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projeto atrasado

Projeto atrasado: a arte imita a vida

No gerenciamento de projetos é muito comum nos depararmos com situações que possam causar atraso no cronograma do projeto, o que acaba gerando retrabalho, custos adicionais, insatisfação dos clientes e frustração para os profissionais envolvidos nele. Tem coisa pior do que projeto atrasado?

Cerca de 78% das organizações, públicas e privadas, declaram ter problemas no cumprimento de prazos em seus projetos. Os motivos para que isso aconteça são variados. Porém, as principais causas alegadas para atrasos são fruto de problemas no gerenciamento e execução, o que significa que somente a equipe envolvida pode ser capaz de evitar esses atrasos.

O vídeo do Porta dos Fundos mostra de forma humorada aquele problema clássico que acontece quando você precisa tocar uma obra na sua casa. E você como um gerente de projetos – com toda certeza – já passou por uma situação semelhante ao liderar um projeto.

Confira o vídeo e divirta-se com a semelhança:

métodos ágeis

Quais as principais dificuldades de métodos ágeis e como resolvê-las?

Atualmente, com o intuito de tornar os processos mais simples e dinâmicos, muito se discute sobre a implantação de métodos ágeis em ambientes corporativos. Contudo, antes que os trabalhos possam ser implementados, é essencial refletir sobre alguns desafios que, com certeza, serão enfrentados ao longo desse processo.

Os métodos tradicionais se concentram em seguir o plano inicial, elaborar uma documentação minuciosa, valorizar, sobretudo, as ferramentas e processos, bem como a etapa de negociação de contratos. Em contrapartida, os métodos ágeis prezam pela adaptação rápida às mudanças, interface constante com o cliente, além de valorizar os indivíduos e suas interações.

Diante desse contexto, pode-se afirmar que os métodos ágeis enfrentam diferentes barreiras para conquistar ambientes tradicionais. Enfim, provavelmente esse seja o maior desafio: a mudança cultural!

O paradoxo do trabalho supervisionado

Ao longo de nossa existência, fomos orientados a manter o controle sobre absolutamente tudo. Pois esta é a maneira de garantir que as coisas funcionem: são necessários os papéis de controlador e controlado, chefe e empregado. É por essa razão que se propaga a crença de que as pessoas precisam de um mestre para monitorar de perto as atividades, sem acreditar, de forma alguma, que elas seriam realizadas de modo satisfatório sem tal supervisão.

Logo, a principal grande dificuldade para implementação das metodologias ágeis é a resistência natural das pessoas às mudanças!

A forma de implementar a metodologia

Após isso, vale discutir o modo como as mudanças são colocadas em prática. Mudança efetuada de maneira imposta nada mais é que uma postura de “chefe e empregado”. Quando existe alguém responsável por pensar em todos os detalhes, oferecendo a solução pronta, a relação de dependência somente aumenta, pois os liderados não se sentem confortáveis para fazer as atividades com autonomia: experimentar, cometer erros, aprender com esses erros e se aprimorar de modo contínuo.

Existe também uma espécie de tendência a buscar a metodologia perfeita, como se houvesse uma única forma, uma estrutura milagrosa, superior a todas as outras.

Caso você seja um daqueles que acredita existir apenas uma única resposta para toda questão, você precisa trabalhar melhor essa “verdade”. Cada indivíduo interage em um espaço complexo único, dotado de um conjunto de pontos positivos e negativos, os quais requerem análise e adaptabilidade. Isto é, não existe verdade absoluta, mas sim adaptação.

Quanto maior for o ambiente, mais complicada é a adaptação. Por isso, é justo ressaltar que não adianta se dirigir ao cliente externo e dizer que ele se chama “product owner”, que precisará redigir certas coisas que se chamam de “user stories” e que ele terá que dedicar mais tempo interagindo com o projeto. Afinal, a pessoa do outro lado lida com diretrizes da sua própria cultura.

Aculturação Organizacional

É importante deixar claro que a mudança da cultura organizacional é fator chave para que a adoção das metodologias ágeis tenha sucesso. Não faz sentido conceituar os recursos do seu projeto como “time ágil”, se os mesmos são microgerenciados. O mesmo vale para dizer que seus times são “empoderados”, se eles mal podem experimentar por conta própria ou errar um mínimo aceitável.

Metodologias ágeis estão em voga, sendo o que há de mais novo em gerenciamento. Mas não é por isso que deve ser implementada, de imediato, no maior projeto da corporação, aquele para o qual todos os olhares estão voltados. Tenha em mente que você está experimentando, logo, talvez seja mais apropriado assim o fazer em algo não tão grande assim. O tamanho ou mesmo a dificuldade do projeto piloto deve ser tratada com cuidado.

Formação da equipe ágil

A definição do time também deve ser levada muito a sério. Equipes multidisciplinares não são tão simples de montar, mas quanto mais próximo do ideal for conquistado, maiores serão as chances de sucesso do projeto. Vale lembrar que, quanto maior for o engajamento do time, quanto mais ele for autossuficiente, melhor.

Finalmente, não se deve cobrar ou fornecer prazos e expectativas irreais, tanto para o time, como para o cliente. É possível que o projeto não termine em menos tempo; pode ser que custe mais do que o previsto; coisas podem dar errado. Logo, lembre-se de experimentar, inspecionar e melhorar continuamente.

Autoconhecimento organizacional

É essencial que se conheça bem o ambiente que sofrerá as mudanças e saber com clareza quais são as intenções dessa transformação cultural. A mudança exige não só aprender, como também desaprender valores, premissas e posturas antigas de trabalho, antes que se possa agregar novos comportamentos. Os elementos primordiais dessa mudança cultural são: apoio da alta gestão e treinamento.

A liderança pelo exemplo

Ainda que seja difícil obter o apoio da alta direção da organização, é fundamental mover esforços na conquista desse engajamento. São os executivos que devem “tomar a rédeas” da transformação pela mudança de suas próprias atitudes e assim inspirar os times.

A gestão de pessoas, assunto muito estudado nos dias de hoje, também é considerado uma grande barreira. Consiste no trabalho mais difícil e complexo de se realizar nesse processo. É consenso que as pessoas representam uma grande fonte de problemas. Diante desse contexto, deve-se sobressair a figura do líder agregador e conciliador, capaz de motivar e inspirar seus liderados, sendo construtor de equipes homogêneas, com um objetivo comum bem definido.

Interação entre setores

Uma boa interface entre todos os departamentos da empresa é essencial, mas também outra tarefa complicada. Por isso, a mudança cultural respaldada pela alta gestão é tão importante.

Desenvolver uma boa comunicação e atitudes comuns que sejam bem aceitas e compreendidas por todos, simplifica as interações entre indivíduos de naturezas distintas. Isso contribui para a criação de um clima de harmonia e apoio mútuo, fortalecendo ações em prol de um mesmo objetivo definido no planejamento estratégico da empresa.

Interação com os clientes

Conforme já foi citado, os clientes externos devem interagir ativamente no processo de desenvolvimento de produtos, serviços ou resultados, mantendo comunicação constante. E da mesma forma como no relacionamento com os times internos, as interfaces devem ser de apoio e cooperação no sentido de oferecer os resultados desejados. Evitar a todo custo conflitos e procurar soluções em conjunto são aspectos importantes dessa relação.

Por fim, é bom que seja dito que essas são as principais – mas não as únicas – dificuldades que os métodos ágeis enfrentam ao longo de sua implementação. Dessa forma, os que desejam aplicar esses métodos em seu ambiente de trabalho devem estar preparados para os diferentes contextos conflituosos que surgirão durante essa transição, buscando ser persistente e determinado.

Tomada de decisões

Tomada de decisões: 5 dicas para o seu sucesso na gestão de projetos

Escolher qual camisa usar, o que comer no café da manhã e qual caminho para ir ao trabalho são pequenos exemplos de tomada de decisões que fazemos logo no início do nosso dia. Essas decisões, normalmente, são intuitivas e nem as percebemos. Porém, existem inúmeras situações onde devemos fazer uma escolha que impactará nas nossas atividades e no desenrolar do nosso dia a dia.

As decisões mais importantes que encontramos no âmbito empresarial exigem preparo e experiência, para que o profissional possa fazer a melhor escolha possível. Os gerentes de projetos são reconhecidos por serem grandes tomadores de decisão e devem sempre buscar potencializar as oportunidades e reduzir as ameaças.

Tomar decisões corretamente é um dos fatores primordiais para o êxito de um projeto. Portanto, aprenda neste artigo cinco dicas para obter sucesso na gestão de projetos com a tomada de decisões.

1. CONHEÇA SEU PROJETO

Para tomar a melhor decisão frente à gama de opções que se tem, é extremamente necessário conhecer seu projeto a fundo. O gerente de projetos deve compreender por completo o escopo do projeto, bem como seus custos, prazos e parâmetros de qualidade necessários.

Estar 100% inteirado do que deve ser feito e do que está acontecendo no exato momento da tomada de decisão é essencial para que o profissional obtenha um resultado positivo em suas escolhas, podendo assim fazer uma análise de causa e efeito, baseando sua decisão em dados importantes.

2. COMUNIQUE-SE BEM

De acordo com o Project Management Institute (PMI), a comunicação é um dos maiores causadores do fracasso dos projetos ao redor do mundo. O grande número de stakeholders faz com que ocorram inúmeros ruídos no processo de comunicação, distorcendo informações e atrapalhando todo o desenvolvimento das atividades.

Além da distorção da informação, muitas vezes elas chegam com pouca qualidade e baixa utilidade, deixando o gerente de projeto na mão. Dessa maneira, ele aposta na sua experiência e no seu feeling para tomar as decisões, o que pode ser demasiadamente arriscado.

Devido a isso, afirma-se que a comunicação é uma grande habilidade dos gestores de projetos de sucesso e ela deve ser considerada prioridade zero, pois é um dos principais fatores de sucesso de um projeto.

3. BASEIE-SE TANTO NAS INFORMAÇÕES QUANTO NO FEELING

Muitos profissionais experientes e com grandes vivências em projetos já detém um feeling apropriado para a tomada de decisões. Mas, apostar somente no feeling é muito arriscado e não é uma garantia de uma tomada de decisão assertiva.

Como falado, é extremamente importante que o gestor esteja bem municiado de dados sobre todos os processos que envolvam a execução das atividades do seu projeto. As informações de um projeto estão sempre disponíveis para o gestor e, com certeza, o ajudarão na tomada de decisões.

O feeling não deve ser deixado de lado. Ele é extremamente importante, uma vez que ele é a soma de todo o conhecimento e experiência do gerente de projeto e, ao ser utilizado em conjunto com uma boa análise de dados, os resultados são os melhores possíveis.

Por isso, pode-se afirmar que é extremamente importante basear a tomada de decisões tanto nas informações disponíveis, quanto no feeling do profissional.

4. CONHEÇA AS PRINCIPAIS FORMAS DE SE TOMAR UMA DECISÃO

Existem três formas de tomada de decisão que são mais usuais: decisões consensuais, por maioria e por autoridade. Um gestor de projetos eficiente sabe exatamente a hora de escolher cada uma dessas opções, buscando sempre obter o sucesso desejado.

Mas, você sabe quais as características de cada uma delas? Veja a seguir:

Decisões consensuais

As decisões consensuais são aquelas feitas quando todos os integrantes se envolvem na busca de um mesmo objetivo. Algumas vezes, essa decisão não é a favorita de todos, mas todos concordam que ela cumpre com as necessidades da situação em jogo.

Essa decisão ocorre através de uma discussão saudável (por meio de diálogos) entre os componentes de uma equipe, cada um com suas opiniões e ideias, buscando sempre a melhor escolha possível para a empresa.

Decisões por maioria

As decisões por maioria são aquelas feitas quando a maioria (50% + 1) dos integrantes é a favor de um resultado. Como ocorre no sistema eleitoral brasileiro, a decisão por maioria é conhecida por ser democrática, mas pode ocasionar alguns problemas (como fraudes e compra de votos, por exemplo).

É válido afirmar ainda que nem sempre a opção escolhida pela maioria será a melhor opção. Com o andamento das atividades, pode-se descobrir que essa não foi a melhor alternativa escolhida.

Decisões pela autoridade

Como se sabe, o gerente de projeto é o grande responsável por todo o desenvolvimento das atividades de um projeto, bem como do cumprimento dos marcos e metas estabelecidos. Sendo assim, afirma-se que ele detém grande influência e poder na tomada de decisões.

As decisões pela autoridade são conhecidas por serem feitas com base no poder de um indivíduo. As consequências dessas decisões dependem da inteligência, experiência e habilidade do gestor de projeto.

O grande problema dessa forma de tomada de decisão é que, em algumas situações, o poder pode subir à cabeça do decisor, o transformando em uma pessoa egocêntrica, impaciente e nervosa, o que impactará diretamente nas escolhas a serem realizadas.

5. BUSQUE POR MELHORIAS NA TOMADA DE DECISÕES

Você deve estar pensando: O que devo fazer para tomar decisões melhores? Existem algumas pequenas dicas que podem ser extremamente válidas na hora de se escolher uma ação, entre várias opções disponíveis.

Pode-se listar as vantagens/desvantagens de cada alternativa, analisar dados e características específicas de cada opção, buscar por situações parecidas em outros projetos (utilizando as metodologias de gestão), buscar apoio de PMOs, entre outras opções.

É válido também investir em softwares de gestão de projetos, obtendo assim melhores resultados. Existem softwares no mercado capazes de prover informações, em tempo real, da evolução das atividades e da produtividade de sua equipe, o que te auxiliará no processo de tomada de decisões.

Em momentos de crise, por exemplo, um software pode ajudar na otimização do tempo e em todo o gerenciamento de projetos. A grande vantagem do uso de tecnologia é ter todas as informações num só lugar, facilitando o acesso à informação.

A última dica para melhorar o processo de tomada de decisões é apostar na gestão de projetos. Invista no conhecimento dessa área, estudando, por exemplo, SCRUM e PMBOK. Além de agregar valor para os seus projetos, você será reconhecido pelo esforço e pelo conhecimento que terá.

Tomar decisões corretas em um projeto é crucial para o seu sucesso. Utilize as dicas desse artigo para tomar as melhores decisões possíveis e, assim, colher os frutos de uma boa gestão de projetos.

O que achou de nossas dicas? Tem alguma dúvida? Deixe sua opinião nos comentários!

 

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sucesso no gerenciamento de projetos

Por que ficou mais difícil ter sucesso no gerenciamento de projetos?

O sucesso no gerenciamento de projetos tradicional funciona bem quando o rumo do projeto é claramente entendido, o escopo é bem definido, todos os stakeholders concordam com os objetivos e expectativas, os riscos foram avaliados e são bem compreendidos e a probabilidade de sucesso é considerada muito alta.

Entretanto para empresas que desejam ser inovadoras e se tornar lideres de mercado e não apenas imitadoras, os tipos de projetos aprovados podem basear-se em objetivos “vagos”, no otimismo e na disposição de assumir riscos, não obedecendo muitas vezes a um conjunto de critérios de seleção especifico.

Atualmente, um número cada vez maior de projetos amplia sua complexidade e pode exigir um grande avanço técnico para alcançar o sucesso no gerenciamento de projetos. Assim como a demanda das diferentes unidades de negócio exigem respostas,  além disso, os riscos associados à consecução de tal avanço podem ser significativos, não havendo qualquer garantia de que o projeto será bem-sucedidos e de que, uma vez concluído, proporcionará o valor esperado.

Quando se almeja uma posição de liderança no mercado, o planejamento e a execução do projeto são ainda mais complicados pela concorrência e pela necessidade de cumprir o cronograma para introdução antecipada no mercado.
O velho jeito de gerenciar dizia que bom projeto era aquele que atendia as exigências de tempo, custo e desempenho. Mas o cliente e o patrocinador do projeto dizem hoje que se não entregar o valor prometido, o projeto é um fracasso. Ou seja, o gerente tem hoje que concluir o projeto atendendo as especificações e também criando valor.

Você também vive esse desafio? Nos conte um pouco sobre os maiores obstáculos da gestão de projetos.

Caminho Crítico do Projeto

Caminho crítico do projeto: saiba quando e como utilizar

Todo bom gestor de projetos deve ter o conceito de caminho crítico muito bem solidificado. Afinal, é esse entendimento que lhe proporcionará subsídios para efetuar uma gestão mais assertiva, viabilizando a conclusão do projeto no melhor tempo.

Isso quer dizer que, sendo o projeto um conjunto de subprojetos, com inúmeras tarefas a eles relacionadas, é preciso compreender qual a relação entre as atividades e como melhorar a interação entre elas.

Isso porque as atividades devem ser sequenciadas da melhor maneira para que os trabalhos fluam sem obstrução e possam ser concluídos em prazos mais arrojados.

E é justamente para isso que serve o caminho crítico do projeto. Acompanhe os tópicos seguintes e saiba mais!

O que é o caminho crítico do projeto

Primeiramente, é preciso esclarecer o conceito de Caminho Crítico do projeto. Segundo o Project Managment Institute — PMBOK® 5ª edição, página 176 — o caminho crítico consiste na sequência de atividades que representa o caminho mais longo de um projeto.

Em síntese, é a menor duração possível para o que projeto seja finalizado completando todas as suas atividades.

Ou seja, o caminho crítico do projeto nada mais é do que o caminho no diagrama de rede do projeto que determina a sua duração total.

Outra forma de definir é dizer que é o caminho que possui folga total igual a zero.

Seja qual for a definição conceitual, todas as descrições dizem exatamente a mesma coisa.

Entendendo o caminho crítico do projeto

Em um projeto, a maior parte das atividades possui relação de dependência umas com as outras.

Isto é, quando a “atividade A” for concluída, a “atividade B” se inicia e, posteriormente, a “atividade C”, e assim por diante.

Acontece que, em muitos projetos, vários são os caminhos possíveis (sequência de atividades) até que o projeto seja executado em sua totalidade.

E o caminho crítico é aquele dito mais longo, ou seja, aquele cujas durações das atividades somadas equivalem ao prazo total do projeto.

Dessa forma, se alguma atividade do caminho crítico sofrer atraso, o projeto inteiro sofrerá consequências. Contudo, caso uma atividade de um caminho não-crítico atrasar, não há problema, pois entre elas há uma folga que pode absorver esse atraso.

O caminho crítico e as folgas

Para que se possa obter o caminho crítico do projeto, é preciso somar as durações de todas as atividades em cada um dos sequenciamentos existentes.

Ao fazer isso e identificar a maior duração, tem-se o caminho crítico do projeto.

No que tange às folgas, correspondem aos períodos (geralmente dados em dias) que as atividades de um caminho não-crítico têm a possibilidade de atrasar sem que o cronograma seja afetado.

É bom ressaltar que apenas as atividades que não participam do caminho crítico possuem folga.

Um exemplo prático

Tenha em mente, por exemplo, um projeto bem simples, com uma rede que apresenta dois caminhos — 2 conjuntos de tarefas que podem acontecer em paralelo – para que o projeto seja concluído.

Se o gestor somar as durações do caminho A, deve encontrar, por exemplo, uma duração total de 20 dias.

De igual forma, somando as durações de cada atividade do caminho B, nesse projeto fictício, encontrará 15 dias.

Com esses números e com o conceito de caminho crítico do projeto abordado acima em mente, pense sobre as seguintes perguntas:

Qual é a duração total do projeto?

Sabendo que os caminhos podem ser executados em paralelo, e o de maior duração é 20, a duração total do projeto é igual a 20 dias.

Qual o caminho crítico do projeto?

Dentre as definições acima mencionadas, o caminho crítico corresponde ao caminho mais longo que, irremediavelmente, deve ser seguido para que todas as atividades sejam concluídas. Se é assim, o caminho critico é o A.

Quanto corresponde à folga total que o outro caminho possui?

A folga total que o outro caminho apresenta é 5. Ou seja, a tarefa B pode atrasar até 5 dias sem prejudicar o cronograma.

Ainda que o exemplo utilizado possa parecer demasiadamente simples, em um projeto maior, dimensionar o caminho crítico se torna um tanto mais complexo.

Por isso, é extremamente importante saber aplicar o Método do Caminho Crítico a uma rede de atividades e definir o caminho crítico, subcrítico e todas as folgas totais e livres da rede e, consequentemente, determinar o cronograma do projeto.

Em síntese, todo gerente de projetos deve ter pleno domínio do conceito de caminho crítico do projeto e como utilizá-lo de forma eficiente.

No entanto, não há motivos para alarde: atualmente, todos os aplicativos e sistemas de gerenciamento de projetos calculam automaticamente o caminho crítico do projeto, facilitando o trabalho de planejamento.

Diagrama de rede e caminho crítico do projeto

As premissas que devem ser consideradas para a elaboração do diagrama de rede são:

— Possuir a estimativa de duração de cada tarefa; e

— Ter as predecessoras de cada tarefa.

Com essas informações, monta-se o diagrama com as atividades e seus respectivos relacionamentos.

Em seguida, as atividades são organizadas com suas respectivas durações, oportunidade em que são dimensionadas as datas de início e término mais cedo ou antecipado (Early Start, Early Finish), considerando as durações estimadas.

É importante ter em mente que, quando uma atividade possui mais de uma predecessora, deve-se usar a maior data de término mais cedo da predecessora como data de início da sucessora.

Com tudo isso bem organizado, torna-se possível determinar a duração do projeto. Mas isso não é tudo. É preciso também dimensionar as datas de início e término mais tarde (Late Start, Late Finish) — Caminho de volta.

Para tanto, quando uma atividade possuir mais de uma sucessora, deve-se usar sempre a menor data de início mais tarde como data de término mais tarde da predecessora.

Após isso, calcula-se as folgas de cada atividade. A folga corresponde ao tempo adicional que pode ser comprometido na atividade em questão sem que haja prejuízo na duração do projeto.

A folga livre ou margem de atraso tolerada diz respeito a quanto tempo uma tarefa pode atrasar sem prejudicar a data de início da atividade sucessora.

De modo semelhante, a folga total ou margem de atraso total é quanto tempo uma atividade pode atrasar sem prejudicar a data de término do projeto. Ou seja, a diferença entre o término mais cedo e o término mais tarde.

Quando se identifica as atividades com folga igual a zero, considera-se todas como atividades do caminho crítico.

O caminho crítico do projeto como ferramenta

Antes que a técnica do caminho crítico do projeto seja melhor destrinchada, é preciso pensar em duas questões. A primeira delas é:

É possível um projeto possuir mais de um caminho crítico?

Considerando o exemplo do projeto citado anteriormente, seria possível que tanto o caminho A como o B tivessem uma duração total de 20 dias? A resposta é sim. Ainda que seja pouco provável, é plenamente possível.

Já a segunda questão é: o caminho crítico pode mudar ao longo do projeto? A resposta também é sim. Basta que ocorra um atraso em uma tarefa a ponto de transformar o seu caminho em crítico. E isso é muito comum de acontecer nos projetos.

Então, como utilizar os conceitos de caminho crítico para melhor gerenciar o projeto?

Primeiramente, se o gerente de projetos precisar comprimir um cronograma, em quais tarefas ele deverá aplicar as técnicas de compressão?

Nas atividades do caminho crítico, é claro. Ou seja, conhecer o caminho crítico é de grande ajuda nesse aspecto.

Todavia, poderia surgir a dúvida sobre qual o limite dessa compressão? Nesse caso, a resposta também é muito simples: é a folga do primeiro caminho subcrítico.

Ainda considerando o exemplo anterior, se o caminho A for comprimido por mais de 5 dias, o que acontecerá?

Com a compressão, o caminho B passará também a ser crítico. Ou seja, se você precisar comprimir o cronograma por mais de 5 dias, terá que concentrar esforços nos dois caminhos alternadamente.

Contudo, mesmo com o entendimento de que as atividades do caminho crítico têm impacto direto no prazo total do projeto, as preocupações não param por aí.

Também as atividades dos caminhos subcríticos, ou seja, aqueles que têm folga muito pequena, tendem a impactar na duração total do projeto.

Logo, se uma dessas atividades sofrer com um atraso maior que sua folga, acarreta em atrasos ao projeto como um todo.

Monitoramento e controle do caminho crítico do projeto

Para exercer um bom controle do projeto e garantir que seus respectivos objetivos sejam alcançados, é preciso dedicar atenção às atividades dos seus caminhos crítico e subcríticos.

Uma boa maneira de estabelecer o monitoramento é configurar um relatório no software de gestão que esteja sendo utilizado pelo gerente de projetos.

Esse relatório deve apresentar, por exemplo, as atividades com folgas totais inferiores a 1/3 do período de atualização do cronograma.

Por exemplo, no caso do gestor realizar atualizações mensais, pode-se usar como parâmetro 10 dias.

Isso permite que todas as tarefas que merecem cautela sejam monitoradas.

Além de que, se em dado momento do projeto houver algum recurso concorrente a duas ou mais atividades paralelas, o critério de escolha deverá ser a atividade que faz parte do caminho crítico.

Ou seja, esse é o maior benefício do caminho crítico do projeto: auxiliar no gerenciamento do projeto e seus respectivos recursos, possibilitando que seja dedicada atenção às atividades que podem acarretar em maiores impactos ao projeto, sejam positivos ou negativos.

Com base em tudo o que já foi abordado até aqui, não resta dúvida que usar o caminho crítico só tem a contribuir para uma melhor eficiência do projeto.

O caminho crítico e o gerenciamento de projetos

É impossível dizer que se exerce uma adequada gestão do projeto sem considerar o caminho crítico.

Quer dizer, ao considerar a abordagem até aqui levantada, percebe-se que a aplicação direta da técnica de dimensionamento do caminho crítico — seja por meios manuais ou via software —  é, de fato, uma ferramenta crucial para melhorar a tomada de decisão do gestor.

Quando o gerente de projetos conhece quais são as folgas que o seu projeto apresenta, bem como quais são as demandas que não podem sofrer nenhum tipo de obstrução -—sob prejuízo de comprometer todo o projeto  estratégias são concebidas promovendo a eficiência da execução.

E é importante ter consciência que, para que se identifiquem as folgas com potencial de conversão em melhoria do cronograma, antes é preciso ter o caminho crítico do projeto muito bem definido.

Afinal, a prioridade sempre será o caminho crítico, não importam as folgas existentes. Desde o início, os esforços de planejamento do projeto devem se concentrar na determinação de uma sequência que assegure que o maior caminho do projeto não tenha nenhum tipo de impedimento.

Finalmente, sabendo-se que o planejamento é dinâmico, passível de alterações no decorrer do tempo, seja por interferência do cliente, do patrocinador, ou de um membro da equipe, uma atividade antes considerada totalmente fora da “zona de perigo” pode vir a representar uma tarefa crítica.

Isto é, uma atividade que disponha de 5 dias de folga, dado algum sério problema — ou um simples descuido — pode atrasar mais do que o esperado e colocar todo o prazo a perder.

Perceba que, desse modo, qualquer tarefa pode passar a fazer parte do caminho crítico a qualquer momento.

Por isso, é altamente recomendável que também as datas de início e término das tarefas consideradas não-críticas sejam monitoradas de perto. Afinal, ao se comprometer toda a folga de um grupo de atividades não críticas, dá-se origem a um novo caminho crítico dentro do projeto.

Se isso acontece, a missão de gerenciar o projeto como um todo se transforma em um desafio ainda mais complexo.

É por essas e outras razões que o planejamento não pode apenas ser considerado um esforço que se faz somente no início do projeto, mas sim como cuidados que acompanham a evolução do empreendimento e corrigem seus desvios no momento em que situações indesejáveis se apresentam.

Ou seja, é uma atividade recorrente.

Agora que o conceito de caminho crítico está bem solidificado, que tal aprender a fazer um completo plano de gerenciamento de cronograma?

 

cta 7 passos para implementar o Scrum e Agile em sua Gestão de Projetos

projeto ágil

Gerenciamento de um projeto ágil: uma visão prática

Tenho me deparado com muitas pessoas me perguntando: “Mas Vitor, o que significa ter um projeto ágil?” e com algumas definições, tais como:

“Ser ágil é correr para fazer entregas rápidas, focando nas equipes autogerenciáveis”

Em primeiro lugar, quem acompanha minhas palestras e workshops, sabe que tenho algumas restrições à palavra “autogerenciável”. Acredito que a palavra mais adequada ser utilizada é auto-organização.

Em segundo lugar, correr para fazer algo resulta quase sempre nas imagens abaixo:

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Outra definição distorcida: “Ser ágil é trabalhar sem planejamento e sem cronograma visando sempre entregar o máximo de valor ao cliente”. Projeto sem cronograma? Sem estimativa de prazo? Como assim? O orçamento do projeto também dura pra sempre? Explique-me melhor?

Uma definição melhor poderia ser:

“Ser ágil é gerar entregas contínuas, incrementais e frequentes de valor para o cliente, focando em equipes auto-organizadas”.

Porém acredito que exista uma etapa anterior a esta e vejo que é onde muitos falham neste sentido:
“Ser ágil significa simplificar o mindset, pensar de forma simples e objetiva. Porém não confundir pensar simples com preguiça de pensar”.

Às vezes vejo literaturas como “Agile passo-a-passo” ou “Torne-se um Gerente Ágil de Projetos em 24 horas” e penso que de nada adianta o embasamento teórico sem trabalhar a simplicidade do pensamento.

“Mas Vitor, como assim? Pensar simples?”

Quando pensamos no produto de um novo projeto, não devemos começar a planejar se não entendermos o básico do produto (também conhecido como MMF – Minimally Marketable Feature ou MVP – Minimum Viable Product). Exemplo: suponha que meu projeto consiste em gerar um novo modelo de celular que concorra com o iPhone. De que adianta fazer um longo planejamento ou ter mil ideias mirabolantes se não partir pelo básico, ou seja, um aparelho que liga, desliga, faz e recebe chamadas?

Costumo chamar esse tipo de planejamento de “pensar de cima para baixo”, nome que criei para o conceito de elaboração progressiva descrito abaixo:

gerenciamento-agil-de-projetos-uma-visao-pratica-4

Então “ser ágil” na minha opinião significa:

1. Simplificar o mindset
2. Pensar “de cima para baixo”
3. Planejar de forma interativa
4. Ser receptivo à ideia de combinar as metodologias, frameworks e boas práticas existentes, sem se prender a rótulos ou radicalismos
5. Entender que projetos devem possuir um gerente, porém pessoas precisam muito mais de um líder do que um gerente

“Mas Vitor, como trabalhar de forma ágil alinhado com as boas práticas em gerenciamento de projetos do PMI?”

Visando responder e prover uma diretriz para os gerentes de projeto que querem adotar abordagens ágeis, o PMI criou a certificação PMI-ACP (Agile Certified Practitioner).
Ao contrário de outras certificações em métodos ágeis focadas somente no framework Scrum, o PMI-ACP cobre várias outras técnicas e conhecimentos ágeis tais como: Extreme Programming, Lean, Feature-Driven Development, termo de abertura de projeto ágil, planejamento adaptativo, entregas incrementais, ciclos de melhoria contínua, entre outras diversas técnicas.

Para os interessados sobre a certificação, compartilho abaixo algumas informações:

• Link para inscrição: http://www.pmi.org/Certification/New-PMI-Agile-Certification.aspx
• Exame presencial de 120 questões, das quais 20 questões não são consideradas para a pontuação final.
• Duração: 3 horas.
• Idioma do Exame: Inglês.
• Média para aprovação: Entre 70% a 80% de aproveitamento.

Até o momento, o exame da certificação está disponível somente em Inglês, mas visando alavancar esta certificação aqui no Brasil tomei a iniciativa de escrever o primeiro livro preparatório para esta certificação em Português, em parceria com a Editora Brasport.

Concluindo: se você quer saber como extrair o melhor dos métodos ágeis nos seus projetos, sem radicalismos e alinhado às boas práticas de gerenciamento de projetos do PMI, a certificação PMI-ACP é recomendadíssima para você.

Caminho crítico do projeto

Como definir o caminho crítico do projeto? Entenda mais!

Você já teve dificuldades para definir prioridades ou se inteirar quanto ao desenvolvimento de um projeto? O método caminho crítico do projeto é uma técnica que pode ajudar a superar esse tipo de problema, e é sobre ela que falaremos neste artigo.

Variedades de tarefas e dependências fazem parte de qualquer projeto, assim como a dificuldade natural de enxergar qual atividade é mais importante do que a outra. Em diferentes momentos, existem tarefas com as quais você realmente deve se preocupar, e outras menos urgentes.

Iniciado por diagramas rabiscado à mão e evoluindo para soluções automatizadas, o método de caminho crítico do projeto passou a ser um componente essencial quando o assunto é planejamento. Quer aprender a lidar com essa técnica? Continue a leitura!

O que é o Método do Caminho Crítico?

O famoso Conjunto de Conhecimentos em Gestão de Projetos (PMBOK) define o caminho crítico do projeto como a sequência de atividades programadas que determina a sua duração.

Seguindo esse ritmo, podemos dizer que trata-se da mais longa sequência de tarefas em um delineamento que precisa ser finalizado a tempo para que o projeto chegue ao prazo final. Sendo assim, atrasos nas tarefas do caminho crítico contribuem para que o projeto inteiro apresente dificuldades.

O caminho crítico aponta as tarefas que merecem atenção redobrada. Dependendo das restrições de prazo, esse caminho pode ter folga positiva, igual a zero ou negativa. Falaremos melhor sobre isso adiante.

Por que usar o Método do Caminho Crítico?

Por meio desse método, a equipe consegue ter uma visão ampla das atividades que percorrem o caminho crítico do projeto, assim como também a sequência e a duração de cada uma. O resultado é a conquista de nível de compreensão bem mais aprofundado quanto aos prazos. Mas não para por aí.

Já que a técnica do caminho crítico traz clareza para a identificação das atividades que exigem mais foco, ela diminui significativamente a probabilidade de um processo ou produção parar.

Resumindo, as principais vantagens para o gerente de projetos são:

  • capacidade de identificar as tarefas que já foram finalizadas;
  • previsão da duração dos projetos em andamento;
  • identificação das atividades que exigem mais atenção;
  • facilidade no mapeamento dos gargalos do projeto;
  • facilidade no planejamento de qualquer mudança em sequência;
  • praticidade no planejamento das durações futuras de cada tarefa.

Como definir o caminho crítico do projeto?

Especifique cada atividade

Para definir o caminho crítico do projeto, seu primeiro passo deverá ser a busca por identificar cada tarefa envolvida no esboço.

Usando o plano de estrutura do projeto, você precisa criar uma lista de especificação de atividades montada somente com as tarefas de alto nível. Isso porque detalhes prolongados de atividades menores farão com que a análise do caminho se torne complexa demais.

Se você tem dúvidas sobre como funciona esse plano de estrutura do projeto, saiba que ele divide a sua planta em seções gerenciáveis. Primeiro, mapeie quais são os principais objetivos do projeto. Depois disso, separe as atividades de alto nível em partes menores.

Para apresentar o esboço da divisão da estrutura de trabalho, você pode escolher a forma que mais agradar — seja por uma estrutura hierárquica, lista ou tabela.

Estabeleça dependências (sequência da atividade)

Como você bem sabe, existem várias atividades que só podem começar quando uma outra finalizar. Por conta dessas ligações, é importante listar todas as atividades que dependem uma da outra, estabelecendo um sequenciamento.

Sim, também sabemos que identificar todos os antecessores imediatos de cada atividade está longe de ser uma tarefa fácil. Portanto, para facilitar o seu trabalho, que tal pensar nesse pequeno checklist para cada atividade? Veja:

  • qual atividade precisa terminar antes para que outra comece?
  • quais atividades devem terminar ao mesmo tempo do que essa?
  • quais atividades precisam acontecer assim que esta tarefa for concluída?

Desenhe o diagrama de rede

Agora que você já conseguiu identificar todas as atividades e suas dependências, chegou a hora de criar o esboço do gráfico de análise do caminho crítico.

Também conhecido como diagrama de rede, ele é uma representação visual da organização de suas atividades com base nas dependências. Você pode fazê-lo a mão ou via softwares específicos.

Calcule o tempo de finalização das tarefas

Faça a estimativa do tempo necessário para completar cada tarefa. Aqui, não tem muito segredo. Você pode recorrer às experiências anteriores ou pedir ajuda aos profissionais da equipe que já tiverem contato com esse tipo de cálculo.

Identifique o caminho crítico do projeto

Com todas as etapas anteriores concluídas, fica fácil identificar o ponto alarmante. Confira o diagrama de rede para identificar o caminho mais longo. Basta procurar qual é a sequência mais longa de atividades durante o caminho (a extensão tem a ver com a duração e não com as caixas ou nós).

Vale ressaltar que se o caminho crítico tem a tendência de se modificar uma vez que o projeto tem início, você está diante de um cronograma de projeto sensível.

Múltiplos caminhos críticos apontarão sempre para a sensibilidade de rede e para chances maiores de mudança no que já foi agendado.

Atualize o diagrama do caminho crítico para apresentação do progresso

Ao longo do projeto, você poderá notar com clareza os tempos atuais de término das tarefas. O diagrama de rede sempre poderá ser atualizado para a inclusão desta informação, substituindo as estimativas.

Essa atualização dos diagramas de rede deve ser feita todas as vezes que surgirem novas interações. Isso permitirá que você possa recalcular com facilidade um caminho crítico diferente.

Além disso, você terá uma visão mais realista quanto ao prazo final, sabendo se está no caminho certo ou em atraso.

Como resolver a questão das folgas?

Se você achou que tínhamos esquecido das folgas, saiba que as etapas não chegaram ao fim. Depois que você seguir todo o procedimento que recomendamos, calcule as folgas de cada tarefa. Isso significa: o tempo extra que pode ser usado na atividade em questão, sem que a duração do projeto seja alterada.

Você também pode pensar na folga como uma margem de atraso permitida. Elas simbolizam o tempo que uma atividade pode atrasar sem influenciarem no começo da próxima tarefa.

Esperamos que você tenha entendido mais sobre a importância de seguir o caminho crítico do projeto. Quem trabalha com o planejamento de projetos mais extensos pode encontrar nessa técnica uma ótima chance para lidar com prazos muito específicos, que não podem sofrer atrasos. Essa é uma das principais funcionalidades desse método.

Aproveitando que você está mais interessado sobre um assunto tão importante do setor, assista uma demonstração visual sobre como sua empresa pode ser alavancada na gestão de projetos com uma única ferramenta.

status report

Status report: benefícios, usos e modelo

Um status report é um documento simples que existe para o gerente do projeto, o cliente e a equipe interna atualizarem periodicamente os envolvidos a respeito da situação do projeto, pontos de atenção, entregas que foram realizadas (ou deveriam ter sido) em um determinado ponto no tempo.

Esses relatórios devem ser enviados com frequência predeterminada pela equipe do projeto, de forma a atualizar todas as partes envolvidas a respeito do progresso do trabalho. É uma formalização importante para que o cliente veja se tudo está dentro do prazo estabelecido previamente.

A entrega final do status report inclui a aprovação do produto, com ou sem alterações, junto às equipes responsáveis.

Neste post, você vai conhecer algumas das principais vantagens da utilização de um status report e outras dicas sobre o assunto. Acompanhe o texto e veja como poupar tempo na apresentação dos seus projetos!

Principais vantagens do uso do status report

Reportar o status de um projeto pode fazer toda a diferença no desenvolvimento dos processos. Como é uma espécie de “prestação de contas” que os gestores oferecem aos clientes, é preciso medir as informações que serão repassadas e conquistar a confiança daqueles que contrataram os serviços da sua empresa.

Quer saber mais a respeito das principais vantagens do status report? Confira abaixo.

Foco

Quando você está gerenciando um grande projeto com várias partes interessadas, o status report é uma ferramenta útil para concentrar todas as informações e questões de cada semana. Você pode destacar ações para envolvidos específicos em um local separado e dar a todos na visão geral desse projeto.

Clareza

Se houver qualquer desvio em termos de prazo, ou questões que afetam o orçamento, o status report é um ótimo lugar para evidenciá-los e chamar a atenção das partes interessadas.

Mesmo não sendo a melhor forma de dar uma má notícia, é uma maneira de certificar-se de que você, como responsável pelo projeto, está verificando regularmente o estado atual em relação ao prazo e orçamento original do plano de projeto.

Registro

Resumindo decisões-chave, o progresso e as ações futuras a cada semana de seu projeto, significa que haverá registro de como o projeto tem evoluído.

Como o GP é muitas vezes o ponto central de um projeto, é sua responsabilidade distribuir essa informação e deixar todos a par do que está acontecendo. Isso também ajuda no caso de um imprevisto. Em caso de doença ou férias, outras pessoas podem assumir o projeto sem grande dificuldade. Basta ter uma referência para verificar em que pé está o projeto.

Identificação de riscos

A elaboração do status report facilita que a equipe identifique quais os riscos reais que podem afetar o seu projeto. Além disso, todos eles são documentados, o que facilita os projetos futuros e economiza tempo.

Antecipar riscos possíveis evita que os mesmos erros sejam cometidos e proporciona uma estimativa de conclusão mais assertiva, já que os riscos previstos podem ser evitados ou solucionados mais rapidamente.

Planejamento de custos e investimentos

Um status report eficiente é capaz de planejar os custos que compõem determinado projeto.

Além de estimar esses valores, também é possível controlar os gastos já feitos e traçar um panorama entre orçamento planejado x custo real ao final do projeto. Esses dados possibilitam que a empresa planeje, economize e evite prejuízos causados por conta da falta de planejamento.

Maior visibilidade

Comandando a partir do último ponto do status report, também é útil destacar o status do projeto para sua equipe interna. Dessa forma, a equipe não vai se concentrarapenas em suas atividades específicas, mas também terá a visão e conhecimento do projeto como um todo.

O que caracteriza um bom status report

Para que um status report seja realmente eficiente, ele deve oferecer:

Até aqui, tudo entendido? Ótimo! Mas, afinal, como elaborar um relatório de status que funcione e a que devemos ficar atentos? Veja abaixo.

Objetividade

Um status report deve ser objetivo e conciso. Esse é um documento que visa expor dados reais, por isso, não existem razões para dar espaço à prolixidade.

Todos os dados e informações contidos devem ser de fácil entendimento, evitando o ruído de informações ou reuniões muito longas. Claro que um status report apresenta um grande número de informações, mas é possível ser econômico e compactar os dados em gráficos, tabelas e outros recursos visuais que facilitam o entendimento.

É importante que, na hora da elaborar o status report, o leitor seja levado em consideração. Informações técnicas demais não agregam em nada e ainda podem confundir aquele que precisa avaliar o seu trabalho.

Linha do tempo

Apresentar um relatório com uma linha do tempo é um detalhe fácil de ser providenciado e que pode fazer toda a diferença. Esse é um recurso visual que ajuda no entendimento e deve conter informações importantes, como atividades que já foram concluídas, datas de planejamento para as próximas etapas e se existem pendências.

Esses dados são importantes tanto para a equipe do projeto quanto para o cliente, que pode avaliar se o seu planejamento coincide com a prática e tudo está em congruência com o que foi pedido.

Curva de avanço

Quer um status report completo? Não deixe de apresentar uma curva de desempenho das atividades previstas. A metodologia mais conhecida é a Curva S, que permite identificar o que foi planejado e o que foi, de fato, executado. Essas informações ajudam a equipe a identificar o que pode estar atrasando entregas e se as estimativas estão de acordo com a prática.

Relação entre custo e orçamento

Essa é uma das informações mais importantes do status report. Ter em mãos o valor inicial e quanto um projeto já custou é capaz de proporcionar grandes economias nos projetos futuros. Além disso, vale lembrar que um orçamento é planejado rigorosamente por quem vai bancá-lo, por isso, não é possível que os custos ultrapassem muito esse valor.

Imprevistos acontecem, mas quando essa relação entre custo e orçamento é bem planejada, fica mais difícil que o cliente precise desembolsar mais dinheiro e que fique, consequentemente, insatisfeito com o trabalho. Obviamente que esses dados estão diretamente ligados à viabilidade do projeto, logo, atente-se a isso.

KPIs bem definidos

A sigla KPI vem do inglês Key Performance Indicator, ou Indicadores de Chave de Performance, em tradução livre. São dados selecionados pelos gestores que indicam se o desempenho está conforme planejado e se as metas estabelecidas estão sendo cumpridas pela equipe. Esses dados são capazes de ser mensuráveis, para poderem medir, de fato, o trabalho de uma equipe dentro do andamento de um projeto.

Para definir as KPIs mais indicadas para seu projeto, é preciso que o gestor ou gerente de projetos analise com cautela e atenção quais os objetivos de determinado empreendimento ou produto. Depois de uma meta principal definida, ela deve ser dividida em outros pacotes de trabalho menores.

Assim, facilita-se a compreensão da sua equipe de colaboradores e estimula-se o trabalho com prazos possíveis e reais. Isso torna possível que cada um saiba as funções que devem ser desempenhadas e quais suas responsabilidades dentro de um projeto, evitando atrasos e facilitando o trabalho do gestor na hora de analisar o desempenho da equipe.

Cores diferentes para cada status

Esse é um detalhe que pode parecer coadjuvante para alguns gerentes de projeto, mas a utilização de cores diferentes para cada status pode facilitar muito a leitura de um status report.

Um exemplo é utilizar o vermelho e o amarelo para aquilo que atrasou ou que tem pouco tempo restante para execução, enquanto o verde indica o que já foi cumprido. Também podem ser utilizadas cores que mostrem quais tarefas precisam de maior atenção e que estão saindo muito do tempo planejado anteriormente.

Formato ideal

Um status report eficiente deve ter o formato mais indicado para seu cliente. Para isso, é necessário que o gestor e o patrocinador ou cliente se alinhem e cheguem a uma conclusão a respeito de como essas informações devem ser apresentadas. Embora cada empresa tenha seus formatos já preestabelecidos, é preciso chegar a um acordo.

Para atingir o formato ideal do seu relatório, conheça seu cliente. Quanto mais alto for o nível de conhecimento de quem analisará o status report, mais gerencial e técnico ele deve ser. Seja objetivo, apresente um resumo inicial e garanta o sucesso do seu projeto.

Existem diversos modelos de status report disponíveis na internet e também por meio de softwares de gestão. Além disso, quando você encontra um modelo eficiente para o que seu cliente precisa, é possível reaproveitar e reutilizar o escopo de um projeto.

Cliente Project Builder

Para quem já utiliza o Project Builder o relatório de status report pode ser gerado facilmente via Project BI, quando você necessita de uma maior personalização, ou via detalhes de projetos, acessando Relatórios > Todos > Relatório de Desempenho de Projeto.

O relatório exibe o comparativo de esforço previsto e realizado por pessoa, situações por tipo de componente, total de registros, notificações, documentos, riscos etc. No relatório, em apenas um clique, você gera todas as informações necessárias para um status report eficiente e ainda pode mandar facilmente para todos os envolvidos.

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bem-estar dos seus funcionários

4 empresas que alcançaram o sucesso focando no bem-estar dos seus funcionários

Funcionários feliz, cliente satisfeito. Você sabe por quem a sua empresa existe? A resposta está na primeira frase deste artigo – o cliente. E como proporcionar uma experiência incrivelmente satisfatória ao seu cliente? Ou melhor, vou reformular a minha pergunta. Quem irá proporcionar uma experiência incrivelmente satisfatória ao seu cliente? Os seus funcionários. Dito isto, não é difícil entender que para ter um negócio de sucesso, seus funcionários precisam estar felizes. Algumas das empresas maiores empresas no mundo – claro – já sabem disso. Então que tal saber como isso funciona de verdade? Confira agora 4 empresas que alcançaram o sucesso focando no bem-estar dos seus funcionários:

Google

A empresa é conhecida por proporcionar as melhores condições de trabalho para seus funcionários e seus escritórios ao redor do mundo são referência de inovação. A sede do Google na Califórnia, conhecida como Googleplex ficou conhecida no filme “Os Estagiários” e quem assistiu deve se lembrar bem daquele escorregador que fica dentro da sede. O Google também oferece outros benefícios aos seus funcionários, como bicicletas, quadras de esporte, piscina aquecida, aulas de ginástica e musculação, serviços de oficina e lava rápido para carros, alimentos orgânicos, etc.

Outra filial da empresa que chama a atenção é a Tel Aviv, em Israel. A empresa ocupa 8 andares de um prédio com ambientes temáticos e ainda conta com 3 restaurantes e sala de jogos. E claro, o escorregador no meio da empresa! Isso é um forte exemplo de adquirir o bem-estar dos seus funcionários!

Twitter

Em sua sede na cidade americana de São Francisco, disponibiliza aos funcionários mesa de totó, aulas de yoga e pilates ou o dinheiro para que façam academia e alimentação gratuita. Como se não bastasse, a sede ainda banca serviços como aluguel de carros e lavanderia.

Facebook

Como as citadas acima, a empresa de Mark Zuckerberg também é conhecida por oferecer um ambiente propício a criatividade e com foco no bem-estar dos funcionários. Para saber o cardápio das refeições – que aliás é grátis – os funcionários acessam a fan page da cozinha do Facebook para ver o prato do dia, além de fazer sugestões. Mas os benefícios não se restringem as dependências da empresa, o Facebook também dá aos funcionários 4 meses de licença maternidade com dinheiro para babá e deposita na conta do bebê 4 mil dólares.

Zappos

Proporcionar um ambiente de trabalho descontraído é uma das estratégias da Zappos. Para a maior loja de venda de calçados do mundo, um funcionário mais satisfeito trabalha melhor e, por consequência, atende melhor os clientes. As políticas internas da empresa podem ser conhecidas no livro Delivering Happiness (no Brasil, Satisfação Garantida), escrito pelo co-fundador e CEO, Tony Hsieh. Além de assistência médica completa, almoço/lanches/bebidas de graça, serviços dentro da empresa, a Zappos oferece sala de descanso após o almoço. Conhecida por ter uma cultura valiosa, ela desbanca aqueles que criticam “missão, visão e valores”. Você até poderia achar que isso era blá, blá, blá do marketing, mas se procurar saber um pouco mais sobre a Zappos certamente mudará sua opinião. De nada adianta colocar escorregas e salas de jogos na se isso não estiver embutido na cultura da organização. Veja os 10 mandamentos da Zappos:

1. Entregue um “UAU” através dos serviços
2. Abrace e conduza mudanças
3. Crie diversão e um pouco de maluquice
4. Seja aventureiro, criativo e cabeça aberta
5. Procure sempre por crescimento e aprendizagem
6. Crie relacionamentos abertos e honestos através da comunicação
7. Crie um time positivo e um espírito de família
8. Faça mais, usando menos
9. Seja apaixonado e determinado
10. Seja humilde

E aí, você está proporcionando um ambiente feliz aos seus funcionários? Você leva em consideração o bem-estar dos seus funcionários? Se a resposta for não, comece a repensar a sua estratégia agora mesmo.

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o que está faltando

Perceba o que está faltando

O que está faltando?

Provavelmente é uma das três alternativas: conhecimento, experiência ou entendimento sobre os projetos.

Existem determinados momentos em que um gerente de projetos ou um membro da equipe não tem certeza do que fazer. Quando isso acontece, provavelmente é porque falta alguma coisa. No nosso dia a dia, o que está faltando são todas ou algumas dessas áreas fundamentais: conhecimento, experiência e os benefícios que se esperam dos projetos.

Tome um projeto de TI, por exemplo. Digamos que você esteja no comando da implantação de novos computadores e tem de reorganizar todas as estações de trabalho. Em primeiro lugar, precisará ter a clareza das suas necessidades e avaliar se o orçamento é suficiente para os recursos necessários e as atividades que serão executadas. É o seu conhecimento e a sua experiência em gerenciamento de projetos que vão ajudá-lo a completar suas tarefas de forma correta.

Na sua trajetória, provavelmente você teve experiências em que acreditou ter clareza das metas e direções do projeto. No entanto, dependendo de sua fonte de informação ou da falta de conhecimento sobre o funcionamento de determinada organização, poderia ter ido para a direção incorreta.

Independentemente do seu conhecimento ou experiência em gerenciamento de projetos, cada stakeholder (as partes interessadas) e líder de projeto tem peculiaridades que você precisa entender em profundidade, para não correr o risco de falhar ou sofrer um impacto negativo no negócio.

Pode parecer óbvio, mas percebemos que muitas pessoas procuram por soluções criativas e avançadas para coisas que são simples. Gastam uma grande dose de energia e tempo para chegar a uma alternativa complexa, em vez de enxergar o mais simples.
O que falta são conhecimentos, experiências ou o entendimento dos objetivos e direções do projeto.

Compare com sua vida pessoal para comprovar essa afirmação. Pense em alguma situação que esteja problemática ou em algo que não funcione muito bem. Provavelmente falta conhecimento, experiência ou compreensão sobre o assunto, admita isso ou não.

Alguma vez você já se sentiu inseguro sobre o que fazer em um projeto?

Percebeu que estava faltando alguma coisa nessas áreas fundamentais?

(Adaptado do site: http://blogs.pmi.org/blog/voices_on_project_management/2012/10/whats-missing.html )