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Governança corporativa: o guia completo sobre o assunto

Conforme o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), no relatório “Informes de Governança Corporativa 2019”, mais de 50% das empresas brasileiras utilizam práticas de GC com sucesso em sua administração. Esse valor revela que essa reunião de processos e princípios já está consolidada e vai continuar como uma tendência pelos anos seguintes.

A liderança positiva é um diferencial para qualquer gestor e, atualmente, está em destaque nas organizações como uma forma de desenvolver habilidades e promover a integração dos profissionais.

Esse recurso, como tantos outros, pode ser adotado pela governança corporativa a fim de garantir resultados mais efetivos para o negócio. Saiba mais sobre esse assunto: leia o post até o final e entenda como a proposta vai ajudar sua organização!

O que é a governança corporativa?

Podemos definir a governança corporativa como um sistema de práticas planejadas que orientam as empresas, principalmente em suas formas de comunicação com os stakeholders: gestores e funcionários (partes internas interessadas) e investidores, fornecedores, credores, órgãos públicos, comunidade que sofre os impactos das ações empresariais (partes externas interessadas).

Ela apareceu como um meio de regular o relacionamento da empresa com a sociedade em geral. Existem políticas e processos fundamentados na ética para garantir uma gestão saudável na organização. De acordo com o IBGC, existem cinco elementos básicos na implantação da governança corporativa.

Propriedade

Cada sócio é um proprietário conforme seu percentual de participação no capital social. O código do IBGC defende que a ideia de que cada ação corresponde a um voto é a mais eficaz para alinhar os interesses dos sócios.

Conselho de Administração

É o mais importante elemento da GC. A eleição do conselho é realizada pelos sócios e sua função é proteger os valores, os princípios, o objeto social, o sistema de governança da empresa.

O Conselho de Administração também serve como mediador entre a diretoria e os sócios. O número de conselheiros deve ser, de preferência, ímpar (entre 5 e 11).

Diretoria

Órgão que gerencia a empresa, fazendo com que ela cumpra seu objeto e alcance sua função social. Ele elabora os processos financeiros e operacionais, incluindo o gerenciamento de riscos e a comunicação com os stakeholders.

Órgãos de controle e fiscalização

Entre eles, podemos citar:

  • Comitê de Auditoria: ligado ao Conselho Administrativo, realiza auditoria de projetos e relatórios financeiros para garantir mais confiabilidade e integridade das informações;
  • Auditoria Independente: o auditor independente dá sua opinião sobre os relatórios financeiros, confirmando se são ou não confiáveis;
  • Auditoria Interna: acompanha, avalia e orienta no sentido de aprimorar as normas e controles internos definidos pelo conselho;
  • Controle Fiscal: faz uma fiscalização autônoma, não submetida ao conselho (pode ser ou não permanente);
  • Gerenciamento de riscos, controles internos e compliance (conformidade): o conselho e a diretoria devem gerenciar riscos no intuito de prevení-los ou minimizá-los.

Conduta e conflito de interesses

O Conselho de Administração deve se responsabilizar por minimizar os conflitos de interesses (valorizando sempre o bem maior da organização) e também por criar um código de conduta.

Quais seus princípios básicos?

Os princípios básicos da GC são os seguintes: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Entenda um pouco mais sobre cada um a seguir!

Transparência

A transparência é o princípio que garante os mecanismos cujo objetivo é informar a todas as pessoas envolvidas as informações mais valiosas que envolvem a administração empresarial. É o pilar principal da governança corporativa, pois está associado, não apenas as normas e leis, mas a apresentar a todos os interessados, da forma mais clara possível, essas normas e essas leis, bem como tudo que seja relevante para eles.

A empresa deve mostrar aos acionistas os pontos negativos e os pontos positivos do negócio, todas as medidas tomadas pela administração. Para a sociedade, a empresa tem o compromisso de mostrar todas as ações de interesse social que podem alcançar a comunidade.

Equidade

O fundamento mais importante da equidade é a igualdade e a justiça. Isso significa tratar todas as pessoas de modo igual, sem fazer distinção de raça, credo, etnia, posição hierárquica ou social. A organização tem que compartilhar decisões, resultados e estratégias com todos de forma não-seletiva.

Desse modo, a empresa consegue engajar os funcionários, investidores, sócios, comunidade. Também se evita que as informações fiquem limitadas a alguns cargos ou pessoas.

Prestação de contas

Esse princípio está associado à definição de critérios para apresentar os resultados da organização ao final de um período específico.

Na verdade, prestar contas é mais que mostrar aos acionistas os relatórios financeiros. O gestor também deve apresentar relatórios gerenciais contendo decisões de natureza estratégica para gerar uma administração mais participativa. Para assegurar que os relatórios são verazes, convém realizar uma auditoria dos dados que eles registram, a qual contribui para a consolidação da governança corporativa.

Responsabilidade corporativa

Esse pilar refere-se ao compromisso social da empresa — um compromisso que se destaca em duas frentes:

  • os acionistas que investiram dinheiro e fazem jus aos rendimentos que a empresa consegue;
  • a sociedade, com quem a empresa tem um importante papel social.

Por isso, a administração precisa mostrar as ações praticadas e os investimentos realizados, revelando sua preocupação com a sociedade e o meio ambiente e, consequentemente, com a sustentabilidade.

Para que serve a governança corporativa?

A governança corporativa serve para alcançar diferentes objetivos que, depois de alcançados, transformam-se em benefícios para a empresa que adota seu conjunto de práticas:

Administração de conflitos e escândalos

De acordo com o código do IBGC, criar e seguir um código de conduta ajudam a aumentar o nível de confiança interno e externo da empresa. A administração deve dar o exemplo no cumprimento do código de conduta corporativo. É o Conselho de Administração que se responsabiliza por resguardar princípios e valores empresariais.

Embora a GC não acabe com os conflitos dentro de uma empresa, ela ajuda a administrá-los melhor quando ocorrem. A transparência e os processos bem delineados e registrados contribuem para facilitar a gestão de conflitos. Ainda que eles sejam inevitáveis, com boas práticas de GC, é possível evitar escândalos, cujo alcance é muito maior e comprometedor.

Valorização da imagem da empresa

Um sistema de governança corporativa efetivo permite que os valores associados à identidade da empresa sejam praticados de verdade, não sejam somente palavras bonitas para colocar em logotipos e atrair consumidores. Ser verdadeiro é a melhor maneira de obter o comprometimento de todos, do público interno e do público externo.

Quando a empresa não cumpre o que promete, nem compensa aplicar rios de dinheiro em campanhas de marketing.

Atração de investidores

As empresas que têm reconhecimento devido à transparência e práticas eficazes de gestão geralmente conquistam as melhores condições de negócio perante os fornecedores, bancos, clientes e outros parceiros. Certamente, é uma forma de atrair investidores, pois eles só investem capital em empresas organizadas, que realizem prestação de contas confiável e sejam seguras em todos os sentidos.

Preservação e aumento do valor de mercado

A melhoria na administração e as decisões tomadas com base em planejamento estratégico oferecem um impacto positivo nas finanças.

Os gastos na produção diminuem e também se reduzem as possibilidades de desvios e fraudes. Essa iniciativa confere mais valor à empresa.

Retenção e atração de talentos

Como todos os stakeholders são alvo de atenção em uma governança corporativa, os funcionários também são considerados valiosos e sua satisfação é importante.

O gerenciamento de recursos humanos em uma GC procura, portanto, valorizar os colaboradores, contribuindo para a queda no turnover e para a retenção de talentos. Além disso, a boa imagem da empresa ajuda na atração de profissionais talentosos que ajudarão a tornar ainda mais qualificado o quadro de funcionários.

Por que ela é importante também em empresas pequenas e médias?

A governança corporativa não pode ser aplicada somente nas companhias de capital aberto. Claro que as empresas maiores enfrentam desafios diferentes e podem se beneficiar até mais com um sistema de GC. Mas esse sistema pode ser aplicado em qualquer empresa, inclusive nas médias e pequenas empresas, ou PMEs.

Qualquer organização pode usufruir vantagens do sistema. Algumas terão benefícios adicionais devido ao seu tamanho ou ramo em que atua.

Mas é claro que uma pequena ou média empresa, ou mesmo microempresa, pode se beneficiar bastante ao adotar práticas orientadoras de governança, pois conseguirá atrair a atenção de mais investidores, otimizará a performance operacional, permitirá mais transparência em seus processos. Desse modo, podemos dizer que seu próprio crescimento se tornará mais fácil e ela terá um modelo escalável de gestão.

Se não for viável, por exemplo, não é preciso implantar todos os cinco elementos básicos recomendados pelo IBGC. A governança corporativa é flexível e se ajusta a qualquer modelo de negócio, de qualquer porte.

O resultado é que as PMEs agregarão um maior valor à marca e disporão de um sistema que contribui para sua longevidade — com a GC, considera-se o curto, o médio e o longo prazo. Desse modo, é mais fácil antecipar-se a riscos e identificar oportunidades no cenário atual, o que promove maior longevidade ao negócio.

Qual a importância da governança corporativa em empresas familiares?

Até as empresas familiares podem se beneficiar do sistema. Nessas empresas, os donos e os colaboradores integram a mesma família, seja direta, seja indiretamente (pais, filhos, cônjuges, irmãos, primos, tios, cunhados, sogros, genros). Dessa forma, o patrimônio e a renda dos funcionários estão relacionados ao patrimônio da própria empresa.

Há empresas familiares de diferentes portes. Nem todas as empresas desse tipo conseguem se sustentar após a terceira geração. Isso demonstra que há uma grande dificuldade em conservar o funcionamento adequado em empresas de família ao longo dos anos. Por isso, a adoção da governança corporativa já será um grande diferencial para ajudar a superar os desafios característicos desse modelo de empresas, como:

  • as questões sucessórias;
  • a formalização dos processos;
  • a proteção dos ativos;
  • o acesso à informação aos sócios que não fazem parte do grupo gestor.

Não é fácil regular as relações familiares com os negócios da empresa. Nesse sentido, uma empresa familiar está mais propensa a conflitos e escândalos porque existe um grande desejo dos executivos de alcançar uma posição de maior poder dentro dela. Definir o direcionamento corporativo não é fácil e, quando ocorrem erros de regulação, há disputas familiares que podem impactar negativamente na organização como um todo.

Boas práticas de GC contribuem para gerar o entendimento das diferenças entre conceitos como propriedade, família e gestão. Assim, entende-se que, ainda que alguém tenha o direito de herança sobre a empresa, isso não quer dizer que ele tenha o direito automático de gestão. Vale lembrar que, em empresas familiares, é comum que os membros deem prioridade a interesses pessoais, esquecendo o que realmente é melhor para o negócio.

Propriedade e gestão, em um sistema de GC, são conceitos separados e a liderança será exercida por aqueles que estejam aptos a assumir esses cargos. Ser líder requer muitas habilidades e conhecimentos específicos. Nem sempre as qualidades de um líder são consanguíneas (por exemplo, podemos ver um pai que é um excelente administrador cujo filho não tem a mesma qualificação).

O benefício mais destacado nas empresas familiares é que a GC delineia bem a diferença entre propriedade e administração da empresa. Ao aplicar os já citados pilares, o sistema promove uma administração equilibrada e facilita:

  • tomada de decisão menos centralizadas, com mais participação: as decisões não são privilégio de uma só pessoa, elas resultam de visões diferenciadas, menos tendentes a opiniões individualistas;
  • alinhamento de interesses: possibilita um maior alinhamento entre os interessados, evitando a predominância de interesses mais restritos a um determinado membro da família, por exemplo;
  • capacitação de funcionários: desenvolve liderança e qualifica os herdeiros a se tornarem efetivos administradores e não serem destinados a determinadas funções por pertencerem à família;
  • fortalecimento da imagem empresarial: como nas empresas em geral, a empresa familiar também consegue posicionar sua marca no mercado em uma boa colocação.

Por que contar com ferramenta ou software?

A tecnologia contribui para implantar e aprimorar a GC nas empresas. Certas ferramentas e softwares, como as ferramentas de BI (Business Intelligence), efetivam a automação de processos que se refletem no ambiente interno e na sociedade em geral. Em relação a tudo que falamos até agora, a tecnologia se aplica e aumenta a eficiência. Entre outras coisas, os softwares avançados permitem:

  • a cotação de preços;
  • a homologação e avaliação de fornecedores;
  • a gestão dos pedidos;
  • a gestão das finanças e a prestação de contas mais transparente;
  • a comunicação otimizada com os stakeholders;
  • a rápida e eficiente análise dos dados, bem como a proteção deles.

Enfim, a tecnologia digital adequada multiplica o potencial de um sistema de GC, tornando-o mais acessível e dinâmico, mas ágil e econômico, garantindo ainda a conformidade com as normas e leis (compliance), o que evita conflitos com o governo e aumenta a competitividade da organização.

O gerenciamento de projetos é uma contribuição valiosa para a governança corporativa. Claro que é muito importante dispor de um software avançado para o gerenciamento de projetos, como a solução da Project Builder, destinada a pequenas, médias e grandes empresas. A ferramenta efetua a gestão de projetos, estratégica, de equipe, de programas e portfólio.

Teve mais interesse nessa solução avançada? Então, entre em contato com a gente agora mesmo. Não perca mais tempo! Teremos o maior prazer em fornecer todos os esclarecimentos necessários.

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