão de planos mais assertivos e o gerenciamento dos riscos necessita de uma abordagem quantificada e formal.

Como é o futuro da gestão de projetos diante da tecnologia?

Os gerentes de projetos lidam com possibilidades, e são eles que farão o futuro acontecer por meio das decisões presentes. Hoje o mundo dos negócios está abalado e os próximos acontecimentos podem ser imprevisíveis. Contudo, a tecnologia trará ainda mais mudanças na gestão de projetos, que é a área mais indicada para lidar com as questões de sobrevivência das empresas em épocas de crise.

Enfim, agora você já sabe como utilizar a gestão de projetos na pandemia e qual é o futuro para os profissionais dessa área. Conte com uma parceria que ofereça soluções e que seja reconhecida dentro e fora do Brasil por fornecer os softwares de gerenciamento de projetos mais bem-sucedidos. As incertezas podem trazer oportunidades e possibilidade de reinventar rotinas!

Deseja obter mais informações sobre o assunto? Então, entre em contato conosco e apresente as suas dúvidas!

rio 2007

Rio 2007

Diagnóstico

A Secretaria Especial Rio 2007 (SERIO2007) é o órgão da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ) , criado em maio de 2005 com a missão de planejar as ações destinadas à realização dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, gerenciar e acompanhar o desenvolvimento de todos os projetos e eventos relacionados aos Jogos, promovendo o relacionamento da PCRJ com os Governos Federal e Estadual, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 (CO-RIO).

A SERIO2007 não tem função executiva no processo de organização dos Jogos, sendo responsável pelo planejamento, gerenciamento e acompanhamento dos projetos. A implantação e execução dos projetos ficam distribuídas entre os principais entes envolvidos: a própria PCRJ, através de suas outras Secretarias (Obras, Saúde, Transporte, etc.), o Governo do Estado, o Governo Federal e, principalmente, o CO-RIO, vinculado ao COB.

Diante da magnitude dos Jogos Pan-americanos, do curto espaço de tempo até a realização do evento e da grande quantidade de projetos e variedade de envolvidos, a SERIO2007 sentia dificuldade de efetuar sua missão de acompanhamento dos projetos. Muitos projetos eram desconhecidos e não faziam parte do portfólio. O acompanhamento era realizado através de relatórios periódicos, elaborados com grande dificuldade por meio de intensas trocas de telefonemas e e-mails. Além do grande esforço, quando apresentado, o relatório muitas vezes já estava desatualizado. Era praticamente impossível também manter uma uniformização das informações e do nível de conhecimento dos envolvidos. Não existia padrão de procedimentos para o acompanhamento; o registro de informações e documentos não era centralizado. Os controles de prazos e cronogramas também eram deficientes, o que impedia uma ação mais pró-ativa diante dos problemas. Até mesmo os alertas mais graves nem sempre chegavam a tempo para os principais interessados.

A SERIO2007 precisava de um instrumento que permitisse um acompanhamento mais efetivo e temporal dos projetos; que facilitasse a colaboração e a troca de informações entre os envolvidos e sua divulgação para os principais interessados, através de um acesso rápido e descentralizado aos dados dos projetos; e que criasse uma base para a padronização de procedimentos de gerenciamento e acompanhamento dos projetos.

Solução

A solução encontrada foi a implantação de um Sistema de Gerenciamento de Projetos, utilizando o software Project Builder. Além de incorporar as melhores práticas do PMI, este software é acessado via Web, fornecendo a infra-estrutura e as funcionalidades necessárias para facilitar o acompanhamento dos projetos, a implantação de práticas consistentes de gestão de projetos, a colaboração e comunicação entre os envolvidos, bem como servir de base central de dados e documentos referentes aos projetos e as atividades desenvolvidas pela SERIO2007. A implantação do Project Builder (PB) foi iniciada em janeiro de 2006.

Em paralelo à instalação do software, e com apoio da equipe da Projectlab designada pela empresa Project Builder, foi criado um PMO – Escritório de Projetos, desenvolvida a primeira versão da metodologia de gerenciamento de projetos e realizado um treinamento básico no tema para todos os colaboradores da SERIO2007 envolvidos no acompanhamento dos projetos, ações também fundamentais para o sucesso da iniciativa. Em maio de 2006 os primeiros projetos já estavam sendo acompanhados pelo software. O planejamento prevê que até agosto de 2006 todos os projetos relacionados aos Jogos Pan-americanos estejam inseridos no Project Builder e sendo acompanhados pelos recursos oferecidos pela ferramenta.

Avaliação

O Project Builder está sendo fundamental no apoio à realização da missão da SERIO2007. Além de trazer para a organização um framework de trabalho e de conhecimentos em práticas de gerenciamento de projetos, o software está tornando muito mais fácil e ágil o acompanhamento dos projetos e, em especial, do gerenciamento do portfólio de projetos do PAN. Em breve não será mais necessário o esforço de coleta de informações para elaboração de relatórios e controle do andamento dos projetos e atividades do PAN. Todas as informações estarão disponíveis a qualquer momento para monitoramento pelos principais gestores em seus próprios computadores, permitindo decisões mais seguras, ações pró-ativas e respostas mais rápidas às mudanças e priorização de seus investimentos e do portfólio com base em informações exatas e atualizadas.

O registro centralizado de informações e documentos também tem demonstrado sua grande importância para a SERIO2007. Como um ente público, a Prefeitura precisa deixar suas ações claras para a população. A base documental que o PB está possibilitando fazer será um dos grandes legados para a Prefeitura. Mas após os Jogos, esta base de conhecimento não servirá apenas como fonte de informações para auditorias, mas também, e principalmente, como fonte de referência para uma provável candidatura da cidade do Rio a outros megaeventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

Gustavo Miranda Rodrigues
Assessor de Planejamento e Gerenciamento de Projetos

PMBOK 6ª edição

Conheça o PMBOK 6ª edição e confira quais são as suas novidades

O guia PMBOK 6ª edição já está sendo distribuído. Ele traz as mais modernas práticas de gerenciamento de projetos, assim como revisões e um conjunto de mecanismos para auxiliar gestores a enfrentarem os desafios das indústrias e companhias modernas.

Se você já conhece o PMBOK, provavelmente sabe da sua importância para o dia a dia do gestor, certo? Mesmo assim, é válido conferir algumas das novidades do guia neste post. Continue a leitura e saiba mais sobre esse manual reconhecido mundialmente.

Qual a importância de manter o PMBOK atualizado?

O PMBOK chegou à sua sexta edição. As revisões, lançadas regularmente, são feitas para manter o guia alinhado com o ambiente corporativo e suas demandas. A nova versão, por exemplo, foi criada para auxiliar gestores, consultores e profissionais da área a lidarem com um ambiente mais conectado, ágil e integrado.

A criação de uma área direcionada a ambientes ágeis, por exemplo, reflete essa preocupação de estar sempre alinhado com as novas formas de trabalho — as metodologias ágeis deixaram de ser uma realidade apenas dos ambientes de TI e, em função disso, essa edição dedicou parte de seus volumes apenas para tratar a integração desse modo de atuação no ambiente corporativo.

Da mesma forma, a inclusão de estratégias para perpetuar conhecimentos entre projetos também reflete a preocupação em manter o PMBOK em dia com o ambiente de negócios atual. Quanto mais frequentes os projetos, maior a necessidade de uma empresa gerenciar saberes e evitar que erros se perpetuem.

Quais as mudanças na estrutura do PMBOK 6ª edição?

A primeira mudança que o leitor da nova edição do PMBOK notará está na forma como os conceitos estão dispostos. Agora, cada área de conhecimento apresenta quatro divisões.

  1. A divisão de conceitos-chave, que lista as informações fundamentais daquele tópico.
  2. A divisão com as tendências e práticas emergentes relacionadas àquela área de conhecimento.
  3. A divisão com as considerações de adaptação que devem ser avaliadas quando o gestor utilizar o conhecimento no seu planejamento de projetos.
  4. As abordagens que podem ser aplicadas em ambientes ágeis, iterativos ou adaptativos.

Esse novo formato auxilia o gestor a encontrar melhor o conhecimento que ele procura e a direcionar os seus estudos. Dessa forma, o uso do PMBOK fica mais prático e eficaz.

Quais são as novas nomenclaturas do PMBOK 6ª edição?

O PMBOK 6ª edição trouxe duas novas nomenclaturas entre as dez áreas de conhecimento. Apesar dos cinco grupos de processos da 5ª edição terem sido mantidos, agora existem 49 processos. As novas nomenclaturas são: Gerenciamento de Cronograma e Gerenciamento de Recursos.

Gerenciamento de Cronograma

Antigo Gerenciamento do Tempo, essa parte do PMBOK reflete a mudança na visão do PMI sobre como o trabalho do gestor é feito. Ela enfatiza a importância do cronograma do projeto para a aderência a prazos e custos.

Gerenciamento de Recursos

Antiga Gerenciamento de Recursos Humanos, essa parte ganhou uma visão mais abrangente. Agora, ela também lida com o uso de softwares de gestão de projetos, assim como a necessidade de manter times unidos e alinhados. Ou seja, ela não só lida com profissionais, mas também as soluções de TI utilizadas para garantir a qualidade do seu trabalho.

O que há de novo na sessão de abertura e de conhecimento do PMBOK 6ª edição?

A sessão de abertura foi modificada para auxiliar gestores a terem uma visão mais efetiva do seu papel como líderes. Além disso, há um novo capítulo auxiliando profissionais a alinharem o projeto com os objetivos estratégicos do negócio, agregando valor à iniciativa e ao seu produto final.

A área de conhecimento ganhou um novo conteúdo, batizado de Gerenciar o Conhecimento do Projeto. Ela auxilia o gestor a manter uma documentação precisa com todo o conhecimento adquirido durante o projeto com acertos e erros. Dessa forma, o gestor pode disseminar esse conteúdo para outras áreas e projetos futuros.

Há também um maior detalhamento sobre a necessidade do gerente de projetos e o analista de negócios atuarem lado a lado.

Além disso, o processo Realizar a Garantia da Qualidade foi substituído por Gerenciar a Qualidade, para se alinhar com o ambiente corporativo moderno. A seguir, conheça outras três mudanças importantes.

Novos termos em Gerenciamento de Comunicações

Em Gerenciamento de Comunicações de Projeto, a alteração mais importante é a diferenciação entre comunicação e comunicações.

No PMBOK 6ª edição, o termo comunicação agora se refere à troca de informações direta entre duas pessoas. Já o termo comunicações está direcionado aos meios utilizados para duas ou mais pessoas se manterem em contato, como e-mails, relatórios e aplicativos de videoconferência.

Nova abordagem de riscos

Em Gerenciamento de Riscos do Projeto, é adotada uma nova abordagem. Agora, os riscos são avaliados de uma forma mais abrangente, deixando de serem considerados apenas os que estão atrelados a algum evento.

A gestão de incidentes também ficou mais eficaz. Agora estão listadas estratégias para o escalonamento do risco, dividindo a sua gestão entre programa e portfólio.

Como essa edição trata a gestão de aquisições e stakeholders?

As aquisições também passaram por mudanças. Na área de Gerenciamento de Aquisições do Projeto, o foco está mais globalizado, ou seja, a visão focada nas necessidades da América do Norte foi abandonada para auxiliar o gestor a implementar estratégias em mais locais.

No Gerenciamento dos Stalkeholders do Projeto, a visão também foi modificada, de tal forma que a área ganhou o nome de Engajamento de Stakeholders. Afinal de contas, é impossível manter profissionais unidos se eles não estiverem motivados corretamente.

O PMBOK foi criado para ser um dos mecanismos mais importantes de gerenciamento de projetos corporativos. Esse guia de boas práticas passou por seis revisões ao longo das últimas décadas com o apoio de especialistas de todo o planeta e, com isso, conseguiu agregar conhecimentos a diferentes setores.

Em outras palavras, a leitura do PMBOK 6ª edição dá acesso às mais modernas práticas de gestão. O profissional entrará em contato com estratégias para atuar com qualidade em ambientes ágeis, adaptativos e integrados.

Além disso, os conhecimentos desse manual tornam o uso de aplicações de gestão e outras metodologias mais dinâmico e eficaz, evitando prejuízos e garantindo que todos possam atuar da melhor forma possível em diferentes ambientes.

Quer saber mais sobre o PMBOK 6ª edição e como utilizar esse guia ao lado do seu sistema de gestão? Então, assine nossa newsletter para receber mais informações sobre o assunto!

Prós e contras de um software de gerenciamento de projetos

Quando o assunto é software de gerenciamento de projetos, há muitos fatores em jogo. Desde o orçamento até o planejamento do tempo, gerentes de projetos precisam ter a segurança de que tudo está correndo da melhor forma possível.

O software de gerenciamento de projetos (GP) pode ajudar as pessoas e as empresas a controlarem suas responsabilidades. Por outro lado, o programa pode não ser a melhor ideia para todos. Antes de você decidir fazer um investimento, considere os pontos positivos e negativos de um software de gerenciamento de projetos. 

Vantagens

Muita gente tem achado que o software certo pode ser uma ferramenta útil no gerenciamento de projetos. Para uma comunicação mais efetiva e para definir melhor o escopo de um projeto, assim como acompanhá-lo, gerentes que estão pensando em investir no software devem, antes,  considerar os seguintes benefícios:

•    Transparência: toda ação relacionada ao projeto fica gravada no sistema do software. Isso proporciona uma visão geral objetiva do escopo do projeto, desde o lançamento, passando pela execução, até a conclusão.

•    Comunicação: o software certo vai facilitar a comunicação entre os envolvidos, independentemente da localização geográfica dos membros da equipe e dos colaboradores. As pessoas que estiverem trabalhando no projeto podem acessar o sistema para conversarem sobre atualizações, tarefas cumpridas e desafios.

•    Orçamento: o software consegue monitorar a utilização de recursos, tornando os membros da equipe mais responsáveis com os gastos. A ferramenta de monitoramento, comum ao software de GP, permite a todos os envolvidos rastrear o progresso, metas, prazos e custos. Eles também podem fazer ajustes no projeto quando necessário.    

Em um levantamento de uma universidade francesa sobre gerenciamento de projetos , realizado em 2008, mais de 60% dos gerentes de projeto consultados responderam que os principais requisitos de um software devem ser: a capacidade de planejar e ordenar atividades usando CPM/PDM/PERT ou métodos gráficos Gantt, bem como construir uma tabela de prioridades. Se você está pensando em adquirir um software de GP, assegure-se de que conhece todos os itens obrigatórios do programa antes de comprá-lo.

Desvantagens

Há alguns inconvenientes em implementar um software de gerenciamento de projetos, começando pelo custo até o treinamento necessário para extrair o máximo da ferramenta. Um programa como esse pode não ser a melhor solução para todos. Se você prefere trabalhar com um cronograma escrito, ou simplesmente não tem o conhecimento suficiente para aproveitar ao máximo o seu investimento, fique com os recursos aos quais está mais familiarizado.  

•    Custo: a compra, a implementação e a manutenção do software podem custar caro. Alguns produtos vêm acompanhados de módulos diferentes, e você deve pagar um preço mais elevando por eles do que havia previsto.

•    Complexidade: novos gerentes de projetos ou aqueles que gostam de uma gestão minuciosa vão ter a tendência de fazer planejamentos muito complexos, com muitas tarefas por projeto. A dica serve principalmente para novos gerentes, que buscam detalhar ao máximo o projeto.

•    Satisfação do cliente: às vezes, a interface do usuário é muito complicada ou o suporte ao cliente, inacessível. Analise sempre a experiência dos usuários e confira qual é o suporte disponível. Se o software for muito difícil de trabalhar e, além disso, não contar com um suporte ao cliente, você terá dores de cabeça.

•    Treinamento: treinamento é importantíssimo e a maioria das pessoas que usam um software de gerenciamento de projetos acredita que pode se beneficiar de mais treinamento formal sobre os pacotes que utilizam. Para que uma empresa realmente aproveite as vantagens de um software, o treinamento da equipe precisa ser aprofundado. Os gerentes de projetos, então, conseguem ir além do que está facilmente disponível no programa.

No mesmo estudo da universidade francesa, 42,6% dos entrevistados constataram que o software de gerenciamento de projetos era um auxílio na execução completa das suas responsabilidades. Mas, cabe a você decidir se o programa é ou não uma boa opção para os seus negócios e projetos.

O que usuários do Project Builder dizem sobre o nosso software? Eles dizem coisas como “é simples”, “muito impressionante” e “ótimo para o gerenciamento de recursos”. Descubra porque nossos clientes têm opiniões semelhantes. Conheça o Project Builder! Estamos prontos para suas necessidades.

pm canvas

Quando o projeto será concluído e quanto custará? Veja como o PM Canvas pode te ajudar a responder essa pergunta.

Todo projeto é o mesmo dilema. As duas primeiras perguntas do cliente ou do patrocinador são: “Quando?” e “Quanto?”. Nesse ponto utilizar a metodologia do PM Canvas pode ajudar muito a não responder essa pergunta, pelo menos não de imediato. No Canvas elas são propositadamente deixadas por último, pois só podem ser respondidas corretamente após ter chegado a outras definições.

Uma gestão eficaz prevê custo e estima um cronograma somente depois de ter clareza sobre a causa que o projeto defende, sobre o produto que será gerado, as pessoas que serão alocadas para o trabalho, como serão feitas as entregas, etc

Outra dificuldade existente em revelar o tempo e custo é que, em termos de gestão, eles não podem ser dissociados. Não existe lógica em fazer o acompanhamento financeiro do projeto sem o acompanhamento físico, um perde o significado sem o outro. Cronograma e custo compartilham uma estrutura comum baseada nas entregas. Então, temos uma linha do tempo orientada por entregas e, da mesma forma, um orçamento decomposto em entregas. Ambos também compartilharão uma certa dose de incertezas.

O Project Model Canvas apresenta uma abordagem bastante simplificada do cronograma e do orçamento do projeto. Praticamente no Canvas são apresentadas a ordem de grandeza da duração e do custo do projeto, apenas o suficiente para que possamos validar e integrar os elementos do plano. A equipe que elabora o Canvas não deve se deter diante do desafio e deve enfrentar com coragem e ousadia a tarefa de estipular durações, prazos iniciais e intervalo de valor para a estimativa de custo do projeto.

Fica a dica, da próxima vez que o patrocinador lhe perguntar “Quando?” e “Quanto?” convide-o a participar do planejamento e descobrir junto a equipe essa resposta.

Para quem ainda não conhece o aplicativo mobile que permite co-criar os seus projetos – PM Canvas Official APP – faça o download do aplicativo gratuitamente na App Store  ou na Google Play. Com ele, basta uma boa sala de reunião, um projetor – onde será apresentado o link do Canvas na web – e, claro os membros do planejamento, que usarão o aplicativo nos seus respectivos smartphones para participar.

Após usar o App, convidamos você a compartilhar essa experiência conosco através dos comentários.

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