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Riscos e incertezas em gestão de projetos

Riscos e incertezas em gestão de projetos: o que eu preciso saber?

Um dos principais requisitos para um projeto bem gerenciado, que lide com riscos e incertezas, é o planejamento. A etapa de planejamento é fundamental para que o gerente de projetos possa visualizar o futuro e consiga prever as adversidades que deverão ser enfrentadas durante a execução das atividades.

Os riscos estão diretamente ligados ao fracasso ou ao sucesso de um projeto. Sendo assim, um projeto necessita ser bem controlado por um profissional capacitado, que deve estar preparado para qualquer casualidade que possa ocorrer e apto a resolvê-la sem ter que parar ou comprometer todo o planejamento.

Porém, o nosso pensamento é linear, ou seja, usamos dados do passado para tentar identificar o futuro. A maneira como projetamos o futuro é importante, mas não se pode considerá-la correta — afinal, existem incertezas que devem ser levadas em consideração.

É preciso deixar claro que não temos certeza do que acontecerá no futuro. É possível identificar e mensurar alguns riscos, mas as incertezas ainda farão parte do dia a dia de um projeto.

Riscos e incertezas são conceitos distintos que precisam ser analisados e considerados para um projeto de sucesso. Nesse sentido, apresentaremos, a seguir, o que você precisa saber sobre riscos e incertezas em gestão de projetos. Continue a leitura e aprenda!

Relação entre informação e incerteza

Primeiramente, é preciso saber diferenciar conceitualmente alguns termos da gestão de projetos — como risco, incerteza e ameaça. O risco nada mais é do que a medida do montante de incertezas existentes e está diretamente ligado ao nível de informação disponível. Um risco pode ser tanto prejudicial (ameaça) quanto benéfico (oportunidade) em um projeto.

A incerteza, por sua vez, é a falta de informação ou de conhecimento sobre o resultado de uma ação, decisão ou evento. Por fim, ameaça pode ser definida como um determinado evento que leva o projeto a uma direção não favorável.

Assim, pode-se afirmar que as incertezas em um projeto podem levar a riscos indesejáveis. Portanto, é essencial obter a maior quantidade de informações possível, transformando as incertezas em riscos.

A partir disso, deve-se buscar ações que possam mitigar os riscos — evitando que se tornem ameaças reais ao correto desenvolvimento do projeto — e aumentar as taxas de sucesso. Ou seja, não adianta apenas identificar os riscos, é necessários gerenciá-los.

Os riscos estão diretamente ligados ao projeto e, assim, o preço que se paga pela concretização destes são as ameaças ao planejamento na forma de atraso no cronograma e aumento de custos. Dessa forma, um planejamento eficaz se dá pelo aumento da incidência e impacto dos riscos benéficos (oportunidades) e a redução da incidência e impacto dos riscos prejudiciais (ameaças) ao projeto.

Os métodos de análise de risco são ferramentas utilizadas para avaliar os riscos inerentes a um projeto ou processo de trabalho já em andamento. Cada ferramenta possui sua particularidade e tem aplicações para diferentes situações. Conheça, a seguir, as ferramentas mais utilizadas no processo de análise de risco.

Análise das incertezas pelo Método da Análise de Risco

A melhor maneira de analisar as incertezas é pelo método de análise de risco. A análise de risco é uma excelente metodologia que permite a criação de um plano de resposta aos riscos, contemplando ações de prevenção, transferência, aceitação, exploração, mitigação, compartilhamento e melhoramento.

É importante buscar oportunidades de ganho e de formas de melhoria, em vez de apenas tratar os riscos. Existem algumas metodologias para analisar os riscos de uma forma mais abrangente, considerando as incertezas associadas ao projeto.

Análise das incertezas pelo Método dos 5 porquês

O objetivo final dessa técnica é chegar à causa raiz de um ameaça identificada, eliminando possíveis desculpas e respostas mais imediatas e superficiais. O método consiste, basicamente, em uma sucessão de questionamentos — similar à de crianças que estão na fase dos porquês.

Para a aplicação dessa metodologia é necessário convocar o grupo envolvido no projeto e, em seguida, aportar o problema que é o objeto de estudo. O próximo passo é iniciar o questionamento — assim, o grande segredo desse método é seguir questionando até que se chegue à causa raiz do risco.

Apesar do nome, não é necessário limitar-se a apenas cinco questionamentos. Como já foi dito, as perguntas devem se estender até que se entenda onde está a origem do problema.

A técnica dos cinco porquês ficou bastante conhecida e é amplamente utilizada graças aos seus diversos benefícios. Entre eles, podemos citar a identificação correta das causas raízes de um problema, a relação entre cada causa raiz, custo baixo, integração com outras ferramentas de gestão e envolvimento de toda a equipe. Tudo isso apresentado por meio de uma ferramenta de uso simples e prático.

Análise das incertezas pelo Método do Caminho Crítico — CPM

O Método do Caminho Crítico — CPM (Critical Path Method) — trabalha com durações determinísticas na planificação das atividades de um projeto, identificando as principais dúvidas e incertezas na gestão de cada uma das atividades.

Os pontos identificados não podem, de maneira alguma, ser desprezados. Muito pelo contrário: eles devem ser utilizados como informações para o reconhecimento das incertezas associadas aos projetos. Sendo assim, o método mostra aos gestores e à equipe quais são os pontos críticos do planejamento.

A metodologia do Caminho Crítico trabalha com o conceito de folga e esta pode ser positiva negativa ou nula, dependendo dos prazos adotados no cronograma. É essencial que o projeto seja finalizado em data anterior à data de término mais antecipada segundo o cronograma preestabelecido.

A ferramenta utilizada para a visualização desse método é um diagrama de rede que ilustra as atividades, seu caminho crítico e como essas atividades se relacionam umas com as outras.

Análise das incertezas pelo Método SWOT

análise SWOT (Strengths — Forças, Weaknesses — Fraquezas, Opportunities — Oportunidades, Threats — Ameaças) é uma das ferramentas mais conhecidas na gestão de riscos por ser abrangente, de fácil aplicação e por prover excelentes resultados.

A metodologia consiste em uma análise detalhada da situação do projeto no cenário econômico, o que permite ao gestor a tomada de decisões para lançamento de produtos ou serviços, principalmente. Por meio da separação dos principais aspectos de um projeto, pode-se identificar, com facilidade, as principais oportunidades e ameaças, bem como suas forças e fraquezas.

A ferramenta SWOT é geralmente apresentada em forma de quadrante, em que forças e fraquezas estão relacionadas ao ambiente interno da empresa e oportunidades e ameaças estão ligadas ao ambiente externo.

Diferentemente do método CPM, a análise SWOT é capaz de evidenciar as oportunidades de ganhos e prover a exploração dos pontos fortes. No entanto, apesar dos inúmeros benefícios, esse método — também conhecido como FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças, como mencionamos acima) — é pouco utilizado.

Análise das incertezas pela Metodologia PERT

A metodologia PERT (Program Evaluation and Review Technique) consegue expandir a visão do gestor do projeto quanto à variabilidade existente na execução das atividades. O PERT não trabalha de maneira determinística, como o CPM, mostrando que existe certo grau de incerteza e, consequentemente, alguns riscos associados.

Essa metodologia trabalha com três diferentes cenários: duração mais provável, duração otimista e duração pessimista. A duração mais provável considera a duração esperada para o desenvolvimento das atividades, obtida pelo método CPM, por profissionais experts em planejamento.

A duração otimista analisa cada tarefa individualmente, investigando os motivos para a realização de tal atividade em determinado tempo. Pode-se dizer que essa fase contempla o melhor cenário possível para a execução dos serviços, fornecendo uma gama imensa de informações e justificativas úteis.

Por fim, a duração pessimista também analisa as tarefas individualmente, assim como a duração otimista. Porém, o cenário a ser considerado é o pior possível, obtendo informações valiosas caso tudo dê errado.

Análise das incertezas pela Metodologia de Simulações de Monte Carlo

Esse método trabalha com simulações, analisando diferentes formas de execução das atividades de um projeto. Assim como em outras metodologias, as incertezas despontam e precisam ser tratadas.

As simulações de Monte Carlo trabalham com a probabilidade de se atingir a duração mais provável. Dessa forma, a utilização desse método em conjunto com o método PERT torna o aproveitamento das oportunidades mais real e factível.

É preciso destacar que em uma das atividades existe certa probabilidade a ser relacionada, que está diretamente ligada às incertezas do projeto. O tratamento de cada uma delas é preventivo, contribuindo significativamente para que não ocorram maiores problemas na fase de execução do empreendimento.

Tratamento das incertezas pelas Reuniões Antecipativas

Por fim, destaca-se um dos pontos mais importantes para a gestão do projeto, como um todo. Nessa fase relacionam-se os processos, as equipes, as lideranças, os stakeholders, os sponsors e outros.

Deve-se destacar que as incertezas devem ser consideradas, exigindo um processo de reanálise das atividades futuras, ajustando ao máximo o andamento do projeto. A melhor maneira para a realização desse tipo de ação se dá pela realização de reuniões antecipativas.

Essas reuniões devem contar com a participação das principais lideranças do projeto, independentemente de sua área de atuação. Assim, é possível atualizar o cronograma do projeto e, com os conhecimentos do gerente, programar a execução de serviços críticos para os próximos dias e semanas — é possível, ainda, realizar os ajustes necessários na programação.

Análise de incertezas pelo método FMEA

O método FMEA (Failure Mode and Effective Analysis) tem como objetivo principal identificar e realizar uma análise do potencial de falha de um projeto e seus possíveis efeitos. A ferramenta também tem o poder de possibilitar ao gestor a identificação de ações que devem ser tomadas para reduzir ou efetivamente eliminar a probabilidade de ocorrência dessas falhas.

O método trabalha com a identificação de falhas em cada nível do projeto. Ou seja, tem-se uma análise para cada etapa. Dessa forma, é possível identificar os possíveis erros que possuem o maior número de prioridade de risco (RPN — Risk Priority Number) e, assim, cumprir duas funções:

  • ajudar a quem está desenvolvendo projeto e quem o gerencia a evitar falhas potenciais, poupando tempo e dinheiro;
  • determinar a melhor maneira de investir o orçamento financeiro e o tempo disponível.

Análise de incertezas por meio do método de Checklist

Como o próprio nome indica, o checklist é um método que permite a enumeração e a verificação das ações de prevenção indicadas pelas ferramentas de análise de risco. A metodologia consiste em elaborar uma listagem com todos os riscos visualizados e suas possíveis ações de prevenção.

Feito isso, é necessário preencher uma coluna com “sim” ou “não”, para indicar se as medidas preventivas foram colocadas em prática. Esse  método se destaca pela simplicidade e por ser bastante útil para visualizar facilmente as medidas de controle de risco, garantido sua aplicação certa e a realização das correções necessárias.

Tratamento de incertezas pela Teoria das Restrições (TOC)

A restrição em um projeto nada mais é do que qualquer coisa que o impeça de chegar a um desempenho maior em relação à sua meta. Essa teoria parte da premissa que qualquer tipo de negócio possui restrições. Dessa forma, o foco dessa metodologia é que o gestor de projetos conheça profundamente o objetivo final do projeto em questão e as medidas que permitirão a avaliação do impacto de qualquer ação nessa meta.

É importante destacar que, a partir desse método, a análise se torna um ciclo sem fim — pois a qualquer momento uma equipe de planejamento de projeto e seus gestores podem precisar lidar com, pelo menos, uma restrição. Então, quando essa restrição é eliminada, é bem provável que outra apareça automaticamente.

Trabalhar com a teoria das restrições exige uma visão do projeto como um sistema. Afinal, na perspectiva dessa teoria, o projeto é um fluxo contínuo e não um processo com etapas bem definidas. Dessa maneira, é importante que todo o grupo esteja alinhado com o planejamento estratégico. Logo, todos devem trabalhar para eliminar os gargalos e garantir que a meta seja alcançada.

Existem diferentes métodos para identificar os riscos e as incertezas em um projeto. É fundamental elaborar ações e planos de contingência para as principais ameaças, visando erradicar os fatores negativos que podem impactar no andamento das atividades.

No entanto, também é preciso lembrar-se de que as oportunidades de ganho existem e devem ser exploradas ao máximo. Uma forma de prover o maior aproveitamento das oportunidades e a solução mais efetiva dos problemas se dá pela utilização de softwares voltados para a gestão de projetos.

Existem novas tecnologias que permitem o acompanhamento de todas as etapas de um empreendimento na palma de sua mão, contando, ainda, com a experiência de consultores especializados. Assim, será mais fácil controlar riscos e incertezas em gestão de projetos, deixando seus empreendimentos cada vez mais perto do sucesso. Vale a pena conhecer.

E aí, gostou do nosso artigo? O que achou de nossas informações sobre os riscos e incertezas em projetos? Deseja obter novos conhecimentos? Então, que tal entrar em contato conosco para ver como nós podemos ajudá-lo a otimizar os seus processos?

Método GTD

Gerenciamento de tempo: veja como o método GTD pode ajudá-lo

São cada vez mais comuns as reclamações sobre a dificuldade em conciliar os horários para realizar todas as tarefas do dia a dia. Muitas vezes, a falta de organização é um grande empecilho, já que a quantidade de obrigações vira uma bola de neve e atrapalha a produtividade. A melhor forma de resolver esse problema é apostar em ferramentas de gerenciamento de tempo, como o método GTD.

Essa ferramenta é uma ótima escolha especialmente para quem lida com grandes projetos. A sigla vem do inglês “getting things done”, que, em tradução livre, significa “fazendo as coisas acontecerem”. A metodologia foi criada pelo americano David Allen e descrita no livro que leva o mesmo nome. No Brasil, o título da obra foi traduzido como A arte de fazer acontecer.

Quer saber como aplicar o GTD na sua rotina? Confira a seguir e descubra como se tornar mais produtivo!

Como funciona esse método de gerenciamento de tarefas

A base do GTD é o esvaziamento da mente. A ideia é simples: ao tentar não esquecer as tarefas, a pessoa não se concentra no que está fazendo e ainda corre o risco de deixar passar algo importante.

Por isso, o primeiro passo da metodologia é anotar todas as obrigações em um local, como um bloquinho, sejam elas profissionais ou pessoais. Obviamente, não há a necessidade de usar especificamente um bloquinho. Pode ser uma agenda, um caderno, aplicativos de tarefas no celular ou o que for mais prático para você.

Quando todas as tarefas já tiverem saído de sua mente, analise cada uma delas e divida-as da seguinte forma:

Tarefas rápidas

Essas são as tarefas que podem ser realizadas em dois minutos ou menos. Também chamadas de tarefas ASAP (sigla para “As-Soon-As-Possible”, ou O Mais Cedo Possível, em português), as atividades dessa categoria podem ser executadas a qualquer momento, especialmente nas horas em que o profissional ficar instigado a procrastinar.

Projetos

Aqui você deve inserir todas as obrigações que podem ser divididas em vários passos. Se possível, você pode inserir a descrição, os resultados esperados e um prazo para cada projeto. E não se esqueça de sempre colocar uma etapa do projeto em sua lista de tarefas prioritárias, evitando que a ideia seja deixada de lado.

Espera

As tarefas que são classificadas em esperadas são aquelas em que há a necessidade de aguardar uma ação de terceiro para finalizar a atividade. É importante definir um prazo para essas rotinas, especialmente uma data para entrar em contato com a outra pessoa para buscar uma posição sobre o avanço da tarefa. Assim, você pode garantir que todos os envolvidos cumpram os prazos acordados.

Calendário

Você possui uma reunião ou evento em um dia específico? Ele deve ser marcado no calendário.

Esteja atento à maneira de organizar essa categoria. O calendário deve apresentar apenas as atividades que são sensíveis a atrasos. Tudo aquilo que não possui uma data certa pode ser incluída na categoria de próximas ações.

Algum dia

Aqui vão todas as tarefas e projetos que você quer realizar, mas não tem um prazo definido para isso. Aqui podem ser inseridas as atividades que, por alguma razão, não são adequadas à lista de próximas ações ou à de projetos.

Em outras palavras, nessa categoria são incluídas todas as atividades que podem ser executadas um dia, mas que, por alguma razão, não serão executadas em um futuro próximo.

Porém, esteja atento à necessidade de revisar essa lista regularmente para evitar que projetos que possam ser executados agora jamais sejam colocados em prática.

Próximas ações

Nesse ponto é inserido tudo que não é tão urgente a ponto de ser feito no mesmo momento, mas deve ser resolvido. Esteja atento aos processos que estão nessa categoria, pois ela deve ter uma rotatividade maior do que as outras. Caso contrário, isso pode indicar uma tendência a acumular rotinas e gerar atrasos.

Referências

Links, livros e outros documentos que sirvam como ajuda para outras tarefas estão neste item. Mantenha essa lista organizada e, se possível, utilize tags. Assim, ficará mais fácil identificar para qual atividade uma referência serve.

Uma vez elencadas, comece pelas tarefas rápidas e execute-as no mesmo instante. Faça disso um hábito diário, para começar o dia eliminando vários itens da sua lista de obrigações. As tarefas rápidas não devem ser deixadas justamente por isso: são processos fáceis de serem solucionados e que, diante disso, não precisam ocupar um longo espaço na nossa agenda.

Eliminadas as tarefas rápidas, elas podem ser esquecidas. Isso é algo que alivia a mente e dá mais foco nas atividades seguintes. Depois, chega o momento de partir para as demais obrigações.

Programe-se para que os projetos e as ações sem prazo não acabem interferindo nos processos com data. Reuniões e eventos devem ser executados sem atrapalhar em outras rotinas e nos prazos do seu dia a dia.

As bases do método GTD

O GTD deve ser visto como um sistema para organizar tarefas. Ele não estabelece normas sobre como cada processo deve ser executado, mas sim a maneira que você deve classificar suas rotinas para ter um foco maior naquilo que é importante. Na base de tudo isso, existem cinco pilares, que são:

Captura de ideias

Registre todas as suas ideias, atividades recorrentes e projetos. Seja em um aplicativo mobile ou em um caderno, mantenha o registro em uma ferramenta que melhor se adapta ao seu perfil de trabalho.

O importante, nesse caso, é que a barreira de uso da ferramenta de registro deve ser a menor possível. Ela deve estar moldada de tal forma que, assim que for necessário, você conseguirá criar uma tarefa ou anotação com o máximo de agilidade possível.

Clareza de rotinas

Tenha transparência e saiba fazer bons registros, com objetividade e detalhamento. Em vez de anotar “planejar férias”, divida o planejamento em etapas simples e claras. Isso diminuirá grande parte das barreiras mentais que criamos para executar uma longa tarefa.

Se existir algo que pode ser executado rapidamente e naquela hora, faça. Caso algo tenha que ser delegado para outra pessoa, delegue. Não deixe para depois algo que pode ser feito agora: isso servirá apenas para deixar a sua lista de tarefas mais longa e complexa.

Organização

Tenha uma boa organização. Use a classificação listada no tópico anterior para priorizar tarefas corretamente e não deixe de dividi-las em categorias. Se possível, faça um conjunto de listas de itens relacionados ao seu trabalho, estudo ou tarefas domésticas.

Mesmo que você não vá fazer algo agora, garanta que todos os seus processos estejam organizados da maneira correta e os devidos alertas estejam configurados. Dessa forma, você terá mais capacidade de identificar o momento certo para executar cada rotina.

A importância da contextualização das tarefas

Separe os passos de cada projeto como tarefas diferentes para ter uma visão global de tudo que deve ser feito. Agora, será necessário dividir essas obrigações por contextos. De forma geral, o contexto é onde ou como você precisa realizar a tarefa.

Por exemplo, as tarefas “mandar e-mails” e “pesquisar métodos de gerenciamento de tempo” são feitas no contexto computador. “Comprar pão” está no contexto mercado. “Contratar um estagiário” é do contexto trabalho. A ideia é que você elimine todas as obrigações de uma só vez sempre que estiver no contexto para tal.

Pare sempre para refletir

Sempre reflita sobre o estado atual da sua lista de tarefas. Avalie quais são os próximos passos que devem ser tomados, identifique o que está mal registrado e refaça a sua lista de prioridades sempre que necessário.

Se você encontrar algo que pode ser feito naquele momento, não deixe para depois. Não se esqueça de avaliar em quais pontos o progresso está ocorrendo em uma velocidade menor, de tal forma que seja possível melhorar o fluxo de trabalho, corrigir erros e manter-se com o máximo de produtividade possível sempre.

Mantenha o engajamento

Não se esqueça de manter-se engajado. No momento em que a próxima rotina for escolhida, execute-a. O seu sistema está estruturado, portanto, não há motivos para não colocá-lo em prática o tempo todo.

Esses são os princípios básicos do GTD. Em resumo, ele dará a qualquer pessoa que utilize o método uma forma mais ágil de lembrar o que deve ser feito, quando deve ser feito e os passos necessários para entregar o máximo de resultados todos os dias.

O método GTD é, em outras palavras, um sistema simples para classificar, organizar e priorizar tarefas diárias. Por meio dele, é possível evitar confusões, atingir um número maior de metas e conseguir focar melhor naquilo que é importante.

O método GTD na prática

As dicas anteriores já são ótimas para otimizar o gerenciamento do seu tempo, porém só uma parte da metodologia foi apresentada. Depois de coletar a lista de tarefas, processá-las de acordo com a prioridade e organizá-las por contexto, chegou a hora de cumprir as suas obrigações.

Quando as listas são feitas em papel, é indicado comprar uma bandeja de entrada, vendida em papelarias. Na parte de cima, ficam todas as tarefas em aberto, por ordem de prioridade. Embaixo, as que já foram eliminadas. Assim, conforme for realizando, você se livra das obrigações sabendo exatamente tudo o que ainda tem que fazer, evitando a procrastinação.

Uma vez por semana, é indicado que você tente revisar as tarefas da bandeja de cima. Nesse período de tempo, as prioridades podem ter mudado, novas obrigações entraram no ciclo ou você pode encontrar itens que está postergando por não saber como agir. Nesse caso, tente quebrá-los em mais tarefas para desenhar um modo de ação na sua mente.

Por último, chega a hora de executar o método. Agora que a ordem de importância está estabelecida, você pode ir se movendo de contexto em contexto e realizando uma a uma. Como o GTD é um método cíclico, dificilmente a bandeja ficará vazia. Porém, as tarefas não vão se acumular mais como antes, dando aquela sensação de dever cumprido.

Adaptando o método GTD à sua rotina

Um dos melhores pontos de usar o Getting Things Done como método de gerenciamento de tarefas é que ele é muito simples, facilitando a adaptação para as necessidades de cada um. Quem não quer ficar rodeado de papéis, por exemplo, pode usar aplicativos de celular, como Evernote, Wunderlist ou Todoist.

Cada uma dessas soluções digitais possui características próprias. Portanto, avalie como cada uma pode se alinhar ao seu perfil de trabalho e garantir os melhores resultados.

Evernote, por exemplo, é um serviço voltado para anotar várias ideias. Nele, a divisão de registros é feita em cadernos (nos quais os blocos de notas são inseridos). Cada nota pode conter listas de tarefas, anotações de textos e conteúdos multimídia.

Já o Wunderlist e o Todoist, por exemplo, possuem um foco maior na execução de atividades. O Wunderlist, por exemplo, permite que uma atividade inclua um anexo com anotações e arquivos, mas não são essas as suas principais funcionalidades.

Outro ponto que ajuda muito a adaptar o GTD às necessidades de cada um é fazer o processamento de tarefas diariamente. Em outras palavras, você escolhe o que dá pra fazer e encaixa as suas obrigações no calendário, junto às tarefas já programadas. Para evitar frustrações, tenha sempre uma hora em aberto para imprevistos.

O método GTD e o gerenciamento de projetos

A metodologia é especialmente útil para quem lida com projetos. Ao dividir o escopo em tarefas menores, a chance de esquecer de executar alguma ação diminui, tirando o peso da preocupação. Também fica mais fácil fazer as coisas caminharem, já que as ações são mais simples de executar.

Nesse sentido, para maximizar as chances dos projetos darem certo nos prazos definidos durante as etapas de planejamento, o gestor pode instigar os profissionais a terem essa metodologia aplicada no seu dia a dia. Portanto, demonstre como o método GTD pode otimizar o tempo e dê dicas para que todo o time tenha ele como principal forma de priorizar o que deve ser feito todos os dias.

Durante o dia a dia, não há mais com o que se preocupar. Em vez de ficar planejando e pensando no que fazer, você só terá que executar suas tarefas na ordem em que elas aparecem. Simples assim. A tentação da procrastinação e preguiça ainda existem, é claro, mas depois de organizar tudo tão bem, as chances de querer colocar as coisas em prática aumentam.

O GTD é uma poderosa metodologia de gerenciamento de tempo que pode ser usada em diversas situações, mas que encontrou nos gestores de projetos seu público mais cativo. Sua simplicidade pode até espantar a um primeiro olhar, mas é eficiente: quem experimenta, não consegue largar.

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plano de carreira

Por que investir em plano de carreira

Apesar da alta rotatividade nas empresas, ter metas a longo prazo pode ser bom para os dois lados e um lado, a exigência da produtividade. De outro, o desafio da motivação. Como fazer com que o profissional dê o máximo de si e seja recompensado por isso, com os melhores resultados? O melhor caminho é ter um plano de carreira.

Do ponto de vista individual, é interessante porque representa segurança e estabilidade. Na visão do gestor, garante a continuidade de bons profissionais em suas equipes. É um jogo de ganha-ganha.

O problema é quando empresa e empregado não levam a situação a sério, o que pode comprometer os resultados no longo prazo. Tanto profissionais quanto organizações precisam saber como gerenciar carreiras. E fazer isso muito bem. Reunimos algumas sugestões de por onde começar.

1. Para os profissionais

O que quero alcançar? Essa é a principal pergunta que você deve responder ao começar a planejar uma carreira. Sabendo qual o seu principal objetivo a ser atingido, será preciso avaliar como serão as metas, as motivações e as suas expectativas.

É importante ter de si mesmo uma boa auto-avaliação, pois assim será possível ter uma idéia clara das possibilidades de carreira na empresa em que trabalha. Se no seu emprego atual não há condições de atingir seus objetivos, então será preciso fazer uma avaliação do mercado de trabalho.

Muitas vezes, será necessário trocar de emprego para conseguir seu objetivo. Independente da escolha por continuar na empresa ou começar a vida profissional em outro lugar, o importante é ter em mente que uma carreira não se constrói sem dedicação. É preciso muito empenho para conquistar seu principal objetivo, seja ele qual for.

2. Para as empresas

Uma empresa organizada tem de partir da seguinte premissa na área de recursos humanos: continuar com profissionais talentosos e atrair novos talentos. Esse é um fator essencial para que a organização seja reconhecida por clientes e pelo mercado de trabalho.

Assim, uma firma tem de oferecer as melhores vantagens para um profissional qualificado, e um plano de carreira organizado e que valoriza o colaborador é a melhor estratégia. Todo e qualquer funcionário terá de saber quais os postos pelos quais pode ascender à carreira, quais os benefícios, e, lógico, o que precisam cumprir para concorrer a uma promoção.

Outra boa opção é criar desafios para seus colaboradores, com metas e prazos bem específicos, e com motivações constantes. Assim, será possível analisar quais os profissionais que mais se destacam frente a esses desafios.

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detectar previamente as armadilhas

Detectando previamente as armadilhas em potencial

Quando o sucesso não é alcançado, freqüentemente coloca-se a culpa nas mesmas razões. Reconhecer e detectar previamente as armadilhas, garante que elas não irão sabotar o seu projeto. Evite as seguintes situações que podem fazer com que seu projeto venha a falhar:

Não envolver todos os públicos-alvos fundamentais do projeto: Falhas ao identificar as pessoas que afetam o seu sucesso, ou não envolvê-las na hora certa e de forma efetiva.

Objetivos vagos: Falta de objetivos detalhados de performance para determinar se você atingiu os resultados desejados.

Definições vagas ou inexistentes de papéis e de responsabilidades: Não estabelecer de forma clara como as pessoas irão trabalhar conjuntamente para executar suas tarefas.

Cronogramas e necessidades de recursos de forma incompleta e imprecisa: Falta de atividades essenciais; estimativas não realistas sobre duração de tarefas; não considerar a interdependência entre tarefas; não identificar as habilidades necessárias, não estimar horas-pessoa com detalhes suficientes.

Não identificar e compartilhar as premissas-chaves para o projeto: Falha em reconhecer que as informações que você considera como verdadeiras podem não ser; acreditar que as outras pessoas conhecem as suas premissas e não precisam ser informadas a respeito delas.

Não registrar as informações-chaves por escrito: Compartilhar informações importantes verbalmente e fazer acordos, mas não confirmá-los por escrito.

Monitoração de progresso imprecisa e atrasada: Não registrar gastos com pessoal e financeiros, ou as datas em que as atividades começaram e terminaram; não compartilhar estas informações com os membros da equipe no momento certo.

Não reter as pessoas responsáveis pelo desempenho: Não ter compensações por atingir ou conseqüências por não atender aos compromissos do projeto.

Não antecipar e não fazer planos para riscos e incertezas: Não identificar possíveis problemas; não desenvolver planos de contingência para problemas previstos; não compartilhar informações sobre ocorrências não antecipadas.

Comunicação pobre na equipe: Não compartilhar informações de propósito ou inadvertidamente com todos os membros da equipe, ou compartilhá-las tardiamente.

Liderança fraca na equipe: Não articular de forma clara a visão do projeto; negligenciar em evidenciar o comprometimento das pessoas em alcançar os resultados desejados; falhar em manter continuamente a motivação dos indivíduos.

Suporte inconsistente da gerência de mais alto nível: Falha em garantir que as pessoas designadas permaneçam em seus projetos; não se empenhar em resolver conflitos de tempo e de recursos; usar sistemas e procedimentos inadequados para dar suporte ao planejamento e controle do projeto.

Falta de comprometimento de todos os membros da equipe com o sucesso do projeto: Não fazer um compromisso pessoal para cumprir as promessas feitas no plano.

Agora que você já sabe detectar previamente as armadilhas dos projetos, compartilhe!!!

boas maneiras

Podemos(e devemos) exibir boas maneiras

Como você se comporta em um gerenciamento de projetos? Boas maneiras descrevem um conjunto de qualidades de liderança. Analise as cinco características abaixo, elas são usadas pela sua equipe para avaliar você.

1. Dizer “obrigado”

É um eufemismo dizer que existem diferentes tipos de gerentes de projetos. Há os que andam por aí com uma carranca eterna na cara. Têm aqueles que se apressam e andam pelos corredores como se tudo fosse uma crise. Existem também os que são imperturbáveis, independentemente de quão ruim as coisas estão ao seu redor. Há ainda aqueles gerentes de projetos que nunca dizem “obrigado”.

Eles andam por aí como se o propósito de todos fosse fazer a sua vontade. Eles mal sabem os nomes dos seus colaboradores e ainda assim eles esperam que todos saltem através de obstáculos para obter a sua parte do projeto feita: trabalhar aos finais de semana, não ter tempo para a própria família, viver conectado para receberem informações da empresa 24 horas por dia. Isso, definitivamente, não é ter um bom comportamento no gerenciamento de projetos.

Boa maneira é quando você tem tempo para reconhecer o que outros têm feito pelo seu projeto. Eles estão fazendo o que você não pode fazer. Você depende deles para ter o trabalho concluído. Não os trate como mercadorias descartáveis, você não tem o direito de explorar seus colaboradores para obter vantagens. A longo prazo, isso não funciona. Tire um momento para agradecer às pessoas pelo trabalho que elas contribuíram.

2. Elogiar sua equipe

Depois de agradecer aos membros da sua equipe, o passo seguinte é fazer elogios para quem se destacar. Quando seus colaboradores cumprem uma função com excelência, o elogio precisa ser feito tanto para a própria equipe quanto para supervisores, gerentes, ou seja, para quem estiver acima na hierarquia da empresa. Um simples e-mail deverá bastar, com algumas linhas sobre o quanto você apreciou o papel que eles desempenharam com louvor.

Ofereça um exemplo específico de em que eles foram além do pedido. Isto é eficaz por uma série de razões:

• Primeiro, você sabe que a pessoa que fez uma grande apresentação ouvirá sobre o seu feedback e estará mais propensa a ir além no futuro.
• Segundo, um gerente aprecia o fato de que você aprecia alguém da equipe dele e será mais suscetível a trabalhar mais perto de você no futuro.
• Terceiro, é uma das boas maneiras em gerenciamento de projetos dizer aos outros quando alguém faz um bom trabalho.

3. Manter a calma

Uma terceira maneira de exibir boas maneiras em gerenciamento de projetos é manter-se calmo quando a situação fica difícil. Nós sabemos que há uma tendência a turbulências em projetos. Problemas técnicos podem ter surgido ou uma data de entrega agressiva que foi confirmada pela companhia está rapidamente se aproximando e o projeto não está correndo de acordo com o cronograma.

Há duas escolhas a fazer:

a) correr como um louco, com a cabeça em chamas, e incendiar o resto da equipe, ou…
b) ganhar o controle de si mesmo e acalmar o resto da equipe.

Há diversos casos que, quando a pessoa no topo reage exageradamente sobre uma situação, todo mundo na sua equipe segue o exemplo. O que se segue é um monte de caos e drama desnecessários, que poderiam ser facilmente evitados.

Ganhe o controle de si mesmo e acalme o resto da equipe. Tire um momento e se afaste da crise quando algo dá errado.

Ter boas maneiras em gerenciamento de projetos permitirá a você avaliar a situação, formular um plano, comunicá-lo à equipe e começar a trabalhar através dos problemas. Sim, é mais difícil do que parece, mas pode ser realizado eficazmente.

4. Assumir responsabilidades

Parte de ter boas maneiras em um gerenciamento de projetos é assumir a culpa em uma determinada situação de crise.

Agora, atenção, não se trata de assumir a culpa por um erro de outra pessoa.

Por exemplo, pode ter sido que o gerente funcional da equipe de testes não foi propriamente preparado para fazer o trabalho e as coisas ruíram. Estamos falando sobre assumir a culpa por aqueles que estão diretamente na sua equipe de projeto e têm seguido as suas orientações. Nunca haverá nenhuma boa maneira em colocar um companheiro de equipe na fogueira.

Uma resposta apropriada pode ser: ”Sim, foi um erro da nossa parte. Nós vamos voltar e ver o que pode ser feito para ter as coisas de volta no caminho imediatamente”. Dê seguimento com conversas reservadas sobre o que pode ser feito diferentemente, mas em momento algum aponte o dedo para aqueles que estão sobre a sua gerência.

5. Compartilhar os louros da vitória

Qual a sua fala após uma boa avaliação de um pós-projeto? “Obrigado, eu realmente trabalhei duro para fazer deste projeto um sucesso”.Sério? Você sabe que você é apenas parte da equação que realizou o trabalho. Mesmo que você seja uma grande parte desta equação, você tem de compartilhar esse crédito com o resto da equipe. É o oposto de assumir a culpa.

Apesar do fato que você talvez tenha sido o eixo que manteve todo o projeto junto, projetos são um esforço em equipe e você precisa compartilhar o crédito. Permita que seus companheiros aproveitem o brilho do trabalho bem feito e se sintam bem sobre o que eles realizaram.

Certamente você pode pensar em muitas mais maneiras de exibir boas maneiras em um gerenciamento de projetos. Comece com as cinco sugestões acima e você começará a ver a diferença na forma como colegas, executivos e clientes vêem suas habilidades em gerenciamento de projetos.

Usar o Project Builder é outro ato de boas maneiras que você não pode excluir dessa lista. Veja o quão fácil é ter a sua equipe fazendo algo certo! Nossos acompanhamentos de projetos e relatórios de status permitirão que você saiba quem está trabalhando longas horas, finais de semanas e de manhã cedo, pois eles são aqueles que estão sempre à frente do cronograma. Use nossa ferramenta para identificar essas “estrelas” e comece a se gabar sobre eles hoje mesmo!

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certificação PMP

Por que gerentes de projetos precisam da certificação PMP

Qual a vantagem de se ter uma certificação PMP? Muitas vezes, utilizamos uma ferramenta durante anos e são raras as ocasiões em que paramos para refletir sobre os benefícios de nossas ações.

Em um grande número de casos, adotamos determinadas posturas para buscar um diferencial na carreira. No caso da certificação PMP, o que pode ser visto como um simples pedaço de papel pode servir para o ingresso em uma categoria de profissionais certificados, estabelecendo assim uma maior credibilidade.

Portanto, além de um diferencial de qualidade, a certificação PMP pode trazer outros benefícios, como os cinco que listamos abaixo.

1. Mecanismo de filtragem

Um certificado PMP serve como mecanismo de filtragem para as decisões de contratação. Você tem alguma ideia de quantos currículos os gerentes de contratação recebem quando publicam um emprego para gerente de projetos? Potencialmente, centenas podem ser enviados.

Com uma montanha de currículos, muitos gerentes de contratação começam dividindo a pilha de currículos em duas partes: cadidatos que têm certificação PMP e aqueles que não a têm. Sem dúvida, há bons candidatos na pilha dos não-certificados, mas infelizmente eles costumam ser ignorados.

Portanto, use a certificação PMP a seu favor, colocando no currículo há quanto tempo foi certificado e explicitando se já tem experiência com PDUs (unidades de desenvolvimento profissional, da sigla em inglês). É importante também até incluir o número da sua certificação PMP.

Não pense que potenciais empregadores não irão pesquisar seu registro no Project Manager Institute (PMI). Infelizmente há um bom número de pessoas inescrupulosas que vão tentar enganar, dizendo que são PMPs quando não o são. Empregadores têm o dever de verificar a legitimidade da certificação dos candidatos a um emprego.

2. Aumento de salário

O salário de um gerente de projetos tem sido analisado por diversos estudos. A pesquisa salarial conduzida pelo PMI.org a cada dois anos é uma das mais conceituadas.

O mais recente levantamento, baseado no ano de 2011, mostra que um gerente de projetos certificado, em média, ganha aproximadamente US$ 10.000,00 (dez mil dólares) a mais por ano do que seu colega não certificado. Uma certificação PMP vale a pena o tempo, custo e energia numa base financeira. Nesse ponto, fazemos um aviso importante.

Se você é um gerente de projetos PMP e não ganha o salário médio para as pesquisas na sua região, é preciso agir. Você pode levar essas informações para o seu empregador atual e lhe mostrar os números. Eles podem fazer um ajuste salarial para mantê-lo. Ou então você pode decidir a começar a procurar trabalho em outros lugares.

3. Uma boa primeira impressão

Certificação PMP significa que você tem milhares de horas de experiência na bagagem, passou por um rigoroso exame e mantém a sua certificação atualizada a cada ano com novos e permanentes aprendizados.

Quando você está na posição de trabalhar com uma nova equipe ou em uma empresa diferente e você possui PMP, há uma certa quantidade de credibilidade já preestabelecida. A suposição é de que essa pessoa sabe o que está fazendo em oposição a uma pessoa que não tem a menor idéia.

Depois, claro, caberá ao profissional atuar com qualidade para provar ou refutar essa primeira impressão.

4. Linguagem comum com companheiros de projeto

Outro benefício do certificado PMP é a capacidade de se comunicar instantaneamente com companheiros e colegas.

Por exemplo, digamos que você iniciou um novo trabalho como gerente de projetos em uma empresa. Um dos fatores atraentes foi que a maioria dos gerentes de projetos são certificados com PMP, inclusive o diretor da empresa. Você sabe que isso significa que eles entendem os mesmos processos, fases e vocabulários. Mesmo que a aprendizagem possa ser extensa quando se trata da tecnologia específica da empresa, você já sabe que não precisa se preocupar sobre como os projetos foram executados.

5. Aumento de confiança

Outro benefício em obter sua certificação PMP é que ela constrói confiança.

Você pode ter sido um gerente de projetos por algum tempo antes de obter sua certificação PMP. Você aprendeu “o que funciona” e “o que não funciona” com a chamada “escola da vida”. Contudo, você sempre conviveu com dúvidas persistentes. Você se perguntava se havia uma maneira melhor, conversou com diversas pessoas a respeito, fez muitas tentativas e descobriu um caminho a seguir.

Claro, você falou com muitas pessoas e fez muitas perguntas. Porém, não há como ter 100% de confiança de que isso poderia ser considerado o novo “padrão da indústria”.

Já com uma certificação PMP, você passou a ter como validar se o método empregado em uma área segue um padrão correto, além de ter ferramentas para descobrir melhorias em outras áreas.

Você adquire uma riqueza de novas informações que torna o seu profissionalismo como gerente de projetos muito mais fundamentado, como conceitos de gerenciamento de valor agregado ou maneiras de juntar uma estrutura de divisão do trabalho. Tudo isso permite a você gerenciar suas equipes, projetos e resultados com uma grande dose de confiança.

Após essa reflexão, o tempo, o custo e a energia para conquistar uma certificação PMP vale muito a pena. É preciso ter em mente que é como qualquer outro investimento. Você precisa ter certeza de que está colocando isso em uso. Você precisa maximizar sua certificação, aproveitando-a no seu emprego atual, encontrando novos empregos, bem como dar continuidade às suas unidades de desenvolvimento profissional.

Você está procurando por recursos de gerenciamento de projetos para ajudá-lo no seu caminho para a certificação PMP? O Project Builder oferece uma riqueza de conhecimento para você!

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fracasso no gerenciamento de projetos

Fique longe do fracasso no gerenciamento de projetos

Um dos mais reconhecidos grupos de Tecnologia da Informação, o Standish Group, de Boston, Massachusetts, revelou em uma recente pesquisa um dado alarmante: 24% dos projetos no mundo passam pelo fracasso no gerenciamento de projetos. Ou seja, ela nos coloca que cerca de um em cada quatro projetos não são concluídos!

Quais as razões para ter fracasso no gerenciamento de projetos? Esta é a pergunta básica para quem trabalha na área. O prazo estipulado e o orçamento previsto são as principais causas de tantas desistências. No entanto, a ineficiência de gestão é outro grande fator para deixar os projetos pelo meio do caminho.

Quando toda a equipe está reunida, é comum cada área justificar de uma maneira os problemas de um projeto. No entanto, é como diz o ditado: cada macaco no seu galho. Geralmente, cada setor aponta situações relacionadas à sua área de atuação, faltando uma visão mais holística do processo.

Cabe aqui outro ditado: uma andorinha só não faz verão! Os gerentes de projetos envolvidos precisam perceber que uma área não está isolada das outras.

Quais são as condições para que um projeto seja bem-sucedido? Reunimos sete ações necessárias para que não aconteça um fracasso no gerenciamento de projetos

1.    Diretoria participativa

A alta direção tem um papel primordial em um projeto. Ela funciona como uma bússola, indicando o Norte para as ações de todas as áreas. Se ela não assumir seu papel, prejudicará toda a estrutura organizacional da empresa. É importante, assim, que a direção mantenha um forte canal de comunicação como todos os colaboradores.

2.    Equipe unida

Com apoio da direção e estando a par dos objetivos da companhia, os colaboradores certamente terão um rendimento melhor. Nesse caso, mais uma vez ressaltamos a importância dos processos de comunicação, o que pode ser garantido com um bom software de gerenciamento de projetos (como o Project Builder).

3.    Maturidade e profissionalismo

Ter competência para avaliar e identificar os processos de um projeto exige uma grande responsabilidade. Por isso, é preciso contar com profissionais que tenham maturidade para garantir a eficácia em suas áreas. É bom ressaltar também que essa maturidade não necessariamente tem a ver com tempo de experiência.

4.    Experiência organizacional

Não há desespero para erros em uma gestão, porque sempre se pode aprender com eles. Até mesmo para cuidar que os erros não se repitam. Problemas sempre vão ocorrer, o importante é como lidar com eles. Se os colaboradores são incentivados a comunicar erros tão logo ocorram, isso aumentará a eficácia de uma aprendizagem organizacional.

5.    Definição de escopo

Tudo aquilo que contempla um projeto de um produto ou serviço, ou seja, o escopo, deve ser bem definido para que haja precisão nas ações de cada área. Esse escopo, no entanto, exige atualizações constantes para abranger as mudanças que vão ocorrendo durante a execução de um projeto.

6.    Sistema de informações

A inovação tecnológica atualmente tem uma velocidade grande. A cada dia, novos softwares são criados para a área de gerenciamento de projetos. Portanto, é preciso ter muita atenção na hora de adquirir um programa para que a escolha seja compatível com os objetivos de um projeto.

7.    Controle eficiente

As mudanças em um projeto serão inevitáveis. É preciso ter jogo de cintura para percebê-las e não engessar toda a produção. Para isso, será fundamental ter um controle eficiente de cada etapa, registrando cada ação e as mudanças que vão ocorrendo. A documentação dessas mudanças será necessária para evitar grandes fracassos.

relevância de um projeto

4 dicas para seu projeto ganhar relevância

A atualização de tecnologias atinge, invariavelmente, todos os setores da economia. Parece que hoje o mundo gira mais rápido. Uma ideia inovadora hoje pode ser facilmente superada por outra amanhã. Quem é gerente de projetos precisa acompanhar os avanços na área de tecnologia o tempo todo. Não pode correr o risco de ver um projeto perder sua importância por métodos que foram superados. Abaixo, apresentamos alguns princípios de como garantir a relevância de um projeto.

  1. Definição de modelos

Quais são os objetivos da sua organização? As respostas serão o fundamento para que a estratégia de um projeto esteja caminhando na mesma trilha dos objetivos operacionais. Por isso, um gerente de projetos precisa estar a par de todos os passos da empresa, acompanhar as reuniões de planejamento e as eventuais mudanças em cada projeto. Somente assim ele conseguirá ter uma visão clara de como sua área deve ser estruturada.

2. Infraestrutura moderna e aplicável

É importante contar com uma infraestrutura moderna, capaz de suportar inovações constantes. Será difícil para um departamento oferecer competitividade com equipamentos considerados ultrapassados. Importante ressaltar que, para montar uma infraestrutura moderna, deve ser avaliado o orçamento disponível e os requisitos de cada projeto.

3. Parceria estratégica

Ninguém trabalha sozinho. Um gerente de projetos precisa estar atento ao que se passa também em outras áreas. Assim, é fundamental que todos os outros setores da empresa saibam que sem uma parceria estratégica eles não vão oferecer um trabalho dinâmico para uma companhia. Será praticamente impossível um setor fazer um excelente serviço e ganhar destaque em uma companhia sem estar totalmente integrada com as inovações de outras áreas.

4. Diálogo aberto

O melhor caminho para manter as parcerias e abrir oportunidades é manter sempre um diálogo aberto. Cada setor envolvido deve ter espaço garantido para expor ideias. O gerente de projetos estabelece processos para ouvir objetivamente as partes interessadas, oferecer mecanismos de feedback e compartilhar as ideias mais inovadoras. Isso reforçará em cada colaborador a importância do diálogo com outras áreas para o desenvolvimento do projeto como um todo.

Agora que você já sabe como manter a relevância de um projeto, compartilhe!!

estimativas de pessoal

Melhorando suas estimativas de pessoal

Como verificar que você está alcançando o potencial de sua equipe? Verifique atentamente as suas estimativas de pessoal. Esta lista pode ajudar:

  • Faça a distinção entre esforço/pessoa (a quantidade de tempo que uma pessoa efetivamente trabalha em uma atividade) e duração (o tempo no calendário necessário para completar uma atividade).
  • Descreva claramente o trabalho a ser feito em cada atividade (as entradas, os resultados, outros tipos de recursos e processos do trabalho).
  • Descreva as atividades com detalhes suficientes (estimativas do esforço de trabalho não devem ser superiores a duas pessoas-semanas; a duração não deve ser superior a duas semanas do calendário).
  • Identifique os requisitos de pessoal especificando as habilidades e conhecimentos necessários, e não especificando o nome de uma pessoa ou um cargo.
  • Envolva as pessoas nas estimativas de esforço para as atividades que elas executarão.
  • Re-confirme e revise suas estimativas conforme necessário depois que as pessoas forem associadas a cada atividade.

Reflita os seguintes fatores em suas estimativas de esforço:

    • Produtividade: Resultados por unidade de tempo
    • Eficiência: Proporção de tempo gasto no trabalho com o projeto em oposição às atividades organizacionais (não relacionadas com projetos específicos).
    • Disponibilidade: Proporção de tempo em seu trabalho, em oposição a estar de licença.

Fonte: Livro gerenciamento de projetos para leigos

trabalhar para viver

Trabalhar para viver, não viver para trabalhar

Era uma vez uma empresa que tinha, dentro seu quadro de colaboradores, dois funcionários muito conhecidos, João e Mário. Eles eram considerados exemplos de bons profissionais, admirados pelo seu empenho e dedicação à empresa. No entanto, tinham uma grande diferença entre eles.

João estava o tempo todo ligado no trabalho. Passava a maior parte do tempo no escritório, analisando projetos, conferindo dados, checando informações mais de uma vez. Era como um cão de guarda. Mesmo fora da empresa, estava preocupado com o trabalho. Não conseguia viajar, pouco se divertia, tinha poucos amigos. E suas relações amorosas tendiam a ser um desastre atrás do outro.

Mário era diferente. Trabalhava muito, mas, nas horas de folga, também descansava muito. Vivia cercado de amigos e familiares. Porém, como sempre gostou do seu trabalho, cumpria muito bem as tarefas. Geralmente era admirado por soluções rápidas, eficazes e até mesmo brilhantes.

Esses dois exemplos mostram a diferença entre quem é viciado no trabalho, que em inglês é chamado de workaholic, e quem adora o que faz, no caso, um worklover. João, nosso exemplo de workaholic, pode ser o perfil de inúmeros profissionais. Muitos, como ele, acabam colocando a carreira profissional acima de qualquer coisa. Quem não conhece alguém que se divorciou por ficar muito tempo no trabalho? Ou então aquela história que costuma aparecer em diversos filmes, de pais que não podem acompanhar o filho ou a filha em algum evento porque estão sempre ocupados.

Já a vida do Mário, que em nossa história representa o worklover, é diferente. Ele sabe da importância do trabalho na sua vida, mas vive de acordo com o momento. Nas férias, ele prioriza o descanso. Quando está com a família, curte a companhia da esposa, dos filhos. E com amigos, busca sempre reforçar a amizade. Ou seja, Mário faz tudo com paixão e se envolve em tudo o que faz.

Estudos comprovam que um workaholic pode parecer ser o melhor profissional, com dedicação exclusiva a uma empresa, mas a longo prazo isso será muito prejudicial tanto para a empresa como para o profissional. O estresse é geralmente o primeiro sintoma. Assim, o workaholic não apenas deixa de ser produtivo como passa essa energia negativa também para seus colegas e colaboradores. O ambiente na empresa fica pesado, influenciando toda uma cadeia produtiva. Outro ponto negativo é que, sem ter uma vida completa, o workaholic deixa de ser dinâmico, de ter criatividade. Acaba ficando preso nas tarefas e ocupações às quais se ambientou, ou pior, se viciou.

Estamos chegando em dezembro, mês de descanso, festas com nossos familiares, o calor do Verão batendo na porta. Se você tem tendência a ser o João dessa história, aproveite esse período para mudanças. Fazer uma autoanálise é importante. Reveja o que se passou esse ano, se você conseguiu importantes realizações no trabalho, se construiu momentos inesquecíveis com a família, se manteve e começou novas amizades. Comece 2013 de maneira positiva. Lembre-se sempre da frase do personagem Ferris Bueller, do filme Curtindo a Vida Adoidado: “A vida passa muito depressa. Se não paramos para curti-la de vez em quando, ela passa e você nem vê!”.

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