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metodologia FEL

Metodologia FEL – Sistema de Validação por Portões de Entrada

A Metodologia FEL – Front End Loading, não pode ser traduzida ao pé da letra, ou seu significado não faria muito sentido, de fato ela quer dizer: Validar ou Autorizar por partes. O FEL foi idealizado pelo IPA (Independent Project Analysis), empresa de consultoria fundada em 1987, cujo portfólio de serviços atendem megaprojetos, de alta complexidade e orçamento elevado. Esse enorme banco de dados de projetos motivou a criação de um sistema que pudesse trazer confiabilidade e assertividade na aprovação ou rejeição de projetos, evitando assim, gastos desnecessários ainda na fase de iniciação. Veja o que costuma acontecer quando a metodologia FEL não é aplicada:

  •  Planejamento incorreto e custos altos provocados por contínuos replanejamentos. Lembre-se que nessa fase, já há um bom número de recursos alocados que eleva bastante o custo;
  • Paralisações recorrentes durante a fase de execução, devido a um estudo de viabilidade falho e simplista;
  • Atrasos exagerados e, de uma certa maneira, inimagináveis na entrega do produto final; e
  • Cancelamento do projeto durante a execução, pela percepção, tardia e inequívoca dos custos reais para sua execuçã.

Portanto, a metodologia FEL procura evitar que um projeto siga em frente sem a certeza e garantia de que seus objetivos serão atingidos, principalmente em relação às finanças, o que é avaliado pelo ROI – Return on Investment (Retorno sobre o Investimento).

É sempre importante recordar o significado da figura abaixo, que explica a motivação para aplicação dessa metodologia de aprovação segmentada, ainda na dase de iniciação do projeto.

metodologia-fel-sistema-de-validacao-por-portoes-de-entrada-1

Na prática, a figura acima mostra que quanto mais avançado estiver um projeto, maior será o custo da mudança, que no mundo privado significa grandes prejuízos, às vezes inviabilizando todo o projeto. No setor público, os prejuízos são repassados para os cidadãos pagadores de impostos, o que explica o descontrole e a ineficiência dos projetos tocados com orçamento público.

Como Funciona?

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Para que as empresas tenham um nível de assertividade elevado na análise e aprovação de megaprojetos, a maioria das empresas que possui boa cultura organizacional em gerenciamento de projetos, utiliza o método de aprovação dos portões ou a metodologia FEL.

Nesse sistema, são estabelecidas três etapas consecutivas:

  • FEL 1
  • FEL 2
  • FEL 3

Onde ao final de cada uma delas, é exigido uma APROVAÇÃO formal da alta gerência, do PMO estratégico ou da diretoria, representada aqui por um PORTÃO ou GATE. Nesse momento, o conselho avalia as entregáveis da etapa em questão. A principal entregável e grande diferencial da metodologia, diz respeito à qualidade e estreita margem de erro do orçamento final em relação ao custo real do projeto.

A cada fase de validação – representado pelos portões (gates), o parecer do conselho permite apenas três resultados:

  1. Aprovado para continuar seu caminho à etapa seguinte (permissão para atravessar o portão);
  2. Abortar o projeto; ou
  3. Reavaliar o empreendimento.

Somente após o projeto ter passado pelos três portões, e ter tido sua aprovação final, ele estará pronto para entrar na fase de execução e operação.

Se quiser saber mais sobre a aplicação desta metodologia, clique aqui.

gestão de portfólio e programas

5 principais benefícios da adoção de uma iniciativa de gestão de portfólio e projetos eficaz

Implantar um PMO é um importante passo que a organização dá em direção a uma gestão de projetos de alta performance. Assim, ter um escritório de projetos devidamente implantando significa que a gestão da organização em relação a esses trabalhos é trabalhada como parte estratégica do todo, além de implicar na padronização e no desenvolvimento das competências gerenciais e no alinhamento das três camadas organizacionais — estratégica, tática e operacional — por intermédio da combinação da gestão de portfólio, programas e projetos.

Dentre os principais benefícios gerados por um PMO podemos listar:

  • Promover um ambiente em que a tomada de decisão colaborativa é mais fácil e mais frutífera;
  • Minimizar os riscos para projetos individuais em termos de impactos nos negócios;
  • Certificar-se de que os recursos humanos são focados no controle e na eficiência;
  • Provar o valor do PMO para as respectivas partes interessadas importantes;
  • Comprovar que o sucesso não acontece somente hoje, mas é mais provável com iniciativas futuras do projeto.

Assim, não apenas para quem está no processo de tentativa de implantação do PMO, na fase de convencimento do board da companhia, mas até mesmo para quem tem que se convencer sobre o valor que o PMO gera, vamos explorar cada um dos benefícios proporcionados por essa gestão em maiores detalhes no post de hoje. Para o PMO que ainda não usufrui desses beneficios, a dica é ter esta lista sempre em mãos, como um guia de sua reimplantação. Então vamos lá:

#1: Melhor tomada de decisão

Esse benefício gerado pelo PMO diz respeito à sua capacidade de conduzir melhores decisões de negócio. A verdade é que, para se tomar boas decisões, é preciso ter acesso a bons dados, certo? E é por isso que a visibilidade é tão crucial, tanto de uma perspectiva estratégica, de cima para baixo, como de uma perspectiva tática, de baixo para cima.

Quando se tem um bom controle sobre métricas do projeto passado, por exemplo, torna-se muito mais fácil prever futuros fatores — como os relacionados à adequada utilização de recursos. E quando se tem um bom controle sobre o que está acontecendo em sua carteira de projetos atual, é possível descobrir quais trabalhos não estão contribuindo satisfatoriamente para o alcance dos objetivos corporativos. Como parte da equipe de gerenciamento de portfólio de projetos, é melhor que você descubra esse tipo de situação por si mesmo do que ouvir a respeito pela linha de gerentes de negócios ou, pior ainda, pela suíte executiva.

Na área de utilização de recursos, uma boa estratégia PMO o ajudará a compreender como e o que mudar em um projeto para impactar ou não a entrega de outros trabalhos. O PMO também o ajudará a voltar a priorizar e realocar conforme seja necessário. E, finalmente, uma boa estratégia PMO, apoiada por tecnologia sólida, permitirá que você modele múltiplos cenários para garantir que os projetos adicionados realmente contribuirão para os objetivos corporativos, não atolando outros projetos.

#2: Minimização de riscos

PMO Benefícios Bucket é a capacidade de evitar ou reduzir sua exposição a riscos. Se você assistiu ao primeiro webinar da nossa série sobre PMO — intitulado A perturbadora realidade de hoje do PMO —, já ouviu falar sobre como essa gestão pode erroneamente ser considerada um prejuízo para as organizações, de muitas maneiras diferentes. E esse definitivamente não é um lugar agradável para se estar, não concorda?

A verdade é que existem várias categorias de riscos, incluindo os financeiros, de governança, da má utilização de recursos e dos esforços mal direcionados. No lado financeiro, boas políticas de PMO o ajudarão a calcular os benefícios em relação aos custos de cancelamento de um projeto de baixo desempenho, bem como a identificar projetos que não estão contribuindo para o alcance dos objetivos corporativos. Assim, quanto mais cedo esses projetos rebeldes forem identificados, igualmente mais cedo os riscos serão reduzidos. Quanto à diminuição do risco de governança, o objetivo é construir uma estrutura de responsabilização que garanta que o nível adequado de conformidade é seguido em cada ciclo de vida do projeto.

#3 Maximização de recursos

O terceiro grande benefício de um PMO está em sua capacidade de maximizar os recursos. O maior grau de visibilidade que mencionamos anteriormente — tanto no nível macro como no micro — faz com que seja possível ganhar um tipo de controle sobre seus projetos que não é praticável em um ambiente fora do PMO. Uma abordagem centralizada também permite a redução dos custos do projeto, principalmente com a diminuição ou até mesmo a eliminação de esforço duplicado.

Como os recursos humanos constituem, de longe, o maior custo de implementação de qualquer projeto, esse pode ser um benefício substancial. Afinal de contas, nada aumenta mais a frustração e os gastos com um projeto do que a escassez de competências, especialmente durante períodos de pico de demanda. Com uma boa ferramenta de planejamento, você pode ver a procura global e específica do projeto e reimplantar seus recursos de acordo. Com um banco de dados, você será capaz de encontrar rapidamente o recurso certo para cada trabalho, mantendo as competências até a data em questão e gerenciando recursos de demandas, alocações e capacidades.

#4 Comprovação de valor aos stakeholders

Se há um fator que separa o super sucesso do PMO do resto é a capacidade de provar seu valor para as partes interessadas — e por partes interessadas queremos dizer qualquer um que tenha um real interesse no PMO ou em projetos individuais. Esse grupo inclui a linha de gerentes de negócio, gerentes de projeto, analistas financeiros e da equipe executiva.

Lembre-se de que não se trata apenas do valor real do que você está fazendo e do que você quer realizar, já que, na verdade, é a percepção de valor que conta. E quando você é capaz de deixar tanto a realidade como a percepção sobre um PMO bem vistosa e funcional, muitos benefícios são gerados. Assim você consegue ampliar enormemente tanto moral externa como a interna, além de reduzir o tempo que leva para produzir relatórios de altíssimo nível.

Estratégias de PMO e PPM eficazes também permitem que as partes interessadas tenham acesso ao status do projeto e às informações dos resultados de que necessitam, sem atolá-los com pilhas de dados irrelevantes e confusos. O resultado líquido desse maior grau de transparência se revela pelas partes interessadas obterem um nível muito maior de conforto e apreço pelo que você faz, em termos de execução do projeto e resultados.

#5: Ativação do sucesso repetitivo

Nós já mencionamos o quanto o PMO é importante para provar seu valor para todas as partes interessadas, certo? Pois uma das melhores maneiras de se fazer isso é demonstrando como o PMO cria um ambiente que leva ao sucesso repetitivo e previsível do projeto. Embora não ignore as habilidades de liderança, a essência de um PMO eficiente se resume a fornecer estrutura e tecnologia de processos que permitam atender continuamente a seus objetivos de negócio.

O sucesso repetitivo é adquirido por meio do estabelecimento de melhores práticas e metodologias comprovadas de gerenciamento de projetos, fazendo cumprir sua utilização em toda a organização. Você precisa ser capaz de alavancar os processos e as lições aprendidas a partir de projetos anteriores, capturando esses dados no repositório do projeto. Isso permite que você use não só dados do passado, mas também dados em tempo real, a fim de melhorar continuamente suas operações e os resultados do trabalho. Dessa forma, sua organização será vista não como um negócio reativo, como outro qualquer, mas, sim, como proativo.

Finalmente, você precisa garantir uma versão única da verdade para impor a coerência na avaliação de projetos anteriores e orientar a respeito da priorização e da execução de projetos futuros.

Tem-se, aí, os maiores benefícios da adoção de uma iniciativa de gestão de portfólio e projetos eficaz! Pronto para a implementação?

planejamento do projeto

Série: Dicas para cada etapa do projeto: 5 dicas para o planejamento do projeto

O planejamento do projeto significa definir as etapas necessárias para se chegar a um objetivo e contribui para criar um caminho, um direcionamento para a equipe, que deve estar ciente dos pressupostos básicos do planejamento para que este se realize.

No gerenciamento de projetos, o planejamento é crucial para que haja consonância nas expectativas de todos os envolvidos com o projeto, desde o sponsor até sua equipe, dos fornecedores aos patrocinadores. É através do planejamento que se constrói uma linha de conduta acordada com todos e que se estabelece as regras do jogo. Portanto, sem planejamento fica quase impossível levar um projeto adiante e garantir a satisfação de todos até o final.

Para a execução do planejamento do projeto, o gestor pode seguir um roteiro básico de ações visando garantir as boas práticas do gerenciamento de projetos e equilibrar os riscos inerentes a ele. Apresentamos a seguir algumas dessas ações. Acompanhe:

Lembre-se de que o projeto deve ser visto como um veículo de comunicação

Mais do que um conceito, o planejamento do projeto é o que dá corpo à ideia, influenciando os envolvidos positivamente em relação à execução do mesmo. Ao entrar em contato com fornecedores e patrocinadores, é o plano do projeto que vai estimular o investimento no seu negócio. Assim, cabe ao gestor a criação de um planejamento claro, conciso e convincente, dando todas as diretrizes.

Prepare-se para os ajustes em seu planejamento

Todo e qualquer planejamento está sujeito às nuances do mercado, do cliente, do consumidor e de toda a cadeia que envolve o projeto. Ou seja, uma hora ou outra, será necessário mudar alguma coisa no seu planejamento. Mas não se assuste, isso é natural. Quando você está preparado para as mudanças, fica mais fácil mensurar os impactos positivos e negativos e criar mecanismos de garantia de execução do projeto mesmo com estes desvios.

Divida o planejamento em fases

Para facilitar a compreensão do seu projeto, divida seu planejamento em fases, criando pequenos entregáveis ao longo do projeto. Além de tornar o seu trabalho mais fácil, as pessoas conseguem vislumbrar com maior clareza aonde você pretende chegar. Outra questão que fica mais visível com a segmentação por fases é o papel de cada membro da equipe, os cronogramas e as responsabilidades.

Foque no necessário

Um bom planejamento precisa ser claro e objetivo, não se preocupe com a extensão. Quanto mais conciso for o seu planejamento, menor a possibilidade de falhas de interpretação. Uma medida que pode ser adotada é detalhar cada fase do planejamento de acordo com a sua execução, poupando as pessoas de ler extensas descrições sem necessidade.

Tenha um cronograma de execução

O cronograma serve para colocar a sua equipe a par da execução do projeto e dos prazos para realização dos entregáveis. É uma maneira de controlar se as atividades inerentes ao planejamento estão sendo executadas conforme o planejado e cobrar o desempenho da equipe. Ele também serve para que você demonstre ao sponsor e aos patrocinadores o desenvolvimento do projeto e se ele está dentro do prazo acordado para entrega.

E você? Como você faz o seu planejamento? Você considera alguma outra etapa? Conte pra gente!

currículo para vaga de gerente de projetos

5 dicas matadoras para elaborar um currículo para uma vaga de gerente de projetos

A busca por um emprego é uma tarefa árdua. Especialmente em momentos de crise. Atualmente, a concorrência por vagas é alta e qualquer erro pode levar à perda daquele cargo tão sonhado. E o primeiro passo de entrada em uma empresa é a criação de um bom currículo.

O currículo é a sua apresentação em um processo seletivo. Ele traz um resumo de suas conquistas pessoais, a sua carreira e como a sua formação foi estruturada. Justamente por isso, é tão importante que ele seja bem formulado.

Não é difícil ver pessoas com excelente formação e grandes experiências profissionais sequer serem chamadas para uma entrevista por não terem um currículo bem elaborado. Isso ocorre especialmente em vagas com grande concorrência. Por isso, mesmo que você tenha uma carreira brilhante, é preciso saber como passar essa informação para o seu currículo de forma atraente e que prenda a atenção do empregador.

Não importa se o seu currículo é extenso ou resumido, ele tem que demonstrar para o recrutador a ideia de que você é a pessoa certa para a vaga. Caso contrário, a probabilidade de ele analisar todo o documento e identificar o seu potencial para o cargo será mínima.

E para que você tenha mais sucesso em busca de um novo emprego, separamos 6 dicas que o auxiliarão a elaborar um currículo para a vaga de gerente de projetos. Confira cada uma delas abaixo!

1. Evidencie suas conquistas profissionais

Para obter uma vaga de gerente de projetos, não é suficiente colocar em seu currículo apenas as suas experiências em outras empresas. É necessário ir além e demonstrar todas as suas conquistas até o momento.

Gerenciar pessoas, definir o escopo, avaliar os custos e saber criar um bom cronograma é o mínimo requerido para um cargo desses. Por isso, evidenciar essas atividades é um diferencial. Conte, sem se estender muito, qual era o seu papel nas várias fases dos projetos mais importantes da sua vida. Deixe claro como a sua influência contribuiu para o sucesso da iniciativa.

Para quem já atuou com gestão de múltiplos projetos, compartilhe os desafios enfrentados, quais as ações que você tomou e quais foram os resultados obtidos. Dê prioridade a projetos de destaque, que foram reconhecidos pelo mercado. Assim, será mais fácil para o recrutador encontrar dados que comprovem as suas afirmações.

Recebeu prêmios por alguma iniciativa? Não deixe isso de fora do seu currículo. Junto a certificados de qualidade, uma premiação deixará você em um lugar de destaque durante um processo seletivo. Elas mostram que a sua atuação foi responsável por colocar as organizações em que você atuou em um lugar estratégico.

2. Organize seus principais projetos por resultado

É importante você ressaltar as iniciativas que geraram os melhores resultados tanto para sua empresa como para o seu cliente. Isso demonstra que você é focado na entrega de resultados relevantes. Isso fará com que o recrutador dê continuidade na avaliação de seu currículo.

Levante dados sobre os seus melhores projetos e insira as informações sobre eles. Deixe claro o estado anterior do negócio antes da iniciativa e como as medidas adotadas impactaram as receitas e os indicadores da companhia, como o nível de produtividade e o número de erros a médio e longo prazos.

Destaque os principais projetos que você gerenciou e os que mais contribuíram para que as empresas atingissem os objetivos esperados. Eles serão capazes de demonstrar o que você é capaz de fazer em condições ideais de trabalho.

Se você ainda não possui muita experiência, enfatize suas conquistas acadêmicas. Deixe claras quais foram as conferências das quais você participou e como elas contribuíram para melhorar os seus conhecimentos técnicos.

Cursos também devem ser descritos. Dê um destaque especial aos que possuem mais importância para o tipo de projeto em que você deverá atuar na vaga pretendida. Se ela possuir foco em iniciativas como migração de serviços de TI, por exemplo, priorize os cursos de formação tecnológica.

Palestras e certificações não podem ser deixadas de lado. Esses são detalhes que demonstram o seu comprometimento em se manter com uma formação alinhada aos padrões do mercado, com foco na melhoria contínua do seu expertise.

Em outras palavras, manter-se atualizado é fundamental para alavancar sua carreira de gerente de projetos. Isso torna mais fácil a busca por um currículo para vaga de gerente de projetos incrementados, além de abrir novas portas durante a sua carreira profissional.

3. Destaque suas certificações

As certificações são documentos que apontam a capacidade de um profissional atuar em determinado campo sem que ele tenha, necessariamente, feito um curso ou uma formação completa na área. Esse é o caso, em geral, de pessoas que adquiriram conhecimentos sobre alguma rotina ou ferramenta no dia a dia ou por conta própria, estudando documentos e manuais de mercado.

Obtidas por meio de uma prova, cada certificação é emitida por uma entidade específica que, em geral, possui a autorização de um órgão regulador para realizar o processo de certificação. A sua obtenção pode ser o ponto chave para que o profissional consiga uma determinada vaga, uma vez que ela garante que você consegue atuar dentro dos principais padrões do mercado.

Se você possui certificação PMP ou Price-2, por exemplo, não deixe de mencionar isso em seu currículo. Como mencionamos anteriormente, ser um profissional certificado é um diferencial na sua carreira — e isso deve ser destacado.

Sempre avalie se existem novas certificações a serem obtidas na sua área de atuação. Não deixe de manter as certificações já existentes em dia. Especialmente se elas possuírem procedimentos para serem atualizadas regularmente.

Não se esqueça de que: uma certificação como a PMP colocará você me um lugar de destaque no mercado, mostrando para recrutadores a sua capacidade de atuar em diferentes áreas.

4. Tenha seu perfil no LinkedIn atualizado

Muitos recrutadores olham os perfis dos candidatos no LinkedIn. Garanta que o seu perfil esteja atualizado e bem feito. Não se esqueça de manter todos os dados atualizados.

Ter uma boa foto é uma das dicas mais importantes — por favor, nada de fotos de bermuda na praia. Escolha uma que demonstre que você é um profissional sério e pronto para enfrentar os problemas diários do mundo corporativo. Mas também não é necessário uma foto formal. Apenas apresentável.

Invista em um bom resumo, ele será a primeira informação a ser lida em seu perfil e, portanto, deve ter uma atenção especial. Conte, em poucas palavras, os maiores passos da sua carreira, o que você fez nos últimos anos e as suas conquistas. E não se esqueça de destacar os seus pontos fortes, além de descrever pontos-chave da sua formação.

Adicione competências e tente deixar o seu perfil o mais completo possível! Trate a sua página no LinkedIn como se ela fosse uma extensão da versão física do seu currículo para vaga de gerente de projetos. Coloque pontos importantes, de maneira clara e objetiva, como premiações, conquistas e cursos.

Aproveite e peça aos amigos que avaliem o seu perfil, indicando o que pode ser melhorado e os seus pontos-chave. Assim como na escrita do currículo físico, não ignore a gramática: todo o seu perfil deve ter uma linguagem objetiva, clara e sem erros.

5. Torne seu currículo visualmente agradável

De nada adiantará suas inúmeras qualificações se o seu currículo não for visualmente agradável. Pode até parecer óbvio, mas quando você não se atenta a essa questão, poderá dar a impressão de que você não se empenhou muito para desenvolvê-lo.

Utilize parágrafos, fontes simples, legíveis e discretas. Destaque os pontos relevantes, não se esqueça dos dados de contato e tente ser objetivo. Independentemente do estilo de que você goste mais, certifique-se de que seus projetos estão destacados como iniciativas separadas para cada posição que você desempenhou.

O layout de um currículo para vaga de gerente de projetos deve ser correspondente ao tipo de vaga e ao perfil do negócio em que o candidato quer atuar. Às vezes, é necessário manter uma estrutura mais sóbria, evitando cores e um tom jovial. Esse é um fator que pode contar muito na hora da seleção, portanto não esqueça de verificar como o visual do seu currículo para vaga de gerente de projetos está definido.

6. Atente para o básico

Há uma série de detalhes de um currículo que podem afetar as suas chances de entrar em uma empresa. Além das características do profissional e do layout escolhido, a maneira como os conteúdos é exposta, a gramática e outros detalhes básicos podem ser cruciais para definir as suas chances de sucesso ao buscar uma vaga.

Não deixe de ignorar tais detalhes. Verifique a quantidade de vezes que considerar necessário se não existem erros de sintaxe ou gramática. Avalie a concordância verbal, o uso de termos, identifique se há alguma sigla escrita de maneira incorreta ou termos repetidos excessivamente.

Também não deixe dados pessoais de fora. As suas informações de contato, como e-mail e telefone devem ser inseridas logo no início do seu currículo para vaga de gerente de projetos. Assim, caso a empresa opte por chamar você para uma entrevista, será fácil entrar em contato.

A criação de um currículo para vaga de gerente de projetos pode parecer complexa no início, mas com alguns cuidados, você pode fazer um documento matador. Quanto maior o número de detalhes inseridos e a clareza em suas palavras, mais fácil será para o recrutador perceber que você é o candidato ideal para a vaga almejada.

Ter um bom currículo é fundamental para conseguir as melhores vagas do mercado. Agora que você já conhece técnicas para criar currículos matadores para vaga de gerente de projetos, compartilhe este post em suas redes sociais!

business intelligence na gestão de projetos

Por que você precisa do Business Intelligence em sua gestão de projetos

Gerir projetos é lidar constantemente com um enorme volume de dados e informações durante um certo período de tempo. É preciso, a cada conclusão de projeto, ficar sempre a certeza de se ter feito o melhor, mas sabendo-se que é possível ir bem mais além a partir dos aprendizados com a experiência.

Com a implementação de um sistema de Business Intelligence na gestão de projetos, se torna mais eficaz na medida em que os dados e as informações gerados se transformam em um grande repositório de conhecimento de valor para toda a equipe, o qual pode ser consultado a qualquer momento a fim de servir de base para a tomada de decisões estratégicas durante a execução dos projetos.

Que tal saber um pouco mais sobre a poderosíssima ferramenta Business Inteligence na gestão de projetos? Então confira agora mesmo nosso post e fique por dentro dessa inovação:

Afinal de contas, o que é o Business Intelligence?

Essa ferramenta é constituída por um conjunto de recursos, metodologias e técnicas que visam a coleta, a análise, o processamento e o compartilhamento de informações obtidas por meio de dados desestruturados inseridos em sistemas CRM, ERP, Data Warehouse e Data Mining, por exemplo.

A partir da reunião de todos os dados em um único repositório, passa-se ao confrontamento dessas informações para que se possa extrair avaliações estratégicas para a efetiva gestão dos projetos, otimizando o trabalho da equipe e aumentando a eficácia das atividades desenvolvidas.

Por que usar o Business Intelligence na gestão de projetos?

Unificação das informações

A gestão de projetos se torna muito mais fácil e rápida quando toda a equipe possui um único local de referência para consultas a dados e informações importantes. E é exatamente isso que o Business Intelligence proporciona, convergindo todas as informações geradas ao longo do projeto com o objetivo de favorecer cada vez mais a eficiência da equipe.

Facilidade de compartilhamento

Os dados levantados por meio do Business Intelligence podem ser facilmente compartilhados com todos os envolvidos no projeto, desde os clientes, passando pelos fornecedores e chegando, claro, à equipe. Dessa forma todos ficam cientes de suas respectivas responsabilidades e do encaminhamento das ações, melhorando a comunicação e o desempenho do processo como um todo.

Desenvolvimento de melhorias

O Business Intelligence fornece um panorama geral da execução do projeto, podendo prever tendências e padrões onde olhos um pouco distraídos não enxergam nada além do óbvio. A partir disso, passa a ser possível ter excelentes insights para desenvolver melhorias em algum projeto específico ou até mesmo no processo de gestão de projetos como um todo.

Qualidade dos dados

A gestão de projetos baseada em planilhas de controle pode, sim, ser bastante útil, mas ao se trabalhar com um sistema de Business Intelligence, percebe-se a melhoria da qualidade dos dados a partir da fidelidade dos mesmos, o que nem sempre se consegue com planilhas avulsas e controles dispersos.

Apoio à decisão

Tomar decisões em gestão de projetos sempre requer uma boa avaliação por parte do gerente de processos a fim de que não haja nenhum impacto negativo na execução como um todo. Com base nas informações extraídas do sistema de Business Intelligence, o gerente de projetos passa a contar com dados e informações relevantes e imediatos para poder tomar as decisões mais acertadas.

Segurança dos dados

Planilhas podem ser de domínio de muitos, sendo facilmente corrompidas por erros ou, ainda, por invasões de hackers, o que pode comprometer todo o projeto. Ao adotar um sistema de Business Intelligence para a gestão de suas ações, você passa a contar com dados armazenados na mais adequada segurança e backups constantes de tudo o que vem sendo feito.

Acessibilidade da informação

A leitura de dados, de gráficos e tabelas nem sempre é compreendida por todos, certo? E essa falta de entendimento pleno pode comprometer o desenvolvimento da equipe e até mesmo dos clientes a respeito das fases do projeto, dos recursos utilizados e das previsões sobre cada etapa. Os relatórios emitidos pelo Business Intelligence tornam as informações mais fáceis de serem digeridas, melhorando, dessa forma, o desempenho e a comunicação do time.

Cumprimento de prazos

Com critérios bem estabelecidos sobre os prazos para os projetos em andamento, a equipe tem acesso a curvas de tendências, podendo prever quais são os pontos passíveis de atraso, trabalhando mais fortemente em determinados períodos para que as entregas sejam realizadas dentro do previsto.

Previsão de recursos extras

Como o planejamento do projeto nem sempre contempla todos os mínimos requisitos para seu completo desenvolvimento, alguns detalhes podem passar despercebidos. Nesse cenário, mais tarde podem surgir necessidades de contratação de recursos extras. Sempre que o Business Intelligence for alimentado com os dados adequados, será possível analisar tendências e verificar previamente se haverá mesmo essa necessidade, já eliminando riscos de imediato.

Eficiência na gestão de projetos

O Business Intelligence contribui consideravelmente para que a gestão de projetos se torne o mais eficiente possível em todas as suas fases, organizando os dados e os transformando em munição para que tanto o gerente de projetos quanto sua equipe possam desempenhar suas funções com maior agilidade e evitando desperdícios.

Informações privilegiadas

A análise de dados feita manualmente, por pessoas, não consegue mais abarcar todos os dados gerados na gestão de projetos, já que são várias as nuances a serem verificadas. Por essa razão, a adoção de um sistema de Business Intelligence na gestão de projetos deve ser seriamente considerada. A partir do confronto de dados inicialmente desestruturados, a ferramenta pode fornecer informações privilegiadas para a equipe, melhorando sua execução não só pontual, mas global.

Análise e mensuração de resultados

Todo projeto deve ter indicadores de desempenho, os famosos KPIs, para demonstrar os resultados efetivos que o projeto vem trazendo para o cliente, mostrando a performance da equipe em sua execução. Como poderosa ferramenta de processamento de dados e informações, o Business Intelligence permite acompanhar diariamente os indicadores de desempenho do projeto, bem como analisá-los de maneira que eles se tornem insumos importantes para novas iniciativas.

A gestão de projetos está cada vez mais profissional, não havendo como suprimir a presença de tecnologias cada vez mais avançadas para dar suporte aos gerentes de projetos e suas equipes. Quanto mais preparadas as empresas estiverem para gerir seus projetos de maneira integrada a esses sistemas, melhores resultados serão colhidos ao longo do tempo.

É preciso lembrar, ainda, que tudo o que é feito hoje pode servir como base para projetos futuros. E é aí que o Business Intelligence entra, como um poderoso aliado que reúne uma quantidade gigantesca de dados em um único lugar, mantendo todo o conhecimento gerado ao longo de anos de projetos desenvolvidos à disposição das novas gerações de profissionais da área. Assim é que se contribui para a excelência na gestão de projetos!

O Project BI, nova funcionalidade do Project Builder, permite que você coloque tudo isso em prática. Mais do que uma ferramenta de análise, o Project BI é um framework poderoso de análise e demonstração de resultados, que irá lhe permitir descobrir e mostrar os verdadeiros resultados do seu time de Projetos.

Agora comente aqui e nos conte suas impressões sobre esse valioso recurso! Qual das vantagens por ele proporcionadas chamou mais sua atenção? Compartilhe suas opiniões conosco!

gestão da documentação

O que é, afinal, a Gestão de Projetos

O que caracteriza os projetos, como surgiu essa abordagem nas empresas e quais as oportunidades para profissionais da área. O que é gestão de projetos?

O mercado de trabalho para o gerente de projetos não para de crescer. Basta ver os anúncios de emprego na área de administração. As empresas estão se dando conta da importância desse profissional em suas equipes para obter melhores resultados. O ambiente competitivo dos negócios, acelerado pela constante busca pela inovação, faz com que cada detalhe faça a diferença.

Mas, afinal, o que é gestão de projetos, como surgiu, quem é o profissional que deve assumir essa responsabilidade e quais as oportunidades no mercado? Vamos responder a essas questões, passo a passo. A começar do começo:

1) Definição de Projetos

“Projeto” é uma palavra amplamente usada em diversas áreas do conhecimento. Existem projetos de lei, projetos gráficos, projetos paisagísticos, projetos de vida, entre outros. Quando falamos em projetos nas empresas, nos referimos a uma ideia para se executar ou realizar algo, no futuro, dentro de um plano definido.

Projeto é uma atividade organizada para resolver um problema específico. É formado por uma sequência de eventos, tem começo e tem fim, o que o diferencia de operações contínuas. O objetivo do projeto é alcançar uma meta predefinida. Gera um único produto ou serviço final, e os resultados podem ser tangíveis ou intangíveis.

2) Origens da Gestão de Projetos

É possível afirmar que a gestão de projetos acompanha a humanidade desde as primeiras civilizações da Antiguidade. Tome como exemplos a construção dos templos gregos,as pirâmides do Egito, a Muralha da China e o Coliseu em Roma, são todas obras que provavelmente exigiram coordenação de recursos, prazos, escopo e qualidade para agradar clientes poderosos.

No entanto, a gestão de projetos como a conhecemos hoje, enquanto uma disciplina específica, surgiu no século 20. Os programas de defesa criados após a Segunda Guerra Mundial foram os primeiros a usar esse termo, a partir dos anos 1950. Com o tempo, a gestão de projetos extrapolou a área militar. A prática é usada em áreas diversas como engenharia, indústrias em geral, tecnologia da informação, comunicação, saúde, educação, administração pública, entre outras.

A instituição referência em gerenciamento de projetos foi criada em 1969. O Project Management Institute (PMI) é uma associação de profissionais da área que desenvolve pesquisas, capacita pessoas, documenta conceitos e promove acesso a informações e recursos. Com sede em Atlanta (EUA), o PMI está presente em mais de 160 países e tem acima de 240 mil associados.

3) O que é Gestão de Projetos

Gerir é administrar. O que difere a gestão de projetos de outros tipos de gestão é o tempo definido de início e fim. Exige ações específicas e envolve administração, manutenção, integração, prazo, custo, qualidade, recursos, comunicação, riscos e aquisições.

Criado pelo PMI, o Guia PMBOK – Projetc Management Body of Knowledge – assim define a gestão de projetos: é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas com o objetivo de atingir ou superar as expectativas dos clientes e stakeholders (as partes interessadas) sobre metas pré-definidas.

Perceba que a gestão de projetos envolve diversas disciplinas da administração. Cada projeto tem seus próprios desafios, como falta de recursos, prazo apertado, escopo indefinido. Quanto mais organização e documentação de cada entrega e cada marco do projeto, melhor aproveitamento o gerente de projetos terá.

4) O papel das empresas

Como já dissemos no início, as empresas estão acordando para a importância de um gerente de projetos em suas equipes. As oportunidades não param de crescer.

O que motiva essa situação é a alta velocidade da evolução da tecnologia. Quem não correr atrás de ideias inovadoras, ficará para trás no mercado. O consumidor está mais exigente por qualidade e atualidade, e produtos tornam-se rapidamente obsoletos. Para suportar esse ambiente de mudanças rápidas, as empresas precisam se organizar e se antecipar às tendências. O ambiente de trabalho está se voltando para projetos para acompanhar essa evolução.

5) Mercado de trabalho

Quem está no mercado como gerente de projetos tem grandes chances de evoluir na carreira, seja na sua própria empresa ou não. A disputa pelo know-how desses profissionais está acirrada. Mas o que é preciso para ser um bom gerente? Em primeiro lugar, deve ter competência técnica e conhecer a fundo o negócio em que atua, os produtos e serviços que sua empresa entrega. Além disso, deve entender de gestão de pessoas para envolver e motivar sua equipe na execução de suas tarefas, conquistando a confiança de todos. Entender de conceitos de administração, negócios, marketing e finanças também são características desejáveis. Saber se comunicar e ser organizado são fundamentais.

A formação desses profissionais é a mais diversa. Existem cursos que seguem os princípios do Guia PMBOK espalhados por todo o país. Os melhores estão concentrados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Recomenda-se buscar os Chapters do PMI para ter referências de bons cursos.

6) Ferramentas de trabalho

Existem normas que norteiam a gestão de projetos, como o Guia PMBOK. O conceito é uma importante ferramenta de trabalho. Claro que podem e devem ser feitas adaptações conforme o projeto.

Algumas empresas criam seus próprios programas de gestão de projetos. Mas é possível encontrar softwares pagos e gratuitos disponíveis na internet. A complexidade do software varia conforme a necessidade dos projetos da empresa.

7) Oportunidades futuras

O horizonte para o gerente de projetos é bastante promissor. Projetos podem ser considerados como mudanças nas organizações. O gerente de projetos é um agente dessas mudanças e, portanto, tornou-se indispensável. É ele quem vai planejar os passos das empresas em direção às ações de curto, médio e longo prazos, com metas definidas de sucesso.

Como partes interessadas nesse processo, as organizações têm promovido cursos de capacitação para seus profissionais. Aproveite essas oportunidades para se desenvolver e retornar à empresa o investimento feito em você. A recompensa virá.

Mantenha suas certificações atualizadas, estude sempre e tenha contato com outros gerentes de projetos para trocar ideias, referências e experiências. Filiar-se a uma instituição é recomendável nesse sentido.

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scrum e pmbok

Scrum e PMBOK: é possível combiná-los?

Nunca houve um consenso muito claro acerca da combinação entre o Scrum e PMBOK. Isso porque muitos gestores acreditam que devem, necessariamente, optar por um dos dois. É justamente aqui que começa o engano, pois apesar da natureza distinta de ambos, eles não são excludentes e podem ser perfeitamente combinados.

Em síntese, enquanto o PMBOK consiste num guia das melhores práticas de gerenciamento de projetos, dividido em grupos e processos, o Scrum se trata de um framework (estrutura) com eventos, artefatos e funções bem definidas. Os projetos de software, cuja principal característica é o dinamismo, costumam ser geridos por métodos ágeis, como o Scrum. Já os projetos tradicionais, com menor complexidade, são normalmente orientados às boas práticas do Guia PMBOK.

Ainda que exista essa aplicação, é plenamente possível combinar Scrum e PMBOK. Saiba mais sobre o assunto no artigo de hoje!

Principais características do PMBOK e do Scrum

Por se tratar de uma estrutura, o Scrum viabiliza adições e exclusões, desde que essas não causem impactos em seus três princípios, que são: transparência, inspeção e adaptação. Com isso, é possível afirmar que, tecnicamente, é plenamente possível adicionar processos adaptados do PMBOK ao Scrum.

O Scrum se encaixa melhor em projetos cujo escopo é incremental e/ou parcialmente desconhecido. No PMBOK, desconhecer o escopo não só enfraquece, como também inviabiliza o planejamento e, consequentemente, a execução do projeto. O Scrum tolera bem incertezas, atua com priorizações e ciclos curtos de entregas. Já o PMBOK trabalha, sobretudo, com riscos, admite a priorização de entregas e a realização de ciclos de entregas (planejamento em ondas sucessivas).

PMBOK X Scrum

O Scrum pode ser mais recomendado para projetos complexos, porque não há determinação exaustiva de processos a serem seguidos para que a equipe possa chegar aos objetivos do projeto. Ou seja, o Scrum propõe apenas algumas etapas que fornecem uma base para que outros processos sejam realizados, fazendo com que o projeto tenha sucesso para a organização e agregando valor de negócio.

Resumindo, projetos não tão simples, envolvendo processos empíricos são um ambiente ideal para a experimentação e adaptação de processos no Scrum — assim os objetivos do projeto, mesmo que definidos de maneira incremental, são atingidos.

Por outro lado, o PMBOK é mais apropriado para projetos com um menor nível de complexidade. Isso porque, basicamente, ele consiste numa série de práticas que têm funcionado bem para aqueles projetos cujos requisitos e tecnologia são bem conhecidos desde o início dos trabalhos. Predominantemente, são processos que tratam da gestão do escopo, de custo, do tempo, etc.

Dessa forma, para projetos que não apresentam muitas variáveis envolvidas, as boas práticas distribuídas no PMBOK apresentam os processos que devem ser seguidos para que se alcance o sucesso.

Grau de complexidade dos projetos

É bom que se diga que a distinção citada acima é um tanto subjetiva, afinal, a diferença entre projetos simples e complexos nem sempre é tão bem definida. Mas é, de certa forma, fácil determinar se um projeto tende mais para complexo ou mais para simples.

Para concluir, deve-se avaliar o projeto em relação à sua complexidade, em termos de domínio dos seus requisitos e tecnologia, e identificar se esse conhecimento traz o projeto mais próximo da zona dos projetos simples, ou se o leva para a área dos complexos. Se ele for para a primeira opção, PMBOK deve ser a técnica de gestão mais indicada, no caso da segunda, é melhor aplicar o framework do Scrum.

Combinando PMBOK e Scrum

Conforme reza o PMBOK, todo projeto tem cinco grupos de processos: iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, e encerramento. Em relação ao Scrum, é possível traçar um paralelo a esses processos. Veja:

Iniciação

Todo projeto, sem exceção, deve ter um objetivo e uma justificativa que motive a sua realização. Enquanto o PMBOK chama isso de Business Case e Project Charter, o Scrum conceitua como Visão do Produto.

Planejamento

O PMBOK preza que todo projeto tenha escopo, tempo e custo planejados. No Agile (Scrum), esse planejamento do escopo do produto é feito por meio do Product Backlog, já o escopo de cada Sprint é realizado por meio do Sprint Backlog. No que tange à estimativa de prazo, essa é determinada através do Release Plan (Planning Poker ou Ideal Days). E, finalmente, o custo é calculado em decorrência do escopo x prazo x recursos.

Execução

O PMBOK estabelece que é preciso identificar e gerenciar as expectativas das partes interessadas, gerenciar os recursos humanos do projeto, assegurar a qualidade e compartilhar as informações do projeto. O Agile tem os Product Owner como “representantes do cliente”, sensibilizando-se com as necessidades e expectativas dos stakeholders, o Scrum Master como o grande líder servidor e coach do time, a qualidade sendo validada através do Daily Scrum e a tramitação de informação do projeto sempre disponível através dos relatórios BurnUp/BurnDown.

Monitoramento e Controle

O PMBOK cita o monitoramento do escopo, tempo, custos, qualidade e riscos. No Scrum, há a figura do Product Owner revisando sempre o Product Backlog (Product Backlog Refinement ou “Grooming”), monitorando e revisando o prazo no Release Plan, por meio do Release Burndown, qualidade e riscos identificados sempre por intermédio das cerimônias diárias (Daily Scrum), de demonstração (Sprint Review) e de lições aprendidas (Sprint Retrospective). O PMBOK afirma que o escopo precisa ser validado, no Scrum isso é realizado na Sprint Review.

Encerramento

Enquanto no PMBOK o grande enfoque do encerramento é, sobretudo, nas lições aprendidas, no Scrum isso está presente na retrospectiva da iteração (Sprint Retrospective). O Scrum que, tradicionalmente, era exclusivo da área de desenvolvimento de software, atualmente, tem sido aproveitado nos mais variados segmentos.

Isso porque, assim como citado anteriormente, PMBOK e Scrum não possuem filosofias de gestão excludentes, podem trabalhar mutuamente. Basta que sejam aplicadas as peculiaridades pertinentes de uma e que sejam agregados os processos mais apropriados de outra, tornando a gestão melhor adaptada às especificações de cada projeto.

Nesse post você deve ter se deparado com alguns termos característicos do Scrum. Mas não se preocupe! Para que não fique nenhuma dúvida, preparamos para você um artigo dedicado ao glossário Scrum. Confira!

métodos ágeis

Quais as principais dificuldades de métodos ágeis e como resolvê-las?

Atualmente, com o intuito de tornar os processos mais simples e dinâmicos, muito se discute sobre a implantação de métodos ágeis em ambientes corporativos. Contudo, antes que os trabalhos possam ser implementados, é essencial refletir sobre alguns desafios que, com certeza, serão enfrentados ao longo desse processo.

Os métodos tradicionais se concentram em seguir o plano inicial, elaborar uma documentação minuciosa, valorizar, sobretudo, as ferramentas e processos, bem como a etapa de negociação de contratos. Em contrapartida, os métodos ágeis prezam pela adaptação rápida às mudanças, interface constante com o cliente, além de valorizar os indivíduos e suas interações.

Diante desse contexto, pode-se afirmar que os métodos ágeis enfrentam diferentes barreiras para conquistar ambientes tradicionais. Enfim, provavelmente esse seja o maior desafio: a mudança cultural!

O paradoxo do trabalho supervisionado

Ao longo de nossa existência, fomos orientados a manter o controle sobre absolutamente tudo. Pois esta é a maneira de garantir que as coisas funcionem: são necessários os papéis de controlador e controlado, chefe e empregado. É por essa razão que se propaga a crença de que as pessoas precisam de um mestre para monitorar de perto as atividades, sem acreditar, de forma alguma, que elas seriam realizadas de modo satisfatório sem tal supervisão.

Logo, a principal grande dificuldade para implementação das metodologias ágeis é a resistência natural das pessoas às mudanças!

A forma de implementar a metodologia

Após isso, vale discutir o modo como as mudanças são colocadas em prática. Mudança efetuada de maneira imposta nada mais é que uma postura de “chefe e empregado”. Quando existe alguém responsável por pensar em todos os detalhes, oferecendo a solução pronta, a relação de dependência somente aumenta, pois os liderados não se sentem confortáveis para fazer as atividades com autonomia: experimentar, cometer erros, aprender com esses erros e se aprimorar de modo contínuo.

Existe também uma espécie de tendência a buscar a metodologia perfeita, como se houvesse uma única forma, uma estrutura milagrosa, superior a todas as outras.

Caso você seja um daqueles que acredita existir apenas uma única resposta para toda questão, você precisa trabalhar melhor essa “verdade”. Cada indivíduo interage em um espaço complexo único, dotado de um conjunto de pontos positivos e negativos, os quais requerem análise e adaptabilidade. Isto é, não existe verdade absoluta, mas sim adaptação.

Quanto maior for o ambiente, mais complicada é a adaptação. Por isso, é justo ressaltar que não adianta se dirigir ao cliente externo e dizer que ele se chama “product owner”, que precisará redigir certas coisas que se chamam de “user stories” e que ele terá que dedicar mais tempo interagindo com o projeto. Afinal, a pessoa do outro lado lida com diretrizes da sua própria cultura.

Aculturação Organizacional

É importante deixar claro que a mudança da cultura organizacional é fator chave para que a adoção das metodologias ágeis tenha sucesso. Não faz sentido conceituar os recursos do seu projeto como “time ágil”, se os mesmos são microgerenciados. O mesmo vale para dizer que seus times são “empoderados”, se eles mal podem experimentar por conta própria ou errar um mínimo aceitável.

Metodologias ágeis estão em voga, sendo o que há de mais novo em gerenciamento. Mas não é por isso que deve ser implementada, de imediato, no maior projeto da corporação, aquele para o qual todos os olhares estão voltados. Tenha em mente que você está experimentando, logo, talvez seja mais apropriado assim o fazer em algo não tão grande assim. O tamanho ou mesmo a dificuldade do projeto piloto deve ser tratada com cuidado.

Formação da equipe ágil

A definição do time também deve ser levada muito a sério. Equipes multidisciplinares não são tão simples de montar, mas quanto mais próximo do ideal for conquistado, maiores serão as chances de sucesso do projeto. Vale lembrar que, quanto maior for o engajamento do time, quanto mais ele for autossuficiente, melhor.

Finalmente, não se deve cobrar ou fornecer prazos e expectativas irreais, tanto para o time, como para o cliente. É possível que o projeto não termine em menos tempo; pode ser que custe mais do que o previsto; coisas podem dar errado. Logo, lembre-se de experimentar, inspecionar e melhorar continuamente.

Autoconhecimento organizacional

É essencial que se conheça bem o ambiente que sofrerá as mudanças e saber com clareza quais são as intenções dessa transformação cultural. A mudança exige não só aprender, como também desaprender valores, premissas e posturas antigas de trabalho, antes que se possa agregar novos comportamentos. Os elementos primordiais dessa mudança cultural são: apoio da alta gestão e treinamento.

A liderança pelo exemplo

Ainda que seja difícil obter o apoio da alta direção da organização, é fundamental mover esforços na conquista desse engajamento. São os executivos que devem “tomar a rédeas” da transformação pela mudança de suas próprias atitudes e assim inspirar os times.

A gestão de pessoas, assunto muito estudado nos dias de hoje, também é considerado uma grande barreira. Consiste no trabalho mais difícil e complexo de se realizar nesse processo. É consenso que as pessoas representam uma grande fonte de problemas. Diante desse contexto, deve-se sobressair a figura do líder agregador e conciliador, capaz de motivar e inspirar seus liderados, sendo construtor de equipes homogêneas, com um objetivo comum bem definido.

Interação entre setores

Uma boa interface entre todos os departamentos da empresa é essencial, mas também outra tarefa complicada. Por isso, a mudança cultural respaldada pela alta gestão é tão importante.

Desenvolver uma boa comunicação e atitudes comuns que sejam bem aceitas e compreendidas por todos, simplifica as interações entre indivíduos de naturezas distintas. Isso contribui para a criação de um clima de harmonia e apoio mútuo, fortalecendo ações em prol de um mesmo objetivo definido no planejamento estratégico da empresa.

Interação com os clientes

Conforme já foi citado, os clientes externos devem interagir ativamente no processo de desenvolvimento de produtos, serviços ou resultados, mantendo comunicação constante. E da mesma forma como no relacionamento com os times internos, as interfaces devem ser de apoio e cooperação no sentido de oferecer os resultados desejados. Evitar a todo custo conflitos e procurar soluções em conjunto são aspectos importantes dessa relação.

Por fim, é bom que seja dito que essas são as principais – mas não as únicas – dificuldades que os métodos ágeis enfrentam ao longo de sua implementação. Dessa forma, os que desejam aplicar esses métodos em seu ambiente de trabalho devem estar preparados para os diferentes contextos conflituosos que surgirão durante essa transição, buscando ser persistente e determinado.

PMBOK

PMI, PMBoK e PMP: quais as principais diferenças?

Quando temos projetos em nossas vidas pessoais — como comprar um carro, viajar ou fazer um mestrado — traçamos algumas metas para que esses planos se concretizem, não é? Guardamos dinheiro, pesquisamos roteiros e estudamos para testes.

No meio empresarial tudo isso também acontece, porém de forma organizada e com metodologias que garantem o alcance dos objetivos. Para isso, são adotadas as melhores práticas de mercado, dentre elas aplicadas as premissas do PMBoK — Project Management Body of Knowledge —, o guia que traz boas dicas sobre o planejamento de projetos.

A gestão empresarial de projetos pode ser tida, então, como a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas que visam ao atendimento dos objetivos de uma necessidade da empresa. Nesse cenário, duas outras siglas são também essenciais: PMI e PMP. Você sabe o que cada uma delas significa e qual é a diferença entre elas?

Confira o nosso artigo de hoje para saber mais!

QUAL A MELHOR DEFINIÇÃO DE PROJETO?

Como conceituação, tem-se que um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado. Temporário não significa necessariamente curta duração, mas possuir início e fim bem definidos. O final do projeto é alcançado quando seus objetivos são atingidos ou quando, por algum motivo, ele for encerrado.

Outra característica importante é a exclusividade das suas entregas, o que significa que o produto ou serviço criado pelo projeto não foi empreendido anteriormente. Essa singularidade diz respeito não somente ao produto em si, mas também ao seu processo de desenvolvimento.

Na definição do PMBoK, os projetos possuem uma organização própria, que pode ser chamada de cadeia de valor representada por etapas ou processos:

  • Iniciação, que define e autoriza o projeto ou uma fase do projeto.
  • Planejamento, que define e refina os objetivos e planeja a ação necessária para alcançar os objetivos e o escopo para os quais o projeto foi realizado.
  • Execução, que integra pessoas e outros recursos para realizar o plano de gerenciamento do projeto.
  • Monitoramento e Controle, que mede e monitora o progresso para identificar inconformidades com o plano de gerenciamento do projeto, de forma que possam ser tomadas ações corretivas.
  • Encerramento, que formaliza a aceitação do produto, serviço ou resultado e conduz o projeto ou uma fase do projeto a um final ordenado.

VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE PMBOK, PMI E PMP?

Todas essas siglas já são bem disseminadas nas empresas, mas é comum confundi-las ou ter a impressão de que é tudo a mesma coisa. Na verdade, elas são bastante relacionadas, mas cada uma aborda uma vertente representativa da gestão de projetos.

Vamos conhecê-las?

O PMBoK

Esse guia é uma verdadeira bíblia empresarial e é adotado no mundo todo. Ele reúne um conjunto de práticas em gerência de projetos, definindo o trabalho que deve acontecer durante todo o ciclo de vida de um projeto.

A organização desse trabalho se dá a partir da orquestração de dez disciplinas fundamentais para o alcance de bons resultados em um projeto: integração, escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos, aquisições e partes interessadas.

O PMI

PMI é a sigla que representa o Project Management Institute, instituição responsável pela publicação do PMBoK. Sem fins lucrativos e originado no final da década de 60 nos Estados Unidos, o PMI reúne profissionais de gerenciamento de projetos para trocar experiências e conhecimentos e estabelecer boas práticas, uma ética na profissão e certificar profissionais da área.

A certificação oferecida pelo PMI, inclusive, é bem valorizada no mercado e distingue os gerentes de projeto que a inserem em seus currículos.

O PMP

Essa é a sigla do gerente de projetos (ou Project Management Professional, em inglês) e o que se espera é que ele tenha condições de contribuir para o desenvolvimento e implementação de metodologias, processos, padrões, critérios, parâmetros e ferramentas para gestão — além de liderar os projetos, intervir e articular sempre que necessário para que os prazos sejam cumpridos e as entregas saiam conforme o esperado.

Embora muito próximas e relacionadas, as siglas PMBoK, PMI e PMP se referem a coisas totalmente distintas. A primeira representa o principal guia de gerenciamento de projetos no mundo.

A segunda remete à origem de tudo, ao instituto que uniu profissionais para discutir, de forma pioneira, um assunto relevante há mais de 50 anos e ainda tão presente nas empresas. A terceira, PMP, refere-se ao capital humano responsável pela concretização das boas práticas que o PMI traduziu de forma organizada no PMBoK.

Em comum, as três siglas têm a valorização de métodos e da integração de elementos para que se tenha a melhor maneira de conduzir um projeto, avaliando e monitorando riscos, dimensionando recursos financeiros, alocando força de trabalho e envolvendo todos os atores interessados nas entregas do projeto.

QUAL A ESTRUTURA NECESSÁRIA PARA IMPLEMENTAR A GESTÃO DE PROJETOS?

As melhores práticas sugeridas no PMBoK orientam a criação de estruturas próprias para a condução dos projetos, os chamados Escritórios de Projetos. Esses escritórios costumam ser a unidade que centraliza e coordena o gerenciamento de projetos, além de fornecer apoio à comunidade de projetos e constituir um elo entre a empresa e seus objetivos.

Os Escritórios de Projetos são os guardiões da metodologia que deve ser seguida por toda a empresa ou pelas áreas diretamente envolvidas em projetos. Essa estrutura também serve de centro de referência em gerenciamento de projetos dentro da organização, prestando consultoria e oferecendo treinamento aos envolvidos.

Com quais ferramentas sua empresa pode gerenciar os projetos

Hoje o mercado oferece muitas opções de ferramentas tecnológicas para a gestão de projetos, que permitem melhorar a performance, visualizar todos os recursos envolvidos e alocá-los adequadamente para aumentar a produtividade.

Ao escolher qual ferramental adotar, é preciso atentar para funcionalidades que fazem toda a diferença, como facilidade na customização de acordo com a necessidade da empresa, integração de todos os módulos e geração otimizada de relatórios gerenciais para que se tenha maior controle de todas as instâncias do projeto.

Em termos de metodologias, as empresas têm adotado métodos que nasceram da evolução da discussão proposta pelo PMI e que atendem a áreas específicas de projetos, como a TI com o desenvolvimento de software.

Um exemplo são os chamados métodos ágeis, que propõem a aceleração das ações, prevendo a melhoria contínua do projeto por meio da flexibilidade e abertura às mudanças e da interação da equipe. O método mais conhecido é o Scrum, que prevê entregas rápidas (diárias, se possível) para o alcance da meta definida.

Seja qual for o porte ou ramo da empresa, realizar uma eficiente gestão de projetos é fundamental para alcançar os objetivos estratégicos. Gerenciar projetos é um instrumento poderoso para antecipar problemas e responder rapidamente às mudanças.

Incorporar meios para isso, de forma que os projetos sejam acompanhados de ponta a ponta, é um investimento que vale a pena e que traz retornos positivos ao negócio.

Assim, o Project Builder, software de gerenciamento de projetos em nuvem há mais tempo no mercado, pode ser bastante eficaz. Para receber um teste gratuito clique em: Quero um Teste Gratuito Agora.

engajamento de stakeholders

Como transformar stakeholders complicados em parceiros incríveis?

Contar com um PMO na empresa é sinônimo de mudanças constantes, situações que muitas vezes geram ansiedade, medo e perturbação nos stakeholders. E esse cenário pode acabar comprometendo o sucesso dos projetos em andamento. Mas isso não significa que esses stakeholders não sejam importantes ou possam ser ignorados, viu? É preciso saber lidar com cada situação, de modo a trazê-los para o lado da empresa, tornando-os parceiros. E por mais que essa missão pareça um tanto quanto difícil, no post de hoje você vai ver como, com apenas algumas atitudes simples e um bom planejamento, é possível reduzir os obstáculos criados por stakeholders não alinhados aos objetivos da empresa e ainda conquistar aliados incríveis para o PMO.

Que tal aprender a superar esses obstáculos? Então confira nossas dicas e acabe de vez com a insegurança na gestão de stakeholders:

Identifique quem são os stakeholders de cada projeto

Um stakeholder ignorado pode trazer muitos obstáculos para um projeto ou até mesmo para um portfólio inteiro de projetos! Imagine que você se esquece de listar um acionista ou um diretor influente como parte interessada em um trabalho e essa pessoa sente que seu cargo está ameaçado? Eis a deixa para o começo da criação de todo tipo de problema para o desenvolvimento do seu projeto! Para não cair em uma situação difícil como essa, certifique-se, antes de mais nada, de que todos os stakeholders foram devidamente listados e estão realmente envolvidos na iniciativa.

Alinhe expectativas entre todas as partes interessadas

Fazer com que todos compreendam seus papeis e suas responsabilidades é fundamental para que as pessoas desenvolvam um senso maior de comprometimento com o projeto. Se um setor não espera ser impactado com uma reestruturação interna, mas isso efetivamente ocorre — porque estava previsto para acontecer, mas simplesmente não ficou claro —, você pode ter problemas de resistência à mudança entre os próprios funcionários.

E a verdade é que pessoas resistentes diminuem a produtividade, boicotam iniciativas importantes da empresa e contaminam o ambiente de trabalho com reclamações e fofocas, o que pode minar o esforço de todos em promover uma melhoria, até que, na pior das hipóteses, leve o projeto ao fracasso.

Mas muita calma nessa hora, porque contornar essa situação não é assim tão complicado: basta que você reúna todos os stakeholders e mostre a eles qual é a importância do comprometimento de todos, assim como quais serão os impactos — sociais, financeiros, de clima e assim por diante — se por um acaso as pessoas não colaborarem com a mudança. Cientes de que sua participação é fundamental, certamente todos os envolvidos terão um maior envolvimento com o projeto.

Estabeleça uma relação de confiança com os stakeholders

Guarde isso: desenvolver confiança é crucial para transformar stakeholders complicados em parceiros incríveis! Se os colaboradores da equipe de um projeto não confia em seu gerente, por exemplo, como ele vai liderá-los? Se os funcionários não confiam na equipe do projeto, como vão colaborar para que as atividades sejam realizadas? Sendo assim, invista sempre em uma comunicação clara, objetiva e transparente, estimulando o diálogo e estando aberto para dar e receber feedbacks, seja de quem for. O gerente de projetos precisa se relacionar com os diversos stakeholders de cada trabalho de forma a garantir que eles estejam engajados com o PMO e com os resultados da empresa.

Mesmo com stakeholders externos, como um líder comunitário, por exemplo, é essencial desenvolver canais de comunicação fluidos, que permitam a troca de informações, o esclarecimento de dúvidas e a conscientização da população sempre que necessário, visando conquistar a confiança de cada envolvido e impactado pelo projeto em andamento. Só não se esqueça de que a cordialidade é fundamental nesse quesito e que respeitar as diferenças de opinião também faz parte do trabalho! Portanto, tenha paciência, saiba ouvir e pondere sempre antes de tomar qualquer atitude que possa desagradar os interessados do projeto.

Mostre claramente os benefícios do projeto

Reunir todos os stakeholders em uma sala e dizer que o projeto em questão é a modernização do parque industrial da empresa, que haverá redução de custos e aumento de produtividade não basta para deixar todos os envolvidos realmente tranquilos. Pense bem: na mente dos funcionários, redução de custos significa corte de pessoal, enquanto na cabeça dos gerentes, aumento de produtividade é sinônimo de mais trabalho, e na dos diretores, ambos são ligados a lucro imediato.

Se cada parte interessada entende os prós e os contras do projeto da forma como recebe a notícia, abre-se um campo enorme para falsas interpretações e muita resistência. Para não criar esse abismo na comunicação da empresa e também no clima organizacional, apresente claramente quais são os objetivos do projeto, os benefícios que ele trará e também suas consequências. Se o corte de pessoal for inevitável, ressalte que o RH da empresa trabalhará em um Plano de Demissão Voluntária, por exemplo. O segredo está em se lembrar que a comunicação transparente faz toda a diferença!

Procure nunca fugir da devida gestão de conflitos

Por mais que todos esses cuidados sejam tomados, sempre há a possibilidade de alguém realmente não estar comprometido com o projeto, criando assim obstáculos para que ele não seja realizado. Quando isso acontece, os conflitos são simplesmente inevitáveis. Mas você não deve ignorá-los, combinado? Afinal de contas, fingir que algo desagradável não existe não faz com que o conflito magicamente desapareça! Deve-se, então, gerenciar as divergências. Veja como:

Identifique a causa do conflito

Para não gerar ainda mais tumulto ao interpretar a situação erroneamente, aja sempre de forma imparcial, ouvindo todos os envolvidos. Seu objetivo deve ser o de encontrar a causa do conflito, não de achar culpados ou vítimas.

Lide imediatamente com a situação

Não deixe a solução para depois, pois, conforme o tempo passa, os conflitos só tendem a aumentar. O ideal é, portanto, lidar imediatamente com a situação para colocar logo um ponto final no desentendimento.

Envolva o stakeholder conflitante na solução

Você até poderia arbitrar uma solução sozinho e resolver de uma vez o problema, mas o que você quer é que esse stakeholder passe a ser um parceiro extraordinário, correto? Então ouça o que ele tem a dizer e o envolva na solução. Peça ajuda, pergunte o que ele pensa e delegue a ele a missão de tornar a mudança menos pesada para si mesmo.

Exercite seu poder de liderança

Liderar é inspirar pessoas, ser o exemplo. E nada melhor do que ser exemplo nos momentos mais difíceis, como em uma situação de conflito, não acha? Mostre que você está junto com os stakeholders, que está disponível para ajudar em qualquer situação e que é o primeiro a dizer “vamos”, em vez de “vão”!

Assim, se surgir qualquer tipo de problema durante o projeto, envolva-se na solução em vez de esperar que sua equipe resolva tudo sozinha! Isso não é microgerenciamento, mas sim uma atitude que todo líder deve ter: saber o que se passa com as partes interessadas de cada projeto e assumir a responsabilidade conjuntamente.

Viu como nem é tão complexo transformar stakeholders potencialmente complicados em parceiros incríveis? Pronto para implementar essa mudança de postura em seu dia a dia?

Você acrescentaria alguma outra atitude a ser tomada para melhorar ainda mais a adesão das pessoas às mudanças promovidas pelo PMO na empresa? Comente aqui e compartilhe suas impressões e sugestões conosco!