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consultoria empresarial

Quais são as vantagens de contratar uma consultoria empresarial?

A consultoria empresarial se fortalece cada vez mais como uma forma de imprimir agilidade aos negócios e promover mudanças que, muitas vezes, são difíceis de serem executadas internamente — pelos mais variados motivos. E é na figura do consultor que muitas empresas apostam para gerar vantagem competitiva e se sobressair no mercado. Mas qual é a real importância desse profissional para a organização? O que ele pode fazer pelo seu negócio? Pois continue lendo nosso post de hoje e descubra tudo o que uma consultoria empresarial pode fazer poe você!

Olhar de fora sobre os problemas

Fechar os olhos para o que está errado na empresa certamente não ajudará a melhorar seu desempenho, certo? A solução, então, é ter olhos críticos e visão analítica, distinções que nem sempre quem está envolvido em todas as instâncias consegue fazer. E é aí que entra a consultoria empresarial, trazendo um olhar diferenciado sobre o negócio ao perceber pequenos detalhes que geralmente passam despercebidos pela equipe. Assim é possível construir diagnósticos com mais facilidade, contribuindo para que você identifique pontos de melhoria até mesmo onde imaginava estar tudo perfeito.

Foco em resultados

É possível, sim, proporcionar mudanças organizacionais sem contratar uma consultoria, mas, para isso, você precisa mobilizar toda sua equipe, tirando-a do foco do negócio para exercer outras atividades que nem sempre serão desenvolvidas com qualidade, tendo em vista o envolvimento que citamos anteriormente. Já uma equipe de consultores externos mantém o foco nos resultados, trabalha com metas e objetivos específicos e não tem outras responsabilidades que não sejam as atreladas ao contrato de prestação de serviços, o que otimiza esforços, direciona atenção e alavanca os resultados!

Processo com começo, meio e fim

Quando dependemos de recursos internos para promover melhorias, as atividades diárias acabam consumindo uma grande parcela do tempo necessário para a análise do negócio, o que faz com que os prazos inevitavelmente se estendam de forma indefinida. Já com uma consultoria empresarial, você define um cronograma de atuação que tem começo, meio e fim, permitindo que você saiba exatamente qual será o prazo para o alcance de seus objetivos. E previsibilidade é essencial!

Orçamento que cabe no bolso

É comum vermos empresas desperdiçando recursos preciosos com ações de mudança organizacional que não se acabam nunca, uma vez que os objetivos são perdidos de vista, iniciativas são abandonadas e profissionais entram e saem com frequência, levando consigo todo o conhecimento gerado. E tudo isso impacta diretamente o financeiro do negócio. Em contrapartida, quando você opta por uma consultoria empresarial, sabe de antemão quanto terá que investir para promover as mudanças necessárias, podendo se programar com relação ao investimento sem medo de ter que desembolsar nada mais ao longo do caminho.

Conhecimento amplo de mercado

Por mais que você conheça bem seu próprio mercado, tenha em mente que um consultor empresarial carrega a experiência de diversas empresas. E por mais que os problemas sejam semelhantes, ele são, ao mesmo tempo, distintos. E essa vivência com a diversidade constrói um know-how difícil de ser desenvolvido internamente. Assim, os aprendizados que um consultor acumula ao longo da carreira possibilitam uma visão mais estratégica e direcionada, o que confere mais agilidade ao processo de desenvolvimento das soluções de que a empresa precisa para alavancar os negócios.

Ao contrário do que muitos empreendedores pensam, a consultoria empresarial é de extrema necessidade para a diferenciação do negócio no mercado. É uma ótima oportunidade de fazer melhorias! Sendo assim, não hesite em buscar o conhecimento adequado para potencializar seus resultados: contrate uma consultoria especializada e veja sua empresa crescer como nunca!

Ficou ainda alguma dúvida ou tem considerações a fazer sobre o assunto? Comente aqui e as compartilhe conosco! Participe!

ferramentas gratuitas para gerentes de projetos

8 Ferramentas gratuitas para gerentes de projeto

Fazer uma gestão de projetos bem feita demanda tempo e dedicação por parte do gerente de projetos. Entretanto, hoje já existem ferramentas gratuitas para gerentes de projetos para tornar a vida dos GPs mais fácil e dinâmica. Algumas ferramentas são mais genéricas, outras especificas para quem trabalha com gestão de projetos ou lidera um PMO (Escritório de projetos), mas todas podem ajudar os gerentes de projetos a ganhar tempo, eficiência no controle de seus projetos e na evolução da maturidade da organização. Pois então, aqui vão 8 ferramentas que usamos e indicamos para todo GP:

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normas ISO

Quais são os principais padrões de gerenciamento de projetos?

A cada novo projeto de implantação, encontramos clientes que buscam uma forma de melhorar sua gestão por intermédio de boas práticas, metodologias e padrões de gerenciamento de projetos.

Já falamos aqui no blog sobre como preparar a sua empresa para a implantação de uma metodologia de gestão de projetos e listamos os 7 passos para você fazer isso com sucesso.

Nesse processo, muitas dúvidas surgem, tendo em vista a grande variedade de opções sobre padrões de gerenciamento de projetos e bibliografias existentes.

Para facilitar a vida de nossos clientes e leitores, que buscam implantar um padrão de gerenciamento de projetos, criamos um resumo das principais práticas.

Veja quais são as mais utilizadas e entenda o funcionamento delas a seguir. Boa leitura!

Project Management Body of Knowledge (PMBOK)

É um conjunto de conhecimentos gerenciado pela organização Project Management Institute (PMI), e tornou-se um padrão, de fato, em diversas indústrias. De maneira resumida, o PMBOK é visto como a mais importante bibliografia de gestão de projetos da atualidade.

Mais conhecido como “PMBOK Guide”, é de autoria do Standards Committee (Comitê de Padronização) do Project Management Institute – PMI e procura contemplar os principais aspectos que podem ser abordados no gerenciamento de um projeto genérico.

Não se trata de uma metodologia de gerenciamento de projetos e, sim, de uma padronização que identifica e nomeia processos, áreas de conhecimento, técnicas, regras e métodos. O guia foi reconhecido, em 1999, como um padrão de gerenciamento de projetos pelo ANSI – American National Standards Institute.

O PMBOK é um manual que descreve o universo de conhecimentos para o gerenciamento de projetos. Todavia, por sua imensa importância internacional, se transformou num padrão que é fonte de inspiração para quase todas as metodologias existentes.

Ele é um dos caminhos mais rápidos para quem deseja uma gestão altamente profissional e com ótimos resultados. Porém, é importante tomar cuidado com a flexibilidade deste elemento, que não é tão elevada. Se é necessário atender a questões muito específicas, o melhor é associar o PMBOK a alguma outra metodologia, de modo a balancear o gerenciamento.

Áreas de Conhecimento

Conforme padronização do PMI, os processos citados anteriormente abordam 10 áreas de conhecimento, que são:

1. Gerenciamento de Integração

2. Gerenciamento do Escopo

3. Gerenciamento do Tempo

4. Gerenciamento de Custos

5. Gerenciamento da Qualidade

6. Gerenciamento de Recursos Humanos

7. Gerenciamento de Comunicações

8. Gerenciamento de Riscos

9. Gerenciamento das Aquisições

10. Stakeholders (Nova área de conhecimento lançada na 5ª edição, com o objetivo de gerenciar melhor os stakeholders, identificando e endereçando suas necessidades para mantê-los engajados.

ISO 10006: 1997, Quality management – Guidelines to quality in project management

ISO 10006:2003, Quality management; Guidelines to quality in project management é um padrão internacional, desenvolvido pela ISO, específico para o gerenciamento de projetos.

A orientação na qualidade de processos, entre outros objetivos, busca assegurar que:

• as necessidades dos clientes sejam entendidas e entregues;

• as necessidades dos stakeholders sejam compreendidas e avaliadas;

• a política de qualidade seja incorporada à gerência da organização, tendo como norte os objetivos estratégicos e a busca de resultados, e que possa ser aplicada em projetos de complexidade variada.

A norma ISO 10006 aborda o gerenciamento de projetos, mas como a própria diz, não é um guia. Reúne diretrizes que devem ser usadas para manter a qualidade em projetos. Essas diretrizes, no entanto, podem ser adaptadas para um projeto particular.

Isso traz uma importante versatilidade, fazendo com que a possibilidade se encaixe em diferentes necessidades. Ao mesmo tempo, é preciso ter cuidado porque, como não funciona como um guia, exige uma estruturação complementar.

Para a ISO, um projeto deve ser realizado em um determinado espaço de tempo, enquanto o PMBOK enfoca a criação de um produto, serviço ou algo cujo resultado possa ser mensurável. A ISO 10006 aborda o processo que leva a este resultado.

A ISO fornece nove etapas para o processo estratégico:

• Foco no Cliente

• Liderança

• Envolvimento das Pessoas

• Aproximação dos Processos

• Sistema de Aproximação com a Gerência

• Melhoria Contínua

• Aproximação Casual para Tomada de Decisão

• Relacionamento Mutuamente Benéfico com Fornecedor

PRINCE2™: Projects IN a Controlled Environment

O PRINCE2™ é um método não proprietário para gerenciamento de projetos. É adaptável a qualquer tipo ou tamanho de projeto e cobre seu gerenciamento, controle e organização. Um projeto PRINCE2™ tem as seguintes características:

• Controle e organização do início ao fim;

• Revisão de progressos baseado nos planos e no business case;

• Pontos de decisão flexíveis;

• Gerenciamento efetivo de qualquer desvio do plano;

• Envolvimento da gerência e das partes interessadas em momentos-chave durante toda a execução do projeto;

• Bom canal de comunicação entre o time do projeto e o restante da organização.

O PRINCE2™ foi lançado como um método para gerenciamento de projetos pelo governo britânico em 1996. Foi criado em 1989 a partir do PROMPTII, o qual, por sua vez, surgiu em 1975 e foi adotado em 1979 como padrão para gerenciamento dos projetos de sistemas de informações governamentais.

Hoje, o PRINCE2™ é adotado como padrão para todos os projetos do governo britânico e amplamente utilizado pela iniciativa privada, não só no país, mas também em outros lugares como Europa, África, Oceania e Estados Unidos.

Considerado o método de gerenciamento de projetos mais utilizado no mundo, conta com mais de 250 mil profissionais certificados, sendo que, aproximadamente, 1.500 pessoas prestam, mensalmente, os exames de certificação Foundation e Practitioner.

Existem mais de 120 centros de treinamento credenciados PRINCE2™ pelo mundo, os quais proveem treinamento em 17 idiomas sobre as 59 ferramentas de gerenciamento de projetos desenvolvidas com base no método. No Brasil, a metodologia PRINCE2™ já vem sendo utilizada em algumas organizações, e é crescente a procura por informações a respeito do assunto.

IPMA: International Project Management Association

A International Project Management Association (IPMA®) é uma organização sem fins lucrativos, reconhecida por seu trabalho no desenvolvimento internacional da gestão por projetos, programas e portfólios, e na disseminação das melhores práticas aplicadas em organizações públicas e privadas.

A IPMA foi criada em 1965 com o nome de International Network INTERNET, a partir de um grupo de gestores de projetos que tinham como objetivo, nos primórdios da gestão de projetos, discutir os benefícios do Método do Caminho Crítico na gestão de projetos internacionais, com influências e dependências complexas de diferentes disciplinas técnicas.

A associação cresceu e desenvolveu-se como um fórum internacional de troca de experiências entre gestores de projetos. O primeiro congresso mundial foi realizado em Viena, Áustria, em 1967. O 26º em outubro de 2012 na Grécia e, em 2014, o Brasil receberá o 28º Congresso Mundial.

A IPMA é formada por associações nacionais de gestão de projetos. São mais de 50 associações de todo o mundo com o propósito específico de desenvolver a gestão de projetos, respeitando a cultura e as características de cada país, mas unidas através de uma rede que estabelece as diretrizes de gestão e técnicas para seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.

Essa é uma maneira bastante adequada de conseguir gerenciar projetos que trabalham com uma pluralidade de culturas. Multinacionais que desejam implantar um mesmo projeto em diferentes áreas pode utilizar as boas práticas definidas pela organização para conseguir os melhores resultados específicos.

Scrum

Scrum é um método ágil de desenvolvimento e gerenciamento de projetos, considerado o mais importante de sua categoria. Ele é muito bem aceito pelo mercado e pode ser aplicado em processos de diferentes tamanhos e setores.

Atualmente, é um modelo que faz todo o sentido devido à necessidade crescente de os processos serem melhores e mais eficientes, sem perda de tempo ou de recursos. Essa metodologia foi fundada em 1986 por uma dupla de profissionais japoneses. Não demorou muito até que ela se expandisse e evoluísse na forma como hoje é aplicada.

Para que a metodologia seja executada, o processo é dividido em ciclos temporais conhecidos como Sprints. Eles correspondem a um momento em que determinadas atividades devem ser executadas e, com base nisso, serem observadas para dar continuidade ao processo.

A partir da criação de um Sprint, há uma reunião com o principal interessado no projeto, definindo as prioridades de execução. A partir daí, devem ser feitas reuniões diárias — mas rápidas — de acompanhamento. A intenção é garantir que todos na equipe conheçam o andamento das tarefas para aquele Sprint, permitindo organização e atendimento às expectativas.

Uma vez que o Sprint seja finalizado, ele passa para a avaliação do product owner, que oferece feedback sobre o que deve ser modificado ou o que precisa ser feito no futuro. Isso ajuda a diminuir retrabalhos e favorece a identificação de erros.

Ao finalizar um Sprint, esse framework determina o recomeço das iterações, até que o projeto esteja inteiramente finalizado. No geral, é uma forma bastante eficaz de diminuir o tempo gasto na execução de tarefas, permitindo o aumento de capacidade da equipe.

Design Thinking

Design Thinking é um conceito que surgiu em 2003, cunhado e divulgado pela empresa IDEO. O interesse principal dessa abordagem é buscar soluções para problemas antigos de maneira inovadora, alinhada e altamente integrada. Originalmente, ele servia para o design, propriamente dito, mas tornou-se uma forma consagrada de resolver problemas.

Como a gestão de projetos envolve imprevistos e um equilíbrio muito delicado entre diversos elementos, o Design Thinking surge como uma metodologia bastante útil para realizar todas as etapas conforme o esperado.

Para esse tipo de gestão, o Design Thinking surge como uma possibilidade ao permitir a entrada da criatividade, inovação e intuitividade nas etapas. Isso gera mais aproximação, integração e engajamento com essa questão, levando os projetos a um desenvolvimento mais adequado.

Ele é especialmente útil para projetos ligados à experiência humana, de modo a criar um resultado que seja condizente com as expectativas e necessidades do usuário. Porém, é importante compreender que não se trata de uma metodologia de gerenciamento de projetos e nem possui práticas definidas nesse sentido.

Com isso, ele não deve ser utilizado sozinho se a intenção é obter os melhores efeitos. Em vez disso, vale aplicar as técnicas de Design Thinking de maneira flexível e associada a uma metodologia considerada tradicional. O resultado é a diferenciação e o possível aumento do valor agregado.

Kanban

Para um projeto que visa à repetição de tarefas e ao incremento de resultados, o Kanban é uma boa metodologia a ser aplicada. Ele tem origem japonesa, na década de 60. A Toyota, que também foi a criadora dos processos Lean, começou a utilizar esse recurso altamente visual para aumentar a produtividade.

Basicamente, o Kanban ajuda na criação e na visualização dos fluxos de trabalho, favorecendo e ampliando a comunicação entre equipes.

Para que isso seja possível, o projeto é dividido em várias fases sequenciais e cada passo recebe um cartão. Conforme as tarefas forem sendo executadas, o cartão é movido para as etapas seguintes, até que tudo esteja na área de “concluído”.

Imagine, por exemplo, que um processo passa pela execução de quatro etapas diferentes. Nesse caso, o cartão deverá ser movido entre as quatro colunas, até que tudo esteja finalizado. Trata-se de uma forma de reconhecer, imediatamente, o que já foi feito e o que ainda precisa ser realizado.

Como a metodologia aprimora a comunicação, até mesmo por uma questão visual, a produtividade tende a ser elevada. Ao mesmo tempo, o melhor é que esse método esteja associado a práticas formais, como o PMBOK, de modo a garantir que cada etapa seja concluída conforme o desejado.

Independentemente da sua escolha, estar apoiado em uma metodologia de gerenciamento de projetos será decisivo para o sucesso dos seus projetos, sejam eles projetos pontuais ou até um grande plano, como um projeto de implantação de um PMO, por exemplo.

Para conseguir os melhores resultados, é importante ficar sempre atualizado. Por isso, nos acompanhe no FacebookTwitterLinkedInGoogle+ e Youtube para ter acesso a conteúdo de qualidade relacionado à temática de soluções de gerenciamento!

cursos para gerente de projetos

5 cursos online essenciais para todo gerente de projetos

Quando se tem muito a aprender, mas pouco tempo para se dedicar, os cursos para gerente de projetos online se tornam uma ótima opção para quem quer se atualizar, mas não o fazem por conta da rotina atribulada. Pensando nisto selecionamos 5 cursos e palestras acessíveis, nacionais e estrangeiros, de universidades renomadas, que vão contribuir para o seu crescimento profissional e ainda ajudar a melhorar a gestão de projetos na sua organização.

Confira a seguir nossa lista com 5 cursos para gerente de projetos que são online.

1 – Conceitos Básicos de Gestão de Projetos 

Site: Veduca
Tema: Gestão de Projetos
Escola: USP
Professor: Marly Monteiro de Carvalho

2 -Principles of Project Management 

Site: CLASS CENTRAL
Tema: Gestão de Projetos
Professor: Sue Dowson
Descrição: Aprenda a gerenciar um projeto do início ao fim, incluindo padrões e processos populares e como gerenciar as partes interessadas. Compreender o papel de um gerente de projeto e aprender a planejar e executar projetos de trabalho.

3 – Gerenciamento do Escopo de Projetos

Site: FGV Online
Tema: Gestão de Projetos
Escola: FGV
Professor: João Vieira de Araújo
Descrição: O curso tem como objetivo garantir que um projeto inclua todo o trabalho necessário, e somente ele, para que haja sucesso. Logo, as expectativas de todos os envolvidos devem ser levantadas, acordadas, documentadas e aprovadas. Aborda ainda todas as etapas e todos os componentes do gerenciamento do escopo de um projeto.

4 – Gestão de Pessoas 

Site: Veduca
Tema: Gestão de Pessoas
Escola: USP
Professor: André Fischer

5 – Liderança 

Site: Veduca
Tema: Gestão de Pessoas do conhecimento para inovação
Escola: USP
Professor: Joel Souza

Você conhece algum outro curso online que possa contribuir para o aprendizado do gerente de projetos? Compartilhe com a gente através dos comentários!

projeto que está gerenciando

9 perguntas que você deve fazer sobre cada projeto que está gerenciando

Compreender plenamente o projeto que está gerenciando é um fator determinante para obter o sucesso. Saber quem participa, seus objetivos, expectativas e interesses. Todas essas informações estão presentes nos documentos do projeto ou em seu software de controle de projetos. Mas e as informações que extrapolam a documentação? Conflitos políticos entre stakeholders? Líder técnico do projeto desmotivado? Cliente indeciso sobre os requisitos? Elementos como esses podem transformar o seu projeto em um verdadeiro mutante, que muda de forma a todo o momento, tornando complexo o seu gerenciamento.

Preparamos esse post com as principais perguntas que você deve fazer sobre cada projeto que está gerenciando. Eu imagino que você esteja pensando : “Thiago, estas perguntas são bastante básicas e o meu projeto muito complexo.” Realmente são perguntas básicas, mas o que mais me impressiona é que em muitos projetos elas não são respondidas, algumas vezes nem ao menos são feitas ou bem compreendidas. Aproveite e pergunte quando lhe for oferecido (ou na maioria das vezes exigido) um novo projeto. Se você já está em um projeto que não está indo tão bem, eu sugiro que se reúna com sua equipe e stakeholders para obter os esclarecimentos e respostas que você precisa para obter sucesso.

1. O que estamos fazendo?

Você já leu a proposta do projeto que está gerenciando e viu a declaração de escopo. Mas o que o projeto realmente está fazendo? Proposta de projeto e Declarações de Escopo raramente são claras o suficiente para saber o que os clientes querem fazer. Você está fazendo tudo o que você deveria estar fazendo? Você está fazendo coisas que deveria parar de fazer porque são além do escopo? Se você pode chegar a um acordo sobre essa definição, então você tem uma chance maior de está fazendo as coisas certas.

2. Será que os atores e membros da equipe do projeto compreendem o que estamos fazendo?

Será que todo mundo vê o projeto da mesma forma? Ou será que o projeto é como a Torre de Babel, onde cada um fala uma língua, baseados em suas próprias perspectivas. Alguns falam francês, alguns chinês e ninguém sabe exatamente sobre o que o outro está falando. Se assim for, pare. Coloque todos juntos em uma sala e faça uma sessão de trabalho para chegar a uma visão comum antes de fazer qualquer outra coisa. O nosso e-book “Guia Definitivo do Project Model Canvas” pode te ajudar nisso, pois o PM Canvas é uma metodologia que incentiva a colaboração e co-criação.

3. Por que estamos fazendo este projeto?

Qual é o verdadeiro objetivo do projeto e por que estamos investindo nosso tempo e recursos? Claro, nós queremos fazer um bom trabalho para o cliente. Mas há outras razões para o projeto? Por exemplo, é o projeto de importância estratégica para a nossa empresa, porque vai representar uma diferencial competitivo importante ou o projeto é importante porque a reputação e o ego de alguns executivos estão envolvidos? É possível quantificar as metas e compreender perfeitamente os requisitos?

4. Quem é o patrocinador e stakeholder mais influente no projeto?

Você já teve a experiência de trabalhar com ele antes ou conhece alguém que teve? Quanto melhor o seu relacionamento, acesso e comunicação com eles, mais fácil atingir o sucesso de projeto será. Além do patrocinador principal, certifique-se que você tem uma lista de todas as partes interessadas, por que eles estão envolvidos e quais são seus principais interesses, níveis de influências e se são protagonistas, antagonistas ou neutros. Alguns estão envolvidos, porque precisam ser mantidos informados, outros porque o projeto é essencial para a sua linha de negócios ou porque eles têm investido recursos e fundos nela. Neste caso, minha sugestão é que você construa uma Matriz RACI.

5. O que é mais importante para o patrocinador e stakeholder(s)? Qual é a sua meta prioritária? Apenas a construção do produto é o suficiente?

Basta entregar o serviço que fui contratado para fazer? A minha dica é que há sempre coisas mais importantes para o projeto do que apenas verificar se as entregas foram realizadas. Foque em ouvir e tentar captar a perspectivas deles.

6. Concordo que o cronograma do projeto é realista e viável?

Depois de entender o cronograma do projeto, como ele foi criado, e o que você está realmente fazendo, então analise friamente o cronograma e a conclusão prevista do projeto e responder a esta pergunta. Se ele não parecer realista ou viável, você só tem uma escolha: refazê-lo.

7. Como o projeto foi comunicada à equipe?

Isto pode parecer uma pergunta boba, mas gosto de perguntar porque com base em o que foi dito para cada membro da equipe na apresentação do projeto, pode fazer muita, muita diferença. Claro, você quer que todos da equipe tenham a mesma visão do projeto. Assim, como um primeiro passo (se você não tiver feito isso ainda), considere a criação de um PM Canvas que explique exatamente o que você está fazendo e por quê. Ele vai ajudar a manter todos informados e alinhados quanto a visão do projeto.

8. Como os membros da equipe foram selecionados para esse projeto?

As perguntas 8 e 9 estão relacionadas e são muito importantes. Você herdou a equipe? Se assim for, porque foram selecionados? Quem foi responsável por sua seleção e alocação no projeto? Como foram determinados seus papéis no projeto e suas atribuições? Em muitas empresas não é dedicada uma atenção especial para saber se cada recurso possui experiência e perfil para desempenhar a função atribuída em cada atividade. Eu sei que existe escassez da mão de obra e muitas vezes colocamos no projeto quem está disponível, mas dependendo da importância do projeto e sua complexidade, essa pergunta tem que ser muito bem respondida. Infelizmente existe um risco grande de que os membros da equipe foram designados simplesmente porque eles estavam disponíveis e não porque eram as pessoas certas para o trabalho.

9. Será que a equipe do projeto tem as habilidades que você precisa para ser bem sucedido?

Por último, o sucesso do projeto vai depender se você tem as habilidades certas na medida certa. Quais habilidades meu projeto demanda? Tenho membros da equipe com essas habilidades e no nível necessário? Onde somos mais fracos? Existe algum conhecimento não dominado pela equipe do projeto? Não é necessário que todos os membros da equipe sejam especialistas, mas é imprescindível ter um equilíbrio entre os conhecimentos necessários por cada atividade. Uma boa prática é realizar uma entrevista com cada pessoa da equipe e descobrir seus pontos fortes e fracos. Caso exista algo critico temos duas alternativas: buscar dentro da organização esse conhecimento ou tentar terceirizá-lo.

Então, quais são os fatores mais importante para a gestão de um projeto de sucesso? Compartilhe seus pensamentos em um comentário.

planejar um projeto

12 passos para planejar um projeto

Planejar um projeto é importante para toda empresa que valoriza boas práticas de gestão e entende que a definição de um escopo de trabalho tem grande relevância para a projeção de uma imagem estratégica. Apesar de parecer uma tarefa extremamente complicada, com dedicação e técnica, a etapa do planejamento pode ser muito mais fácil do que se imagina.

Por sua vez, ela começa com o checklist, um trabalho muito comum que se repete pelo cotidiano das pessoas em geral. O ato de conferir listas é um importante aliado para o cumprimento das etapas.

Afinal, o mais fundamental de planejar um projeto é conferir sempre o que falta para ele ser concluído. O que não estiver ocorrendo de acordo com o planejado deverá ser anotado em uma lista diária.

Neste post, vamos utilizar o checklist como um ponto de partida para abordar os 12 passos para quem deseja transformar o planejamento em uma referência para novos gerentes e um lembrete para os colaboradores mais experientes. É recomendável verificar essas dicas constantemente para se certificar de que nenhuma etapa importante foi perdida. Vamos começar?

1. Defina o escopo

A definição do escopo é a principal questão ao se analisar um programa, pois é nele que se encontram a abordagem e o processo que sua equipe usará ao fazer a gestão.

Todo projeto precisa de um escopo claro e maduro, estabelecendo prazos e comunicando as informações mais importantes.

Uma dica importante nesse quesito inicial é deixar de encarar essa etapa como uma documentação e abrir a mente para registrar mais do que datas e deadlines.

Um bom escopo é aquele que demonstra estratégias de relacionamento com o público-alvo e reflete a preocupação dos gestores com o cumprimento das metas estabelecidas.

Esse escopo precisa estar claro, articulando e definindo o projeto, apontando qual é a sua importância, revelando o que precisa ser realizado em cada etapa e o tempo de execução previsto para cada atividade.

2. Identifique os apoiadores do seu projeto

Um bom projeto definido deve ter patrocinadores ou partes interessadas — os stakeholders. Para esses dois grupos, a conclusão do programa é importante. Por isso, é preciso deixar claro quem são essas pessoas.

Além de financiar o projeto, elas podem ter a influência necessária para manter o trabalho em uma situação de crise. Esse grupo de pessoas precisa saber tudo o que está ocorrendo, tanto as boas quanto as más notícias.

O interesse de patrocinadores e stakeholders é importante para definir o caminho do projeto. Portanto, valorize a comunicação clara da visão do esboço.

Afinal, ela é vital para atrair a aprovação da sua proposta pelas partes interessadas. Se você não conseguir demonstrar as oportunidades de negócios inerentes ao esquema e persuadi-los de que você tem um caminho claro do início ao fim, nada acontecerá.

3. Determine os recursos disponíveis

Sempre acompanhando o escopo definido na primeira etapa, é preciso garantir com confiança os recursos necessários para completar o projeto.

Esses recursos podem ser qualquer coisa que você precise para que o trabalho seja executado plenamente. Dentre eles, o mais importante são as pessoas que você precisará reunir para dar andamento às tarefas.

Lembre-se de que você deve conhecer os conjuntos de habilidades requeridos de cada membro da equipe para atender às demandas específicas do projeto. A partir de então, você precisará selecionar as pessoas que possuem a disposição e experiência exigidas para a realização do esquema dentro do seu orçamento e prazo.

Ao refletir sobre os recursos, em geral, faça o máximo de perguntas possíveis para ter a certeza de que você listou tudo o que será preciso. Eles são de caráter técnico? É preciso um conjunto de habilidades especiais ou de treinamento? Os colaboradores necessários já estão no local de trabalho e disponíveis ou precisam ser empregados ou contratados?

A resposta a essas perguntas lhe dará uma boa noção sobre o que precisará ser feito para preencher eventuais faltas de recursos.

4. Construa um cronograma detalhado

Uma parte fundamental no ato de planejar um projeto é entender qual é o cronograma associado a cada etapa. Esse é o relógio na hora de planejar um programa, marcando o tempo que você precisa para completar as atividades que determinam o objetivo da sua proposta.

O escopo e os recursos disponíveis devem trazer informações de quanto tempo será necessário para concluir o projeto. Seja detalhista no momento de estimar quanto tempo as tarefas levarão para serem cumpridas… Tarefa por tarefa!

A linha do tempo é um bem necessário, mas a verdade é que, na prática, existe uma série de fatores que podem fazer com que o delineamento desande. Imprevistos acontecem e você precisa estar preparado para lidar com eles, atualizando o cronograma sempre que preciso.

Pressões do mercado, novos interesses, mudança de agenda e novas tecnologias são exemplos de eventos que podem forçar a mudança de prazo.

Por essas e outras razões, é preciso determinar se uma mudança nos prazos será viável com os recursos disponíveis. Ideias criativas são um grande aliado nesse caso. Explicamos em um post anterior por que o seu projeto precisa de um cronograma realista; confira aqui.

5. Liste as grandes etapas

Com o cronograma elaborado, o próximo passo é montar a sua Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Esse instrumento de gestão funciona como um diagrama com níveis hierárquicos, construído a partir dos grupos de trabalho que definem um projeto.

Delineamentos que optam pelo modelo de cascata, sequenciando as ações, possuem um esquema mais facilitado de detalhamento dos processos. Outras partes como o gerenciamento da equipe, do escopo e dos recursos também podem ser mais bem compreendidos.

Enquanto a EAP é repartida em entregas, serviços, híbridos, etc., você precisa começar a pensar que essas atividades devem caminhar juntas até o mais alto nível dessa hierarquia.

Isso ajudará a determinar se você tem capturado “o grande quadro” sobre o que precisa ser feito para completar um projeto.

6. Quebre em pequenas etapas

Após determinar quais são as grandes etapas, o ideal é que elas sejam quebradas em pequenas etapas, dividindo as tarefas entre as equipes. Ao quebrar as etapas, a delegação das atividades tenderá a formar uma ação mais organizada e equilibrada.

É muito comum que as tarefas dentro de um esboço dependam umas das outras, num processo de subordinação quase que natural. Portanto, esteja pronto para dividir e subordinar o que for preciso.

Uma das grandes etapas pode ser, por exemplo, a documentação. As pequenas etapas seriam, então, compostas por entregas ao longo das linhas de Manuais Técnicos, Notas de Versão e Manual de Treinamento.

Isso pode ser quebrado ainda mais em passos como escrever o manual, desenvolver o design e imprimi-lo. Esse processo ajuda a garantir que cada entrega receba seu visto para conclusão.

7. Desenvolva um plano preliminar

Chegando nesse ponto, você já sabe o que o projeto é, quanto tempo você tem para fazê-lo, os recursos que estão disponíveis e, em linhas gerais, o que precisa ser feito.

O próximo passo é desenvolver um plano preliminar. Essa é a sua primeira tentativa de combinar as datas, entregas e recursos. É a hora de identificar dependências e incluí-las em um plano adequado.

Pense nas tarefas que foram delineadas no escopo do trabalho e se esforce para criar uma abordagem de planejamento no melhor esboço que você puder redigir.

Ao final, verifique se o esboço inclui resposta para os seguintes itens:

  • prazos claros ​​e tarefas bem descritas;
  • processo de aprovação do seu cliente;
  • ações alternativas em casos de imprevistos no cronograma;
  • descrição dos recursos necessários;
  • objetivos e estratégias.

Lembre-se de que esse é o primeiro esboço do planejamento. No momento que sua equipe coloca os olhos nele, serão identificadas diversas imperfeições. Isso significa que você não precisa se sacrificar para fazer todas as descrições incrivelmente minuciosas.

8. Crie seu plano de projeto base

Como você deve saber, um gestor de projetos deve estar em constante comunicação com sua equipe. Para planejar um projeto, é preciso desenvolver uma comunicação clara dos objetivos com uma visão múltipla do que cada meta requer como solução.

Esse tipo de atividade não costuma dar muito certo quando o gestor assume toda a responsabilidade para si, excluindo a participação do time nas etapas principais do planejamento.

Com o plano preliminar pronto, é preciso o feedback da equipe. Revise-o com os principais colaboradores, expondo seu pensamento e ouvindo suas ideias.

Eles vão reconhecer áreas que você talvez tenha deixado passar ou que podem ser tecnicamente impossíveis de executar.

Além disso, o time também poderá conflitar ou beneficiar alguma outra iniciativa em andamento. Junte tudo, pondere cada sugestão e, então, desenvolva a versão 1.0 do seu plano de projeto.

Você também pode usar essa etapa de revisão do plano preliminar para questionar seu próprio pensamento e impulsionar sua equipe em busca de uma nova abordagem de trabalho.

Por exemplo, se você estiver trabalhando em um esquema de construção de um blog, a equipe de design pode começar a criar conceitos visuais enquanto os responsáveis pelo conteúdo desenvolvem textos.

A execução de ideias pela equipe e a criação de um diálogo aberto sobre a abordagem utilizada podem te ajudar a criar um planejamento mais robusto.

Esse tipo de comunicação aberta aumenta a confiança na equipe e tende a gerar um ambiente de colaboração que é extremamente útil para o desenvolvimento do trabalho.

9. Faça ajustes, refine o projeto

Você fez sua pesquisa, esboçou sua abordagem, discutiu com sua equipe e criou o seu plano de projeto base. Muito bem. Agora que o seu programa está em uma fase avançada, os ajustes são muito bem-vindos. Reflita com base na realidade de cada passo conforme o checklist padrão. Os processos funcionaram? Os prazos excederam? Houve imprevistos?

Nesse momento, o importante é fazer os ajustes de maneira adequada e calculada, buscando sempre o melhor resultado final.

Refinar o planejamento de um esboço desenhado pode ajudar na execução de tarefas, trazendo mais recursos para concluí-las a tempo ou reduzindo o escopo para uma entrega em uma fase futura.

Se você puder, antes de entregar o trabalho ao cliente, peça para alguém da sua equipe dar uma última conferida. Não há nada mais embaraçoso do que ser um gestor de projetos e entregar um plano com erros. Evite manchar a sua imagem com coisas tão pequenas.

10. Monitore o progresso

Muitas vezes, os projetos saem exatamente como esperado! Tudo dá certo e o gerenciamento pós-implementação é o mais tranquilo possível.

Por outro lado, há momentos em que o trabalho vira um pesadelo terrível e você precisa acordar em plena madrugada para resolver problemas que parecem não ter fim. Se você trabalha como gestor de projetos, deve saber bem disso.

O progresso do trabalho precisa ser acompanhado pela equipe, respeitando o escopo definido lá na primeira etapa. Isso porque, por mais que você tenha desenvolvido um plano sólido, gerenciável e bem pensado, imprevistos sempre podem acontecer.

Será que o seu planejamento está pronto para vencê-los? O plano está, de fato, correndo bem? Os benefícios esperados serão atingidos dentro do prazo estipulado?

O progresso precisará ser algo constantemente monitorado em uma base diária. Descrever como o progresso e o sucesso serão acompanhados durante toda a duração do projeto é função de um gerente interessado e comprometido.

11. Documente tudo

Ao se planejar um projeto, é preciso ter a clara noção de que as coisas vão ser diferentes do que o previsto no plano inicial. Certifique-se de prosseguir com essas alterações por escrito, com a documentação atualizada.

À medida que a proposta caminha, mantenha um registro com todos os problemas ocorridos. Assim, você criará um documento com serventia para o aprendizado e poderá utilizá-lo para a melhoria contínua.

A organização minuciosa contribuirá para que ninguém trabalhe na versão errada dos documentos ou cronogramas. Além disso, os registros de cada etapa servem como provas dos momentos construídos e da autenticidade do trabalho desenvolvido. Por isso, não ignore o valor que existe no processo de documentação.

12. Mantenha todos atualizados

Finalmente, você precisa incluir mecanismos no seu plano de projeto que vão manter todos atualizados. Eles podem ser desde uma simples mensagem de confirmação até uma chamada de conferência de emergência, a fim de resolver um problema que acabou de surgir.

Não deixe o plano de comunicação ao acaso. Os colaboradores precisam saber o que está ocorrendo. Caso não tenham a informação de que determinada etapa precisa de auxílio, fica praticamente impossível oferecer ajudar no que for necessário.

O planejamento é a base da gestão de projetos. Cumprir cada etapa com atenção te ajudará a conduzir o plano por um bom caminho, alcançando os objetivos almejados.

Esperamos que você tenha encontrado utilidade nos 12 passos descritos para planejar um projeto! Agora, é só colocar em prática sem esquecer do checklist e ajustando os processos de acordo com a realidade da sua empresa.

Gostou de conhecer quais são os principais passos na hora de planejar um projeto? Então, baixe o e-book e complemente seu conhecimento ao descobrir como aumentar a produtividade da equipe de projetos.

 

status report

Status report: benefícios, usos e modelo

Um status report é um documento simples que existe para o gerente do projeto, o cliente e a equipe interna atualizarem periodicamente os envolvidos a respeito da situação do projeto, pontos de atenção, entregas que foram realizadas (ou deveriam ter sido) em um determinado ponto no tempo.

Esses relatórios devem ser enviados com frequência predeterminada pela equipe do projeto, de forma a atualizar todas as partes envolvidas a respeito do progresso do trabalho. É uma formalização importante para que o cliente veja se tudo está dentro do prazo estabelecido previamente.

A entrega final do status report inclui a aprovação do produto, com ou sem alterações, junto às equipes responsáveis.

Neste post, você vai conhecer algumas das principais vantagens da utilização de um status report e outras dicas sobre o assunto. Acompanhe o texto e veja como poupar tempo na apresentação dos seus projetos!

Principais vantagens do uso do status report

Reportar o status de um projeto pode fazer toda a diferença no desenvolvimento dos processos. Como é uma espécie de “prestação de contas” que os gestores oferecem aos clientes, é preciso medir as informações que serão repassadas e conquistar a confiança daqueles que contrataram os serviços da sua empresa.

Quer saber mais a respeito das principais vantagens do status report? Confira abaixo.

Foco

Quando você está gerenciando um grande projeto com várias partes interessadas, o status report é uma ferramenta útil para concentrar todas as informações e questões de cada semana. Você pode destacar ações para envolvidos específicos em um local separado e dar a todos na visão geral desse projeto.

Clareza

Se houver qualquer desvio em termos de prazo, ou questões que afetam o orçamento, o status report é um ótimo lugar para evidenciá-los e chamar a atenção das partes interessadas.

Mesmo não sendo a melhor forma de dar uma má notícia, é uma maneira de certificar-se de que você, como responsável pelo projeto, está verificando regularmente o estado atual em relação ao prazo e orçamento original do plano de projeto.

Registro

Resumindo decisões-chave, o progresso e as ações futuras a cada semana de seu projeto, significa que haverá registro de como o projeto tem evoluído.

Como o GP é muitas vezes o ponto central de um projeto, é sua responsabilidade distribuir essa informação e deixar todos a par do que está acontecendo. Isso também ajuda no caso de um imprevisto. Em caso de doença ou férias, outras pessoas podem assumir o projeto sem grande dificuldade. Basta ter uma referência para verificar em que pé está o projeto.

Identificação de riscos

A elaboração do status report facilita que a equipe identifique quais os riscos reais que podem afetar o seu projeto. Além disso, todos eles são documentados, o que facilita os projetos futuros e economiza tempo.

Antecipar riscos possíveis evita que os mesmos erros sejam cometidos e proporciona uma estimativa de conclusão mais assertiva, já que os riscos previstos podem ser evitados ou solucionados mais rapidamente.

Planejamento de custos e investimentos

Um status report eficiente é capaz de planejar os custos que compõem determinado projeto.

Além de estimar esses valores, também é possível controlar os gastos já feitos e traçar um panorama entre orçamento planejado x custo real ao final do projeto. Esses dados possibilitam que a empresa planeje, economize e evite prejuízos causados por conta da falta de planejamento.

Maior visibilidade

Comandando a partir do último ponto do status report, também é útil destacar o status do projeto para sua equipe interna. Dessa forma, a equipe não vai se concentrarapenas em suas atividades específicas, mas também terá a visão e conhecimento do projeto como um todo.

O que caracteriza um bom status report

Para que um status report seja realmente eficiente, ele deve oferecer:

Até aqui, tudo entendido? Ótimo! Mas, afinal, como elaborar um relatório de status que funcione e a que devemos ficar atentos? Veja abaixo.

Objetividade

Um status report deve ser objetivo e conciso. Esse é um documento que visa expor dados reais, por isso, não existem razões para dar espaço à prolixidade.

Todos os dados e informações contidos devem ser de fácil entendimento, evitando o ruído de informações ou reuniões muito longas. Claro que um status report apresenta um grande número de informações, mas é possível ser econômico e compactar os dados em gráficos, tabelas e outros recursos visuais que facilitam o entendimento.

É importante que, na hora da elaborar o status report, o leitor seja levado em consideração. Informações técnicas demais não agregam em nada e ainda podem confundir aquele que precisa avaliar o seu trabalho.

Linha do tempo

Apresentar um relatório com uma linha do tempo é um detalhe fácil de ser providenciado e que pode fazer toda a diferença. Esse é um recurso visual que ajuda no entendimento e deve conter informações importantes, como atividades que já foram concluídas, datas de planejamento para as próximas etapas e se existem pendências.

Esses dados são importantes tanto para a equipe do projeto quanto para o cliente, que pode avaliar se o seu planejamento coincide com a prática e tudo está em congruência com o que foi pedido.

Curva de avanço

Quer um status report completo? Não deixe de apresentar uma curva de desempenho das atividades previstas. A metodologia mais conhecida é a Curva S, que permite identificar o que foi planejado e o que foi, de fato, executado. Essas informações ajudam a equipe a identificar o que pode estar atrasando entregas e se as estimativas estão de acordo com a prática.

Relação entre custo e orçamento

Essa é uma das informações mais importantes do status report. Ter em mãos o valor inicial e quanto um projeto já custou é capaz de proporcionar grandes economias nos projetos futuros. Além disso, vale lembrar que um orçamento é planejado rigorosamente por quem vai bancá-lo, por isso, não é possível que os custos ultrapassem muito esse valor.

Imprevistos acontecem, mas quando essa relação entre custo e orçamento é bem planejada, fica mais difícil que o cliente precise desembolsar mais dinheiro e que fique, consequentemente, insatisfeito com o trabalho. Obviamente que esses dados estão diretamente ligados à viabilidade do projeto, logo, atente-se a isso.

KPIs bem definidos

A sigla KPI vem do inglês Key Performance Indicator, ou Indicadores de Chave de Performance, em tradução livre. São dados selecionados pelos gestores que indicam se o desempenho está conforme planejado e se as metas estabelecidas estão sendo cumpridas pela equipe. Esses dados são capazes de ser mensuráveis, para poderem medir, de fato, o trabalho de uma equipe dentro do andamento de um projeto.

Para definir as KPIs mais indicadas para seu projeto, é preciso que o gestor ou gerente de projetos analise com cautela e atenção quais os objetivos de determinado empreendimento ou produto. Depois de uma meta principal definida, ela deve ser dividida em outros pacotes de trabalho menores.

Assim, facilita-se a compreensão da sua equipe de colaboradores e estimula-se o trabalho com prazos possíveis e reais. Isso torna possível que cada um saiba as funções que devem ser desempenhadas e quais suas responsabilidades dentro de um projeto, evitando atrasos e facilitando o trabalho do gestor na hora de analisar o desempenho da equipe.

Cores diferentes para cada status

Esse é um detalhe que pode parecer coadjuvante para alguns gerentes de projeto, mas a utilização de cores diferentes para cada status pode facilitar muito a leitura de um status report.

Um exemplo é utilizar o vermelho e o amarelo para aquilo que atrasou ou que tem pouco tempo restante para execução, enquanto o verde indica o que já foi cumprido. Também podem ser utilizadas cores que mostrem quais tarefas precisam de maior atenção e que estão saindo muito do tempo planejado anteriormente.

Formato ideal

Um status report eficiente deve ter o formato mais indicado para seu cliente. Para isso, é necessário que o gestor e o patrocinador ou cliente se alinhem e cheguem a uma conclusão a respeito de como essas informações devem ser apresentadas. Embora cada empresa tenha seus formatos já preestabelecidos, é preciso chegar a um acordo.

Para atingir o formato ideal do seu relatório, conheça seu cliente. Quanto mais alto for o nível de conhecimento de quem analisará o status report, mais gerencial e técnico ele deve ser. Seja objetivo, apresente um resumo inicial e garanta o sucesso do seu projeto.

Existem diversos modelos de status report disponíveis na internet e também por meio de softwares de gestão. Além disso, quando você encontra um modelo eficiente para o que seu cliente precisa, é possível reaproveitar e reutilizar o escopo de um projeto.

Cliente Project Builder

Para quem já utiliza o Project Builder o relatório de status report pode ser gerado facilmente via Project BI, quando você necessita de uma maior personalização, ou via detalhes de projetos, acessando Relatórios > Todos > Relatório de Desempenho de Projeto.

O relatório exibe o comparativo de esforço previsto e realizado por pessoa, situações por tipo de componente, total de registros, notificações, documentos, riscos etc. No relatório, em apenas um clique, você gera todas as informações necessárias para um status report eficiente e ainda pode mandar facilmente para todos os envolvidos.

Gostou do nosso post sobre status report? Se o artigo foi útil, não deixe de compartilhá-lo com seus amigos nas redes sociais!

carreira de consultor

Primeiros passos para começar uma carreira de consultor

O consultor tem a função de auxiliar seu cliente em sistemas de gerenciamento de projetos, bem como no controle dos mesmos. Devido a complexidade do trabalho, iniciar uma carreira de consultor pode ser uma excelente opção para o seu desenvolvimento profissional.

O projeto de consultoria também envolve fazer avaliações de administração e de desempenho. Por tudo isso, fica claro que ser consultor irá exigir muito conhecimento de mercado, gerenciamento de projetos e administração empresarial.

Pensando nisso, preparamos uma lista com os 4 primeiros passos para começar bem uma carreira de consultor. Vamos conferir?

 1. Conhecimento

O primeiro passo é se preparar para ser um excelente gerente de projetos. Caso você já tenha experiência como administrador, é importante que você faça cursos técnicos para se aperfeiçoar.
Dica: Busque a melhor especialização em PMBOK (Project Management Body of Knowledge).

2. Identifique sua área

Existem diversos tipos de consultoria. Para citar alguns, podemos dizer que há consultores para o setor financeiro, produção, gestão, TI e RH. Portanto, para descobrir qual é o nicho certo para você, leve em consideração suas aptidões, experiências e qualidades.
Dica: Pesquise quais são as principais demandas do setor em sua região para identificar qual é a melhor opção para seu caso.

3. Sozinho ou em sociedade?

De início, o mais recomendado é procurar se inserir no mercado através de uma empresa respeitada. Isso irá valorizar o seu trabalho, você se distanciará da imagem de autônomo e acabará adquirindo mais experiência.
Dica: No caso de você não encontrar nenhuma oportunidade de trabalho, nada o impede de criar sua própria empresa de consultoria. Mas lembre-se: abrir o próprio negócio implica em multiplicar suas responsabilidades e compromissos.

4. O negócio

Desenvolver e planejar uma gestão de projetos é o seu serviço, portanto apresente ele como um produto. Busque informações a respeito de valores cobrados por projetos de consultoria em sua região. Sabendo o preço da concorrência, você poderá agregar mais valor ao seu produto.
Dica: Personalize seu serviço de modo que só você possa oferecê-lo. Ou seja, tenha um diferencial em relação à concorrência.

Conselhos

1. Preserve os contatos de seus clientes: guarde número de telefones, e-mails e endereços.
2. Sempre colha o maior número de informações a respeito da empresa onde vai trabalhar. Tenha em mãos dados da receita bruta anual, receita líquida mensal, fontes de receita e totais de despesas.
3. Abuse da tecnologia: faça uso de softwares de gerenciamento de projetos, como o Project Builder, que é referência no mercado.

Você tem outras dicas para começar bem uma carreira no ramo da consultoria? Compartilhe com a gente nos comentários abaixo!

product backlog

Como fazer o Product Backlog

O Product Backlog é uma lista de funcionalidades desejadas de um produto, ou seja, os requisitos que um cliente espera receber ao final do projeto, descrito com sua própria linguagem. O ponto central do Scrum é a criação do Product Backlog, é nele que o projeto começa.

Diferente do modelo tradicional de gestão de projetos, onde precisamos fechar o escopo para poder começar a executar, no Scrum acredita-se que o início do projeto não é o melhor momento para isso. Afinal nesse ponto ainda não conhecemos suficiente o projeto e precisamos avançar um pouco mais em algumas hipóteses antes de ter tanta “certeza”.

Para te ajudar a combinar a gestão convencional com um framework mais ágil preparamos esse artigo onde descrevemos como fazemos aqui na Project Builder para criar nosso Product Backlog. Confira:

Uma mudança muito clara no mindset é que no início do projeto o Product Backlog não precisa estar completo. Podemos ter uma visão macro do produto e dos requisitos esperados. Conforme avançamos no projeto, o Product Backlog cresce e muda à medida que se aprende mais sobre o produto e seus usuários.

Para melhor estruturar o Product Backlog nós utilizamos as chamadas estórias — itens do Product Backlog — elas contém a descrição detalhada dos requisitos de cada solicitação a ser implementada. Em nossas estórias incluímos os seguintes campos:

ID

Uma identificação única, apenas um número com auto-incremento. O objetivo disto é evitar que, ao mudarmos seu nome, percamos o controle sobre as estórias.

Nome

Um nome curto e descritivo para a estória. Por exemplo; “Layout do Relatório”. O nome tem que ser explicativo o bastante, para que os membros do time e o Product Owner entendam minimamente sobre o que estamos falando, e específico o suficiente para distingui-la das demais estórias. Normalmente usamos de 2 a 10 palavras.

Importância

Definir qual é importância dessa estória na perspectiva do Product Owner (em relação ao cliente). Por exemplo: 10 ou 150. Quanto mais pontos mais importante.

Estimativa inicial

Estimativas preliminares que o time dá sobre quanto tempo será necessário para concluir uma determinada estória, se comparada as demais. Cada empresa trabalha sua estimativa de uma forma, mas normalmente dá-se uma pontuação que está diretamente relacionada à complexidade da tarefa e que servirá como base para se calcular quantos dias / horas / pessoas serão necessárias para entregar. Se a pontuação estiver muito alta, uma dica interessante é quebrar a tarefa em duas atividades, desta forma ficará mais fácil acertar na estimativa. A unidade está ligada a pontos por estória e geralmente corresponde mais ou menos a “relação homem/dias” ideal. Faça a pergunta: Em X dias nós apresentaremos uma implementação pronta, demonstrável e testada? Se a resposta for “com 3 pessoas trancadas em uma sala levará aproximadamente 4 dias” então a estimativa inicial é de 12 pontos por estória.

Como demonstrar

Em alto nível criamos uma descrição de como a estória será demonstrada na apresentação da sprint. É simplesmente uma especificação de teste. “Faça assim, então faça aquilo e, então, isso deverá acontecer.”

Notas

Quaisquer outras – breves – informações, esclarecimentos, referências a outras fontes de informação etc.

Aqui na Project Builder já tentamos outros campos, mas ao final do dia os seis campos citados acima eram os únicos realmente utilizamos Sprint após Sprint. Normalmente fazemos isso em um projeto no Project Builder, onde agrupamos em uma única fase todas as estórias do Product Backlog.

Oficialmente o Product Owner é o responsável pelo documento, mas nós não queremos deixar os outros usuários de fora. Várias vezes um desenvolvedor acessa a fase para esclarecer algo ou para alterar uma estimativa. Se você for utilizar o Excel, é importante que a planilha esteja compartilhada via Dropbox ou Google Docs.

Preparamos um exemplo de planilha que você pode baixar para utilizar na sua empresa.

Nos conte como está seu Product Backlog.

gráfico de gantt

Conheça a história do Gráfico de Gantt

Quem já trabalha com o Gráfico de Gantt ou ao menos ouviu falar sobre essa ferramenta de gestão não imagina o quanto ela já foi útil ao longo da história. Dos idos de 1890 até os dias atuais, esse recurso vem sendo usado para ajudar a planejar, controlar e analisar atividades e processos nos mais diversos segmentos, entre eles, o gerenciamento de projetos.

Para fazer jus à importância do Gráfico de Gantt na história, resolvemos ir em busca de informações que ajudem a compreender o surgimento dessa ferramenta e o que ela representa. E sabe o que descobrimos? Vai saber ao ler este post! Pronto então para uma verdadeira viagem no tempo?

Quem foi Henry Laurence Gantt?

Engenheiro mecânico e consultor de empresas em processos industriais e de gestão, Henry Gantt (1861-1919) nasceu em Maryland, nos Estados Unidos. Sua principal atuação como consultor de empresas se baseava na otimização de processos para o aumento da produtividade e da eficiência nas linhas de produção. Por essas e outras, sua carreira profissional o levou a trabalhar juntamente com Frederick Taylor, considerado o pai da administração científica.

Qual a história do Diagrama de Gantt?

A primeira versão da ferramenta foi desenvolvida pelo engenheiro polonês Karol Adamiecki, em 1890. Contudo, após algumas adaptações que a tornaram mais clara e de fácil compreensão, Henry Gantt a lançou para o mundo em 1903, implementando-a na indústria como forma de planejar, organizar e controlar a produção.

Com a ajuda do Diagrama passou a ser possível planejar em detalhes a linha de produção, distribuindo adequadamente as atividades ao longo das horas de trabalho de cada funcionário, o que ajudava a prever o volume de peças por colaborador e por dia, garantindo, assim, que os pedidos dos clientes fossem atendidos dentro do prazo estabelecido.

A partir desse controle bem mais próximo da linha de produção, as indústrias também puderam otimizar seus estoques de modo a manter a atividade dos operários constante, mas sem excesso de insumos dentro da fábrica, o que levou a uma maior rentabilidade para os negócios.

Primeira Guerra Mundial

Como você deve se lembrar, os Estados Unidos entraram tardiamente na Primeira Guerra Mundial. E um dos fatores que fizeram com que essa demora ocorresse foi o despreparo das forças armadas americanas para entrar em combate, uma vez que eles não enfrentavam disputas havia mais de 50 anos.

Foi então que o General William Crozier, chefe da Portaria para o Exército dos Estados Unidos, convidou Henry Gantt para ajudar no preparo dos soldados para a empreitada prestes a ter início. O Gráfico de Gantt foi usado, então, para planejar as atividades de produção industrial de armamentos, munições e veículos de guerra, entre outros.

Grande Depressão

A crise de 1929, também chamada de A Grande Depressão, colocou os Estados Unidos em sérias dificuldades econômicas, o que se estendeu até a Segunda Guerra Mundial. A solução encontrada pelo governo americano para estimular a economia e voltar a crescer foi o famoso New Deal, um conjunto de políticas econômicas traçado pelo então presidente Franklyn Delano Roosevelt.

Um dos grandes feitos dessa manobra econômica foi a construção da represa Black Canyon, no Colorado. Devido à grandiosidade da obra, foi preciso adotar uma ferramenta que ajudasse a monitorar seu prazo de desenvolvimento, bem como coordenar as atividades dos mais de 20 mil trabalhadores ali alocados. A ferramenta adotada foi, claro, o Gráfico de Gantt, que não só ajudou a planejar e controlar o cronograma do projeto, como foi um dos responsáveis pelo sucesso da empreitada.

Declínio

Foi na Segunda Guerra Mundial que os primeiros computadores passaram a ser usados como ferramentas de análise preditiva, dispensando outros recursos que vinham sendo bastante empregados — como o Gráfico de Gantt. Até então, o diagrama era feito no papel, o que exigia retrabalhos a cada alteração da estratégia. Como os exércitos não tinham tempo para manter esse documento atualizado, acabaram por dispensá-lo de seu dia a dia. Mas esse não era o fim.

Gerenciamento de projetos

Em meados de 1960, o Gráfico de Gantt voltou a ser usado, mas dessa vez não exatamente na indústria, mas em um mercado totalmente novo, que ainda apenas engatinhava: o gerenciamento de projetos. Como se trata de uma ferramenta bastante visual e de fácil compreensão, o diagrama passou a ser usado para ajudar a determinar o caminho crítico de projetos.

Com a ajuda do Gráfico de Gantt, os gerentes de projetos podiam identificar com precisão tanto o início como o término de cada atividade, assim como as folgas, os gargalos, as interdependências e o progresso das atividades, de forma a tomarem decisões mais assertivas em relação à execução dos projetos desenvolvidos.

Essa finalidade do Gráfico de Gantt é usada ainda hoje e se mostra bastante eficiente. Contudo, como o acesso à tecnologia revolucionou o mundo, passou a ser possível apenas lançar os dados em um software de gerenciamento de projetos e extrair o Gráfico de Gantt em forma de relatório.

Como montar seu Gráfico de Gantt?

O Gráfico de Gantt é baseado em uma linha do tempo em que o eixo horizontal representa as horas, os dias ou as semanas e o eixo vertical exibe as atividades. Marca-se o início e o fim de cada atividade, criando uma linha dentro do gráfico. Se preferir, você pode determinar cores diferentes para as atividade, agrupando-as conforme sua necessidade e, assim, tornando o gráfico ainda mais visual.

Depois de listadas todas as atividades e suas durações, você pode incrementar o Gráfico de Gantt com os nomes dos responsáveis por cada tarefa ou ainda reorganizar as atividades de modo que as interdependências fiquem mais evidentes. É possível ainda sinalizar o progresso da equipe, alterando a cor dos trabalhos já concluídos ou dos que estão em atraso, dando maior destaque ao que deve ser feito na sequência.

Ah, e não se esqueça de deixar seu Gráfico de Gantt à vista de toda a equipe, para que todos os membros possam visualizar o desenvolvimento do projeto e verificar suas responsabilidades sempre que for preciso. Se quiser se aprofundar mais no uso desse recurso no gerenciamento de projetos, sugerimos que leia este post!

Agora nos conte: você já conhecia a história do Gráfico de Gantt? Já teve a oportunidade de usar essa ferramenta em seus projetos? Comente aqui e nos conte sua experiência!