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Curva S: saiba o que é e como utilizá-la a favor dos projetos

No Brasil, a curva S é uma das ferramentas de acompanhamento mais utilizada e difundida no gerenciamento de projetos. No entanto, apesar de toda essa amplitude, ainda existem muitos mistérios e incompreensões em torno do assunto, causando dúvidas que se tornam comum entre os gestores.

Como identificar desvios e tendências em seus projetos? Analisando datas e custos? Comparando valores planejados e reais em busca de uma estimativa de progresso? Tentando adivinhar as tendências que surgirão no decorrer do projeto?

Neste artigo, mostraremos que existe uma ferramenta muito mais eficaz do que as opções acima. Continue acompanhando para entender como a curva S pode ajudar você em sua gestão.

Entendendo o que é a curva S

Conhecida como um modo bastante eficiente de apresentação dos dados gerenciais para o acompanhamento de projetos, a curva S se baseia em uma representação gráfica capaz de permitir o contraste entre os desvios do que foi planejado em comparação com o realizado.

A apresentação simultânea demonstra todo o clico de vida — e, por isso, as tendências podem ser traçadas a partir do monitoramento do histórico — e a saúde do projeto. Por meio dessa análise, o gestor passa a ter maiores chances de intervir em casos que poderão comprometer os prazos ou os custos do delineamento.

O nome “curva S” esta ligado à regularidade do desembolso financeiro (custos) e realização física (trabalho). Afinal, é comum que o início do projeto seja marcado pelo mínimo de desembolso e avanço físico, que ascende e se estabiliza conforme as atividades avançam. Daí o formato de “S”.

Comparando o que foi planejado

A linha de base do projeto deve ser guardada sob sete chaves para que não ocorra a inviabilização da comparação do que foi previsto inicialmente com o que foi executado. Isso significa que o uso da curva S depende do empenho do gestor ao comparar o que foi planejado com aquilo que realmente ocorreu.

Quem quiser realizar esse feitio precisará organizar bem as informações durante o planejamento, registrando as atualizações sempre que possível.

Mesmo sendo uma prática condenável, não é difícil achar projetos gerenciados com base na atualização da preparação, desconsiderando a comparação que favorece o acompanhamento do projeto.

Comparando o que foi realizado

A curva S também depende das informações do desembolso financeiro e do trabalho desempenhado no projeto. Seja a organização mensal, trimestral, semestral ou anual, é necessário manter a linha de base do projeto preservada. Para isso, os dados deverão representar o que realmente ocorreu do ponto de vista físico (trabalho) e financeiro (custos).

Cruzando o planejado com o realizado

Com o planejamento preservado e o conhecimento do desembolso financeiro e da realização física, você já tem o necessário para plotar o gráfico da curva S.

Vale dizer que, apesar de poder ser feita em diferentes períodos, a comparação costuma ser feita mês a mês. Portanto, o previsto no planejamento mensal e o resultado obtido no mês determinado devem ser inseridos no gráfico para demonstrar os desvios positivos ou negativos do projeto.

Essa organização permitirá que você extraia a curva S, contrastando a realização com o planejamento elaborado. Analisar essa representação gráfica abrirá caminho para uma melhor compreensão do status real do projeto. Isso sem falar dos subsídios oferecidos para uma tomada de decisão mais assertiva mediante a observação da tendência.

Analisando a funcionalidade do gerenciamento de custos de um projeto, segundo o PMBOK

Como sabemos, os custos operam com diversos tipos de efeitos sobre um projeto. A proposta de gerenciar esses custos têm a ver com o tratamento dessas consequências durante todo o ciclo de vida planejado.

Além de ser um processo capaz de fornecer suporte para a análise da performance futura do produto do projeto (sendo um bem ou serviço), ao gerenciar os custos, o gerente de projetos passa a calcular o Retorno do Investimento (ROI), tanto real quanto estimado.

Em planos com mesmos tempo, escopo, qualidade e custos, essa planificação se dá na divisão da utilização do capital operacional (OPEX) e do capital fixo (CAPEX).

Aplicando a Curva S em seus projetos

Você já percebeu que neste artigo mencionamos a linha de base, ou baseline. Ela é traçada durante o processo de planejamento com os números que atuarão como fundamento das entregas, conforme as etapas.

Depois que essa linha é estabelecida, uma nova é criada conforme o que está sendo posto em prática. Imagine se você pudesse comparar aquilo em que se acredita que será realizado com o que foi possível realizar. É isso.

Planejamento e execução costumam ser diferentes e, na análise das linhas, quanto maior for a abertura, mais atrasada estará a obra. Tal praticidade auxilia o gestor na identificação de tendências de redução ou aumento da capacidade do time, que precisa entregar a obra dentro do prazo determinado.

Uma curva de acumulação possibilita o acompanhamento periódico da evolução das variáveis do projeto, verificação da evolução do cronograma e dos impactos consequentes de atrasos ou adiantamento das tarefas.

Essa aplicação também permite que haja a criação de parâmetros comparativos entre a performance esperada com relação ao andamento físico ou progresso dos serviços (materiais, custos e equipamentos), isto é, com o desempenho realizado.

Um gestor que deseja checar os eventuais impactos causados pela falta de conformidade entre a preparação e a execução encontra na curva S uma alternativa para obter sucesso em seus resultados. Afinal, nada melhor do que estudar a representação gráfica do status do projeto e alocação dos recursos de maneira visual e prática.

O formato da Curva S faz com que os profissionais possam perceber melhor se a concentração das tarefas permanece dividida de acordo com o que foi determinado no planejamento. É basicamente um instrumento de análise relevante desde os projetos simples aos mais complexos e extensos.

Se você tem problemas com o gerenciamento de prazo, fluxo de trabalho ou no workflow de aprovação dos seus projetos, chegou a hora tomar o controle da sua gestão e passar a tomar decisões com base em dados concretos. Assista agora a esta demonstração do Project Builder e descubra uma solução única e capaz de alavancar sua administração.

gerenciamento de custo e prazo em projetos

As Dez Práticas de Sucesso no Gerenciamento de Custo e Prazo em Projetos

Vivemos em um mercado cada vez mais globalizado e competitivo, o que tem levado as Organizações a viverem em permanente estado de mudança. Projetos são utilizados para viabilizar essas mudanças. No Brasil, dos 4,143 trilhões de reais do Produto Interno Bruto (PIB)  de 2011, cerca de 800 bilhões de reais foram aplicados na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), o que dá uma taxa de investimento (FBCF/PIB) de 19,3%. Porém, as Organizações não têm obtido os resultados esperados. Durante pesquisa de maturidade em gerenciamento de projetos, realizada no Brasil em 2011 pelas seções regionais do PMI (Project Management Institute) , 63% das Organizações relataram que na maioria das vezes ou sempre é a frequência em que elas não alcançam os objetivos de tempo, custo, qualidade e satisfação do cliente em seus projetos.

Esse cenário mostra que, se por um lado existe a valorização do gerenciamento de projetos no Brasil, com as Organizações canalizando recursos humanos e financeiros para o desenvolvimento de habilidades nessa área, por outro lado elas não têm obtido os resultados esperados.

Devemos atuar então de forma objetiva no desenvolvimento de uma maturidade em gerenciamento de projetos. Para isso devemos identificar os fatores, ou seja, os elementos de um projeto que podem ser influenciados para aumentar a probabilidade de seu sucesso. Este artigo pretende citar as práticas que concorrem ou contribuem para o sucesso no gerenciamento de custo e prazo em projetos

As Práticas do Gerenciamento de Projetos que mais contribuem para o sucesso de prazo e de custo

No 2º semestre de 2011 o autor realizou uma pesquisa com 202 projetos no Brasil em que foi verificada a utilização ou não de 106 práticas, consideradas relevantes pelo autor, nas dimensões Processos, Organização, Pessoas e Tecnologia. Os objetivos principais eram os seguintes:

  • Identificar as práticas de gerenciamento mais utilizadas pelos projetos.
  • Determinar que práticas, no que diz respeito a Processos, Organização, Pessoas e Tecnologia, mais influenciam os resultados do projeto.

A análise das respostas da pesquisa apontou que o resultado de prazo foi predominantemente influenciado pelas práticas de gerenciamento de riscos e pela dimensão “Pessoas” (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes dos stakeholders em relação ao projeto). Já o resultado de custo teve a influência principal da dimensão “Pessoas”.

As dez (10) práticas que mais influenciaram os resultados de prazo foram:

  1. O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto
  2. A organização possuir um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos
  3. Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaborarem conforme necessário para com os objetivos do projeto
  4. Utilizar uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa
  5. Efetuar o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado (Earned Value Management)
  6. O gerente do projeto já ter gerenciado um projeto de escopo semelhante
  7. As respostas aos riscos planejadas serem executadas
  8. Os executivos da organização darem suporte ao gerenciamento do projeto
  9. Os recursos serem alocados às tarefas para a definição do esforço / duração das tarefas
  10. A linha de base (baseline) ser salva após a aprovação do Plano de Gerenciamento do projeto

As dez (10) práticas que mais influenciaram os resultados de custo foram:

  1. O Aceite final foi formalizado
  2. Foi realizada uma reunião de partida (kick-off)
  3. Os processos de aquisição dos itens críticos constaram da EAP / Cronograma
  4. O gerente  do projeto tinha  conhecimento técnico acerca do escopo
  5. O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto
  6. Foi elaborado o Plano do projeto
  7. O método do nivelamento de recursos foi utilizado para o desenvolvimento do cronograma
  8. Foi utilizado um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto
  9. O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas
  10. A organização padronizou o software que devia ser utilizado para o gerenciamento de Projetos

Vimos neste artigo que o gerenciamento de projetos é um conhecimento que tem sido demandado cada vez com mais intensidade nos últimos anos. Porém, precisamos identificar quais as práticas que realmente contribuem para o sucesso no gerenciamento de um projeto, de forma a focar nossos esforços. Esses fatores, que levam à maturidade do gerenciamento de projetos, são referentes a processo, tecnologia, pessoas e organização. Um dos resultados apontado por pesquisa realizada pelos autores foi que o sucesso do projeto é altamente influenciado pelas práticas de gerenciamento de riscos e pela dimensão “Pessoas” (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes dos stakeholders em relação ao projeto).

empresa que cresce mais rápido

O que faz uma empresa que cresce mais rápido

O sonho de todo empreendedor é iniciar uma empresa que cresce mais rápido, atraindo cada vez mais clientes e gerando lucro. Infelizmente, a maioria acaba falhando. Uns por falta de experiência, outros por problemas no produto, serviço, atendimento e até mesmo preço.

Por outro lado, entre as empresas que alcançam o sucesso, há alguns fatores em comum que podem servir de ajuda para empresários iniciantes. A maneira como essas empresas lidam com seu planejamento, com seus projetos e sua gestão levaram elas a experimentar o crescimento de hoje.

Apesar de não ser uma fórmula aplicável a todos os tipos de negócio, construir uma empresa que cresce mais rápido, somada a essas estratégias que alavacam o mesmo crescimento, são lições preciosas para serem adaptadas à sua empresa. Confira:

Forte planejamento estratégico

É comum ouvir que planejamento é tão ou mais importante do que execução de uma atividade. Isso acontece porque é nessa fase que se define o escopo, prazos e custos de novos projetos. A falta de atenção ou algum grande erro pode gerar significativas perdas financeiras para as empresas. Dessa forma, não se adiante com a execução de projetos e foque em ter certeza de que está cobrindo todos os aspectos do trabalho.

Através de um forte planejamento estratégico, também é possível prever o caminho para o qual a empresa está indo. A partir disso é possível avaliar a necessidade de se fazer mudanças no curso ou até mesmo uma reestruturação total. O planejamento também facilita a comunicação de valor com os colaboradores, já que todos tem uma visão clara de quê e por que estão trabalhando.

O planejamento estratégico forte é fundamental se você quer uma empresa que cresce mais rápido, implicando diretamente nas suas aquisições de novos clientes, margens de lucro e expansão.

Ligação com projetos

Uma ação unânime entre as empresas com crescimento rápido é a sua ligação com novos projetos. Um grande erro de empreendedores iniciantes é tentar cumprir os mais variados projetos, acreditando que o ideal é acumular clientes e faturamento. Apesar de tentadora, essa estratégia costuma dar errado para a maioria das empresas.

O ideal é buscar por projetos que estejam de acordo com o conhecimento da empresa, criando assim um core business que sirva de referência para o mercado. Essa ligação, mesmo que seja lenta no começo, será responsável pela maioria dos grandes projetos no futuro e por acelerar, exponencialmente, o crescimento do negócio.

Gestão orientada a resultados

A gestão de uma empresa precisa caminhar lado a lado com o seu planejamento, servindo de métrica para validá-lo. A partir de uma boa gestão se faz possível construir um negócio preparado para o sucesso. De nada adianta focar na aquisição de clientes se você não está preparado para gerir seu time e entregar, com sucesso, cada projeto.

Definir sua gestão e orientá-la para a busca de resultados é uma das boas maneiras de manter seu time unido e focado no objetivo de fazer sua empresa crescer rápido. Mais do que isso, apenas com uma boa gestão será possível buscar a escalabilidade do negócio, que é quando o faturamento aumenta sem alterar significativamente os custos.

Essas dicas são úteis para você encontrar o melhor caminho para o sucesso e, também, para descobrir que mesmo as grandes empresas, um dia, passaram pelos mesmos desafios.

Alguma dúvida? Aproveite os comentários abaixo para entrar em contato.

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falhas em projetos

5 razões para falhas em projetos

Se o fim de um projeto é prematuro, seja por motivo de cancelamento ou por não ter atingido os objetivos contratados inicialmente, podemos considerar que ele não foi bem-sucedido, ou seja, um fracasso. Esta pode até parecer uma palavra forte, mas não podemos nos deixar impressionar ou ficar “chorando pelo leite derramado”. Uma vez reconhecido o fracasso do projeto, a solução é analisar os motivos, identificar as falhas e trabalhar para não voltar a cometê-las.

E quais são as principais falhas em projetos? Ouvimos e acompanhamos relatos de clientes gerentes de projetos e percebemos que as razões para o fracasso são, geralmente, muito parecidas. Fizemos uma lista e compartilhamos com vocês.

 1) Otimismo exagerado

Os pessimistas dizem que são, na verdade, realistas. Não precisa chegar ao ponto de esperar sempre o pior, mas criar expectativas falsas também não ajuda. Uma grande sacada que ajuda muito na gestão de projetos é saber equilibrar as expectativas, tanto as da sua equipe quanto as dos stakeholders e do patrocinador. Para ter uma base de comparação, converse com colegas mais tarimbados e obtenha parâmetros de resultados esperados para determinado fim. Ser otimista demais pode atrapalhar e distorcer seu planejamento. Se você parte de premissas incorretas ou superestimadas – como prazos impossíveis de entregas de fornecedores, por exemplo – dificilmente cumprirá suas metas. Tenha o pé no chão e faça a gestão de riscos ao identificar os fatores mais relevantes para o projeto e a magnitude do impacto no resultado final.

2) Liderança inexperiente

A maioria dos gerentes de projetos já exerceu funções operacionais e ao passar para o lado de lá – o da liderança – nem sempre acerta o passo logo de primeira. É bastante comum haver falhas, como a não identificação de possíveis conflitos entre colegas de equipe, falta de controle de qualidade sobre as atividades de cada um, ou falta de pulso na cobrança de entregas. O líder deve promover o exemplo e inspirar pessoas. Gerar motivação com ofertas de bônus por determinados resultados é uma opção, desde que sejam cumpridas. Conquiste a confiança de sua equipe.

3) Equipe inadequada

Pode ser que sejam profissionais dedicados ou experientes, mas simplesmente não são adequados para determinada função. Em alguns casos o problema pode ser o gerente de projetos, que não sabe extrair o melhor potencial de sua equipe. Mas o mais comum é a contratação de técnicos que não sabem fazer exatamente o que foi solicitado na descrição da vaga. Nesse cenário, a solução é capacitar a pessoa rapidamente ou buscar outro profissional. O importante aqui é tomar uma decisão o mais rápido possível para não estourar no prazo ou no orçamento – se é que isso já não ocorreu a essa altura. Pense na política de redução de danos.

4) Relatórios insuficientes

Fazer um relatório por mês pode não ser suficiente para acompanhar o desempenho da equipe do projeto. Os interessados e o cliente não querem receber uma notícia ruim de repente. O gerente de projetos deve acompanhar mais de perto os índices para não deixar a bomba estourar. A equipe vai se sentir mais responsável ao ser monitorada constantemente. Mensurar o desempenho nem sempre é simples. É preciso estabelecer algumas métricas, sejam de tamanho, volume ou qualidade.

5) Falta de apoio e de recursos

O gerente de projetos tem um razoável nível de poder e autonomia, mas só até a página 2. Quem decide mesmo são os membros da diretoria, do conselho e demais executivos da empresa na qual está inserido. Se esses não comprarem a ideia do projeto, não apostarem nele e não oferecerem os recursos necessários para seu desenvolvimento, ficará difícil este ser bem-sucedido. Uma sugestão é que o GP fique atento aos interesses dessas pessoas, saiba negociar e conquistá-las para o propósito do projeto. O gerente de projetos deve mostrar por que acredita no projeto, apresentar números que façam os olhos dessas pessoas brilharem. E pense: ao conhecê-los melhor e entender suas necessidades, você pode prever cenários e antecipar possíveis crises, por exemplo.

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engajamento de stakeholders

Como transformar stakeholders complicados em parceiros incríveis?

Contar com um PMO na empresa é sinônimo de mudanças constantes, situações que muitas vezes geram ansiedade, medo e perturbação nos stakeholders. E esse cenário pode acabar comprometendo o sucesso dos projetos em andamento. Mas isso não significa que esses stakeholders não sejam importantes ou possam ser ignorados, viu? É preciso saber lidar com cada situação, de modo a trazê-los para o lado da empresa, tornando-os parceiros. E por mais que essa missão pareça um tanto quanto difícil, no post de hoje você vai ver como, com apenas algumas atitudes simples e um bom planejamento, é possível reduzir os obstáculos criados por stakeholders não alinhados aos objetivos da empresa e ainda conquistar aliados incríveis para o PMO.

Que tal aprender a superar esses obstáculos? Então confira nossas dicas e acabe de vez com a insegurança na gestão de stakeholders:

Identifique quem são os stakeholders de cada projeto

Um stakeholder ignorado pode trazer muitos obstáculos para um projeto ou até mesmo para um portfólio inteiro de projetos! Imagine que você se esquece de listar um acionista ou um diretor influente como parte interessada em um trabalho e essa pessoa sente que seu cargo está ameaçado? Eis a deixa para o começo da criação de todo tipo de problema para o desenvolvimento do seu projeto! Para não cair em uma situação difícil como essa, certifique-se, antes de mais nada, de que todos os stakeholders foram devidamente listados e estão realmente envolvidos na iniciativa.

Alinhe expectativas entre todas as partes interessadas

Fazer com que todos compreendam seus papeis e suas responsabilidades é fundamental para que as pessoas desenvolvam um senso maior de comprometimento com o projeto. Se um setor não espera ser impactado com uma reestruturação interna, mas isso efetivamente ocorre — porque estava previsto para acontecer, mas simplesmente não ficou claro —, você pode ter problemas de resistência à mudança entre os próprios funcionários.

E a verdade é que pessoas resistentes diminuem a produtividade, boicotam iniciativas importantes da empresa e contaminam o ambiente de trabalho com reclamações e fofocas, o que pode minar o esforço de todos em promover uma melhoria, até que, na pior das hipóteses, leve o projeto ao fracasso.

Mas muita calma nessa hora, porque contornar essa situação não é assim tão complicado: basta que você reúna todos os stakeholders e mostre a eles qual é a importância do comprometimento de todos, assim como quais serão os impactos — sociais, financeiros, de clima e assim por diante — se por um acaso as pessoas não colaborarem com a mudança. Cientes de que sua participação é fundamental, certamente todos os envolvidos terão um maior envolvimento com o projeto.

Estabeleça uma relação de confiança com os stakeholders

Guarde isso: desenvolver confiança é crucial para transformar stakeholders complicados em parceiros incríveis! Se os colaboradores da equipe de um projeto não confia em seu gerente, por exemplo, como ele vai liderá-los? Se os funcionários não confiam na equipe do projeto, como vão colaborar para que as atividades sejam realizadas? Sendo assim, invista sempre em uma comunicação clara, objetiva e transparente, estimulando o diálogo e estando aberto para dar e receber feedbacks, seja de quem for. O gerente de projetos precisa se relacionar com os diversos stakeholders de cada trabalho de forma a garantir que eles estejam engajados com o PMO e com os resultados da empresa.

Mesmo com stakeholders externos, como um líder comunitário, por exemplo, é essencial desenvolver canais de comunicação fluidos, que permitam a troca de informações, o esclarecimento de dúvidas e a conscientização da população sempre que necessário, visando conquistar a confiança de cada envolvido e impactado pelo projeto em andamento. Só não se esqueça de que a cordialidade é fundamental nesse quesito e que respeitar as diferenças de opinião também faz parte do trabalho! Portanto, tenha paciência, saiba ouvir e pondere sempre antes de tomar qualquer atitude que possa desagradar os interessados do projeto.

Mostre claramente os benefícios do projeto

Reunir todos os stakeholders em uma sala e dizer que o projeto em questão é a modernização do parque industrial da empresa, que haverá redução de custos e aumento de produtividade não basta para deixar todos os envolvidos realmente tranquilos. Pense bem: na mente dos funcionários, redução de custos significa corte de pessoal, enquanto na cabeça dos gerentes, aumento de produtividade é sinônimo de mais trabalho, e na dos diretores, ambos são ligados a lucro imediato.

Se cada parte interessada entende os prós e os contras do projeto da forma como recebe a notícia, abre-se um campo enorme para falsas interpretações e muita resistência. Para não criar esse abismo na comunicação da empresa e também no clima organizacional, apresente claramente quais são os objetivos do projeto, os benefícios que ele trará e também suas consequências. Se o corte de pessoal for inevitável, ressalte que o RH da empresa trabalhará em um Plano de Demissão Voluntária, por exemplo. O segredo está em se lembrar que a comunicação transparente faz toda a diferença!

Procure nunca fugir da devida gestão de conflitos

Por mais que todos esses cuidados sejam tomados, sempre há a possibilidade de alguém realmente não estar comprometido com o projeto, criando assim obstáculos para que ele não seja realizado. Quando isso acontece, os conflitos são simplesmente inevitáveis. Mas você não deve ignorá-los, combinado? Afinal de contas, fingir que algo desagradável não existe não faz com que o conflito magicamente desapareça! Deve-se, então, gerenciar as divergências. Veja como:

Identifique a causa do conflito

Para não gerar ainda mais tumulto ao interpretar a situação erroneamente, aja sempre de forma imparcial, ouvindo todos os envolvidos. Seu objetivo deve ser o de encontrar a causa do conflito, não de achar culpados ou vítimas.

Lide imediatamente com a situação

Não deixe a solução para depois, pois, conforme o tempo passa, os conflitos só tendem a aumentar. O ideal é, portanto, lidar imediatamente com a situação para colocar logo um ponto final no desentendimento.

Envolva o stakeholder conflitante na solução

Você até poderia arbitrar uma solução sozinho e resolver de uma vez o problema, mas o que você quer é que esse stakeholder passe a ser um parceiro extraordinário, correto? Então ouça o que ele tem a dizer e o envolva na solução. Peça ajuda, pergunte o que ele pensa e delegue a ele a missão de tornar a mudança menos pesada para si mesmo.

Exercite seu poder de liderança

Liderar é inspirar pessoas, ser o exemplo. E nada melhor do que ser exemplo nos momentos mais difíceis, como em uma situação de conflito, não acha? Mostre que você está junto com os stakeholders, que está disponível para ajudar em qualquer situação e que é o primeiro a dizer “vamos”, em vez de “vão”!

Assim, se surgir qualquer tipo de problema durante o projeto, envolva-se na solução em vez de esperar que sua equipe resolva tudo sozinha! Isso não é microgerenciamento, mas sim uma atitude que todo líder deve ter: saber o que se passa com as partes interessadas de cada projeto e assumir a responsabilidade conjuntamente.

Viu como nem é tão complexo transformar stakeholders potencialmente complicados em parceiros incríveis? Pronto para implementar essa mudança de postura em seu dia a dia?

Você acrescentaria alguma outra atitude a ser tomada para melhorar ainda mais a adesão das pessoas às mudanças promovidas pelo PMO na empresa? Comente aqui e compartilhe suas impressões e sugestões conosco!

Como se preparar para uma consultoria ou para a implantação de um software de gestão de projetos

A melhor forma de preparar sua empresa para receber uma consultoria ou para implantar um software de gestão de projetos, é deixar muito claro seus objetivos e entender quais etapas necessitam maior atenção. Prioridade é tudo, logo é muito importante que ela seja definida desde o início.

Não concentre sua atenção em metodologias, práticas ou nomenclaturas. Seu foco está na geração de valor, ou seja, em como você atingirá suas metas e gerará melhores resultados para o seu negócio.

Quando se trata de implantar um software de gestão de projetos ou até mesmo um PMO é muito importante se concentrar em que etapa do seu “Funil de Valor” ou, como costumamos chamar aqui na PB, “Funil da gestão de projetos”, precisa ser priorizada. Onde está sua maior “dor”? Na identificação de oportunidades, na criação de propostas, na priorização e seleção de projetos ou na geração de valor?

Assista o vídeo e conheça melhor o Funil da gestão de projetos.

EAP

Entenda a diferença entre EAP e Cronograma de projetos

Antes de entrarmos na diferença entre EAP e Cronograma de Projetos, precisamos lembrar que o gerenciamento de projetos se torna um grande desafio quando o número de tarefas necessárias para sua conclusão começa a se elevar. Isso porque além de terem diferentes tipos de relação entre si, essas atividades também têm níveis de importância variados.

Elas precisam ser organizadas de forma clara para que o projeto possa ser bem-planejado e executado pela equipe. Nesse cenário, a EAP e o Cronograma de Projetos são ferramentas extremamente úteis para que os gestores possam tomar o controle da situação em busca do atingimento dos objetivos definidos. Você já ouviu falar delas? Como as têm utilizado em seus projetos?

Saiba que, embora sejam complementares, esses dois importantes recursos têm finalidades significativamente distintas. É justamente sobre isso que conversaremos neste artigo. Você entenderá cada conceito, quais benefícios eles oferecem e também descobrirá as principais diferenças e relações positivas entre eles.

Esse tema despertou a sua curiosidade, não é mesmo? Então, continue a leitura e descubra muitos detalhes interessantes!

O que é EAP?

EAP é o acrônimo de Estrutura Analítica do Projeto, um recurso que tem como principal objetivo a divisão do projeto em partes menores (também chamadas de tarefas ou pacotes de trabalho). Consequentemente, essas partes se tornam mais fáceis de serem compreendidas pelos membros da equipe e gerenciadas pelo gestor do projeto.

A estrutura é organizada como a raiz de uma árvore, onde as entregas mais abrangentes são posicionadas no topo e as mais específicas ficam na parte inferior, agrupadas por níveis hierárquicos. Junto à Estrutura Analítica, é preciso desenvolver, ainda, o dicionário da EAP, um importante documento auxiliar que traz informações detalhadas sobre cada pacote de trabalho e seus critérios de aceitação no momento da entrega.

Dizendo de uma forma bem prática, a criação da estrutura analítica do projeto se dá a partir da identificação das principais entregas funcionais e com a subdivisão delas em sistemas menores e subprodutos finais. Esses subprodutos são decompostos até que possam ser atribuídos a uma única pessoa, por exemplo.

Nesse nível, os pacotes de trabalho específicos necessários para produzir as subentregas são identificados e agrupados. O pacote de trabalho representa a lista de tarefas para produzir a unidade específica. Se você já viu Cronogramas de Projetos detalhados, então você vai reconhecer as funções no âmbito da EAP como o “material” que as pessoas precisam para concluir por um tempo específico e dentro de um determinado nível de esforço.

Quais os benefícios da EAP?

A utilização da Estrutura Analítica do Projeto traz uma série de benefícios, além de definir e organizar o trabalho do projeto. Um orçamento do projeto pode ser alocado para os níveis superiores da estrutura e orçamentos dos departamentos podem ser rapidamente calculados com base na EAP.

Ao alocar as estimativas de tempo e custo para seções específicas, tanto o cronograma, quanto o orçamento, podem ser rapidamente desenvolvidos. Além disso, a EAP pode ser usada para identificar riscos potenciais em um determinado projeto. Se uma estrutura de divisão de trabalho tem um ramo que não está bem-definido, em seguida, ele representa um risco na definição do escopo.

Esses riscos devem ser monitorados e avaliados durante toda a execução do projeto. Ao integrar a EAP com uma estrutura de divisão organizacional, o gerente de projetos também pode identificar dificuldades comunicacionais e formular um plano de comunicação eficaz.

Quais são as diretrizes da EAP?

De acordo com o Project Management Body of Knowledge (PMBOK), as seguintes diretrizes devem ser consideradas ao criar uma Estrutura Analítica do Projeto:

  • o nível superior representa o produto final do projeto;
  • as subentregas devem conter pacotes de trabalho que são atribuídos ao departamento ou unidade da organização;
  • todos os elementos da estrutura de divisão de trabalho não precisam ser definidos para o mesmo nível;
  • o pacote de trabalho define o trabalho, a duração e os custos para as tarefas necessárias para produzir as subentregas;
  • pacotes de trabalho não devem exceder 10 dias de duração;
  • pacotes de trabalho devem ser independentes uns dos outros;
  • os pacotes de trabalho são únicos e não devem ser duplicados em toda a estrutura analítica do projeto.

Como criar uma EAP?

Resumidamente, aqui vão algumas dicas para a criação de uma EAP:

  • decomponha a EAP em fases e atividades em níveis, que sejam fáceis de serem gerenciados;
  • planeje as entregas, não as ações;
  • quebre os pacotes de trabalho em durações adequadas;
  • utilize modelos de EAP de projetos já finalizados, para acelerar o trabalho e aproveitar as lições aprendidas;
  • tome cuidado para que o custo do gerenciamento não seja maior que o custo da tarefa.

Veja um detalhamento dessas dicas no artigo 5 dicas para facilitar a criação de uma Estrutura Analítica de Projeto.

O que é o cronograma de projetos?

O Cronograma de Projetos é uma ferramenta bem mais conhecida — inclusive pelos profissionais com pouco conhecimento das técnicas de gerenciamento de projetos. Pode ser entendido como uma matriz que revela graficamente para cada item da EAP, em uma escala de tempo, o período que deve ser realizado.

A duração é o intervalo entre o início e o término de uma tarefa específica, sem considerar o número de pessoas necessárias para que isso aconteça. Ele deve prever e refletir todos os esforços para a entrega do projeto finalizado.

Também podemos definir o Cronograma de Projetos como uma ferramenta de comunicação que demonstra todo o trabalho que precisa ser feito, quais os recursos da organização que serão empregados e quais os prazos que precisam ser cumpridos para que esse trabalho seja realizado.

Quais os benefícios do cronograma de projetos?

Além das vantagens que já temos cristalizadas no senso comum, é importante acrescentar que o cronograma deve ser sempre realista, pois ele é um elemento-chave para o sucesso do projeto.

De forma extremamente visual, o cronograma exibe a sequência de atividades que precisa ser realizada e permite que o gestor verifique as interdependências de tarefas e construa seu caminho crítico para otimizar as entregas.

Dito de outra forma, com um bom cronograma é possível identificar os pontos de tensão da iniciativa, verificar exatamente onde a equipe precisará redobrar a atenção para não perder prazos e realizar as entregas conforme o que foi definido no planejamento.

Além disso, permite que o gerente possa cobrar o cumprimento de prazos e evite conflitos com a equipe e entre os profissionais envolvidos no dia a dia do projeto.

Quais as dicas para criação de um cronograma de projetos?

Eis algumas dicas para a elaboração do Cronograma de Projetos:

  • defina detalhadamente o escopo do seu projeto;
  • construa uma boa e detalhada EAP;
  • estime com precisão a duração de cada uma das atividades;
  • acompanhe e atualize seu cronograma ao longo do projeto.

Veja um detalhamento maior dessas dicas nesse artigo: Como fazer um bom Cronograma de Projeto?

Quais são as diferenças entre a EAP e o cronograma de projetos?

Tanto no Cronograma de Projetos quanto na EAP, o nível de divisão das tarefas dependerá da necessidade ou da capacidade da empresa em gerenciar cada detalhe. Um projeto de grande porte, por exemplo, não costuma ser quebrado em tarefas muito pequenas, pois são tantas que podem se tornar impossíveis de serem controladas de perto.

Já projetos menores podem perfeitamente ser divididos em pacotes menores, isso ajuda tanto na execução quanto no controle dele. Outra diferença importante entre as duas ferramentas é o seu uso durante o projeto. A EAP rapidamente se torna um documento de consulta, a não ser que aconteçam mudanças radicais nos requisitos durante a execução.

O Cronograma, por sua vez, é uma ferramenta mais viva, que pode sofrer constantes alterações e revisões em função das dificuldades encontradas durante o dia a dia de execução do projeto. A criação da EAP facilita a construção do cronograma, tendo em vista que o gestor precisa fazer o gerenciamento do tempo para a realização das tarefas que já estão definidas, de modo que ambos podem ser usados juntos.

Por outro lado, o Cronograma é um instrumento de gestão que pode ser organizado como um quadro para o controle do tempo. Caso ocorra algum desvio, ações poderão ser realizadas para corrigi-lo. Esse documento contém a lista de tarefas, a data inicial e final de cada atividade, o profissional responsável pela sua realização e o status de cada uma delas.

A EAP não comporta o detalhamento das atividades, já que a sua última unidade é o pacote de trabalho, o qual é um conjunto de atividades atribuídas a um departamento específico. Esse setor recebe um orçamento para concretizar a entrega, sendo que os pacotes de trabalhos são independentes e não se repetem na Estrutura Analítica do Projeto.

Como pode ser feita a integração entre EAP e cronograma de projetos?

Vale ressaltar que o ideal é começar o processo pela criação da EAP para que o gerente e a equipe consigam analisar o projeto de forma mais abrangente. Isso, porque os pacotes de trabalho da EAP contribuirão para a correta confecção do cronograma. Ou seja, com a EAP pronta, é mais fácil lançar as informações de forma ordenada dentro do Cronograma do Projeto.

Por fim, também é válido um lembrete: o gerenciamento de projetos não é nenhum bicho de sete cabeças e pode ser facilitado quando sua empresa conta com as ferramentas tecnológicas e metodológicas adequadas para isso!

Logo, dispor de um bom software de gerenciamento de projetos, que as agregue como recurso, é um grande facilitador. Uma boa solução ajuda o gestor a estruturar todas as etapas, incluindo a definição da EAP, a elaboração e acompanhamento do cronograma. Isso faz toda a diferença na hora de conduzir o desenvolvimento do projeto e também para destacar indicadores que facilitem a mensuração dos resultados.

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Quais são as principais dicas sobre EAP e Cronograma de Projetos?

O Practice Standard for Work Breakdown Structures ou Guia PMBOK apresenta o registro das boas práticas a serem aplicadas pelo mercado. Mas cabe ao gestor de projetos decidir como vai fazer o desdobramento da EAP e estruturar o Cronograma. Esses documentos precisam ser úteis no planejamento e no monitoramento das atividades.

O profissional pode utilizar 4 estratégias para a montagem da EAP. Uma delas considera todas as fases do ciclo de vida de um projeto, outra observa os produtos e as respectivas entregas. Também podem ser considerados os miniprojetos ou todos os aspectos em conjunto de forma híbrida: subprojetos, entregas e fases. Observe abaixo outras dicas importantes!

EAP em gestão de projetos

A construção da EAP pode ser facilitada de diversas maneiras. O gerente pode evitar o uso de verbos e utilizar os substantivos, já que o último nível de decomposição de uma estrutura analítica é o pacote de trabalho. Portanto, um nome não pode iniciar com um verbo, tendo em vista que a nomenclatura representará as atividades.

A EAP deve ser sucinta e gerar visibilidade para os trabalhos. Identificar de maneira adequada os requisitos é fundamental para que o documento fique perfeito. Colete os requisitos extraindo dos clientes suas expectativas e necessidades. Faça entrevistas e aplique técnicas para obter respostas exatas de todos os interessados.

Tenha cuidado para não detalhar demais a EAP, pois ela é um resumo do trabalho e serve como direcionamento. Ela é uma ferramenta simples e contará com o dicionário que será elaborado para aprofundar os conceitos expostos. Sendo assim, elabore a EAP para oferecer uma visão geral. Procure um modelo que já tenha sido utilizado pela sua empresa para usar como base.

Características da EAP

A EAP deve ser completa e conter o que foi especificado na declaração do escopo do projeto. Ela vai servir de guia para a confecção do Cronograma e também para a estimativa dos custos. A ferramenta é acompanhada do seu dicionário que vai descrever e enumerar os elementos. Além disso, ela é numerada com um número exclusivo.

Estratégias para montar EAP

Existem diversas estratégias para a montagem da EAP. Primeiro, construa o termo de abertura do projeto que será simples e curto contendo justificativa, objetivos, descrições, stakeholders, entregas, critérios de aceitação, estimativas de custos e tempo, exclusões, premissas, restrições, riscos e assinatura dos aprovadores. Em seguida, siga os seguintes passos:

  • dê um nome ao projeto;
  • escolha uma forma de organização da EAP;
  • identifique o conjunto de entregas;
  • faça a decomposição do projeto em partes menores;
  • insira um código identificador numérico para ajudar no dicionário.

Normalmente as tarefas são organizadas por níveis. O nível 1 é o mais alto e traz o nome dos projetos. Já o nível 2 pode ser iniciado com a numeração 1.1 e registra o resumo. Por fim, o nível 3 cuja identificação poderá constar como 1.1.1 trata dos subcomponentes. O desmembramento segue adiante até que todo o trabalho seja apresentado.

Dicionário da EAP

O dicionário da EAP apresenta uma tabela com a descrição de todos os pacotes de trabalho, informa os responsáveis e os participantes, bem como os critérios de aceitação. Trata-se de uma ferramenta complementar da estrutura analítica que traz dados não inseridos no diagrama. Nele são explícitas as expectativas de resultados das entregas. Poderá ser consultado para tirar dúvidas.

Modelo

O modelo é criado quando o profissional trabalha frequentemente no mesmo tipo de projeto. Basta pegar uma EAP e fazer dela uma espécie de roteiro a ser seguido. Com isso os novos projetos serão feitos com maior agilidade, já que haverá uma estrutura analítica de cronograma, com padronização de estimativa de recursos e prazos, etapas etc. Será necessário apenas revisar os dados.

Exemplo prático de EAP

Um exemplo prático de EAP seria a construção de uma casa cuja opção do gestor foi o uso de uma estratégia de decomposição híbrida com entregas e fases determinadas. Os 3 níveis foram utilizados com a codificação numérica para a obtenção de uma estrutura analítica que ficou da seguinte maneira:

Produto do projeto/ Fases do ciclo de vida/Componentes

  • 1. Casa nova;
  • 1.1 Preparo do terreno;
  • 1.2 Fundações;
  • 1.3 Alvenaria de elevação;
  • 1.1.1 Topografia;
  • 1.1.2 Terraplenagem;
  • 1.1.3 Demarcação;
  • 1.1.2.1 Corte;
  • 1.1.2.2 Aterro.

O último nível da EPA é denominado pacote de trabalho, portanto, os pacotes de trabalho correspondem aos itens topografia, corte e aterro. Não é necessário detalhar demasiadamente inserindo dados como comprar tijolos, cimento, argamassa, impermeabilizante etc. A lista de atividades se encaixa no item Alvenaria de elevação.

Exemplo de Cronograma de projetos

O Cronograma de projetos é bem diferente e pode ser montado em uma planilha do Excel. Nele serão descritas as atividades a serem realizadas pelo gestor e suas equipes. Utilizando o exemplo da construção da casa, poderiam ser registradas as informações a seguir, as quais seriam representadas por um gráfico:

  • 1. Casa nova — duração de 30 dias com início em 24/10/2020 e término em 24/11/2020;
  • 1.1 Preparar terreno — duração de 02 dias com início em 24/10/2020 e término em 26/10/2020;
  • 1.1.1 Fazer a topografia — duração de 01 dia com início em 24/10/2020 e término em 25/10/2020;
  • 1.1.2 Realizar terraplenagem — duração de 02 dias com início em 24/10/2020 e término em 26/10/2020;
  • 1.1.3 Concluir a demarcação — duração de 02 dias com início em 24/10/2020 e término em 26/10/2020;
  • 1.1.2.1 Providenciar o corte — duração de 01 dia com início em 25/10/2020 e término em 26/10/2020;
  • 1.1.2.2 Concluir o aterro — duração de 01 dia com início em 25/10/2020 e término em 26/10/2020.
  • 1.2 Construir as fundações — duração de 03 dias com início em 26/10/2020 e término em 28/10/2020;
  • 1.3 Construir alvenaria de elevação — duração de 27 dias com início em 26/10/2020 e término em 24/11/2020.

Entendeu a diferença entre EAP e Cronograma de Projetos? Saiba que você pode escolher uma solução ideal para a elaboração dessas duas ferramentas que são essenciais para os líderes empresariais. Project Builder fornece aos seus parceiros o mais bem-sucedido Software de Gestão de Projetos que aplica a metodologia tradicional do PMBOK.

Ainda ficou com alguma dúvida sobre este assunto? Então, confira todas as ferramentas de gestão de projetos e colaboração em um só lugar!

cultura de entrega

Como criar uma cultura de entrega em uma empresa

As entregas são um fator de extrema importância para avaliar o sucesso de um projeto. Isso porque todo o escopo e o planejamento desenvolvido pelo Gerente de Projetos (GP) é elaborado em prol do cumprimento dos prazos destas entregas, garantindo a satisfação dos clientes, sejam eles internos ou externos. Mesmo porque, em alguns casos, a conclusão de uma etapa do projeto depende dessa cultura de entrega, e o não cumprimento dela resulta no atraso da conclusão dos trabalhos.

Estas entregas estão diretamente ligadas à produtividade das equipes envolvidas e do comprometimento deles em relação às tarefas, qualidade de execução e cumprimento de prazos. Contudo, para que estas entregas sejam concluídas com sucesso, é fundamental ao GP desenvolver ações motivacionais, ter pulso firme para acompanhar e cobrar prazos definidos, jogo de cintura com situações atípicas e criar uma cultura de entrega na empresa.

Dentre estas questões, todas, habitualmente, já estão na rotina deste GP. Porém, quando o assunto envolve adequar a cultura de uma organização em prol dos resultados almejados, a tarefa se torna desafiadora. Cultura não é construída do dia para a noite. Ela leva tempo, esforço, definição de processos, requer um bom fluxo de informações, alinhamento da comunicação, dentre outros fatores que, com o tempo, são absorvidos e replicados pelos integrantes das equipes envolvidas nos projetos. Para ajudá-lo a dar início à criação de uma cultura de entrega em sua empresa, selecionamos alguns pontos-chave a serem trabalhados. Confira:

Esteja aberto às mudanças e conscientize sua equipe sobre a importância desta questão

Este, talvez, seja o ponto mais crítico para a criação de uma cultura de entregas em sua empresa. Mudanças, em grande parte dos casos, geram resistência entre os colaboradores e muitas vezes até em nós mesmos. Como um GP você deve ser o primeiro a incorporar a abertura a alterações nas rotinas. Contudo, para obter o sucesso, esta questão não pode ser apenas verbal. Você precisará aplicá-la em sua rotina. Para isto, esteja mais atento às sugestões que sua equipe traz. Não será necessário aplicar todas, mas demonstrar abertura em recebê-las, bem como explicar os motivos para não incorporá-las, quando for o caso. Com atitudes como esta você sempre terá o gancho para reforçar a importância de estar aberto às mudanças.

Defina processos para incorporar as mudanças

A cultura de uma organização é absorvida aos poucos por seus funcionários. Conforme as ações são desenvolvidas, eles incorporam uma parte dos costumes. Há a necessidade de mudança nos hábitos destas equipes. Contudo, para iniciar o trabalho de mudança comportamental, alinhado à nova cultura proposta, sugere-se a definição de processos ou reestruturação dos existentes.

Realize estas mudanças de forma gradativa. Institua treinamento para a nova rotina estabelecida, acompanhe os impactos, colete feedback dos envolvidos e ajuste o modelo para que fique satisfatório aos objetivos de sua empresa, mas favorável aos funcionários. A definição destes processos contribuirá para incorporar estes novos hábitos à rotina, o que com o tempo se transformará em uma ação contínua e intrínseca à cultura da organização.

Integre ferramentas e use a tecnologia a favor de seus objetivos

Busque recursos para que o impacto causado por estas mudanças sejam minimizados. Vá em busca de ferramentas que contribuam para a otimização dos processos e, assim, auxiliem na redução dos impactos destas mudanças.

Use a tecnologia a seu favor! Um software para gerenciamento de projetos, por exemplo, é bastante considerável para as melhorias nas rotinas e, consequentemente, nas entregas. Com ele você, GP, conseguirá acompanhar melhor o andamento das atividades para traçar planos de ação, quando preciso for. Já para a sua equipe, será mais fácil acompanhar prazos, relatar empecilhos, ajustar o que preciso for e, assim, incorporar uma cultura de entregas, devido à eficiência alcançada.

Criar uma cultura de entregas exige dedicação. O resultado não é imediato e o trabalho deve ser contínuo. Recorra aos Recursos Humanos de sua empresa, peça auxílio à Comunicação Interna e, em equipe, desenvolvam ações que se destinem ao cumprimento deste objetivo. Mudanças de cultura afetam a empresa como um todo. Trabalhe por um impacto positivo, dê exemplos enquanto GP e veja como as dicas repassadas contribuirão para melhorar o dia a dia de seus projetos e do negócio.

project builder

Case de Sucesso: 3M

A empresa

A 3M é, fundamentalmente, uma companhia de base científica, organizada em unidades de negócios que atuam em mercados diversos, reunidas em seis grandes grupos de negócios: Display e Comunicação Visual, Cuidados com a Saúde, Elétricos e Comunicações, Consumo e Produtos para Papelaria e Escritório, Industrial e Transportes e Segurança, Limpeza e Proteção. Seu portfólio contabiliza mais de 55.000 produtos, 45 plataformas tecnológicas e possui mais de 43.000 patentes globalmente. O sucesso da companhia começa com a habilidade de aplicar tecnologias – frequentemente por meio de combinações – em uma variedade infinita de necessidades de seus clientes. Tudo isso é possível devido à equipe 3M e seu compromisso único de tornar a vida das pessoas mais fácil e melhor no mundo todo.

Desafios

Em 2010, a divisão de Comunicação Visual da 3M possuía o desafio de estruturar a comunicação de seus projetos, colaborar com diversos fornecedores e acompanhar situações de diferentes atividades em apenas um ambiente, de forma centralizada. Os gerentes de projetos necessitavam de uma ferramenta otimizada de acompanhamento da evolução dos projetos, tendo visibilidade on-line sobre prazos e entregas de fornecedores.

Acompanhamento do trabalho dos fornecedores;
Situação das atividades desenvolvidas;
Relatório de andamento de projetos;
Visão estruturada de portfólio de projetos.

Busca da Solução Ideal

A 3M decidiu buscar uma solução no mercado e escolheu a Project Builder, devido às funcionalidades únicas da plataforma, a velocidade do atendimento (a primeira apresentação do projeto foi feita na quarta-feira de cinzas, dia 17/02/2010, e a disponibilização para seu uso já aconteceu em 22/02/2010). Além de sua utilização pela divisão de Comunicação Visual, o Project Builder está em fase de expansão de uso por áreas dentro da Divisão Automotiva.

Resultados Alcançados

Com o Project Builder, a 3M obteve as seguintes melhorias em seu processo:

  • Relatórios específicos para monitorar o desempenho da evolução das entregas, que antes mantinham o mesmo formato;
  • Cada fornecedor acessa o ambiente e vê somente as entregas de sua atuação, mantendo o foco em suas responsabilidades;
  • Mudança automática de status na página inicial de cada fornecedor;
  • Entrega, aprovação e retorno aos fornecedores para acompanhamento de status;
  • Ambiente totalmente virtual, acessado pela 3M, pelo cliente e também pelos fornecedores;

Antes do Project Builder, o controle de desempenho de funções e entregas era feito em uma planilha central, que gerava dificuldade de comunicação entre as equipes, além da falta de controle de versões do programa e manutenção do status correto. Com a chegada do PB, os relatórios passaram a ser gerados automaticamente, sem ruídos ou desvio de informação.

software com kanban

Porque você deve usar um software com Kanban para gerenciar sua equipe?

Os ganhos que uma empresa obtém ao adotar uma metodologia ágil de gerenciamento de projetos com o uso de um software com  Kanban são vários. Não é a toa que o 1º princípio do Manifesto Ágil é “Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas”. As empresas que valorizam os indivíduos mais do que processos, atraem colaboradores motivados e inovadores. Mas nem tudo são flores, o gerente de projetos deve ter atenção redobrada em manter a equipe motivada e organização nestes ambientes mais livres.

Neste artigo vamos aprofundar nos ganhos que essa mudança traz para a sua equipe de gerenciamento de projetos, e eles são muitos. Veja a seguir:

 Maior controle das atividades

Quando você gerencia uma equipe utilizando um software com Kanban, delegar tarefas fica muito mais fácil, já que a caráter visual dessa ferramenta permite um maior controle sobre o que ainda precisa ser feito e a quantidade de atividades que cada colaborador já está desempenhando.

Outra vantagem é desse sistema é que o gerente de projetos consegue acompanhar o andamento das tarefas de forma mais fácil, com notificações sobre atrasos e gargalos.

Com a adoção do kanban, gerenciar vários projetos fica bem mais simples, pois cada um gera o seu quadro, o que facilita bastante a vida do gerente.

Melhora a Comunicação

Ao usar uma ferramenta on-line dessas, o feedback dos colaboradores é imediato. E em empresas que usam a metodologia ágil, feedback constante é fundamental. As interações na equipe também evoluem muito quando o kanban é usado. Quer mais dicas para melhorar a comunica~ção da equipe? Então esse e-book é leitura obrigatória!

Gerenciamento de Prazos

Usando essa ferramenta, o gerente consegue definir melhor os prazos para todas as tarefas, e quando há atrasos é o sistema que notifica o funcionário, economizando tempo do gestor e evitando desgastes.

Outra vantagem é a redução do Work in Progress (colocar o artigo Porque o trabalho em andamento (work in process) pode matar sua empresa), o trabalho em andamento, o que traz um ganho de eficiência enorme na sua equipe, que reduz a alternância entre tarefas e assim consegue se concentrar e concluir mais rapidamente as que estão em andamento no momento.

Estratégia

Com um sistema com esse recurso, a gestão se torna mais precisa, facilitada e assertiva, o que permite acompanhar constante mente os resultados e fazer ajustes para os projetos e a empresa não saiam dos trilhos. Outra vantagem, é que as colunas do kanban não são fixas, o que possibilita também realizar o planejamento para melhorar a organização interna.

Comprometimento

Uma palavra chave para entender o impacto da Kanban na empresa é transparência. O andamento, quantidade de tarefas por colaborador e gargalos / atrasos ficam visíveis a todos da equipe e da gerencia. Assim como quem é quem não é produtivo, o que pode ser um desafio no momento da implantação, mas deve ser superado em prol do bom funcionamento do escritório de Gestão de Projetos.

Mas na maioria das vezes, o que se percebe no ambiente de trabalho é um aumento na sensação de pertencimento e colaboração entre os membros da equipe. Quando todos estão a par do que se passa, é mais fácil ser ser eficiente, seja ao começar uma tarefa que na qual o colaborador tem capacidade para realizar, ou mesmo ajudar um colega que está preso em uma atividade e que pode atrasar todo o projeto.

E essas foram apenas os destaques dos ganhos que a sua empresa pode conseguir ao adotar um software com Kanban para gerenciar sua equipe. Já adotou esse sistema e mais vantagens para compartilhar? Comente no blog!