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Autor: Braun

escritório de projetos ágeis

PMO: como implementar um escritório de projetos ágeis na sua empresa

Quando se está devidamente engajado a um escritório de projetos ágeis, a organização já pode esperar ótimos resultados. Isso porque, na maioria das vezes, os membros do Escritório de Projetos (PMO) se colocam na posição de protetores e defensores da prática, atuando na mudança do mindset por meio da conscientização do gerenciamento ágil de iniciativas em toda a organização. Contudo, quando o PMO não está comprometido, pode apresentar resistência à medida em que se impõe para proteger o processo atual em vez de melhorá-lo. Nesse cenário, o comportamento natural é se opor à transição, já que muitas mudanças podem afetar tanto o lado pessoal como o profissional.

No caso do Scrum, por exemplo, as responsabilidades de gerenciamento de projetos são compartilhadas entre o Scrum Master, o Product Owner e o restante da equipe, fazendo com que alguns gerentes de projetos de práticas tradicionais passem a questionar seu papel. Mas mesmo enfrentando essa barreira cultural, é plenamente factível (e cada vez mais urgente) implementar um escritório de projetos ágeis. Então veja a seguir como fazer:

Pessoas

O PMO tem uma enorme influência sobre as pessoas envolvidas em uma transição para o Scrum. Tanto que um PMO de projetos ágeis deve:

Desenvolver um programa de treinamento

Como muito do que o Scrum prega é completamente desconhecido para muitos membros da equipe, o PMO deve mover esforços na elaboração de um programa de treinamento, seja com a seleção de empresas externas para ministrar a formação ou com iniciativas internas.

Fornecer coaching

Além da formação já citada, deve-se considerar que ações de coaching têm resultados incríveis tanto para pequenos grupos como individualmente. Assim, alguém com a devida experiência no método deve sentar com a equipe e auxiliar os membros por meio de uma reunião de planejamento de sprint real (ou qualquer outra situação que se pretenda treinar). Isso torna o aprendizado muito mais fácil de assimilar, com resultados igualmente mais produtivos. Lembre-se que uma das funções do Scrum Master é justamente oferecer esse apoio para a equipe.

Selecionar e treinar um time de formadores

O sucesso do Scrum resultará na necessidade de investir em treinamentos paralelos, que poderão ser administrados de maneira autônoma. Mas, para isso, os membros do PMO devem identificar e desenvolver treinadores na medida em que observam as equipes, auxiliando e, posteriormente, identificando e qualificando outros treinadores. Esses treinadores mantêm suas incumbências atuais, mas recebem responsabilidades adicionais, como dedicar até cinco horas por semana prestando apoio a uma equipe específica, por exemplo.

Desafiar comportamentos existentes

O PMO é fundamental para identificar velhos hábitos que impedem que a organização se torne ágil. Contudo, não se trata de uma postura de auditoria, mas sim de facilitação, na medida em que o foco está em enxergar e alertar para os potenciais fatores de melhoria. Assim, os membros do Project Management Office devem incentivar as equipes Scrum em direção ao aprimoramento contínuo, coibindo a acomodação.

Projetos

Vale ressaltar que algumas responsabilidades do PMO ainda sem mantêm em comparação com os métodos tradicionais. São elas:

Apresentação de resultados

Na maioria das organizações, existe uma reunião ou ao menos a apresentação de um relatório periódico sobre o status de cada projeto. No caso de se tratar de uma reunião, o encontro deve contar com a participação do pessoal envolvido do time de desenvolvimento com o Product Owner ou o Scrum Master. Já se é um relatório de status, o PMO deve auxiliar na elaboração de um documento padronizado.

Exigências de conformidade

Muitos projetos precisam atender a certas normas (como a ISO 9001, por exemplo) ou a outras exigências específicas da organização (tais como as relativas à segurança da informação). Nesse âmbito, um PMO ágil deve ajudar a equipe, conscientizando-a sobre essas necessidades, aconselhando quanto ao correto cumprimento das exigências e ajudando na centralização e no compartilhamento de dicas e conhecimentos a respeito dessas conformidades.

Gestão de novos projetos

Uma das mais importantes responsabilidades de um PMO ágil consiste em auxiliar no gerenciamento da entrada de novos projetos na organização. Isso porque é importante limitar o volume e o nível de trabalho às capacidades da equipe.

Processos

Como guardiões dos processos, os membros do PMO devem atuar em estreita colaboração com os Scrum Masters da organização para se certificarem de que o Scrum está verdadeiramente implementado. Para tanto, deve promover as seguintes ações:

Auxiliar com as métricas

Assim como fazia antes de se tornar ágil, o PMO deve identificar e coletar métricas. E esse passo é especialmente importante uma vez que equipes Scrum tendem a ser mais céticas no que se refere à relevância das métricas. Por essa razão, deve haver cautela no estabelecimento desses parâmetros. Lembre-se de que é fundamental que um PMO ágil consiga medir como as equipes estão fazendo a entrega de valor.

Minimizar o desperdício

O PMO deve ajudar a equipe a eliminar quaisquer atividades redundantes ou que sejam inúteis aos processos. Confeccionar documentos, agendar reuniões e estabelecer a necessidade de aprovações, por exemplo, devem ser evitados, a menos que sejam absolutamente necessários. O PMO também deve fazer com que a equipe se concentre, sobretudo, nas atividades que agregam valor ao cliente.

Fornecer ferramentas

Em geral, a decisão sobre quais ferramentas usar deve ser deixada para as equipes. Nesse momento, deve-se ponderar sobre os benefícios para escolher uma solução que seja favorável a todos os projetos. Como último recurso, por mais que deva ser raro, as decisões podem ser tomadas pelo PMO como um voto de Minerva. O Project Management Office ágil tem essa missão de ajudar as equipes adquirindo os recursos adequados e auxiliando em qualquer configuração ou customização demandada.

Uma boa opção de solução ágil, mas que congrega as boas práticas da gestão de projetos é o Lean PB, ferramenta da Project Builder para projetos ágeis.

Coordenar equipes

Tendo em vista a atuação em equipes multidisciplinares, o PMO exerce papel fundamental para coordenar o trabalho de times separados. Muitas vezes, um membro do PMO pode ser o primeiro a identificar quando o trabalho de duas equipes começa a conflitar ou quando existe sobreposição, gerando assim ainda mais valor para as iniciativas.

Padronizar o uso do Scrum

Por intermédio de sua exposição massiva, os PMOs conseguem rapidamente transmitir a utilidade do Scrum na estrutura de gerenciamento de projetos. Afinal, o processo de promoção da cultura dos métodos ágeis é muito intenso. Todas as etapas do gerenciamento de um projeto (tais como os planejamentos de sprints mensais, as reuniões diárias e assim por diante) tornam latentes os benefícios do Scrum, capacitando o Product Owner, o Scrum Master e o time de desenvolvimento.

Agora que você já sabe que o PMO ágil funciona como um facilitador e não como um departamento burocrático, auxiliando na produção e garantindo que os artefatos necessários sejam produzidos, o que está esperando para implementar um escritório de projetos ágil na sua organização? Ficou ainda com alguma dúvida? Comente aqui e divida suas impressões conosco!

Kanban

6 passos para criar seu próprio Kanban

A mais que comprovada eficiência do Kanban pode contribuir consideravelmente para aumentar a produtividade da sua equipe, bem como para alavancar a qualidade do trabalho desenvolvido na empresa. E o melhor é que é uma técnica de fácil implementação, que mostrará tanto a você como a seu time que gerenciar processos pode ser muito mais tranquilo do que imaginam.

Acredite: ao final deste post, você será capaz de organizar seu processo de trabalho em um diagrama visual, identificar onde estão seus gargalos e quanto de trabalho não acabado (work in process) existe, adotar essa ferramenta e otimizar a rotina da empresa como um todo. Pronto para essa verdadeira revolução? Então vamos lá:

 Comece mapeando o fluxo de valor

Como seu trabalho nasce? De onde vêm e para onde vão as demandas? Mapear os processos da empresa é entender como se dá seu fluxo de trabalho, identificando quais são os gatilhos para que cada área entre em ação e desenvolva suas atividades no momento certo. Deve-se listar cada passo dado desde a identificação da necessidade propriamente dita até a entrega final ao cliente, descobrindo qual é sua cadeia de valor e quem são as pessoas e os setores envolvidos. Esse trabalho inicial servirá para criar seu dashboard de controle, com cada coluna do quadro Kanban representando uma etapa do processo.

Determine pontos iniciais e finais do sistema

Depois de mapear os processos, chega a hora de detalhar as atividades envolvidas em cada um deles, determinando entradas e saídas. Nesse momento, preocupe-se apenas com as etapas que podem ser geridas e monitoradas, pois, com o tempo, as demais atividades serão inseridas quase que automaticamente. Ter um ponto de partida para cada processo, sabendo onde ele começa e termina, é fundamental para que você mensure a performance da equipe, o uso de recursos e a produtividade, dentre outros indicadores. Assim consegue otimizar seus processos para que se tornem ainda mais eficientes.

Priorize e selecione recursos

priorização de atividades é fundamental para manter a equipe em um fluxo constante de trabalho, entregando mais valor para a empresa. Na prática, o acúmulo de pendências compromete a produtividade, gera estresse, acarreta na perda de prazos e tira o foco dos colaboradores sobre o que é mais importante entregar. Sendo assim, defina critérios de priorização de tarefas, limitando o número de atividades em andamento para cada setor e de maneira geral.

Imagine, por exemplo, que sua empresa trabalhe com desenvolvimento de softwares. Os desenvolvedores entregam uma funcionalidade a cada semana, mas a equipe de testes leva duas semanas para concluir a testagem de cada etapa. Assim, a partir da segunda semana de trabalho já haverá atividades acumuladas para o time responsável pelos testes, o que comprometerá não só seu cronograma de entregas como também o custo, a qualidade do trabalho e a satisfação do cliente, entre outros aspectos. Nesse caso, a saída é aumentar a capacidade de teste da empresa, seja contratando mais integrantes para a equipe, automatizando algumas das tarefas para que eles trabalhem com maior eficiência ou priorizando as funcionalidades que devem ser entregues antes para que se tenha a quantidade certa de trabalho para todos, sem sobrar nem faltar.

Uma forma simples de priorização consiste em categorizar as atividades segundo sua importância (standard, premium ou básica, por exemplo), para só então definir tratamentos diferentes para cada uma. Ao trabalhar com uma atividade standard, um dos desenvolvedores pode ser deslocado para a equipe de testes para agilizar o trabalho, por exemplo.

Elabore um quadro Kanban

Com sua metodologia de trabalho definida, basta agora colocá-la de forma visual para que sua equipe tenha acesso a todas as informações. Para isso, você só precisará de um quadro branco e alguns bloquinhos de post-it. O interessante é trabalhar com notas coloridas para determinar claramente as categorias das atividades ou ainda os setores envolvidos.

E nada de se preocupar muito com a estética do quadro durante sua implementação, pois certamente haverá ajustes a serem realizados. Depois que sua equipe entender o funcionamento do Kanban, certamente sugerirá melhorias para que o quadro se torne ainda mais prático e visual para todos. Por isso, preocupe-se apenas em ter todas as etapas do seu processo listadas e monitoradas, a fim de que todos os envolvidos conheçam suas responsabilidades e onde devem entrar em cada processo.

Se quiser testar essa metodologia na prática, te indicamos este kanban desenvolvido pela Project Builder que é exclusivo para uso na Google Drive. Agora, se você e sua empresa já estiverem mais maduros em relação ao uso desse prático quadro, indicamos a adoção da ferramenta Lean PB, a solução da Project Builder para gestão de projetos ágeis.

Comece a usá-lo

É possível que você se depare com algum tipo de resistência, com pessoas pensando que essa não é a melhor forma de gerir os processos da empresa. Mas com o treinamento adequado e um trabalho de conscientização certamente ficará mais fácil inserir o Kanban na cultura da empresa, fazendo com que as pessoas se habituem a utilizá-lo. Aposte na prática e na observação das dificuldades da equipe. Ouça os feedbacks e anote tudo o que for relevante. E nada de desestimular as pessoas dizendo que “vai ser assim e pronto”, afinal, o Kanban deve ser construído por todos os envolvidos, já que impacta no trabalho da empresa como um todo.

Melhore ao identificar uma forma melhor de organização

Conforme for coletando os feedbacks da equipe, realize reuniões de alinhamento e agilize as mudanças que julgar serem necessárias para otimizar o trabalho. Pode ser que novos processos sejam identificados, que tarefas importantes tenham ficado de fora ou que até mesmo a forma de sinalização não esteja contribuindo verdadeiramente para que todos entendam seus papéis. Identificou? Conserte!

O mais bacana do Kanban é que você pode adaptá-lo às necessidades da empresa, criando assim uma ferramenta única de gestão, que realmente reflita a essência do seu time de trabalho. O ideal é, portanto, melhorar sua ferramenta conforme identifica oportunidades, realizar testes e acompanhar de perto a produtividade da sua equipe. Logo vocês terão uma ferramenta ideal, que contribuirá para a geração de valor não só para seus colaboradores como também para seus clientes.

Além do Kanban, existem outras técnicas e ferramentas que podem ajudar a otimizar o trabalho na sua empresa, viu? E como aqui na Project Builder estamos sempre buscando dicas práticas de como inserir novidades no seu dia a dia, assine já nossa newsletter e fique por dentro de tudo o que pode trazer melhores resultados para seu negócio! E aproveite para conferir este outro post, que explica por que você deve usar um software com Kanban para gerenciar sua equipe!

métodos ágeis

É possível desenvolver novos produtos com métodos ágeis?

A idealização de uma iniciativa de métodos ágeis é o início de qualquer inovação de sucesso. E é por meio dessa visão que são desenvolvidas novas soluções. Contudo, é comum que muitas organizações enfrentem problemas para atender às expectativas dos clientes ao assumir projetos de desenvolvimento de novos produtos. Nesse contexto, falhas na comunicação que impeçam a compreensão profunda do escopo e dos requisitos do cliente ou mesmo a falta de testes para o lançamento de uma inovação tendem a frustrar completamente os resultados esperados.

Por isso, é interessante aliar ao gerenciamento ágil a criação de um protótipo ou modelo de testes, tal como previsto no conceito de Minimum Viable Product (MVP). Essa é a combinação perfeita para potencializar o sucesso de qualquer projeto! Quer saber mais? Então acompanhe os tópicos seguintes:

Experimentação e testes

Para o desenvolvimento de novos produtos, é ideal promover uma combinação de experimentações práticas, que podem consistir na geração de um protótipo descartável ou de um incremento ao produto já existente. A intenção dessa iniciativa é levantar dados para validar hipóteses, bem como características sobre esse lançamento. No caso, é importante ter em mente que, como se trata de um produto experimental, deve ser simples. O objetivo é antecipar o vislumbre de uma potencial falha antes que ela venha a se apresentar tarde demais para uma intervenção efetiva.

Novos produtos e o Scrum

Assim como se faz no Scrum, tendo a visão de um product backlog inicial, é possível desenvolver o mínimo de funcionalidades necessárias para validar as hipóteses. Dessa forma, o desenvolvimento de novos produtos pode atuar em conjunto com os métodos ágeis. Tendo um número mínimo de funcionalidades necessárias para promover a etapa de testes, é possível solicitar o feedback dos usuários e clientes. Caso esse retorno seja positivo, faz-se a adaptação do backlog, incrementando, por exemplo, novas ideias que ajudem a transformar a concepção inicial em um produto de sucesso. Quando o feedback contrariar uma suposição feita na visão, deve-se alinhar a visão e o product backlog, para que ambos passem a corresponder.

É interessante combinar o incremento ao produto existente e a criatividade participativa do processo de desenvolvimento, gerando um ponto de equilíbrio que satisfaça a visão do negócio e uma perspectiva de inovação que não desvirtue o produto do seu caminho. Isso quer dizer que produtos de sucesso são resultado da integração de modelos mentais entre os desenvolvedores e aqueles que irão, na prática, usá-los. Nesse processo, a prototipação, somada aos métodos ágeis, põe o time de desenvolvimento em contato com os clientes para identificar as reais demandas do público, dando início ao processo de inovação.

A experiência prática conquistada ao testar o produto ajuda a compreender o que o mercado deseja. Assim é possível fazer ajustes a fim de tornar o produto eficiente. Por essas e outras é que investir em protótipos funcionais, sejam eles físicos ou digitais, é primordial. Afinal de contas, essa validação por meio de testes acaba sendo mais importante que as próprias entregas de trabalho que serão disponibilizadas mais tarde pelo time.

Inovações e demais métodos ágeis

Curiosamente, as características do gerenciamento ágil de projetos está em contraste direto com os métodos tradicionais de desenvolvimento de produtos. Enquanto os modelos convencionais congelam os requisitos desde o início, a gestão ágil funciona de maneira incremental. É comum, por exemplo, que organizações de engenharia estruturem linhas rigidamente claras de autoridade, com cronogramas de desenvolvimento elaborados, muitas vezes, com grande antecedência.

Nos dias atuais, a maioria das organizações de desenvolvimento de software utiliza o gerenciamento ágil, porém, sua aplicabilidade ao desenvolvimento de novos produtos requer alguma adaptação. É preciso que haja mais foco na colaboração e na resolução de problemas do que em seguir um processo ou procedimento específico. Como o desenvolvimento de novos produtos normalmente abrange várias disciplinas, os especialistas devem se organizar em melhores equipes, repassando a esses times a autonomia necessária para resolverem problemas por conta própria.

Desenvolvimento de produtos

Existem muitos estudos e relatos publicados a respeito de como implantar os métodos ágeis. Contudo, muito do que é dito se aplica, sobretudo, ao ambiente de uma empresa que se dedica ao desenvolvimento de softwares e não a uma organização que se presta à criação de novos produtos. Felizmente, muitos dos passos são semelhantes, mas existem algumas diferenças a serem observadas no desenvolvimento ágil de novos produtos. Veja:

Envolvimento de interessados

O desenvolvimento de um produto de engenharia, por exemplo, compreende sistemas mecânicos e elétricos, bem como a fabricação de materiais, processos de qualidade, fornecimento, serviços e assim por diante. E todas essas são variáveis muito significantes, pois dizem respeito a um número muito mais diversificado de pessoas do que no desenvolvimento ágil de um software. No caso do software, tem-se principalmente desenvolvedores de sistemas. Assim, logo no início, o gerente de projeto deverá reconhecer essa complexidade organizacional e auxiliar as equipes para que se organizem.

Estrutura de auto-organização

Em um primeiro momento, pode-se imaginar que os métodos ágeis consistem em um modelo caótico, devido à política de auto-organização e à falta de ênfase em processos formais. Contudo, não é porque não existe a necessidade de cumprimento de procedimentos formalizados que o desenvolvimento ágil não está estruturado. Na prática, a realidade é outra: a organização é colaborativa. E para que flua da melhor maneira possível, os gerentes de engenharia devem permitir que seus colaboradores passem por essa transição naturalmente.

Embora os métodos ágeis apresentem discrepâncias entre seus modelos, eles compartilham várias características semelhantes, incluindo, por exemplo, o desenvolvimento iterativo, o foco na comunicação e a minimização do esforço aplicado em artefatos intermediários. Com isso, a concentração dos esforços se volta para a geração de valor ao cliente.
A aplicação dos métodos ágeis no que se refere ao prisma do produto é mais recomendada quando os requisitos estão nascendo e mudando constantemente. Mas, de fato, não há um consenso pleno nesse aspecto, cabendo à própria organização decidir. Contudo, combinando as práticas de MVP, utilizando protótipos e reiterados testes, além dos métodos ágeis, as chances de êxito no desenvolvimento de um produto de sucesso são, sem dúvida, potencializadas.

E na sua empresa, quais são as práticas utilizadas no desenvolvimento de novos produtos? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas experiências!

gestão da qualidade

Conheça os 8 princípios da gestão da qualidade

Que tal garantir, não só o nível de qualidade do produto final da sua empresa, mas também custos menores, mais eficiência e uma boa relação tanto com clientes quanto com fornecedores e funcionários? Então você definitivamente precisa da ajuda da gestão da qualidade!

Confira agora mesmo quais são os 8 princípios dessa gestão e saiba o que realmente é preciso fazer para implementá-los na sua empresa. Acompanhe:

Foco no cliente

Para começo de conversa, o cliente deve ser o ponto central do negócio. E por mais óbvia que a afirmação possa parecer, a verdade é que muitas empresas ainda deixam essa questão em segundo plano. Na prática, o ideal é que a empresa se esforce ao máximo para não só atender, mas superar as expectativas dos clientes. O primeiro passo é relativamente fácil, podendo ser alcançado simplesmente ao ouvir o cliente e descobrir quais são suas reais necessidades.

Já o segundo degrau é um pouco mais complexo, porque exige que a empresa se antecipe, prevendo necessidades que nem mesmo o cliente chegou a detectar. Afinal, é por meio da identificação de tendências que o negócio conseguirá se colocar à frente dos concorrentes, conquistando a fidelização dos clientes.

Papel da liderança

Entenda desde já que o líder desempenha um papel fundamental na gestão da qualidade. É ele que comunicará, da forma mais eficiente possível, os objetivos e as metas da organização para a equipe, acompanhará como esses objetivos estão se desenvolvendo e identificará como cada um dos membros do time pode atingir o máximo do seu potencial no dia a dia da empresa. Ele tem ainda a função de manter um bom ambiente de trabalho, com funcionários motivados a dar seu máximo, sabendo delegar, acompanhar os resultados e se adaptar constantemente ao mercado. Para isso, é fundamental que deixe de lado o papel centralizador muito comumente encontrado no mundo corporativo por aí.

Envolvimento das pessoas

É fato: os recursos humanos são o ativo mais valioso dentro da empresa. Afinal, serão as pessoas, por meio do seu trabalho, que permitirão que o negócio atinja suas metas, cresça e saiba responder às flutuações do mercado. É necessário, portanto, envolver os colaboradores no processo, de modo que se sintam motivados, capacitados e estimulados a trazer contribuições para o todo.

Para alcançar esse objetivo, o gestor deve ficar atento a duas frentes. Na primeira, precisará buscar formas de motivar os funcionários, fazendo com que participem do processo decisório e dando espaço para que tragam novas ideias e soluções. Na outra frente está a capacitação. Para atingir o máximo de seu potencial, os colaboradores precisam receber treinamentos constantes, que os mantenham atualizados em relação às práticas mais eficientes e que forneçam ferramentas para melhorar os processos de trabalho. A capacitação ainda valoriza o funcionário, trazendo maior comprometimento com a empresa e aumentando a motivação.

Abordagem por processo

Uma empresa é muito mais eficiente quando aborda o uso de seus recursos e suas atividades do dia a dia como processos bem definidos, levando em conta tanto o ambiente externo como o interno. Assim, é possível compreender como cada área se inter-relaciona e quais exatamente são os papéis dos membros da equipe na busca pelo alcance dos objetivos. A abordagem por processo demanda a identificação dos responsáveis por cada atividade, a entrada e a saída de recursos e, claro, a definição do objetivo. Dessa forma, é possível reduzir drasticamente não só o retrabalho como prevenir erros e obter uma previsibilidade maior, o que aumenta a velocidade de produção e reduz os custos.

Sistematização da gestão

Para adotar uma abordagem sistêmica da gestão é necessário, primeiramente, entender como os processos se relacionam. Tais processos geram uma determinada demanda, serviço ou produto que, por sua vez, também se relacionarão com outros procedimentos da empresa. Quando esse sistema é compreendido em profundidade, passa a ser possível identificar formas de reduzir os custos do produto final, resolver eventuais problemas e criar ações de melhoria.

Melhoria contínua

O princípio da melhoria contínua é um dos mais importantes na gestão da qualidade, porque contribuirá diretamente para a competitividade da empresa no mercado. A ideia é simples: nunca acreditar que atingiu um patamar máximo. Com isso, busca-se sempre aprimorar processos, produtos e serviços. Essa melhoria constante permite que o negócio identifique preventivamente erros nos processos, reduza os custos de produção e possa oferecer ao cliente sempre o melhor produto final possível. Pense bem: o mercado é extremamente competitivo e está o tempo inteiro se reinventando, certo? Justamente por isso é tão importante seguir esse princípio!

Tomada de decisões

A tomada de decisões deve sempre ser feita a partir da análise cuidadosa de dados e informações e não pela simples impulsividade. Para aplicar esse princípio na empresa, é preciso, antes de mais nada, criar processos eficientes e confiáveis para a coleta de dados (tanto no ambiente interno da empresa como no mercado). Em segundo lugar, é necessário pensar em meios de transformar esses dados em informações rápidas e simples de acessar para aqueles que participam do processo decisório. Aí se terá um verdadeiro tesouro em mãos, pronto para apontar a direção correta rumo ao sucesso.

Relação com fornecedores

A palavra-chave para entender esse princípio é confiabilidade. Uma boa relação com os fornecedores não precisa ser benéfica apenas para a empresa. Muito pelo contrário, o ideal é que ela seja igualmente boa para o fornecedor. Assim, sendo ambas as partes beneficiadas, inevitavelmente surgirá uma parceria sólida. A construção dessa relação garante um fornecimento mais barato, dentro do prazo e com maior comprometimento dos envolvidos. Só um detalhe: para alcançar esse objetivo, deve-se realizar uma prospecção eficiente dos fornecedores e trabalhar constantemente para o estreitamento da relação.

Seguir esses princípios da gestão da qualidade é firmar um compromisso com a eficiência. E isso representa, como várias empresas de sucesso demonstram, ter processos otimizados, contar com um menor custo de produção e muito mais competitividade no mercado. Para que a implementação desses princípios seja bem-sucedida, porém, é fundamental que haja comprometimento de todos, desde a gestão até o colaborador lá da pontinha do processo.

Agora só não deixe de comentar aqui para nos contar se ainda ficou com alguma dúvida ou se tem uma experiência relacionada ao assunto que queira compartilhar! Participe!

tomada de decisões

Business intelligence e a tomada de decisões: entenda a relação

Conforme a disponibilidade de dados aumenta, a gestão das empresas se torna ao mesmo tempo mais fácil e um grande desafio. Mais fácil porque com as informações corretas você pode melhorar a tomada de decisões, evitando equívocos; um grande desafio porque é preciso saber coletar e selecionar essas informações para tirar maior proveito delas.

Neste cenário, nada melhor do que um sistema de BI eficiente para fazer o trabalho duro por você. Business Intelligence é um conjunto de soluções que permitem coletar, armazenar, processar e analisar informações de diferentes fontes e encontrar respostas para uma gestão mais eficiente e competitiva.

As ferramentas de Business Intelligence

Muitas pessoas pensam que Business Intelligence se trata de uma única ferramenta. Mas a verdade é que ele é um sistema de ferramentas que, quando integradas, permitem que sua empresa analise dados de forma ágil e assertiva. Fazem parte do BI o ERP (Enterprise Resource Planning), o CRM (Customer Relationship Management), o Data Warehouse, ferramentas de Web Analytics e de Mineração de Dados, entre outras.

Todas essas ferramentas coletam, armazenam, processam e analisam dados importantes para o seu negócio, como dados do mercado, da concorrência, dos clientes, dos fornecedores, etc. Mas se você mantiver esses dados isolados, sem confrontá-los, pode estar perdendo uma enorme oportunidade de melhorar a tomada de decisões na sua empresa, pois eles estão interconectados.

O trabalho do Business Intelligence é justamente comparar esses dados de forma automática e encontrar respostas que de outra maneira não poderiam ser percebidas. Isso significa que você terá informações privilegiadas sobre o seu ambiente de negócios, podendo superar a concorrência e obter melhores resultados.

Por que investir em Business Intelligence

Como o próprio nome já diz, o conjunto dessas ferramentas, quando bem utilizado, traz inteligência para o seu negócio. E inteligência é fundamental para que você se destaque no mercado e leve sua empresa a novos patamares. Entre os benefícios que essa prática traz para a sua empresa, estão:

Maior conhecimento sobre o ambiente de negócios

Conhecendo seu negócio por completo, inclusive aquelas características difíceis de perceber, como os motivos que levam um cliente a manter-se fiel, você terá mais subsídios para tomar decisões, indo direto ao ponto central, sem rodeios.

Previsibilidade

Uma das características do BI é que ele identifica comportamentos, padrões e tendências. Ou seja, coloca você um passo à frente nas decisões. Sabendo para onde a economia caminha, como o comportamento dos seus clientes está mudando ou quando os preços dos seus fornecedores se tornam mais caros, você pode tomar medidas antecipadas para aproveitar as oportunidades que se apresentam.

Aprendizagem organizacional

Quanto mais você conhece sua empresa, mais fácil fica identificar onde ela está e para onde ela caminha. Com o Business Intelligence, você aprende rapidamente sobre a sua empresa, pois ele está permanentemente processando as informações e fornecendo relatórios gerenciais que permitem realizar essas análises em tempo real, impactando na agilidade das decisões.

Redução de riscos

Ao utilizar o BI para conhecer a fundo sua empresa, você estará se prevenindo de riscos que podem não ser ter sido dimensionados adequadamente ou sequer identificados. Por exemplo, pode ser que você tenha aumentando suas vendas, mas também seus gastos, o que prejudica a lucratividade do negócio. Essa margem de prejuízo pode ser tão pequena que no dia-a-dia não seja percebida, mas o BI pode te ajudar a identificar essa tendência e corrigir as falhas para que sua empresa não se veja em dificuldades financeiras num futuro próximo.

Dados contextualizados

Uma das grandes dificuldades pelas quais as empresas que não têm um sistema de inteligência de negócios passam é analisar dados fora de contexto. Uma planilha eletrônica por exemplo, pode trazer os números, mas não traz as informações que influenciam esses números. Em contrapartida, o Business Intelligence faz uma leitura completa, trazendo não apenas os resultados de uma pesquisa mas as características que impactam ela, o que fornece um cenário mais real para a tomada de decisões.

Melhor aproveitamento das oportunidades de negócios

Surge um novo nicho de mercado ou a possibilidade de uma parceria com uma grande empresa, mas você não sabe se é capaz de atender a essa demanda de imediato. Muitos empresários se arriscariam sem saber os impactos para os negócios, outros nem tentariam. Mas se você tem um sistema de Business Intelligence eficiente, não precisa estar nesta encruzilhada. Basta verificar os dados da sua empresa e tomar a decisão, sem demora e com o máximo de segurança possível.

Inovação

Em um mercado altamente competitivo, onde a cada dia surge um novo desafio, a inovação é quase que uma obrigação para quem deseja permanecer no mercado. E inovar significa arriscar, mas não sem uma boa margem de segurança. O Business Intelligence te dá essa margem de segurança, identificando quais são os riscos e oportunidades de cada investimento, auxiliando na tomada de decisões e na priorização de projetos.

Competitividade

Ao final, o que você ganha com tudo isso é competitividade. Uma empresa preparada para enfrentar todos os desafios do mercado sem medo ou receio de sair perdendo. Você se coloca à frente da concorrência porque sabe para onde está levando sua empresa, conhece seus objetivos e os melhores caminhos para atingi-los.

E a tomada de decisões?

Se você não viu a relação entre Business Intelligence e a tomada de decisões ao longo deste post, faça uma releitura. Falamos disso o tempo todo, destacando como cada benefício que o BI traz implica em melhores decisões. Isso porque você terá acesso a dados únicos, tratados da forma adequada para trazer uma compreensão completa sobre todos os fatores que impactam seu negócio.

Mas, para tanto, você deve estar preparado para lidar com essa infinidade de dados disponíveis que existem no mercado. E o preparo vem de objetivos estratégicos bem definidos, de metas realistas e mensuráveis e de indicadores de performance que reflitam o que você espera conhecer da sua empresa.

Tomar decisões ainda é algo difícil na sua empresa? E quando se trata de projetos, como você toma as decisões? Deixe seu comentário, fale sobre suas dúvidas. Queremos te ajudar!

comunicação interna

Como usar a comunicação interna para gerir melhor sua equipe?

Empresários e gestores reconhecem a necessidade de buscar diferenciais competitivos em suas gestões, de modo a conquistar maior produtividade e melhores resultados, e assim, manter a competitividade das empresas diante de uma concorrência cada vez mais acirrada. E, neste sentido, a qualidade da comunicação interna é, sem dúvida, um destes diferenciais. Afinal, a comunicação interna serve para informar e, principalmente, engajar os colaboradores, equipes e setores, aos objetivos corporativos.

Um sistema de comunicação interna eficiente e organizado pode influenciar positivamente diversos elementos desta gestão, como nos índices de produtividade, no desempenho individual e coletivo, nos níveis de motivação e comprometimento, na retenção de talentos, nas taxas de rotatividade, no desenvolvimento dos profissionais e na formação de times mais fortes e competentes. Por isso, é fundamental administrar todo o fluxo de informações, de modo a criar condições favoráveis para uma gestão transparente e assertiva.

O papel dos gestores na comunicação interna

É preciso lembrar ainda que os gestores têm papel importante no processo de comunicação interna, sendo responsáveis por implementar uma gestão mais próxima e humanizada — em que a colaboração, a participação e a troca de ideias sejam sempre incentivadas. Neste caso, é necessário frisar que a extroversão, a simplicidade, a humildade e o interesse pelo diálogo são características marcantes dos líderes genuínos.

Na verdade, os gestores devem ser também bons comunicadores. Dessa forma, cabe às empresas a identificação e a preparação de suas lideranças. O coaching e o mentoring são boas alternativas para o desenvolvimento de competências essenciais à comunicação interpessoal, como a empatia, a escuta ativa, a persuasão e a capacidade de argumentação.

Além disso, existem alguns treinamentos específicos, direcionados à oratória, à apresentação e à interpretação de linguagem corporal que podem favorecer as mudanças no desempenho dos líderes, junto às suas equipes.

No entanto, é fundamental que os gestores invistam no aprimoramento contínuo para que o aprendizado passe a ser uma iniciativa pessoal e não apenas uma obrigação corporativa.

As fraquezas de um sistema de comunicação interna

Quando a comunicação interna não é eficiente, vários problemas surgem, ameaçando os negócios. E o primeiro sinal é uma queda significativa no rendimento das equipes. Conheça agora as principais fraquezas de um sistema de comunicação e como evitá-las.

Avaliação da abrangência dos canais internos de comunicação

A qualidade da comunicação interna depende muito da abrangência dos canais utilizados, que devem atingir a todos os colaboradores, transmitindo as informações com clareza e com agilidade.

Assim, é importante avaliar e aperfeiçoar os meios atuais, apostando também nas soluções tecnológicas já disponíveis. Além de newsletters, e-mails oficiais, jornais, intranet e até mesmo o tradicional mural de avisos, é possível adotar uma rede social colaborativa, chats e aplicativos, centralizados em uma única plataforma.

Porém, esse sistema deve considerar o tamanho e a localização das equipes de trabalho para que os aportes sejam proporcionais ao retorno esperado.

Adequação da linguagem e do conteúdo

Outro ponto a ser analisado é a correta adequação da linguagem para cada público-alvo, garantindo que a mensagem seja compreendida claramente e respeitando a sigilosidade e confidencialidade dos dados.

O conteúdo também precisa ser útil e de fácil absorção. Além disso, a frequência, o formato e o objetivo de cada divulgação devem ser observados, evitando o trânsito de informações dispensáveis.

Desvinculação da estratégia corporativa

Algumas empresas ainda falham ao comunicar a sua estratégia corporativa. Assim, há uma ruptura na gestão e um desperdício do capital humano. Por isso, é essencial criar um fluxo de informações eficaz, capaz de transmitir com clareza quais são os objetivos macro e evidenciar o desdobramento destes objetivos em metas.

Dessa forma, gestores e equipes podem entender o que deve ser feito, por meio da definição de prioridades e da condução de novos projetos alinhados às reais demandas da empresa.

Subutilização do sistema de comunicação interna

O sistema de comunicação interna também precisa ser bem explorado — inclusive, para complementar os programas de treinamento e desenvolvimento dos colaboradores. Por meio da distribuição de notícias, artigos, e-books, cursos e palestras online, é possível incentivar o aprendizado, a criatividade, a inventividade e a busca por novas oportunidades para o negócio.

Virtualização da gestão de pessoas

A comunicação interna é uma ferramenta indispensável para a gestão de pessoas, mas não pode estar baseada exclusivamente em um sistema virtual de transmissão de dados. Neste ponto, o feedback precisa fazer parte do dia a dia das empresas.

Por meio de conversas estruturadas, o gestor pode elogiar o desempenho, reconhecer o talento e também corrigir comportamentos e performances insuficientes. Essa mesma preocupação deve cercar as reuniões gerenciais, já que os encontros com o time são momentos ideais para reforçar os entendimentos, esclarecer dúvidas, ouvir sugestões e direcionar os trabalhos.

Influência no clima organizacional

Outro aspecto a ser tratado é a influência positiva da comunicação no clima organizacional. O compartilhamento de informações sobre a situação da empresa, a concorrência, as novas tecnologias, as oportunidades de mercado e, em especial, os desafios a serem superados fortalece a relação de confiança entre líderes e liderados. Além disso, a comunicação interna é imprescindível para um ambiente mais integrado e produtivo.

A comunicação interna na gestão das equipes

Analisando todos esses efeitos, é fácil perceber a importância de uma comunicação interna dinâmica, planejada para eliminar barreiras, conectar colaboradores, suportar a estratégia corporativa e apoiar a conquista dos principais objetivos.

Além disso, a comunicação interna é fundamental para uma gestão ativa — direcionada à atração, à retenção de talentos e ao aumento da produtividade —, pois, por meio de um sistema eficiente, é possível divulgar metas e acompanhar indicadores, monitorar pendências, garantir a compreensão de todos sobre os objetivos corporativos, capacitar e atualizar as equipes, direcionar o os recursos humanos, minimizar os impactos negativos das crises e ainda construir equipes multidisciplinares e motivadas.

De fato, todos esses fatores são determinantes para a manutenção da competitividade e para a expansão dos negócios. Por isso, é preciso garantir condições adequadas para que a comunicação interna flua sem obstáculos em tempo real e atinja a todos os colaboradores.

Neste ponto, além da presença constante do líder, é importante contar com soluções tecnológicas para agilizar os contatos e facilitar a disseminação das informações. Deste modo, é mais fácil assegurar a interação entre os profissionais, a eficiência dos processos e a agilidade na tomada de decisões.

Esse tipo de gestão é capaz de fomentar uma cultura corporativa com foco em colaboração e resultados por meio de profissionais mais comprometidos e engajados. Assim, descubra como melhorar a comunicação na equipe em 5 dicas!

qualidade de projetos

Por que qualidade não é negociável no gerenciamento de projetos

Das empresas que adotam metodologias bem definidas de gerenciamento de projetos, 68% alegam cumprir todos os requisitos da qualidade para oferecer entregas de valor a seus clientes. Já das que não possuem um método, são 60%. Mas apenas 15% consideram a entrega de produtos de qualidade como um fator de êxito para seus projetos? O saldo dessa conta parece não bater, não é mesmo? Os dados são da Wrike e revelam mais do que poderíamos imaginar sobre como as empresas têm levado em consideração a qualidade de projetos.

Mas a verdade é que a qualidade de projetos deveria estar presente em tudo, desde o primeiro contato com o cliente até o momento derradeiro, com a entrega do produto ou serviço contratado. Afinal, por meio das melhores práticas de gestão da qualidade é que se pode garantir a plena satisfação dos stakeholders envolvidos. Assim, se você realmente quer desenvolver um projeto de sucesso, precisa entender que esse fator nunca é negociável. Entenda mais sobre o assunto agora mesmo:

Necessidades do cliente

De acordo com o PMBOK, o objetivo da gestão da qualidade de projetos é garantir que os requisitos tanto do projeto quanto do produto sejam atendidos em toda sua plenitude. E os requisitos do projeto nada mais são que o reflexo das necessidades do cliente! Assim, se você não garante qualidade durante todo o desenvolvimento dos trabalhos, significa que não está atendendo adequadamente a suas demandas. Nesse cenário, você pode inclusive prejudicá-lo, com prazos e custos maiores que o ideal e com o emprego de recursos desnecessários.

Por tudo isso e muito mais é que a qualidade de projetos não pode ser vista apenas como mais uma área passível de ser negociada. Escopo, tempo e até custos permitem essa flexibilidade, mas a qualidade deve ser intrínseca a seus projetos, demonstrando sua preocupação em satisfazer integralmente o cliente ao realizar entregas do mais alto valor agregado.

Inegociabilidade da qualidade

É simples: por mais que o cliente peça, você não deve sequer mexer na qualidade do projeto. Lembre-se, afinal de contas, de que esse fator também é responsável por sua reputação como profissional de projetos! É fundamental, portanto, fazer com que o cliente entenda a importância de um produto ou serviço completo. Assim o desenvolvimento da iniciativa será muito mais tranquilo.

Em vez de prejudicar a qualidade do projeto em nome de uma redução de custos ou para apressar prazos, por exemplo, sugira uma mudança de escopo, entregando um produto funcional e bem feito e elaborando uma segunda etapa, com melhorias. Imagine que você está desenvolvendo um software de gestão empresarial. Que tal entregar as funcionalidades em perfeito estado, deixando o design para um segundo momento, por exemplo? Outra alternativa é buscar soluções mais sustentáveis, que reduzirão os custos e tornarão o projeto viável sem impactar na qualidade das entregas.

Como gerente de projetos, você tem a responsabilidade de buscar opções viáveis para o cliente, colocando sua equipe para inovar e criar novas formas de fazer sempre mais com menos. Deve também prover seu time com os recursos adequados para que desenvolva um bom trabalho e, assim, atinja as expectativas do cliente.

Além do mais, a gestão da qualidade de projetos também ajuda na redução de riscos, uma vez que sua equipe passa a atuar preventivamente, identificando problemas com antecedência e promovendo os ajustes necessários antes que qualquer falha impacte o andamento do trabalho. Se você abre mão da qualidade, consequentemente abre também espaço para que falhas aconteçam e sua equipe não esteja preparada para enfrentar os desafios que aparecerem.

Influência no projeto

Fato é que a qualidade influencia na eficiência e na produtividade da equipe, nos processos envolvidos no desenvolvimento do projeto, nos custos, no prazo, na viabilidade, nas contratações e no relacionamento com stakeholders. Tem um dedinho da qualidade em absolutamente tudo! Por isso, ao deixar de investir nesse fator, seu projeto inteiro pode correr grandes riscos.

Quando implementada desde o início, a gestão da qualidade estabelece os parâmetros que determinam se o projeto vem tendo êxito ou não. Com o auxílio da gestão da qualidade é possível definir métricas e indicadores de desempenho tanto para sua equipe quanto para o produto ou serviço sendo desenvolvido. Também são criados mecanismos de verificação que permitem ter um maior controle sobre os trabalhos (como testes, revisões em pares e auditorias), mantendo toda a equipe focada em oferecer sempre o melhor para o cliente. Com isso, tem-se processos mais consistentes, organizados e seguros, o que garante mais efetividade em cada atividade realizada.

A qualidade também está no atendimento aos stakeholders, na comunicação e na disseminação das informações mais importantes a respeito do projeto. Portanto, se você não conta com padrões de qualidade devidamente estabelecidos, esse contato fica prejudicado e o cliente, insatisfeito. Nesse cenário, seu projeto jamais será concluído com 100% de êxito.

Um bom profissional de projetos deve saber negociar muito bem. Sabe, assim, que não tem problema, por exemplo, negociar o escopo (inclusive várias vezes, se for preciso). Os prazos também costumam ser negociados e os custos, em algumas oportunidades. Mas quando parte para a qualidade do projeto, lembra que ali está envolvido o sucesso da sua iniciativa. E ninguém quer ter um projeto fracassado depois de tanto esforço, não concorda?

Por isso, estabeleça os critérios de qualidade do seu projeto logo no início dos trabalhos e trate de segui-los à risca. Seja irredutível a esse respeito para que, ao final, o cliente não possa dizer que você não fez o bastante ou que a qualidade do produto entregue não era a esperada. Caso encontre dificuldades, use a gestão da qualidade como aliada para encontrar soluções. O que acha de testar um diagrama de causa raiz, por exemplo?

Viu como a gestão da qualidade existe para dar suporte a suas ações e encontrar formas de melhorar continuamente seus projetos? Pois se você ainda não faz esse investimento na sua empresa, está na hora de repensar. Aqui na Project Builder estamos sempre pensando sobre como oferecer um suporte que atenda às expectativas de nossos clientes, por isso produzimos uma quantidade enorme de conteúdos que certamente o ajudarão.

liderança situacional

Liderança situacional: o que é e quais são seus principais benefícios?

De certo modo, tentar definir a liderança situacional é até um paradoxo, uma vez que a mudança e a adaptabilidade estão no centro dessa modalidade de gestão. Assim, para começar a realmente entender o tema, é preciso imaginar o líder situacional como uma figura fluida, sempre capaz de adquirir a forma que se revele mais útil e apropriada a um determinado momento vivido pela organização.

Especialmente válido para contextos de incerteza, esse modelo de liderança é o farol capaz de manter o negócio e os colaboradores no rumo certo mesmo em meio a tempestades econômicas, crises de mercado, turbulências políticas ou transformações culturais.

Partindo do pressuposto de que o líder deve se adaptar e priorizar os atributos que melhor poderão servir aos desafios mais imediatos da organização, a liderança situacional é capaz de resolver com sabedoria diversos conflitos e adversidades. Pronto para saber mais e preservar tanto o presente como o futuro do negócio? Então fique de olho:

O que é a teoria da liderança situacional?

A liderança situacional é um modelo de liderança que foi desenvolvido por Paul Hersey e Ken Blanchard no final da década de 1960, enquanto escreviam o livro “Gerenciamento do Comportamento Organizacional”. Inicialmente, era conhecida como teoria do ciclo de vida da liderança.

Entre as décadas de 1970 e 1980, Hersey e Blanchard seguiram caminhos diferentes: cada um desenvolveu seu próprio modelo, usando a teoria da liderança situacional.

A teoria pode ser aplicada de duas formas diferentes. Uma delas é para o desenvolvimento de um indivíduo. Neste caso, o líder terá uma relação de longo prazo com a pessoa sendo liderada; o objetivo é levá-la a um nível de desenvolvimento em que seja altamente capaz e motivado.

A outra forma é para o desenvolvimento de um projeto. A relação é de curto prazo e seu objetivo é completar o projeto no período definido e com alta qualidade.

A grande vantagem é que ela evita os problemas da “superliderança” e da “subliderança”. Em outras palavras, quando a atuação do líder é excessiva, os colaboradores sentem-se limitados e acreditam que não existe confiança no seu trabalho. Em contrapartida, quando esta atuação é insuficiente, os colaboradores sentem-se abandonados e inseguros.

Por meio da liderança situacional, é possível ajustar a atuação do líder na exata medida das necessidades da equipe.

O conceito de “prontidão”

O ponto fundamental do modelo de liderança situacional é que não existe um único estilo de liderança que seja o melhor. Ao contrário, a liderança efetiva é voltada para a tarefa a ser desenvolvida. Assim, o líder de maior sucesso é aquele que consegue adaptar seu próprio estilo à maturidade, ou prontidão, dos colaboradores com quem trabalha.

Prontidão, neste caso, tem um sentido especial. Pode ser compreendido como a combinação de suas características: vontade e capacidade de assumir responsabilidade por seu próprio comportamento. Em outras palavras, há duas questões essenciais que a liderança situacional propõe:

  • Os colaboradores estão dispostos a, proativamente, assumir o controle do seu próprio trabalho?
  • Os colaboradores estão preparados para, proativamente, assumir o controle do seu próprio trabalho?

Baseando-se nas respostas obtidas, então, chegamos a quatro estágios de prontidão:

  • P1: baixa vontade e baixa capacidade. Nota-se baixa autoconfiança nesse estágio.
  • P2: alta vontade e baixa capacidade. Existe motivação, mas é preciso o apoio do líder.
  • P3: baixa vontade e alta capacidade. Existe conhecimento técnico, mas o colaborador demonstra-se desmotivado.
  • P4: alta vontade e alta capacidade.

Os estilos gerais de liderança situacional

Qual é a relação dos quatro estágios de prontidão com a liderança situacional? Basicamente, o líder deve adaptar-se ao estágio em que sua equipe se encontra no momento presente, adotando posturas diferentes frente a cada um deles. Dessa forma, existem também quatro estilos gerais. São eles:

  • Direção: o líder adota um comportamento de alto grau de direção e baixo grau de apoio.
  • Orientação: o líder adota um comportamento de alto grau de direção e alto grau de apoio.
  • Apoio: o líder adota um comportamento de baixo grau de direção e alto grau de apoio.
  • Delegação: o líder adota um comportamento de baixo grau de direção e baixo grau de apoio.

Vale a pena destacar que “direção”, “direcionamento” ou ainda “comportamento diretivo” é a comunicação de mão única, do líder para o colaborador. Neste caso, o líder vai instruir o colaborador sobre como exercer seu trabalho, de um ponto de vista técnico. Segundo Ken Blanchard, as três palavras-chaves neste comportamento são: estrutura, controle e supervisão.

Enquanto isso, “apoio” ou “comportamento de apoio” é a comunicação de duas vias entre líder e colaborador. Ou seja, o líder ouve ativamente o que seu colaborador tem a dizer, oferece encorajamento e inclui a equipe no processo de tomada de decisão. As palavras-chaves são: elogiar, ouvir e facilitar.

O desenvolvimento dos colaboradores

Outro elemento importante da teoria da liderança situacional é o desenvolvimento de competência e comprometimento dos colaboradores. Assim, eles terão uma força motora interna, em vez de depender dos outros para receber apoio e direcionamento.

Em outras palavras, o líder situacional adapta-se ao estágio de maturidade atual da equipe. Entretanto, ao mesmo tempo, ele também ajuda seus colaboradores a atingir um estágio mais avançado.

Em relação a este elemento, também é possível identificar quatro diferentes níveis de desenvolvimento:

  • D1: baixo nível de desenvolvimento, caracterizado por baixa competência e baixo comprometimento.
  • D2: baixo a moderado nível de desenvolvimento, caracterizado por baixa competência e alto comprometimento.
  • D3: moderado a alto nível de desenvolvimento, caracterizado por alta competência e comprometimento variável.
  • D4: alto nível de desenvolvimento, caracterizado por alta competência e alto comprometimento.

De acordo com Paul Hersey, uma expectativa alta (e realista) da parte do líder provoca alta performance dos colaboradores. Da mesma maneira, uma expectativa baixa provoca baixa performance. Assim, é mantendo expectativas desafiadoras em relação a sua equipe que o líder poderá desafiá-la a atingir um maior nível de desenvolvimento.

As práticas centrais

Para concluir esta apresentação da teoria da liderança situacional, vamos abordar suas práticas centrais. Assim como todos os outros itens anteriores, este também se divide em quatro elementos. Eles são: diagnosticar, adaptar, comunicar e avançar.

Diagnosticar é desenvolver um entendimento da situação atual da sua equipe, a qual você tentará influenciar. É impossível exercer a liderança situacional sem conhecer muito bem seus colaboradores.

Adaptar, como já apontado várias vezes, é fazer um ajuste consciente no seu próprio comportamento, em resposta às contingências de cada situação.

Comunicar é interagir com seus colaboradores de uma maneira que eles possam entender e aceitar. Quer o comportamento do líder seja diretivo, quer seja de apoio, ele deve ser capaz de transmitir sua mensagem adequadamente para, de fato, impactar a equipe.

Avançar, a última prática, é gerenciar o desenvolvimento dos colaboradores. Com isso, fecha-se o ciclo da liderança situacional.

Como age um líder situacional?

De acordo com teoria formulada por Kenneth Blanchard e Paul Hersey, o líder situacional sabe que precisa extrair o melhor do material humano que tem nas mãos hoje e não do que pode vir a ter amanhã. É fundamental, portanto, que entenda profundamente sua equipe. Assim pode motivar os colaboradores de modo a fazer com que cada um eleve seu potencial ao máximo, independentemente das próprias limitações.

No dia a dia, o líder situacional não se concentra nos pontos fracos. Muito pelo contrário, ele vislumbra os objetivos que podem ser alcançados exatamente a partir das virtudes e das competências disponíveis em cada setor. Esse gestor atua, então, no sentido de tornar a equipe mais forte, instigando o foco e a confiança dos funcionários para que ultrapassem quaisquer desafios que estejam enfrentando.

Quais são suas principais qualidades?

Por tudo isso e muito mais, é recomendável que o gestor abra mão de posturas e medidas autocráticas, com o propósito de garantir o apoio irrestrito de seus colaboradores. O carisma e a capacidade de aglutinação serão fundamentais nesse processo. Quer saber quais são as principais qualidades do líder situacional? Veja só:

Flexibilidade

Um bom líder situacional sabe ouvir seus comandados, identificando os focos de conflito, entendendo o motivo das queixas e estudando a viabilidade das alternativas propostas por quem conhece bem o dia a dia da empresa. Mas atenção: ser flexível, entretanto, não significa ser permissivo. E para não cruzar essa linha, é fundamental se posicionar, evitando interpretações dúbias por parte dos outros gestores.

Comunicação

É importante que o líder situacional saiba traduzir sua visão a todos os demais gestores e, obviamente, aos funcionários. Acredite: quanto mais claro e objetivo for, mais inspirador será. É simples: ao adotar uma linguagem franca e de fácil compreensão, o líder consegue amenizar a sensação de confusão dos momentos de crise, proporcionando a tranquilidade necessária para a superação dos obstáculos.

Relacionamento

Arrogância e autoritarismo nunca abrem caminhos na busca por soluções. Com isso em mente, o líder situacional deve se esforçar para construir e fortalecer laços, tornando as equipes mais coesas e em sintonia com as necessidades da organização.

Resiliência

Poucos conseguem manter o planejamento e o foco enquanto são bombardeados por todos os lados, não é verdade? Pois essa é exatamente uma das principais virtudes da liderança situacional: ater-se aos objetivos traçados e suportar a conjuntura ruim, até que as condições se tornem mais favoráveis. Resiliência é a chave.

Delegação

Enquanto a centralização excessiva atrasa o aprimoramento dos processos e o aprendizado dos colaboradores, a delegação de tarefas investe em autonomia, a fim de que novas lideranças e talentos possam surgir. Esse aspecto está relacionado à prática do empoderamento, que tem como objetivo dar liberdade (com responsabilidade) para que os funcionários assumam papéis relevantes, tornando-se mais confiantes e conscientes de suas próprias qualidades e competências.

Abordagem

Um verdadeiro líder situacional consegue enxergar o todo, agindo em várias frentes e corrigindo o maior número possível de falhas, onde quer que elas se encontrem. Muitas vezes, por mais que os gargalos de uma organização estejam interligados, a linha que os une é invisível (pelo menos à primeira vista). É incumbência do gestor desvendar essas conexões e atuar em todas elas.

Como essa liderança se dá na prática?

A melhor forma de entender o poder da liderança situacional é observando os resultados alcançados em cases reais. Um dos melhores exemplos é a recuperação da ALCOA.

Na segunda metade dos anos 1980, a gigante do setor de metalurgia e embalagens Aluminium Company of America (ALCOA) havia chegado a um impasse. Depois de praticamente inventar o processo de fundição de alumínio e reinar durante quase um século no segmento, o negócio se encontrava em baixa na bolsa de valores, com indicadores ruins, investidores descrentes e risco de demissões em massa. A saída natural era encontrar um novo líder, alguém que pudesse inspirar confiança e colocar a organização nos trilhos novamente.

O escolhido foi um ex-funcionário do governo norte-americano chamado Paul O’Neill. Experiência prévia no ramo da ALCOA? Nenhuma. Por isso, muitos questionaram a decisão. No discurso de posse de O’Neill, o novo comandante subiu ao palco e disse que queria falar sobre segurança no trabalho. Lembrou que na ALCOA os acidentes eram frequentes, afastando funcionários e gerando prejuízos, e que ele pretendia fazer da companhia a mais segura dos Estados Unidos. Foi um desastre.

A empresa estava prestes a ruir financeiramente e o sujeito resolve falar sobre acidentes de trabalho? Os acionistas entraram em pânico, tanto que vários decidiram que era hora de se livrar das ações da ALCOA, pois o navio afundaria de vez. Péssima decisão a desses acionistas! Em menos de um ano, O’Neill praticamente zerou as ocorrências de acidentes e fez da segurança uma filosofia aceita por todos, do chão de fábrica ao alto escalão. E isso gerou reações em cadeia, tornando a companhia mais eficiente em todos os setores.

Assim, o desperdício e os custos despencaram, com os lucros voltando depressa. A nova gestão recuperou completamente a ALCOA, inserindo-a em outro ciclo virtuoso por vários anos. Viu como Paul O’Neill foi o líder situacional de que a organização precisava naquele momento? Manteve-se firme em suas convicções e atacou um problema que poucos conseguiam enxergar.

Acima de tudo, a liderança situacional tem a ver com essa capacidade de abraçar o contexto que a organização vive em vez de cegamente negá-lo. Assim como aconteceu com a ALCOA, identificar que é possível melhorar processos partindo do que já se tem em mãos para mudar hábitos nocivos e promover mudanças de postura pode revolucionar qualquer empreendimento.

E então, ficou ainda com alguma dúvida sobre o assunto? Que lições conseguiu tirar desse modelo de liderança?

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análise de causa raiz

Análise de causa raiz: por que ela é importante para seus projetos

Por mais que você planeje absolutamente tudo com o máximo de cuidado em um projeto, sempre existe a possibilidade de algumas coisas saírem do rumo, precisando aí de um tratamento diferenciado. Uma máquina que dá defeito, um cronograma que não é adequadamente cumprido e um problema que não havia sido previsto são apenas algumas das possibilidades que se pode enfrentar durante a execução de qualquer projeto. E para não perder tempo tratando apenas dos efeitos do problema, o ideal é apostar em uma análise de causa raiz.

Assim como muitas das ferramentas normalmente empregadas no gerenciamento de projetos, a análise de causa raiz vem das políticas de gestão da qualidade com o objetivo de alcançar a melhoria contínua. Para aplicá-la, não é preciso contar com nenhuma tecnologia específica, apenas com a disposição do time para identificar o que está acontecendo e uma folha de flip chart para montar um plano de ação. Quer saber mais? Então fique de olho:

 Análise de causa raiz

Imagine se, a cada semana de trabalho, você verificar que o cronograma de um determinado projeto sofre um atraso de 12 horas. Assim, em apenas duas semanas você já tem um dia de atraso. E isso pode não só comprometer a entrega do projeto como impactar nos custos, na qualidade e até mesmo na satisfação do cliente. Digamos que, para compensar esse atraso, você resolva exigir horas extras da equipe. Com isso vem o cansaço e a insatisfação dos colaboradores, comprometendo a qualidade das entregas.

Veja que você está atacando os sintomas do problema, ou seja, inserindo mais horas de trabalho em vez de identificar o real motivo dos atrasos. Se continuar assim, o projeto será duplamente impactado! Para escapar dessa armadilha, deve-se identificar a causa raiz do problema. Como podem haver diversos motivos para os tais atrasos, o ideal é reunir a equipe para debater sobre o problema, levantando as causas do ocorrido. Ao identificar a causa raiz, é possível solucionar adequadamente o entrave, evitando que ele se repita.

Diagrama de Ishikawa

A análise de causa raiz normalmente é feita com a ajuda do Diagrama de Ishikawa, também chamado de Diagrama Espinha de Peixe ou Diagrama de Causa e Efeito. Na ponta da espinha do peixe, insere-se o problema. Depois, em casa espinha, identifica-se as possíveis causas para o obstáculo. Nada complexo demais, não concorda? Pois para facilitar ainda mais, vamos agora abordar o passo a passo para a criação do seu próprio diagrama! Veja:

Defina o problema

Na etapa de identificação do entrave, é fundamental manter a objetividade, detectando exatamente o que ocorre. Se possível, mensure a extensão do problema (como, por exemplo, 12 horas de atraso a cada semana de trabalho). Isso ajudará a agir com precisão no momento de corrigir a falha.

Crie sua espinha de peixe

Depois de devidamente definido o problema, você deve desenhar sua espinha de peixe, inserindo o obstáculo onde estaria a cabeça. As possíveis causas vão para onde estariam as espinhas.

Faça um brainstorming

Reúna sua equipe a fim de levantar as possíveis causas para o problema em questão. Lembre-se de que todos os envolvidos devem ser chamados para esse debate. Assim você terá acesso a todos os pontos de vista possíveis sobre o assunto.

Teste todas as hipóteses

Até aqui você levantou hipóteses sobre o que pode ser a causa raiz do problema em questão, certo? Pois para ter certeza, é preciso testar cada uma das soluções apresentadas, buscando identificar qual era o problema de fato.

Parta para as correções

Devidamente identificado o problema, basta solucioná-lo de acordo com o que a equipe acredita ser a melhor alternativa. Não se esqueça de que essa correção deve garantir que o problema não se repita mais.

Registre seu aprendizado

No gerenciamento de projetos existem as famosas lições aprendidas, um documento que traz todas as situações pelas quais a equipe passou, os problemas enfrentados e como foram solucionados. Aproveite para registrar mais esse sucesso e evitar que passe pela mesma situação no futuro.

Emprego na gestão de projetos

Como você pôde ver, ao mesmo tempo em que o Diagrama de Causa e Efeito é uma ferramenta bastante simples de ser utilizada, traz grandes resultados para a equipe de um projeto. Eis aqui algumas de suas principais vantagens:

Análise visual

Em vez de se debruçar sobre milhares de dados, planilhas e documentos, sua equipe tem uma visão completa de tudo o que está acontecendo em um gráfico de interpretação extremamente simples. Todas as informações ficam condensadas em um único lugar, o que permite uma análise mais ágil sobre o problema e suas possíveis causas.

Soluções conjuntas

Com toda a equipe reunida em torno da solução do problema, tem-se acesso a diversos pontos de vista que podem agregar valor ao projeto e ser aproveitados não só para encontrar a solução do entrave em questão mas também identificar outros riscos que não haviam sido pensados antes.

Melhoria contínua

A análise de causa raiz pode ser utilizada também para a melhoria de processos, com o propósito de otimizar o trabalho da equipe e, com isso, trazer mais agilidade e produtividade. Para isso, basta detectar um ponto de melhoria e fazer o mesmo processo, identificando possíveis causas e soluções.

Causas e efeitos

Com o Diagrama Espinha de Peixe você também consegue identificar como uma causa está relacionada a outra, bem como de que forma um efeito é decorrente de outro. Isso permite entender como cada ação impacta nas demais e, assim, definir com segurança qual é a melhor forma de tratar o problema abordado.

Foco total

Como apenas um problema é analisado de cada vez, é possível atingir os resultados almejados com maior rapidez. Dessa forma, a equipe continua a trabalhar no projeto sem grandes paradas.

Tomada de decisão

Ao identificar a causa raiz de cada problema em determinado projeto, o gestor é capaz de tomar decisões com mais assertividade, eliminando de uma vez por todas o risco que afeta o desempenho do projeto.

Agora comente aqui e nos conte se sua empresa vem enfrentando problemas que aparentemente poderiam ser resolvidos com a ajuda de uma análise de causa raiz! Você já testou essa ferramenta? Quais foram os resultados? Compartilhe suas experiências conosco!

como ser um bom líder

Como ser um bom líder: aprenda a evoluir como gestor

Qualquer negócio que queira se destacar no mercado precisa contar com uma boa equipe, formada por colaboradores que realmente se esforcem para alcançar resultados e se preocupem com o sucesso global da empresa. Mas, para tanto, simplesmente contratar funcionários capacitados não é suficiente.

Um time de qualidade precisa de um gestor igualmente qualificado, que seja inspirador e crie as condições necessárias para que cada funcionário desenvolva seu potencial ao máximo. Por isso, é necessário entender como ser um bom líder de equipe.

Nesse caso, tampouco basta ser um profissional acima da média. É preciso aprender as habilidades específicas de um grande gestor, ser humilde e entender a importância do seu papel para o sucesso da empresa. Quer aprender como? Então, veja agora mesmo como ser um bom líder de equipe e evolua como gestor!

Aprenda a delegar tarefas

Um enorme desafio frequentemente relatado pelos funcionários em relação a seus gestores envolve a centralização, que acontece quando o chefe não confia plenamente na capacidade do time ou quando está inseguro sobre suas habilidades, tomando para si grande parte do trabalho.

O resultado são processos lentos, que constantemente precisam do aval do gestor para avançar. Por tornar o trabalho demasiadamente engessado, essa postura não só inibe a inovação como também desmotiva a equipe.

A solução para esse cenário consiste em aprender a delegar tarefas e confiar na sua boa realização por parte da equipe. Com a ajuda de um bom sistema, que interligue com precisão os processos de trabalho, é preciso criar responsabilidades e formas de acompanhamento das metas.

Assim, o gestor se manterá como uma figura central, mas sem paralisar a evolução da empresa. Entretanto, vale ter atenção para um detalhe: delegar uma tarefa não significa simplesmente jogar a bomba no colo dos funcionários e ver no que vai dar, viu?

É preciso ficar de olho em seu desenvolvimento, cobrar o alcance de metas intermediárias e saber que a responsabilidade final pelos resultados será sempre do líder, sejam eles positivos, sejam negativos.

Seja consistente e resiliente

Consistência na atitude e resiliência devem ser características bem desenvolvidas em quem está à frente de equipes de trabalho. Trata-se da capacidade que o líder deve ter de saber lidar com contratempos e de superá-los.

Da prática da vida pessoal à empresa, o gestor precisa saber como ser resiliente e enfrentar as dificuldades e os obstáculos que, com certeza, vão aparecer.

Crises, prejuízos e transformações são eventualidades inevitáveis no mundo corporativo. Quem consegue se adaptar a novos contextos e incentiva todos para que também possam agir em prol da superação está no caminho certo.

Agora, vale lembrar que ser resiliente não significa nunca fracassar. Pelo contrário, é saber abraçar as falhas para aprender, crescer e prosperar. Profissionais evoluem incontáveis degraus quando aprendem a encarar o risco como um bom amigo, entendendo que isso não significa ser negligente ou desejar falhar, mas estar disposto a tirar das quedas as melhores lições.

Deixe as portas abertas

Um grande líder precisa se manter disponível para que sua equipe tire dúvidas e apresente a ele quaisquer dificuldades antes que efetivamente virem problemas. Oferecer soluções inovadoras também costuma fazer parte desse pacote.

Para isso, é preciso, em primeiro lugar, estar sempre presente. Nesse sentido, nada de esperar que as demandas cheguem a você. Pelo contrário, pergunte e ouça sempre com muita atenção.

Em segundo lugar, é fundamental que sua porta esteja sempre aberta. Isso porque, quando o acesso ao líder é difícil, burocrático ou lento demais, a equipe automaticamente se vê desencorajada a procurá-lo.

Para tanto, você não precisará realizar longas e sistemáticas reuniões ou gastar horas do seu dia ouvindo detalhes sobre o trabalho de cada funcionário. Só é essencial que responda com rapidez à necessidade da equipe em buscar conselhos, tirar dúvidas ou dar sugestões. Não é tão complicado assim, concorda?

Além de estar presente e ter as portas abertas, é importante também que você realmente ouça os funcionários e demonstre que está atento às suas demandas.

Se apresentarem, por exemplo, um pedido por um insumo específico, compartilhe, dentro do possível, por que é ou não factível, apresentando a pesquisa de preços, os estudos de viabilidade e o andamento da compra.

Conheça sua equipe a fundo

É absolutamente impossível ser um bom líder sem conhecer detalhadamente cada um dos funcionários que trabalham para você. E por mais que as qualificações técnicas sejam muito importantes, esse conhecimento deve ir além, chegando às características psicológicas dos membros da equipe.

Por mais qualificados que sejam, alguns colaboradores podem ter dificuldade em desenvolver determinado trabalho em um tempo muito curto, por exemplo. Mas isso não necessariamente significa que deva ser descartado.

Talvez seja o caso de direcioná-lo para tarefas de longo prazo, enquanto escolhe outra pessoa do time para processos que exijam mais velocidade.

Lembrando que conhecer a equipe também consiste em saber como os funcionários trabalham entre si. É comum, por exemplo, que um colaborador não trabalhe tão bem com determinado membro da equipe, enquanto complementa perfeitamente as habilidades de outro.

Isso pode ser devido exclusivamente a questões de perfil. Saber quais são as melhores combinações dentro da equipe é ter a possibilidade de alcançar os melhores resultados possíveis para a empresa.

Seja claro sobre suas prioridades

Se a sua habilidade em se comunicar ajudou você em sua carreira, agora ela deve ser mais importante do que nunca. Seja consistente com seu propósito e suas prioridades.

Nas reuniões, demonstre clareza a respeito de suas principais metas e pergunte-se sempre: essa reunião tem o intuito de informar, coletar sugestões ou obter aprovação? Com a resposta definida, será mais fácil desenvolver um entendimento geral do que está sendo proposto.

Sempre que possível, aproveite as reuniões e fóruns para esclarecer seu maior objetivo, evidenciando qual das suas principais prioridades é essencial para cumprir essa finalidade.

Conforme grandes CEOs de empresas costumam indicar, busque não ter mais de cinco prioridades. Sendo assim, desenvolva as primeiras com sua equipe e, só depois de conseguir excluir pelo menos uma da lista, adicione novas.

Lembre-se de que conhecer o talento da equipe é um ponto principal. Um líder nato sabe como aproveitar os talentos, distribuindo as tarefas prioritárias de acordo com as habilidades únicas de cada funcionário.

Simplifique sua vida

Para ser um gestor incrível, você não precisa carregar seu celular, tablet, laptop e uma pilha de papéis em suas reuniões. Se vai ter uma conversa rápida com seu superior, não precisa da sua mochila, calculadora financeira e garrafas de água.

Saiba que aquilo que você carrega diz muito sobre você e faz com que as pessoas reflitam sobre seu comportamento. Já parou para pensar que a pessoa mais importante do escritório costuma ter a menor quantidade de gadgets e a maior organização? Esse é o perfil nas maiores corporações, e esse cuidado vale para o carro, a sala e até mesmo o corpo.

Quem tem menos gadgets para gerenciar consegue ser mais produtivo e eficiente, garantindo maior controle sobre o próprio tempo. O ideal é que você seja visto como alguém que é produtivo, que sabe o quer e o que precisa para chegar lá. Portanto, preze pela sua aparência e fuja da desorganização e das práticas que só atrapalham.

Garanta boas condições de trabalho

Saber criar um bom ambiente de trabalho, que seja positivo e que dê segurança para toda a equipe, é essencial. Para isso, diversos fatores devem ser considerados.

Em primeiro lugar, é importante se esforçar ao máximo para que os funcionários tenham acesso a equipamentos, tempo e dados necessários para o adequado desenvolvimento do seu trabalho.

Tudo bem que nem sempre será possível oferecer tudo o que os funcionários pedem, mas é nesses casos que entra o poder de negociação e do diálogo — explique à equipe quais são as dificuldades e limitações da empresa.

Também é papel do líder se dedicar a criar um cenário positivo e leve, o que demanda um espaço físico acolhedor e um ambiente que, mesmo nos maiores momentos de pressão, seja tranquilo e seguro para o time desempenhar seu trabalho.

gerenciamento de conflitos entre os colaboradores também é muito importante, porque evita que se crie um ambiente de disputas e desconfiança mútua, sempre extremamente prejudicial à produtividade.

Aprenda a lidar com a vulnerabilidade

Com todos os conselhos relacionados à força e ao posicionamento que o líder deve ter, é de se esperar que ele precise lidar com pressões e vulnerabilidades. Não há como evitar que uma parte do empreendedorismo, da liderança e da gestão esteja em se sentir dividido entre vulnerabilidade e convicção.

Quer saber como ser um bom líder? O segredo é aceitar que nenhum de nós consegue ter sempre a certeza de estar 100% no caminho certo. Ao mesmo tempo, desde as primeiras horas do dia de trabalho o líder já é convocado a inspirar confiança nos outros.

Uma forma de perder o medo na tomada de decisões é compreender que a vulnerabilidade está presente em todos os setores possíveis e que ela tem o poder de desenvolver potencial para mudanças positivas. Para evoluir como gestores, os novos líderes precisam aprender a reconhecer que ninguém é invencível (nem eles mesmos).

Mostre que, no fim das contas, a abordagem mais estratégica tem a base mais forte. Dê aos membros da equipe a segurança de que as escolhas estão sendo tomadas de forma equilibrada e ponderada.

Lembre-se de que negócios e gestão não se diferem da vida no sentido de que você só consegue controlar aquilo que pode ser controlado. Há processos que não estão sob a sua tutela e não serão domados pela sua iniciativa.

Se você não puder aceitar que a liderança pode ser solitária e duvidosa em boa parte do tempo, isso pode significar que você não está pronto para ser um líder. Independentemente disso, abrace sua vulnerabilidade e comemore, pois, se você não puder senti-la, é sinal de que está em um caminho muito mais frágil do que imagina.

Lidere para deixar um legado

Aquele que lidera para deixar um legado está liderando pelas motivações certas. Um bom gestor sabe que o sucesso é maior para quem está cercado de pessoas que desejam ver a continuidade desse sucesso. O famoso “olho gordo” não faz bem.

Ter prazer em compartilhar os segredos de seu sucesso não é para qualquer um. No entanto, os líderes são grandes mestres e os melhores mentores. Deseje que as pessoas carreguem suas lições para sempre.

Esforce-se para desenvolver uma liderança colaborativa, registrando e armazenando as informações de maneira que a empresa tenha um legado assinado pela sua gestão. Para além disso, líderes incríveis conseguem criar momentos especiais, eternizando-os na história da instituição.

Se você quer ser um bom líder de equipe, diga que sabe de alguma coisa apenas quando, de fato, souber. Além disso, faça questão de se manter sintonizado às necessidades de seus colaboradores, à cultura e ao tom da organização. Busque estar conectado aos pontos principais da empresa, reconhecendo as políticas internas e externas e os pontos de tensão.

Não é preciso criar alarde. Apenas abra as portas para que esses momentos especiais inspirem e informem à organização que ações espontâneas podem amenizar o clima e potencializar resultados. Para tal, você precisará estar 100% atento ao que a sua equipe quer dizer, mesmo quando não consegue verbalizar. Sensibilidade e empatia devem fazer parte da vida do bom gestor.

Motive os trabalhadores

motivação dos funcionários talvez seja a questão mais importante para o líder, mas é preciso lembrar que essa também é uma tarefa muito complexa. Isso porque a motivação não é uma ciência exata, de forma que o que estimula determinado funcionário pode simplesmente não funcionar para outro.

Para alguns, um salário maior pode ser suficiente, enquanto outros precisam de desafios e maiores responsabilidades para dar seu máximo.

Dessa forma, é fundamental entender o que funciona para cada um dos colaboradores, mantendo-se sempre atento quando o desempenho de algum membro da equipe se mostrar abaixo do esperado.

Observe bastante e aprenda a ser rápido ao dar respostas para eventuais problemas pelos quais os funcionários estejam passando. Apesar de o quesito motivação variar de pessoa para pessoa, um ponto é universal: qualquer trabalho bem executado deve ser reconhecido.

Afinal, nada é mais frustrante para um funcionário que um líder que não sabe reconhecer seus esforços. Por isso, se possível, adote inclusive uma política de premiação para resultados acima da média, especialmente se trouxer melhorias ou lucros inesperados para a empresa.

Não se esqueça de que a principal diferença entre um chefe e um líder é a forma como os funcionários o enxergam. Nesse sentido, um grande líder é aquele que consegue guiar sua equipe, dando boas condições de trabalho, inspirando os funcionários e oferecendo a cada membro do time a possibilidade de desenvolver seu potencial ao máximo.

Esse tipo de líder motiva os colaboradores, fazendo com que vistam a camisa da empresa e se esforcem para atingir os melhores resultados possíveis. Não parece o cenário ideal?

Agora que você já sabe mais sobre como ser um bom líder de equipe, que tal aproveitar para compartilhar este artigo com os seus amigos nas redes sociais ou então, se inscrever em nossa newsletter e seja sempre o primeiro a receber conteúdos desse tipo? Sucesso e até a próxima!