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Como organizar a equipe antes do projeto começar

Quem trabalha com gerenciamento de projetos sabe que não adianta ter as melhores cabeças na equipe, as melhores ferramentas à disposição e budget disponível, se não tiver como organizar a equipe, sabendo delegar tarefas adequadas a cada perfil de profissional. Do contrário corre-se o risco de correr com uma possante Ferrari na areia escorregadia de uma praia: um carro perfeito, num terreno inadequado. As decisões tomadas corretamente pelo gerente de projetos farão toda a diferença ao término. Vamos a algumas dicas:

Liste Tarefas

Em primeiro lugar, liste as tarefas a serem executadas, tomando opiniões de superiores ou de quem for responsável pela requisição de tal projeto. Isso ajudará a ter um escopo definido, com ações bem mais acertadas e completas. Quais os programas de gerenciamento a serem usados?

Faça um cronograma detalhado

Defina o tipo e a ordem de realização de cada tarefa em um cronograma. Caso não tenha recebido um prazo para a execução, defina-o; defina também qualquer outro marco do projeto. Os prazos devem ser referentes a cada tarefa, tendo-se disciplina para que sejam cumpridas nas datas predeterminadas por cada membro responsável. Tenha esmero em compor um briefing detalhado e contínuo, sempre aplicando feedbacks quando necessário.

Calcule o orçamento

Faça o cálculo do budget (orçamento) disponível e mantenha a equipe informada de como trabalhar esses recursos de forma consciente. Verifique quais equipamentos necessários e a disponibilidade deles na empresa. É preciso que a equipe se sinta confiante ao iniciar o projeto, de que terão disponibilidade de capital e quanto terão.

Distribua funções

Levantados esses dados, comece a fazer o preenchimento de funções na equipe, contabilizando também quantas pessoas por tarefa serão necessárias e quais os perfis para cada uma delas. Deixe tudo bem claro e visível a todos os membros que executarão as tarefas, quem fará o quê, para que todos se conheçam e possam interagir para que o projeto ande em sincronia.

Trabalhe a comunicação e a identidade da equipe

Eles precisam estar cientes de coisas como: hora de fazer perguntas, levantar questões, momento de serem os críticos do projeto ou o que dizer a um cliente durante a execução. Tudo isso para que não se corra o perigo de a equipe se sabotar, tendo um comportamento muito apático e pouco participativo, ou o contrário, muito imperativo e ácido. Os dois extremos podem minar o progresso e a harmonia de um projeto.

Também devem ter o tato apurado na hora de comunicarem cada decisão ou observação ao cliente. Imagine um profissional do financeiro, após uma reunião estressante de equipe em que se tenha discutido o budget apertado, ligar para o cliente e apavorá-lo sobre a possibilidade do fracasso? Isso tudo precisa estar bem fundamentado entre todos. Não só o que dizer, mas como dizer.

Identifique talentos

Um trator tem um ótimo e possante motor, mas o que acontece se ele for colocado em um fusquinha? Acaba com o carro e nem sai do lugar, provavelmente. Assim também são as pessoas. Não adianta colocar um super profissional com vocação para marketing para trabalhar em administração de valores; nem um contabilista apaixonado para fazer a parte criativa. Não importa se tenham essa formação no currículo. Caberá ao organizador da equipe notar quais os indivíduos com maior vocação para cada atividade, em cada ocasião. Às vezes é até bom utilizar a mescla de dois perfis de profissionais em uma mesma tarefa, para que se tenha contrapontos produtivos no processo.

Exerça comunicação contínua e enfatize sobre as responsabilidades

Comunique a toda equipe o plano geral, certificando-se de que cada um tenha entendido e assimilado a responsabilidade de seus papéis no projeto. Mantenha uma linha aberta para feedbacks e até a possibilidade de trocas de funções de acordo com cada etapa. Afinal, tem hora de colocar todo o time no ataque e, quem sabe, nessa hora até zagueiro marque gol.

Com disciplina, sabedoria e um bom sistema de gerenciamento de projetos, pode-se ter uma seleção de profissionais dinâmicos e conscientes de seus potenciais.

E você, como organiza a equipe antes de dar início ao projeto? Conte para a gente nos comentários!

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gerenciamento de projetos

5 estudos sobre gerenciamento de projetos que você deve acompanhar

O relatório “Pulse of the Profession”, do PMI, examina o impacto da implementação do gerenciamento de projetos, programas e portfolios. A pesquisa anual mostra que as organizações devem estabelecer um foco estratégico na gestão de pessoas, processos e nos resultados, mantendo-se assim competitivas.

A consultoria Deloitte, que está entre as quatro maiores empresas contábeis especializadas em auditoria e consultoria do mundo, as chamadas Big Four, também publica alguns estudos importantes para a área de gerenciamento de projetos. Além do PMI e da Deloitte, a PwC, um network global de firmas separadas e independentes que trabalham de forma integrada na prestação de serviços de Assessoria Tributária e Empresarial e de Auditoria, dá a sua contribuíção com estudos, análises e pesquisas, sendo alguns sobre gestão de projetos.

Dentre todos os estudos publicados, separamos 5 que consideramos relevantes.

Navegando a complexidade

As organizações que empreendem programas e projetos ambiciosos sempre encontraram o imprevisível, o inesperado e o complicado. Entretanto, o mundo atual da globalização em expansão, ritmo de mudança rápido, competição intensa e inovação contínua em um ambiente de mercado do tipo “faça mais com menos” está forçando as organizações a reconhecerem que suas estratégias — e os projetos executados para implementá-las — estão se tornando cada vez mais complexos. Continue lendo.

O impacto dos PMOs na Implementação da Estratégia

Tipicamente responsáveis pelo gerenciamento da entrega de projetos e programas e centralizados dentro da organização, os PMOs estão bem posicionados para serem o canal responsável por executar o portfólio de projetos e iniciativas estratégicas de uma organização.Continue lendo.

O Alto Custo do Baixo Desempenho

Embora os executivos saibam o que devem fazer – 88 por cento dizem que
a implementação de estratégia é importante para suas organizações – 61 por cento reconhece que suas firmas frequentemente lutam para cobrir a lacuna entre a formulação da estratégia e sua implementação no dia a dia. Continue lendo.

O estágio atual da gestão de riscos Estratégias e ações para o crescimento sustentável

A gestão de riscos é algo que já faz parte da realidade das empresas brasileiras – especialmente as que participam de setores regulados ou têm ações negociadas em bolsa. Continue lendo.

Ideias e tendências: Práticas atuais de gestão de projetos, portfólios e programas

Em tempos econômicos difíceis, como o atual, as organizações enfrentam constantemente os desafios de ambientes extremamente competitivos
e em constante transformação, resultantes de alterações regulatórias e de reestruturação organizacional. Continue lendo.

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gestão de projetos na nuvem

Gestão de projetos na nuvem, mais eficiência e menos custos

O gerenciamento de projetos pode se tornar uma tarefa árdua caso as etapas necessárias para o alcance do prazo, qualidade e custo esperados sejam numerosas e inter-relacionadas. Em um cenário como esse, ferramentas para a gestão de projetos podem trazer benefícios como otimização de atividades, definição de prazos e metas e integração entre membros da equipe.

Muitos empresários ainda acreditam que os softwares disponíveis para esse fim sejam economicamente inviáveis. No entanto, a utilização dessas ferramentas na nuvem, ou seja, quando os dados e aplicações ficam em servidores web e não no hardware, pode trazer aumento da eficiência e redução de custos. Apesar de muitos empresários preocupados com a segurança ainda se assustarem com a quantidade de informações que podem ir para a nuvem, a maioria dos serviços que usamos em casa ou nas empresas, como e-mail, redes sociais e sites de armazenamento, já estão aproveitando esse recurso.

O tempo em que apenas as grandes empresas podiam bancar softwares para melhorar o desempenho de suas atividades já se foi. O seu negócio também pode se beneficiar com esta tecnologia! Confira os principais benefícios trazidos pela gestão de projetos na nuvem:

Aumento da eficiência

Transferir algumas atividades para a nuvem pode revolucionar a forma como as empresas atuam, pois os dados passam a ser acessíveis de qualquer lugar e não somente em seu endereço físico. Quando o assunto é gerenciamento de projetos, os recursos da nuvem podem resultar em um aumento da eficiência no trabalho da direção, dos gerentes de projeto e das equipes envolvidas.

Nos softwares de gerenciamento de projetos disponíveis na web é possível, por exemplo, promover discussões e trocas de informações em tempo real sobre todas as etapas e atividades desenvolvidas. Esse nível de interação garante uma maior participação entre profissionais com diferentes conhecimentos e habilidades, permitindo que as equipes encontrem soluções mais ágeis para os problemas na execução.

disponibilidade de informações atualizadas a qualquer momento, a partir de qualquer lugar, garante que os objetivos do projeto sejam sempre observados por todos os envolvidos, dentro dos requisitos de prazo, qualidade e custo. Além disso, as informações trocadas no sistema e os documentos publicados ficam armazenados com segurança, garantindo um histórico completo e a possibilidade de aprendizado no futuro.

Os processos de controle do projeto também são beneficiados pela utilização da nuvem, pois os status das etapas, versões de documentos e responsabilidades estão sempre disponíveis para utilização ou consulta. Além disso, as mudanças ocorridas no meio do percurso podem ser avaliadas com mais eficiência, tendo em vista que os impactos em outras áreas podem ser imediatamente percebidos e analisados pelas equipes. Isso possibilita a rápida manifestação de concordância ou discordância.

Por último, outro ganho relacionado à eficiência é a possibilidade de que qualquer profissional da equipe acesse a ferramenta a partir de qualquer lugar. Isso permite uma participação mais ativa e frequente dos membros que costumam estar em trânsito por grande parte do tempo, como os integrantes da alta direção.

Redução dos custos

Além de todos os benefícios trazidos para o desempenho do projeto, a gestão na nuvem pode proporcionar, ainda, redução de custos. Os principais gastos eliminados são os investimentos em hardware e software, tendo em vista que os dados e aplicações estarão totalmente hospedados nos servidores dos fornecedores. Outros custos que possuem queda considerável são os de instalação, manutenção e atualizações.

Além dos recursos empregados diretamente na ferramenta, outros gastos podem ser evitados com a utilização da gestão de projetos na nuvem, como:

  • Redução do número de reuniões entre as equipes e, consequentemente, a diminuição de custos com deslocamento e hospedagem para reuniões e encontros;
  • Redução do retrabalho nas atividades em função da melhoria da gestão.

Gerenciar projetos de forma mais eficaz a um custo menor é um bom negócio para todo empresário. Otimize os processos internos do seu negócio com segurança e resultados garantidos!

equipe interna de ti

É melhor ter uma equipe interna de TI na empresa ou terceirizar o serviço?

Montar uma equipe de TI especializada e eficiente dentro da empresa pode ser bem desafiador hoje em dia, não é mesmo? Pois exatamente por isso é sempre bom lembrar que existe a opção da terceirização do serviço. Mas será que essa é mesmo a melhor opção? E será que existe apenas uma resposta certa para essa pergunta? Se você também fica em cima do muro em relação a essas questões, confira nosso post de hoje e conheça tanto as vantagens como as desvantagens de cada alternativa! Assim você certamente terá condições de fazer a melhor escolha para sua própria empresa. Então acompanhe:

Pequenas empresas

Nas pequenas empresas, a demanda de TI costuma ser reduzida, sendo que as principais atividades desenvolvidas pela equipe normalmente se resumem a administrar o ambiente de rede da empresa e dar suporte aos usuários, além de fazer cópias de segurança de seus dados. Nesse caso, pode não valer a pena contar com uma equipe interna de TI, uma vez que o nível de complexidade do serviço é menor e as atividades podem ser facilmente terceirizadas, sem perda de qualidade na resolução das tarefas e contanto que sejam definidos prazos para o devido atendimento aos usuários em contrato. Lembrando que a terceirização pode gerar uma boa redução de custos e, ainda, evitar problemas relativos à ausência de funcionários durante o período de férias ou afastamentos médicos, por exemplo.

Grandes empresas

Já nas grandes empresas, a equipe de TI tende a ser responsável por alinhar a tecnologia às reais necessidades do negócio, administrando sistemas integrados, ambientes complexos de rede, uma grande quantidade de dados, servidores corporativos de e-mail e assim por diante. Nesse cenário, talvez seja difícil encontrar e contratar funcionários terceirizados suficientemente especializados a fim de suprir as necessidades da empresa. Afinal, nesse caso não basta apenas entender de TI, é preciso possuir uma visão de todo o negócio para que a tecnologia se alinhe a ele. Assim, a busca pela terceirização pode, sim, ser vantajosa, mas desde que sejam observados o nível de qualidade e a experiência dos funcionários que fornecerão o serviço, assim como a confiança da empresa no mercado.

Demanda de serviço

Nos casos em que a demanda de serviços de TI é muito alta, independentemente do porte da empresa, a melhor opção é possuir uma equipe interna, já que, nesse cenário, será constantemente necessário lidar com as demandas da equipe, sejam elas complexas ou não. Lembrando que o rápido tempo de resposta é extremamente importante para que a TI não se torne um problema para a empresa. Assim, é necessário avaliar a necessidade de competências específicas, a fim de que a empresa contrate os profissionais mais adequados para seu time.

Mistura de abordagens

Existem empresas que mesclam os serviços de TI, possuindo uma equipe interna para assuntos específicos e terceirizando as rotinas do dia a dia, ou vice-versa. O importante é sempre lembrar que, para definir se a terceirização é melhor ou pior do que possuir uma equipe interna de TI, deve-se conhecer muito bem as necessidades da empresa, o tipo de atividades que mais caracterizam sua rotina de trabalho e os resultados esperados. Após executada uma boa avaliação, fica mais fácil decidir qual o melhor caminho a ser seguido: se um, outro ou até os dois ao mesmo tempo!

Agora comente aqui e nos conte o que acha dessas opções! Já conseguiu identificar a melhor alternativa para sua empresa? Compartilhe suas impressões e experiências conosco e participe da conversa!

 

análise de requisitos

4 segredos para especificar requisitos de forma ágil

Como parte integrante das metodologias ágeis, a análise de requisitos é uma verdadeira revolução no que diz respeito a dois importantes aspectos organizacionais da empresa: a produtividade na execução do projeto e a maneira como a equipe colabora e se organiza.

Entretanto, essa transformação é grande para quem ainda está dando os seus primeiros passos com os métodos ágeis — se for esse o seu caso, recomendamos a leitura deste post sobre o agile —, pois é necessário promover mudanças cruciais no modo como os processos são conduzidos, com vista em evitar possíveis problemas.

Por outro lado, o trabalho duro em cima da análise de requisitos traz mesmo muitos benefícios. Dentre eles, destacam-se o melhor aproveitamento de tempo e o aumento na eficiência do serviço.

Mas, afinal, como dar início a essa significativa mudança na maneira como as equipes trabalham? Queremos te ajudar a encontrar a resposta! Para isso, falaremos aqui um pouco sobre a análise de requisitos e contaremos 4 segredos práticos. Vamos começar? Confira:

O que é a análise de requisitos

 

Concisamente, a análise de requisitos é um processo utilizado para estabelecer prioridades no desenvolvimento de um projeto. Logo, ela é feita em cima de um levantamento, enquanto os “requisitos” são as necessidades do cliente.

Para melhor esclarecermos isso, vamos supor que João, um profissional de TI que atua como operador de suporte técnico, queira se tornar um administrador de sistemas (sysadmin).

Nesse caso, sua primeira iniciativa é a obtenção de informações pertinentes ao cargo almejado, mais especificamente os requisitos necessários para se tornar um aspirante a sysadmin.

Como reconhece que ainda precisa estudar muito e se qualificar, João faz um levantamento das principais disciplinas e técnicas que deve dominar, direcionando seus estudos para os requisitos mais considerados pelo mercado.

Nesse processo de análise de requisitos, todas as especificações do cliente são colocadas à mesa, e são estabelecidas as prioridades do projeto. Isso é, identifica-se os aspectos imprescindíveis do software a ser desenvolvido — nos quais a equipe priorizará seus esforços.

E a importância disso se reflete nos benefícios em conhecer mais profundamente as necessidades do cliente.

O maior deles, sem dúvidas, é a compreensão do seu dia a dia, pois isso é o que permitirá à equipe desenvolver uma solução mais condizente com os problemas do cliente, otimizar o uso do tempo e reduzir as possíveis falhas.

Mas como garantir que a análise de requisitos agregue valor ao produto final? É o que veremos agora.

4 dicas para especificar requisitos

 

1. Elimine a “fase de requisitos”

É importante lembrar que a metodologia ágil parte do princípio de que os requisitos do software serão elaborados ao longo do seu desenvolvimento, e não em uma etapa anterior. Dessa forma, nos primeiros passos do projeto são levantadas apenas as necessidades de alto nível.

Aceitamos como princípio nas metodologias ágeis que os requisitos passarão por evoluções e, inclusive, falharão; são possibilidades inerentes ao desenvolvimento de um produto. Por isso, a sua elaboração contínua está diretamente integrada ao desenvolvimento como um todo.

Mas isso não significa que os requisitos ficam “soltos”, ou que podem ser transformados à revelia. O gerenciamento dos requisitos especificados deve ser feito cuidadosamente, priorizando uns em detrimento dos outros sempre em função de critérios coerentes e estáveis.

Agora, chegamos à questão: como, então, fazer a definição dos requisitos neste cenário tão dinâmico?

Um consenso na metodologia ágil é que os requisitos não precisam conter toda a informação desde o começo, mas apenas o que for suficiente. A decisão sobre que dados são esses pode ser feita por meio de alguns recursos bem inteligentes — conforme veremos a seguir.

2. Lance mão de User Stories

As User Stories (ou Histórias de Usuário) vieram originalmente do XP, mas já fazem parte do Scrum e de outros tipos de implementações. Elas servem para mediar uma comunicação clara entre o cliente/usuário e o time de desenvolvimento — são, acima de tudo, facilitadoras de entendimento.

Elas contêm descrições, escritas pelo próprio usuário, sobre o que o sistema precisa fazer para que o usuário realize uma tarefa.

Por isso, os cartões de User Stories não são alternativas eficientes como documentação de projeto, mas como uma maneira na qual o time desenvolvedor pode compreender melhor o seu público, bem como as suas necessidades, dificuldades e anseios.

3. Aplique Use Cases

Enquanto as User Stories são destinadas a mediar a comunicação entre cliente e desenvolvedor, os Use Cases (ou Casos de Uso) devem ser aplicados durante conversas e reuniões do time.

Grosso modo, eles são maneiras de descrever as interações homem-máquina sistematicamente, permitindo ao desenvolvedor obter uma visão bem estruturada sobre essas interações e a sua atuação em melhorias e correção de erros.

Como serão modelados idealmente em UML e tratam, muitas vezes, com modelos mais complexos, de difícil entendimento — diferentemente das User Stories —, os Use Cases não podem ser feitos pelo usuário.

4. Tenha boas práticas para definir requisitos

Tanto os Use Cases quanto as User Stories devem ser trabalhados de forma conjunta, nunca excludente. Afinal, eles geram pontos de vista complementares, e de equivalente importância.

Assim, para fazer o melhor uso deles, é possível seguir um conjunto de melhores práticas para definir os requisitos. Vamos a elas?

Incentive a participação dos stakeholders

Existe uma correlação forte entre o envolvimento dos stakeholders e do sucesso do projeto. E o uso de ferramentas simples, como post-its e quadros brancos, já ajuda a tornar o processo mais acessível!

Descreva os requisitos de maneira clara

Os requisitos devem ser descritos de forma clara, sem o uso de termos vagos, como “econômico” ou “agradável”. Não abra margem para dupla interpretação, pois isso abrirá portas para ocorrência de falhas e atrasos na entrega do produto.

Evite exageros

Para validar cada requisito, deve ser descrito e documentado apenas o necessário, por meio de testes. Isso porque a natureza de mudança das metodologias ágeis tornaria o ajuste de documentações extensas um verdadeiro pesadelo, além de afetar a clareza das descrições de requisitos que mencionamos acima.

Foque no cliente

Você não executa os projetos apenas por eles mesmos. Seu objetivo é gerar valor para o cliente — e as suas definições de requisito, assim com o gerenciamento delas, precisa refletir isso.

Ao conhecer melhor o dia a dia do cliente, observando de perto os conflitos e necessidades dos usuários finais, o time de desenvolvimento tem a oportunidade de entregar um sistema muito mais completo e que, de fato, contribui para os seus processos de negócio.

Enfim, por meio dessas quatro dicas, a sua equipe conseguirá extrair todos os benefícios da análise de requisitos.

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múltiplos projetos

O que é gestão de múltiplos projetos?

A gestão de projetos já é um assunto conhecido e muito difundido dentro das empresas atualmente. Agora, o grande desafio das organizações é como coordenar simultaneamente diferentes projetos, que pedem por recursos, atenção e demandam gestão. Não é difícil encontrar empresas usando como sinônimo os conceitos de gerenciamento de programa, gerenciamento de portfólio de projetos e gerenciamento de múltiplos projetos. Essa confusão pode gerar impactos negativos na gestão do negócio e comprometer resultados no longo prazo.

Aprenda no post de hoje a diferenciar os conceitos de gerenciamento de programa, gerenciamento de portfólio de projetos e gerenciamento de múltiplos projetos.

Diferenciando os conceitos

A melhor forma de diferenciar esses conceitos é que um programa está diretamente relacionado a um grupo de projetos gerenciados, que necessitam ser conduzidos de forma coordenada para obter benefícios que seriam inacessíveis se gerenciados de forma independente. Por sua vez, um portfólio (ou carteira) refere-se a um conjunto de projetos ou programas e outros trabalhos, agrupados para facilitar o gerenciamento eficaz desse trabalho, a fim de atingir os objetivos estratégicos de negócios. Nesse contexto podemos exemplificar um Portfólio de Projetos de TI (Tecnologia de Informação), que englobam todos os projetos desta área.

Mas, e os múltiplos projetos?

A grande dificuldade de compreender a diferença entre esses conceitos acontece pelo fato de que ambos tratam do gerenciamento de mais de um projeto executados simultaneamente. Sua definição é muito simples: a gestão de múltiplos projetos consiste no gerenciamento da alocação de recursos entre as atividades de vários projetos que competem pelos mesmos recursos. Contudo, nesse caso, não está associado a uma carteira de investimento ou a um objetivo maior.

Onde é aplicada a gestão de múltiplos projetos

Este modelo de gestão de projetos é muito comum em empresas de prestação de serviço, onde o projeto é o produto final a ser entregue ao cliente. Como exemplo podemos citar empresas de TI que comercializam ERPs (sistema de gestão empresarial). Nelas, a gestão de múltiplos projetos, com o apoio de um software apropriado, auxilia a coordenar a alocação de diferentes consultores (recursos) em projetos de clientes distintos, com o objetivo final de colocar o ERP para funcionar em todos eles, cumprindo atividades e prazos de entrega. Confira o case da Artsoft Sistemas.

Em um ambiente onde os recursos são limitados, é muito comum que os projetos os compartilhem. Logo, um problema frequente na gestão de múltiplos projetos é a alocação de recursos concorrentes, afinal, independentemente de sua origem, todos os programas e projetos do portfólio geralmente competem por esses mesmos recursos.

Gestão de múltiplos projetos x gestão de portfólio de projetos: entenda as diferença

A gestão de múltiplos projetos pode ser diferenciada da gestão de portfólio sob quatro aspectos. No que se refere ao propósito. A gestão de portfólio trata da seleção e priorização de projetos, enquanto a gestão de múltiplos projetos trata os problemas da alocação de recursos neste ambiente. Veja como a Tree Tools superou os desfios da alocação de recursos.

Já sob o aspecto de foco, a gestão de portfólio trata questões estratégicas, enquanto a gestão de múltiplos projetos aborda os problemas táticos de planejamento e controle. A ênfase da gestão de portfólio está em horizontes de tempo mais longos, enquanto a gestão de múltiplos projetos trata problemas do dia a dia e de curto prazo. O último aspecto abordado, então, é o da responsabilidade. O gerenciamento do portfólio fica a cargo da alta administração, enquanto o gerenciamento de múltiplos projetos é de responsabilidade de gerentes de projetos e de recursos.

Como está a gestão de múltiplos projetos em sua empresa? Compartilhe sua experiência através dos comentários.

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empresa de pequeno porte

Gerenciamento de projetos em uma pequena empresa

Num mercado de alta competitividade, em que várias empresas nascem e inovam a cada momento, é necessário buscar vantagens estratégicas. É preciso reduzir os riscos e maximizar as oportunidades em cada empreitada, seja a sua empresa de pequeno porte ou grande porte. Neste contexto, o gerenciamento de projetos é fundamental para realizar isto de maneira objetiva e planejada. Mas será que as rotinas e técnicas da gestão de projetos funcionam numa empresa de menor porte?

Nesse post você terá a resposta não apenas para esta pergunta, mas as principais características e os cuidados necessários para o gerenciamento de projetos em uma empresa de pequeno porte.

Uma pequena empresa tem suas particularidades

A primeira questão que é fundamental de se compreender, quando for implementar a filosofia de gerenciamento de projetos em uma pequena empresa, é que as tratativas não podem e não devem funcionar como numa grande empresa. Um negócio de menor porte tem menos recursos, menos funcionários e, por isso, precisa de um gerenciamento mais específico.

Da mesma maneira, uma grande empresa é mais lenta. Uma decisão deve passar, muitas vezes, por uma série de análises técnicas de diferentes áreas e por diversos gestores, o que torna-se uma vantagem para as pequenas empresas que conseguem tomar decisões e agir de forma mais rápida.

Use o benefício da agilidade

O gerenciamento de projetos numa grande empresa é mais engessado por um motivo: a grande quantidade de processos e funcionários pode fazer com que as coisas fujam do controle. Por isso é necessário planejar minuciosamente cada uma das etapas do projeto, dando pouco espaço para improvisos.

Se, por um lado, o fato de ser menor torna uma empresa mais vulnerável ele também a torna mais ágil. E um gestor de projetos deve saber aproveitar essa característica. Como o processo decisório é bem mais rápido, uma pequena empresa pode se ajustar muito mais rapidamente às condições do mercado. Por isso, os processos dentro de um projeto não podem ser tão engessados.

Uma ideia, numa grande empresa, pode demorar meses para ser implementada, pois precisa passar por avaliação de várias áreas, comitês, gestores, etc. Numa pequena empresa, a mesma ideia pode ser implementada em poucas semanas. O gerenciamento de projetos deve levar em conta esta velocidade e dar espaço para mudanças de rumo e implementação de novos processos mais eficientes.

Não se esqueça de que treinar os funcionários é imprescindível para o sucesso

Os funcionários de grandes empresas tendem a estar mais familiarizados com as técnicas de gerenciamento de projetos. Numa pequena empresa, especialmente se seus colaboradores não têm experiência em companhias maiores, os jargões e processos podem se tornar até mesmo incômodos. Por este motivo, é fundamental o treinamento dos funcionários.

É preciso explicar os benefícios do gerenciamento de projetos e como o próprio trabalho diário pode ganhar em eficiência, precisão e reconhecimento. Também é necessário explicar o aspecto técnico de cada uma das ferramentas e como elas afetam os processos e a empresa como um todo.

Em um post anterior damos algumas dicas para ajudar a preparar a equipe para adotar metodologias de gestão de projetos.

O planejamento é importante

Isto tudo não quer dizer que o planejamento deve ser descartado no gerenciamento de projetos de uma pequena empresa. Ela se beneficiará muito de uma estrutura, de um calendário do projeto, de um plano de avaliação de riscos, de relatórios de progresso e de um software de gerenciamento de projetos – principalmente ao lidar com múltiplos projetos, que exigirá do GP a alocação otimizada dos recursos. Estas ferramentas são fundamentais e aumentam a chance de sucesso dos projetos.

Porém, cada uma das ferramentas e a estruturação de cada um dos projetos deve sempre levar em conta a principal característica de uma pequena empresa: sua agilidade. Se, por um lado, ela é mais frágil a fatores externo, é também muito mais adaptativa e não pode perder sua agilidade por conta do engessamento. O projeto deve dar soluções rápidas tanto internamente (corrigindo processos, implementando novas idéias) quanto externamente (apresentando soluções rápidas aos clientes).

E você, possui alguma experiência com gerenciamento de projetos em pequenas empresas? Quais foram os maiores problemas enfrentados? Compartilhe sua experiência conosco. Vamos trocar ideias em busca da eficiência de gestão.

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projeto on-line

Projeto on-line: simplesmente mais rápido, mais fácil e mais eficiente

Vivemos em uma época de oportunidades ímpares para a inovação, não é verdade? Com o advento da internet, o crescimento da relevância das redes sociais e a verdadeira revolução causada pela computação em nuvem e pelas tecnologias open source, o custo tanto de desenvolvimento como de implementação de soluções se torna cada vez mais baixo.

No entanto, os índices relacionados a projetos bem-sucedidos não melhoraram proporcionalmente: a maioria, infelizmente, ainda fracassa. Segundo dados do Chaos Report 2009, do Standish Group International, houve, na verdade, uma queda no percentual dos êxitos, atingindo apenas 32% dos trabalhos concluídos dentro do prazo, do orçamento e com recursos e funções previamente acordados. De acordo com essa mesma pesquisa, 44% dos projetos se atrasaram e estouraram o orçamento, enquanto os outros 24% foram cancelados antes mesmo de sua conclusão. Alarmante, não concorda?

Pois foi exatamente pensando nesse cenário nada favorável que resolvemos preparar este artigo, a fim de explicar um pouco mais sobre o que de fato é a gestão de projeto on-line e como sua implantação pode atuar de forma relevante no sucesso dos trabalhos da sua organização. Ficou curioso? Então confira agora mesmo:

Começando pela definição de projeto on-line

A gestão de projeto on-line nada mais é que a centralização de todos os dados de um trabalho — ou mais — em um ambiente web, que automatiza as principais rotinas de gestão de projetos por meio de uma plataforma geralmente bastante colaborativa. A virtualização desses projetos normalmente se dá com o apoio de um software já testado, de renome no mercado, ou de um programa próprio, desenvolvido pelo departamento de TI da empresa. A adoção de uma ferramenta on-line já consolidada ou o desenvolvimento interno de um sistema é um importante passo na busca da maturidade empresarial, tornando a gestão de projetos mais profissional e otimizando processos de iniciação, planejamento, execução, monitoramento, controle e encerramento de projetos.

O Project Builder, por exemplo, foi desenvolvido justamente pela demanda de um cliente que desejava levar as informações de seu MS Project para um ambiente colaborativo, uma vez que trabalhava com profissionais geograficamente distribuídos. Até fizemos um estudo recente com nossa base de clientes e identificamos que, ao se utilizar o Project Builder, tem-se uma economia de cerca de 20 minutos por dia — por cada membro da equipe — e 10 minutos diários diretamente relacionados ao gerenciamento de projetos por gestor. Assim, ao adotar a gestão de projetos on-line, gera-se uma economia de tempo extremamente significativa ao longo de um ano. Caso queira quantificar a economia real que sua área de projetos pode conquistar, utilize nossa calculadora de ROI!

Passando pelos controles arcaicos

Aqui na Project Builder não nos cansamos de ser surpreendidos por empresas de grande porte gerenciando carteiras milionárias com controles extremamente arcaicos — como planilhas eletrônicas manuais, software instalados localmente ou até mesmo única e exclusivamente pelo combo e-mail mais memória dos envolvidos e telefone. Tudo bem que esses métodos até funcionam — apesar de não muito bem —, permitindo o controle dos projetos em muitas empresas. Seu maior problema é, no entanto, a exigência de um esforço muito maior para levar a resultados efetivos, gerando um grande risco de se utilizar informações incorretas na tomada de decisão, além de, nesses moldes, a governança ser limitada, uma vez que não se controla o acesso e a edição das informações.

Considerando que, no quesito departamento de projetos, o maior custo da companhia é o salário dos gestores e dos especialistas, qualquer economia no tempo de gestão e na concreta execução dos projetos já pode representar uma ampliação na capacidade de execução de trabalhos simultâneos e na otimização de recursos humanos, permitindo, assim, um melhor acompanhamento da alocação dos recursos e uma melhor utilização dos especialistas da empresa.

Incluindo a segurança de acessos

Na gestão de projetos on-line, os dados ficam centralizados em uma única ferramenta, sendo que cada usuário acessa as informações por meio de uma identificação pessoal. Assim, o administrador do sistema pode controlar o que cada um dos perfis de usuário pode ou não pode acessar ou fazer, garantindo a plena segurança das informações.
Um maior controle nessa área garante um constante monitoramento de dados sigilosos e estratégicos, assim como o rápido rastreamento e a devida correção de erros típicos de distribuição e armazenamento. Isso sem contar a facilidade gerada pelos backups automáticos, que permitem resgatar e recuperar informações dentro de um determinado período. Lembra-se da última vez em que perdeu sua planilha? Pois em um ambiente on-line isso poderia ser facilmente evitado ou até revertido!

Chegando à agilidade na tomada de decisões

Outro grande benefício da gestão de projetos on-line é relativo a seu caráter imediato. Uma vez que os membros da equipe atualizam as informações sobre a execução dos trabalhos em tempo real, a agilidade na identificação de uma possível crise ou no reconhecimento de uma grande oportunidade torna o processo — e, consequentemente, a empresa — mais dinâmico e ágil, possibilitando uma tomada de decisões cada vez mais assertiva.

Como quem gerencia projetos normalmente concentra seu tempo em duas tarefas centrais — a coleta de informações sobre a execução do trabalho e a distribuição dessas informações para todos os envolvidos —, com tudo acontecendo no mesmo ambiente, já se automatiza pelo menos 50% da empreitada. No Project Builder, por exemplo, à medida que os membros da equipe executam registros, o gerente do projeto é notificado e pode acompanhar, em tempo real, o avanço do plano rumo à sua conclusão.

Fechando com a automatização da comunicação

Por meio de um software on-line de gerenciamento de projetos, a comunicação deixa de ser reativa — sendo necessária uma ação após o corrido —, passando a ser proativa — durante o ocorrido, sem a necessidade de ação corretiva. Essa simples mudança torna a comunicação automática, avisando sobre as atividades devidamente concluídas, as tarefas que, na verdade, deveriam ter sido concluídas, mas não o foram, e relatando paralisações e a ocorrência de eventos importantes — como marcos e reuniões que se aproximam.

Toda essa revolução nos processos torna a colaboração mais dinâmica e permite que o gerente de projetos se concentre no que realmente importa e, normalmente, é negligenciado, como o desenvolvimento dos membros da equipe, a geração de feedbacks construtivos, o registro de lições aprendidas e o monitoramento da evolução dos riscos, por exemplo.

Viu só como levar sua gestão de projetos para o ambiente on-line — e, consequentemente, em tempo real — é um passo fundamental a ser dado por toda e qualquer companhia? Como já falamos no passado, é muito importante começar com o pé direito e preparar bem a empresa para adotar uma boa metodologia de gestão de projetos.

Aqui na Project Builder já ajudamos algumas empresas a mudarem seus modelos de gestão de projetos. É o caso da revista Seleções, que tinha um desafio muito grande pela frente: coordenar os lançamentos das campanhas executadas por diferentes departamentos da companhia. Substituindo, com a adoção do PB, uma grande planilha eletrônica, foi possível liberar os colaboradores previamente encarregados de atualizar esse enorme formulário e de buscar informações para que passassem a focar exclusivamente no sucesso das campanhas — você pode conhecer mais sobre o case nesse vídeo!

Agora comente aqui e nos conte quando pretende investir na gestão de projetos on-line! E se precisar de algum tipo de ajuda, bata um papo com um de nossos consultores! O artigo foi útil? Então o compartilhe com seus contatos! Já imaginou que pode muito bem existir um gerente de projetos perto de você precisando dessas informações?

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gerenciamento de projetos

Gerenciamento de projetos: tudo o que você precisa saber para ter sucesso

Idependentemente da metodologia aplicada, das boas práticas seguidas ou da filosofia por trás de tudo, normalmente qualquer gerenciamento de projetos se resume a fazer dinheiro novo, não é mesmo? As mais diversas definições, os cursos mais completos e as palestras mais intrigantes se propõem a explicar no que realmente consiste e com implementar uma boa gestão de projetos, porém, em uma visão bem simples e objetiva, pode-se dizer que gerenciar qualquer projeto é trabalhar para entregar valor para uma organização, ajudando-a a atingir seus objetivos.

E se você ainda está começando sua empreitada no ramo de gestão de projetos, primeiramente confira nossos artigos sobre o que é e por onde começar! Lidos? Então você já está mais que pronto para digerir os principais pontos em que os gerentes de projetos, PMOs e organizações precisam focar para potencializar sua capacidade de geração de valor. Dê só uma olhadinha:

Como iniciar um projeto

É muito comum ouvirmos falar que é preciso planejar, certo? Porém, mais do que planejar, é preciso iniciar bem um projeto. Assim, antes de efetivamente decidir o que fazer, é importante esclarecer os motivos pelos quais se deve fazê-lo. E é aí que entra a iniciação no gerenciamento de projetos.

Idependentemente se você utiliza uma abordagem ágil ou tradicional, é necessário construir uma visão de onde se quer chegar com o projeto, quanto será preciso investir no trabalho e quanto se espera receber ao concluí-lo — no modelo tradicional, essa etapa é chamada de iniciação. Mas pouco importa se a opção consiste em utilizar uma metodologia Scrum ou uma boa prática como o PMBOK, porque, de uma forma ou de outra, você precisará construir um bom plano de negócios — business case ou Business Model Canvas — da iniciativa.

No caso de ser um projeto interno da corporação, será preciso obter a aprovação de um patrocinador. Já se for um projeto externo, bastará um aceite formal por parte do cliente para dar início efetivo aos trabalhos. De qualquer forma, idependentemente da estrutura do projeto em si, o ponto é simples: é preciso formalizar o nascimento da proposta e seus respectivos limites, assim como comprometer os envolvidos na nova iniciativa.

Como planejar um projeto

Tanto trabalhando com o modelo de projeto tradicional, assim como optando por um método mais dinâmico — como o Canvas — ou em ondas — como o Extreme Programming —, fato é que a etapa de planejamento tem por objetivo definir o que será concretamente executado, em quanto tempo e por quem. Isso sem contar que essa crucial etapa definirá as linhas de base que serão seguidas ao longo da execução dos trabalhos, ou seja, ao final do planejamento, tem-se uma estrutura que servirá como referência.

Nesse caso, os mais tradicionais terão uma EAP e um cronograma, o pessoal da agilidade terá um backlog, uma definição do sprint e um Kambam com todas as atividades que serão entregues na primeira onda. Aí está uma tonelada de informações extremamente importantes para garantir o bom andamento desse possivelmente conturbado início, não concorda?

Como executar um projeto

É nessa hora que a aventura realmente começa! Com tudo planejado e as linhas de base definidas, o trabalho agora consiste em seguir o plano. Nessa etapa, o time buscará desenvolver as atividades rumo à conclusão do projeto, entregando os pacotes de trabalho e validando o atendimento às necessidades do cliente.

Vale lembrar que, ao logo da execução, é mais que comum precisar corrigir o direcionamento ou responder a mudanças ou riscos inesperados. Por isso, a velocidade com que essas ocorrências são devidamente identificadas farão toda a diferença no sucesso do projeto como um todo.

Para quem utiliza os métodos ágeis, será exatamente na execução que os membros da equipe assumirão suas atividades individuais e em conjunto. Nesse cenário, o papel do scrum master é blindar seu time, garantindo que seus colaboradores tenham as ferramentas e os recursos necessários para produzirem o máximo possível.

Constantes reuniões, em pé mesmo, durante a execução têm por objetivo ajudar a entender como o projeto está evoluindo, quais são as dificuldades apresentadas e o que será feito no próximo dia. Mesmo que esse ritual tenha nascido pela necessária agilidade do mundo atual, cada vez mais gerentes tradicionais têm adotado essa filosofia e visto ganhos significativos na evolução dos trabalhos.

Como monitorar e controlar um projeto

Monitorar e controlar consistem em acompanhar a execução do projeto para que potenciais obstáculos possam ser identificados antes mesmo de se tornarem problemas reais, a fim de que, quando necessário, ações corretivas possam ser tomadas para controlar a execução ideal do projeto. Assim, o desempenho do trabalho é observado e medido regularmente para identificar possíveis desvios do planejamento. E esse trabalho inclui:

  • Medir as atividades do projeto em curso — onde se está;
  • Monitorar as variáveis ​​do projeto — custo, esforço, escopo e assim por diante;
  • Contrapor o plano de gerenciamento de projetos com a linha de base do desempenho do projeto — onde se deveria estar;
  • Identificar ações corretivas para resolver adequadamente problemas e riscos — como será possível entrar na pista de novo;
  • Influenciar os fatores que poderiam burlar o controle integrado de mudanças para que só as alterações aprovadas sejam realmente implementadas.
  • Fornecer feedback em relação às fases do trabalho, a fim de implementar ações corretivas ou preventivas para trazê-lo para mais perto do que foi prometido e planejado.

Como encerrar um projeto com tranquilidade

O encerramento do projeto tem um grande objetivo: receber o aceite formal do cliente atestando que tudo o que foi acordado está devidamente entregue. Nessa hora, as atividades gerencias incluem o arquivamento dos documentos relativos a todo o processo e a catalogação das lições aprendidas. Esta fase consiste, basicamente, em:

  1. encerrar completamente o contrato, liquidando até quaisquer itens ainda em aberto e fechando cada transação aplicável ao projeto ou a suas fases;
  2. finalizar todas as atividades nos grupos de processos para encerrar formalmente uma fase ou o projeto inteiro;
  3. revisar a implementação — fase vital para a equipe do projeto aprender com as experiências que certamente se aplicarão a trabalhos futuros —, que normalmente consiste em olhar para o que correu bem e analisar o que não deu tão certo assim para se chegar a lições construtivas.

Como levar tudo isso para minha organização

Agora que você já sabe o que fazer, seu primeiro passo deve ser começar a realmente planejar sua implementação. Seja criando um PMOadotando uma metodologia ou contratando um bom software de gerenciamento de projetos software de gerenciamento de projetos, seu próximo passo é executar uma ação para conduzir sua empresa do ponto em que se encontra até aonde queira chegar — nesse momento, um material que pode ser muito útil é nosso e-book sobre os 7 segredos para uma Gestão de Projetos de alta performance, em que falamos a respeito de colocar tudo isso em prática, sem mistérios.

Diga não à burocracia

Guarde, desde já, que implementar uma gestão de projetos eficaz definitivamente não é burocratizar seus processos, ok? O grande valor disso tudo é ampliar a capacidade dos projetos, gerando valor. Independentemente do caminho tomado, é muito importante que fique bastante claro que gerenciar projetos não é o fim, mas, sim, o meio pelo qual sua empresa ganhará mais dinheiro e reduzirá custos, tornando-se cada vez mais inovadora e abocanhando mais mercado.

Evite a empolgação

Como em todo e qualquer projeto, é necessário fazer o dever de casa! Consiga o apoio da alta gestão e deixe muito claro o que busca conquistar com a iniciativa. Uma forma de aumentar a chance de sucesso é pensar em uma implantação em ondas — até porque não se consegue fazer tudo da noite para o dia, não é verdade? Assim, pense em crescimentos progressivos, entregando valor para organização ao evoluir gradativamente.

Busque apoio externo

Como qualquer implementação possui dois grandes desafios — a curva de aprendizado e a resistência cultural —, que tal buscar ajuda para resolver esses possíveis problemas? A curva de aprendizado está relacionada ao progresso, ou seja, começa-se executando determinada atividade com uma certa dificuldade, mas aos poucos vai-se melhorando, até que, finalmente, o processo esteja dominado. O grande problema é que essa curva custa dinheiro, seja gerada pela baixa produtividade ou por erros cometidos ao longo de seu percurso.

Assim, quanto mais curto for esse processo, mais econômica será a implementação do gerenciamento de projeto. Já a resistência cultural é inerente a qualquer organização que busca por mudanças, afinal, não costuma ser nada fácil convencer as pessoas a passarem a fazer as coisas de uma maneira diferente.

Pois o apoio externo, que pode ser uma consultoria, um software de gerenciamento de projetos, um curso ou até mesmo um evento relacionado à área, já facilita bastante a resolução de ambos os desafios. Aqui na Project Builder já ajudamos algumas organizações a encurtarem suas curvas de aprendizado e a diminuírem sua resistência cultural. A Drive Consultoria, por exemplo, percorreu esse caminho e, hoje, colhe grandes resultados por ter perseguido a profissionalização da sua gestão de projetos, estando na lista das PMEs que mais crescem atualmente — você pode conferir o case da Drive aqui!

Agora que tal comentar aqui e nos dar sua opinião? Por acaso o post cobriu suas principais dúvidas ou ainda precisa de mais informações? Como acha que poderíamos melhorar este conteúdo? E não se esqueça de compartilhar se o artigo foi útil!

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gerenciar a si mesmo

Você sabe se gerenciar?

Quem administra sua carreira? Se você não é um superstar, acredito que a resposta para esta pergunta seja: “eu mesmo”. Hoje em dia não é papel das empresas administrar a carreira dos seus funcionários. Cabe a eles, gerenciar a si mesmo e presidir a sua própria carreira, garantindo que ela seja mais bem sucedida possível, mas também, se necessário, saber a hora de mudar o rumo e manter-se produtivo durante sua vida ativa.

Para isso, é necessário entender seus pontos fortes e fracos e saber em que tipo de posição você se sairá melhor.

Peter Drucker, no artigo para a Harvard Business Review, Managing oneself, diz que todos nós devemos aprender a gerenciar a si mesmo, a nos desenvolver, nos encaixar onde possamos dar a maior contribuição e que teremos que ficar mentalmente alertas e engajados durante a nossa vida produtiva, que pode durar 50 anos.

Drucker diz que o sucesso vem para quem conhece a si mesmo. Será que você se conhece? Acompanhe o nosso post e descubra!

Quais são meus pontos fortes?

É mais fácil saber no que não somos bons do que o contrário. Só que você só irá apresentar um bom desempenho e, consequentemente, ser bem sucedido, a partir dos seus pontos fortes.

“O único jeito de descobrir essa fortaleza é analisando o feedback. Sempre que tomar uma decisão crucial ou uma medida importante, anote o que espera que ocorra.” DRUCKER, Peter F. Managing Oneself (1999).

Para isso, pense onde os seus pontos fortes podem gerar resultados, reforce suas habilidades e, se necessário adquira novas. Procure entender se algo está inibindo a eficiência do seu desempenho e procure corrigir tal hábito.

Como eu me desempenho?

A forma como uma pessoa se desempenha é única. Segundo Drucker, é uma questão de personalidade.

É basicamente saber no que você é bom ou não. Alguns traços comuns da sua personalidade vão determinar o modo como você se desempenha, tal modo pode até ser ligeiramente modificado, mas muito dificilmente ele será totalmente transformado.

Ele define dois tipos de perfil, o leitor e o ouvinte. Isso quer dizer que algumas pessoas absorvem melhor um conteúdo quando lêem, outras quando ouvem. Dificilmente um ouvinte poderá se transformar em um leitor, e vice-versa, e raramente alguém será ambos.

Para saber se você é leitor ou ouvinte, pense por exemplo em uma reunião de trabalho. Você é daqueles que ouve tudo sem sequer pegar no papel para anotar algo e quando questionado sobre algum tópico da reunião consegue lembrar o que foi dito? Se sim, provavelmente você é um ouvinte. Já se você anota tudo porque sabe que vai precisar ler depois, é bem provável que você seja um leitor.

Quais são os meus valores?

Pergunte-se: “Que tipo de pessoa eu quero ver no espelho pela manhã?”.

Muitas pessoas na hora de candidatar-se a uma vaga de emprego, por exemplo, não procuram saber se os valores daquela organização são compatíveis com os seus. Isso em longo prazo levará a frustração, assim como ao não-desempenho.

Empresas, assim como as pessoas, possuem valores. Para ter sucesso numa empresa, os seus valores devem ser compatíveis com os valores da empresa.

Qual o meu lugar?

Uma pessoa comum pode se transformar em um talento espetacular se souber qual o seu lugar no mundo. Igualmente importante saber qual é o seu lugar no mundo, é saber qual não é. Por exemplo, se você sabe que não se desempenha bem numa grande organização, então você deverá saber dizer não caso apareça uma oportunidade para trabalhar em uma.

Qual deve ser a minha contribuição?

Para responder esta pergunta, você deverá voltar aos seus pontos fortes, em como se desempenha, em seus valores e se perguntar como pode dar a maior contribuição diante daquilo que precisa ser feito e, por fim, pergunte-se que resultados precisam ser alcançados para fazer a diferença.

Drucker ressalta que em primeiro lugar, os resultados devem ser difíceis de atingir, mas também não podem ser inatingíveis. Em segundo lugar, eles precisam ser visíveis e, se possível mensuráveis. Daí surgirá o curso da ação, ou seja; o que fazer, onde e como começar, que metas e prazos estabelecer.

Se gerenciar irá exigir que você pense e aja como um CEO, só que nesse caso a empresa é você, e o sucesso da “sua organização” dependerá do seu esforço.

E aí, você sabe se gerenciar? Deixe seu comentário!

Fonte: DRUCKER, Peter F. Managing Oneself (1999), Harvard Business Review.

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