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diminuição da produtividade

Quais os principais motivos da diminuição da produtividade?

Fazer a gestão de pessoas é uma responsabilidade muito grande e tem de ser encarada com muita seriedade e atenção pelos líderes de equipes.

Tendo o potencial de proporcionar uma diminuição da produtividade ou conseguir elevá-la a patamares bem mais positivos, o gerenciamento dos recursos humanos faz muita diferença nos resultados da empresa.

Para conseguir manter uma boa resposta da sua equipe de trabalho, separamos algumas das principais causas de baixa produtividade que você deve evitar e dicas de como pode resolver cada um destes problemas. Confira!

1. Barulho

Cada tipo de negócio tem uma rotina e forma de funcionamento, mas há que se ficar atento quanto ao ambiente.

Se estivéssemos falando de uma casa noturna, provavelmente não haveria como querer diminuir a agitação da música ambiente, mas no caso de escritórios é possível e necessário manter as coisas mais calmas.

Em um escritório PMO, por exemplo, onde cada pessoa tem várias atividades diferentes, responsabilidades e prazos a serem cumpridos, isso exige muita concentração.

Embora algumas pessoas gostem de trabalhar escutando música, o fato de estarem usando fones de ouvido não faz com que o barulho de outras pessoas, como conversas muito altas e telefonemas fora do aceitável, fique menor. Na verdade, tudo se acumula.

Avalie como é o seu escritório. Caso seja necessário, converse com quem anda criando muitas distrações. Veja se é possível criar um espaço para que funcionários atendam suas ligações pessoais.

Quanto a colocar música ambiente, tenha cuidado. É muito difícil agradar a todos os gostos musicais e você pode acabar criando mais ruídos no local.

Se a fonte do problema for externa, confira a possibilidade de instalar um bom sistema de refrigeração e feche janelas e portas.

Acima de tudo, como um bom líder, você precisa dar o exemplo.

2. Reuniões muito longas

Normalmente a realização de reuniões é algo necessário para resolver alguns assuntos, alinhar a equipe, tomar decisões em conjunto ou fazer comunicados que necessitem de mais abertura para o diálogo.

Acontece que tem gente que abusa e marca reuniões para coisas que não precisam e acabam tomando o tempo de muitos funcionários de uma só vez, o que diminui o tempo para a realização de outras tarefas.

Quando for agendar uma reunião, certifique-se de ter uma pauta bem objetiva, horários de início e fim e que as pessoas convocadas sejam somente as necessárias de acordo com o assunto.

Uma preparação prévia também é importante. Assim, você não gasta tempo procurando aquele arquivo enquanto todo mundo espera e evita que outros temas surjam e se perda o foco.

3. Muitos e-mails

A troca de e-mails existe há anos e, mesmo com várias outras formas de comunicação tendo aparecido depois, ainda é bastante utilizada.

Eles acabam dando um tom mais formal e podem ser organizados de uma maneira a favorecer mais confiabilidade de que se poderá recuperar uma conversa mais antiga quando necessário.

Contudo, se não utilizados da maneira correta, vão acabar tomando muito tempo e atrapalhando o rendimento das pessoas.

E-mails precisam ser objetivos e direcionados somente a quem precisa ser envolvido no assunto. Responder a todos nem sempre é necessário e pode só aumentar o volume de mensagens.

Mais uma coisa: conteúdos que não são de trabalho devem ser evitados. Isso não é muito profissional.

4. Redes sociais

Antigamente poucas pessoas conseguiam ter acesso à internet por conta própria. Assim, a empresa definia se liberaria ou não o acesso a determinados sites e ainda podia escolher os horários para isso.

Hoje, com todo mundo conseguindo acessar qualquer coisa do seu smartphone e ainda considerando que algumas pessoas até trabalham utilizando redes sociais como ferramentas (como o pessoal do marketing digital), o desafio ficou maior.

O melhor dos mundos seria conseguir manter WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter, Google+ e outros sob controle por meio da conscientização de cada funcionário, mas nem sempre é possível.

Sendo assim, existem algumas políticas a serem estudadas. Você pode, por exemplo, monitorar computadores e celulares oferecidos pela empresa (o melhor é avisar antes), travar por tempo integral ou parcial o Wi-Fi da empresa, estabelecer normas internas que proíbam este tipo de atividade em horário de expediente.

Se quiser pode até mesmo instituir que funcionários não utilizem seus celulares durante o horário de trabalho. Isso é permitido por lei, desde que a empresa ofereça uma linha de contato de maneira que os funcionários possam se comunicar com familiares.

Logicamente ninguém quer chegar neste ponto, mas se o problema estiver ficando muito sério e afetando de verdade o rendimento da empresa, é preciso tomar uma providência.

O ideal é sempre manter uma comunicação aberta com todos e discutir a situação. Talvez seja o caso de utilizar números para mostrar as perdas e atrasos de cronograma ocasionados pela falta de concentração das pessoas nas atividades profissionais.

Tudo vai depender da maturidade do seu pessoal e da sua disposição para tratar do assunto.

5. Competição em excesso

Algumas empresas acreditam que incentivar a competição pode ser uma boa ideia para melhorar os níveis de resultados e criar equipes de alta performance, mas é preciso ter cuidado.

Muita disputa pode acabar na diminuição da produtividade. Isso porque pessoas e times que competem entre si têm a tendência natural de não compartilharem informações, demonstram pouco espírito de equipe e ainda podem agir de maneira a prejudicar colegas de trabalho. Afinal, se eu não estou me saindo tão bem, posso me destacar fazendo com que o outro se saia pior.

Algum nível de competição pode até ser saudável, mas o ideal é que todos lutem em favor da empresa. Por isso, se você tem metas individuais, mas não desenvolveu nenhuma que seja voltada para o grupo de trabalho, repense.

Se todos ganharem quando conseguirem produzir um melhor trabalho em conjunto, a tendência é de que o clima se torne mais cooperativo.

Estas bonificações não precisam ser necessariamente valores em dinheiro no final do mês. Horários mais flexíveis, folgas, eventos de confraternização e outros mimos podem fazer parte da premiação.

Agora que você já viu alguns dos principais causadores da diminuição da produtividade na sua empresa e formas de reverter estes problemas, aproveite e assine nossa newsletter. Temos sempre conteúdos úteis e de fácil aplicação na sua empresa que vão tornar você um gestor mais profissional e atualizado.

PMBOK

Quais são os grupos de processos segundo o PMBOK?

O mundo corporativo atual necessita cada vez mais de projetos que atendam a certos requisitos em termos de prazo, custo, qualidade e escopo. Não é difícil encontrarmos projetos com prazos arrojados e custos extremamente controlados.

Para conseguir atender às expectativas dos clientes, muitos gestores de projetos utilizam o guia de melhores práticas do PMBOK (Project Management Body of Knowledge) em seus empreendimentos. O PMBOK, publicado pelo PMI (Project Management Institute), é um guia baseado em processos que devem ser realizados durante todo o ciclo de vida de um projeto.

O PMBOK reúne as melhores práticas utilizadas na gestão de diversos projetos ao redor do mundo. Além de ideias inovadoras, o guia é uma espécie de enciclopédia da gestão de projetos. É válido ressaltar que o PMBOK não é uma metodologia, mas sim um guia que não determina como os projetos devem ser gerenciados, mas sim demonstra um conjunto de conhecimentos e técnicas que funcionaram em projetos semelhantes aos seus.

Mas, você sabe quais são os grupos de processos segundo o PMBOK? Se não, continue a leitura deste artigo e descubra!

Grupos de processos de iniciação

Os processos de iniciação são utilizados para formalizar o início do projeto ou de uma nova fase de um projeto existente. Oficialmente, é aqui que é dado o “start” em um projeto.

Caso se tenha um projeto subdividido em diversas fases, em cada uma delas deve-se abordar os termos dos grupos de processos de iniciação. Nesta fase, é preciso ressaltar que o início de um projeto só deve ser realizado após a obtenção da autorização dos responsáveis, devidamente documentada e arquivada.

Nesse processo, a definição do escopo e a liberação dos recursos financeiros iniciais para se começar o projeto são realizadas. Além disso, nessa fase se tem a possibilidade de avaliar se o projeto deve ser interrompido, continuado ou adiado.

Grupo de processos de planejamento

O grupo de processos de planejamento é um dos processos mais complexos que existem. Ele é responsável pela avaliação de todas as variáveis que comporão o projeto e suas tratativas até o seu encerramento.

Independentemente do tipo de projeto a ser realizado, as principais variáveis que são tratadas no planejamento são o escopo, o cronograma, os custos, os riscos e a qualidade do produto.

O planejamento do projeto é uma etapa que deve ser realizada de forma contínua e progressiva. Durante a execução das atividades, mais informações serão coletadas e, assim, será possível refinar como será a execução das etapas adiante, principalmente nos quesitos prazo, custo e qualidade.

Um planejamento bem realizado é capaz de definir o caminho crítico, economizar recursos, prever os principais riscos e garantir que todo o processo de execução ocorra da melhor maneira possível. O ato de se pensar previamente em como executar um empreendimento também é fundamental para que se criem soluções e métodos executivos inovadores, facilitando a materialização do que foi proposto.

Após a definição de um cronograma detalhado, será possível realizar uma estimativa dos principais custos a serem despendidos. Quando bem realizada, a etapa de planejamento se torna uma excelente fonte de informação para a confecção do orçamento.

Outrossim, o planejamento será crucial para que o gestor possa conhecer o empreendimento em sua totalidade, tendo ciência de todas as etapas e fases, podendo interferir positivamente na delegação de tarefas e na tomada de decisões.

Grupo de processos de execução

É neste processo que ocorre toda a execução e atingimento dos objetivos propostos pelo projeto. Todo o trabalho que foi definido no plano de gerenciamento do projeto é executado nessa fase.

O grupo de processos de execução é o principal responsável por consumir a maior parte do orçamento e tornar real o que foi imaginado e preconizado pelos sponsors.

Pode-se dizer, inclusive, que a execução é uma das fases mais importantes de todo o projeto. Além da materialização de todo o empreendimento, essa fase é fundamental para a avaliação do projeto, atualizar o planejamento, rever os riscos e, se necessário, mudar alguns planos do gerenciamento.

Grupo de processos de monitoramento e controle

No monitoramento e controle, os processos são construídos para garantir a execução do projeto dentro do que foi planejado, medindo e reportando aos principais stakeholders.

O monitoramento e controle é a etapa na qual é realizado o acompanhamento, a revisão e o controle do progresso e desempenho do projeto. Todas as áreas afetadas devem ser identificadas, avaliando a necessidade de mudanças. Caso sejam necessárias, as mudanças devem ser realizadas o mais rápido possível, evitando que todo o projeto seja prejudicado.

Um exemplo clássico onde se deve realizar o monitoramento e controle é na gestão dos riscos. Os riscos de um projeto podem ser alterados mediante algumas mudanças sutis em diversas áreas diferentes. Fatores mercadológicos, ações da natureza, decisões governamentais e o simples andamento das atividades podem alterar a ordem de prioridade dos riscos, podendo prejudicar ou beneficiar a sua gestão.

Portanto, é primordial o monitoramento e controle da matriz de riscos de um empreendimento. Porém, deve-se lembrar que um risco é uma condição incerta, podendo ser positiva ou negativa. Dessa forma, é necessário maximizar as oportunidades e mitigar as ameaças, buscando sempre o melhor cenário possível.

Grupo de processos de encerramento

O grupo de processos de encerramento é responsável por formalizar o final do projeto ou de uma fase, e registrar as lições aprendidas para uso futuro.

A formalização do encerramento de um empreendimento, ou de uma etapa do mesmo, ocorre devido à criação de uma série de documentos. São necessários a aceitação do cliente e do patrocinador, além de uma revisão pós-projeto.

Outro documento que deve ser produzido, e que será de grande valia tanto para você quanto para sua empresa e para os demais stakeholders, são as lições aprendidas. É imprescindível que se documente as principais estas lições, visando utilizá-las em projetos e/ou situações semelhantes no futuro.

O guia PMBOK é um dos materiais mais utilizados para gerenciar projetos ao redor do mundo. Porém, as melhores práticas podem não ser suficientes para garantir uma gestão efetiva e satisfatória em um projeto.

É interessante utilizar softwares voltados para esse setor. A automatização dos principais processos, a constante análise dos indicadores mais importantes e o fato de ter todas as informações na palma de sua mão são vantagens consideráveis.

Além da tecnologia, é necessário que os gestores busquem sempre novos conhecimentos e habilidades, procurando estar sempre atentos às inovações e modernizações disponíveis. Assim, é possível sair na frente dos concorrentes e mostrar o seu valor como profissional, alavancando sua carreira e se tornando um gerente de projetos de sucesso.

O que achou do nosso artigo? Se interessou pelo assunto? Que tal começar os novos conhecimentos agora mesmo? Leia nosso artigo sobre Scrum e PMBOK e descubra se é possível combiná-los.

gestão de projetos empresariais

5 técnicas para melhorar a gestão de projetos empresariais

O gerenciamento de projetos está se tornando uma prática cada vez mais comum nas principais empresas do Brasil e do mundo. Apesar de os programas serem empreendimentos únicos, com suas particularidades e objetivos específicos, existem alguns conhecimentos e ferramentas que podem melhorar a gestão de projetos empresariais.

Ter uma proposta que cumpra os principais requisitos como escopo, prazo, custo e qualidade é o sonho de consumo de qualquer gerente de projetos, não é mesmo? Infelizmente, a maioria dos programas executados ao redor do mundo fracassa em um ou mais pontos.

Para que um gerente de projetos consiga que os empreendimentos sob sua responsabilidade cumpram os marcos e propósitos estabelecidos, são necessárias algumas habilidades.

Que tal conhecer cinco técnicas para melhorar a gestão de projetos empresariais e conquistar diversos benefícios para o seu negócio? Continue a leitura deste artigo e aprenda!

1. Defina uma metodologia a ser utilizada

No âmbito da gestão de projetos, há diversas metodologias que podem ser utilizadas para melhorar os principais indicadores e os resultados de seus empreendimentos.

Existem opções que apresentam resultados mais significativos, focando sempre em melhorar a administração de projetos empresariais.

O guia de melhores práticas do PMBOK (Project Management Body of Knowledge), o Prince2 (Projects IN a Controlled Enviroment), o IPMA (International Project Management Association), FEL (Front End Loading) e o PM Canvas (Project Model Canvas) são algumas das principais opções do mercado.

Isso posto, é necessário definir qual metodologia será utilizada na gestão de seus projetos. Analisar cada uma das opções é fundamental para garantir que os empreendimentos sejam bem-sucedidos e vantajosos para os stakeholders.

Outro ponto que merece destaque é que a definição de qual metodologia será utilizada interfere diretamente no processo de implantação de um PMO efetivo.

2. Determine o escopo e cronograma

Uma técnica que certamente merece destaque é a definição do escopo e cronograma do projeto. O escopo nada mais é do que todo o trabalho que deve ser realizado para produzir o produto final, solicitado pelo cliente.

Portanto, é importante definir o que deve ser feito, pensando em todas as etapas necessárias para a materialização do projeto em questão. Ao detalhar o escopo, o gerente poderá visualizar a proposta em pacotes de trabalhos, subdividindo as tarefas em atividades menores e mais fáceis de serem executadas.

Já o cronograma, é o desmembramento dos pacotes de trabalho em atividades. A título de exemplo, a fundação de uma edificação seria um pacote de trabalho, enquanto a concretagem dos blocos seria uma atividade desmembrada.

Sendo assim, a elaboração de um cronograma permitirá que o gestor de projetos planeje a execução de cada uma das atividades desmembradas, definindo os recursos a serem utilizados e o tempo médio para a concretização de tais serviços.

Dessa forma, será possível realizar o planejamento completo do projeto, definindo o prazo de execução e facilitando o processo de orçamento e definição de custos.

3. Gerencie pessoas

Outra técnica excelente para melhorar a gestão de projetos empresariais se dá por meio do gerenciamento de pessoas. Apesar de o mundo estar cada vez mais tecnológico e automatizado, quem efetivamente coloca a mão na massa e participa ativamente da construção do produto final são as pessoas.

Então, é responsabilidade do gestor do projeto prover o melhor ambiente de trabalho possível para seus subordinados, possibilitando uma atmosfera propícia em termos de criatividade e produtividade.

Uma boa equipe vai muito além de excelentes profissionais. A qualidade e experiência de cada um deles é importante sim, mas também é fundamental que o gerente de projetos conheça a sua equipe e tenha ciência das habilidades, competências e preferências de cada um de seus profissionais.

Dessa maneira, a alocação de recursos e a delegação de tarefas serão etapas realizadas de maneira mais eficiente e funcional, obtendo os melhores resultados possíveis para o projeto e para a empresa como um todo.

O gestor deve estar sempre de olhos abertos para as relações interpessoais na equipe. Discussões e conflitos fazem parte do dia a dia, mas devem ocorrer de forma que não prejudiquem o ambiente interno da organização e os resultados dos planejamentos.

4. Atente para os riscos

Um dos principais vilões dos projetos ao redor do mundo são os riscos. Obviamente, todo empreendimento tem algumas ameaças inerentes, que devem ser monitoradas e controladas.

Para garantir que o seu projeto esteja protegido dos riscos, é necessário que o gerente crie uma matriz com as principais ameaças que podem afetar o caminho crítico do projeto. Além dos riscos, é interessante criar um plano de ação, caso eles venham impactar o programa.

É importantíssimo monitorar os perigos continuamente, uma vez que eles podem ter sua ordem de prioridade alterada devido a fatores externos (como situações mercadológicas ou ações da natureza), decisões da diretoria ou o avanço do cronograma. Se atente à ordem de prioridade das suas ações, buscando sempre a erradicação das principais ameaças.

Deve-se destacar, porém, que os riscos não são somente ações negativas. Eles englobam também oportunidades, que devem ser ampliadas e aproveitadas, melhorando os resultados do empreendimento e a gestão de projetos empresariais. Esse é mais um fator que demonstra a importância de se acompanhar os principais indicadores de um programa de perto.

5. Use e abuse da tecnologia

A tecnologia também é outro recurso que pode melhorar a gestão de projetos empresariais. Existem diversos benefícios de se utilizar plataformas específicas em seus empreendimentos.

Primeiramente, utilizar um software para a gestão de projetos pode otimizar a maioria dos processos, uma vez que você terá acesso aos principais indicadores na palma de sua mão. Além disso, os softwares utilizam o cloud computing como armazenamento, garantindo maior segurança aos seus dados e informações.

O processo de delegação de tarefas também pode ser otimizado e controlado, garantindo que nenhum profissional fique ocioso ou sobrecarregado. O uso desse tipo de sistema permitirá redução de custos, aumento da performance da equipe e maior facilidade de todo o processo de tomada de decisões.

Todavia, é fundamental que você busque por softwares que sejam fáceis de serem utilizados, sendo de grande valia para seus projetos. Não adiantará nada contar com sistemas que prometem entregar mundos e fundos, mas só oferecem problemas. Além do custo da tecnologia, você perderá tempo, o que é um fator importantíssimo!

Para concluir, a técnica final que destacamos é o conhecimento. Estude e pesquise novas informações no mercado, como Scrum e PMBOK, por exemplo. Assim, poderá adquirir novas habilidades para a sua carreira e agregar mais valor à sua gestão de projetos empresariais. O reconhecimento, tanto da empresa quanto do mercado, virá e será gratificante, não é mesmo?

E aí, gostou do nosso artigo? Busque sempre se manter informado sobre o mercado. Para isso, assine nossa newsletter e receba nossos conteúdos em primeira mão!

tratamento de não conformidade

Como fazer um tratamento de não conformidades em projetos?

Com certeza, já aconteceu de você estar à frente de projetos e surgirem imprevistos ou situações que geraram um resultado insatisfatório. Essa situação negativa pode ser trabalhada, mas, para isso, é preciso fazer um tratamento de não conformidade. É importante, portanto, saber que os processos ineficientes podem acontecer a qualquer momento, mas devem ser reduzidos para que a sua empresa evite os prejuízos. E a questão é: como conseguir isso?

Neste post, vamos apresentar como tratar as não conformidades de um projeto. O foco são as técnicas e ações que podem ser adotadas para que o resultado seja mais eficiente e resolutivo. Se você tem esse objetivo, acompanhe o artigo a seguir!

Conceito de não conformidades

Esses elementos estão relacionados aos processos que ocasionam resultados insatisfatórios, como produtos não conformes ou que não cumpriram determinado requisito/legislação, por exemplo, ISO 9000, ISO 14001 e por aí vai.

Em alguns casos, as não conformidades se traduzem em defeitos. Em outros, como geralmente ocorre com os projetos, são situações que não seguem os quesitos de padronização de práticas e métodos. Em qualquer dos casos, o produto, serviço, ou projeto está aquém do que é esperado pelo cliente.

O ideal é reduzir ou até eliminar as não conformidades. O segundo caso, porém, é quase impossível. Por isso, deve-se trabalhar para diminuí-las e tratá-las a fim de que o cliente obtenha o resultado esperado.

Tratamento de não conformidade

A melhor forma de evitar as não conformidades em um projeto é definir se seu escopo é condizente com o prazo e o valor para investimento. No entanto, um erro bastante comum, nas empresas, é ter esses três fatores desalinhados.

O resultado? O gestor pode perder o emprego. Por isso, é preciso analisar diversos indicadores para equilibrar as questões e chegar a um bom posicionamento no mercado. Assumindo essa posição, o gestor compreende os riscos que corre e o fato de que os problemas aparecerão. A partir disso, usa sua experiência para capitalizar o que puder nos âmbitos administrativos e financeiros para ter mais chances de alcançar o sucesso.

A finalidade, aqui, é ter mais eficiência, especialmente nos recursos que atrapalham o alcance de bons resultados, como mão de obra desqualificada, prazos, orçamento, entre outros.

Para mapear essas questões, é preciso atuar em quatro frentes:

  • identificação dos problemas: o surgimento da não conformidade exige seu tratamento imediato de acordo com os padrões aplicados durante todo o processo;
  • análise das causas: a não conformidade exige um tratamento adequado, que vá além da simples correção. Assim, evitam-se erros, retrabalho, custos desnecessários e desperdícios;
  • planos de ação: a finalidade é traçar uma estratégia acertada e eficaz, que considere o que, onde e quando a não conformidade aconteceu;
  • verificação de eficácia: o acompanhamento contínuo é necessário para que o tratamento seja colocado em prática. Nesse momento, vale a pena considerar as ferramentas adequadas aos processos.

Tenha em mente que a preocupação com a qualidade tem um custo menor do que com a não conformidade. Esse sempre deve ser o foco. No entanto, você precisa direcionar e saber alocar os recursos para evitar que novos problemas surjam.

Alguns fatores que ajudam no processo são:

  • conhecer a causa da não conformidade;
  • estabelecer soluções;
  • dimensionar o problema;
  • ter atenção aos detalhes.

Além disso, a equipe toda deve colaborar para evitar as ocorrências. Veja alguns exemplos de ações que podem ser tomadas:

  • treinar os colaboradores para que eles reconheçam uma não conformidade e saibam como proceder;
  • determinar indicadores passíveis de mensuração para acompanhar as não conformidades;
  • envolver a equipe no tratamento, não somente a área da qualidade;
  • usar indicadores e ferramentas adequados à organização e que sejam facilmente compreendidos.

Dicas para evitar a reincidência de não conformidades

As empresas costumam cometer alguns erros que ocasionam o retorno dos resultados insatisfatórios. Confira alguns deles e veja como não cair na reincidência de não conformidades:

1. Má coleta de informações

A análise feita para a não conformidade varia conforme as informações obtidas. É necessário que elas sejam centralizadas e relevantes. Assim, é possível encontrá-las sempre que necessário.

Lembre-se de que, para ter boas informações, você precisa entender a não conformidade e coletar o máximo de detalhes. Observe também os dados que, a princípio, são menores, porque eles tendem a ter grande influência.

Algumas técnicas que podem ser usadas nesse momento são: brainstorming, diagrama de Ishikawa e 5 porquês.

2. Conclusões precipitadas

Alguns fatores ocasionam a situação e levam à formulação de hipóteses. Isso pode ocorrer, por exemplo, em razão do não conhecimento sobre o tema, da análise superficial da concorrência, de avaliações anteriores de não conformidades similares, da falta de tempo etc.

É importante evidenciar que a análise da causa por meio de uma hipótese faz com que você tente provar que a suposição está correta. No entanto, isso pode levar ao bloqueio de outras informações. Ou seja, o restante do processo é direcionado por subjetivismos, e não dados coletados, resultando em ineficácia e desperdício de dinheiro, recursos financeiros e esforço.

3. Ações óbvias

A obviedade, muitas vezes, faz com que você não saiba o que fazer para que a não conformidade seja evitada. Afinal, se tudo fosse tão óbvio, grande parte dos problemas teria soluções fáceis.

Então, pense fora da caixa e conte com sua equipe durante o processo. Lembre-se de que qualquer ideia é válida, até as que parecerem absurdas. Afinal de contas, é isso que pode fazer você chegar ao sucesso.

4. Falta de envolvimento da equipe

Sua atitude pode ser a de centralizar a análise, mas é importante contar com outras pessoas que compreendam os processos na prática. São elas que executam as atividades no dia a dia e têm como indicar se o conceito poderá ser implementado e quais serão as possíveis consequências dessa decisão.

Além disso, contar com a ajuda dos colaboradores é uma maneira de obter novas ideias e pensar em estratégias que podem ajudar o projeto a ser mais bem-sucedido.

E você, já aplica essas estratégias para o tratamento de não conformidade na sua empresa? Ou ainda precisa melhorar alguns aspectos? Pense sobre isso e coloque as sugestões em prática. E não deixe de conferir mais dicas sobre assuntos relevantes para o seu negócio seguindo a gente nas redes sociais — Facebook, LinkedIn, Twitter, Google+ e YouTube.

Sistema Kanban

7 erros mais comuns cometidos no sistema Kanban

O sistema Kanban é um dos mais eficientes e utilizados quando o assunto é gestão de projetos. O problema é que muita gente não conhece o método profundamente, o que leva à ocorrência de erros simples e que poderiam ser evitados.

O resultado? Prejuízos à organização e ao andamento do projeto. Consequentemente, o sistema se torna o grande culpado dos problemas, quando, na verdade, tudo poderia ser evitado.

Neste post, vamos mostrar os sete erros mais comuns na aplicação do Kanban e o que você pode fazer para evitá-los. Confira!

1. Não considerar a cadeia de valor

As práticas de lean development consideram esse componente como um de seus elementos fundamentais. Analisar a cadeia de valor é uma atividade que pode ser realizada por meio de um mapeamento.

O mapa da cadeia de valor (VSM) permite compreender melhor o fluxo de atividades e identificar os desperdícios que ocorrem ao longo do processo. Essas perdas podem se tornar gargalos ou um elemento que está esperando para ser melhor trabalhado.

A cadeia de valor pode ser composta por diferentes etapas, como: pronto para desenvolver, desenvolvimento, revisão, teste e demonstração ao consumidor. No entanto, mesmo com esses elementos aparentemente identificados, é preciso levar em conta a parte do Business Analyst (BA) do projeto. Caso contrário, a equipe pode atropelar as atividades e não executar todas as etapas.

Nesse caso, é preciso parar, reunir todo o time e mapear a cadeia de valor. A partir disso, consegue-se ter uma visão mais ampla e que considera o BA. Assim, é possível realizar mudanças para tornar os procedimentos mais eficientes.

2. Colocar todo o processo no quadro

O Kanban é um sistema eficiente, mas colocar todo o processo no quadro não é uma boa ideia. O modelo fica confuso, e os colaboradores nem sempre compreendem o que é preciso fazer devido à grande quantidade de elementos.

O desdobramento dessa atitude é que você deixa de lado a simplicidade do método e torna a prática muito mais difícil. Outra consequência é que a equipe também deixa de atualizar o quadro, pois é cansativo parar o tempo todo para fazer isso.

O objetivo é entender como está o andamento do projeto e qual é o próximo passo. No entanto, não é necessário colocar todos os detalhes sobre isso. As questões menores podem ser discutidas com a equipe para evitar problemas na visualização do processo.

3. Não limitar o trabalho em andamento

O chamado Work in Progress (WIP) é o total de atividades executadas simultaneamente pela sua equipe. Apesar de isso parecer um sinônimo de produtividade, o ideal é limitar essas ações.

O principal motivo para tomar essa atitude é o fato de isso garantir que cada atividade leve um tempo menor para ser finalizada. Ou seja, o processo todo levará menos tempo para terminar.

Com isso, as etapas podem ser colocadas em produção mais rapidamente, sem contar que a equipe se torna mais ágil e flexível. Stakeholders também sentem mais confiança, pois os elementos são entregues frequentemente e de acordo com o cronograma.

4. Manter as políticas do projeto inflexíveis

A primeira coisa que você precisa saber sobre o Kanban é que ele deve refletir o que a equipe está fazendo — e não os processos que devem obrigatoriamente ser executados. Parece estranho, mas quando você ignora esse conceito, pode se tornar inflexível, o que é prejudicial ao projeto.

Portanto, sempre que for encontrada uma nova maneira de executar o trabalho, aproveite e modifique o processo e até mesmo a política adotada. Essa é uma medida que melhora o fluxo de comunicação e traz mais eficiência para as ações diárias.

5. Não começar com o sistema Kanban

Alguns gerentes acreditam que é melhor começar o projeto com a metodologia Scrum, para depois passar para o Kanban. Isso até pode acontecer, mas não é uma regra — nem deveria ser encarado como uma.

Na verdade, essa escolha depende de diferentes fatores. O Scrum, por exemplo, é melhor quando você já tem a equipe bem definida ou pode fazer isso facilmente. Já o Kanban, pode ser adotado em qualquer circunstância.

Afinal de contas, ele é mais fácil de ser aplicado. Porém, lembre-se de analisar cada projeto e considerar os fatores que interferem nele.

6. Trabalhar visando objetivos diferentes

O quadro do Kanban pode ser dividido em duas partes: a de cima apresenta ações mais importantes, enquanto a de baixo foca nas tarefas de desenvolvimento, como as de interface, lógica de negócio e base de dados.

Nesse caso, o projeto é trabalhado com a segmentação em linhas horizontais. Porém, essa medida não oferece o valor completo ao cliente, o que significa que essa atitude não é a mais indicada.

Quando a equipe atua dessa forma, nem sempre foca no término de determinada atividade. Muitas vezes, uma nova ação é colocada em andamento antes de outra terminar. Isso faz com que não se entregue valor para o cliente e as tarefas diárias fiquem confusas.

7. Não dimensionar o projeto

Esse trabalho nem sempre é realizado de forma adequada, e isso pode trazer prejuízos ao andamento do projeto. O primeiro passo é definir os Minimum Marketable Features (MMFs), lembrando que eles não devem contemplar grandes partes do sistema.

Quando os MMFs abrangem essas grandes partes, os cartões se movem ao longo do Kanban, mas o ciclo de tempo é mensurado erroneamente devido às características desconhecidas.

O ideal é responder às perguntas e pensar melhor sobre as incógnitas. Assim, é possível gerir melhor a produtividade e o projeto, o que reduz significativamente o ciclo de tempo mensurado.

Portanto, o Kanban é um método interessante e que pode ser adotado na sua empresa. No entanto, é preciso ter atenção a diferentes aspectos e aos erros que citamos ao longo deste post. Fazendo isso, suas chances de sucesso serão maiores, com um projeto adequado e que agrega valor.

Entendeu como colocar o sistema Kanban em andamento e de que forma evitar os erros relativos a esse método? Se gostou deste conteúdo, aproveite e compartilhe-o nas suas redes sociais!

Retorno de Investimento de projetos

Como mensurar o ROI de um projeto?

Lucrar mais, evitar os riscos e conhecer a verdadeira rentabilidade de uma iniciativa são ingredientes que aguçam qualquer gestor, não é mesmo? Justamente por isso, saber calcular o Retorno de Investimento de projetos traz inúmeras vantagens para qualquer ação de uma empresa.

Uma das mais clássicas metodologias para estimar o potencial de um investimento, esse indicador é também muito prático e fácil de trabalhar. Ao contrário de outros cálculos, ele não requer procedimentos complexos.

Enfim, trata-se de um método compreensível para antever os ganhos e evitar as perdas. Então, ficou interessado? Continue lendo este post e confira nossas dicas para usar o ROI e alavancar sua carreira!

Entenda o conceito

O ROI (Return On Investment ou, em português, Retorno Sobre Investimento) é uma das maneiras mais tradicionais de se fazer a previsão dos prováveis proventos até pela facilidade de sua utilização. Grosso modo, ele aponta uma relação entre o capital investido e os possíveis ganhos.

Outras operações, como o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Payback, exigem processos intrincados, que podem ser difíceis demais para quem não é da área econômica, financeira ou de contabilidade.

Já o Retorno de Investimentos de projetos mantém uma precisão bastante alta, mas dispensando contas baseadas em muitos detalhes numéricos.

A correlação entre dinheiro aplicado e lucro, na verdade, é como uma radiografia da aptidão de uma iniciativa qualquer para alcançar o sucesso. Organizações que utilizam a taxa conseguem projetos mais eficazes justamente porque aliam a ousadia aos pés no chão ao decidir sobre novos investimentos, negócios e expansões.

Além de medir as chances de êxito, o parâmetro mostra onde estão os erros e as distorções. Assim, num cenário em que algo não está dando certo, as boas práticas de administração recomendam o monitoramento do índice.

O ROI permite detectar os principais gargalos de produção de uma companhia. Por meio dele, os líderes podem enxergar os departamentos que mais lucram e os que mais dão prejuízo, por exemplo.

Aprenda a calcular o Retorno de Investimento de projetos

Como já foi mencionado, o método para calcular o ROI é simples, e deve seguir esta fórmula:

(Ganhos obtidos – gastos) / Gastos x 100

Traduzindo: encontre primeiro as expectativas de lucro de um empreendimento e reduza, desse total, aquilo que a organização investiu para viabilizá-lo. O resultado dessa subtração deve ser dividido pela quantidade despendida, e o quociente (solução que surge depois da divisão) precisa ser multiplicado por cem.

Vejamos um exemplo mais prático: suponha que uma indústria obteve proventos de 100 mil reais mediante a aplicação de 10 mil. Nesse caso, a conta ficaria:

(100.000-10.000) / 10.000 x 100.

Assim, o Retorno de Investimento de projetos obtido foi de 900% — ou nove vezes o valor aplicado. Se o ROI fosse de 30%, isso significaria que a cada 100 reais injetados seriam retornados outros 130, dos quais 30 seriam de lucro. Simples, não?

Calcular essa projeção é elementar, mas computar os ganhos e todo capital aplicado, sem deixar nenhum item de fora, talvez não seja tão acessível assim. Por isso, veremos agora uma lista com três passos que vão servir de apoio preliminar. Confira!

1. Defina o valor do investimento

Embora o cálculo do ROI seja relativamente fácil, será necessário encontrar o valor do investimento e da perspectiva de ganhos.

Para obter o quanto de capital foi empregado, inclua os custos diretos adicionais de infraestrutura e de mão de obra, como aquisição de equipamentos, máquinas e softwares, treinamentos, seleção de novos profissionais e reformas de instalações.

Em seguida, faça uma estimativa sobre as despesas permanentes, aquelas que serão incorporadas aos custeios da firma para que o produto ou serviço seja disponibilizado ao mercado.

Nessa conta entram dados como novos profissionais contratados, aluguel para acomodações, assinaturas para uso de softwares, manutenção, energia elétrica, água, entre outros.

2. Estabeleça os ganhos

Esta é a fase na qual serão efetuadas as aferições de rendimentos. E o segredo, aqui, é inserir no bolo as expectativas de redução de custos que, ao final, representarão economia e menos gastos.

Por exemplo: a instituição adotou um sistema para captar água da chuva e utilizá-la no processo de produção. Com isso, existe a probabilidade de uma redução de 15% no consumo mensal de água da companhia. E essa diminuição entra como ganho — bem como, evidentemente, as previsões de novas receitas.

3. Estipule ROIs para, pelo menos, três cenários diferentes

Outra dica importante é recordar que a administração é ciência, não magia. Lembre-se que nem mesmo as agências de risco norte-americanas foram capazes de antecipar a bolha no setor imobiliário dos Estados Unidos em 2008. Por isso, seja cauteloso em suas previsões.

Ao estabelecer, pelo menos, três enquadramentos para a economia, sua organização terá menores chances de desvios na hora de encontrar o indicador. Imagine, então, um quadro pessimista, um realista e outro otimista.

Na prática, na hora de fechar as contas, você deve jogar para baixo as conjecturas sobre os ganhos no contexto menos favorável e, ao mesmo tempo, ampliar as chances de haver mais gastos nesse quadro mais hostil.

No cálculo realista, insira informações mais próximas do cotidiano mesmo. Já na última hipótese, na qual são programados resultados mais animadores, faça o contrário: aumente suas perspectivas de ganhos e reduza as de despesas.

Além disso, vale ressaltar que, na atual conjuntura brasileira, há muitas dificuldades de se realizar prognósticos — até para economistas renomados.

Isso porque a economia é diretamente afetada pela situação política: por causa da demanda por obras públicas, pela legislação que rege os segmentos e pela baixa confiança dos investidores em circunstâncias de incertezas.

Por essas razões, boa parte das empresas está preferindo aderir aos aplicativos especializados para calcular o ROI. Seja qual for a sua escolha, o índice será muito útil para manter o posicionamento da firma no mercado, assim como para tentar elevá-lo.

Conheça as aplicações práticas

Já dizia o poeta Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena” — mas, no mundo dos negócios, não é bem assim. Cada vez mais tem sido exigida de profissionais de gestão a habilidade de identificar os possíveis riscos. É um talento para poucos, mas muito apreciado em qualquer ramo.

E o que isso tem a ver com o ROI? É que, na prática, o índice mostrará se um negócio vale a pena ou não.

Outro apontamento dessa projeção é a eficácia de determinada ação para alcançar um objetivo específico. Até porque, com a análise, é possível comparar as opções de transações comerciais entre si e obter um prenúncio de qual delas oferece o maior potencial de lucratividade.

Bom, o conceito do índice se ampliou nos últimos, e vem abrigando novas aplicações.

Hoje, é viável usar o Retorno de Investimentos de projetos tanto de forma global, como em tarefas e iniciativas segmentadas. Assim, fica fácil perceber qual das filiais de uma rede vem conseguindo mais destaque positivo, por exemplo.

Também é simples descobrir qual delas tem mais prejuízos ou menor rendimento. Com esse quadro bem definido, torna-se mais provável o encontro de soluções para as unidades em que estão os problemas mais graves.

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, a empresa terá ainda mais condições de potencializar as áreas que já são um sucesso atualmente. E é por isso que o ROI é uma das ferramentas mais práticas para amparar novos empreendimentos.

Muitos profissionais de gestão de projetos têm dificuldades de visualizar a performance, e até de conhecer a verdadeira rentabilidade dos processos. Se for o seu caso, essa taxa vai ser a melhor opção, porque pode incidir sobre todo um projeto, ou seja, uma realização empresarial com início, meio e fim.

Quanto ao cálculo, valem as mesmas regras, seja para uma companhia, globalmente, ou para um setor específico de uma instituição que tem andamento regular, permanente. Será necessário fazer a previsão de gastos e antever, com a máxima exatidão, os valores estimados de lucro.

Dessa forma, a avaliação de retorno mostrará o impacto financeiro do projeto, ajudará a definir as prioridades e medirá a eficiência e a influência dessa atividade em questão no sucesso de um negócio.

Por fim, essa análise ainda proporciona previsões sobre ações e objetivos mais difusos.

Suponha que a meta, em vez de lucrar por meio de uma expansão ou do lançamento de um novo produto, por exemplo, seja a de melhorar a imagem corporativa e institucional de uma firma. Imagine ainda que a companhia, para alcançar tal propósito, está investindo pesado em marketing.

Nesses casos, basta somar a quantia empregada nas estratégias de persuasão e programar quanto elas devem trazer de benefícios financeiros.

Descubra a infinidade de ramos que pode ser beneficiada

Além do enquadramento global e setorizado de uma mesma organização, o ROI oferece a oportunidade de contemplar uma diversidade imensa de setores.

O indicador tem serventia para projetos de tecnologia da informação, de indústrias papeleiras, de uma instituição da construção civil, de escolas, de lojas de varejo, e até mesmo de marketing. Afinal, como a propaganda serve a quase todos os setores da economia, o leque de opções da análise fica ainda mais aberto.

Falando em publicidade, vejamos um exemplo que está muito na moda dentro da área: o marketing digital.

Apenas para esse modo de propaganda, dá para calcular, no mínimo, cinco tipos de ROIs diferentes: um para o e-mail marketing, outro para as mídias sociais, um terceiro para as campanhas do Google AdWords, outro para o blog corporativo e, finalmente, um quinto específico para as técnicas de SEO (Search Engine Optimization, da sigla em inglês).

Assim, ao aplicar a projeção sobre as táticas de marketing digital, serão encontradas respostas para perguntas como:

  • Qual canal gera mais lucro?
  • Qual tem maior visibilidade?
  • Qual deles tem taxas significativas de rejeição?
  • O atendimento ao cliente está contribuindo para a fidelização ou deixa a desejar?

Também é uma alternativa adequar o ROI para empresas de tecnologia da informação. Nessa hipótese, no instante em que for calcular os gastos, procure levantar o volume de falhas em determinado período, o tempo médio para resolvê-las e o custo do sistema parado por hora.

Acrescente esses dados nas contas sobre as despesas, use a mesma fórmula e chegue ao resultado específico para o ramo de TI.

Ainda, o indicador pode ser aproveitado pela indústria, e não apenas na relação entre os produtos e os clientes. Há situações em que a análise é feita para circunstâncias muito específicas, como, por exemplo, para avaliar a eficácia do designer de uma embalagem.

As caixas de leite que substituíram as antigas sacolas de plástico, por exemplo, reduziram o desperdício de gigantes dos laticínios.

O que houve foi uma melhora no método de estoque, que favoreceu as companhias — embora a praticidade das Tetra Park tenha trazido benefícios também aos compradores da mercadoria.

Aliás, o recipiente que guarda um produto influi muito na hora de o consumidor fazer a escolha por ele. E o melhor disso é que é possível mensurar a capacidade de uma embalagem de atrair compradores pela taxa que estamos apresentando neste texto.

Enfim, como podemos ver, o ROI tem a competência de efetuar projeções sobre qualquer ação, investimento ou empreendimento que tenha como propósito alcançar melhores rendimentos no futuro.

Ele ressalta onde o trabalho está sendo bem-sucedido e os lugares ou estágios nos quais erros e desvios têm sido mais comuns.

Grosso modo, ele oferece suporte técnico para que os profissionais exerçam na prática as suas vocações e competências. E é por isso que é um instrumento para aprimorar e aperfeiçoar as habilidades essenciais de líderes e de colaboradores.

O Retorno de Investimento de projetos, portanto, proporciona mais condições para identificar e cortar gastos desnecessários, apoiar a detecção de erros e desvios, obter resultados positivos mais duradouros, dar suporte às tomadas de decisões e — o mais importante — para ajudar a aumentar os lucros.

Então, se a sua empresa estiver à procura de crédito para um novo projeto, esse indicador vai contribuir para o convencimento do credor de que se trata de uma opção viável. Afinal, com o ROI em mãos, será possível demonstrar mais transparência e ética profissional.

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inovação e liderança

Inovação e liderança: Conheça os Robo-bosses, o futuro da gestão de equipe

Para que sua empresa consiga alcançar os melhores resultados, tudo precisa correr bem. A tecnologia deve andar ao lado de seus processos, cuidando de minimizar os erros e simplificar rotinas, a fim de aumentar a produtividade do seu time. Investir em inovação e liderança também será fundamental para garantir o sucesso.

Gestores são responsáveis por guiar suas equipes sendo, portanto, peça fundamental na hora de inovar. Eles devem estar atentos aos padrões de mercado e prontos para decidir quando automatizar, terceirizar ou eliminar inteiramente um processo. Deles depende o resultado de um departamento inteiro, por isso a chegada de novidades como os robo-bosses é de interesse estratégico.

Conheça estes robôs e o que podem fazer pelo futuro da gestão de equipes neste artigo.

ROBO-BOSSES E SEUS BENEFÍCIOS NA GESTÃO DE EQUIPES

A Gartner, uma consultoria norte-americana especializada em decisões estratégicas, publicou em 2015 um relatório de impacto sobre as tendências que revolucionariam seu ambiente de trabalho. Ela constatou o avanço do número de postos de trabalho supervisionados por robôs. Estes chefes virtuais têm poder de decisão na carreira de pessoas reais e alteram substancialmente a dinâmica existente em termos de gestão de equipes.

Robo-bosses podem vir como software ou uma combinação entre software e hardware, capazes de gerir equipes de acordo com padrões estabelecidos. Essas normas de conformidade são informadas aos chefes robôs por meio de algoritmo e eles têm capacidade de processamento suficiente para avaliar se estão ou não sendo cumpridas.

É fácil antecipar que tipos de benefício isso pode trazer na prática para seu negócio. Através da tecnologia eles podem automatizar com muita eficiência atividades tais como:

  • Distribuir tarefas e orientar seus colaboradores a respeito delas;
  • Realizar estimativas de prazo;
  • Definir quais são os membros ideais para integrar uma equipe com base em sua performance;
  • Avaliar o custo total de um projeto.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, COMPUTAÇÃO COGNITIVA E O DESEMPENHO DO SEU NEGÓCIO

Os avanços em inteligência artificial hoje possibilitam que falemos de computação cognitiva, ou seja, aquela dotada de poder de decisão. Os softwares dos robo-bosses são capazes de processar grandes volumes de dados e analisar imparcialmente o que é benéfico ou não para sua empresa.

Tomar decisões de menos risco para seu negócio é o grande objetivo desse tipo de ferramenta, que não elimina a necessidade de gestores reais. Os robo-bosses são auxiliares dos gerentes de projeto e podem funcionar instrumentando a tomada de decisões e dando know-how suficiente para que ela esteja embasada em precisas análises de mercado ou premissas próprias.

A parte do trabalho automatizada por eles é suficiente para que os recursos humanos estratégicos de uma empresa possam investir tempo em decisões menos rotineiras, para a qual os robôs ainda não estão preparados.

A CONTRIBUIÇÃO DOS ROBO-BOSSES NA GESTÃO DA PRODUTIVIDADE

Muitas das ferramentas de produtividade que você utiliza funcionam como robo-bosses. É o caso de instrumentos de gestão que avaliam as horas de trabalho de seus colaboradores, a fim de te auxiliar a definir orçamentos com precisão, por exemplo.

As métricas obtidas são um relatório qualitativo para a tomada de decisões que a depender do sistema, pode ser automática. Esse tipo software será fundamental a partir de agora para garantir a obtenção da melhor produtividade possível.

É que os robo-bosses abrem novas possibilidades para sua organização desenvolver-se também em inovação e liderança. Implementá-los vai resultar em menores índices de erro, maiores taxas de satisfação e um aproveitamento melhor do tempo de seus colaboradores. Empresas capazes de integrar chefes-robôs em suas rotinas saem na frente dos competidores e conseguem tornar seus fluxos de trabalho mais ágeis.

Se o grande diferencial da gestão de equipes ainda é a forma como gerentes conseguem integrar seu pessoal, os robo-bosses possibilitam tornar este processo ainda mais natural. Com ferramentas colaborativas capazes de informar colaboradores de suas tarefas e orientar sua execução, a comunicação interna fica mais clara.

Por sua natureza horizontal e interatividade, ferramentas produtivas dessa natureza vão ajudar seu ambiente de trabalho a se tornar mais integrado. Feedback entre equipes e a supervisão do andamento de projetos ficam simples através dessas aplicações.

Nascidos da necessidade de melhor gerir equipes, esses robôs fazem parte da rotina de trabalho de muitas empresas, inclusive as brasileiras. Eles respondem principalmente à cobrança por agilidade e trazem imensa vantagem competitiva, já que organizam os processos da sua empresa e ajudam a reunir, em um só lugar, tudo que há de relevante sobre um projeto.

INOVAÇÃO E LIDERANÇA QUE GERAM RESULTADO

Investir em robo-bosses para auxiliar na gestão de seu pessoal é garantia de bons frutos. Para que sua empresa consiga satisfazer as necessidades de consumidores cada vez mais exigentes será necessário implementar uma tecnologia capaz de controlar a qualidade e produtividade do seu negócio.

Um software de gestão inteligente oferece eficácia sobre processos, diagnóstico claro dos riscos e uma compreensão mais exata de cada projeto que sua empresa assumir. Isso significa economia de recursos e segurança na obtenção de resultados, além de um maior controle dos indicadores de desempenho relevantes para sua organização através de monitoramento e auditorias periódicas da atuação de seu time.

SINERGIA ENTRE OS MEMBROS DA SUA EQUIPE

Robo-bosses dão a gestores uma visão privilegiada de como seus projetos estão se desenrolando e antecipam a necessidade de ajustes, o que torna o trabalho da liderança mais fácil. Sua utilização contínua torna o planejamento mais simples e gera informações capazes de prever como sua equipe vai se sair no futuro.

Esse entrosamento maior com seu time, fundamentado em estatísticas reais de produtividade, será estratégico na hora de gerar orçamentos mais precisos, auferir a satisfação do cliente e determinar indicadores de performance capazes de compreender melhor suas necessidades.

Uma boa gestão evolui de maneira constante e depende de alimentar aspectos estratégicos em seu potencial. A maioria das empresas ainda conta com estruturas pesadas e não investe o suficiente em tecnologia, o que faz com que percam diversas oportunidades.

O reconhecimento da necessidade de investir em inovação e liderança é, por si só, um diferencial.  Conheça o que faz um bom líder e aprenda a ser um melhor gestor através do nosso guia de carreira.

gestão da inovação

Como incorporar a gestão da inovação no seu negócio?

A importância de inovar para se manter competitivo levou à necessidade de implementação de técnicas de gestão da inovação, que vão mudar a cultura de sua empresa.

Criar produtos, serviços e encontrar novas oportunidades de negócio não é só questão de pesquisa e muitas horas de trabalho. A cultura empresarial, sua equipe e o modo como os gestores posicionam a importância de fazer diferente é fundamental para que ela funcione e dê resultados.

Muitos gestores cometem o erro de se preocuparem apenas com operações em curto e médio prazo, perdendo a oportunidade de detectar o que o negócio pode fazer além dos concorrentes. A disciplina de gestão da inovação surge como uma maneira de guiar esses marinheiros de primeira viagem na condução de iniciativas que tornarão sua empresa um celeiro de ideias, oferecendo a oportunidade para que seus colaboradores integrem esse processo de maneira ativa.

Outros conhecem a necessidade de inovar para se manterem atuantes, mas conduzem o processo de forma pouco produtiva e não aproveitam tudo o que a inovação pode fazer por suas companhias.

Horas de brainstorming, equipes isoladas e projetos descontinuados lhe parecem familiares? Aprenda como aprimorar tais instrumentos e obter mais do processo de inovação com a ajuda deste artigo!

Planejamento, definição de metas e estruturação do processo inovativo

Um dos erros mais comuns é a definição de como inovar. A busca por atividades que conduzem a soluções criativas pode ser um grande desafio, levando a horas de trabalho desperdiçadas e poucos resultados. Para evitar isso, é preciso ter um plano de ação e saber o que seu empreendimento pretende obter do processo inovativo.

Mas como criar algo novo de forma direcionada, se não sabemos quais serão as soluções e propostas adequadas ao problema que temos em mãos?

Limitar o escopo da inovação não é exatamente sinônimo de direcioná-lo, o que deve ser prioridade aqui. Ao dar início a uma busca por soluções, temos algumas variáveis conhecidas: a sua área de atuação, as especialidades de seu time e o problema em questão.

Fazer com que essas variáveis funcionem de maneira harmoniosa é o desafio, que passa pela definição de quem participará do processo e de um orçamento para a geração de resultado, o que direciona os esforços de sua equipe de forma clara. Quando falamos em definir metas, essa deve ser a prioridade de gestores ao pensar em inovação.

Configurando equipes eficientes para a gestão da inovação

Multidisciplinaridade deve ser palavra de ordem na hora de escolher quem vai compor seu time de inovação e é um dever dos gestores conhecer bem o bastante seus negócios para que isso não seja um desafio. A composição deve ser feita com pelo menos um profissional de cada uma das suas áreas de atuação e priorizar os mais dinâmicos. Busque quem sabe trabalhar em equipe e consegue ouvir as ideias dos outros, construindo parcerias fortes entre profissionais de nichos distintos. É essa comunicação integrada entre eles que vai oferecer espaço para descoberta. E garantir que ela aconteça de forma harmoniosa, é parte de uma boa gestão da inovação.

Integrando equipes e combinando ideias

Combinar ideias e construir conhecimento novo só será possível se esse processo tiver alguém para conduzí-lo, mantendo em mente aquele planejamento que foi feito na primeira etapa. Sua empresa pode se beneficiar também do uso de ferramentas colaborativas que vão encurtar distâncias e diminuir os custos nessa inovação, como o Google Docs e OneDrive.

Misturar ideias para chegar a novas conclusões é a forma mais fácil de dar início a este processo. Com um problema em mãos é hora de fazer uma reunião entre os departamentos e um brainstorming com sugestões, críticas e comentários da equipe designada. Muitas vezes o erro é investir demais numa solução que só tem aspectos de uma natureza, como uma nova estratégia de marketing que não leva em consideração as capacidades logísticas do seu empreendimento. Para fugir desse tipo de problema tente misturar um pouco as coisas, combinar insights de múltiplos profissionais e construir a partir daí uma solução única e com a sua marca.

É isso que vai garantir que estamos realmente trabalhando com inovação e não apenas aperfeiçoando aquilo que já fazemos. Comunicação, integração e troca de aprendizados são essenciais para uma boa gestão da inovação.

Avaliação contínua

O que torna o processo de gestão da inovação eficiente para seu negócio é a avaliação contínua de como esse processo está sendo realizado. É preciso reavaliar durante todo o tempo como as soluções criadas se diferenciam do que já existe, se elas funcionam do ponto de vista do custo-benefício e qual o potencial na criação de novas oportunidades de negócio para sua empresa que pode advir delas.

Avaliar a qualidade da geração de ideias e das ideias em si é o que diferencia um processo inovativo de sucesso, e deve ser feito ao longo de todas as etapas. Isso garante que sua empresa não vai investir errado em soluções que não são tão viáveis tecnicamente ou podem custar mais caro que as já atualmente implementadas.

Senso crítico será essencial durante todo o processo, da geração de ideias até a prototipagem.

Implementar uma boa gestão da inovação vai garantir que sua empresa esteja na frente dos concorrentes, gere conhecimento e construa para si um futuro. Processos e operações estão em constante evolução, mas também negócios. Entender que eles devem se adaptar e ampliar seus escopos para que estejam prontos para o futuro é parte do processo inovativo, que não funciona apenas na hora de diferenciar o que você faz dos concorrentes.

Para inovar, será preciso estabelecer uma liderança clara, criar equipes capazes e perder a vaidade, aprendendo a ouvir as ideias de todos ao seu redor e retirar delas o que tem maior potencial para impactar seu negócio.

E aí, gostou desse conteúdo? Agora recomendo que você conheça os benefícios da liderança situacional e aprenda por que a figura do gestor será tão importante nesse processo.

gestão da inovação

Como a Gestão da Inovação Afeta a Competitividade da Sua Empresa?

A inovação é tratada, frequentemente, de forma superficial dentro de algumas empresas. Isso ocorre, na medida em que a inovação, nos modelos mentais cotidianos, é sempre relacionada à introdução de tecnologias de última geração, que revolucionam a produção dentro de uma empresa. Mas a gestão da inovação que irei abordar aqui, ocorre de forma completamente diferente!

Ela representa um modelo empresarial que busca incrementos constantes na competitividade, utilizando desde ações bem simples e pontuais até mudanças radicais nos rumos de uma empresa.

Assim, por não se tratar de introduções pontuais de tecnologia, é essencial a gestão de inovação, pois ela se enquadrará em uma estratégia de constante nutrição, em que novas medidas são tomadas continuamente na empresa. Ela se contrapõe, portanto, ao modelo tradicional de inovação, constituído de atos isolados sem coerência e integração.

Por isso, confira a seguir como a gestão da inovação afeta a competitividade da sua empresa!

Por que a gestão da inovação tende a melhorar a competitividade de sua empresa?

Não há empresário, hoje em dia, que discorde do valor agregado pelas práticas inovadoras: já é um lugar-comum. Dizer que sua empresa precisa inovar é o mesmo que dizer que um ser vivo precisa de respirar.

Porém, o que muitas empresas ignoram é como a gestão de inovação pode mudar completamente a competitividade de uma empresa. Como há vários modelos de práticas inovadoras, com a gestão de inovação, será possível empregar cada uma no momento certo, com as ações corretas, divulgação adequada, etc.

Primeiramente, você deverá compreender que nem toda a inovação revoluciona os seus processos internos e seus produtos. Há inovações que agem minimamente, mas que, em conjunto, otimizam a competitividade de sua empresa no mercado. São pequenos ganhos em produtividade e em redução de custos que, ao final, fazem toda a diferença.

Outro aspecto essencial se deve ao fato de os consumidores atuais, esperarem sempre alguma novidade. Assim, sua empresa também deverá planejar ações que promovam grandes mudanças visíveis para o seu consumidor, afinal, a inovação tornou-se um fator importante na determinação da longevidade e do sucesso das empresas modernas, sendo necessário sempre uma reformulação das ações de inovação.

Há dois tipos de inovação quanto ao seu escopo, e é fundamental compreender ambas para manter a competitividade. Os clientes não querem mais só melhores serviços, querem novos melhores serviços. Portanto, sua empresa deve ter sempre um planejamento sobre quando e como executar pequenas e grandes inovações.

O que é e quando implementar a inovação incremental?

A inovação incremental é composta por uma série de pequenas melhorias ou upgrades feitos em produtos, serviços, processos ou em métodos já existentes dentro da carteira de uma empresa. As mudanças implementadas por meio de inovações incrementais são, geralmente, focadas em melhorar a eficiência do desenvolvimento de um produto já existente, da produtividade e da diferenciação competitiva.

Muitas empresas usam a inovação incremental para ajudar a manter ou melhorar a posição no mercado de um produto. Em muitos mercados, um programa de inovação incremental constante é essencial para a manutenção de uma marca. Ou seja, não provoca crescimento algum, mas, se não inovar, os consumidores não mais se identificarão com o produto.

Por isso, a inovação incremental se tornou uma tática comum na indústria para conquistar novos mercados! Quer um exemplo do cotidiano? O iPhone. Os usuários não esperam mais somente uma melhoria no desempenho e nas funções do aparelho. Como essa marca cresceu trazendo como característica a inovação, os clientes esperam funções inéditas e um design completamente novo, mas que ainda mantenham a identidade do produto original.

E quando ocorre a inovação radical?

O oposto da inovação incremental é a inovação radical ou disruptiva. A inovação radical ocorre quando um novo produto, serviço, processo ou estratégia é introduzido no mercado, mas é projetado para ter um impacto significativo, substituindo completamente tecnologias e métodos existentes. A inovação radical exige, portanto, um investimento significativo de tempo e recursos, ao contrário da incremental que é muito mais segura.

Embora a inovação incremental seja mais comum, as empresas, muitas vezes, utilizam ambas as estratégias de inovação. Por exemplo, uma inovação radical pode ser utilizada para introduzir um produto no mercado e, se for bem-sucedida, a empresa utilizará a inovação incremental para melhorar o produto constantemente e mantê-lo sempre competitivo.

Como fazer a gestão da inovação em mercados competitivos?

Um negócio não precisa fazer mudanças radicais o tempo todo! Pelo contrário, se o seu produto muda constantemente, seu consumidor rapidamente perderá a identidade que criou e migrará para seu concorrente.

Portanto, o primeiro passo para gerir a inovação de sua empresa é conhecer bem seus consumidores e entender o ciclo de consumo deles, pensando na seguinte pergunta: quando eles começam a desejar uma inovação radical?

Utilizando o exemplo da Apple, a cada ano, eles desejam uma mudança radical no iPhone. Nesse meio tempo, no entanto, eles continuam a esperar pequenos e grandes incrementos seja nas atualizações ou nos modelos intermediários.

Você, certamente, já deve ter presenciado um amigo reclamando que faz tempo que não há uma atualização para o iOS ou, então, que um novo modelo de iPhone ainda não é lançado. A nova estratégia do capitalismo é justamente esta: manter os consumidores viciados em inovação de maneira que o consumo permaneça sempre aquecido e mantenha o crescimento do mercado!

Mas atenção, por essas razões e a crescente competitividade no mercado, o ciclo de vida dos produtos está ficando cada vez mais curto. Isso vem obrigando as empresas a reduzir o tempo de mercado. Os gestores da inovação devem, portanto, estar sempre prontos para diminuir o tempo de desenvolvimento, sem sacrificar a qualidade ou a satisfação do seu mercado consumidor.

Atualmente, as empresas enfrentam um desafio: elaborar um cronograma de inovações que mantenha o consumidor sempre muito motivado, antes que o concorrente o faça! Ou seja, suas equipes deverão planejar, simultaneamente, mudanças radicais, ao mesmo tempo em que trabalham com a incrementação dos produtos de sua carteira. É um desafio e tanto!

Quer saber, agora, como fazer a gestão da inovação, mantendo a qualidade dos seus projetos e a competitividade? Leia o nosso artigo: A importância da gestão da qualidade em projetos!

metodologias de gestão

3 Metodologias de Gestão que Podem Mudar o Seu Negócio!

Modelos e metodologias de gestão são constantemente reinventados e propagados no ambiente corporativo. A grande questão é que sua utilização não deve ser engessada, se atendo a cada detalhe, com o gestor se desdobrando para se adaptar a cada nova metodologia de gestão, mas sim o contrário. Metodologias vem e vão, e, na maioria das vezes, são inspiradas em concepções já existentes.

Ou seja, as tendências podem mudar e isso não deve significar a completa reestruturação da administração da empresa, mas sim uma adaptação aos novos conceitos.

Dito isso, ainda que a cada vez mais acirrada competitividade faça nascer formas mais eficientes de gestão, por outro lado, conceitos antigos também se mantém firmes ao longo dos anos.

Pensando nisso, listamos algumas ferramentas que podem fazer toda a diferença no seu negócio!

PDCA

O ciclo PDCA recebe esse nome, pois, em inglês, se refere à inicial de cada uma das etapas que o constituem:

  • P: de planejar (Plan);
  • D: de fazer ou executar (Do);
  • C: checar, analisar ou verificar (Check);
  • A: agir de maneira a corrigir possíveis erros ou falhas (Action).

O PDCA é muito utilizado por organizações que se empenham em melhorar seu nível de gestão por meio do controle eficiente de processos, parametrizando informações e reduzindo os erros na tomada de decisões importantes.

Para melhor entender do que se trata o ciclo PDCA, veja um breve detalhamento de cada estágio:

Planejamento

Esforços bem planejados são primordiais para o ciclo PDCA, pois impedem erros futuros e se convertem em ganho de tempo. O planejamento deve ter como foco a missão, visão e os valores da empresa, definindo metas e objetivos e o melhor modo de atingi-los.

EXECUÇÃO

Após um planejamento cauteloso, as ações devem ser postas em prática à risca, ou seja, não se deve atropelar etapas, muito menos improvisar, o que frustraria todo o ciclo PDCA. Basicamente, a fase da execução é delimitada em outras três: capacitação das equipes e gestores, coleta de dados e, posteriormente, avaliação.

Checagem

Essa é a etapa na qual são identificados eventuais erros no projeto. Os resultados obtidos são medidos por meio da coleta e do mapeamento de processos ao término da execução. A verificação deve ser realizada de duas formas: em paralelo à execução, de modo a se assegurar que o trabalho está sendo feito da melhor maneira, e ao final dela, para uma análise mais criteriosa, que possibilite os ajustes necessários.

Ação

A ação é a etapa em que são colocadas em prática as ações corretivas, atentando para o aperfeiçoando do projeto continuamente. É, ao mesmo tempo, fim e começo, afinal, depois de uma minuciosa apuração do que tenha causado falhas anteriores, todo o ciclo PDCA é recomeçado com novas diretrizes e parâmetros.

BSC

O BSC, ou Balanced Scorecard, é uma ferramenta de planejamento estratégico que consiste na definição muito clara das metas e estratégias da entidade, visando aferir o desempenho empresarial por meio de indicadores quantificáveis e verificáveis.

Basicamente, o método se fundamenta em determinar, de modo equilibrado, as relações de causa/efeito entre quatro indicadores de avaliação das empresas:

  • Financeiro: criar novos indicadores de desempenho para que os investidores possam potencializar a rentabilidade de seus investimentos;
  • Clientes: conhecer o índice de satisfação dos clientes em relação à empresa;
  • Processos internos: a corporação deve se empenhar na identificação de produtos problemáticos, se foram entregues no tempo previsto e investir na inovação.
  • Aprendizado e crescimento: corresponde à competência de motivação do pessoal e a uma melhora estrutural da informação na empresa.

O BSC prevê que os quatro indicadores estejam aplicados de acordo com os objetivos propostos pela empresa, quer dizer, estando equilibrados (balanceados), a organização conseguirá um melhor desempenho, viabilizando a concepção de novas estratégias.

GDP

A metodologia do GPD (Gerenciamento pelas Diretrizes) é usada para garantir a consistência e suficiência das ações ao longo do desenvolvimento das metas, assegurando que haja coerência entre os indicadores utilizados durante a avaliação da implantação das estratégias e aqueles usados na averiguação do desempenho dos processos.

O processo começa com um quadro de resumo de metas, que, depois de validado pelo superior imediato, é compartilhado no Workshop Contrato de Gestão, cujo intuito é também disseminar e alinhar as metas entre os gestores dos diferentes setores. Nesse workshop, também devem estar os diretores, sendo que a condução do Workshop é de responsabilidade do presidente da empresa.

Feito isso, começa a segmentação dos itens de controle com base no documento Plano de Medidas. Nesse é verificada a demanda por ações extras na rotina, que proporcionarão o alcance de determinada meta.

O próximo passo é o preenchimento dos Planos de Ação. É também oportunidade de avaliar a necessidade de interfuncionalidades, por meio do preenchimento do formulário Matriz de Interfuncionalidade, exigindo uma negociação com os departamentos envolvidos sobre as condições e prazos para alcançar as metas. É um processo sucessivo, aplicado até o último nível gerencial.

Depois de finalizada essa etapa, todos os níveis hierárquicos precisam executar e atualizar os seus planos de ação e, na ocorrência de qualquer desvio, o superior deve ser comunicado imediatamente, para que realize uma análise das causas e gere um relatório de reflexão para cada meta.

Finalmente, o calendário anual de reuniões é cumprido, no qual os eventos são definidos e realizados regularmente, nos diversos patamares gerenciais, iniciando sempre do nível mais baixo para o mais alto. Nesses encontros são monitorados os Itens de Controle, de Verificação, o avanço dos Planos de Ação e os Relatórios de Reflexão do mês anterior, eventos nos quais é anotado em uma Ata de Reunião tudo o que foi discutido e acordado, distribuindo o documento entre aos participantes e partes envolvidas.

A integração das metodologias de gestão

É necessário, sobretudo, verificar as particularidades de cada empresa. De todo modo, não são metodologias necessariamente excludentes, podem sim ser aplicadas em conjunto, tendo uma ou outra característica de maior enfoque, a depender do segmento em que for implementada.

Por exemplo, o BSC pode definir estratégias utilizadas pela técnica GDP em seu desdobramento, desde o topo da empresa até a menor unidade de negócios. O GDP também pode ser utilizado conjuntamente com o PDCA, de forma que as ações empreendidas garantam os resultados pretendidos por meio de indicadores específicos.

De todo modo, não basta conhecer as melhores metodologias de gestão, sem que seja exercida uma boa liderança, conquistando o engajamento das equipes e da alta gestão. Caso você queira desenvolver essa habilidade, leia o nosso artigo: “Como ser um bom líder: aprenda a evoluir como gestor”.