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metodologia de gestão de projetos

10 passos para implementar uma metodologia de gestão de projetos com sucesso

Se você está pensando em implantar uma metodologia de gestão de projetos na sua organização, é importante que tenha atenção em alguns pontos.

Isso porque a grande maioria das empresas se concentra no planejamento do sucesso da iniciativa, dando uma atenção maior ao controle de seus orçamentos, entregas, expectativas da alta gestão e em chegar ao “go-live” nos prazos.

No entanto, apesar de dedicarem seus melhores esforços ao gerenciamento de projetos, as taxas de fracasso dessas empresas geralmente permanecem elevadas. Na verdade, implantações de metodologia de gestão de projetos falham por diversas razões.

Dentre elas, há a falta de compromisso dos executivos, as expectativas não realistas, a definição pobre de requisitos, a seleção de processos inapropriados, as lacunas entre a rotina implantada e os requisitos de negócios necessários, e os recursos inadequados no software de gestão de projetos adotado.

E há também questões como os orçamentos irrealistas, a má gestão do projeto — que subestima o impacto da mudança —, a falta de formação e educação, e, por último (mas não menos importante), a má comunicação.

Bem, com esse grande rol de fatores de fracasso, é natural que as chances de sucesso de implantação de uma metodologia pareçam impossíveis — mas não são. De fato, a implementação deve começar com um plano de garantia de projetos estratégicos, com pontos críticos de atenção.

Assim, tal projeto de garantia estabelece uma compreensão clara das expectativas dos principais stakeholders, das áreas de negócios e da área de TI para parceiros, fornecedores e usuários finais da metodologia.

Diante disso, listamos neste artigo 10 passos para você seguir e ter êxito ao colocar em prática uma metodologia de gestão de projetos. Continue lendo e confira!

Implantações de metodologia de gestão de projetos falham por diversas razões, incluindo a falta de compromisso dos executivos, expectativas não realistas, definição de requisitos pobres, seleção de processos inapropriados, lacunas entre a rotina implantada e os requisitos de negócios necessários, recursos inadequados no software de gestão de projetos adotado, orçamentos irrealistas, a má gestão do projeto, subestimando o impacto da mudança, a falta de formação e educação, e por último, mas não menos importante – a má comunicação.

Com este grande rol de fatores de fracasso, as chances de sucesso de implantação de uma metodologia parece impossível, mas não é. Ela começa com um plano de garantia de projetos estratégicos com pontos críticos de atenção. Tal projeto de garantia estabelece uma compreensão clara das expectativas dos principais stakeholders, áreas de negócios e área de TI para parceiros, fornecedores e usuários finais da metodologia.

Listamos 7 passos para você seguir ao implementar uma metodolgia de gestão de projetos.

Crie um PM Canvas de garantia de sucesso

Para a implantação ser bem-sucedida e entregue no prazo, no orçamento e com a aceitação do cliente, é fundamental criar um Canvas de garantia de sucesso de maneira colaborativa, como parte de uma implementação de uma metodologia em grande escala.

Quanto a isso, já explicamos, em um post anterior, como planejar a implantação de um escritório de projetos com o PM Canvas. Em suma, isso irá te ajudar a:

  • reduzir e controlar os custos do projeto;
  • garantir que as metas sejam cumpridas;
  • minimizar surpresas;
  • fornecer uma análise objetiva;
  • proporcionar paz de espírito e confiança entre os executivos e os membros da equipe do projeto.

Padronize processos

De fato, parte da implantação de uma metodologia de gestão de projetos está na padronização dos processos, buscando simplificar e otimizar a rotina. E a primeira coisa que precisamos padronizar no ambiente de projetos são as nomenclaturas utilizadas na gestão.

Algumas dessas nomenclaturas são:

Tipos de projeto

Existem diversas formas de classificar projetos, mas seu objetivo principal é permitir identificar o volume de projetos gerenciados na organização com natureza semelhante, assim como permitir medir performance entre eles, analisando diferentes fatores.

Quanto a isso, alguns exemplos de tipologias para classificação consideram fatores como complexidade, área do conhecimento, natureza do serviço e o tipo de produto a ser gerado.

Registro de horas

Ao classificar os tipos de horas gastas nos projetos, é possível entender onde os gerentes de projetos estão gastando mais tempo e ainda identificar oportunidades de otimização.

Alguns exemplos comuns são: horas de gerenciamento, resolução de problemas, reunião, atendimento a clientes, entre outros.

Tipos de Custo

Ao classificar os custos, conseguimos saber, assim como no registro de horas, onde estamos gastando mais dinheiro e como podemos economizar.

Na PB, como trabalhamos com consultoria e nos locomovemos muito para fazer implantações, controlamos os custos de logística, compra de equipamentos, reembolso de consultores e despesas com serviços contratados.

Tipos de Questão

O registro das questões, também conhecido como Issues, tem por objetivo classificar todas as questões e problemas ocorridos no projeto. Trata-se do controle mais importante do projeto, pois trata diretamente os problemas e as questões do projeto.

Um exemplo comum é: “o projetor da sala de reunião não funciona”. Nesse caso, não justifica criar uma atividade para trocar o projetor, mas, se o problema não for resolvido, não será possível realizar o treinamento em gerenciamento de projetos que seria realizado no próximo dia.

Quanto a isso, os tipos de questões buscam classificar a natureza da questão ou sua origem.

Situações

Basicamente, serve para deixar claro o status de um projeto ou de uma atividade. Assim, a situação nos ajuda a compreender, em pouco tempo, em que fase se encontra uma determinada etapa ou projeto.

Associar uma cor a cada situação torna ainda mais fácil a compreensão. Por exemplo, a cor vermelha pode significar atraso, e a cor azul, mostrar o que já foi concluído. Isso ajuda todos a terem uma melhor visualização de dados, de modo a estimular a conquista de resultados.

Ainda, no Project Builder é possível utilizar as situações default do sistema ou criar situações personalizadas, como no exemplo a seguir:

No geral, a padronização de processos serve muito bem para que a comunicação seja mais facilitada, pois, dessa forma, todos passam a falar a mesma língua. Além disso, evita-se a perda de tempo para fazer a definição de certos pontos no meio do projeto.

Alinhe os fluxos de trabalho

Para assegurar uma padronização na maneira como os projetos serão conduzidos em toda a organização, você precisa identificar, alinhar e monitorar continuamente os fluxos de trabalho.

Portanto, entenda as dependências entre eles durante o desenvolvimento das atividades do projeto para garantir a alocação de recursos próprios e o cumprimento dos prazos dos projetos.

Defina atividades obrigatórias como kick-off, criação do canvas do projeto, marcos de aprovação de entregas e reunião de encerramento. E aproveite também para identificar quais são as etapas cruciais — ou seja, aquelas que, se sofrerem atraso, gerarão impactos no cumprimento de prazo de todo o projeto.

Esse tipo de planejamento evita, por exemplo, que se conclua uma tarefa no projeto para, então, notar que uma das suas etapas está incompleta. Além disso, também acelera o processo de conclusão, já que, uma vez que uma etapa está finalizada, todos sabem qual é o próximo passo a ser seguido.

E uma maneira de facilitar o alinhamento de fluxo de trabalho é utilizar modelos de projeto, em que você pode padronizar os pacotes de gerenciamento ou até mesmo todo o projeto.

Quanto a isso, aconselhamos nossos clientes a criar modelos de projetos recorrentes ou, então, criar ao menos o pacote de gerenciamento que poderá ser incluído separadamente em cada projeto.

Simplifique a priorização e seleção de projetos

Há algumas técnicas para avaliação individual de propostas de projetos que são utilizadas em diferentes metodologias e na literatura, e aplicadas ao dia a dia das empresas.

Ainda assim, as organizações ainda têm dificuldades quando é necessário avaliar um grande conjunto de projetos em carteira e definir rapidamente a prioridade de cada um deles.

E, especialmente na área de Tecnologia da Informação — em que a disputa por recursos é maior —, muitos projetos são iniciados sem uma avaliação prévia da sua real contribuição aos objetivos estratégicos do negócio.

Então, uma forma de resolver a questão é adotar um método simples e efetivo na definição de uma lista priorizada de projetos a executar, e na utilização de critérios de avaliação que agrupam pesos e comparativos. Vejamos:

Critérios

Em suma, os critérios são utilizados para pontuar os projetos, e refletirão a importância do projeto em relação a uma perspectiva de avaliação. Alguns exemplos são: custo do projeto, prazo de implantação, retorno sobre o investimento, prioridade e complexidade.

Indicadores

Já os indicadores são utilizados para agrupar os critérios, definindo o peso de cada um na classificação do projeto. Agrupando os critérios de custos do projeto e retorno sobre investimento, temos, por exemplo, um indicador financeiro.

Comparativos

Por sua vez, os comparativos são utilizados para agrupar os indicadores, facilitando sua utilização na seleção dos projetos. Normalmente, os grupos são formados por três indicadores, classificados em:

  • Eixo Horizontal (X)
  • Eixo Vertical (Y)
  • Tamanho (Z)

(Esses nomes se devem à sua utilização no gráfico de bolhas). Assim, a combinação de critérios, indicadores e comparativos permite plotar um gráfico de bolhas de maneira a tornar simples e efetiva a seleção de projetos.

Na avaliação gráfica, os projetos que estão no quadrante superior direito são os mais relevantes para estratégia da empresa, e os demais precisam ser avaliados se realmente geram valor para o negócio.

Com isso, evita-se a situação de empreender esforços em um projeto pouco alinhado com os objetivos do negócio, e deixar de lado outro que agregaria o valor desejado, por exemplo.

Descreva os papéis e responsabilidade

Uma das mais importantes definições no gerenciamento de um projeto são as atribuições de papéis e responsabilidades.

Para que a colaboração funcione perfeitamente, é fundamental definir e formalizar todo envolvimento e responsabilidade, a fim de evitar dúvidas e conflitos entre os membros da equipe. (Aliás, aproveite e veja o post que dedicamos à Matriz Raci).

Os principais papéis de uma atividade no projeto se dividem em:

Responsável

O responsável pelo gerenciamento do projeto. Ele deve planejar e executar plenamente o projeto até a sua conclusão.

Executor

Tem a função de executar suas atividades, informando esforço realizado, percentual realizado e datas reais de início do trabalho e de conclusão.

Equipe

Não é incumbido de entregar o produto final em uma atividade, mas está como um apoio ao trabalho e não é o principal responsável. Ele o executa, informando esforço e percentual realizado.

Valida

Valida o término de uma atividade informando fim real. Assim, tem o papel de analisar se a entrega foi realizada corretamente e se ela atende aos requisitos e expectativas do cliente.

Observa

Em suma, apenas consulta as informações e acompanha se elas têm uma função direta no desenvolvimento da atividade ou do projeto.

Dessa forma, a definição correta das responsabilidades evita tarefas publicadas, disputas e dúvidas sobre quem deve assumir quais responsabilidades.

E, para quem utiliza um software de gestão de projetos, é importante pensar nos perfis de acesso ao sistema, definindo que informações cada usuário pode acessar, editar e interagir. Essa hierarquização garante a disponibilidade e confiabilidade de dados, e também ajuda a aumentar a produtividade.

Quanto a isso, no Project Builder é possível criar um perfil de acesso para cada usuário do sistema e, assim, garantir a governança e a segurança das informações do sistema.

Identifique e analise os riscos

Sabemos que todo projeto envolve riscos em sua execução. Por isso, é indispensável que haja uma análise de riscos prévia para que o projeto corra a menor quantidade possível de riscos.

Basicamente, o momento consiste em tentar prever todas as situações indesejáveis que podem acontece dentro da execução de um projeto. A partir disso, os riscos devem ser classificados quantitativamente e qualitativamente.

Quanto à questão qualitativa, eles se dividem de acordo com a probabilidade de ocorrência:

  • quase certo: é o tipo de risco que não pode ser desconsiderado, já que as chances de ele acontecer estão muito acima da média;
  • provável: é o tipo de classificação das análises que mostram que o risco é bastante frequente, mas não é quase uma unanimidade estatística;
  • possível: é um risco de probabilidade média de acontecer, como acontece com um risco de probabilidade 50/50;
  • improvável: é o risco que existe e acontece esparsamente, mas com chances bem menores;
  • raro: é o tipo de risco que acontece em situações muito pontuais e que, para a realidade do projeto, tem as menores chances de aparecer.

Em seguida, há a classificação qualitativa, que acontece referente ao impacto da concretização de cada risco:

  • gravíssimo/catastrófico: é o tipo de risco a ser evitado a todo custo, já que pode causar graves prejuízos para o projeto e/ou para a empresa;
  • grave: é um risco que gera impactos negativos, mas em menor escala, e que gera um efeito menos abrangente;
  • médio: é um impacto não desejado e que, dependendo das probabilidades, não inspira tantos cuidados;
  • leve: é o tipo de risco facilmente contornado, sem que isso impacte todo o andamento do projeto;
  • insignificante/sem impacto: é o risco que pode até acontecer, mas que não influencia o andamento do projeto.

Então, diante dessa classificação, é possível montar uma matriz de risco, em que os mais impactantes e mais prováveis ficam à direita e acima. A partir daí, é possível priorizar quais riscos merecem ações mais efetivas, já que um risco quase certo e gravíssimo merece mais atenção do que um risco provável e grave, por exemplo.

De fato, a priorização de riscos é fundamental e deve ser feita, tanto quanto possível, antes de o projeto ser iniciado. Afinal, ainda que isso atrase um pouco o início da execução, há uma significativa economia de tempo posterior.

Grosso modo, o objetivo deve ser o de eliminar, reduzir ou mitigar os riscos existentes, visando tanto à diminuição da probabilidade quanto o alívio do impacto envolvido.

Crie uma comunicação eficiente

Basicamente, ter uma comunicação eficiente significa promover a integração dos envolvidos (stakeholders) do projeto em diferentes níveis.

Isso evita a propagação de ideias e de conceitos equivocados a respeito das atividades e dos resultados do projeto, bem como ajuda a firmar a periodicidade em que um documento será enviado e recebido.

Inclusive, a comunicação se beneficia de reuniões periódicas que sirvam para fazer o acompanhamento do andamento do projeto. Nesse momento, podem ser esclarecidas dúvidas, ser dadas sugestões, e a troca de ideias favorece o resultado final.

Se o plano é estimular o envolvimento e a participação dos interessados, sua eficiência será cada vez melhor. Nesse aspecto, um software de gestão de projetos pode facilitar a distribuição e arquivamento dessas informações.

Nesse sentido, uma função interessante que o Project Builder possui é a permitir a configuração para cada usuário e projeto, assim como criar notificações programadas e associadas a projetos e à atividade.

Considere o estabelecimento de metas

Para que o projeto saia como o planejado no escopo, desconsiderando-se os imprevistos, a motivação da equipe desempenha um papel fundamental. Afinal, equipes altamente motivadas são engajadas e produtivas, e permitem o alcance de prazos e limites estabelecidos.

Então, se o objetivo é desenvolver e favorecer essa motivação, uma prática benéfica consiste no estabelecimento de metas diversas — tanto para a equipe quanto metas individuais. Isso ajuda a dar um senso de direção para cada envolvido no projeto, e também gera estímulo em busca de reconhecimento.

O acompanhamento desse atingimento de metas deve ser feito de maneira dinâmica, e com feedback adequado, quando necessário. Assim, as conquistas devem ser celebradas, enquanto as falhas devem ser transformadas em oportunidades.

Esse estabelecimento de metas, entretanto, deve estar de acordo com a delegação de cada tarefa. Sendo assim, cada executo, equipe, e assim por diante, deve ter metas condizentes com as atividades que se esperada que desempenhem.

Inclusive, com a definição dessas metas feitas da maneira correta é possível garantir a adoção de metodologias diversas de execução, como a metodologia ágil. Como cada pessoa consegue entregar aquilo que lhe é designado, a conclusão do projeto se torna mais facilitada.

Assim, contar com um software de gerenciamento nesse momento é especialmente relevante, já que é possível identificar o andamento do projeto do ponto de vista individual e coletivo. E, com isso, o monitoramento de alcance de metas também é favorecido.

Saiba gerir mudanças

De fato, uma vez que o escopo do projeto tenha sido elaborado, e seu cronograma, definido, não é do interesse de qualquer gestor ou equipe que haja mudanças — especialmente as imprevistas. Porém, mesmo assim, elas podem acontecer.

Nesse momento, é fundamental fazer uma gestão adequada de mudanças, já que, do contrário, o projeto pode sair dos trilhos. É o caso, por exemplo, de documentar todas as modificações feitas para posterior análise e aprendizado.

E também é importante delegar novas tarefas acerca das mudanças, assim como reorientar o fluxo de recursos, caso necessário. Preferencialmente, o ideal é fazer modificações únicas a cada vez para evitar que se perca o controle sobre o impacto de cada alteração.

Essa gestão também deve ser aplicada tão logo a necessidade de mudança seja identificada. Aliás, o acompanhamento de perto do projeto permite que a gestão seja mais reativa e dinâmica, evitando que mudanças gerem impactos profundos e negativos. O objetivo é transformar o escopo, mas sem perder de vista o escopo do projeto.

Em muitos casos, gerir mudanças significa, também, impedir que elas aconteçam. Isso porque, durante a execução de um projeto, é comum que surja a necessidade de fazer modificações nem sempre benéficas no escopo. Assim, a gestão precisa estar preparada para avaliar e frear determinadas modificações.

Para entender isso melhor, basta pensar no caso de um atraso. Se uma determinada etapa sofreu um atraso imprevisto, será necessário fazer uma mudança em relação ao cronograma.

Nesse sentido, é possível tanto estimular a produtividade das próximas etapas para absorver o atraso como, também, tentar negociar um novo prazo de conclusão e entrega de resultados. Portanto, sem a gestão de mudanças, ou haverá um atraso em cascata ou, então, nem todos ficarão sabendo das modificações quanto aos prazos específicos.

Aprenda com as lições do projeto

Por fim — mas não menos importante — o uso das lições aprendidas permite a organização aprender com suas experiências. Afinal, o uso correto do processo nos ajuda a não repetir erros que já foram cometidos no passado, e a reaproveitar o que fizemos de melhor. Trata-se de uma ferramenta crucial para melhoria contínua de todo o processo.

Então, empregando este passo na implantação de uma metodologia de gestão de projeto, cria-se uma capacidade singular para você e a empresa irem além das barreiras tradicionais de gerenciamento de projetos, e te dá as respostas que você precisa para garantir o sucesso do projeto.

Ainda assim, é importante ter em mente que essa aplicação não deve ser opcional e, sim, sistemática. Se os erros e o feedback de atividades anteriores não forem levados em consideração, os próximos projetos se tornam menos assertivos. Da mesma forma, é importante analisar o que funcionou bem de modo a ser incorporado em projetos futuros.

É por isso que a gestão de mudanças, inclusive, deve ser feita de maneira totalmente registrada. Com isso, em uma análise futura, é possível entender quais são os pontos de mudança que podem ou devem ser aplicados de maneira antecipada no escopo de novos projetos.

Enfim, ter um software de gestão de projetos fácil e efetivo também te ajuda a identificar e resolver as questões estratégicas, táticas e intangíveis, além de gerenciar os fatores humanos antes que os mesmos se tornem insuperáveis.

E o melhor de tudo: concentrar-se nos pontos listados neste artigo lhe dará (e a todos os outros envolvidos) a paz de espírito de que o projeto está no caminho certo!

E então, gostou do artigo? Restou alguma dúvida? Como está o seu projeto de implantação da metodologia de gestão de projetos? Deixe-nos o seu comentário e conte para a gente!

Ficou alguma dúvida? Converse com um dos nossos consultores!

valor do PMO

Como planejar a implantação de um PMO enxuto com Project Model Canvas

Existem muitos desafios ao planejar a implantação de um PMO, o que acarreta em uma grande taxa de insucesso (já falamos aqui no blog sobre os motivos pelos quais os projetos fracassam). O Business Model Generation resolve o valor e planejamento dos recursos e atividades-chave do PMO. Mas e o projeto de implantação? Para te ajudar na estruturação do PMO criamos este artigo que mostra o passo a passo de como planejar seu escritório de projetos usando a metodologia do Project Model Canvas.

O Project Model Canvas é uma metodologia para planejamento e co-criação de projetos, criado pelo professor José Finocchio, e utiliza conceitos de gerenciamento de projetos, neurociência e design thinking para simplificar a elaboração do Plano de Projeto. Você pode conhecê-lo melhor no livro Project Model Canvas – Gerenciamento de Projetos Sem Burocracia, do Prof. José Finocchio Júnior.

 

A dinâmica

A dinâmica de construção do Canvas não tem papéis pré-definidos, mas apenas duas regras básicas:

1ª Deve ser feito em equipe;
2ª Uma das pessoas envolvidas deve ter conhecimento básicos de gestão de projetos.

Criando o PM Canvas

Na metodologia, os participantes preenchem um Canvas colocando post-its nos 13 quadros que definem, resumidamente: Por quê? O quê? Quem? Como? Quando e Quanto? Essas são as perguntas certas para estruturar o seu planejamento. Para a dinâmica, serão necessários uma boa sala de reunião para a equipe se isolar e os seguintes materiais:

Criando um Canvas com Post-it

a) folha A1 com o Project Model Canvas
b) post-it grande (98,4×149)
c) fita crepe
d) canetas

Criando um Canvas Digital

Ao planejar a implantação de um PMO, utilizando o nosso aplicativo mobile será necessário que cada participante baixe o App na Appsotre, para queM utiliza IOS. Uma televisão ou um projetor, onde será projetado a url do Canvas (nesse vídeo explicamos a dinâmica). O Benefício do Canvas digital é que não necessariamente os participantes necessitam estar na mesma sala, todas as informações ficam salvas digitalmente, e para quem utliza o Project Builder, é possível criar um projeto a partir do seu Canvas.

Preenchendo os 13 Blocos

0 – Pitch:

A maneira mais simples de descrever o seu projeto é usar o mínimo de palavras possível. O Pitch é a primeira parte a ser preenchida do seu PM Canvas. Nele, você deverá resumir seu projeto em apenas uma frase.

Exemplo: Escritório de projetos rodando!

Por quê?

Nesse ponto, você deverá responder o porquê da realização desse projeto. Se não conseguir encontrar a resposta, todo o seu planejamento perderá o sentido. Para fundamentar a defesa do seu projeto é importante analisar a situação atual da empresa, identificando quais são suas principais dores, que problemas estão enfrentando com essas dores e quais necessidades é preciso atender. Com o dever de casa respondido, vamos aos post-it.

1 – Justificativa

Coloque os problemas que a organização atualmente enfrenta e quais necessidades não estão sendo atendidas no momento.

Exemplo: projetos fora do padrão; insatisfação do patrocinador; gerentes de projetos gastam a maior parte do tempo apagando incêndio; perda de faturamento; perda de cliente.

2 – Objetivo Smart

Coloque nesse post-it o objetivo do projeto de maneira que fique “smart”. Isso significa:

  • Specific (específicos)
  • Measurable (mensuráveis)
  • Attainable (atingíveis)
  • Realistic (realistas)
  • Time Bound (temporizáveis)

Exemplo: Implantar o escritório corporativo de projetos na empresa Acme, responsável por padronizar a gestão de projetos; capacitar os gerentes de projetos na sua metodologia; dar suporte aos projetos estratégicos da empresa até 12 de agosto de 2014, gastando até R$ 80 mil.

3 – Benefícios

Deve descrever o que a empresa irá conquistar após a implantação do projeto.

Exemplo: aumento de faturamento; ampliação da satisfação do cliente; redução de custos; melhor qualidade de vida para o gerente de projeto.

O quê?

Quais necessidades serão atendidas? Nessa etapa, serão listados quais produtos, serviços ou resultados serão entregues ao final do projeto.

4 – Produto:

O produto é o resultado final do projeto. Um projeto pode também gerar um serviço ou um resultado único.

Exemplo: escritório implantado e operando na empresa Acme.

5 – Requisitos:

Definem a qualidade que o produto (serviço/resultado) precisa apresentar para ter valor para o cliente.

Exemplo: deve ter fluxograma da gestão de projetos; deve ter a metodologia padrão de gestão de projetos; deve ser aplicado o treinamento padrão da metodologia de gestão de projetos; deve ser implantado um software de gestão de projetos; deve ter uma festa de encerramento no final do projeto.

Quem?

Define quem participa do projeto. Inclui os stakeholders, os membros da equipe e o gerente do projeto.

6 – Stakeholders

Podem ser stakeholders externos ou fatores externos.
Stakeholders externos – são os envolvidos que não estão subordinados ao gerente de projeto.
Fatores externos – que podem afetar o projeto e devem ser listados.
Exemplo: consultoria em gestão de projetos; fornecedor do software de GP; diretorias da Acme; gerentes funcionais da Acme.

7 – Equipe

Todos os participantes que são responsáveis por produzir as entregas do projeto.

Exemplo: gerente do projeto; analista do PMO; consultor de projeto; analista de processos; instrutor.

Como?

Nessa etapa, respondemos como o trabalho será entregue no projeto. Para que o projeto ocorra naturalmente é importante definir quais são as entregas e quem são os responsáveis; suas premissas e restrições.

8 – Premissas

São suposições dadas como certas sobre o ambiente e os fatores externos ao projeto, que não estão sob controle do gerente de projeto. Exemplo: 90% dos gerentes de projetos vão aderir ao projeto; o software de gestão de projetos será implantado até 12 de agosto de 2014.

9 – Grupos de entregas:

São os componente concretos, mensuráveis e tangíveis que serão gerados pelo projeto.

Exemplo:
1 – Estratégia de implantação
4 – Apresentação do Processo
2 – Processo de GP
5 – Aplicação do Treinamento
3 – Implantação do PB
6 – Festa de Encerramento

10 – Restrições

Nesse quadro serão descritas as limitações do projeto, de qualquer natureza e origem, que impactam no desenvolvimento do trabalho da equipe.

Exemplo: os gerentes funcionais não podem se ausentar por mais de 8 horas de suas funções; não poderá ser gasto mais de 20% do orçamento com serviços externos; a equipe de TI interna não dará suporte à nova aplicação.

Quando e Quanto?

Em seguida, definimos quando o projeto será concluído e quanto custará para a organização. Mesmo sabendo de toda incerteza do planejamento, o gerente de projetos deverá dar uma estimativa de custo e de prazo para entregar os trabalhos do projeto.

11 – Riscos:

Riscos são eventos futuros e incertos que têm relevância para o projeto. Nessa etapa identificamos e analisamos os riscos do projeto e, para os mais relevantes, devemos buscar e implantar as respostas.

Exemplo: gerência funcional não adere ao método de GP; baixa qualidade do treinamento realizado internamente; atraso na implantação do software.

12 – Linha do tempo:

Nesse momento definimos quando vão ocorrer as entregas do grupo de entregas. A metodologia PM Canvas sugere que o prazo do projeto seja dividido em 4 períodos definidos pela equipe do projeto.

13 – Custos

Quanto será gasto para concluir esse projeto? É importante distribuir os custos pelos grupos de entregas pré-definidos.

Exemplo:

1 – R$ 800
2 – R$ 2 mil
3 – R$ 5 mil
4 – R$ 1,2 mil
5 – R$15 mil
6 – R$ 4 mil

Conclusões

A aplicação do PM Canvas pode facilitar muito o planejamento do PMO e a estruturação das entregas necessárias através do exercício e estudo de seus treze blocos fundamentais. Ele também possibilita divergir e convergir opiniões, criando assim, um entendimento comum entre os envolvidos e gerando indicadores fortes para a criação de um projeto de sucesso.

 

Agora você já pode começar a planejar a implantação do seu PMO! O que achou? Compartilhe conosco nos comentários!

business case

Como fazer um business case eficiente do seu projeto

Quanto vai custar o projeto? Em quanto tempo vamos ter o retorno sobre o investimento? Qual será o fluxo de caixa do projeto? Estas são algumas perguntas que seu business case, ou plano de negócio, precisa responder para justificar o investimento do seu patrocinador em seu projeto. Seja gerenciando projetos internos ou externos, mais cedo ou mais tarde, você precisará justificar o investimento necessário para um projeto.

Vendo que alguns gerentes de projetos possuem dificuldade quando o assunto é atestar a viabilidade financeira de um projeto, preparamos este artigo com o objetivo de te ajudar a construir seu primeiro business case ou otimizar a criação de planos de negócio dentro da sua organização.

O Plano de Negócio

Um plano de negócio (ou business case) é um guia para orientar a criação de um novo negócio ou empreendimento. Esse documento descreve como estará estruturado o negócio com base em diferentes perspectivas, como: analise do mercado; fatores econômicos; viabilidade financeira, dentre outros levantamentos necessários que servirão de base para justificar a implementação do novo projeto. Em resumo, o plano de negócios é um instrumento que permite comunicar uma ideia de negócio para vender (internamente ou externamente) ou para obter um financiamento. Trata-se também de uma ferramenta de uso interno para a organização, pois lhe permite validar a viabilidade das suas iniciativas e serve também como métrica de avaliação pós implementação.

Como elaborar o Business Case

Não existe uma forma exata, seu formato será mais granulado ou mais detalhista conforme a sua aplicação. Para solicitar um recurso no BNDES, por exemplo, existe uma necessidade grande de detalhamento, para seguir um processo interno de apresentação. No caso de um comitê de projeto pode ser mais resumido ou até mesmo um Pitch (documento de uma folha que descreve um novo negócio). O sumário abaixo pode ser utilizado como um guia simples e eficaz:

  • Sumário executivo
  • História da empresa/projeto
  • O produto/serviço
  • O mercado
  • A concorrência
  • Marketing
  • Manufatura e operações
  • Equipe de gestão
  • Resultados históricos (quando disponíveis) e projeções financeiras

Cada um dos itens listados possuem sua importância, no entanto, um ponto que necessita uma atenção especial é a seção Resultados históricos e projeções financeiras. Neste item, todos os detalhes e os dados quantitativos são apresentados em outras partes e submetidos a um teste numérico. Em resumo, as projeções financeiras são construídas com todas as estimativas de vendas da empresa, enquanto que, todos os custos de produção, distribuição, logística, despesas comerciais e administrativas são construídos em um resumo financeiro.

A elaboração das projeções financeiras deve estar sempre orientada a um período de três a cinco anos para que estas sirvam como base para a equipe de gestão, em relação aos objetivos da organização nesse período, e também para comunicá-las à instituições financeiras ou à possíveis investidores. O plano financeiro deve ser construído em padrões conhecidos, podendo ser mais ou menos simplificado, de acordo com seu segmento de mercado e a qualidade das informações obtidas em toda a sua pesquisa, base histórica ou levantamento, mas em resumo conter como resultados:

• Demonstrações financeiras (balanço patrimonial, demonstrativo de resultados/ lucros e perdas e fluxo de caixa) dos últimos anos (se disponível);
• Projeções financeiras e fluxo de caixa para o período de três anos;
• Análises econômicas: ponto de equilíbrio, lucratividade, retorno sobre investimento etc.

Quando houver a necessidade de captação de capital externo, por meio de financiamento, é importante incluir em suas projeções um resumo, desde a utilização até a liquidação dos recursos. Potenciais investidores e financiadores querem ver quanto de recurso financeiro seu negócio irá precisar, assim como a sua capacidade de pagamento e geração de valor.

Você já teve a experiência de construir um business case do seu projeto? Como foi? Compartilhe com a gente nos comentários!

 

O que é gestão de valor agregado

O que é gestão de valor agregado (GVA), e qual a importância dele para a minha empresa?

Para chegar até este artigo, talvez você tenha digitado no Google: “o que é Gestão de Valor Agregado?”. Talvez tenha clicado em um post nas redes sociais ou recebido o link de algum amigo. Sim, aqui você vai entender em detalhes o que é este método, além de visualizar como utilizá-lo em seus projetos.

Ao longo deste texto, vamos fazer uma reflexão sobre como funciona a GVA, quais os benefícios da sua aplicação no gerenciamento de projetos, entre outros pontos importantes. Acompanhe!

O que é Gestão de Valor Agregado?

A Gestão de Valor Agregado (GVA) é considerada como um dos melhores métodos para analisar a evolução dos custos e prazos de um projeto devido à sua eficiência.

Foi desenvolvida nos anos 1960 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a partir do Cost/Schedule Control System Criteria — C/SCSC. Este é um modelo de controle de projetos criado por Quentin W. Fleming e Joel M. Koppelman, consultor de gestão e desenvolvedor de software, respectivamente.

Naquele momento, a ideia era criar um padrão para medir o desempenho de um projeto, o que acabou evoluindo e se estendendo para o mercado em geral.

Em síntese, podemos dizer que a GVA é uma abordagem estruturada que integra o escopo, o cronograma e os recursos, para então medir o desempenho e o progresso do que foi planejado.

De acordo com o PMBOK, guia de melhores práticas do gerenciamento de projetos, elaborado pelo PMI (Project Management Institute), o desempenho é mensurado a partir da comparação entre o valor agregado e o custo real.

Já o progresso compara o valor agregado com o valor planejado. Entende-se como valor agregado o valor orçado para realizar o trabalho requerido pelo projeto em um tempo determinado.

Quatro ideias centrais dão a tônica da Gestão de Valor Agregado no gerenciamento de projetos:

  1. Estabelecer as linhas de base de escopo, tempo e custo antes de iniciar um projeto;
  2. Determinar qual será o ritmo de execução do projeto (entregas, tarefas e custos, sobretudo);
  3. Integrar as linhas de base do projeto;
  4. Acompanhar a execução do projeto utilizando indicadores do método GVA.

Qual a diferença entre valor planejado e valor agregado?

Para que o conceito de GVA fique ainda mais claro, é preciso lembrar que há uma grande diferença entre o valor de planejamento e o valor agregado.

Valor planejado, como o próprio nome diz, mostra o valor que foi determinado previamente para um projeto, enquanto valor agregado mostra o quanto de valor o projeto realmente ganhou ao longo de sua execução e também ao final.

Como mostraremos mais adiante, o valor planejado é apenas uma parte do cálculo do valor agregado, que contempla também o custo real.

Como funciona o método de Gestão de Valor Agregado?

Veja, a seguir, o funcionamento básico (a aplicabilidade) da metodologia de Gestão de Valor Agregado:

Linhas base

A metodologia parte da análise das três linhas — base de escopo, custo e cronograma. A partir destas, acompanha o desenvolvimento do projeto alinhando ao que foi planejado com o já realizado.

Estas avaliações periódicas são conhecidas como Linhas de Andamento ou Data de Andamento, que comparam as informações sobre as atividades já executadas com o que foi estabelecido inicialmente. Desta forma, pode-se identificar e controlar eventuais desvios entre o previsto e o realizado e, se for o caso, agir com vistas a corrigir os problemas.

Medidas Integradas

Para avaliar e medir o desempenho do projeto, a Gestão do Valor Agregado integra três dimensões essenciais do projeto, que são: Escopo, Custo e Tempo. Ao serem associados à qualidade, compõe os objetivos do projeto.

A combinação dessas três medidas se dá a partir da aplicação das informações de dependência entre as áreas.

Análise

A Gestão de Valor Agregado adota três critérios para monitorar a performance de forma constante:

  • Valor Planejado ou Planned Value (VP): Representa o custo inicial do projeto, constituindo-se como a linha de base da análise;
  • Valor Agregado ou Earned Value (VA): É o custo referente às atividades realizadas e/ou entregues até ao momento da análise;
  • Custo Real ou Actual Cost (CR): Representa o quanto já foi gasto nos trabalhos já realizados até a presente data, que, em geral, é o status do projeto.

A partir dessas informações, é possível calcular as projeções, ou seja, as tendências do projeto, as variações, que indicam a relação entre o que foi planejado e o realizado, e os índices de desempenho do custo e tempo do projeto.

A Gestão de Valor Agregado também indica a previsão de término do projeto e as variações de prazo e custo, projetando também as estimativas para o fim das atividades. Desta forma, é possível comparar o que foi realizado com o previsto inicialmente.

Quais os benefícios da Gestão de Valor Agregado no gerenciamento de projetos?

Agora que já sabemos o que é o método GVA e como é seu funcionamento básico, podemos listar os principais benefícios de utilizá-lo no gerenciamento de projetos:

  • Melhorias no controle de status dos projetos (mensuração objetiva da situação dos projetos);
  • Acompanhamento do desempenho dos projetos do início ao fim;
  • Visibilidade precoce dos resultados dos projetos, facilitando a detecção de tendências de custos e prazos;
  • Aprendizado constante com erros e falhas;
  • Auxílio na gestão eficaz dos recursos (dinheiro, tempo, capital humano etc.);
  • Confronto dos desafios com as melhores práticas (testadas e aprovadas, logo, contempladas no método e referenciadas pelo PMI);
  • Ganhos de efetividade no gerenciamento do controle das mudanças.

O que todo gerente de projetos precisa saber sobre Gestão de Valor Agregado?

Mais que os benefícios de aplicar esta abordagem, é também interessante saber algumas respostas a respeito dela. Veja:

1. GVA contribui para tomadas de decisão mais eficazes

É igualmente válido acrescentar à lista de benefícios que a Gestão de Valor Agregado também viabiliza um processo de tomada de decisão mais assertivo.

Isso porque, através de alguns dados — tais como o que foi feito no projeto —, é possível antever os valores que serão gastos, se é preciso fazer alguma modificação com relação ao cronograma (sempre confrontando com o que foi planejado), entre outros aspectos.

2. Planejamento e execução eficientes do projeto são fundamentais para os controles de GVA

Logicamente, é preciso que o projeto seja bem planejado e executado, pois o gerenciamento das informações é essencial para a Gestão de Valor Agregado — dados incorretos podem dar às análises, por exemplo, um sentido totalmente equivocado.

3. GVA funciona melhor em empresas colaborativas e com boa comunicação

A Gestão de Valor Agregado envolve, rotineiramente, coletar, sintetizar, analisar e divulgar informações sobre os projetos de baixo para cima. É uma metodologia que requer uma coordenação eficaz e uma boa comunicação em toda a organização, pois os dados precisam ser coletados em tempo útil.

4. GVA complementa outras técnicas e metodologias de gerenciamento de projetos

A Gestão de Valor Agregado é apenas mais um dos métodos utilizados para otimizar e tornar o gerenciamento de projetos mais eficaz. Combinada a outras técnicas, ela costuma ser bem mais eficiente no controle de custos, por exemplo.

5. O apoio da diretoria da empresa é importante para a aceitação da GVA

A Gestão de Valor Agregado é melhor aceita (e usada mais facilmente) quando suportada pelo alto escalão da empresa. A razão óbvia é que ela requer recursos para ser implementada.

Em projetos simples, a GVA pode ser implementada usando ferramentas prontamente disponíveis, como o Microsoft Excel, por exemplo. Já em projetos complexos, é necessário ter uma tecnologia mais sofisticada, contabilidade e apoio organizacional.

Além disso, independentemente do tamanho ou do tipo de projeto, a equipe precisará de treinamento na metodologia.

Gestão de Valor Agregado no seu negócio: você está pronto para aplicar em seus projetos?

Como vimos até aqui, valor agregado, valor planejado e custo real são elementos básicos da Gestão de Valor Agregado. Eles podem ser usados ​​para gerar uma visão geral básica do status dos projetos.

Em suma, valor agregado é o valor do trabalho realmente concluído até a data, valor planejado é o valor que deve ser ganho conforme o cronograma e custo real é o montante gasto no projeto até o momento da análise. Depois de ter essas informações em mãos, o gerente de projetos pode encontrar o status atual e compará-lo com o progresso planejado.

Logo, ao fazer a Gestão do Valor Agregado, as empresas conseguem controlar o status de seus projetos, a partir de avaliação e indicadores de monitoramento que apontam tendências e, consequentemente, reduzem os riscos, custos e atrasos de execução e entrega.

Enfim, é possível elevar o retorno sobre os investimentos (ROI) nos projetos a partir deste acompanhamento mais “cirúrgico”, mais estratégico do valor agregado.

Uma gestão estratégica deve acompanhar o desempenho dos projetos desde sua fase inicial de planejamento até seu encerramento, aprendendo com os erros e aplicando as melhores práticas.

Não importa qual o tamanho da sua empresa, nem qual é o seu mercado de atuação, é sempre útil contar com análises para conhecer o real andamento dos projetos e melhorá-los constantemente. Nesse acompanhamento, quando se contempla também o valor agregado, o gerenciamento dos projetos ganha ainda mais consistência e assertividade.

Então, você entendeu o que é Gestão de Valor Agregado? Já aplica esta abordagem em seus projetos ou pensa em aplicá-la? Deixe seu comentário!

 

Ferramentas de Gestão de processos

Comparação entre 6 ferramentas de gestão de processos em projetos

Ao longo dos anos, muitas ferramentas de gestão de processos, técnicas baseadas em estratégias e metodologias têm emergido com o intuito de facilitar os trabalhos de gestão. A necessidade de garantir a qualidade e, ao mesmo tempo, poupar investimentos tem incentivado ainda mais o nascimento de novas formas de gerir os recursos. Fazer mais com menos tornou-se uma máxima cada vez mais presente no mundo empresarial, e isso só se tornou possível graças aos esforços no desenvolvimento de novos modelos de trabalho.

O que antes parecia um contrassenso – reduzir os gastos e aumentar a produção – tornou-se uma verdade onipresente. Não à toa, a gestão de projetos, atualmente, conta com uma gama de ferramentas para auxiliar nas rotinas de gerenciamento. Deseja saber mais a respeito dessas ferramentas de gestão de processos? Confira os tópicos seguintes!

Control Charts (Gráficos de controle)

Considerados as primeiras ferramentas de controle de qualidade, os primeiros gráficos de controle foram desenvolvidos por Walter Shewhart em 1920. A ideia do primeiro gráfico era incluir pequenas amostras de produção aferidas periodicamente para detectar quando um processo estava se desviando. Graças ao gráfico de Shewhart, foi possível identificar se a causa de uma variação era aleatória ou poderia ser atribuída a algum fator específico.

Esse modelo de controle contribuiu para que os que prejudicavam o processo fossem identificados e, posteriormente, removidos. Com isso, as variações eram estabilizadas, trazendo normalidade ao ciclo de produção.

Resumindo, o gráfico de controle, ou controle estatístico de processo, é utilizado quando se deseja estudar como um processo varia com o tempo, logo, os dados são incluídos em ordem cronológica.

Basicamente, um gráfico de controle sempre tem uma linha central para a média, uma linha superior para o limite superior de controle e uma linha inferior para o limite inferior de controle. Estas linhas horizontais são determinadas a partir de dados históricos. Ao realizar a comparação dos dados atuais com esses limites, é possível extrair conclusões do tipo: se o processo é consistente (sob controle) ou é imprevisível (fora de controle, afetado por causas especiais de variação).
É possível afirmar que os gráficos de controle constituem a base que alicerçou as demais iniciativas na melhoria da qualidade.

PDCA

A demanda pela alta qualidade e por materiais de baixo custo durante a Segunda Guerra Mundial exigiu foco na melhoria da qualidade dos métodos e processos. Nessa época, Edward Deming, um professor de estatística da Universidade Estadual de New York, listou 14 pontos para nortear os esforços em qualidade por parte das empresas.

Não obstante, Deming ressaltou o papel da gestão de topo, e foi fundamental para a popularização do ciclo PDCA, de Walter Shewhart. As letras de PDCA e se referem a Plan, Do, Check e Act, quer dizer, Planejar, Fazer, Checar e Agir. Corresponde a um processo cíclico que envolve:

• Definir a natureza do problema, identificando as possíveis interferência e o modo para intervir;
• Implementação da solução;
• Avaliação dos impactos da mudança por meio do estabelecimento de relações funcionais ou causais entre as alterações nos processos, especialmente os comportamentos e os resultados, e
• Realizar novas intervenções, caso necessárias, antes de iniciar o ciclo novamente.

Juran’s Trilogy

O modelo de melhoria da qualidade proposto por Joseph Juran tem como base três processos universais, popularmente chamados de Juran’s Trilogy (Trilogia de Juran): Planejamento da qualidade, controle de qualidade e melhoria da qualidade.

Planejamento da qualidade: Corresponde a todas as partes relacionados aos produtos e serviços, tanto um como o outro podem fornecer indicadores precoces durante os processos de planejamento. As etapas do planejamento da qualidade envolvem:

• Definição do projeto;
• Identificação dos clientes;
• Descoberta das demandas do cliente;
• Elaboração do produto e processos;
• Determinação dos objetivos de qualidade e;
• Elaboração dos planos para atingir esses objetivos

Controle de Qualidade: Esse processo envolve a elaboração e manutenção de métodos operacionais, com o intuito de garantir que os processos de trabalho estejam sendo seguidos, conforme foram dimensionadas e que estão atendendo aos níveis de desempenho esperado. O controle de qualidade não se refere à melhoria de um processo, mas sim à validação da execução dos planos. Serve, principalmente, para monitorar um eventual pico de erro no processo.
• Assim sendo, o controle de qualidade implica em:
• Definições claras sobre a qualidade;
• A ciência plena do desempenho ou alvos esperados;
• Averiguação do desempenho operacional real;
• Contraste do desempenho real com as metas e;
• Intervenção no desvio.

Melhoria da Qualidade: Finalmente, a melhoria da qualidade é um método que tem como foco melhorar o nível de realização do processo. Ou seja, uma melhoria no desempenho graças a uma inovação ou uma nova ideia. Isso assegura que novos níveis de desempenho sejam sempre alcançados, e, em seguida, novos instrumentos de controle de qualidade entram em ação para sustentar essa nova meta.

Six Sigma

Talvez seja a ferramenta de gestão de processos de qualidade mais popular. Foi lançada pela Motorola, mas conquistou fama por intermédio da GE (General Electric). O objetivo é reduzir os defeitos, ou as variações nos processos através da aplicação de um modelo para a solução de problemas com base estatística. Funciona identificando os desvios da média padrão e eliminando essas oscilações. Para os projetos focados em criar novos desenhos de produtos, serviços e processos é usado o modelo DMADV:
• Definir metas: Delimitação de objetivos consistentes com as necessidades dos clientes e com a estratégia da organização;
• Medir e identificar: Mensurar e identificar os detalhes que são críticos para a qualidade, capacidades do produto, ou do processo de produção e riscos envolvidos;
• Analisar: Estudar alternativas elaborando um desenho macro e selecionar o melhor projeto;
• Desenhar detalhes: Projetar detalhes, melhorar o projeto e planejar a verificação do desenho.
• Verificar o desenho: Verificar o projeto, colocar em prática pilotos do processo, implantar o processo de produção e entregar ao dono do processo.

Já para projetos focados em melhorar produtos, serviços e processos de negócios já existentes, é utilizado o modelo DMAIC:
• Definir o problema: Definição do problema por meio da opinião de clientes;
• Medir aspectos chave: Mensurar as principais características do processo atual e coletar dados relevantes;
• Analisar os dados: Estudar as informações para compreender as relações de causa e efeito garantindo que todos os fatores foram considerados.
• Melhorar os processos: Proporcionar a melhoria e a otimização do processo com base na análise dos dados, tendo como princípio técnicas como: desenho de experimentos, poka-yoke (à prova de erros). E promover a padronização do trabalho para gerar um novo processo.
• Controlar: Monitorar o novo processo com o intuito de garantir que quaisquer desvios do objetivo tenham sido corrigidos antes de se transformarem em defeitos. Implementar sistemas como um controle estatístico e continuamente monitorar os processos.

Lean

Lean é considerada uma filosofia minimalista. O intuito é trazer eficiência usando o mínimo possível. Para tanto, a abordagem exige a identificação das demandas dos clientes e otimização dos processos, extinguindo tarefas que não trazem valor.
Ou seja, funciona com base na eliminação de resíduos de processos de negócio, pequenas melhorias que, quando implementadas, tem impactos macro no sistema. Esta ideia foi introduzida pela Toyota na década de 50, desde então, tem crescido muito.

Gestão de Qualidade Total

Total Quality Management (TQM) é um esforço organizacional integrado em todos os níveis da empresa para melhorar a qualidade. Essa filosofia organiza equipes multifuncionais para a identificação, análise e solução de problemas, com atenção especial à determinação da qualidade com base no entendimento do cliente.
A gestão da qualidade total é muito mais uma cultura de qualidade do que um determinado método, e agrega diversas ferramentas de melhoria. Por exemplo, as equipes de qualidade, podem se valer de:
• Histogramas;
• Gráficos de dispersão;
• Análise de Pareto;
• Outros métodos, tais como os citados acima: Gráficos de controle, PDCA e Trilogia de Juran também estão contidos em TQM.

É possível perceber que são várias as ferramentas de gestão de processos capazes de auxiliar na gestão de processos. A escolha de cada uma varia conforme a aplicação, por exemplo, o setor aeronáutico exige redundância, a prevenção de erros ou defeitos em um nível de detalhe extremo, pois um único desvio pode causar um acidente.

Em contrapartida, um projeto de pintura não denota grandes riscos, a ocorrência de um desvio, dificilmente, irá gerar consequências desastrosas. Portanto, nesse caso os modelos de qualidade podem ter maior margem de erro.

Ou seja, cabe ao gerente de projetos escolher a melhor, ou as melhores ferramentas, a depender da necessidade do empreendimento.
Já conhecia essas ferramentas? Tem mais alguma que gostaria de agregar à lista? Deixe seu comentário e contribua com esse post.

tipos de liderança

Tipos de liderança: como o perfil dos líderes influencia na organização

Os gestores modernos conhecem bem a importância de uma boa gestão para a motivação e a produtividade de suas equipes. Por isso é que hoje em dia são muitas as empresas que investem pesado em estratégias para identificar e preparar todos os tipos de liderança, a fim de que sejam capazes de conduzir seus times com cada vez mais eficiência e segurança.

Entretanto, é preciso compreender que existem diferentes tipos de liderança, sendo que essas variações resultam da combinação dos mais diversos aspectos, indo desde a personalidade, passando pelo mindset, as preferências, as ambições e as limitações até chegar às experiências anteriores e aos valores pessoais. Mas sabia que alguns estilos conseguem obter resultados mais consistentes e sustentáveis, de acordo com as peculiaridades e demandas do negócio?

Os gestores precisam, portanto, entender tais diferenças, reconhecendo seu próprio perfil, admitindo suas deficiências e buscando o aperfeiçoamento. Afinal de contas, o estilo de gestão pode influenciar bastante (tanto positiva como negativamente) sua carreira corporativa e até o futuro dos empreendimentos. Pronto para conhecer os principais tipos de liderança? Então fique de olho:

O líder autocrático

Mais conhecido simplesmente como chefe, o líder autocrático centraliza todo o poder de decisão e costuma ser bastante individualista. Gerencia a equipe com vigor, mas prefere manter certa distância, o que dificulta a criação de uma relação de confiança e respeito. Também não valoriza as competências, os talentos e o comprometimento de seus liderados, além de não estar disposto a ouvir sugestões ou novas ideias. Restringe, assim, a participação, a criatividade e a inventividade dos colaboradores. Sua incapacidade em delegar o sobrecarrega, fazendo com que fique preso ao microgerenciamento e não consiga atingir os objetivos planejados. Ao mesmo tempo, deixa de desenvolver as potencialidades do time, reforçando a dependência e tornando os processos mais lentos. Por tudo isso, já é considerado um perfil ultrapassado e ineficiente em muitas empresas.

O líder especialista

Esse líder conquista reconhecimento e oportunidades por meio de seu conhecimento técnico e know-how, sendo um profissional muito importante para o dia a dia das operações, para a solução de problemas e para o desenvolvimento de novosprojetos. Entretanto, em geral, não possui muitas das competências comportamentais exigidas para uma liderança efetiva, como empatia, paciência, persuasão e inteligência emocional. Nesse caso, é preciso tentar combinar as habilidades de especialista e de líder, buscando sempre o aprendizado.

O líder paternalista

O líder paternalista estreita os relacionamentos com a equipe, construindo laços emocionais. Mas esse modelo de liderança, diferentemente de muitos outros, não é orientado para os resultados, o que pode se transformar em um risco aos negócios. O líder paternalista baseia sua gestão em questões sentimentais, deixando de lado a meritocracia e as avaliações imparciais. Também tem dificuldade em exigir mais rendimento, em dar feedbacks negativos e a cobrar metas (sejam elas individuais ou coletivas). Dessa forma, exatamente por não contar com neutralidade nos julgamentos, sua liderança acaba atrapalhando o desenvolvimento da equipe e prejudicando os indicadores de performance.

O líder exigente

O líder exigente acredita que todas as tarefas devem ser executadas com excelência. Por isso, ao mesmo tempo em que é muito metódico e observador, também monopoliza as decisões e não incentiva a colaboração. Normalmente, cobra empenho máximo de todos, não admite erros e é impaciente com dúvidas. Por tudo isso, gasta tempo demais com detalhes e não consegue ter uma visão mais abrangente do negócio, o que o impede de obter ganhos mais expressivos. Demonstra, assim, não estar preparado para ser um líder genuíno.

O líder liberal

Esse é um tipo de liderança baseado na maturidade e na multidisciplinaridade das equipes, já que o líder não exerce uma supervisão constante. Nesse ambiente, sempre há espaço para a inovação, para o compartilhamento de conhecimentos e para o pensamento criativo. Porém, para que seja uma liderança realmente efetiva, é essencial que o gestor conheça profundamente cada liderado e confirme a competência e a capacidade de autogerenciamento de todos, de modo a não se tornar negligente e pouco ativo (principalmente em momentos críticos, quando decisões urgentes e assertivas são determinantes para o sucesso da empresa).

O líder workaholic

Por ser viciado em trabalho, o líder workaholic se dedica totalmente aos objetivos a serem alcançados e, claro, ao planejamento de sua carreira. Por isso, acaba esperando o mesmo comportamento devotado de sua equipe. Em linhas gerais, não respeita horários e mantem os colaboradores extremamente atarefados, distorcendo o conceito de engajamento. Esse é mais um tipo de liderança com foco exclusivo em resultados, menosprezando a importância de uma gestão mais humanizada para a conquista de melhores índices demotivação, satisfação e, consequentemente, de produtividade.

O líder democrático

Esse líder incentiva o envolvimento e a participação das equipes, inclusive no processo decisório. Desse modo, reforça a administração colaborativa, atuando como um facilitador ao orientar o time rumo à solução de problemas, coordenar atividades e sugerir ideias. É um tipo de liderança que favorece vários indicadores, além de reforçar o desenvolvimento e o amadurecimento dos profissionais. Na verdade, esse líder é capaz de garantir a motivação e a retenção dos talentos de seu time por meio de uma gestão inclusiva e eficiente.

O líder carismático

O líder carismático adota sempre uma atitude positiva, demonstrando bom humor, gentileza, entusiasmo, humildade e dedicação. Age com isenção e ética, conseguindo por isso conquistar a fidelidade e a admiração de muitos. Assim, acaba encorajando as equipes a adotarem a mesma postura. Cabe a esse gestor aprimorar seus conhecimentos técnicos e também suas competências comportamentais, de modo a complementar seu perfil, que já apresenta muitas caraterísticas indispensáveis aos verdadeiros líderes.

O líder meritocrático

Esse líder fundamenta suas decisões na meritocracia, monitorando constantemente a performance de seus liderados por meio de metas e indicadores. Nesse contexto, os colaboradores com melhores desempenhos são reconhecidos e ganham novas oportunidades. Já aqueles que demonstram rendimento abaixo das expectativas recebem orientação e uma supervisão especial. Esse tipo de liderança é mais justo, privilegiando os profissionais competentes e incentivando a produtividade.

O líder coach

O líder coach investe no autoconhecimento e, por isso, possui competências comportamentais bem desenvolvidas (especialmente a maturidade, a resiliência, a empatia e a humildade). Adota uma comunicação eficiente e é capaz de lidar com diferentes obstáculos, conflitos e pressões do cotidiano, sempre com maturidade e firmeza. Além disso, auxilia o time a aprimorar talentos, potencializar aptidões e otimizar o próprio desempenho. Assim, o líder coach consegue formar equipes mais fortes e preparadas.

O líder servidor

A liderança servidora se apoia no preceito de que liderar é servir. E, na prática, servir aos liderados significa estar disponível para ouvir, orientar e ajudar. Esse estilo de gestão engloba ainda uma série de outros fatores, como a real preocupação com o bem-estar dos colaboradores e a identificação das necessidades da equipe. O líder servidor compartilha conhecimentos, incentiva o aprendizado e oferece desafios, baseando-se na capacidade de influenciar e fazer com que os colaboradores pensem, avaliem e criem opiniões, tornando-se mais atuantes e participativos. Por ser uma gestão orientada ao capital humano, apresenta resultados sólidos e duradouros.

Agora que pôde avaliar diversas possibilidades, comente aqui e nos conte que tipo de líder é! Compartilhe suas impressões conosco e participe da conversa!

gerenciamento de riscos em projetos

Gerenciamento de riscos em projetos: 9 dicas para você ter sucesso

Sempre que uma iniciativa é malsucedida, vem alguém e diz: “você sabia dos riscos inerentes ao projeto”. Mas o que muitas pessoas não levam em consideração é que manusear o gerenciamento de riscos em projetos pode ser também algo positivo.

Por exemplo, se você joga na Mega Sena, corre o risco de não ganhar, mas também corre o risco de ganhar. O que você tem que fazer é gerenciar as variáveis (positivas e negativas) que influenciam seu projeto para que você atinja o objetivo a que tanto almeja. Neste sentido, gerenciamento de riscos em projetos é um conjunto de ações que visam maximizar os riscos positivos e minimizar os riscos negativos.

Veja a seguir 7 dicas para ter sucesso no seu gerenciamento de riscos de projeto!

1. Conheça os componentes do gerenciamento de riscos

Quando você começa a idealizar o Plano de Gerenciamento de Riscos, identifica três componentes: o evento (risco em si), a probabilidade de que ele aconteça e também o impacto, caso este ocorra. Por exemplo, se você está construindo uma casa próxima a uma árvore centenária, existe o risco de que a árvore caia. Mas qual a probabilidade de isso acontecer? E se ocorrer, que tipo de estrago ela fará?

Para cada risco listado, tanto negativo quanto positivo, você fará esta análise, classificando os riscos de maneira que os mais importantes sejam tratados rapidamente, visando preservar o resultado buscado com o projeto.

Depois de listados e classificados os riscos, você elabora um plano de ação para mitigar os riscos negativos (eliminá-los ou reduzir a probabilidade de incidência e o impacto) e maximizar os riscos positivos (aumentar a probabilidade de que eles aconteçam).

Isto não significa que os riscos positivos se tornarão realidade, nem que os riscos negativos nunca ocorrerão. Significa que você estará preparado para aproveitar as oportunidades que se apresentarem, assim como para agir rapidamente quando um problema surgir.

2. Saiba como ter sucesso em gerenciamento de riscos em projetos

Gerenciar riscos em projetos requer uma boa dose de análise crítica e de planejamento. Não é ser pessimista nem otimista demais, é ver o cenário em que o seu projeto está sendo desenvolvido por completo, com todas as oportunidades e ameaças.

Este é o momento para você pensar no quanto seu projeto é arriscado, em quais benefícios ele pode trazer para os usuários finais, em como seu cliente pode tirar proveito do investimento que está fazendo.

Depois de pensar nisso tudo, você poderá gerenciar seu projeto com muito mais eficácia.

3. Identifique todos os riscos corretamente

Até mesmo o mais absurdo dos riscos deve ser considerado no momento de fazer seu Plano de Gerenciamento de Riscos. Se ele for passível de acontecer, você deve saber quais são as consequências, já que praticamente todos os riscos terão impacto em, pelo menos, três áreas do seu projeto: escopo, tempo e custos.

Uma boa ferramenta – mas não a única – que pode ser utilizada para esse fim é a análise de SWOT.

ANÁLISE DE SWOT

O termo SWOT é um acrônimo, no inglês, para Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

Quer dizer, corresponde a um modelo que organiza as Forças, Fraquezas, Ameaças e Oportunidades. Na prática, o que se faz é um estudo das características internas (forças e fraquezas) e uma análise externa (oportunidades e ameaças).

No conceito de gerenciamento de riscos de projetos, a análise de SWOT se aplica muito bem como uma técnica de identificação de riscos.

Isso porque os riscos podem ter consequências positivas (forças, oportunidades) ou negativos (fraquezas, ameaças) e podem ser internos (forças e fraquezas) e externos (oportunidades e ameaças).

BENEFÍCIOS DA ANÁLISE SWOT

A análise de SWOT tem muito a contribuir para a gestão de riscos, pois permite olhar por outra perspectiva. Desse modo, gestor e equipe têm a possibilidade de encontrar riscos não identificados por outras técnicas.

É também uma ferramenta que está em consonância com a visão moderna de riscos: não são apenas potenciais problemas, mas também oportunidades.

E, finalmente, a análise de SWOT possibilita visualizar se há forças internas o suficiente para arcar com as ameaças (riscos negativos) ou para potencializar as oportunidades (riscos positivos). E, ainda, se as fraquezas são tão expressivas a ponto de inviabilizar o sucesso do projeto.

Desse modo, a análise de SWOT permite também realizar uma análise preliminar dos riscos no momento da sua identificação.

Realizando uma análise um tanto mais aprofundada sobre a aplicação da análise de SWOT, pode-se dimensionar até quanto a empresa, de fato, está disposta a se arriscar em benefício dos resultados.

Ou seja, a tolerância a riscos permite aferir até quanto dinheiro a empresa aceita investir e o quanto pode esperar até que o índice de falha seja considerado aceitável.

Em síntese, para efeito de identificação de riscos, tudo o que é assinalado como sendo ameaças e oportunidades são riscos (negativos e positivos).

Perceba que a fraqueza pode ser entendida como risco ou como um agravante para a ameaça. Já as forças mitigam as fraquezas e protegem – até certo ponto – o projeto de sofrer com as ameaças.

A ANÁLISE SWOT COMO FERRAMENTA INTERATIVA

Além de auxiliar no processo de identificação de riscos, as forças e fraquezas são elementos que apoiam a análise do risco e o planejamento de respostas a estes.

A fraqueza, por exemplo, aumenta a probabilidade de uma ameaça vir a afetar o projeto, ou aumenta o impacto desta.

A força, nesse caso, tem um efeito contrário. Por exemplo, a capacidade de investir na capacitação pode ser uma força para se aplicar no projeto e, ao mesmo tempo, a resposta ao risco para combater uma fraqueza e ameaça.

Note que, usando a análise de SWOT como ferramenta, os processos de gerenciamento de riscos se tornam ainda mais interativos.

Mas, ainda que a análise SWOT seja um método válido na identificação de riscos, outras estratégias e ferramentas adicionais podem e devem ser utilizadas em conjunto, viabilizando brainstormings mais produtivos e uma melhor gestão dos riscos.

4. Dimensione o risco com precisão

Um risco mal dimensionado é tão perigoso quanto um risco não identificado. Se você subestima o impacto de um risco no orçamento do projeto e depois percebe que o projeto se torna inviável pelo acréscimo financeiro, de que forma justificar isso para o seu cliente?

É por isso que você deve usar as ferramentas adequadas para dimensionar o impacto de cada risco no todo, considerando as possíveis ações para reduzir ou maximizar seus efeitos.

Uma das formas mais comuns de se dimensionar os riscos com maior precisão é por meio da matriz de riscos.

MATRIZ DE RISCO

A matriz de riscos, como diz o próprio nome, consiste numa matriz que serve para melhor classificar os riscos existentes no projeto, atribuindo a esses graus de relevância.

Em síntese, é composta por dois eixos principais: o vertical de probabilidade de surgimento do risco e o eixo horizontal do grau de impacto do risco no projeto – caso ocorra.

EIXO DE PROBABILIDADE DA MATRIZ DE RISCO

Sendo uma matriz, permite categorizar os riscos em diferentes possibilidades de ocorrência:

Quase certo: esta é uma atribuição aos riscos que são quase impossíveis de se evitar. Por essa razão, convém estudar iniciativas de mitigação que deverão ser colocadas em prática depois do risco se tornar um ofensor concreto.

Alto: significa que a chance de o risco ocorrer é grande, pois costuma se realizar, de fato. Assim, precisa ser gerenciado de perto.

Médio: consiste no risco que tem probabilidade ocasional de acontecer. Para tal risco, vale a pena planejar respostas, mas sem tanta preocupação como nos casos acima.

Baixo: quer dizer que o risco tem pouca chance de se concretizar.

Raro: neste caso, é muito improvável que o risco aconteça. Assim, só valeria a pena se preocupar nos casos em que esse risco se mostrasse com impactos grave ou gravíssimo.

EIXO DO IMPACTO DA MATRIZ DE RISCO

Gravíssimo: traduz-se em um risco que pode fazer com que o projeto seja inviabilizado ou que o dano ocasionado seja irreversível.

Grave: consiste em um risco que apresenta consequências que podem comprometer drasticamente o resultado do projeto, acarretando em atraso ou insatisfação das principais partes interessadas.

Médio: este é um tipo de risco que pode acarretar em prejuízo momentâneo nas restrições de custo e prazo do projeto, mas passível de ser corrigido.

Leve: refere-se a um risco com consequências pouco perceptíveis, podendo ser facilmente corrigido.

Sem Impacto: é o risco que não apresenta consequências perceptíveis no projeto, por isso pode ser tratado com indiferença em praticamente todos os casos. Somente requer atenção se ocorrer com certeza e com alta frequência.

Ou seja, ao analisar o eixo de probabilidade, pode ser atribuída uma classificação que varia de quase certo de acontecer até raro. E de sem impacto até gravíssimo, no que se refere ao impacto que pode ser ocasionado.

Essa pontuação exibe uma interseção, vem a categorizar o risco em:

  • Risco Extremo
  • Risco Elevado
  • Risco Moderado
  • Risco Baixo

Com isso, o que antes poderia parecer uma análise subjetiva e pouco confiável, passa a ser um modelo de gestão que diferencia os riscos e otimiza o processo de tomada de decisão.

5. Socialize as informações

Falar de riscos pode parecer um pouco pessimista ou otimista demais, mas sua equipe tem que saber o que pode ocorrer ao longo do projeto, assim como o cliente. Se a mudança de uma lei pode atrapalhar ou beneficiar seu projeto, você deve deixar claro quais serão os efeitos positivos e negativos dessa mudança.

Obviamente, todos ficarão na expectativa de que somente os riscos positivos aconteçam, mas se houver um impacto negativo, não será surpresa e todos saberão como agir dali em diante.

6. Aceite sugestões

Risco identificado e dimensionado, e vem alguém com uma solução nunca imaginada por você ou por sua equipe. Antes de rechaçar a sugestão, avalie se ela é aplicável.

Por mais absurdas que algumas soluções pareçam, muitas vezes são elas que nos salvam de boas armadilhas. Basta lembrar-se do personagem MacGyver para saber como, às vezes, o inusitado serve para muitas coisas.

7. Tome providências

Mesmo os riscos com pouca probabilidade de acontecer e pouco impacto para o projeto devem ser considerados, tratados e registrados, para que sua equipe saiba exatamente o que fazer no momento em que eles ocorrerem.

Subestimar os riscos de um projeto é uma falha bastante comum para as empresas, o que, muitas vezes, implica perdas irreparáveis para o projeto.

8. Monitore seus riscos

Mais do que ter um excelente Plano de Gerenciamento de Riscos em Projetos, com tudo documentado e guardado na gaveta, você deve ter mecanismos de acompanhamento para saber se a probabilidade ou impacto de cada risco está aumentando ou diminuindo.

Prever um acontecimento pode ser a diferença entre você ser parabenizado pela conclusão do projeto ou crucificado por ter um projeto concluído fora do prazo ou com orçamento estourado, por exemplo.

O monitoramento é fundamental para que você esteja sempre pronto para dar respostas ágeis e efetivas a cada risco, garantindo que seus clientes terão a solução contratada conforme o combinado.

9. Faça ajustes e siga em frente

A partir do monitoramento, você poderá atualizar seu Plano de Gerenciamento de Riscos, tornando-o uma verdadeira ferramenta de gestão.

A entrada de um novo concorrente no mercado do seu cliente, por exemplo, pode significar um risco a mais, assim como a saída de um grande player pode se tornar uma grande oportunidade. Estar atento a estas nuances permitirá que seu projeto seja um verdadeiro sucesso e que seu cliente se sinta satisfeito com o seu trabalho.

Gerenciamento de riscos em projetos é um gerenciamento de incertezas, de coisas que podem ou não ocorrer. Quanto mais preparado você estiver para lidar com estas incertezas, maior segurança sua equipe terá para desenvolver projetos de alta qualidade.

No entanto, para gerenciar riscos em projetos com eficiência, você precisa entender qual é o nível de impacto que cada tipo de risco pode impor ao seu projeto. Por isso, sugerimos que você dedique mais alguns minutos para ler este outro artigo: Série Desafios Comuns da Gestão de Projetos — Desafio 3: Gerenciamento de risco.

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stakeholders-chave

Como identificar os stakeholders-chave para seu projeto?

Identificar as partes interessadas precisa ser uma das primeiras atividades realizadas ao se iniciar qualquer projeto, pois muitas das decisões durante sua execução dependem dos chamados stakeholders-chave — interessados que têm um grande impacto sobre a iniciativa. Mas como identificar esses tais stakeholders? Como saber quais deles realmente são peças-chave para o projeto? Pois continue conosco por mais alguns minutos e descubra:

Quem são os stakeholders-chave?

Stakeholders são todas as pessoas, empresas e instituições que impactam ou são impactadas pelo projeto, seja de forma direta ou indireta. E a verdade é que, na prática, cada stakeholder tem um grau diferente de influência sobre o projeto, o que faz com que seja necessário classificar essas partes interessadas de modo a dar a devida atenção a cada uma.

Os stakeholders-chave são aqueles impactados diretamente pelo projeto ou que têm um alto grau de influência sobre a iniciativa. Uma comunidade que será afetada pela canalização de um rio ou um órgão público que tem o poder de vetar uma licença ambiental e, com isso, colocar todo o projeto a perder são bons exemplos de stakeholders-chave.

E como esses stakeholders podem ser tanto internos como externos, não deixe de considerar sócios, investidores, funcionários influentes, concorrentes e órgãos governamentais, ok?

Lembre-se de que toda iniciativa tem ao menos um stakeholder-chave, e saber identificá-lo é essencial para que o projeto se desenvolva com bastante tranquilidade e segurança.

Qual a importância de conhecê-los?

Saber quem são os stakeholders-chave de cada projeto permite que você identifique interesses, alinhe expectativas e descubra — o quanto antes — a melhor forma de lidar com eles, transformando-os em aliados e não opositores. Quando você identifica com exatidão quem são as partes interessadas em seu projeto, pode desenvolver uma comunicação clara e objetiva com cada uma delas, estabelecendo assim uma relação de confiança que levará ao engajamento desses públicos e à integração de esforços para o sucesso do projeto.

Quais os benefícios de identificá-los?

Quando você envolve as pessoas certas em qualquer iniciativa, agrega diferentes visões a seu respeito, o que pode se tornar um diferencial e tanto para o sucesso final do projeto. No desenvolvimento de um software de gestão empresarial, por exemplo, o diretor da empresa até pode saber do que precisa, mas se não contar com a participação dos funcionários, não conseguirá identificar as reais necessidades de quem efetivamente utilizará a ferramenta.

O papel do diretor é, portanto, pensar na estratégia e não na operacionalização das ações. Por isso, é fundamental que todos os envolvidos — tanto impactantes como impactados — sejam consultados durante o processo de desenvolvimento da solução. Nesse caso, até os clientes podem se tornar stakeholders, afinal, o ERP também serve para otimizar processos internos e melhorar o atendimento ao consumidor, não é verdade?

Além de ampliar sua visão sobre a extensão do projeto e explicitar quais serão suas consequências para os públicos envolvidos, assim você também conquista defensores para sua iniciativa, eleva a credibilidade do projeto devido ao apoio a ele conferido e, com isso, aumenta as chances de sucesso!

Como fazer essa identificação?

Chegamos à parte principal da nossa conversa. Agora que você já sabe o que são os stakeholders-chave, qual é sua importância e quais são os benefícios de identificá-los, vamos para a parte prática: como saber para quem dar maior importância ao longo do desenvolvimento do projeto? Siga nossas dicas e caminhe rumo ao alcance de seus objetivos:

Liste todas as possíveis partes interessadas

A princípio, faça uma sessão de brainstorming para listar todas as potenciais partes interessadas no projeto. Aqui não importa (ainda) o grau de interesse ou de impacto que cada stakeholder tem, de forma que o que você precisa é ter uma visão de quem são os públicos afetados pela iniciativa.

Além desse brainstorming inicial, faça pesquisas de mercado, realize um benchmarking com a concorrência, converse com o cliente e envolva o maior número de pessoas possível para compreender a extensão total dos públicos envolvidos.

Entenda os interesses de cada stakeholder

Com a lista de stakeholders formada, procure entender quais são os interesses de cada um a respeito do projeto. Nesse momento é importante pensar tanto positiva quanto negativamente, viu?

Assim, se algum stakeholder tiver interesses que possam prejudicar a iniciativa, relacione! É o caso de um político influente que pode não querer que sua empresa adquira uma área vizinha à sua residência para transformá-la em uma planta fabril, por exemplo, ou de um concorrente que escolhe minar sua iniciativa de expandir os negócios fazendo lobby para que você não adquira um investimento externo. Absolutamente todas as possibilidades devem ser exploradas para que você consiga conhecer profundamente quem são seus stakeholders-chave e como tratá-los, a fim de atingir seus objetivos.

Determine os respectivos níveis de influência

Você já sabe quem são e o que querem, agora é hora de determinar o nível de influência de cada stakeholder sobre o projeto — e por influência entenda a capacidade desse stakeholder de alavancar o projeto ou de paralisá-lo. Você pode inclusive montar um diagrama para entender esse nível de influência:

stakeholders chave 2

Note que o lado direito do quadrante é onde você deve focar seus esforços de comunicação e relacionamento — em especial no quadrante superior direito, que possui alta influência e alto interesse no projeto. Essas pessoas são as que têm o poder de potencializar seus esforços ou de barrá-los.

Classifique seus stakeholders por ordem de importância

Seja com base no diagrama que apresentamos anteriormente ou ainda em um sistema de pontuação de acordo com os níveis de influência e de interesse no projeto, classifique seus stakeholders em ordem de importância e desenvolva um plano de ação para cada um deles: como você vai conversar com esses stakeholders, como vai obter seu apoio, que tipo de riscos cada um pode trazer ao projeto e como mitigá-los? E se por acaso o inesperado acontecer, como sairá de uma situação de conflito com os stakeholders mais influentes?

Veja que aqui você precisará, mais do que nunca, de duas competências essenciais ao gerente de projetos: comunicação e negociação. O segredo é se manter sempre à frente da sua equipe e evitar embates desnecessários, mantendo um diálogo aberto com todas as partes interessadas.

Identificar os stakeholders-chave depende da complexidade de cada projeto. Assim, quanto mais complexo ele é, mais stakeholders estarão envolvidos e maior deve ser o cuidado ao classificá-los, determinando que tipo de atuação deve ser desenvolvida junto a eles. Mas e você, como identifica os stakeholders-chave dos seus projetos? Tem uma metodologia de trabalho diferente da que apresentamos aqui? Deixe seu comentário e contribua com suas dicas!

PM Canvas APP

PM Canvas APP: Passo a Passo de como criar seu Canvas usando o aplicativo.

Com o grande sucesso do PM Canvas APP e a grande demanda por utilizar o aplicativo, disponível para iPhone e Android, lançamos a integração dele com o Project Builder. Neste artigo vamos explicar como criar do zero um Canvas com a sua equipe e como importá-lo para o Project Builder.

Com o PM Canvas APP você consegue construir um Canvas em tempo real, cada usuário interagindo em seu próprio Smartphone (Se você ainda não baixou faça download aqui para IOS ou para Android. No aplicativo, o resultado pode ser projetado também em tempo real ao longo da criação do Canvas, e ao final da sessão, um PDF pode ser compartilhado com os stakeholders ou importado para o Project Builder.

O PM Canvas APP permite que o Canvas seja construído por times geograficamente distribuídos. Se você ainda não conhece a metodologia, assista este vídeo, onde o Professor José Finocchio ensina de maneira muito didática como utilizá-la. Leia também o livro Project Model Canvas – Gerenciamento de Projetos Sem Burocracia. Aqui vai um pequeno guia sobre como proceder.

1) Peça aos participantes que baixem gratuitamente o PM Canvas APP em seus smartphones ou tablets, na Appstore ou na Goolge Play.

2) Registre-se por e-mail ou pelo Facebook. Quando você entrar pela primeira vez no aplicativo, ele vai pedir seu nome e o e-mail base, pelo qual você será convidado para participar dos projetos. Para usuários do Project Builder que desejam fazer a importação, é necessário utilizar o mesmo e-mail do PB no aplicativo.

Para quem optar pelo login via e-mail, o sistema enviará um e-mail de confirmação com um número de autenticação, que deverá ser inserido no aplicativo.

3) Agende uma sessão com os participantes, marcando dia e hora de início e término. Para melhorar a experiência, se as pessoas não estiverem todas no mesmo local, assegure-se que exista um canal de voz, como por exemplo o Skype, conectando todos os participantes.

3) Cuide da logística da(s) sala (s), por exemplo: garanta que exista um projetor ou TV, para que todos possam visualizar em conjunto o Canvas sendo produzido em tempo real (pode também ser numa tela grande de um micro).

4) Escolha um gerente de projeto facilitador da sessão. Entre na tela do APP e na tela “Canvas”, clique em “+” no canto superior direito para criar um novo projeto.

IMG 3304

O gerente de projeto escolhido vai propor um PITCH- uma frase que resume o projeto e criar esse projeto no APP em seu aparelho.

Logo em seguida ele deverá inserir os convidados informando seus respectivos e-mails. Cada convidado receberá um e-mail de convite, e também o PITCH do projeto criado, que aparecerá automaticamente na lista do Canvas de cada um dos participantes, basta eles selecionarem o projeto e começarem a participar.
Obs: Os projetos nos quais você assumiu o papel de gerente de projeto, aparecem no topo da lista com o símbolo “GP” num círculo azul.

Quando você estiver numa tela, perceba que ao lado esquerdo superior de cada post existe um ícone de post-it. Este símbolo determina se o que foi digitado é um post válido para ser publicado no Canvas do grupo ou apenas um comentário visível a todos.

IMG 3306

Ao selecionar um projeto você vai se deparar com uma lista dos 13 componentes do Canvas, conforme mostrado na figura abaixo:

IMG 3307

Se aparecer uma bolinha vermelha com número dentro, exibida ao lado de cada componente, isso mostra o número de posts que seus colegas de projetos já digitaram e você ainda não leu.

Se estiver selecionado o post-it vai ficar amarelo e aparecer no Canvas que está sendo construído. Se não estiver selecionado o post fica branco e não aparece no Canvas.

Se você quiser projetar o Canvas, basta conectar o micro no projetor e abrir o browser com o link enviado.

Importando o Canvas para o Project Builder

integracao-canvas-projectbuilder

Para importar o Canvas planejado para dentro do seu ambiente Project Builder basta acessar > Projetos > Importação PM Canvas.

Neste momento o PB irá enviar um e-mail com um código, então basta informar esse código e confirmar a importação do seu Canvas. Feito isto, cada um dos 13 blocos é alimentado dentro do Project Builder. Em breve faremos um webinar sobre isso.

Realize a dinâmica e nos conte como foi!

consultor empresarial

Como se tornar um consultor empresarial de primeira

A carreira no ramo de consultoria empresarial começou a se expandir com mais força na década de 90, durante as privatizações da época. Nesse período, a urgência por mais experiência no que diz respeito à gestão privada para empresas que saíam do modelo estatal foi o gatilho da demanda do mercado por cada vez mais e melhores consultores. A implementação do sistema de certificação ISO 9000 e a necessidade de adoção de sistemas ERP foram outros fatores que, com o passar do tempo, contribuíram — e muito! — para consolidar esse profissional de tal forma que, atualmente, a carreira é uma das mais cobiçadas e prestigiadas do mercado. Quer saber então como se tornar um consultor empresarial top de linha? Pois leia já as dicas do nosso post de hoje:

Formação

A verdade é que, por mais que no nível da pós-graduação já seja possível encontrar cursos especializados em capacitar esses profissionais, ainda não existe uma graduação específica para se tornar um consultor empresarial. O profissional da consultoria só precisa basicamente ter bastante experiência na área, de modo a ser capaz de aplicar toda sua bagagem para resolver as necessidade de seus clientes. Assim, mesmo que o estudo seja uma constante na vida do consultor, a experiência prática acaba realmente sendo o fator que mais conta na hora de captar a clientela.

Perfil

Algumas características são de grande relevância para o consultor empresarial obter sucesso em sua carreira. Não basta apenas o estudo teórico, é preciso ter um perfil direcionado para exercer essa profissão, que inclui:

Boa postura

A forma de se vestir e se apresentar é o cartão de visitas de um consultor. Assim, ter cuidado com a aparência é essencial para causar uma boa impressão nos clientes e deixá-los certos de que estão falando com um profissional capaz de ajudar na expansão dos negócios da empresa.

Comunicação clara

Como um consultor é um profissional requisitado por empreendimentos localizados nas mais diversas localizações, é importante que sua habilidade de comunicação seja o mais clara possível, de forma a garantir o entendimento das informações independentemente de entraves linguísticos regionais.

Capacidade de persuasão

Quem requisita os conhecimentos de um consultor é o próprio empresário ou algum dos demais membros da alta administração, não é mesmo? Especialmente por isso, o nível de persuasão do profissional deve estar em dia, sendo bem praticado para convencer seus contratantes de que sua solução é viável e trará sucesso efetivo para a empresa.

Dificuldades

Apesar da alta rentabilidade na carreira de consultor empresarial, alguns percalços inevitavelmente cruzarão o caminho do profissional, que deve saber lidar com esses obstáculos para continuar colhendo sucesso em sua trajetória. Pronto para ter uma prévia?

Dinamismo da rotina

Ser consultor é encarar a rotina de chamados de empresários nas mais diferentes localidades e do trabalho diário com personalidades variadas. Como é um dia a dia muito dinâmico, não é nada adequado para quem não está acostumado ou disposto a lidar com novidades.

Captação de clientes

Paralelamente às atividades rotineiras, um consultor empresarial ainda deve dar conta de se dedicar à prospecção de novos clientes. Claro que o processo se simplifica com o decorrer do tempo e a consolidação de sua carreira, pela fama que o profissional cria no mercado, abrindo portas para indicações entre clientes. Porém, no início, dedicar-se à captação de novos trabalhos é simplesmente fundamental.

Falta de identidade

Alguns profissionais contratados frequentemente por uma determinada empresa podem desenvolver uma espécie de crise por não se sentirem parte do quadro de colaboradores. O mesmo problema é capaz de surgir pela ausência de um plano de carreira quando o consultor empresarial integra uma empresa de consultoria, por exemplo. Mas aí entra o entendimento adequado da carreira, que deve falar mais alto que todo o resto.

Agora que você já sabe o que é preciso para se tornar um consultor empresarial de primeira, que tal aproveitar o embalo para conferir as vantagens de se contratar esse serviço? Depois comente para nos contar o que achou!