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Metodologia Agil e Tradicional

Metodologia ágil e tradicional: veja como aliar as duas em seus projetos

Os desafios na gestão de projetos podem surpreender um profissional despreparado e que não acompanha as novidades do mercado. Como a concorrência está cada vez mais acirrada, é preciso conhecer muito bem as estratégias e técnicas que existem para a gestão de projetos, como a metodologia ágil e a metodologia tradicional.

Alguns gestores acabam tomando decisões equivocadas por causa da pressão por resultados e a falta de conhecimento. Então, é muito importante conhecer essas técnicas e os benefícios que elas proporcionam para o seu negócio.

Por isso, no nosso post de hoje, vamos explicar quais são as características desses conceitos e suas respectivas vantagens. Além do mais, mostramos como você pode utilizá-las em sua rotina de trabalho. Continue sua leitura e aproveite!

Como funciona a metodologia ágil?

A metodologia de projetos é o conjunto de técnicas e habilidades que orienta e guia o processo de planejamento, execução, monitoramento e obtenção de resultados. Os métodos ágeis são baseados no trabalho colaborativo, em que todos são responsáveis pelo sucesso do negócio.

Com equipes mais enxutas, é possível criar um time engajado e pronto para propor soluções com mais autonomia e confiança. Além do mais, há uma redução da passagem de demandas de mão em mão, fazendo com que as atividades sejam mais dinâmicas e eficientes.

A metodologia ágil também é caracterizada por entregas incrementais que funcionam em ciclos iterativos. Essas entregas rápidas garantem a qualidade dos produtos e fazem com que seus clientes sempre estejam antenados com que o está sendo realizado e desenvolvido. Lembre-se também de que elas são realizadas quando há um mínimo de funcionalidades em seu processo de desenvolvimento.

Quais são as vantagens?

Entregas mais rápidas

Como o tempo determina a forma de uma empresa se relacionar com fornecedores, clientes e colaboradores, a metodologia ágil pode ser uma ótima solução para quem busca ótimos resultados em um curto prazo.

A cada etapa de entrega, o produto é apresentado ao consumidor com funções implementadas. Assim, ele pode determinar aquilo que está conforme seus desejos ou não. Como consequência disso, você consegue realizar alterações logo no início do processo de criação e não precisa gastar grandes recursos em processos de especificações de requisitos longos e demorados.

Processos flexíveis

Quando um cliente solicita uma mudança em seu projeto com a metodologia ágil, ela deve ser implementada em suas funções imediatamente. Além disso, ela também pode ser adicionada às próximas etapas de desenvolvimento do projeto. Como o método ágil já prevê essas mudanças, sua infraestrutura de trabalho é mais flexível e pode se adaptar às novas realidades que surgem com mais facilidade.

Gerenciamento de riscos

Por mais bem preparada e capacitada que a sua gestão seja, imprevistos podem acontecer. Nessas horas, é essencial que todos os envolvidos estejam engajados e alinhados no seguinte objetivo: criar um produto de qualidade e que atenda às necessidades do mercado.

Nesse caminho, existem vários riscos e obstáculos a serem superados. Essa metodologia garante o sucesso do projeto ao ofertar ao cliente pequenas amostras do resultado final. Desse modo, os riscos de fracasso são reduzidos, e a sua estratégia torna-se mais competitiva.

Qual é o funcionamento da metodologia tradicional?

A metodologia tradicional foca suas atenções para os processos a serem desenvolvidos no projeto, sendo o monitoramento das atividades uma de suas principais características. Por causa disso, ela só considera entregar o produto quando ele estiver 100% concluído.

O método tradicional tem processos rígidos, não flexíveis e, em alguns casos, burocráticos. Todas essas medidas são criadas para determinar o valor do projeto junto ao escopo. As estruturas formais guardam os padrões de gerenciamento dos projetos no empreendimento, permitindo as atividades de governança e orquestração das ações e das fases a serem realizadas de acordo com o planejado.

Assim, o número de funcionários na equipe é maior e gasta-se muito tempo com processos burocráticos e retrabalhos.

Quais são os benefícios

Planejamento otimizado

Planejar as ações dentro de uma empresa é uma atitude fundamental para o seu sucesso. A metodologia tradicional permite que sua equipe analise todos os fatores que podem beneficiar ou atrapalhar o desempenho do projeto.

Ao tratar todos os assuntos com muita atenção, você pode criar vários cenários e consegue determinar um plano de ações para a solução de cada um deles. Essa previsibilidade oferece a segurança que muitos gestores procuram.

Custos bem delimitados

A questão financeira é muito importante para o desenvolvimento de um projeto. De nada adianta criar um produto que não consegue arcar com as suas despesas, não é mesmo?

A metodologia tradicional facilita a determinação do custo final do projeto a ser desenvolvido. Como não acontecem alterações com o passar do tempo, as atividades e os funcionários envolvidos são facilmente fixados, facilitando a criação de um orçamento adaptado à realidade socioeconômica de seu cliente.

Como mesclar as duas?

Muitos profissionais ficam com dúvidas na hora de escolher a melhor metodologia para seus projetos. Como não há uma resposta universal para esse questionamento, é preciso ter muito cuidado e atenção.

Antes de tomar qualquer decisão, você deve analisar as exigências de seus clientes e as especificidades de seus projetos. Lembre-se também de que a cultura da empresa é determinante para esses momentos. Se você conta com profissionais que estão acostumados com entregas rápidas, opte pela metodologia ágil. Já quando o contrário acontecer, escolha a metodologia tradicional e saiba como gerenciar suas atividades.

Como você pode perceber, ambas as opções oferecem benefícios e vantagens que podem reduzir custos e aumentar a satisfação de seus clientes. Já que o mercado consumidor oferece inúmeras oportunidades de crescimento, a análise dos pontos positivos e negativos de cada uma delas é fundamental para a obtenção de resultados positivos.

Ao escolher uma metodologia e perceber que ela não está funcionando como desejado, não hesite e troque-a por uma que ofereça soluções para os seus problemas com mais eficiência.

E então, o que você achou do nosso artigo? Quer ficar por dentro dos melhores conteúdos sobre a metodologia tradicional e a metodologia ágil de gestão de projetos? Basta acompanhar as nossas redes sociais: Facebook, Twitter, LinkedIn, Google Plus, YouTube!

 

otimizar a tomada de decisao

Como o software Project Builder pode otimizar a tomada de decisão?

Um dos principais desafios dos gestores é saber como otimizar a tomada de decisão: esse processo é fundamental para alcançar e manter a excelência das atividades organizacionais. Para tanto, é imprescindível contar com a tecnologia na obtenção de dados relevantes e definição do melhor caminho a ser seguido.

Esse é o papel do software da Project Builder (PB). Voltado ao gerenciamento de projetos, o sistema permite planejar ações e identificar a disponibilidade de recursos ou a capacidade de entrega. Ao mesmo tempo, fornece informações sobre a evolução das atividades e da produtividade em tempo real.

Porém, como esse processo funciona na prática? Quais são as vantagens do software para uma empresa? De que maneira as tomadas de decisão são efetivamente otimizadas? Responderemos a todas essas perguntas a seguir. Acompanhe!

Como funciona o software da Project Builder?

O software da Project Builder trabalha com o gerenciamento de projetos, programas e portfólios. As ferramentas estão disponibilizadas em um só lugar. A solução integrada facilita a consolidação no painel de informações provenientes de diversos locais, como outros sistemas (a exemplo dos ERPs) ou planilhas.

Essa é justamente uma das principais dificuldades atuais dos gestores. Boa parte das organizações ainda utiliza o Excel ou outras ferramentas similares não colaborativas. Mesmo com o Google Sheets, que tem essa finalidade, é impossível criar dashboards e coletar dados de diferentes fontes.

Como resultado, surgem problemas em relação ao acompanhamento das atividades. Ao enfrentar tal obstáculo, o gestor deixa de fazer cobranças precisas aos stakeholders envolvidos. Isso causa uma baixa maturidade na gestão de projetos, que só pode ser solucionada com um software colaborativo (como o Project Builder).

Nesse contexto, separamos as quatro funcionalidades da solução. Confira!

Gerenciamento de projetos

O recurso oferece a possibilidade de realizar um planejamento eficiente e fácil. Os recursos e a capacidade de entrega passam por avaliações, sendo que as informações são disponibilizadas em tempo real. Além disso, a gestão é flexível e se ajusta ao método adotado no negócio. Entre as possibilidades, estão: metodologia ágil, PMBOK, Prince2 e PM Canvas.

Gestão de portfólio e programas

Nesse módulo, os investimentos são priorizados a partir de critérios e indicadores que contribuem para a seleção de projetos que agregam valor à empresa. O processo ocorre por meio de fluxos automáticos de aprovação de propostas. Para saber qual caminho vem sendo adotado, você ainda pode elaborar uma carteira que reflita a estratégia do negócio.

Gestão de equipe

As atividades mais relevantes são prioritárias aqui. Os recursos são gerenciados de acordo com os membros do projeto — da mesma forma, a produtividade e a alocação são passíveis de mensuração. O sistema ainda configura alertas proativos para as atividades, que sinalizam o que precisa ser feito e quando.

Gestão estratégica

O foco é contribuir efetivamente com a tomada de decisão, alinhando o caminho seguido ao planejamento estratégico organizacional. A partir desse módulo, você cria objetivos e metas, assim como acompanha a evolução da estratégia.

Em suma, tais características asseguram um maior controle dos Recursos Humanos, dos riscos e de outras variáveis. O gestor precisa acessar apenas um sistema para tomar sua decisão e tem acesso a dados em tempo real. Só esse aspecto já garante a otimização do processo, mas a adoção do software da PB traz outros benefícios.

Quais são as vantagens de usá-lo na gestão de projetos?

O PB é um software completo, que trabalha diferentes vieses. Devido a todos os recursos que oferece, há alguns pontos de diferenciação.

O primeiro deles é a centralização dos dados, que permite ao gestor encontrar informações atualizadas e precisas para definir a melhor decisão para o momento. Simultaneamente, o painel oferece a visualização macro do portfólio de projetos, que facilita o acompanhamento e a comparação de resultados.

Em outro âmbito, a empresa consegue garantir mais qualidade nos entregáveis e, assim, aumentar a satisfação dos clientes. Tudo isso leva à redução de custos, pois os recursos são alocados da maneira mais adequada e há a possibilidade de fazer a previsão de gastos.

A equipe ainda trabalha de forma integrada, especialmente porque todas as etapas do projeto são registradas. Os dados também são repassados a outros setores, o que facilita o fluxo de comunicação. O resultado de todos esses benefícios é o aumento do Retorno sobre Investimento (ROI).

Como esse recurso pode otimizar a tomada de decisões em um projeto?

O software da PB tem como principal finalidade otimizar as tomadas de decisão. Isso acontece a partir de diferentes aspectos, que variam conforme a ótica que rege a definição do gestor sobre o melhor caminho a ser seguido.

Alocação de recursos

O gestor precisa verificar continuamente a alocação de recursos ou o histograma de pessoas — funcionalidades que servem para identificar como cada colaborador participa, além de quais são suas responsabilidades e sua disponibilidade no projeto. A partir disso, pode ser feita uma readequação da atividade de modo integrado, dentro da própria plataforma.

Financeiro

Quanto ao aspecto financeiro, o software da Project Builder gera relatórios de orçamento que permitem ao gestor conferir os custos previstos do projeto ou portfólio. Com isso, é possível identificar se o budget está no limite, o que já foi realizado ou se há a necessidade de ajuste de acordo com o consumo mensurado pelo Cost Performance Index (CPI).

O CPI, por exemplo, mostra o gasto de dinheiro ao longo do tempo de acordo com o previsto e o escopo realizado. Os dados indicam, em tempo real, como o projeto chegará ao final se as despesas continuarem as mesmas. Desse modo, o gestor pode tomar a decisão de fazer o levantamento da estratégia para garantir que o orçamento não seja ultrapassado.

Planejamento

As informações em tempo real otimizam as tomadas de decisão referentes ao planejamento. Caso a empresa elabore um projeto para 2019, mas já existam alguns similares em 2018, basta consultá-los rapidamente para ter uma ideia de quanto precisa ser disponibilizado no ano seguinte.

Risco, escopo e tempo

Essas três variáveis são interligadas. O gestor precisa saber continuamente se um projeto está atrasado ou não, ao passo que o sistema da PB verifica a duração prevista e a realizada. Para o escopo, o programa trabalha com a curva S, que possibilita compreender o andamento das atividades.

Ao analisar esses critérios, você pode perceber que o projeto está dentro do prazo, mas o escopo apresenta atrasos. Ao mesmo tempo, é preciso fazer a gestão de riscos. Para tanto, deve-se cadastrar sua carteira de vigência, isto é, quando a ameaça inicia e termina.

Assim, o gestor pode mobilizar o time e colocar alguém mais focado em um projeto específico durante determinado período, já que existe o risco pendente que é capaz de gerar impacto no projeto.

O Project Builder ainda trabalha com o Business Intelligence (BI), que facilita a obtenção de insights. O BI atua tanto em relação aos recursos financeiros quanto ao escopo. Por meio desse módulo, há uma visão completa da carteira de projetos, com filtros para fazer a busca de forma dinâmica e obter as visões que o gestor quer do projeto.

Em suma, o software da Project Builder traz contribuições significativas para otimizar a tomada de decisão do gestor. Isso porque ele assegura dados reais e precisos, além de centralizar as informações. Assim, fica mais fácil prever tendências e identificar as oportunidades que se transformarão em benefícios para o negócio.

Achou interessante tudo o que o PB pode fazer por uma empresa? O que acha de ter esses recursos à sua disposição? Entre em contato conosco e veja como nossas soluções podem alavancar seus resultados!

aprovação do seu projeto

Como defender a aprovação do seu projeto

Se você é desses funcionários que a todo momento vislumbra oportunidades de melhoria no ambiente de trabalho e quer apresentar um projeto atrás do outro para o PMO da empresa, mas não tem muita certeza de como fazer isso, está lendo o post certo. Hoje vamos dar algumas dicas pra lá de valiosas sobre como defender a aprovação do seu projeto junto ao PMO e, de quebra, mostrar que você tem potencial para muito mais. Pronto para garantir muitas aprovações daqui pra frente? Então confira:

Identifique as prioridades estratégicas da empresa

Para que seu projeto seja aceito pelo PMO, ele deve, antes de mais nada, estar alinhado aos objetivos estratégicos da empresa, ou seja, precisa contribuir de alguma maneira para que a organização atinja os resultados de negócio propostos. Mas como conhecer essas prioridades estratégicas?

Para começar a trilhar o caminho certo, avalie a missão e a visão da empresa, pesquise quais são os projetos em andamento, converse com outras pessoas e se mantenha informado sobre as conquistas que a empresa alcançou nos últimos tempos. Conversar abertamente com um CEO para avaliar a aceitação do projeto também é uma forma de verificar se você está nos trilhos para obter a aprovação do seu projeto ou se é preciso conhecer melhor os objetivos que a empresa vem traçando para o futuro.

Depois de ter bem claros os objetivos estratégicos da empresa, alinhe o escopo do seu projeto para que ele contribua efetivamente com um ou mais desses objetivos, sempre focando em resultados tangíveis e mensuráveis.

Descubra os principais stakeholders com antecedência

Seu projeto vai beneficiar a empresa como um todo ou apenas um setor? Quem são as pessoas que podem interferir positiva ou negativamente na aprovação do seu projeto? Onde você pode buscar apoio para validar sua ideia? O foco agora está nos stakeholders! Mas quem exatamente são eles?

Os stakeholders são os públicos prioritários do seu projeto: pessoas que podem estar interessadas em desenvolver a ideia, pessoas que podem ser contra a implantação do seu projeto e pessoas que são impactadas diretamente por ele. Por essa razão, é preciso saber exatamente com quem falar, que argumentos utilizar e como se preparar para convencer esses públicos de que o seu projeto é realmente valioso para a empresa.

Se você ainda não conhece todos os stakeholders, trate de fazer uma pesquisa prévia para entender qual é o perfil de cada uma dessas pessoas, como elas agem, o que valorizam, como pensam e o de que tipo de informação precisam para se convencer de que o seu projeto realmente tem muito a contribuir para o todo.

Um gerente financeiro certamente vai querer saber sobre o investimento a ser feito, o ROI, a viabilidade do projeto e sua rentabilidade, por exemplo. Já um gerente de marketing vai querer entender como aproveitar esse projeto para fortalecer a imagem da empresa, expandir o mercado e gerar mais vendas. Entendeu a linha de raciocínio? É preciso direcionar!

Faça um roadshow antes da reunião

A verdade é que sua apresentação final deve servir apenas para validar ideias que já foram semeadas. Portanto, antes da reunião de aprovação em si, faça um roadshow, apresentando os principais benefícios e as grandes vantagens do seu projeto para cada stakeholder identificado na etapa anterior.

Lembre-se de que não adianta falar de aumento de vendas para o departamento de RH ou de maior produtividade para o time de marketing, ok? Seja assertivo com cada stakeholder, apresentando que tipo de resultado poderá ser notado em seu setor. Acima de tudo, atrele as metas do seu projeto a resultados financeiros, como aumento de vendas, aumento do ticket médio, retorno sobre o investimento e outras métricas que revelem que a proposta é rentável — afinal, o objetivo maior da empresa é sempre gerar lucros.

Quanto mais informações você puder apresentar, mais fácil será conquistar aliados para defenderem seu projeto durante a aprovação. O que consequentemente resulta em menos tempo de dedicação para convencer o PMO de que seu projeto deve, sim, ser desenvolvido.

Crie uma apresentação matadora

A forma como você apresenta seu projeto pode ajudar — e muito! — a conquistar a confiança dos seus stakeholders. Se você prepara um simples PowerPoint com texto, não gera impacto algum e ainda pode tornar a reunião de aprovação maçante. O melhor a fazer, então, é providenciar uma apresentação matadora, com gráficos e informações visuais que facilitem a compreensão do seu público em relação aos resultados que o projeto pode trazer.

Você pode fazer isso por meio de um dashboard de controle, onde todas as informações vitais sejam concentradas em uma única tela e os dados secundários possam ser acessados rapidamente para tirar dúvidas ou ainda detalhar algum ponto que seja interessante para algum dos stakeholders. Bons softwares de gestão de projetos trazem esse tipo de solução e ainda o ajudam a estruturar seu trabalho de maneira ordenada, evitando confusões na hora de defender a iniciativa.

Saiba que a viabilidade financeira é obrigatória

Por mais que você tenha inúmeras justificativas para que seu projeto seja aprovado pelo PMO, sem uma análise de viabilidade financeira você jamais terá o tão esperado sim. Essa análise é a melhor forma de mostrar em números qual é o potencial financeiro do seu projeto, ou seja, se ele é economicamente viável e se os resultados realmente fazem sentido para a empresa naquele momento.

Para fazer essa avaliação é preciso reunir informações sobre os custos da proposta, desenvolver uma projeção de receitas ao longo do tempo, determinar quando o ponto de equilíbrio será atingido — ou seja, quando o projeto termina de se pagar e passa a gerar lucros efetivos para a empresa — e ainda determinar alguns indicadores financeiros imprescindíveis, como:

  • Valor Presente Líquido (VPL), que indica o valor atual do seu fluxo de caixa livre durante a projeção de receitas;
  • Taxa Interna de Retorno (TIR), que determina o percentual de retorno sobre o investimento e permite comparar a efetividade do seu projeto com outros que também estão aguardando aprovação;
  • Payback, que determina quando o fluxo de caixa do projeto passa a ser positivo, ou seja, quando o projeto se torna lucrativo para a empresa.

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Uma boa defesa de projeto deve obrigatoriamente passar por essas fases, mas isso não significa que você não possa acrescentar outras informações relevantes que ajudem os stakeholders a compreenderem a importância da sua ideia para o negócio como um todo. Por isso, é imprescindível que você conheça as normas do PMO para a apresentação de projetos e siga as diretrizes da empresa para garantir o máximo de alinhamento com suas estratégias. Seguindo essas dicas e se seu projeto for realmente bom, vai ser tiro e queda!

Viu como, por mais que seja trabalhoso, definitivamente não é difícil desenvolver a defesa do seu projeto? Que outros itens você considera importantes para destacar a relevância de um projeto em uma reunião de aprovação? Deixe seu comentário e compartilhe suas sugestões e impressões conosco!

plano de ação

Como fazer um plano de ação e qual a sua importância para uma empresa?

Quem age dentro da zona de conforto produz resultados, no máximo, comuns. Já quem implementa ações diferenciadas como consequência de um planejamento bem-feito, alcança resultados extraordinários. Walt Disney já sabia disso há tempos, dizendo que gostava do impossível “porque lá a concorrência é menor”. Mas para ultrapassar a linha do trivial é preciso ter um plano de ação. Você por acaso sabe como fazer um plano de ação?

Segundo o pesquisador Josué Campanhã, mais de 50% dos planos morrem exatamente porque seus gestores não sabem exercer a função de controle, tampouco o que fazer quando as coisas começam a dar errado. Logo, é importante buscar boas ferramentas de trabalho e ficar atento às principais tendências.

Foi pensando nesses desafios que preparamos este post, trazendo algumas recomendações fundamentais para quem deseja entender como fazer um plano de ação efetivo, que impacte o desempenho e a produtividade da equipe, especialmente no desenvolvimento de projetos. Vamos lá?

O que é um plano de ação e para que ele serve?

Como seu próprio nome explica, um plano de ação é um projeto que serve para consolidar informações acerca de um determinado objetivo, pautado em necessidades urgentes em um cenário atual. Nele, são especificadas todas as atividades para concretizá-lo, o que inclui também recursos físicos, financeiros e humanos necessários.

Essa é uma ferramenta importante para a tomada de decisões de uma empresa ou até mesmo de um indivíduo em relação a sua função no trabalho. Isso porque ela garante mais precisão e ajustes rápidos, caso algum problema aconteça. Quando o plano de ação é bem desenvolvido, ele pode até mesmo servir como base para um planejamento estratégico.

O plano de ação pode ser executado tanto por profissionais que desejam atingir alguma meta em sua carreira ou para empresas que precisam colocar em prática soluções complexas. Ele ainda é recomendado para alcançar essas soluções a curto prazo, o que não impede de ser usado em situações com prazo mais folgados.

Por fim, ele possibilita que os executores sigam uma sequência de tarefas claras e lógicas. Desse modo, é possível concretizar objetivos de maneira mais rápida e prática, e com mais chances de sucesso imediato.

O principal desafio de fazer um plano de ação está em conquistar os envolvidos e mantê-los entusiasmados para que contribuam para o sucesso da operação. Que, por sua vez, pode ter diferentes níveis de complexidade e urgência, que devem ser atendidos conforme planejamentos, cronogramas e demais exigências que sua execução determina.

Por que fazer um plano de ação?

Kotler dizia que “os objetivos são a expressão do caminho que a organização pretende seguir e a estratégia é o projeto final para se chegar lá. A estratégia, portanto, é o plano de batalha”. A verdade é que, sem um plano de batalha, é simplesmente impossível vencer uma guerra.

No universo corporativo, com diversos estreantes no mercado diariamente, altos custos de produção e formação de um novo perfil de consumidor — que é cada vez mais exigente, menos fiel a marcas e com maior conhecimento de suas possibilidades de compra — não ter uma bússola para alcançar a visão da empresa significa assinar sua certidão de óbito.

Sem informações realmente confiáveis e possibilidades de execução, qualquer atividade de planejamento se transforma em mero exercício de futurologia. É justamente por isso que as empresas vencedoras seguem com rigor os seus planos de ação: uma listagem detalhada de todos os atos necessários para se atingir determinado objetivo.

A importância da estratégia está ligada às características dos empreendimentos de hoje. Com o crescimento natural do negócio, da quantidade de colaboradores envolvida em cada iniciativa, bem como da complexidade das funções, passa a ser imprescindível gerenciar adequadamente um plano de ação.

Ora, o inevitável processo de delegação, sem um roteiro a ser transmitido à equipe, deixa a empresa à mercê de iniciativas individuais. Elas, por sua vez, podem se afastar de padrões, preceitos, estratégias e metodologias valorizados pela organização. Resumindo: uma equipe sem um plano de ação nada mais é que um aglomerado de marinheiros sem bússola ou mapa de navegação, inevitavelmente se conduzindo ao naufrágio ou à deriva.

O que esse plano deve conter?

O processo de operacionalização dos objetivos deve mostrar com o máximo de clareza:

Objetivo final a ser alcançado

O primeiro item do plano de ação a ser considerado é o objetivo final a ser alcançado. Procure deixar esse conceito muito bem detalhado, com motivos pelos quais ele foi escolhido, previsão de conclusão e o que ele terá a acrescentar naquele momento.

Assim, na hora de apresentar o plano para a equipe, será possível ter uma visão completa sobre o que deve ser feito. Isso ajuda na motivação, no engajamento, e fornece material para que as ações sejam desenvolvidas de forma consistente e precisa.

Passos a serem trilhados, em sequência, para alcançar esse objetivo

Em seguida, é importante listar em sequência quais passos devem ser trilhados rumo ao objetivo. Mais uma vez, as atividades devem estar registradas de maneira clara, como um guia, não apenas para que cada um saiba o que fazer, mas para que não haja dificuldades desnecessárias nesse trajeto.

Aqui, é possível incluir fontes, dados, parceiros e qualquer outro recurso que possa ajudar na conclusão das tarefas. Assim, ficará mais simples encontrar alternativas variadas para uma execução satisfatória, sem desperdício de tempo.

Lógica na realização dessas atividades

Algumas etapas do plano de ação podem ser mais difíceis de colocar em prática do que outras. Diante disso, é preciso estabelecer uma relação lógica entre elas para que tudo dê certo. Um bom exemplo disso é quebrar tarefas maiores em processos menores, para facilitar a execução e o gerenciamento.

Isso faz com que a equipe consiga se organizar melhor e não se sinta intimidada pelo desafio. Também é importante colocar ordem na execução para que a tarefa não se perca em meio a suas fases e seja realizada do jeito correto, sem falhas ou esquecimentos.

Prazos de início e fim de cada atividade

Diante disso, é também de suma importância colocar prazos de início e fim para as tarefas e seus pormenores. Essa questão não deve ser encarada como uma maneira de colocar pressão nos colaboradores responsáveis. Pelo contrário, é apenas algo que possibilita um monitoramento mais acertado.

Impasses e problemas acontecem e é normal quando algum atraso ocorre. No entanto, quando se tem os prazos bem estabelecidos, fica mais fácil contorná-los, ganhar mais tempo quando outro processo é executado mais rápido e assim por diante.

Responsável pela execução de cada etapa

Outro ponto indispensável no plano de ação é delegar um responsável para cada etapa. Se necessário, esse responsável pode ter outros colaboradores que auxiliem na tarefa, de modo a atuar como um líder. No entanto, isso também deve ficar devidamente detalhado na documentação, para que as tarefas não se percam em meio a quantidade de pessoas envolvidas.

A partir disso, o gestor consegue saber qual etapa está em andamento e pode pedir feedback para o colaborador certo a respeito. Além de ser um ótimo meio de acompanhar a produtividade da equipe e facilitar a visualização dos projetos de modo geral, o que permite até mesmo a execução de mais de um plano de ação ao mesmo tempo, a depender das circunstâncias.

Recursos envolvidos na materialização de cada tarefa

Agora, é hora de desenvolver recursos que podem ajudar a materializar a tarefa. Como, por exemplo, itens de ação, cronogramas e qualquer outro tipo de representação visual do plano. Também é o momento de separar recursos financeiros e encaminhá-los para uso, e separar os recursos físicos necessários.

Tudo isso ajuda a priorizar processos e trazer mais qualidade para o que está sendo executado. Além de servir como uma determinação acerca do que se tem disponível para utilizar. Assim, em caso de necessidade, é mais fácil fazer novas solicitações ou trabalhar para angariar mais recursos.

Metas intermediárias a serem atingidas ao final de cada atividade

Os objetivos finais são importantes, mas é preciso determinar também metas intermediárias assim que cada atividade terminar. Estabeleça metas alcançáveis e mensuráveis, para possibilitar bons resultados e fazer com que a equipe não perca o fôlego pelo caminho.

É interessante compartilhar essas metas e seus resultados com a equipe, para que ela entenda também em que ponto está o plano de ação naquele momento. Descobrir, enfim, ao que deve dar mais atenção para que o objetivo final seja finalmente atingido.

Indicadores que serão usados como base no processo de avaliação de resultados, retroação e correção dos rumos da empresa

Por último, mas não menos importante, lembre-se de pautar seu plano de ação em indicadores. Eles devem ser divididos, durante o processo de avaliação de resultados, em pontos de evolução, retroação e correção dos rumos da empresa, para que você perceba quais foram seus efeitos no cenário atual.

Eles devem ser acompanhados e monitorados com frequência. É bom registrar um histórico completo por etapas e tarefas até chegar ao objetivo final. Dessa forma, ficará mais fácil entender o que é preciso mudar, melhorar ou manter em próximos planos, ainda que as situações de aplicação sejam diferentes.

Por isso mesmo, é importante elaborar um checklist com esses itens para avaliar se as ferramentas utilizadas foram efetivas em auxiliar na criação de um bom plano. A seguir, veremos uma série de práticas que permitem dar conta desses critérios e reduzem a lacuna entre o planejamento estratégico ideal e o realizado na sua empresa.

Quais são os erros mais comuns?

Ao pensar em como fazer um plano de ação, é preciso tomar bastante cuidado para não incorrer em alguns equívocos muito comuns, cometidos até mesmo por gerentes de projeto experientes. Entre outras palavras, as atividades abaixo são figurinhas carimbadas na lista de tropeços mais cometidos:

  • concentrar muitas atividades em um curto espaço de tempo, sobrecarregando a equipe;
  • superestimar os recursos disponíveis;
  • ignorar passos importantes para o alcance dos objetivos finais;
  • misturar a sequência de etapas;
  • não detalhar suficientemente as atividades.

Então, melhor já ir pensando nas respectivas providências para não entrar para a estatística de insucesso, certo?

Como fazer um plano de ação?

Um plano de ação normalmente é realizado com a aplicação da técnica 5W2H, que consiste, em linhas gerais, na realização de um checklist de determinadas atividades, por meio das seguintes palavras-chave:

  • What: o que será feito (etapas);
  • Why: por que será feito (justificativa);
  • Where: onde será feito (local);
  • When: quando será feito (tempo);
  • Who: por quem será feito (responsabilidade);
  • How: como será feito (método);
  • How much: quanto custará fazer (custo).

A partir daí, é possível seguir os seguintes passos para elaborar um plano de ação:

  • definir onde se quer chegar (objetivo);
  • compreender e saber transmitir aos colaboradores por que esse objetivo deve ser alcançado;
  • materializar os caminhos para atingir os objetivos por meio de metas que devem ser definidas em conjunto com a equipe (administração por objetivos);
  • elaborar uma lista de ações para cada meta, o que pode ser feito com técnicas de compartilhamento de ideias, como o brainstorming;
  • preparar um cronograma com prazos bem delimitados para a conclusão de cada etapa por cada membro da equipe;
  • atribuir as responsabilidades, delegando tarefas (quem será responsável por fazer cada atividade e a quem se reportará?);
  • alocar recursos, delineando detalhadamente o total e quanto há de verbas para a consecução de cada atividade (lembre-se de que escopo, prazo e recursos são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto);
  • identificar possíveis problemas, fazendo um diagnóstico completo de tudo o que pode dar errado ao longo do processo (pode ser conseguido, por exemplo, com a matriz SWOT);
  • desenvolver estratégias para acompanhar a evolução, monitorando o progresso permanentemente;
  • implementar efetivamente o plano.

Como fazer um plano de ação com a PDCA?

Como os cenários vêm mudando de forma cada vez mais rápida, a gestão precisa lidar com as dificuldades e com a possibilidade de o plano perder validade com o passar do tempo. Isto é, se gradativamente a realidade para a qual a estratégia foi pensada muda, aos poucos, o plano de ação perde sua fatualidade e torna-se inadequado para orientar os colaboradores.

Para lidar com esse desafio, os processos de retroalimentação e ajuste são fundamentais. É preciso atuar com rotinas para perceber o que acontece no momento e, com o aprendizado, melhorar a estratégia continuamente, a fim de manter a eficácia no longo prazo.

Nesse modelo de trabalho, o circuito PDCA se mostra uma ferramenta indispensável porque estabelece um conjunto simples de etapas para nutrir a tomada de decisão com feedback. A partir de então, os responsáveis podem realizar adaptações periódicas, sempre com o diagnóstico mais recente da situação, além de padronizar acertos e corrigir erros.

A aplicação consiste em dividir as atividades em quatro etapas. Veja abaixo.

Planejar (to plan)

Analisar cenários e estabelecer objetivos, metas, estratégias, ações, indicadores etc.

Execução (to do)

Colocar o plano em funcionamento, cumprindo as diretrizes propostas.

Checagem (to check)

Acompanhar e controlar a execução, cobrando o cumprimento dos padrões e levantando dados sobre o desempenho do plano de ação.

Ajustar (to adjust)

Adaptar o plano para corrigir erros e padronizar acertos, bem como para lidar com mudanças de cenário.

A ideia é que as quatro etapas sejam repetidas diversas vezes até que o objetivo esteja concluído. A cada ciclo, o plano é melhorado com feedbacks importantes para manter sua validade diante das circunstâncias e torná-lo mais efetivo.

Quais são as melhores práticas para fazer um plano de ação?

Ao lado das ferramentas, existem uma série de ações simples que podem contribuir com os planos da sua empresa. O objetivo deste tópico é apresentar 6 dicas nesse sentido. Confira!

Elabore um plano de ação do princípio

Estabeleça as diretrizes mais gerais do projeto antes de começar, como os itens da 5w2h já mencionados. A partir deles, será possível delimitar o que é importante nos demais planos e alinhar objetivos gerais e específicos. Muitas vezes, as pessoas só pensam no planejamento quando os problemas já foram implementados, e o ideal é se antecipar.

Coloque o plano de ação no papel

Utilize-se de elementos para visualizar o plano fora da sua cabeça. Pode ser um documento de texto, planilha, mapa mental, rascunho ou qualquer recurso que você se sinta à vontade para trabalhar as informações. Com isso, além de liberar sua memória, você facilita o compartilhamento das informações com colegas.

Tome cuidado com estimativas

Seja moderado ao pensar as condições para que o plano de ação concretize os objetivos. O excesso de otimismo é um dos fatores que mais levam a estratégias descoladas da realidade. Logicamente, sempre procure embasar as estimativas em dados.

Trabalhe a gestão da mudança

Considere quais são os incentivos e como engajar os colaboradores. O motivo é que mudanças causadas por novos planos, como reorganização de times, alterações de rotinas e fixação de metas, geram resistência, e você precisará de uma estratégia para enfrentá-la.

Não se torne o gargalo do projeto

Distribua responsabilidades e delegue tarefas. Especialmente na gestão de projetos, se todas as ações precisarem da atuação direta do líder, o andamento estará constantemente bloqueado à espera de uma decisão. O segredo é mesclar a atuação do gerente com a autonomia dos colaboradores para que o fluxo só seja interrompido quando for imprescindível.

Estabeleça objetivos claros

Cuide para que as diretrizes sejam claras. Para isso, é comum a aplicação da metodologia SMART, segundo a qual toda meta deve ser específica (specific), mensurável (measurable), atingível (attainable), relevante (relevant) e temporalmente definida (time-based).

Outra dica é organizar as metas em um diagrama no modelo do balanced scorecard, a fim de tornar compreensível as relações de causa e efeito entre os objetivos relacionados ao aprendizado e crescimento, processos internos, clientes e finanças.

Qual a importância de um software de gerenciamento?

É bastante improvável que um gestor consiga controlar todas as variáveis com a excelência desejada sem o auxílio de um software de gestão de projetos. Afinal, uma solução em gerenciamento de projetos automatiza algumas tarefas do cotidiano, disparando lembretes de prazos, mostrando por meio de um dashboard se há membros da equipe ociosos ou sobrecarregados, qual o atual percentual de dispêndio de recursos, quais são as previsões estatísticas de custo total do projeto e assim por diante.

Receber dados sobre a evolução do time em tempo real e dispor de relatórios com análise de indicadores de desempenho são enormes diferenciais que separam a adivinhação fracassada da execução de excelência. Além disso, ao utilizar o PDCA, as atividades de checagem e ajuste serão facilitadas pelas informações obtidas com a tecnologia.

Outro ponto importante é a disponibilidade. Se houve uma mudança no plano, é importante que todos os profissionais tenham acesso à alteração, ou não seguirão na direção correta. Ter uma comunicação centralizada e compartilhada facilita o trabalho.

Pense, portanto, o software como a ferramenta para realizar a gestão da informação em todas as etapas, do planejamento ao ajuste com base em feedbacks.

Como aplicar o plano de ação no planejamento e gestão da empresa?

Tanto como fazer um plano de ação, é importante entender as suas aplicações em uma empresa. Assim, os profissionais podem ser mais efetivos e evitar o erro de transformar o planejamento em mera formalidade.

Adapte o plano ao nível

Um primeiro ponto é sempre considerar a abrangência. Existe o uso em nível estratégico, tático e operacional. Além disso, mesmo projetos podem ter planos mais gerais, como o do princípio, e mais específicos, como aqueles voltados para cumprir etapas específicas do cronograma.

Alinhe planos gerais e específicos

Outro é buscar a sintonia entre diferentes níveis de planejamento. Não dá para o plano de ação estratégico seguir a direção “A”, o RH treinar para “B” e a gestão de projetos aprovar propostas voltadas para “C”.

Faça ajustes incrementais

Por fim, ao aplicar o plano de ação, é importante realizar ajustes para manter a validade. No entanto, é preciso tomar cuidado com a forma. Se você altera um plano geral, automaticamente, influenciará os específicos. Logo, melhore pouco a pouco para não correr o risco de quebrar o sistema.

Ao utilizar a ferramenta com esses cuidados e com as diversas práticas descritas ao longo do conteúdo, saber como fazer um plano de ação será um importante acréscimo às suas competências de gestor e à sua capacidade de gerar valor para a empresa. Portanto, avalie suas necessidades no momento, defina recursos disponíveis e comece a construir o seu plano quanto antes para melhorar resultados e alcançar objetivos que farão toda a diferença para o desenvolvimento da empresa.

Então, o que você achou deste artigo? Para receber em seu e-mail mais dicas como essas e outras novidades interessantes sobre o assunto, assine nossa newsletter!

gestão da documentação

6 princípios para fazerem seu Projeto Inovador

Por que alguns projetos ou ideias colam, e outros não? É possível descobrir os elementos que estão na base das ideias que fazem sucesso e criam um projeto inovador? De acordo com os educadores norte-americanos Chip e Dan Heath é possível não só criar projetos que colem, como também identificar os que têm potencialidade para colar.

Na hora de propor um projeto, não basta se preocupar com sua viabilidade técnica, com o possível retorno financeiro, com os recursos. É preciso cuidar da venda do projeto para que ele “cole” na organização. Com isso você vai garantir o patrocínio e os recursos necessários para viabilizar sua realização.

Tendo como base no livro “Made to Stick” vamos explorar princípios que vão te ajudar a ter um projeto inovador.

1 – Simplifique – Para um projeto colar, ele tem que ser simples e para ser simples, é preciso encontrar a sua essência, isto é, eliminar elementos supérfluos e superficiais, bem como outros aspectos que sejam importantes, mas não os mais importantes. Além de buscar o essencial, o projeto deve ser compacto.

2 – Surpresa – Para colar o projeto precisa gerar interesse e curiosidade, abrindo lacunas no conhecimento das pessoas, para depois, preenchê-las. Projetos que colam precisam ser inesperados, atrair a atenção das pessoas e fazê-las pensar.

3 – Concretude – Quanto mais concretos forem os objetivos do projeto maiores são as chances dele colar. Isso se deve, em grande medida, à capacidade de nosso cérebro de fazer conexões que nos permitem recordar de dados concretos. Precisamos construir projetos que tenham sentido prático.

4 – Credibilidade – Esse quarto princípio trata da seguinte questão: como fazer as pessoas acreditarem em nossos projetos? Ter uma autoridade que as sustente pode ser importante, mas o fato é que os projetos devem adquirir credibilidade por si próprios.

5 – Sentimentos – Para os projetos colarem, as pessoas precisam se importar com eles. Desafio, nesse terreno, é descobrir a emoção certa a ser associada ao projeto. Para fazer com que as pessoas se importem, é preciso não criar barreiras à sua capacidade de sentir.

6 – Relatos – Contar histórias é um mecanismo poderoso para fazer as pessoas agirem sobre nossos projetos, pois ao escutá-las, entramos numa espécie de simulador de voo mental. Quando nos deparamos com aquela mesma situação no ambiente físico fica mais fácil agir.

Conclusão – Para quem lida com criatividade ou qualquer outra atividade ligada a gerenciamento de informações e de ideias, esse livro é essencial, porque fornece uma visão abrangente, multidisciplinar e cientificamente fundamentada, quanto ao processo de construção de projetos inovadores.

documentar as lições

A importância de documentar as lições aprendidas no projeto

Ao chegar às etapas finais de um projeto, tenha ele sido bem-sucedido ou não, não é raro vermos gestores ignorarem o momento de documentar as lições aprendidas por o considerarem desnecessário. Esse péssimo hábito pode ser um verdadeiro “tiro no pé” das organizações que estão em busca de melhorar os resultados para os projetos seguintes.

As lições aprendidas jamais podem ser negligenciadas pelos gerentes de projetos bem-sucedidos. Não sabe o motivo? Confira e mude agora mesmo a forma como você encerra esta etapa:

Evite os erros do passado

O motivo mais claro e conhecido por qualquer profissional da área é que a forma correta de documentar as lições aprendidas serve para que a empresa não cometa os mesmos erros do passado ou então possa repetir seus acertos.

Com a documentação adequada, os gestores podem identificar as causas fundamentais dos sucessos e fracassos em todos os projetos, aumentando as chances de que a empresa entregue os próximos no prazo acordado, dentro do orçamento e alinhado com os requisitos.

Previna riscos diagnosticados em outras situações

Os projetos são, por sua natureza, realizados de forma única para criar produtos, serviços e outros resultados que, por sua vez, também são únicos. Em função disso, muitos gestores acreditam que documentar as lições aprendidas no passado, nos ensina a não aplicá-las no futuro.

Apesar dessa constatação, é preciso lembrar que todos os projetos possuem elementos em comum que devem ser considerados na fase de documentação. Agindo assim, ainda que a empresa não consiga eliminar todos os riscos em um novo projeto, ela poderá ao menos mitigá-los ou saber como contorná-los com a devida antecedência.

Gestão do conhecimento a partir da construção de um consenso sobre práticas gerais

Muitos projetos passam por momentos difíceis em que a decisão de como proceder envolve discussões e discordância entre clientes, patrocinadores, gestores e equipe.

Após a conclusão do projeto ou de uma etapa específica, verifica-se então o resultado da decisão tomada e, quando a lição aprendida é documentada, cria-se um consenso sobre qual caminho era o mais correto a ser seguido, evitando que a organização se esforce no futuro para encontrar as soluções para os mesmos problemas.

Aumento da competência dos gerentes de projeto

As soluções de gerenciamento de projeto também funcionam como verdadeiras ferramentas para a gestão do conhecimento. As lições aprendidas, em especial, servem para que qualquer gestor da organização seja capaz, a qualquer momento, de estudar como os projetos já finalizados ou em andamento encontraram soluções para os obstáculos encontrados e apliquem isso no trabalho do dia a dia.

Isso gera benefícios incríveis não somente para o desenvolvimento profissional dos gestores, mas também significa economia de tempo e esforço para a organização.

Repensando a estratégia

As lições aprendidas podem, ainda, trazem vantagens que superam a execução de cada um dos projetos de forma individual. Algumas podem servir para que a empresa reavalie a forma como mantém seu portfólio de projetos e até mesmo a sua estrutura organizacional atual para que eles sejam gerenciados e executados com sucesso.

Com tudo isso, não fica difícil perceber que as lições aprendidas não são apenas mais um formulário a ser preenchido, mas sim verdadeiras oportunidades de crescimento para a organização interessada em alavancar os seus negócios de forma sustentável, economizando tempo e dinheiro!

E você, como vem documentando as lições aprendidas nos projetos conduzidos na sua empresa? Quais os benefícios adquiridos com essa prática? Compartilhe suas experiências através dos comentários!

captar recursos

6 dicas para captar recursos para o projeto

Captar recursos para o projeto é uma atividade fundamental para qualquer que seja o tipo de projeto. Os investidores escutam solicitações todo o tempo, por isso se você quer obter os recursos para seu projeto, saiba que terá que se destacar.

De fato, impressionar a pessoa que poderá destinar o montante necessário para a execução de seu projeto é importante e deve ser feito da maneira correta. Confira a seguir 5 dicas importantes para fazer um pitch matadore conseguir convencer os investidores a colocar recursos em seu projeto.

Uma boa justificativa

Todo Plano de Projeto precisa conter uma boa estrutura de apresentação. Normalmente, este documento inclui uma introdução, justificativa, objetivos, recursos, requisitos, tecnologias, infraestrutura, riscos, stakeholders entre outras informações. Mas o que torna um projeto atraente para os investidores é uma justificativa de impacto.

Quais benefícios terão ao investir naquele projeto? Por que este projeto precisa daquele recurso proveniente daquele parceiro? Qual a proposta de valor do projeto? Estas questões são os diferenciais. Por isso, capriche na justificativa do seu plano de projeto. Estas informações irão subsidiar sua apresentação final, seu pitch com os investidores.

Destaque aos objetivos específicos

Outra dica para captar recursos para seu projeto junto aos investidores é destacar o papel que eles possuem para que os objetivos específicos deles sejam alcançados. O objetivo geral é amplo, mas nos pontos específicos é possível detalhar as metas de forma dirigida. O ideal é ter um objetivo específico para cada um dos investidores. Aliados as justificativas estes são bons argumentos que você pode utilizar para captar recursos para seu projeto.

Descreva as atividades

Os investidores também querem saber como você irá alcançar aquelas metas descritas nos objetivos específicos, por isso é importante explicar bem quais serão as atividades realizadas para cumprir com aqueles objetivos. Destaque os recursos humanos que irão ser destinados para o projeto e suas qualidades e habilidades. Vale a pena também ressaltar junto aos investidores a capacidade de execução daquela equipe.

Por fim, no plano de projeto é preciso detalhar estas atividades para subsidiar de dados o cronograma de desembolso. Para uma apresentação rápida não é preciso incluir estes detalhes, mas tenha-os em mente caso algum investidor questione como será executado o projeto meticulosamente.

Faça um orçamento realista

Outra dica que pode até soar óbvia é com relação ao orçamento. Superfaturar o valor requisitado costuma ser uma prática de alguns projetos. Mas tenha em mente que o investidor sabe o custo de cada um dos itens do orçamento, afinal de contas este é seu trabalho. Portanto, não pratique isso, faça um orçamento realista sem superfaturar nenhum dos recursos. Lembre-se que dados precisos geram mais confiança em seu projeto e sua execução.

Tenha um cronograma de desembolso

Dificilmente os investidores irão desembolsar todo o recurso solicitado de uma só vez. Por isso apresente também um cronograma das etapas do projeto e os recursos necessários para cumprir cada uma delas. Planeje entregas para que o investidor possa ver o retorno de seu investimento em resultados concretos. Apresente sua estratégia na hora de solicitar recursos. Este planejamento é outro fator que promove a confiança dos investidores em seu projeto.

Faça um pitch consistente

Por fim, durante a apresentação de sua solicitação de recursos tenha um discurso matador. Comece pela justificativa do projeto, destacando porque ele é relevante e importante. Passe para os objetivos específicos, as atividades, o orçamento e o cronograma de desembolso. Mas certifique-se de fazer uma apresentação dinâmica, recheada de informações, imagens e gráficos. Impressione os investidores para obter os recursos para seu projeto!

E não se esqueça que além de buscar por recursos de maneira eficiente, o projeto precisa ser muito bom para se tronar viável.

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metodologia waterfall

Guia da gestão de projetos: metodologia Waterfall

O que determina o sucesso ou o fracasso de um projeto? Equipe despreparada, prazos apertados, escassez de recursos, análise de riscos equivocada? Os motivos são tantos que às vezes é impossível precisar apenas uma causa para os bons ou maus resultados de um empreendimento.

Um dos fatores que podem influenciar profundamente o produto final é a metodologia de gerenciamento utilizada durante a execução do projeto. Afinal, essa geralmente é a fase em que todos os esforços podem ser desperdiçados caso existam falhas de comunicação, atrasos, aumento de custos, entre outros problemas.

As discussões sobre as melhores metodologias para o gerenciamento de projetos podem gerar debates acalorados, mas a verdade é que todas elas possuem prós e contras e podem ser aplicadas com resultados positivos.

A seguir, você confere um guia sobre a gestão de projetos apresentando a metodologia Waterfall. E você? Já conhece esse método?

Como funciona

A metodologia Waterfall, palavra em inglês que significa cascata, é considerada a forma mais tradicional de gerenciar projetos.
Nessa abordagem, todas as etapas são seguidas de forma sequencial. As fases básicas geralmente são de definição de requisitos, planejamento, execução e validação, podendo variar dependendo do tipo de iniciativa.

O modelo em cascata só permite que o projeto avance quando uma fase está inteiramente completa. Voltar algumas etapas, dar saltos para frente ou sobrepor atividades não é permitido. Além disso, no Waterfall os requisitos são totalmente definidos no início do projeto e geralmente sofrem pouca ou nenhuma alteração durante sua execução.

Vantagens

O método Waterfall recebe muitas críticas por sua rigidez. Ainda sim, seus benefícios existem e podem trazer excelentes resultados para alguns tipos de projeto. Uma de suas principais vantagens é que, para que o planejamento seja feito, é necessário avaliar e estruturar as etapas com antecedência e prever cenários variados. Esse trabalho minucioso de desenhar a execução permite que os prazos e custos sejam mais previsíveis. Além disso, o projeto se torna mais fácil de ser gerenciado, já que suas fases estão bem arquitetadas.

Com etapas tão bem definidas, claras e sequenciais, os projetos em cascata ficam mais simples de serem compreendidos pela equipe e o fluxo das atividades é mais organizado.

Desvantagens

Apesar dos benefícios acima, a metodologia Waterfall impõe grande rigidez à execução do projeto. Quando uma etapa foi inteiramente concluída, a opção de voltar atrás e refazer parte do trabalho implica em custos elevados. É como se o morador de uma casa decidisse mudar toda a planta já na fase de acabamento.

Além disso, os projetos gerenciados em cascata geralmente apresentam resultados somente após sua conclusão. Imagine a pressão para uma equipe desenvolvendo um software, que só consegue mostrar o produto depois do fim do projeto, apesar de o cliente querer versões preliminares do programa desde o início das atividades.

Outro problema do Waterfall é a dificuldade em determinar, em um estágio tão inicial, todos os requisitos necessários para o projeto. Muitas vezes, com o desenrolar das atividades, o cliente e os executores percebem que poderiam ter feito escolhas melhores na fase inicial, mas com a rigidez imposta pelo método fica muito difícil contornar esse problema.

Quando usar

A metodologia Waterfall pode não trazer bons resultados quando o projeto é muito complexo ou de longa duração. Caso se perceba que a probabilidade dos requisitos mudarem é média ou grande, o ideal é adotar métodos mais flexíveis de gerenciamento, que permitam mudanças a cada etapa sem grandes impactos no custo, prazo e qualidade.

No entanto, os projetos em que os requisitos são muito claros e que dificilmente serão alterados no tempo podem fazer um bom uso da metodologia. Essa prática é comum em empreendimentos da indústria e da construção civil, quando os ambientes são altamente controlados e estruturados e as mudanças após as entregas do projeto serão muito caras ou impossíveis.

Já utilizou esta metodologia para gerenciar um projeto? Quais os benefícios e dificuldades encontrou?

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o que é MVP

O que é MVP e por que você deveria construir um antes de lançar seu produto?

Sigla para Minimum Viable Product (ou produto minimamente viável), é importante saber o que é MVP e que ele pode ser considerado um dos primeiros degraus que o empreendedor deve subir antes de iniciar qualquer que seja seu negócio. Ele funciona como uma espécie de plataforma de observação e coleta de dados dos clientes, a fim de construir situações práticas de negócio que permitam aprender, de forma rápida, o preço a ser praticado, os diferenciais buscados pelo público e as funcionalidades a serem desenvolvidas, tudo com o objetivo de oferecer ao mercado uma solução inovadora. 

É como se fosse um protótipo para a elaboração de um produto certeiro, que realmente tenha utilidade para quem o adquirir. Mas não é só isso! Passado algum tempo de inserção do MVP, ainda será possível se antecipar à concorrência, acredite? Pois acompanhe os tópicos seguintes e entenda melhor o que é MVP e como ele pode ser decisivo para o sucesso do seu negócio!

 
A realidade que não mente

Não é segredo para ninguém que um número expressivo de empresas fecham em seu primeiro ano de atividade. E a verdade é que uma grande parcela da culpa por esses fracassos precoces se dá pela falta de informações sobre o setor (tais como o número de clientes e seus hábitos de consumo), assim como pela negligência na identificação das necessidades do mercado. Assim fica mesmo complicado acertar a mão, não concorda?

Além de ser usado para atestar o atendimento do produto e de seus recursos às demandas do mercado, o MVP também serve para avaliar as necessidades dos usuários. Logo, tende a diminuir as chances de o negócio figurar no lado sombrio das estatísticas de falência. Afinal, com hipóteses testadas, é menos difícil errar o alvo.

O experimento pode estar focado no produto em si ou em outras variáveis que possibilitem a validação da proposta. O MVP ajuda a isolar claramente o problema que o produto ou o serviço se propõe a sanar, sendo por isso extremamente útil para validar ideias, que podem ser testadas e otimizadas repetidamente. Assim, os empreendedores que sofrem com dificuldades para obter uma clientela inicial poderão dormir despreocupados, já que, colocando o MVP em prática, o lançamento do produto já virá com uma carteira de clientes basicamente formada!

Como você pôde ver, a implementação do MVP consiste em processo bem simples, que se origina de conceitos já idealizados pelo empreendedor e tem a característica de ser ágil. Por essas e outras, é perfeito para startups em momentos de incerteza ou para empresas que carecem de economia tanto de tempo como de recursos financeiros. Mas engana-se, quem acredita que adotar MVP é exclusivo desse tipo de empresa, organizações maduras têm muito a se beneficiar com essa prática.

O MVP na forma de projeto

Caso a empresa ainda não tenha definido um protótipo ou, mesmo que já o tenha feito, quer transformar o processo em algo ainda mais eficiente, é interessante adotar um modelo de negócios baseado no Business Model Canvas, que consiste em 9 blocos que estabelecem os componentes básicos do negócio:

• Segmentação de clientes;
• Propostas de valor;
• Canais ou meios;
• Interação com o cliente;
• Origem de receitas;
• Recursos-chave;
• Tarefas-chave;
• Parceiros-chave;
• Composição de custos.

No caso da elaboração do zero, ou seja, quando não há nada parecido para que se possa comparar, realmente é mais difícil definir um MVP. Nessa situação, a melhor estratégia é realizar testes rápidos para se aprender com os erros e os acertos. Se o empreendedor ainda não tiver esmiuçado a fundo o nicho no qual pretende investir, o ideal é procurar por referências e mais conhecimento antes de iniciar o MVP, colocando suas concepções em prática só mais tarde.

A medição do MVP

É necessário estabelecer métricas para estudar o feedback tanto de clientes em potencial como daqueles que já fazem uso do serviço. Assim é possível aprender o que é necessário para aprimorar o produto ou eliminar um problema que venha a inviabilizá-lo no futuro. A ideia é de que os resultados das validações sejam rápidos e fáceis de analisar.

Que tal alguns exemplos? Para testar o conceito de compras coletivas, o site Groupon iniciou suas operações com um blog de ofertas que enviava os cupons em formato PDF, elaborados de forma manual. Outro caso similar é o da Zappos, que, para testar se a venda virtual de calçados realmente funcionava, abriu seu site na internet com apenas alguns modelos. Quando as pessoas adquiriam, a equipe se dirigia à loja física, comprava o par de sapatos e mandava para os compradores!

A seleção de recursos

Sabendo que muito se tem a ganhar em conhecimento sobre o mercado, as empresas devem investir no aprendizado de forma prática. Assim conseguem potencializar a percepção sobre o espaço para novidades. Nesse caso, uma dica importante é não deixar que o cliente note a fragilidade do MVP, por mais bruto que ele possa parecer (ou seja, o cliente deve ser atendido de forma impecável).

Caso seu negócio seja virtual, é importante se valer de ferramentas que otimizem o tráfego, investir em SEO, landing pages, Google AdWords, Facebook Ads ou mesmo na geração de conteúdo em blogs (como fizeram as startups citadas no tópico anterior). De maneira genérica, para produtos corporativos de alto valor agregado, o ideal é primeiramente testar por intermédio de apresentações e pesquisas com potenciais clientes.

Já para produtos voltados para pequenas e médias empresas ou mesmo para o consumidor final, validar a demanda via web também é uma boa estratégia. Dependendo do caso, a validação a partir da experimentação real do produto também pode ser interessante. Para modelos de negócio ligados à comercialização de publicidade, por sua vez, os MVPs devem se voltar para a elaboração do próprio produto em si.

O importante é compreender se o empreendimento está trilhando o melhor caminho ou se está indo na direção errada. Quando findar o ciclo de obtenção de ideias, determinação do escopo, aferição de dados, aprendizado, obtenção e análise de feedbacks, é necessário voltar a atenção para não se deixar envolver totalmente pelas opiniões dos usuários. Isso porque, muitas vezes, nem mesmo os clientes têm clareza sobre o que querem. Ao mesmo tempo, não é fácil ser autor de grandes inovações!

Na prática, o processo de implementação de um MVP gera uma bagagem ainda mais valiosa que a avaliação dos clientes em si. Por isso, o empreendedor deve ser criterioso e observador ao estabelecer sua estratégia, devendo fazê-la do modo mais simples possível para, então, poder desfrutar do sucesso de seu empreendimento.

Entendeu direitinho o que é o MVP e por que é necessário construir um antes de lançar seu produto no mercado? Ficou ainda com alguma dúvida sobre o assunto? Comente aqui e compartilhe suas impressões e seus questionamentos conosco!

matriz de priorização

Matriz de priorização: entenda o que é e como aplica-la na gestão de projetos

Quem atua no ramo corporativo sabe que tempo e outros recursos (como os financeiros) são limitados, exigindo do profissional o estabelecimento de algumas prioridades em detrimento de outras questões. Dentro desse contexto, fica a pergunta: você conhece a matriz de priorização?

Como a atuação em empresas pressupõe o desenvolvimento constante de projetos, essa ferramenta é eficiente para o colaborador estabelecer a quais tarefas deve dar atenção em primeiro lugar. A orientação promove a organização da rotina de trabalho e rende bons frutos à sua produtividade.

Deseja saber mais sobre o assunto? A seguir, confira como o desempenho e o cotidiano podem melhorar com o uso da matriz de priorização.

O que é uma matriz de priorização?

Um engenheiro civil tem vários compromissos em um dia e pode se dedicar simultaneamente a mais de um projeto. Suponha que suas tarefas incluam:

  • selecionar a equipe responsável pela construção que vai começar dali a três semanas;
  • apresentar a planta ao cliente X;
  • resolver o atraso na entrega de material com o fornecedor Y.

A matriz de priorização é uma ferramenta capaz de estabelecer quais responsabilidades devem ser cumpridas primeiramente. Ela é montada em tabela, quadrante ou gráfico. A avaliação ocorre com base em critérios claros e bem definidos, forma efetiva de colocar seus esforços nas iniciativas certas e no momento adequado.

Sua aplicação na gestão de projetos orienta a estruturação das tarefas e integra as diferentes áreas (gerenciamento de escopo, custos, aquisições, riscos, recursos humanos, comunicação e qualidade, entre outras), além de colocar equipe e parceiros comerciais em compasso.

Qual é a importância da matriz de priorização?

Com esse recurso, os problemas são classificados por ordem de importância e você não perde prazos tentando resolver tudo ao mesmo tempo — deixando escapar questões cruciais que passaram batido por falta de organização. Confira outras vantagens da ferramenta abaixo.

Foco na execução

O planejamento admitido pela matriz de priorização evita ponderações recorrentes. Ter critérios claros ajuda a definir quais tarefas realmente importam e precisam ser realizadas antes das demais, assim você pode colocar sua atenção nas iniciativas certas e efetivamente tirar o projeto do papel.

Agilidade na tomada de decisão

O timing perfeito é muito importante no setor corporativo. Como a matriz de priorização é um método fácil e consistente, as opções são analisadas com rapidez. Assim, elas respaldam as decisões estratégicas dos gerentes e admitem a execução das medidas com agilidade, garantindo o atendimento das necessidades do cliente e do mercado.

Mitigação de riscos

Consequentemente, fica mais fácil lidar com as imprevisibilidades inerentes ao desenvolvimento da atividade empresarial. Ter os critérios de urgência e importância pré-classificados ajuda os gestores a lidarem com imprevistos capazes de impactar seu rol de prioridades.

Integração da equipe

A matriz de priorização de um projeto pode ser desenvolvida em conjunto com seus colaboradores, sendo útil para estimular o engajamento de cada profissional com os propósitos da companhia e os colegas. Isso facilita a comunicação e garante que todos tenham ciência das atividades cruciais para atender às expectativas do cliente, por exemplo.

Melhoria no controle

É mais fácil avaliar custos, aquisições e prazos com as tarefas prioritárias pontuadas. Assim, são evitadas despesas desnecessárias, desperdícios e avarias de material — sem contar que o cronograma, essencial em qualquer projeto, é bem controlado. Também é viabilizada a negociação de mudanças, alterando a ordem de realização das demandas se for o caso.

Quais são as principais matrizes de priorização?

Agora que você já sabe do que se trata a ferramenta e qual é sua importância, vamos falar de alguns modelos pelos quais a matriz de priorização é aplicada. Siga na leitura e veja os principais formatos adotados no âmbito corporativo.

Matriz de priorização GUT

A matriz GUT classifica as demandas na gestão de projetos em gravidade, urgência e tendência. É aplicada uma escala de 1 (sem gravidade, sem urgência, sem tendência de piorar) a 5 (extremamente grave, extremamente urgente, agravar rápido) a cada uma das três categorias.

Matriz de priorização RICE

Já a matriz RICE é composta por Reach, Impact, Confidence e Effort, ou seja, Alcance, Impacto, Confiança e Esforço. Enquanto a primeira categoria se refere ao número de pessoas atingidas pela demanda, a última é relativa ao tempo necessário para sua realização. A segunda e a terceira categorias têm os seguintes níveis de classificação:

  • Impacto (da demanda): mínimo = 0,25; baixo = 0,5; médio = 1; grande = 2 e massivo = 3);
  • Confiança (no resultado): mínimo = 20%; baixo = 50%; médio = 80% e alto = 100%).

Para estabelecer prioridades nesse sistema, basta multiplicar os valores de Alcance, Impacto e Confiança. Em seguida, divida o resultado pelo Esforço (resumindo: R*I*C/E).

Matriz de priorização BASICO

A matriz BASICO leva em consideração seis categorias:

  1. benefícios da organização (B);
  2. abrangência de resultados (A);
  3. satisfação do cliente interno (S);
  4. investimento necessário (I);
  5. cliente externo satisfeito (C);
  6. operacionalidade simples (O).

Cada classificação é pontuada de 1 (pior cenário) a 5 (melhor cenário). Para chegar aos projetos ou processos que devem ser priorizados, é preciso somar os valores atribuídos a cada item.

Por que conhecer diferentes metodologias de gestão de projetos?

O sucesso e a credibilidade da empresa no seu setor de atuação dependem da qualidade da entrega e da satisfação do cliente. Em tempos de transformação digital, caracterizada pelo fácil acesso à informação e pela alta competitividade do mercado, o contratante ou comprador em potencial está cada vez mais exigente.

Portanto, conhecer várias metodologias de gestão de projetos ajuda a organização a ter um diferencial competitivo. Assim, ela mostra a capacidade de atender completamente às necessidades apresentadas pelo cliente e pode maximizar a produtividade organizacional conforme suas diretrizes e sua cultura.

De tal forma, as metas, os objetivos e as estratégias dos gestores são testados em sistemas distintos, atrelados ao PMBOK, Ágil, PM Canvas e Prince2, por exemplo. São múltiplas as possibilidades de eleger a modalidade mais adequada à prestação dos seus serviços, gerando melhoria nos resultados.

A matriz de priorização ajuda na gestão de projetos elencando por importância as demandas necessárias ao atendimento das expectativas dos clientes e as tarefas a serem desempenhadas. Que tal aplicá-la para otimizar seus processos?

Comece conferindo em detalhes como a matriz GUT, uma das mais populares no ambiente corporativo, é utilizada. Boa leitura e até a próxima.