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Autor: Braun

gestão de projetos

Quando menos é mais na gestão de projetos

É muito comum encontrarmos por aí empresas que implantaram a gestão de projetos — ou que, na verdade, ainda a estão implantando — em uma constante busca para evoluir seus processos e, finalmente, atingir a maturidade organizacional. No entanto, em nossas consultorias sempre perguntamos, a cada novo projeto de implantação, se é possível retirar alguma coisa daquele determinado processo. Será?

A maioria das áreas de projetos — ou das de TI, onde normalmente tudo começa — adotam a seguinte regra quando pensam em metodologias de gestão: quanto mais processos, controles e templates, mais robusta será nossa metodologia e mais rápidos vamos avançar para a maturidade. Via de regra, a dura verdade é que um esforço enorme será empenhado na produção de requintados processos, metodologias e softwares extremamente complexos, que, muitas vezes, em vez de apararem as arestas no caminho para a evolução da gestão de projetos, arriscam tudo ao incluir rotinas e atividades que apenas engessam e tornam a empresa burocrática.

Na busca pelo método perfeito de gestão de projetos, os profissionais acreditam que devem continuamente adicionar novos detalhes a seus métodos de gestão para manter a organização inovadora. É como se a alta gestão não pudesse confiar no processo originalmente projetado. O incrível é que, por mais que entendamos cada vez mais sobre gestão de projetos, tenhamos softwares de Project Portfolio Management (PPM) mais sofisticados e com recursos avançados, estudos ainda mostram pouquíssimas evoluções no que diz respeito a tarefas simples, como a entrega do projeto dentro do prazo, do orçamento e atendendo às expectativas do cliente. Não deveria ter mistério aí, não concorda?

Quer fazer seu PMO efetivamente entregar valor para a organização? Então que tal usar o princípio da navalha de Occam? Esse princípio diz que sempre devemos optar pela hipótese mais simples para explicar ou resolver uma questão, o que só reitera a teoria de Albert Einstein de que tudo deve ser feito o mais simplesmente possível, mas sem chegar a ser simplista. Por isso, chegou a hora de cortar o que não gera valor!

Se a reunião se tornou um mero ritual vazio, corte. Se ninguém preenche o termo de abertura, trate de substituí-lo por um Canvas. Se ninguém utiliza adequadamente seu mais completo software de controle de projetos, mude para uma planilha de eletronica— sim, isso mesmo: Planilha!!! O importante é gerar valor para quem gerencia os projetos, para o cliente, que espera o resultado final, e para a diretoria, que quer ver metas e objetivos sendo entregues dentro das expectativas — ou, de preferência, ultrapassando-as!

Aqui vale relembrar que o genial arquiteto Mies van der Rohe, durante a década de 20, tinha um lema que não só pode como deve ser adotado por absolutamente todos que pensam em implementar um processo eficiente de gestão de projetos: menos é mais! Pois o que mais precisamos na gestão de projetos é fazer mais com menos, afinal, a perfeição é atingida não quando não existe mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada a ser tirado. E, convenhamos, quão melhor o mundo não poderia ser se mais profissionais de projeto conseguissem — ou pudessem — aderir a tal princípio, não é mesmo?

Nós, da Project Builder, sempre pensamos: é possível ser mais simples? E todas as vezes em que percebemos que a evolução foi longe demais, trabalhamos para emagrecer e simplificar ao máximo qualquer que seja o projeto. Quer uma metodologia que realmente funcione? Toda vez que pensar em incluir algo novo em sua gestão de projetos, lembre-se do KISS — abreviação paraKeep it Simple, Stupid, ou mantenha isso simples, seu idiota! Se chegar à conclusão de que não está simples o suficiente, corte! Se já tiver atingido o nível de simplicidade ideal, continue. O segredo é adotar o “menos é mais” como mantra. Agora olhe para seu processo de gestão de projetos e se pergunte: é possível cortar?

Concorda que a simplicidade é o melhor caminho? Comente aqui e nos conte sua opinião! Esse artigo foi útil? Compartilhe-o com seus contatos e ajude ainda mais pessoas! E não se esqueça que, se precisar de ajuda para simplificar, sempre é possível falar com um de nossos consultores! E não se preocupe, porque isso não tem custo algum. Então o que ainda está esperando?

 

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personalidades da gestão de projetos

7 personalidades da gestão de projetos para você seguir no Twitter

Hoje, apesar da informação está ao nosso alcance 24h por dia, muitas vezes não temos tempo de parar e ler tudo que precisamos. Porém, é fundamental nos mantermos atualizados –especialmente em nossa área de atuação. Nesse ponto, o Twitter pode ser de grande utilidade, pois mesmo na correria do dia a dia, entre uma reunião e outra, conseguimos dar aquela conferida rápida nas novidades e seguir personalidades da gestão de projetos!

Existem alguns profissionais de gerenciamento de projetos que compartilham diversas informações relevantes e conteúdos super úteis da área. Confira alguns perfis e comece a segui-los!

Américo Pinto

Especialista em Gerenciamento de Projetos, Portfólio e PMO. Atua como consultor, professor, autor e pesquisador, com larga experiência em grandes projetos no Brasil, EUA e Europa. Possui mais de 20 anos de experiência em Gerenciamento de Projetos.

Twitter l  @americopintoamericopinto

José Finocchio 

Reconhecido consultor especialista no tema gerenciamento de projetos, defendendo os princípios da simplicidade, da agilidade e da desburocratização. Autor do Project Model Canvas, um dos livros de gerenciamento de projetos mais lidos da atualidade. Junto com a Project Builder desenvolveu o PM Canvas App.

Twitter l @finocc

Ricardo Vargas

Especialista em gerenciamento de projetos, riscos e portfólio. Ricardo Vargas é também autor de quatorze livros em português, inglês e espanhol.

Twitter l @rvvargasrvvargas

Fábio Cruz 

Especialista em Gerenciamento de Projetos, Professor, Palestrante, Escritor e Blogueiro. Tudo isso com pitadas de Ágil, PMP, EXIN ASF, CSM, ITIL e boas práticas em GP. É também autor do livro “Scrum e PMBOK unidos no Gerenciamento de Projetos”. Lançamos anteriormente um e-book em parceria com o Fábio Cruz sobre Scrum + PMBOK. Você pode baixar gratuitamente aqui.

Twitter l @fabiocruz

Farhad 

Farhad possui mais de 30 anos de experiência profissional em empresas de porte em diversas funções gerenciais. É Project Management Practice Advisor de UNOPS e pesquisador, professor e consultor em gestão de projetos. É também autor e tradutor de livros e artigos sobre gerenciamento de projetos.

Twitter l @farhadak

Mario Henrique Trentim

Professor, consultor e autor de livros em gestão de projetos, estratégia empresarial e inovação, possui mais de 10 anos de experiência em grandes projetos nas áreas de Infra-estrutura, Telecomunicações, PD&I, TI e Aeroespaciais.

Twitter l @mariotrentim

Vitor Massari

Autor do primeiro livro em português de preparação para a certificação PMI-ACP.

Vitor possui grande experiência em especificações técnicas, desenvolvimento de soluções Oracle, metodologias ágeis como Scrum e as melhores práticas de gerenciamento de projetos do PMI.

Vitor já escreveu um artigo para o nosso blog, que você pode conferir aqui.

Twitter l @AgileCoachSP

O que você achou da lista? Você concorda? Incluiria mais alguém? Não deixe de compartilhar sua opinião conosco!

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projeto na nuvem

5 Motivos para gerenciar seu próximo projeto na nuvem

Há alguns anos, vem se falando muito das vantagens de aplicações na nuvem e até criação de projeto na nuvem como alternativa, a softwares instalados localmente, a exemplo da suíte empresarial da Microsoft com o Excel e o Word. Mesmo assim, muitas empresas ainda demoram a aceitar que seus projetos, clientes e operações já deveriam estar na web há muito tempo.

Um pouco desse receio vem da falta de informação. Quando se fala em software as a service ou cloud computing, muitos empresários pensam nos seus dados espalhados sem controle e acessíveis a todos na internet. A verdade é que os sistemas de gestão web já evoluíram a ponto de substituir softwares locais sem comprometer a segurança ou a operação da empresa.

Mas não são essas as únicas vantagens. Abaixo listamos cinco dos principais motivos para você começar a gerenciar seus projetos na nuvem.

 1. É rápido para implementar

Softwares instalados localmente, mesmo aqueles contratados especialmente para a sua empresa, são construídos após longas reuniões, desenhos de escopo, levantamento e mapeamento de demandas e necessidades. Todo esse processo é válido em certas situações, mas em outras, principalmente para pequenas e médias empresas, torna a aquisição lenta e burocrática.

Através de softwares na nuvem é possível fazer a implementação rapidamente com poucos cliques e alguns dados. Muitas empresas não exigem nem cartão de crédito no primeiro acesso. Essa velocidade pode ser um diferencial competitivo para a sua empresa.

2. É mais barato

Pequenas e médias empresas não pretendem gastar grandes quantias para ter um software de gestão dos seus projetos. Mesmo entre as alternativas locais, como o Excel, possuem licenças caras e, geralmente, não transferíveis. O que leva muitos empresários a optarem por pirataria.

Por outro lado, softwares na nuvem, além de serem mais baratos, possuem planos de assinatura que não forçam a empresa a comprometer muito dinheiro logo no início. Se a opção for uma solução vinda de uma startup, ainda se ganha um suporte diferenciado, já que esse tipo de empresa costuma dar uma atenção especial aos poucos clientes que possui.

3. Não é preciso um departamento de TI

Outro grande temor dos empresários é a ideia de que é necessário contratar um departamento de tecnologia para gerenciar projetos. Talvez para softwares locais seja realmente necessário, já que eles dependem de integrações, manutenções e consertos de bugs. Mas softwares na nuvem são mantidos pelas próprias empresas que os criaram, eliminando dessa forma a necessidade de um especialista em programação na empresa do cliente.
Inclusive, a maioria desse tipo de software é construída para clientes que não tem conhecimento algum em tecnologia.

4. É mais flexível

A flexibilidade de gerenciar um projeto na nuvem se dá em vários níveis: portabilidade e mobilidade estão entre os principais. Primeiro que você não depende de hardware, ou seja, mesmo computadores mais antigos mas com acesso à internet não terão problemas em “hospedar” softwares na nuvem.

O segundo ponto é que a mobilidade lhe possibilita acessar todas as informações a partir de um tablet ou smartphone em qualquer lugar do mundo, como se estivesse na sua empresa. Isso é útil para você ou para os seus funcionários pois proporciona um atendimento diferenciado para os clientes, criando mais uma vantagem competitiva.

5. Você tem mais opções

Quando você compra uma licença ou contrata uma empresa para construir um novo software local acaba aceitando que aquela solução irá ser a melhor. Não é incomum nesses casos que o cliente saia insatisfeito, já que o número de opções é limitado.

Levando toda a sua gestão para a nuvem é possível que você teste um serviço por um tempo, muitas vezes gratuitamente, e só depois decida se deseja se comprometer com a empresa ou não. Dessa forma, você facilita a migração entre um serviço e outro até encontrar aquele que mais agrade. Além disso, mesmo após o pagamento, você pode cancelar o serviço e partir em busca de outra opção. Sem dores de cabeça e sem complicações.

Restou alguma dúvida sobre as vantagens de ter sua gestão na nuvem? Aproveite os comentários abaixo para conversar conosco.

organizar uma implantação

4 dicas para organizar uma implantação de forma rápida e eficiente

O projeto foi entregue dentro do escopo, do prazo e do orçamento? Ótimo! Mas isso definitivamente ainda não é garantia de que ele tenha sido um verdadeiro sucesso. Basta pensar que organizar uma implantação pode exigir de seus colaboradores e fornecedores que empreendimentos sejam entregues dentro das condições acordadas com o cliente. Assim fica mais fácil perceber que o sucesso nos projetos passa por diversos outros fatores que não somente sua efetiva entrega final.

Portanto, para garantir que uma implantação aconteça de forma rápida e eficiente, mas sem colocar em risco a saúde tanto dos funcionários como do negócio em si, é fundamental se preocupar com a forma com que ele é entregue. Quer saber mais? Então confira agora mesmo 4 valiosas dicas para tentar alcançar esse objetivo: organizar uma implantação de forma rápida e eficiente!

Centralize as informações

É verdade que algumas organizações conseguem executar projetos incríveis usando somente planilhas de Excel preenchidas manualmente. No entanto, o uso de um software específico para esse fim leva a organização do trabalho a um nível totalmente diferente, centralizando a inserção das informações, controlando alterações, permitindo a geração de relatórios e também o compartilhamento entre os membros da equipe.

Com isso, a empresa garante que os principais esforços do projeto ocorrerão em um ambiente único e integrado, minimizando significativamente as chances de erros e retrabalhos — que costumam ocorrer quando se usa arquivos isolados, como as tais planilhas e documentos de texto. Você pode entender um pouco melhor este ponto, especificamente, em um artigo que escrevemos há um tempo atrás. Leia aqui.

Use ferramentas inteligentes

Ao aplicar o conceito de Business Intelligence ao gerenciamento de projetos, sua empresa também pode tornar a implantação mais rápida e eficiente, já que será possível fazer análises cada vez mais ricas sobre a situação de cada empreendimento. Com esse tipo de ferramenta passa a ser possível compreender melhor o impacto das decisões sobre o ROI do projeto, sobre o faturamento e a redução de custos, por exemplo.

Além disso, que tal otimizar a gestão dos recursos do projeto? Não parece promissor? Imagine uma ferramenta que possibilite uma consulta completa sobre as fases dos projetos já concluídos, identificando em que etapa a empresa costuma se atrasar. Ao fazer essa avaliação, é possível prever tendências futuras e direcionar mais tempo e esforço a essas etapas problemáticas, prevenindo atrasos que podem ter impactos durante a execução como um todo.

Cheque o desempenho da equipe

Mesmo que sua empresa conte com a mais alta tecnologia do mercado, pouco será realmente alcançado caso não se dê a devida atenção à gestão de pessoas nos projetos. Para garantir uma implantação rápida e eficiente, é fundamental acompanhar a alocação dos profissionais e monitorar de perto o desempenho de cada um deles.

Listar competências, habilidades e atitudes de cada funcionário, por exemplo, ajuda a escolher as pessoas ideais para os cargos. Com uma solução para registrar e gerenciar esses atributos, o gestor pode fazer substituições na equipe com mais facilidade, conseguindo aproveitar as melhores práticas dos membros mais produtivos para o restante da equipe. Além disso, reduz-se os atritos entre projetos que competem por recursos.

Dê força às interfaces

Um dos grandes problemas relacionados à rapidez e à eficiência na gestão de projetos está na geralmente precária comunicação entre as partes envolvidas. Por isso, uma última dica — mas não menos importante — é realmente caprichar na definição das interfaces com fornecedores, parceiros e clientes, em todos os níveis hierárquicos, deixando-as bem claras desde o planejamento e as revisitando sempre que necessário durante a execução.

Apesar de não existir nenhuma receita pronta para uma implantação rápida e eficiente de projetos, com essas dicas já é possível dar um kick-off com chances bem maiores de sucesso. Então o que ainda está esperando para colocá-las em prática?

Agora que você já sabe pelo menos por onde começar, comente aqui e nos conte sobre suas maiores dificuldades nesse processo! Compartilhe suas experiências conosco e participe da conversa!

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atingir os resultados

Da estratégia aos resultados em 5 passos

Para alcançar os resultados que você espera para sua empresa, é preciso planejar e agir. A estratégia estabelece o que deve ser feito para atingir um objetivo. Por sua vez, o projeto expõe como será, na prática, a realização das ações definidas por decisão estratégica. É no projeto que o executivo vai destinar e gerenciar os recursos necessários para atingir os resultados.

Projetos são planejados e implementados para promover a inovação ou a melhoria radical dos processos atuais da organização, ou para criar novos processos que gerem mais valor para o negócio. Até aí, tudo bem. O grande desafio é: o que fazer no espaço que existe entre a visão da empresa e o dia a dia da operação? Como agir para que todo o esforço do planejamento estratégico faça com que você consiga atingir os resultados?

É bastante comum nas organizações haver uma grande dificuldade nessa questão, ou seja, seus executivos não conseguem implementar satisfatoriamente as ações que foram fundamentadas em estratégias bem formuladas.

Para ajudar a superar esse dilema, traçamos cinco passos que vão lhe ajudar a tirar do papel o planejamento estratégico da sua empresa de forma a atingir os resultados desejados:

1- Conheça seus recursos – conhecer bem a sua equipe é tão importante quanto conhecer a empresa. É preciso fazer avaliações rigorosas em relação a metas claras e transparentes, sempre com feedbacks, para que as pessoas saibam se o rumo que estão tomando está correto ou não.

2- Defina metas atingíveis – pode ser desastroso escolher metas que não se pode cumprir. É bastante comum ver líderes definirem metas erradas porque não são realistas quanto à capacidade das pessoas em atingi-las.

3- Tenha prioridades – o primeiro passo é definir as metas certas, como dito anteriormente. Depois, é preciso definir ações para atingir essas metas, mas com a escolha de prioridades. Não se pode abraçar o mundo de uma vez. Cada pessoa envolvida no projeto deve ter consciência de seu papel. Uma sugestão é fazer benchmarking com outras organizações para estabelecer o que é mais importante.

4- Delegue responsabilidades – não adianta apenas chegar e dizer à equipe: “Precisamos gerar R$ 10 bilhões em caixa.” Você precisa ter a noção de quais áreas do seu negócio podem gerar quanto, como isso será feito (se por meio de um melhor controle de projetos ou gestão dos recursos mais aprimorada), quem serão os responsáveis e como será feito o acompanhamento para se certificar de que todos estão fazendo o que deve ser feito.

5- Termine o que começou – concluir o que foi planejado é parte fundamental da execução da estratégia de forma constante e sequencial. Fica definido quem será o responsável pelo quê e quais serão os critérios específicos para mensuração. À medida em que os eventos se desenrolam, diante de tamanha incerteza, o acompanhamento se transforma em um processo mais intenso. Os marcos de mensuração devem ser mais frequentes para diminuir as chances de deslizes, e as informações precisam fluir mais rapidamente e com mais riqueza de detalhes, de modo que a equipe perceba e avalie a evolução da estratégia.

O que você faz para que o planejamento estratégico da sua empresa gere resultados? Você acha que os passos listados acima podem ajudá-lo?

Escuta Ativa

O que um gerente de projetos precisa saber sobre escuta ativa

Uma das habilidades mais requisitadas para um gerente de projetos é a boa comunicação. Seja falada ou escrita, é a comunicação que garante o alinhamento necessário entre os membros da equipe do projeto, cuidando para que todos estejam focados nos mesmos objetivos e metas, desempenhando seus papéis adequadamente para que o produto final seja tal qual o planejado.

Contudo, o processo comunicacional só é efetivo se há um comprometimento por parte dos colaboradores. E isso exige uma boa dose de saber escutar, afinal, a comunicação é feita de 50% fala e 50% escuta, ou seja, compreender e ser compreendido. E é por isso que o gerente de projetos precisa assimilar o que é escuta ativa e como ela pode auxiliar no seu papel de liderança, facilitando os relacionamentos e tornando a equipe muito mais produtiva.

Quer saber mais sobre esse conceito e como ele funciona na prática? Então acompanhe agora mesmo nosso post de hoje:

No que consiste essa tal de escuta ativa?

Quando uma pessoa fala com você, como você se comporta? Presta atenção ao que ela diz, faz outras atividades enquanto ouve, fica o tempo todo processando outras informações ou julgando o conteúdo da sua fala? Se a resposta a qualquer uma dessas perguntas é sim, você está indo contra a escuta ativa.

Escutar ativamente é focar na pessoa que fala com você, deixando outras preocupações de lado para realmente compreender o que está sendo dito, quais são as intenções, as preocupações e os anseios contidos no discurso. Lembre-se de que não é apenas a boca que fala, mas todo o corpo exprime uma comunicação que não só pode como deve ser levada em conta quando se conversa com alguém.

Um profissional sinalizando problemas de relacionamento com outro, divergências de pensamentos e aflições em relação a atividades pouco claras: tudo isso pode ser percebido por meio da linguagem corporal, ou seja, da escuta ativa, focada nos detalhes.

O que impede um gerente de projetos de praticá-la?

São diversas as barreiras que devem ser quebradas pelo gerente de projetos a fim de garantir uma maior coesão em sua equipe. Quer saber o que anda fazendo de errado nesse sentido? Então trate de ficar atento a esses sinais:

  • Escutar as pessoas pensando em outras coisas;
  • Fazer outras atividades enquanto fala com uma pessoa;
  • Selecionar somente aquilo que o agrada, recusando toda comunicação que seja uma crítica ou que não satisfaça suas expectativas;
  • Escutar enquanto anseia por outros compromissos;
  • Concluir os pensamentos do seu interlocutor antes da hora.

Ao perceber em si algum desses sinais, o gerente de projetos deve tomar providências para eliminar essas barreiras. Aí vale pedir que o colega volte em um outro momento, para conversarem com mais tranquilidade, ou, ainda, retirar-se para um local mais isolado para que possam conversar com mais calma. Melhor tomar essa precaução e garantir a produtividade da conversa, não acha?

Então como colocar o conceito em prática?

Em um diálogo qualquer, é preciso se manter focado no interlocutor para que ele se sinta seguro e você compreenda o assunto em toda a sua amplitude, sem levantar as barreiras mencionadas anteriormente. Durante a conversa, observe a linguagem corporal do colega e analise se está coerente com seu discurso.

Mantenha sempre uma retroalimentação em todos os diálogos, ou seja, dê feedback a todo momento, mostrando que você está atento à conversa. Repetir algumas falas, mas com outras palavras, permite que você verifique se está mesmo compreendendo a proposta. Perguntar sobre pontos pouco claros é sempre válido, assim como não interromper enquanto a outra pessoa fala, deixando-a concluir o pensamento antes que você possa fazer qualquer tipo de julgamento.

Por que usar essa técnica no gerenciamento de projetos?

O gerente de projetos é o porto seguro de toda a equipe quando o foco é a tomada de decisões difíceis, a determinação de alterações no projeto, a promoção de um ambiente de trabalho mais sinérgico e a manutenção da coesão entre os profissionais envolvidos. Por isso, se o gerente de projetos não pratica a escuta ativa, está perdendo detalhes importantes da execução do projeto, bem como pode comprometer o desempenho da sua equipe pela falta de habilidade em detectar problemas de relacionamento ou de entendimento sobre papéis e atividades.

Praticando a escuta ativa, o gerente facilita a comunicação com a equipe e fica mais próximo do dia a dia das pessoas, melhorando seu poder de relacionamento e liderança, quesitos essenciais para conduzir equipes vencedoras ao sucesso!

Agora que você já conhece o conceito, comente aqui e nos conte se pratica a escuta ativa na efetivação dos seus projetos! Já se viu diante de uma barreira à escuta ativa? Como contornou a situação? Compartilhe suas experiências conosco e participe da conversa!

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status report

Status report: como esse relatório pode beneficiar o meu projeto?

Um gerente de projetos, assim como qualquer outro gestor, precisa monitorar e controlar as atividades que estão sob sua responsabilidade. Afinal, como bem diz o jargão, só se gerencia aquilo que se controla, certo?

Nesse cenário, os indicadores são a forma mais eficaz de demonstrar, por meio de gráficos e números, como realmente está o andamento do projeto e como a equipe vem desempenhando seu papel. E um indicador bastante eficaz para realizar esse controle é o relatório de status — ou status report.

Mostrar que o projeto está dentro do prazo e do custo planejado, além de estar cumprindo com o escopo previamente acertado, é uma forma de engajar positivamente o cliente, fazendo com que ele esteja sempre disposto a ajudar o empreendimento a seguir adiante.

Oferecer uma visão real comparada com o que foi planejado passa confiança e transparência. É claro que, se o real for muito discrepante do planejado, é preciso apontar o que levou o empreendimento a esse cenário e quais são as medidas que serão adotadas a fim de reverter o quadro atual. O objetivo não é ser 100% fiel ao que foi programado, mas é preciso que haja uma grande similaridade com a execução real.

Para podermos acompanhar o andamento real do projeto, vamos abordar o status report, definir o que é e quais são seus benefícios para o acompanhamento de qualquer projeto. Ficou curioso? Então confira!

O que é esse tal de status report?

Enviados com uma determinada frequência — a ser definida pela equipe do projeto, junto com as partes interessadas —, esses relatórios atualizam os envolvidos no trabalho em relação ao andamento das atividades e ao devido cumprimento do cronograma previamente definido. Essa é uma ótima maneira de formalizar a condução do projeto.

O diagnóstico final normalmente é apresentado em reunião com as partes interessadas, a fim de que todas as eventuais dúvidas possam ser prontamente esclarecidas.

O status report ajuda o gerente de projetos e sua equipe a verem, de forma clara, como a execução do empreendimento está se saindo, na prática. É possível ver se o planejamento elaborado está sendo seguido e quais serão as dificuldades que podem aparecer durante o percurso que ainda precisa ser trilhado.

É importante lembrar que o planejamento elaborado precisa ser factível com a realidade da empresa. É preciso trabalhar com os recursos disponíveis e não contar com algo que pode acontecer. Caso contrário, a execução não sairá aderente ao que foi programado, causando frustração com a equipe executora e principalmente com o cliente.

Quais informações são relevantes?

Incluir informações em excesso ou deixar de acrescentar dados importantes pode afetar a credibilidade que os stakeholders têm em relação ao projeto. Lembre-se: é preciso munir as partes interessadas das informações que elas precisam, para engajá-las positivamente no sucesso do projeto.

A fim de evitar esse risco, o gerente de projetos precisa definir meticulosamente com os envolvidos quais serão as questões abordadas. Apresentar um quadro com um resumo executivo, por exemplo, ajuda a concentrar as informações mais importantes em um só lugar, de uma forma clara e objetiva.

Os dados que aparecem com mais frequência são relacionados a cronograma, escopo, custo e riscos, devidamente acompanhados de algum indicador para demonstrar como está o desempenho real desses aspectos. Veja a seguir o que deve mostrado.

Cronograma

Representa quais marcos do planejamento já foram alcançados e quão distante o empreendimento está de chegar ao próximo. É preciso observar o quanto de aderência há entre o prazo planejado e o executado.

Os desvios precisam ser explicados e as ações para reduzir os possíveis atrasos precisam estar explícitas. Lembre-se sempre que um aumento de prazo gera inevitavelmente um aumento de custo. É preciso estar sempre atento!

Escopo

Quais entregas já foram realizadas e quais são as próximas. Deve mostrar que o trabalho que está sendo realizado está de acordo com o escopo contratado e sendo entregue com a qualidade desejada.

Custo

Há aderência entre a curva S planejada e a executada? É preciso mostrar que não está havendo gastos desnecessários. Se o desembolso planejado estiver equivalente ao de execução, isso mostra que os recursos do projeto estão bem alocados e não há perda de capital com procrastinação ou materiais parados.

Mantenha-se atento ao monitoramento e controle da tríade: escopo — prazo — custo. Qualquer alteração em uma delas alterará as duas outras proporcionalmente, podendo levar o projeto ao insucesso.

Riscos

Mostra quais os riscos negativos e positivos poderão acontecer durante os próximos passos do projeto e foca nas ações para reduzi-los ou maximizá-los. Um bom planejamento de riscos ajudará o relatório a ser mais completo, evitando possíveis surpresas para a contratante e a contratada, durante a execução.

Como elaborar este relatório?

Há vários templates de relatórios de status espalhados pela internet. Quanto mais simples e direto, melhor. Para o sucesso da informação, é fundamental observar qual será mais proveitoso tanto para a equipe de execução quanto para o cliente.

Uma forma de elaborar é utilizando a Estrutura Analítica do Projeto. Na EAP, os pacotes de trabalho são desmembrados em entregas necessárias para se chegar ao produto final.

Cada entrega é essencial para se cumprir todo o escopo do projeto contratado. É possível, então, utilizar essa ferramenta para montar o status report. Se o projeto for muito grande, com vários pacotes de trabalho e esses com muitos filhos, procure agrupar os principais e mostrar o andamento físico e financeiro dos grandes grupos.

Outra maneira é utilizar gráficos a fim de mostrar o progresso de cada grande marco e o quanto foi consumido para se alcançar aquele objetivo. Como às vezes os gráficos ficam muito elaborados, pode ser que muitas pessoas tenham dificuldade na sua interpretação. Para que isso não ocorra, sempre que achar necessário, insira legendas e pequenos textos explicativos.

Percebe-se que a melhor maneira de se elaborar um bom status report é entendendo o que a equipe precisa e o que o cliente quer receber de informação. Pode ser necessário elaborar um relatório interno e outro externo, ambos com a mesma função e alimentados com os mesmos dados, mas visualmente diferentes.

O sucesso do relatório de andamento depende do seu entendimento por todos os envolvidos e de que seu uso seja feito de forma a melhorar continuamente o processo de execução. É preciso que todos entendam a importância dessa ferramenta a fim de evitar que os problemas que surgem durante a execução se acumulem, podendo levar o projeto ao colapso.

Quem vai atualizar o relatório?

A informação para a execução do relatório de status precisa ser atual, precisa e correta. Usa-se congelar uma data no mês e atualizar o andamento das atividades até aquele dia.

A equipe de execução precisa estar ciente da data acertada e trabalhar para o progresso do empreendimento de acordo com o planejamento preestabelecido. Cabe ao gestor monitorar e controlar a execução do escopo do projeto e receber da equipe o status de andamento das tarefas realizadas.

Munido dessas informações, o gerente do projeto alimentará o status report já definido, podendo, assim, observar qual o andamento real do empreendimento. Espera-se que tudo esteja ocorrendo dentro do que foi planejado inicialmente, evitando aumento de custos por atrasos, falta de recursos ou escopo mal definido.

Caso o relatório mostre que há uma discrepância muito grande entre o que foi planejado e o que está sendo executado, é necessário que se tome ações imediatas a fim de restabelecer o cronograma inicial e evitar perdas ainda maiores.

Quais os benefícios para o projeto?

O principal benefício do relatório de status é justamente apresentar todas as informações que são relevantes para o acompanhamento do projeto, mas de uma forma resumida, uma vez que CEO, diretores e gerentes de programas não possuem tempo disponível para analisar todos os pormenores envolvidos nos múltiplos projetos que coordenam. Isso sem contar que todas as decisões tomadas são devidamente registradas e formalizadas.

Os benefícios se estendem também à equipe. Por meio do acompanhamento periódico proporcionado pelo status report, é possível perceber quais são os pontos merecedores de atenção — riscos, atrasos, aumento de custos etc. —, o que permite traçar um plano de ação detalhado para cada circunstância. Essa é uma ótima forma de melhorar os indicadores e o resultado que a equipe apresenta.

Com isso, os riscos negativos são minimizados e os positivos são maximizados, uma vez que, observando o andamento real do projeto, é possível gerenciá-los de forma mais segura e assertiva. Isso faz com que os riscos que possuem impacto negativo no empreendimento sejam reduzidos, pois haverá tempo hábil a fim de se tomar a ação necessária para que isso ocorra. Assim como as oportunidades serão trabalhadas a fim de trazer um maior retorno para o projeto.

Uma boa alocação da equipe e um bom planejamento trarão retorno positivo ao empreendimento e isso refletirá no status report. O contrário, também.

Como você pode ver, o relatório de status é a melhor maneira de demonstrar como está o andamento do projeto e, com isso, apresentar os principais problemas e riscos para os stakeholders. Ele pode ser tanto uma forma de alertar para a necessidade de ajuda quanto para garantir que as atividades estão completamente sob controle.

Se você gostou desse texto sobre status report, baixe agora nosso e-book sobre a importância do planejamento para o sucesso da execução dos projetos e aprenda mais!

curso de gerenciamento de projetos

Como extrair o máximo de um curso de gerenciamento de projetos

Com um pouco de dedicação extra e foco, é possível potencializar o aprendizado adquirido em um curso de gerenciamento de projetos.

Vamos imaginar duas situações. Se você se encaixar em alguma delas, então preste atenção neste artigo.

Você é um gerente de projetos que está ativamente envolvido em um projeto

Isso não significa que você, necessariamente, tenha um certificado PMP, e sim que você gerencia projetos com uma certa regularidade.

Você não é um caçador de PDU

Um caçador de PDU é alguém que não se importa muito com o curso que está sendo oferecido, desde que venha acompanhado de alguns PDU’s. Conheço uma pessoa tem uma empresa de treinamento em gestão de projetos. Ela diz que uma das primeiras perguntas que os interessados nos cursos fazem é “quantos PDUs o curso oferece”? Para esse perfil de pessoa não importa o conteúdo oferecido, quem é o professor ou o que ela será capaz de fazer após concluir o curso, mas sim quantos PDUs ela terá ao completá-lo.

Se você é um gerente de projetos ou tem interesse em se capacitar na área – e não é um caçador de PDU – confira agora esses 6 passos e comece a tirar o máximo proveito de qualquer curso de gerenciamento de projetos que você se proponha a fazer:

1) Escolha um tema em que queira se aprofundar

Parece óbvio, mas, como disse anteriormente, existem muitos gerentes de projetos interessados apenas nos PDUs que vão receber. Para tirar o máximo proveito de qualquer curso de gerenciamento de projetos, escolha um que seja de grande interesse para você. Pode ser um curso que apresente soluções a desafios relacionados ao seu dia a dia. Ou então uma nova área para a qual você queira direcionar sua equipe, como uma nova metodologia de gerenciamento de projetos ou um novo processo que reduza o tempo para completar projetos. O objetivo é estudar algo que realmente queira saber e, claro, que seja aplicável a realidade do seu trabalho.

2) Escolha o formato que você tenha mais facilidade para aprender

Há diversos formatos de cursos de gerenciamento de projetos. Existe o curso presencial, com um instrutor que conduz a classe, e a troca que surge do trabalho em grupo. Outro formato é o mais individual, em que você pode baixar o curso, no desktop, tablet ou smartphone, e aprender no seu próprio ritmo, no conforto do lar ou, se a sua empresa permitir, até no seu ambiente de trabalho. Uma terceira opção é um curso on-line, como um webinar, com interação em tempo real e a possibilidade de fazer perguntas ao vivo. Na Academia Project Builder, nossa plataforma educacional, você encontra diversos webinars gratuitos sobre temas diversos, dentro do universo de gestão de projetos.

3) Escute para aprender, não só para ganhar

Ganhar PDUs é um requisito muito importante para manter atualizada sua certificação como gerente de projetos. No entanto, isso não deve ser sua prioridade. Existem duas experiências de aprendizagem muito diferentes. Quem quer aprender vai com calma, faz perguntas, ouve uma vez, duas, e contesta as afirmações que são feitas. Quem está preocupado em ganhar PDUs fica mexendo no celular, faz outras coisas ao mesmo tempo e, no final, pergunta o que precisa fazer para pegar os tão desejados PDUs. Se você quer tirar o máximo proveito do seu curso de gerenciamento de projetos, encare-o como fonte de aprendizado. Os PDUs são apenas uma consequência.

4) Pergunte como usar o conhecimento na prática

Ao longo do curso, sempre pergunte como aplicar a informação aprendida. Se você seguiu o passo 1, e escolheu um tema que realmente te interessa e que pode ser aplicado no seu dia a dia de trabalho, aqui você não pode perder a oportunidade de saber como colocar o aprendizado em prática. Pergunte como a informação nova resolve um problema para que você possa testar, ou pergunte como a novidade pode tornar um processo mais suave, mais fácil ou mais rápido, e como isso pode ser implementado em sua empresa.

5) Implemente imediatamente

Como você se sente depois de ter feito um curso de gestão de projetos tão interessante? Empolgado? Otimista? Pronto para começar? Aproveite imediatamente esse impulso antes que ele vá embora. Por que iria? Porque as pressões, as rotinas, o estresse e o volume de trabalho podem rapidamente acabar com a empolgação. Nesse momento, você deve ter um plano para aplicar o conhecimento do curso em seu departamento ou empresa. É a hora de fazer algumas mudanças e melhorias.

6) Compartilhe o conhecimento com os membros da sua equipe

Na grande maioria das vezes, especialmente se o curso for pago pela sua empresa, provavelmente não será possível que todos da equipe participem. Tome o cuidado de anotar as informações principais que deseja compartilhar para que todos possam ver o benefício de aplicar na empresa o que você aprendeu. Essa pode ser uma ótima maneira de qualificar seu departamento inteiro. Uma dica interessante é montar em uma apresentação tudo que você aprendeu, isso o ajudará a compartilhar o conhecimento de forma mais clara.

É preciso esforço para tirar o máximo proveito de um curso de gerenciamento de projetos? Sim. Mas a recompensa supera de longe o esforço investido no curso. Seu trabalho como gerente de projetos se tornará mais fácil à medida que as melhores práticas sejam implantadas na sua empresa.

O que você faz para extrair e aplicar o conhecimento obtido num curso de gerenciamento de projetos? Acrescentaria mais um passo nessa lista? Deixe seu comentário!

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gerenciar a si mesmo

Você sabe se gerenciar?

Quem administra sua carreira? Se você não é um superstar, acredito que a resposta para esta pergunta seja: “eu mesmo”. Hoje em dia não é papel das empresas administrar a carreira dos seus funcionários. Cabe a eles, gerenciar a si mesmo e presidir a sua própria carreira, garantindo que ela seja mais bem sucedida possível, mas também, se necessário, saber a hora de mudar o rumo e manter-se produtivo durante sua vida ativa.

Para isso, é necessário entender seus pontos fortes e fracos e saber em que tipo de posição você se sairá melhor.

Peter Drucker, no artigo para a Harvard Business Review, Managing oneself, diz que todos nós devemos aprender a gerenciar a si mesmo, a nos desenvolver, nos encaixar onde possamos dar a maior contribuição e que teremos que ficar mentalmente alertas e engajados durante a nossa vida produtiva, que pode durar 50 anos.

Drucker diz que o sucesso vem para quem conhece a si mesmo. Será que você se conhece? Acompanhe o nosso post e descubra!

Quais são meus pontos fortes?

É mais fácil saber no que não somos bons do que o contrário. Só que você só irá apresentar um bom desempenho e, consequentemente, ser bem sucedido, a partir dos seus pontos fortes.

“O único jeito de descobrir essa fortaleza é analisando o feedback. Sempre que tomar uma decisão crucial ou uma medida importante, anote o que espera que ocorra.” DRUCKER, Peter F. Managing Oneself (1999).

Para isso, pense onde os seus pontos fortes podem gerar resultados, reforce suas habilidades e, se necessário adquira novas. Procure entender se algo está inibindo a eficiência do seu desempenho e procure corrigir tal hábito.

Como eu me desempenho?

A forma como uma pessoa se desempenha é única. Segundo Drucker, é uma questão de personalidade.

É basicamente saber no que você é bom ou não. Alguns traços comuns da sua personalidade vão determinar o modo como você se desempenha, tal modo pode até ser ligeiramente modificado, mas muito dificilmente ele será totalmente transformado.

Ele define dois tipos de perfil, o leitor e o ouvinte. Isso quer dizer que algumas pessoas absorvem melhor um conteúdo quando lêem, outras quando ouvem. Dificilmente um ouvinte poderá se transformar em um leitor, e vice-versa, e raramente alguém será ambos.

Para saber se você é leitor ou ouvinte, pense por exemplo em uma reunião de trabalho. Você é daqueles que ouve tudo sem sequer pegar no papel para anotar algo e quando questionado sobre algum tópico da reunião consegue lembrar o que foi dito? Se sim, provavelmente você é um ouvinte. Já se você anota tudo porque sabe que vai precisar ler depois, é bem provável que você seja um leitor.

Quais são os meus valores?

Pergunte-se: “Que tipo de pessoa eu quero ver no espelho pela manhã?”.

Muitas pessoas na hora de candidatar-se a uma vaga de emprego, por exemplo, não procuram saber se os valores daquela organização são compatíveis com os seus. Isso em longo prazo levará a frustração, assim como ao não-desempenho.

Empresas, assim como as pessoas, possuem valores. Para ter sucesso numa empresa, os seus valores devem ser compatíveis com os valores da empresa.

Qual o meu lugar?

Uma pessoa comum pode se transformar em um talento espetacular se souber qual o seu lugar no mundo. Igualmente importante saber qual é o seu lugar no mundo, é saber qual não é. Por exemplo, se você sabe que não se desempenha bem numa grande organização, então você deverá saber dizer não caso apareça uma oportunidade para trabalhar em uma.

Qual deve ser a minha contribuição?

Para responder esta pergunta, você deverá voltar aos seus pontos fortes, em como se desempenha, em seus valores e se perguntar como pode dar a maior contribuição diante daquilo que precisa ser feito e, por fim, pergunte-se que resultados precisam ser alcançados para fazer a diferença.

Drucker ressalta que em primeiro lugar, os resultados devem ser difíceis de atingir, mas também não podem ser inatingíveis. Em segundo lugar, eles precisam ser visíveis e, se possível mensuráveis. Daí surgirá o curso da ação, ou seja; o que fazer, onde e como começar, que metas e prazos estabelecer.

Se gerenciar irá exigir que você pense e aja como um CEO, só que nesse caso a empresa é você, e o sucesso da “sua organização” dependerá do seu esforço.

E aí, você sabe se gerenciar? Deixe seu comentário!

Fonte: DRUCKER, Peter F. Managing Oneself (1999), Harvard Business Review.

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gerenciamento de projetos

Gerenciamento de projetos: tudo o que você precisa saber para ter sucesso

Idependentemente da metodologia aplicada, das boas práticas seguidas ou da filosofia por trás de tudo, normalmente qualquer gerenciamento de projetos se resume a fazer dinheiro novo, não é mesmo? As mais diversas definições, os cursos mais completos e as palestras mais intrigantes se propõem a explicar no que realmente consiste e com implementar uma boa gestão de projetos, porém, em uma visão bem simples e objetiva, pode-se dizer que gerenciar qualquer projeto é trabalhar para entregar valor para uma organização, ajudando-a a atingir seus objetivos.

E se você ainda está começando sua empreitada no ramo de gestão de projetos, primeiramente confira nossos artigos sobre o que é e por onde começar! Lidos? Então você já está mais que pronto para digerir os principais pontos em que os gerentes de projetos, PMOs e organizações precisam focar para potencializar sua capacidade de geração de valor. Dê só uma olhadinha:

Como iniciar um projeto

É muito comum ouvirmos falar que é preciso planejar, certo? Porém, mais do que planejar, é preciso iniciar bem um projeto. Assim, antes de efetivamente decidir o que fazer, é importante esclarecer os motivos pelos quais se deve fazê-lo. E é aí que entra a iniciação no gerenciamento de projetos.

Idependentemente se você utiliza uma abordagem ágil ou tradicional, é necessário construir uma visão de onde se quer chegar com o projeto, quanto será preciso investir no trabalho e quanto se espera receber ao concluí-lo — no modelo tradicional, essa etapa é chamada de iniciação. Mas pouco importa se a opção consiste em utilizar uma metodologia Scrum ou uma boa prática como o PMBOK, porque, de uma forma ou de outra, você precisará construir um bom plano de negócios — business case ou Business Model Canvas — da iniciativa.

No caso de ser um projeto interno da corporação, será preciso obter a aprovação de um patrocinador. Já se for um projeto externo, bastará um aceite formal por parte do cliente para dar início efetivo aos trabalhos. De qualquer forma, idependentemente da estrutura do projeto em si, o ponto é simples: é preciso formalizar o nascimento da proposta e seus respectivos limites, assim como comprometer os envolvidos na nova iniciativa.

Como planejar um projeto

Tanto trabalhando com o modelo de projeto tradicional, assim como optando por um método mais dinâmico — como o Canvas — ou em ondas — como o Extreme Programming —, fato é que a etapa de planejamento tem por objetivo definir o que será concretamente executado, em quanto tempo e por quem. Isso sem contar que essa crucial etapa definirá as linhas de base que serão seguidas ao longo da execução dos trabalhos, ou seja, ao final do planejamento, tem-se uma estrutura que servirá como referência.

Nesse caso, os mais tradicionais terão uma EAP e um cronograma, o pessoal da agilidade terá um backlog, uma definição do sprint e um Kambam com todas as atividades que serão entregues na primeira onda. Aí está uma tonelada de informações extremamente importantes para garantir o bom andamento desse possivelmente conturbado início, não concorda?

Como executar um projeto

É nessa hora que a aventura realmente começa! Com tudo planejado e as linhas de base definidas, o trabalho agora consiste em seguir o plano. Nessa etapa, o time buscará desenvolver as atividades rumo à conclusão do projeto, entregando os pacotes de trabalho e validando o atendimento às necessidades do cliente.

Vale lembrar que, ao logo da execução, é mais que comum precisar corrigir o direcionamento ou responder a mudanças ou riscos inesperados. Por isso, a velocidade com que essas ocorrências são devidamente identificadas farão toda a diferença no sucesso do projeto como um todo.

Para quem utiliza os métodos ágeis, será exatamente na execução que os membros da equipe assumirão suas atividades individuais e em conjunto. Nesse cenário, o papel do scrum master é blindar seu time, garantindo que seus colaboradores tenham as ferramentas e os recursos necessários para produzirem o máximo possível.

Constantes reuniões, em pé mesmo, durante a execução têm por objetivo ajudar a entender como o projeto está evoluindo, quais são as dificuldades apresentadas e o que será feito no próximo dia. Mesmo que esse ritual tenha nascido pela necessária agilidade do mundo atual, cada vez mais gerentes tradicionais têm adotado essa filosofia e visto ganhos significativos na evolução dos trabalhos.

Como monitorar e controlar um projeto

Monitorar e controlar consistem em acompanhar a execução do projeto para que potenciais obstáculos possam ser identificados antes mesmo de se tornarem problemas reais, a fim de que, quando necessário, ações corretivas possam ser tomadas para controlar a execução ideal do projeto. Assim, o desempenho do trabalho é observado e medido regularmente para identificar possíveis desvios do planejamento. E esse trabalho inclui:

  • Medir as atividades do projeto em curso — onde se está;
  • Monitorar as variáveis ​​do projeto — custo, esforço, escopo e assim por diante;
  • Contrapor o plano de gerenciamento de projetos com a linha de base do desempenho do projeto — onde se deveria estar;
  • Identificar ações corretivas para resolver adequadamente problemas e riscos — como será possível entrar na pista de novo;
  • Influenciar os fatores que poderiam burlar o controle integrado de mudanças para que só as alterações aprovadas sejam realmente implementadas.
  • Fornecer feedback em relação às fases do trabalho, a fim de implementar ações corretivas ou preventivas para trazê-lo para mais perto do que foi prometido e planejado.

Como encerrar um projeto com tranquilidade

O encerramento do projeto tem um grande objetivo: receber o aceite formal do cliente atestando que tudo o que foi acordado está devidamente entregue. Nessa hora, as atividades gerencias incluem o arquivamento dos documentos relativos a todo o processo e a catalogação das lições aprendidas. Esta fase consiste, basicamente, em:

  1. encerrar completamente o contrato, liquidando até quaisquer itens ainda em aberto e fechando cada transação aplicável ao projeto ou a suas fases;
  2. finalizar todas as atividades nos grupos de processos para encerrar formalmente uma fase ou o projeto inteiro;
  3. revisar a implementação — fase vital para a equipe do projeto aprender com as experiências que certamente se aplicarão a trabalhos futuros —, que normalmente consiste em olhar para o que correu bem e analisar o que não deu tão certo assim para se chegar a lições construtivas.

Como levar tudo isso para minha organização

Agora que você já sabe o que fazer, seu primeiro passo deve ser começar a realmente planejar sua implementação. Seja criando um PMOadotando uma metodologia ou contratando um bom software de gerenciamento de projetos software de gerenciamento de projetos, seu próximo passo é executar uma ação para conduzir sua empresa do ponto em que se encontra até aonde queira chegar — nesse momento, um material que pode ser muito útil é nosso e-book sobre os 7 segredos para uma Gestão de Projetos de alta performance, em que falamos a respeito de colocar tudo isso em prática, sem mistérios.

Diga não à burocracia

Guarde, desde já, que implementar uma gestão de projetos eficaz definitivamente não é burocratizar seus processos, ok? O grande valor disso tudo é ampliar a capacidade dos projetos, gerando valor. Independentemente do caminho tomado, é muito importante que fique bastante claro que gerenciar projetos não é o fim, mas, sim, o meio pelo qual sua empresa ganhará mais dinheiro e reduzirá custos, tornando-se cada vez mais inovadora e abocanhando mais mercado.

Evite a empolgação

Como em todo e qualquer projeto, é necessário fazer o dever de casa! Consiga o apoio da alta gestão e deixe muito claro o que busca conquistar com a iniciativa. Uma forma de aumentar a chance de sucesso é pensar em uma implantação em ondas — até porque não se consegue fazer tudo da noite para o dia, não é verdade? Assim, pense em crescimentos progressivos, entregando valor para organização ao evoluir gradativamente.

Busque apoio externo

Como qualquer implementação possui dois grandes desafios — a curva de aprendizado e a resistência cultural —, que tal buscar ajuda para resolver esses possíveis problemas? A curva de aprendizado está relacionada ao progresso, ou seja, começa-se executando determinada atividade com uma certa dificuldade, mas aos poucos vai-se melhorando, até que, finalmente, o processo esteja dominado. O grande problema é que essa curva custa dinheiro, seja gerada pela baixa produtividade ou por erros cometidos ao longo de seu percurso.

Assim, quanto mais curto for esse processo, mais econômica será a implementação do gerenciamento de projeto. Já a resistência cultural é inerente a qualquer organização que busca por mudanças, afinal, não costuma ser nada fácil convencer as pessoas a passarem a fazer as coisas de uma maneira diferente.

Pois o apoio externo, que pode ser uma consultoria, um software de gerenciamento de projetos, um curso ou até mesmo um evento relacionado à área, já facilita bastante a resolução de ambos os desafios. Aqui na Project Builder já ajudamos algumas organizações a encurtarem suas curvas de aprendizado e a diminuírem sua resistência cultural. A Drive Consultoria, por exemplo, percorreu esse caminho e, hoje, colhe grandes resultados por ter perseguido a profissionalização da sua gestão de projetos, estando na lista das PMEs que mais crescem atualmente — você pode conferir o case da Drive aqui!

Agora que tal comentar aqui e nos dar sua opinião? Por acaso o post cobriu suas principais dúvidas ou ainda precisa de mais informações? Como acha que poderíamos melhorar este conteúdo? E não se esqueça de compartilhar se o artigo foi útil!

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