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4 segredos para especificar requisitos de forma ágil

Como parte integrante das metodologias ágeis, a análise de requisitos é uma verdadeira revolução no que diz respeito a dois importantes aspectos organizacionais da empresa: a produtividade na execução do projeto e a maneira como a equipe colabora e se organiza.

Entretanto, essa transformação é grande para quem ainda está dando os seus primeiros passos com os métodos ágeis — se for esse o seu caso, recomendamos a leitura deste post sobre o agile —, pois é necessário promover mudanças cruciais no modo como os processos são conduzidos, com vista em evitar possíveis problemas.

Por outro lado, o trabalho duro em cima da análise de requisitos traz mesmo muitos benefícios. Dentre eles, destacam-se o melhor aproveitamento de tempo e o aumento na eficiência do serviço.

Mas, afinal, como dar início a essa significativa mudança na maneira como as equipes trabalham? Queremos te ajudar a encontrar a resposta! Para isso, falaremos aqui um pouco sobre a análise de requisitos e contaremos 4 segredos práticos. Vamos começar? Confira:

O que é a análise de requisitos

 

Concisamente, a análise de requisitos é um processo utilizado para estabelecer prioridades no desenvolvimento de um projeto. Logo, ela é feita em cima de um levantamento, enquanto os “requisitos” são as necessidades do cliente.

Para melhor esclarecermos isso, vamos supor que João, um profissional de TI que atua como operador de suporte técnico, queira se tornar um administrador de sistemas (sysadmin).

Nesse caso, sua primeira iniciativa é a obtenção de informações pertinentes ao cargo almejado, mais especificamente os requisitos necessários para se tornar um aspirante a sysadmin.

Como reconhece que ainda precisa estudar muito e se qualificar, João faz um levantamento das principais disciplinas e técnicas que deve dominar, direcionando seus estudos para os requisitos mais considerados pelo mercado.

Nesse processo de análise de requisitos, todas as especificações do cliente são colocadas à mesa, e são estabelecidas as prioridades do projeto. Isso é, identifica-se os aspectos imprescindíveis do software a ser desenvolvido — nos quais a equipe priorizará seus esforços.

E a importância disso se reflete nos benefícios em conhecer mais profundamente as necessidades do cliente.

O maior deles, sem dúvidas, é a compreensão do seu dia a dia, pois isso é o que permitirá à equipe desenvolver uma solução mais condizente com os problemas do cliente, otimizar o uso do tempo e reduzir as possíveis falhas.

Mas como garantir que a análise de requisitos agregue valor ao produto final? É o que veremos agora.

4 dicas para especificar requisitos

 

1. Elimine a “fase de requisitos”

É importante lembrar que a metodologia ágil parte do princípio de que os requisitos do software serão elaborados ao longo do seu desenvolvimento, e não em uma etapa anterior. Dessa forma, nos primeiros passos do projeto são levantadas apenas as necessidades de alto nível.

Aceitamos como princípio nas metodologias ágeis que os requisitos passarão por evoluções e, inclusive, falharão; são possibilidades inerentes ao desenvolvimento de um produto. Por isso, a sua elaboração contínua está diretamente integrada ao desenvolvimento como um todo.

Mas isso não significa que os requisitos ficam “soltos”, ou que podem ser transformados à revelia. O gerenciamento dos requisitos especificados deve ser feito cuidadosamente, priorizando uns em detrimento dos outros sempre em função de critérios coerentes e estáveis.

Agora, chegamos à questão: como, então, fazer a definição dos requisitos neste cenário tão dinâmico?

Um consenso na metodologia ágil é que os requisitos não precisam conter toda a informação desde o começo, mas apenas o que for suficiente. A decisão sobre que dados são esses pode ser feita por meio de alguns recursos bem inteligentes — conforme veremos a seguir.

2. Lance mão de User Stories

As User Stories (ou Histórias de Usuário) vieram originalmente do XP, mas já fazem parte do Scrum e de outros tipos de implementações. Elas servem para mediar uma comunicação clara entre o cliente/usuário e o time de desenvolvimento — são, acima de tudo, facilitadoras de entendimento.

Elas contêm descrições, escritas pelo próprio usuário, sobre o que o sistema precisa fazer para que o usuário realize uma tarefa.

Por isso, os cartões de User Stories não são alternativas eficientes como documentação de projeto, mas como uma maneira na qual o time desenvolvedor pode compreender melhor o seu público, bem como as suas necessidades, dificuldades e anseios.

3. Aplique Use Cases

Enquanto as User Stories são destinadas a mediar a comunicação entre cliente e desenvolvedor, os Use Cases (ou Casos de Uso) devem ser aplicados durante conversas e reuniões do time.

Grosso modo, eles são maneiras de descrever as interações homem-máquina sistematicamente, permitindo ao desenvolvedor obter uma visão bem estruturada sobre essas interações e a sua atuação em melhorias e correção de erros.

Como serão modelados idealmente em UML e tratam, muitas vezes, com modelos mais complexos, de difícil entendimento — diferentemente das User Stories —, os Use Cases não podem ser feitos pelo usuário.

4. Tenha boas práticas para definir requisitos

Tanto os Use Cases quanto as User Stories devem ser trabalhados de forma conjunta, nunca excludente. Afinal, eles geram pontos de vista complementares, e de equivalente importância.

Assim, para fazer o melhor uso deles, é possível seguir um conjunto de melhores práticas para definir os requisitos. Vamos a elas?

Incentive a participação dos stakeholders

Existe uma correlação forte entre o envolvimento dos stakeholders e do sucesso do projeto. E o uso de ferramentas simples, como post-its e quadros brancos, já ajuda a tornar o processo mais acessível!

Descreva os requisitos de maneira clara

Os requisitos devem ser descritos de forma clara, sem o uso de termos vagos, como “econômico” ou “agradável”. Não abra margem para dupla interpretação, pois isso abrirá portas para ocorrência de falhas e atrasos na entrega do produto.

Evite exageros

Para validar cada requisito, deve ser descrito e documentado apenas o necessário, por meio de testes. Isso porque a natureza de mudança das metodologias ágeis tornaria o ajuste de documentações extensas um verdadeiro pesadelo, além de afetar a clareza das descrições de requisitos que mencionamos acima.

Foque no cliente

Você não executa os projetos apenas por eles mesmos. Seu objetivo é gerar valor para o cliente — e as suas definições de requisito, assim com o gerenciamento delas, precisa refletir isso.

Ao conhecer melhor o dia a dia do cliente, observando de perto os conflitos e necessidades dos usuários finais, o time de desenvolvimento tem a oportunidade de entregar um sistema muito mais completo e que, de fato, contribui para os seus processos de negócio.

Enfim, por meio dessas quatro dicas, a sua equipe conseguirá extrair todos os benefícios da análise de requisitos.

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