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Categoria: Projetos

plano de projeto

PM CANVAS: O plano de projeto morreu?

Muitos especialistas afirmam que o Plano de Projeto morreu com a chegada do PM Canvas. Será mesmo? A seguir, vamos conhecer mais sobre o PM Canvas para saber se ele realmente irá substituir definitivamente o Plano de Projeto.

O que é o PM Canvas?

O Project Model Canvas é uma adaptação do Business Model Canvas para a área de gerenciamento de projetos. O grande diferencial destas ferramentas é que elas reúnem em apenas uma página todas as informações necessárias e relevantes de um negócio, projeto ou ideia. O PM Canvas, o BMCanvas e outros semelhantes, como o Lean Canvas, são um diagrama visual sobre as principais áreas de seu negócio que podem ser elaborados de forma colaborativa, entre todos os envolvidos no projeto, desde o gerente aos stakeholders externos.

O que é Plano de Projeto?

O Plano de Projeto é um documento textual, geralmente extenso, que descreve como o projeto será executado, monitorado, avaliado e encerrado. Ele contém detalhes sobre o contexto do projeto, a organização, além de informações técnicas como apresentação, objetivos, justificativa, metodologia, recursos, requisitos, tecnologias, infraestrutura, riscos, stakeholders e outros dados que variam conforme a necessidade de cada empresa. Nota-se que ele é contrário ao PM Canvas: enquanto o Plano é denso e detalhado, o outro é simplificado.

O problema é que, além de ser longo, o Plano de Projeto ainda não conseguiu incorporar de forma eficiente as mudanças com relação à tecnologia em gestão de projetos. Ele opera com base em suposições e um planejamento a longo prazo, que na realidade acaba modificando-se diante de um contexto dinâmico do negócio, que envolve múltiplos interesses e stakholders.

PM Canvas aplicado ao projeto

Desenvolvido pelo consultor e professor da FGV José Finocchio Jr., o Project Model Canvas possui 13 principais itens que quando preenchidos respondem as principais perguntas: o quê, como, quando, por quê, quem, quando e quanto. Ele foi construído de forma maleável com o objetivo de facilitar a visualização de relações, eventuais problemas e riscos dos projetos. Assim, ele é um retrato visual e conciso do projeto, ideia ou negócio que comunica de forma rápida e clara as informações e destaca seus principais elementos.

Os 13 itens que compõe o pitch do PM Canvas são:

  • Justificativas (passado);
  • Produto;
  • Objetivos S.M.A.R.T. (específico, mensurável, atingível, realista e em tempo);
  • Benefícios (futuro);
  • Requisitos;
  • Stakeholders e fatores externos;
  • Equipe;
  • Premissas;
  • Riscos;
  • Linha do tempo;
  • Grupo de entregas;
  • Custos;
  • Restrições.

Como se pode observar, apesar de estar em apenas uma página, o PM Canvas consegue de forma concisa englobar praticamente todos os aspectos do Plano de Projeto.

Além disso, o PM Canvas é um ponto de partida para outras plataformas como cronogramas, apresentações e planilhas. Cada um de seus itens pode ser trabalhado separadamente de forma a subsidiar os gestores do projeto com mais informações de determinada área. Entretanto, é sempre importante lembrar que a relevância de ferramentas como o Canvas é de justamente permitir que o projeto seja percebido de forma global.

Plano de Projeto ou PM Canvas?

Se você ou sua empresa sente a necessidade de explorar uma das áreas mais a fundo, talvez seja o caso de recorrer ao Plano de Projeto tradicional. De fato, não se pode afirmar que o ele morreu. Ele ainda pode ser muito útil em alguns casos! Porém, o próprio Canvas pode ajudar muito no desenvolvimento e visualização de um Plano de Projeto completo!

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gerenciamento de custo e prazo em projetos

As Dez Práticas de Sucesso no Gerenciamento de Custo e Prazo em Projetos

Vivemos em um mercado cada vez mais globalizado e competitivo, o que tem levado as Organizações a viverem em permanente estado de mudança. Projetos são utilizados para viabilizar essas mudanças. No Brasil, dos 4,143 trilhões de reais do Produto Interno Bruto (PIB)  de 2011, cerca de 800 bilhões de reais foram aplicados na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), o que dá uma taxa de investimento (FBCF/PIB) de 19,3%. Porém, as Organizações não têm obtido os resultados esperados. Durante pesquisa de maturidade em gerenciamento de projetos, realizada no Brasil em 2011 pelas seções regionais do PMI (Project Management Institute) , 63% das Organizações relataram que na maioria das vezes ou sempre é a frequência em que elas não alcançam os objetivos de tempo, custo, qualidade e satisfação do cliente em seus projetos.

Esse cenário mostra que, se por um lado existe a valorização do gerenciamento de projetos no Brasil, com as Organizações canalizando recursos humanos e financeiros para o desenvolvimento de habilidades nessa área, por outro lado elas não têm obtido os resultados esperados.

Devemos atuar então de forma objetiva no desenvolvimento de uma maturidade em gerenciamento de projetos. Para isso devemos identificar os fatores, ou seja, os elementos de um projeto que podem ser influenciados para aumentar a probabilidade de seu sucesso. Este artigo pretende citar as práticas que concorrem ou contribuem para o sucesso no gerenciamento de custo e prazo em projetos

As Práticas do Gerenciamento de Projetos que mais contribuem para o sucesso de prazo e de custo

No 2º semestre de 2011 o autor realizou uma pesquisa com 202 projetos no Brasil em que foi verificada a utilização ou não de 106 práticas, consideradas relevantes pelo autor, nas dimensões Processos, Organização, Pessoas e Tecnologia. Os objetivos principais eram os seguintes:

  • Identificar as práticas de gerenciamento mais utilizadas pelos projetos.
  • Determinar que práticas, no que diz respeito a Processos, Organização, Pessoas e Tecnologia, mais influenciam os resultados do projeto.

A análise das respostas da pesquisa apontou que o resultado de prazo foi predominantemente influenciado pelas práticas de gerenciamento de riscos e pela dimensão “Pessoas” (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes dos stakeholders em relação ao projeto). Já o resultado de custo teve a influência principal da dimensão “Pessoas”.

As dez (10) práticas que mais influenciaram os resultados de prazo foram:

  1. O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto
  2. A organização possuir um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos
  3. Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaborarem conforme necessário para com os objetivos do projeto
  4. Utilizar uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa
  5. Efetuar o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado (Earned Value Management)
  6. O gerente do projeto já ter gerenciado um projeto de escopo semelhante
  7. As respostas aos riscos planejadas serem executadas
  8. Os executivos da organização darem suporte ao gerenciamento do projeto
  9. Os recursos serem alocados às tarefas para a definição do esforço / duração das tarefas
  10. A linha de base (baseline) ser salva após a aprovação do Plano de Gerenciamento do projeto

As dez (10) práticas que mais influenciaram os resultados de custo foram:

  1. O Aceite final foi formalizado
  2. Foi realizada uma reunião de partida (kick-off)
  3. Os processos de aquisição dos itens críticos constaram da EAP / Cronograma
  4. O gerente  do projeto tinha  conhecimento técnico acerca do escopo
  5. O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto
  6. Foi elaborado o Plano do projeto
  7. O método do nivelamento de recursos foi utilizado para o desenvolvimento do cronograma
  8. Foi utilizado um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto
  9. O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas
  10. A organização padronizou o software que devia ser utilizado para o gerenciamento de Projetos

Vimos neste artigo que o gerenciamento de projetos é um conhecimento que tem sido demandado cada vez com mais intensidade nos últimos anos. Porém, precisamos identificar quais as práticas que realmente contribuem para o sucesso no gerenciamento de um projeto, de forma a focar nossos esforços. Esses fatores, que levam à maturidade do gerenciamento de projetos, são referentes a processo, tecnologia, pessoas e organização. Um dos resultados apontado por pesquisa realizada pelos autores foi que o sucesso do projeto é altamente influenciado pelas práticas de gerenciamento de riscos e pela dimensão “Pessoas” (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes dos stakeholders em relação ao projeto).

metodologia waterfall

Guia da gestão de projetos: metodologia Waterfall

O que determina o sucesso ou o fracasso de um projeto? Equipe despreparada, prazos apertados, escassez de recursos, análise de riscos equivocada? Os motivos são tantos que às vezes é impossível precisar apenas uma causa para os bons ou maus resultados de um empreendimento.

Um dos fatores que podem influenciar profundamente o produto final é a metodologia de gerenciamento utilizada durante a execução do projeto. Afinal, essa geralmente é a fase em que todos os esforços podem ser desperdiçados caso existam falhas de comunicação, atrasos, aumento de custos, entre outros problemas.

As discussões sobre as melhores metodologias para o gerenciamento de projetos podem gerar debates acalorados, mas a verdade é que todas elas possuem prós e contras e podem ser aplicadas com resultados positivos.

A seguir, você confere um guia sobre a gestão de projetos apresentando a metodologia Waterfall. E você? Já conhece esse método?

Como funciona

A metodologia Waterfall, palavra em inglês que significa cascata, é considerada a forma mais tradicional de gerenciar projetos.
Nessa abordagem, todas as etapas são seguidas de forma sequencial. As fases básicas geralmente são de definição de requisitos, planejamento, execução e validação, podendo variar dependendo do tipo de iniciativa.

O modelo em cascata só permite que o projeto avance quando uma fase está inteiramente completa. Voltar algumas etapas, dar saltos para frente ou sobrepor atividades não é permitido. Além disso, no Waterfall os requisitos são totalmente definidos no início do projeto e geralmente sofrem pouca ou nenhuma alteração durante sua execução.

Vantagens

O método Waterfall recebe muitas críticas por sua rigidez. Ainda sim, seus benefícios existem e podem trazer excelentes resultados para alguns tipos de projeto. Uma de suas principais vantagens é que, para que o planejamento seja feito, é necessário avaliar e estruturar as etapas com antecedência e prever cenários variados. Esse trabalho minucioso de desenhar a execução permite que os prazos e custos sejam mais previsíveis. Além disso, o projeto se torna mais fácil de ser gerenciado, já que suas fases estão bem arquitetadas.

Com etapas tão bem definidas, claras e sequenciais, os projetos em cascata ficam mais simples de serem compreendidos pela equipe e o fluxo das atividades é mais organizado.

Desvantagens

Apesar dos benefícios acima, a metodologia Waterfall impõe grande rigidez à execução do projeto. Quando uma etapa foi inteiramente concluída, a opção de voltar atrás e refazer parte do trabalho implica em custos elevados. É como se o morador de uma casa decidisse mudar toda a planta já na fase de acabamento.

Além disso, os projetos gerenciados em cascata geralmente apresentam resultados somente após sua conclusão. Imagine a pressão para uma equipe desenvolvendo um software, que só consegue mostrar o produto depois do fim do projeto, apesar de o cliente querer versões preliminares do programa desde o início das atividades.

Outro problema do Waterfall é a dificuldade em determinar, em um estágio tão inicial, todos os requisitos necessários para o projeto. Muitas vezes, com o desenrolar das atividades, o cliente e os executores percebem que poderiam ter feito escolhas melhores na fase inicial, mas com a rigidez imposta pelo método fica muito difícil contornar esse problema.

Quando usar

A metodologia Waterfall pode não trazer bons resultados quando o projeto é muito complexo ou de longa duração. Caso se perceba que a probabilidade dos requisitos mudarem é média ou grande, o ideal é adotar métodos mais flexíveis de gerenciamento, que permitam mudanças a cada etapa sem grandes impactos no custo, prazo e qualidade.

No entanto, os projetos em que os requisitos são muito claros e que dificilmente serão alterados no tempo podem fazer um bom uso da metodologia. Essa prática é comum em empreendimentos da indústria e da construção civil, quando os ambientes são altamente controlados e estruturados e as mudanças após as entregas do projeto serão muito caras ou impossíveis.

Já utilizou esta metodologia para gerenciar um projeto? Quais os benefícios e dificuldades encontrou?

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mandamentos da gestão de projetos

Os 5 mandamentos da gestão de projetos

Ser gerente de projetos envolve o controle de uma série de fatores. São recursos, prazos, materiais, profissionais, qualidade, entre outros. É como um líder espiritual que deve encaminhar seus seguidores para o caminho do bem, apesar das adversidades. No nosso caso, o objetivo é entregar um projeto bem sucedido para nós e os stakeholders. Em diversas religiões, são mencionadas leis que guiam o comportamento de seus fiéis para atingir a felicidade. No caso do gerente de projetos, também podemos apontar regras que facilitam o desempenho das tarefas ao oferecer uma metodologia de trabalho. Acompanhe, a seguir, os 5 mandamentos da gestão de projetos:

1 – Cumprirás o prazo estabelecido

Esse é um dos mandamentos da gestão de projetos mais óbvio e, ao mesmo tempo, mais difícil de ser cumprido. Por isso, começamos com ele. Sabemos que nem sempre a responsabilidade pelo atraso está diretamente ligada ao gerente de projetos. São mudanças de escopo, de requisitos e de interesses que atrapalham o planejamento inicial e bagunçam o cronograma. Há formas de tentar inibir isso. O primeiro passo é estabelecer um limite de alterações possíveis de escopo logo no início. Assim, todos ficam sabendo o que é possível mexer e o que inviabiliza a entrega. Faça registros de tudo, especialmente do progresso das atividades conforme o planejado inicialmente. Identifique possíveis distorções e corrija o quanto antes.

2 – Não estourarás o orçamento

Mudanças no prazo geralmente implicam em alterações de custos. Mais uma vez, a dica é se preparar antecipadamente. Ao estabelecer um orçamento, discrimine todos os custos possíveis do projeto, inclusive os que podem vir a ocorrer no futuro. Deixe uma reserva para imprevistos, assim como fazemos com o orçamento doméstico. É mais regra que exceção haver gastos inesperados no meio do caminho. Faça o controle minucioso do que entra e do que sai, e apresente relatórios aos envolvidos para que todos estejam a par da situação. Se for necessário gastar mais em equipamentos, materiais, fornecedores ou pessoas, é preciso saber de onde retirar esse custo extra para garantir o equilíbrio das contas. Transparência é a chave.

3 – Saberás quais são os requisitos

Independente de qual seja o propósito do projeto, ele deve atender exatamente o que foi solicitado no início. O levantamento de requisitos deve ser feito de forma bastante detalhada para garantir que a entrega vai ao encontro da expectativa de quem contratou o projeto. Não hesite em tirar dúvidas e esteja seguro de que todos os envolvidos compreenderam a finalidade daquilo que estão projetando. Um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença na entrega final.

4 – Deixarás os clientes satisfeitos

Não adianta cumprir à risca o prazo e manter o orçamento sob controle se o cliente final não estiver satisfeito com o resultado do projeto. Essa situação pode ocorrer se, no meio do caminho, existir mudanças de expectativas que não foram suficientemente compreendidas e introduzidas. O primeiro passo para assegurar a satisfação de todos os envolvidos é deixar clara a comunicação do status de cada etapa do projeto. É importante que se possa acompanhar o andamento da situação, antes que algum problema saia de controle. O segundo passo é incentivar que as pessoas participem, ofereçam opiniões e troquem ideias com frequência. Se houver algum risco de estouro no prazo ou nos recursos, avise tão logo seja possível. Ao permitir o cliente participar da situação, você garante sua satisfação.

5 – Manterás sua equipe feliz

Trabalhar com uma dose equilibrada de estresse e compensações ajuda a manter a equipe motivada. Pessoas que trabalham satisfeitas entregam resultados melhores do que aquelas que estão infelizes no ambiente profissional. Ofereça feedbacks periódicos, dê orientações, reconheça o esforço do seu time, premie boas atuações. Não deixe a cobrança leve nem pesada demais. Saiba dosar as exigências, orientar nas falhas e reconhecer as vitórias. Identifique as potencialidades de cada integrante do grupo e ganhe a confiança da equipe. O resultado será alcançar a satisfação que você, sua equipe e seu cliente tanto desejam.

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projeto foi um sucesso

O projeto foi um sucesso?

Existem várias formas de medir se o projeto foi um sucesso. Acompanhar o escopo, se manter dentro do custo e cumprir o prazo de entrega são as formas mais tradicionais para as empresas. Porém, talvez isso não reflita completamente os resultados que a empresa ou que o cliente estava esperando.

Dessa forma, é fundamental que o gestor tenha em mente que algumas outras métricas são tão importantes quanto um escopo em dia e que esse tipo de acompanhamento pode favorecer não apenas o projeto em si, mas o desempenho de todos os agentes que participaram dele.

Mas como saber se o resultado final saiu como esperado? Para ajudá-lo, listamos abaixo algumas dicas para você descobrir se o projeto foi um sucesso ou um fracasso.

Novas formas de medir

Basicamente, todo projeto é baseado na premissa de que o investimento deve retornar para a empresa ou para o contratante. Esse retorno pode ser medido na forma financeira, que é o meio mais tradicional, ou considerando os benefícios gerados.

O problema de se medir o sucesso de um projeto através dos benefícios gerados por ele é o fato de que essa métrica muitas vezes é baseada em resultados subjetivos. Um novo software, por exemplo, que facilite a comunicação entre os funcionários pode agilizar a forma como a empresa troca informações, mas não necessariamente irá incrementar de imediato o faturamento. De qualquer forma, o projeto alcançou o objetivo e deve ser encarado como um sucesso.

Esse tipo de métrica precisa considerar os benefícios trazidos pelo projeto em relação ao contexto da empresa. De nada adianta criar um projeto dentro do custo e do prazo que não será útil em algum ponto, financeiramente ou em outros setores do negócio.

Os agentes envolvidos no sucesso

Grande parte da responsabilidade do sucesso ou fracasso de um projeto é do gestor. A ideia é de que nenhum gestor inicie um projeto pensando em não cumprir a tríade de tempo, escopo e custo, mas também se espera dos gestores que haja outras métricas além dessas para se entender o sucesso do projeto.

Um bom exemplo dessa responsabilidade ocorre entre empresas digitais. Esse tipo de empresa, em geral, experimenta uma fase de comprovação de hipóteses onde não se espera retorno financeiro dos projetos desenvolvidos. Muitos deles, inclusive, somam mais à empresa quando fracassam, deixando como legado o aprendizado necessário. Cabe aos agentes envolvidos, principalmente ao gestor, entender que mesmo que o projeto tenha falhado, a experiência ainda foi válida.

É claro que medir o sucesso de um projeto baseado nos benefícios que ele trará para a empresa ou até no aprendizado dos erros e falhas pode ser uma maneira arriscada de se propor. Certamente é uma metodologia que não funciona com todas as empresas e pode não ser bem encarada por diretores mais ortodoxos, que limitam o sucesso de um projeto ao seu retorno financeiro.

De qualquer forma, estar aberto a essas novas formas pode trazer benefícios não apenas para os próximos projetos, mas para as pessoas envolvidas na sua execução, que se sentirão mais livres para desenvolver o projeto de uma forma mais flexível e aberta.

Alguma dúvida? Aproveite os comentários abaixo para entrar em contato.

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Gestão de Portfólio de Projetos

Gestão de portfólio de projetos. Por que é importante analisar seus projetos como um todo?

A administração centralizada de processos, métodos e tecnologias utilizadas por gestores para analisar e manejar coletivamente um conjunto de projetos é conhecido como gestão de portfólio.

Esta maneira de sistematização das informações interliga os objetivos estratégicos da empresa, como as principais características de cada um de seus projetos.

A relevância da gestão de portfólio se dá exatamente por possibilitar aos gestores enxergar e analisar os projetos como um todo, visando a controlá-los para que continuem como exemplo de boas práticas de administração.

De acordo com o Project Managment Institute (PMI), 62% dos projetos das organizações que se descrevem altamente eficientes na gestão de portfólio de projetos alcançam, ou até ultrapassam, o retorno do investimento (ROI) almejado.

Neste post vamos discutir por que é tão importante analisar os projetos globalmente e explicar como um software de gestão de projetos possui um diferencial para alavancar os negócios. Acompanhe o texto.

Apoio à tomada de decisões

Uma das principais vantagens em se utilizar a gestão de portfólio no dia a dia das empresas é o acesso mais amplo às informações.

Em vez de ter dados sobre cada projeto, individualmente, você terá acesso às referências de todos os projetos que a empresa já desenvolveu ou que estão em andamento. Com um software, você ainda consegue acessar rapidamente essas informações e convertê-las em relatórios gerenciais de fácil compreensão.

Não precisamos gastar muito tempo explicando como a informação é uma aliada poderosa para minimizar as incertezas e sistematizar as decisões. O exemplo da maneira como certa situação foi conduzida no passado, e a experiência do resultado dessa conduta, serve de apoio para que boas práticas sejam mantidas e erros minimizados.

Otimização do processo de tomada de decisões

No item anterior, já explicamos sobre a tomada de decisões. Falamos sobre como o acesso às informações, obtidas por meio da gestão de portfólio, facilita essa atividade típica dos gestores. Mas essa não é a única relação entre os dois!

Quando você não realiza a gestão de portfólio de projetos, tende a pensar em cada projeto individualmente. Porém, essa falta de associação é que essa dinâmica existe apenas na sua cabeça. Na vida real, é lógico que os projetos estão relacionados — afinal, o que é feito em um deles afeta os demais.

É por isso que podemos dizer que a gestão de portfólio ajuda a otimizar a tomada de decisões e, claro, alcançar resultados mais satisfatórios. Você vai buscar a melhor alternativa para o cenário geral, mesmo que não seja a mais indicada para um projeto em particular.

Alinhamento estratégico

Podemos dizer, então, que a gestão de portfólio de projetos consegue unir a gestão de projetos e o planejamento estratégico. E o software completa essa relação, fornecendo dados em tempo real sobre o desempenho de seus projetos — isso permite avaliar o impacto que o portfólio terá sobre o progresso da organização em relação a suas metas.

Mas atenção! Isso não se trata de focar nas prioridades imediatas do negócio, como a determinação de onde alocar recursos no próximo mês. Pelo contrário, a gestão de portfólio visa ao alinhamento com o planejamento estratégico das empresas — que, por definição, está relacionado aos objetivos de longo prazo.

Gestão do crescimento

As organizações praticam a gestão de portfólio, principalmente, porque traz benefícios como a satisfação do cliente, a redução de custos e o aumento na receita. Isso possibilita acelerar o crescimento e projetar o futuro da companhia, elevando sua proposta de valor.

O diferencial dos softwares de acompanhamento de projetos que trabalham com a gestão de portfólios é que eles realizam medidas sobre o progresso da empresa de acordo com seus objetivos estratégicos.

Essa ferramenta é ideal, portanto, para que o gestor de projetos entenda como a totalidade do seu trabalho está contribuindo para o crescimento do negócio. Lembre-se que o impacto de um único projeto não se compara ao impacto de todo o portfólio.

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Ferramentas de medição

Uma das principais formas usadas para determinar os índices da gestão de portfólio é o valor comercial esperado (VCE). Este método determina o valor comercial de cada projeto considerando questões como restrição financeira a partir da comparação entre as probabilidades e os riscos.

Seu cálculo se dá a partir de uma equação que envolve o valor presente líquido (VPN), o custo de comercialização e de desenvolvimento relacionados a probabilidade de sucesso técnico e comercial.

Outra forma de verificação da gestão de portfólios é o modelo de notas em que os projetos são pontuados de acordo com critérios pré-definidos, que se baseiam nas melhores práticas da organização. Alguns dos fundamentos analisados são:

  • o alinhamento com a estratégia;
  • a vantagem associada ao produto;
  • a demanda do mercado;
  • a capacidade de oferecer competências essenciais;
  • a facilidade técnica;
  • e a equação entre retorno e risco.

Com base nesses determinantes, a gestão de portfólio pode classificar a execução do projeto.

A importância de utilizar a gestão de portfólios para acompanhar o processo como um todo se baseia em três benefícios essenciais para o sucesso da empresa: base para a tomada de decisões, suporte ao crescimento e verificação da eficiência do projeto. Assim, notamos que obter uma solução PPM para a gestão de portfólio faz a diferença em seu negócio.

Criação de propostas de projetos coerentes

Um gestor de projetos passa boa parte do seu tempo analisando propostas. A questão é que ele precisa identificar quais delas são coerentes com a visão estratégica da empresa e quais não são.

Tenha em mente que, assim como acontece com o portfólio de produtos, o portfólio de projetos também precisa ter um direcionamento. Você não acrescenta novos itens simplesmente porque eles parecem interessantes; eles devem fazer sentido em relação ao conjunto.

Sabendo disso, fica fácil entender como o trabalho do gestor de projetos poderia ser mais simples por meio da gestão de portfólio. Havendo uma consistência no portfólio, novas propostas terão mais chances de ser coerentes em seu escopo. Isso significa que o gestor não vai precisar gastar tanto tempo avaliando propostas e poderá se dedicar a outras atividades.

Gerenciamento dos riscos

A gestão de portfólio de projetos ainda traz vantagens para o gerenciamento dos riscos. Para entender melhor, vamos ver o que acontece com uma empresa que não adota a gestão de portfólio de projetos.

Surge uma proposta de projeto. Como a empresa não faz gestão de portfólio, ela não tem um software adequado que permita colocar essa proposta lado a lado com outros projetos para comparação. Nesse caso, só há duas opções:

  • fazer essa comparação manualmente, desde que a empresa tenha bons registros dos projetos anteriores;
  • fazer a análise de riscos sem qualquer base de comparação, simplesmente a partir de pressuposições e estimativas.

A primeira opção é muito trabalhosa. A segunda, imprecisa. Nenhuma delas oferece uma solução ideal.

Por outro lado, imagine uma empresa que faz a gestão de portfólio e adota o software adequado para isso. Ela consegue facilmente realizar uma comparação de novas propostas com os projetos que a empresa já executa ou executou no passado. Assim, é possível prever quais serão os riscos e as recompensas envolvidos a partir de algo mais sólido: a experiência.

Nesse cenário, a empresa tem uma melhor chance de apostar nos projetos que apresentam baixo risco e alto potencial de retorno. Além disso, o fato de ter uma noção clara dos riscos envolvidos permite que seja traçado um planejamento mais eficiente para lidar com eles, seja eliminando, mitigando ou transferindo a terceiros.

Maximização de recursos

Imagine que você está liderando o desenvolvimento de cinco diferentes projetos — algo nada incomum para um gestor. Cada um deles demanda certos recursos. Em alguns casos, dois ou mais precisam do mesmo recurso para avançar.

Por meio da gestão de portfólio de projetos, e especialmente com um software voltado para essa atividade, é fácil perceber imediatamente essa sobreposição. Também é simples de perceber quando o recurso usado em um projeto pode ser redirecionado ou reaproveitado em outro.

Dessa maneira, a empresa consegue aproveitar ao máximo os recursos. É possível, até mesmo, reduzir custos. E o resultado, obviamente, é uma margem líquida de retorno maior sobre cada projeto executado.

Maximização do tempo

Recursos são importantes, sem dúvida. Mas existe algo ainda mais precioso — o tempo. E o motivo é simples: ele não pode ser multiplicado. No mundo dos projetos, então, ele é ainda mais crucial, pois todo projeto deve ter uma data para começar e terminar. Quando esse prazo não é respeitado, pode-se dizer que houve uma falha na execução do projeto.

É aí que entra a gestão de portfólio de projetos. Ela permite entender qual é o status de progresso de cada projeto da empresa, a qualquer momento. Dessa forma, é possível identificar maneiras de maximizar o tempo disponível, para avançar mais rapidamente.

Ficou confuso? Que tal um exemplo?

O projeto X está parado, aguardando a chegada de certo material, sem o qual não é possível dar andamento ao trabalho. Por meio da gestão de portfólio (e com a ajuda de um software), o gestor pode observar essa situação e deslocar a equipe para ajudar no projeto Y, que também está em andamento e pode ser acelerado com a ajuda de mais pessoas.

Assim, é possível concluir o projeto Y em menos tempo, sem prejudicar o projeto X.

Como ficou claro ao longo deste post, existem vários motivos para adotar a prática da gestão de portfólio de projetos em sua empresa. E, com o uso de um bom software, fica muito mais fácil realizar essa atividade.

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Riscos e incertezas em gestão de projetos

Riscos e incertezas em gestão de projetos: o que eu preciso saber?

Um dos principais requisitos para um projeto bem gerenciado, que lide com riscos e incertezas, é o planejamento. A etapa de planejamento é fundamental para que o gerente de projetos possa visualizar o futuro e consiga prever as adversidades que deverão ser enfrentadas durante a execução das atividades.

Os riscos estão diretamente ligados ao fracasso ou ao sucesso de um projeto. Sendo assim, um projeto necessita ser bem controlado por um profissional capacitado, que deve estar preparado para qualquer casualidade que possa ocorrer e apto a resolvê-la sem ter que parar ou comprometer todo o planejamento.

Porém, o nosso pensamento é linear, ou seja, usamos dados do passado para tentar identificar o futuro. A maneira como projetamos o futuro é importante, mas não se pode considerá-la correta — afinal, existem incertezas que devem ser levadas em consideração.

É preciso deixar claro que não temos certeza do que acontecerá no futuro. É possível identificar e mensurar alguns riscos, mas as incertezas ainda farão parte do dia a dia de um projeto.

Riscos e incertezas são conceitos distintos que precisam ser analisados e considerados para um projeto de sucesso. Nesse sentido, apresentaremos, a seguir, o que você precisa saber sobre riscos e incertezas em gestão de projetos. Continue a leitura e aprenda!

Relação entre informação e incerteza

Primeiramente, é preciso saber diferenciar conceitualmente alguns termos da gestão de projetos — como risco, incerteza e ameaça. O risco nada mais é do que a medida do montante de incertezas existentes e está diretamente ligado ao nível de informação disponível. Um risco pode ser tanto prejudicial (ameaça) quanto benéfico (oportunidade) em um projeto.

A incerteza, por sua vez, é a falta de informação ou de conhecimento sobre o resultado de uma ação, decisão ou evento. Por fim, ameaça pode ser definida como um determinado evento que leva o projeto a uma direção não favorável.

Assim, pode-se afirmar que as incertezas em um projeto podem levar a riscos indesejáveis. Portanto, é essencial obter a maior quantidade de informações possível, transformando as incertezas em riscos.

A partir disso, deve-se buscar ações que possam mitigar os riscos — evitando que se tornem ameaças reais ao correto desenvolvimento do projeto — e aumentar as taxas de sucesso. Ou seja, não adianta apenas identificar os riscos, é necessários gerenciá-los.

Os riscos estão diretamente ligados ao projeto e, assim, o preço que se paga pela concretização destes são as ameaças ao planejamento na forma de atraso no cronograma e aumento de custos. Dessa forma, um planejamento eficaz se dá pelo aumento da incidência e impacto dos riscos benéficos (oportunidades) e a redução da incidência e impacto dos riscos prejudiciais (ameaças) ao projeto.

Os métodos de análise de risco são ferramentas utilizadas para avaliar os riscos inerentes a um projeto ou processo de trabalho já em andamento. Cada ferramenta possui sua particularidade e tem aplicações para diferentes situações. Conheça, a seguir, as ferramentas mais utilizadas no processo de análise de risco.

Análise das incertezas pelo Método da Análise de Risco

A melhor maneira de analisar as incertezas é pelo método de análise de risco. A análise de risco é uma excelente metodologia que permite a criação de um plano de resposta aos riscos, contemplando ações de prevenção, transferência, aceitação, exploração, mitigação, compartilhamento e melhoramento.

É importante buscar oportunidades de ganho e de formas de melhoria, em vez de apenas tratar os riscos. Existem algumas metodologias para analisar os riscos de uma forma mais abrangente, considerando as incertezas associadas ao projeto.

Análise das incertezas pelo Método dos 5 porquês

O objetivo final dessa técnica é chegar à causa raiz de um ameaça identificada, eliminando possíveis desculpas e respostas mais imediatas e superficiais. O método consiste, basicamente, em uma sucessão de questionamentos — similar à de crianças que estão na fase dos porquês.

Para a aplicação dessa metodologia é necessário convocar o grupo envolvido no projeto e, em seguida, aportar o problema que é o objeto de estudo. O próximo passo é iniciar o questionamento — assim, o grande segredo desse método é seguir questionando até que se chegue à causa raiz do risco.

Apesar do nome, não é necessário limitar-se a apenas cinco questionamentos. Como já foi dito, as perguntas devem se estender até que se entenda onde está a origem do problema.

A técnica dos cinco porquês ficou bastante conhecida e é amplamente utilizada graças aos seus diversos benefícios. Entre eles, podemos citar a identificação correta das causas raízes de um problema, a relação entre cada causa raiz, custo baixo, integração com outras ferramentas de gestão e envolvimento de toda a equipe. Tudo isso apresentado por meio de uma ferramenta de uso simples e prático.

Análise das incertezas pelo Método do Caminho Crítico — CPM

O Método do Caminho Crítico — CPM (Critical Path Method) — trabalha com durações determinísticas na planificação das atividades de um projeto, identificando as principais dúvidas e incertezas na gestão de cada uma das atividades.

Os pontos identificados não podem, de maneira alguma, ser desprezados. Muito pelo contrário: eles devem ser utilizados como informações para o reconhecimento das incertezas associadas aos projetos. Sendo assim, o método mostra aos gestores e à equipe quais são os pontos críticos do planejamento.

A metodologia do Caminho Crítico trabalha com o conceito de folga e esta pode ser positiva negativa ou nula, dependendo dos prazos adotados no cronograma. É essencial que o projeto seja finalizado em data anterior à data de término mais antecipada segundo o cronograma preestabelecido.

A ferramenta utilizada para a visualização desse método é um diagrama de rede que ilustra as atividades, seu caminho crítico e como essas atividades se relacionam umas com as outras.

Análise das incertezas pelo Método SWOT

análise SWOT (Strengths — Forças, Weaknesses — Fraquezas, Opportunities — Oportunidades, Threats — Ameaças) é uma das ferramentas mais conhecidas na gestão de riscos por ser abrangente, de fácil aplicação e por prover excelentes resultados.

A metodologia consiste em uma análise detalhada da situação do projeto no cenário econômico, o que permite ao gestor a tomada de decisões para lançamento de produtos ou serviços, principalmente. Por meio da separação dos principais aspectos de um projeto, pode-se identificar, com facilidade, as principais oportunidades e ameaças, bem como suas forças e fraquezas.

A ferramenta SWOT é geralmente apresentada em forma de quadrante, em que forças e fraquezas estão relacionadas ao ambiente interno da empresa e oportunidades e ameaças estão ligadas ao ambiente externo.

Diferentemente do método CPM, a análise SWOT é capaz de evidenciar as oportunidades de ganhos e prover a exploração dos pontos fortes. No entanto, apesar dos inúmeros benefícios, esse método — também conhecido como FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças, como mencionamos acima) — é pouco utilizado.

Análise das incertezas pela Metodologia PERT

A metodologia PERT (Program Evaluation and Review Technique) consegue expandir a visão do gestor do projeto quanto à variabilidade existente na execução das atividades. O PERT não trabalha de maneira determinística, como o CPM, mostrando que existe certo grau de incerteza e, consequentemente, alguns riscos associados.

Essa metodologia trabalha com três diferentes cenários: duração mais provável, duração otimista e duração pessimista. A duração mais provável considera a duração esperada para o desenvolvimento das atividades, obtida pelo método CPM, por profissionais experts em planejamento.

A duração otimista analisa cada tarefa individualmente, investigando os motivos para a realização de tal atividade em determinado tempo. Pode-se dizer que essa fase contempla o melhor cenário possível para a execução dos serviços, fornecendo uma gama imensa de informações e justificativas úteis.

Por fim, a duração pessimista também analisa as tarefas individualmente, assim como a duração otimista. Porém, o cenário a ser considerado é o pior possível, obtendo informações valiosas caso tudo dê errado.

Análise das incertezas pela Metodologia de Simulações de Monte Carlo

Esse método trabalha com simulações, analisando diferentes formas de execução das atividades de um projeto. Assim como em outras metodologias, as incertezas despontam e precisam ser tratadas.

As simulações de Monte Carlo trabalham com a probabilidade de se atingir a duração mais provável. Dessa forma, a utilização desse método em conjunto com o método PERT torna o aproveitamento das oportunidades mais real e factível.

É preciso destacar que em uma das atividades existe certa probabilidade a ser relacionada, que está diretamente ligada às incertezas do projeto. O tratamento de cada uma delas é preventivo, contribuindo significativamente para que não ocorram maiores problemas na fase de execução do empreendimento.

Tratamento das incertezas pelas Reuniões Antecipativas

Por fim, destaca-se um dos pontos mais importantes para a gestão do projeto, como um todo. Nessa fase relacionam-se os processos, as equipes, as lideranças, os stakeholders, os sponsors e outros.

Deve-se destacar que as incertezas devem ser consideradas, exigindo um processo de reanálise das atividades futuras, ajustando ao máximo o andamento do projeto. A melhor maneira para a realização desse tipo de ação se dá pela realização de reuniões antecipativas.

Essas reuniões devem contar com a participação das principais lideranças do projeto, independentemente de sua área de atuação. Assim, é possível atualizar o cronograma do projeto e, com os conhecimentos do gerente, programar a execução de serviços críticos para os próximos dias e semanas — é possível, ainda, realizar os ajustes necessários na programação.

Análise de incertezas pelo método FMEA

O método FMEA (Failure Mode and Effective Analysis) tem como objetivo principal identificar e realizar uma análise do potencial de falha de um projeto e seus possíveis efeitos. A ferramenta também tem o poder de possibilitar ao gestor a identificação de ações que devem ser tomadas para reduzir ou efetivamente eliminar a probabilidade de ocorrência dessas falhas.

O método trabalha com a identificação de falhas em cada nível do projeto. Ou seja, tem-se uma análise para cada etapa. Dessa forma, é possível identificar os possíveis erros que possuem o maior número de prioridade de risco (RPN — Risk Priority Number) e, assim, cumprir duas funções:

  • ajudar a quem está desenvolvendo projeto e quem o gerencia a evitar falhas potenciais, poupando tempo e dinheiro;
  • determinar a melhor maneira de investir o orçamento financeiro e o tempo disponível.

Análise de incertezas por meio do método de Checklist

Como o próprio nome indica, o checklist é um método que permite a enumeração e a verificação das ações de prevenção indicadas pelas ferramentas de análise de risco. A metodologia consiste em elaborar uma listagem com todos os riscos visualizados e suas possíveis ações de prevenção.

Feito isso, é necessário preencher uma coluna com “sim” ou “não”, para indicar se as medidas preventivas foram colocadas em prática. Esse  método se destaca pela simplicidade e por ser bastante útil para visualizar facilmente as medidas de controle de risco, garantido sua aplicação certa e a realização das correções necessárias.

Tratamento de incertezas pela Teoria das Restrições (TOC)

A restrição em um projeto nada mais é do que qualquer coisa que o impeça de chegar a um desempenho maior em relação à sua meta. Essa teoria parte da premissa que qualquer tipo de negócio possui restrições. Dessa forma, o foco dessa metodologia é que o gestor de projetos conheça profundamente o objetivo final do projeto em questão e as medidas que permitirão a avaliação do impacto de qualquer ação nessa meta.

É importante destacar que, a partir desse método, a análise se torna um ciclo sem fim — pois a qualquer momento uma equipe de planejamento de projeto e seus gestores podem precisar lidar com, pelo menos, uma restrição. Então, quando essa restrição é eliminada, é bem provável que outra apareça automaticamente.

Trabalhar com a teoria das restrições exige uma visão do projeto como um sistema. Afinal, na perspectiva dessa teoria, o projeto é um fluxo contínuo e não um processo com etapas bem definidas. Dessa maneira, é importante que todo o grupo esteja alinhado com o planejamento estratégico. Logo, todos devem trabalhar para eliminar os gargalos e garantir que a meta seja alcançada.

Existem diferentes métodos para identificar os riscos e as incertezas em um projeto. É fundamental elaborar ações e planos de contingência para as principais ameaças, visando erradicar os fatores negativos que podem impactar no andamento das atividades.

No entanto, também é preciso lembrar-se de que as oportunidades de ganho existem e devem ser exploradas ao máximo. Uma forma de prover o maior aproveitamento das oportunidades e a solução mais efetiva dos problemas se dá pela utilização de softwares voltados para a gestão de projetos.

Existem novas tecnologias que permitem o acompanhamento de todas as etapas de um empreendimento na palma de sua mão, contando, ainda, com a experiência de consultores especializados. Assim, será mais fácil controlar riscos e incertezas em gestão de projetos, deixando seus empreendimentos cada vez mais perto do sucesso. Vale a pena conhecer.

E aí, gostou do nosso artigo? O que achou de nossas informações sobre os riscos e incertezas em projetos? Deseja obter novos conhecimentos? Então, que tal entrar em contato conosco para ver como nós podemos ajudá-lo a otimizar os seus processos?

Método GTD

Gerenciamento de tempo: veja como o método GTD pode ajudá-lo

São cada vez mais comuns as reclamações sobre a dificuldade em conciliar os horários para realizar todas as tarefas do dia a dia. Muitas vezes, a falta de organização é um grande empecilho, já que a quantidade de obrigações vira uma bola de neve e atrapalha a produtividade. A melhor forma de resolver esse problema é apostar em ferramentas de gerenciamento de tempo, como o método GTD.

Essa ferramenta é uma ótima escolha especialmente para quem lida com grandes projetos. A sigla vem do inglês “getting things done”, que, em tradução livre, significa “fazendo as coisas acontecerem”. A metodologia foi criada pelo americano David Allen e descrita no livro que leva o mesmo nome. No Brasil, o título da obra foi traduzido como A arte de fazer acontecer.

Quer saber como aplicar o GTD na sua rotina? Confira a seguir e descubra como se tornar mais produtivo!

Como funciona esse método de gerenciamento de tarefas

A base do GTD é o esvaziamento da mente. A ideia é simples: ao tentar não esquecer as tarefas, a pessoa não se concentra no que está fazendo e ainda corre o risco de deixar passar algo importante.

Por isso, o primeiro passo da metodologia é anotar todas as obrigações em um local, como um bloquinho, sejam elas profissionais ou pessoais. Obviamente, não há a necessidade de usar especificamente um bloquinho. Pode ser uma agenda, um caderno, aplicativos de tarefas no celular ou o que for mais prático para você.

Quando todas as tarefas já tiverem saído de sua mente, analise cada uma delas e divida-as da seguinte forma:

Tarefas rápidas

Essas são as tarefas que podem ser realizadas em dois minutos ou menos. Também chamadas de tarefas ASAP (sigla para “As-Soon-As-Possible”, ou O Mais Cedo Possível, em português), as atividades dessa categoria podem ser executadas a qualquer momento, especialmente nas horas em que o profissional ficar instigado a procrastinar.

Projetos

Aqui você deve inserir todas as obrigações que podem ser divididas em vários passos. Se possível, você pode inserir a descrição, os resultados esperados e um prazo para cada projeto. E não se esqueça de sempre colocar uma etapa do projeto em sua lista de tarefas prioritárias, evitando que a ideia seja deixada de lado.

Espera

As tarefas que são classificadas em esperadas são aquelas em que há a necessidade de aguardar uma ação de terceiro para finalizar a atividade. É importante definir um prazo para essas rotinas, especialmente uma data para entrar em contato com a outra pessoa para buscar uma posição sobre o avanço da tarefa. Assim, você pode garantir que todos os envolvidos cumpram os prazos acordados.

Calendário

Você possui uma reunião ou evento em um dia específico? Ele deve ser marcado no calendário.

Esteja atento à maneira de organizar essa categoria. O calendário deve apresentar apenas as atividades que são sensíveis a atrasos. Tudo aquilo que não possui uma data certa pode ser incluída na categoria de próximas ações.

Algum dia

Aqui vão todas as tarefas e projetos que você quer realizar, mas não tem um prazo definido para isso. Aqui podem ser inseridas as atividades que, por alguma razão, não são adequadas à lista de próximas ações ou à de projetos.

Em outras palavras, nessa categoria são incluídas todas as atividades que podem ser executadas um dia, mas que, por alguma razão, não serão executadas em um futuro próximo.

Porém, esteja atento à necessidade de revisar essa lista regularmente para evitar que projetos que possam ser executados agora jamais sejam colocados em prática.

Próximas ações

Nesse ponto é inserido tudo que não é tão urgente a ponto de ser feito no mesmo momento, mas deve ser resolvido. Esteja atento aos processos que estão nessa categoria, pois ela deve ter uma rotatividade maior do que as outras. Caso contrário, isso pode indicar uma tendência a acumular rotinas e gerar atrasos.

Referências

Links, livros e outros documentos que sirvam como ajuda para outras tarefas estão neste item. Mantenha essa lista organizada e, se possível, utilize tags. Assim, ficará mais fácil identificar para qual atividade uma referência serve.

Uma vez elencadas, comece pelas tarefas rápidas e execute-as no mesmo instante. Faça disso um hábito diário, para começar o dia eliminando vários itens da sua lista de obrigações. As tarefas rápidas não devem ser deixadas justamente por isso: são processos fáceis de serem solucionados e que, diante disso, não precisam ocupar um longo espaço na nossa agenda.

Eliminadas as tarefas rápidas, elas podem ser esquecidas. Isso é algo que alivia a mente e dá mais foco nas atividades seguintes. Depois, chega o momento de partir para as demais obrigações.

Programe-se para que os projetos e as ações sem prazo não acabem interferindo nos processos com data. Reuniões e eventos devem ser executados sem atrapalhar em outras rotinas e nos prazos do seu dia a dia.

As bases do método GTD

O GTD deve ser visto como um sistema para organizar tarefas. Ele não estabelece normas sobre como cada processo deve ser executado, mas sim a maneira que você deve classificar suas rotinas para ter um foco maior naquilo que é importante. Na base de tudo isso, existem cinco pilares, que são:

Captura de ideias

Registre todas as suas ideias, atividades recorrentes e projetos. Seja em um aplicativo mobile ou em um caderno, mantenha o registro em uma ferramenta que melhor se adapta ao seu perfil de trabalho.

O importante, nesse caso, é que a barreira de uso da ferramenta de registro deve ser a menor possível. Ela deve estar moldada de tal forma que, assim que for necessário, você conseguirá criar uma tarefa ou anotação com o máximo de agilidade possível.

Clareza de rotinas

Tenha transparência e saiba fazer bons registros, com objetividade e detalhamento. Em vez de anotar “planejar férias”, divida o planejamento em etapas simples e claras. Isso diminuirá grande parte das barreiras mentais que criamos para executar uma longa tarefa.

Se existir algo que pode ser executado rapidamente e naquela hora, faça. Caso algo tenha que ser delegado para outra pessoa, delegue. Não deixe para depois algo que pode ser feito agora: isso servirá apenas para deixar a sua lista de tarefas mais longa e complexa.

Organização

Tenha uma boa organização. Use a classificação listada no tópico anterior para priorizar tarefas corretamente e não deixe de dividi-las em categorias. Se possível, faça um conjunto de listas de itens relacionados ao seu trabalho, estudo ou tarefas domésticas.

Mesmo que você não vá fazer algo agora, garanta que todos os seus processos estejam organizados da maneira correta e os devidos alertas estejam configurados. Dessa forma, você terá mais capacidade de identificar o momento certo para executar cada rotina.

A importância da contextualização das tarefas

Separe os passos de cada projeto como tarefas diferentes para ter uma visão global de tudo que deve ser feito. Agora, será necessário dividir essas obrigações por contextos. De forma geral, o contexto é onde ou como você precisa realizar a tarefa.

Por exemplo, as tarefas “mandar e-mails” e “pesquisar métodos de gerenciamento de tempo” são feitas no contexto computador. “Comprar pão” está no contexto mercado. “Contratar um estagiário” é do contexto trabalho. A ideia é que você elimine todas as obrigações de uma só vez sempre que estiver no contexto para tal.

Pare sempre para refletir

Sempre reflita sobre o estado atual da sua lista de tarefas. Avalie quais são os próximos passos que devem ser tomados, identifique o que está mal registrado e refaça a sua lista de prioridades sempre que necessário.

Se você encontrar algo que pode ser feito naquele momento, não deixe para depois. Não se esqueça de avaliar em quais pontos o progresso está ocorrendo em uma velocidade menor, de tal forma que seja possível melhorar o fluxo de trabalho, corrigir erros e manter-se com o máximo de produtividade possível sempre.

Mantenha o engajamento

Não se esqueça de manter-se engajado. No momento em que a próxima rotina for escolhida, execute-a. O seu sistema está estruturado, portanto, não há motivos para não colocá-lo em prática o tempo todo.

Esses são os princípios básicos do GTD. Em resumo, ele dará a qualquer pessoa que utilize o método uma forma mais ágil de lembrar o que deve ser feito, quando deve ser feito e os passos necessários para entregar o máximo de resultados todos os dias.

O método GTD é, em outras palavras, um sistema simples para classificar, organizar e priorizar tarefas diárias. Por meio dele, é possível evitar confusões, atingir um número maior de metas e conseguir focar melhor naquilo que é importante.

O método GTD na prática

As dicas anteriores já são ótimas para otimizar o gerenciamento do seu tempo, porém só uma parte da metodologia foi apresentada. Depois de coletar a lista de tarefas, processá-las de acordo com a prioridade e organizá-las por contexto, chegou a hora de cumprir as suas obrigações.

Quando as listas são feitas em papel, é indicado comprar uma bandeja de entrada, vendida em papelarias. Na parte de cima, ficam todas as tarefas em aberto, por ordem de prioridade. Embaixo, as que já foram eliminadas. Assim, conforme for realizando, você se livra das obrigações sabendo exatamente tudo o que ainda tem que fazer, evitando a procrastinação.

Uma vez por semana, é indicado que você tente revisar as tarefas da bandeja de cima. Nesse período de tempo, as prioridades podem ter mudado, novas obrigações entraram no ciclo ou você pode encontrar itens que está postergando por não saber como agir. Nesse caso, tente quebrá-los em mais tarefas para desenhar um modo de ação na sua mente.

Por último, chega a hora de executar o método. Agora que a ordem de importância está estabelecida, você pode ir se movendo de contexto em contexto e realizando uma a uma. Como o GTD é um método cíclico, dificilmente a bandeja ficará vazia. Porém, as tarefas não vão se acumular mais como antes, dando aquela sensação de dever cumprido.

Adaptando o método GTD à sua rotina

Um dos melhores pontos de usar o Getting Things Done como método de gerenciamento de tarefas é que ele é muito simples, facilitando a adaptação para as necessidades de cada um. Quem não quer ficar rodeado de papéis, por exemplo, pode usar aplicativos de celular, como Evernote, Wunderlist ou Todoist.

Cada uma dessas soluções digitais possui características próprias. Portanto, avalie como cada uma pode se alinhar ao seu perfil de trabalho e garantir os melhores resultados.

Evernote, por exemplo, é um serviço voltado para anotar várias ideias. Nele, a divisão de registros é feita em cadernos (nos quais os blocos de notas são inseridos). Cada nota pode conter listas de tarefas, anotações de textos e conteúdos multimídia.

Já o Wunderlist e o Todoist, por exemplo, possuem um foco maior na execução de atividades. O Wunderlist, por exemplo, permite que uma atividade inclua um anexo com anotações e arquivos, mas não são essas as suas principais funcionalidades.

Outro ponto que ajuda muito a adaptar o GTD às necessidades de cada um é fazer o processamento de tarefas diariamente. Em outras palavras, você escolhe o que dá pra fazer e encaixa as suas obrigações no calendário, junto às tarefas já programadas. Para evitar frustrações, tenha sempre uma hora em aberto para imprevistos.

O método GTD e o gerenciamento de projetos

A metodologia é especialmente útil para quem lida com projetos. Ao dividir o escopo em tarefas menores, a chance de esquecer de executar alguma ação diminui, tirando o peso da preocupação. Também fica mais fácil fazer as coisas caminharem, já que as ações são mais simples de executar.

Nesse sentido, para maximizar as chances dos projetos darem certo nos prazos definidos durante as etapas de planejamento, o gestor pode instigar os profissionais a terem essa metodologia aplicada no seu dia a dia. Portanto, demonstre como o método GTD pode otimizar o tempo e dê dicas para que todo o time tenha ele como principal forma de priorizar o que deve ser feito todos os dias.

Durante o dia a dia, não há mais com o que se preocupar. Em vez de ficar planejando e pensando no que fazer, você só terá que executar suas tarefas na ordem em que elas aparecem. Simples assim. A tentação da procrastinação e preguiça ainda existem, é claro, mas depois de organizar tudo tão bem, as chances de querer colocar as coisas em prática aumentam.

O GTD é uma poderosa metodologia de gerenciamento de tempo que pode ser usada em diversas situações, mas que encontrou nos gestores de projetos seu público mais cativo. Sua simplicidade pode até espantar a um primeiro olhar, mas é eficiente: quem experimenta, não consegue largar.

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detectar previamente as armadilhas

Detectando previamente as armadilhas em potencial

Quando o sucesso não é alcançado, freqüentemente coloca-se a culpa nas mesmas razões. Reconhecer e detectar previamente as armadilhas, garante que elas não irão sabotar o seu projeto. Evite as seguintes situações que podem fazer com que seu projeto venha a falhar:

Não envolver todos os públicos-alvos fundamentais do projeto: Falhas ao identificar as pessoas que afetam o seu sucesso, ou não envolvê-las na hora certa e de forma efetiva.

Objetivos vagos: Falta de objetivos detalhados de performance para determinar se você atingiu os resultados desejados.

Definições vagas ou inexistentes de papéis e de responsabilidades: Não estabelecer de forma clara como as pessoas irão trabalhar conjuntamente para executar suas tarefas.

Cronogramas e necessidades de recursos de forma incompleta e imprecisa: Falta de atividades essenciais; estimativas não realistas sobre duração de tarefas; não considerar a interdependência entre tarefas; não identificar as habilidades necessárias, não estimar horas-pessoa com detalhes suficientes.

Não identificar e compartilhar as premissas-chaves para o projeto: Falha em reconhecer que as informações que você considera como verdadeiras podem não ser; acreditar que as outras pessoas conhecem as suas premissas e não precisam ser informadas a respeito delas.

Não registrar as informações-chaves por escrito: Compartilhar informações importantes verbalmente e fazer acordos, mas não confirmá-los por escrito.

Monitoração de progresso imprecisa e atrasada: Não registrar gastos com pessoal e financeiros, ou as datas em que as atividades começaram e terminaram; não compartilhar estas informações com os membros da equipe no momento certo.

Não reter as pessoas responsáveis pelo desempenho: Não ter compensações por atingir ou conseqüências por não atender aos compromissos do projeto.

Não antecipar e não fazer planos para riscos e incertezas: Não identificar possíveis problemas; não desenvolver planos de contingência para problemas previstos; não compartilhar informações sobre ocorrências não antecipadas.

Comunicação pobre na equipe: Não compartilhar informações de propósito ou inadvertidamente com todos os membros da equipe, ou compartilhá-las tardiamente.

Liderança fraca na equipe: Não articular de forma clara a visão do projeto; negligenciar em evidenciar o comprometimento das pessoas em alcançar os resultados desejados; falhar em manter continuamente a motivação dos indivíduos.

Suporte inconsistente da gerência de mais alto nível: Falha em garantir que as pessoas designadas permaneçam em seus projetos; não se empenhar em resolver conflitos de tempo e de recursos; usar sistemas e procedimentos inadequados para dar suporte ao planejamento e controle do projeto.

Falta de comprometimento de todos os membros da equipe com o sucesso do projeto: Não fazer um compromisso pessoal para cumprir as promessas feitas no plano.

Agora que você já sabe detectar previamente as armadilhas dos projetos, compartilhe!!!

escritórios de projetos

Escritórios de Projetos – A bola está com o Brasil

Há um novo setor em expansão no Brasil. Os chamados Escritórios de Projetos, também conhecidos pela nomenclatura em inglês, Project Management Office (PMO), são unidades voltadas exclusivamente para o gerenciamento de projetos, um trabalho que será fundamental em todas as áreas da nossa economia nos próximos anos.

Além da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no futuro próximo, a economia brasileira vive um momento de prosperidade, em que se multiplicam fusões, aquisições e uma grande quantidade de investimentos de capital externo. Ou seja, um panorama promissor para a área de planejamento de projetos. Um dos diferenciais serão os Escritórios de Projetos, que são centros de excelência nesse ramo.

A atuação dos PMOs é diversa e ampla, envolvendo tanto as funções essenciais como a Tecnologia da Informação ou as áreas estratégicas de desenvolvimento e gerenciamento de projetos, quanto o alinhamento dos objetivos organizacionais e demais funções. O crescimento da economia exige cada vez mais profissionais capacitados para essa área. E essa exigência não será apenas para novas empresas. Mesmo companhias já estabelecidas dentro de suas áreas terão de investir maciçamente no gerenciamento de projetos.

Em organizações voltadas especificamente para a elaboração de projetos, o PMO já se tornou um setor obrigatório. Na estrutura organizacional, o Escritório de Projetos se tornou o setor responsável por organizar as ferramentas para a gestão de projetos, atuando como um pilar para equipes de outras áreas se manterem atualizadas sobre os trabalhos e também para organizar a informação entre as camadas hierárquicas de uma organização.

Assim, cada vez mais a oferta de emprego para o gerenciamento de projetos vai utilizar a sigla PMO. Um mercado que abre as portas e que vai exigir profissionais qualificados para o desenvolvimento da nossa economia. A bola está com o Brasil, basta nos prepararmos para saber como jogar e ganhar esse campeonato.