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Gestão de Projetos no Terceiro Setor: como contornar as dificuldades?

Independentemente do tipo da empresa (seja ela pública ou privada), seus recursos financeiros, humanos e materiais são limitados. Por isso, é essencial identificar e priorizar a gestão de projetos no terceiro setor, que proporcionarão maiores ganhos e que realmente estejam alinhados aos objetivos estratégicos da organização. Só assim é possível garantir o uso equilibrado de tais recursos.

Mas após essa ponderação começa outra fase fundamental: a gestão dos projetos selecionados, ou seja, gestão de projetos no terceiro setor. Os esforços passam a se concentrar, então, no atendimento às estimativas de custo, tempo, escopo e qualidade, além da necessária atenção às expectativas e necessidades dos stakeholders. E é aí que entram as técnicas e melhores práticas em gerenciamento de projetos, parte imprescindível para o sucesso também das organizações do Terceiro Setor.

Mas qual é a melhor maneira de aplicar a gestão de projetos no Terceiro Setor? Como superar os desafios? É claro que o conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos é fundamental, mas existem algumas características específicas que devem ser consideradas. Veja a seguir:

Construção de metodologia

Um dos maiores obstáculos para as organizações do setor terciário está na estruturação de processos e na determinação de uma metodologia para o gerenciamento dos projetos. Surge, nesse âmbito, um ponto em comum entre as organizações do Terceiro Setor e as demais empresas: não existe uma receita pronta. A verdade é que cada organização tem seus valores, sua cultura, sua história e suas peculiaridades (organizacionais, hierárquicas e processuais). Com o passar do tempo, elas tendem a consolidar alguns modelos que carecem apenas de poucas adaptações.

Mas é possível dizer que, infelizmente, esse processo ainda está em seu estágio inicial no Terceiro Setor. Exatamente por isso, uma corrente de estudiosos, pesquisadores, autores e instituições voltaram sua atenção para a gestão de projetos no Terceiro Setor nos últimos anos. E por mais que, como resultado, tenham surgido algumas propostas interessantes de gerenciamento de projetos para o segmento, ainda há um longo caminho a percorrer pela frente. Na prática, a entidade não deve somente buscar uma metodologia baseada em modelos que atendam às suas especificidades. É importante chamar a responsabilidade para si, construindo um modelo próprio em consonância com as melhores práticas já conhecidas.

Indicadores de desempenho

Outro desafio bastante evidente e ainda mais complexo que a definição de metodologias e processos é a determinação de indicadores referentes ao impacto social dos projetos e das ações realizadas pelo Terceiro Setor. Por se tratar de projetos cujos impactos estão relacionados, basicamente, à melhoria da qualidade de vida das pessoas, nem sempre é possível quantificar objetivamente o progresso alcançado. E isso desencadeia imprecisão e prejuízos na comparação do previsto versus o realizado, pois não é possível identificar claramente em que medida o objetivo foi alcançado. Por isso, é importante que existam iniciativas de identificação, definição e elaboração de indicadores apropriados para a aferição do impacto social dos projetos.

Retorno dos projetos

É muito comum que as organizações do Terceiro Setor desprezem o retorno financeiro dos projetos, afinal, crê-se que, pela falta de fins lucrativos, não faz sentido se ater a esse quesito. Entretanto, justamente pela carência desses recursos é que o retorno financeiro se mostra como uma variável importante nesses projetos. É de suma importância, portanto, que os recursos da instituição e também de seus mantenedores e parceiros sejam investidos de forma eficiente, a fim de proporcionar o maior impacto social possível. É crucial, inclusive, desenvolver maneira como se mede o impacto social dos projetos e, se viável, mensurar o resultado financeiro correspondente.

Gerenciamento dos interessados

Em projetos do Terceiro Setor, normalmente existe um alto grau de influência de partes interessadas, afinal, os projetos tendem a impactar um grande público e lidar com diferentes instituições (tanto públicas como privadas). Sendo o benefício para a sociedade e a vida das pessoas o principal objetivo do escopo de tais projetos, o gerenciamento transparente e eficiente das partes interessadas se transforma em fator decisivo para o sucesso. É fundamental, portanto, estabelecer um alto grau de colaboração com as partes interessadas.
Os gerentes de projetos e a alta direção das organizações do Terceiro Setor devem estabelecer um relacionamento estreito com os stakeholders, tornado possível abstrair suas impressões no que se refere aos avanços, efeitos, benefícios, problemas e impactos da iniciativa. Como qualquer sinal de insatisfação pode ter consequências negativas na condução dos trabalhos ou na credibilidade da entidade, a adequada gestão das partes interessadas é uma área de conhecimento muito importante.

Gestão de riscos

Em decorrência do maior envolvimento das partes interessadas, o gerenciamento de riscos em projetos do Terceiro Setor passa a ter uma importância ainda mais expressiva. Afinal, é normal que os resultados estejam atrelados a aspectos culturais, socioeconômicos e educacionais da comunidade. Logo, os riscos se potencializam. E o mesmo se aplica às oportunidades.

Convém lembrar que os riscos não se resumem a eventos e situações negativas. Os eventos e as situações de impacto positivo são oportunidades que devem ser, sempre que possível, identificadas, mensuradas e aproveitadas. Sendo assim, o gerente de projeto deve garantir que os riscos não afetem negativamente a iniciativa e que as oportunidades sejam plenamente aproveitadas e revertidas em prol do sucesso final.

Gestão de projeto para o Terceiro Setor no mundo

Dada a importância das iniciativas de contribuição social sem fins lucrativos, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos Escritórios de Serviços de Projetos das Nações Unidas (UNOPS), tem participação ativa no Terceiro Setor. Esse braço apoia os projetos relacionados à paz e à estabilidade pós-conflitos, à recuperação das comunidades acometidas por catástrofes naturais, ao desenvolvimento de recursos humanos para a melhoria das economias locais e para suplantar os desafios ambientais e de sustentabilidade relacionados às alterações climáticas.

O objetivo da instituição é implementar e aperfeiçoar a prática de gestão de projetos dentro dos esforços humanitários de construção da paz e desenvolvimento de infraestrutura em mais de 80 países (como Iraque, Afeganistão, Haiti e Sri Lanka). E vale a pena dizer que essa entidade conta com a expertise de um representante brasileiro: o mineiro Ricardo Vargas, escolhido para assumir o cargo de Diretor do Grupo de Práticas de Projetos do Escritório de Serviços de Projetos das Nações Unidas.

Como é possível constatar, não há uma necessidade de se investir altas quantias para contornar as dificuldades da gestão de projetos no Terceiro Setor. O que se deve fazer é, na verdade, adotar uma cultura de gestão que prime pela eficiência e por boas práticas em entidades de cunho social, culminando no aumento da eficiência e no crescimento desse importante segmento da sociedade, que transforma a vida das pessoas e que constrói um mundo melhor para todos.

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